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História Zurena - Forbidden Love - Capítulo 5


Escrita por: ClexaZurena4ever

Notas do Autor


Olá meus amores! Voltei! Mil perdões pela demora, estou meio perdida com algumas coisas aqui. Assim que conseguir atualizo ok?

Boa leitura 💕💕💕

Capítulo 5 - O Jogo


Fanfic / Fanfiction Zurena - Forbidden Love - Capítulo 5 - O Jogo

POV ZULEMA

Após a discussão com Macarena na minha sala, eu havia sentado novamente, tentando me recuperar. Sentia minhas mãos tremerem e uma sensação horrível me tomava.

Eu não sabia porque me sentia tão mal assim de rejeitá-la, eu simplesmente não podia ficar com ela, era algo que estava fora de cogitação. Amava meu trabalho e nunca havia colocado ninguém acima dele, e não era agora que isso mudaria. 

E por algum motivo, aquilo havia começado a me incomodar por causa de Macarena. Nunca havia me sentido mal antes por isso, mas ela simplesmente me afetava de uma maneira enorme mesmo eu a conhecendo tão pouco e há tão pouco tempo. 

Eu resolveria aquilo depois, precisava ir pois Saray estava a minha espera. Havia convidado ela para almoçar lá em casa, colocar o papo em dia. 

Saio então da minha sala após pegar minhas coisas e me direciono até a sala dos professores, onde ela me esperava sentada em uma das mesas, de costas para a porta. 

- Vamos? - Digo jogando minha bolsa na mesa e fazendo ela dar um pulo. 

- Carajo Zule, pra que me assustar assim? - Ela diz colocando uma mão no coração. 

- Tá devendo na praça é? - Digo tentando parecer animada, fazendo ela revirar os olhos. 

- Vamos antes que eu te dê um soco. - Ela diz pegando suas coisas e dou risada. 

Vamos até meu carro em silêncio é estranho um pouco, Saray estava estranha. Quando entramos no carro, ligo o rádio e vamos até na minha casa escutando música, também em completo silêncio. 

Assim que estaciono, entramos na minha casa e coloco minhas coisas rapidamente em meu quarto, voltando para a cozinha e vendo Saray sentada no sofá, roendo suas unhas. 

- Tá bom, o que aconteceu? Você está muito estranha. - Digo finalmente, fazendo ela me olhar com as sobrancelhas arqueadas em preocupação. 

- Se eu te contar, você promete que não me denuncia? - Ela pergunta e sinto meu estômago embrulhar de curiosidade. 

- Não prometo nada, mas me conte, posso tentar te ajudar. - Digo me sentando ao seu lado no sofá. 

- Ai Zule, estou fodida. - Ela diz desesperada e coloca as mãos na cabeça.

- Calma Saray, me diga o que aconteceu. - Digo calmamente colocando uma mão em seu ombro. 

- Eu estou apaixonada por uma aluna. - Ela diz e meu coração acelera imediatamente com aquelas palavras. 

- Como assim Saray? - Pergunto, tentando entender a situação. 

- Eu não sei Zule, apenas estou apaixonada! - Ela diz desesperada para mim. 

- Calma, você não fez nada sobre isso né? - Pergunto a olhando. 

- Não, não fiz. - Ela diz e me acalmo um pouco. 

- Não a beijou nem falou pra ela, né? - Digo e vejo sua expressão cair imediatamente. 

- Pior que nos beijamos sim. - Ela diz receosa com minha reação. 

- Ah eu não acredito nisso Saray, que merda você tem na cabeça? - Digo desapontada e ela fica cabisbaixa. 

- Eu não sei Zule, você sabe que eu sou fraca e não resisto à mulher bonita. - Ela diz e reviro os olhos. 

- Estudante, Saray. Estudante. Você não pode ficar com uma aluna!! - Digo a repreendendo. 

- Eu sei, mas não consigo evitar, estou apaixonada! - Ela diz apoiando o rosto em sua mão. 

- E quem é a infeliz? - Pergunto um pouco ansiosa pra saber quem era. 

- Não posso dizer Zule, ela me pediu pra manter em segredo. - Ela diz e eu suspiro. 

- Está bem, Saray. Mas não faça isso novamente, pode dar muito errado pra você. Não quero que você seja demitida nem nada. - Digo de coração e ela dá um pequeno sorriso. 

- Vai dar tudo certo irmã, prometo. - Ela diz e sorrio com seu jeito carinhoso de me chamar. 

- Está com fome? - Pergunto mudando de assunto. 

- Poderia comer um boi aqui mesmo. - Ela diz e acho graça de seu exagero. 

- Você lembra que eu sou vegetariana né? Não vai ter boi nenhum aqui. - Digo rindo. 

- O que tiver está bom, gato com fome lambe até sabão, né? - Ela diz e reviro meus olhos. 

- Vai estar uma delícia, prometo. - Digo e vejo ela concordar com a cabeça. 

Vamos até minha cozinha e tiro duas marmitas do meu congelador, as coloco no microondas por alguns minutos e logo estão prontas. 

Em cada potinho tinha macarrão alho e olho, feijão com arroz, um pouco de batata frita e uma carne de soja deliciosa, tudo feito por mim. Saray deu a primeira garfada e fez um barulho de aprovação com a voz e um beleza com as mãos. 

- Viu como está bom? - Digo brincando e vejo ela confirmar com a cabeça.

- Você cozinha bem mesmo Zule, por um segundo senti vontade de parar de comer carne, mas aí lembrei do bacon e desisti. - Ela diz rindo e reviro os olhos. 

- Enfim, está melhor já? - Pergunto, me referindo ao momento anterior.

- Estou sim amiga, obrigada por me ouvir. - Ela diz dando um sorriso e o retribuo. 

- Não vai fazer nenhuma burrada né? - Digo olhando para seus olhos.

- Não vou, prometo. - Ela diz e me dou por satisfeita, dando mais uma garfada na comida. 

Após terminarmos, lavamos as louças e ficamos conversando no meu sofá sobre assuntos aleatórios. Após alguns minutos eu fui pegar a sobremesa, que era açaí e alguns acompanhamentos. Saray nunca havia provado e fez uma careta assim que viu o pote de açaí.

- Não faz essa careta, é uma delícia! - Digo enquanto coloco em um potinho e a entrego. 

- Dizem que tem gosto de terra, verdade? - Ela diz ainda com a careta no rosto. 

- Tem nada, coloca o que tu quiser de acompanhamento e come. Vai gostar, prometo. - Eu digo enquanto preparo o meu. 

Ela prepara lentamente o seu e então dá uma colherada no açaí, levanto cuidadosamente até a boca. Assim que ela come, a olho esperançosamente e ela me olha e faz uma careta. 

- Ah tá me zoando. - Digo sem acreditar que ela não tinha gostado. 

- Gostei mais ou menos, ainda prefiro sorvete. - Ela diz dando mais uma colherada. 

Reviro os olhos e dou mais uma colherada no meu, me deliciando com o gosto maravilhoso que aquela sobremesa que eu tanto amava tinha. Ficamos conversando por mais algum tempo até que Saray foi embora, me deixando sozinha. 

Subo as escadas até meu quarto e assim que entro vejo minha cachorra deitada em minha cama como sempre. 

- Oi meu amor, como você está? - Digo me aproximando e vejo seu rabo mexer. 

Minha cachorra era uma loba checoslovaca, uma raça rara aqui por Madrid e creio que no resto do mundo. Havia encontrado ela na rua por acaso há alguns anos atrás e me apaixonei imediatamente, eu havia sempre amado cachorros, e ela era simplesmente maravilhosa.

Agora ela já estava mais velha e preguiçosa, muitas vezes não saia da minha cama o dia inteiro, mas a deixava lá, sempre a dando comida e água. Amava aquela cachorra mais do que tudo, era minha companheira dos dias e era quem me animava para continuar. 

Sento-me do seu lado e ela coloca a cabeça no meu colo, então a acaricio enquanto mexo no celular, respondendo algumas mensagens e constatando não ter nenhuma de Macarena. 

Lembro-me da conversa que tive com Saray e o quanto agradecia por não ter sido burra e ficado com uma aluna, coisas horríveis poderiam ter acontecido. 

Passei o resto do dia corrigindo tarefas e provas, além de preparar as aulas da semana. Após terminar tudo, liguei a TV e coloquei um dos meus filmes favoritos para assistir: Frozen. 

Não estava afim de sair hoje, e agradeci por ninguém ter me convidado. Fiz pipoca e aproveitei o filme. Quando acabou, me preparei para dormir e o fiz rapidamente, sendo entregue ao sono. 

Acordei no outro dia e como sempre preparei minha refeição e me arrumei para ir para a universidade, colocando um terninho preto e uma camisa social branca por baixo, além de um salto também preto.

Dirigi até a universidade e andei em direção até a porta, mas não pude deixar de olhar para a mesa que Macarena sentava, já que era perto do meu caminho. 

Ela estava sentada na mesa com seus amigos e algo me chamou atenção, surpreendentemente me incomodando um pouco. Kabila estava sentada ao seu lado e a envolvia com os braços, dando beijos em seu rosto enquanto ambas sorriam. 

Desviei o olhar e fui até a sala dos professores, onde fiquei conversando com os outros até o sinal bater, mas não prestei muita atenção na conversa, pois minha mente estava infelizmente em outro lugar. 

Dei minhas aulas que pareceram demorar anos para passar, mas finalmente a hora de dar aula para a turma de Macarena chegou e minha barriga se encheu de borboletas. 

Assim que entrei na sala deles, vejo Macarena sentada na sua mesa de sempre, e vejo Cachinhos atrás dela. Elas estavam de mãos dadas, conversando uma com a outra e rindo.

Senti inexplicavelmente uma onda de raiva subir por mim, sentia vontade de separá-las ali mesmo, mas não faria aquilo. Fiz a chamada rapidamente e não olhei mais um momento sequer para as duas. 

Dei minha aula com dificuldade, pensando a todo momento na razão de Macarena estar assim com Cachinhos. Parte de mim estava feliz por ela estar seguindo em frente tão rapidamente, mas a outra parte se sentia incomodada pelo mesmo motivo.

Finalmente o sinal tocou para trocarmos de aula, e prestei atenção em Macarena arrumando suas coisas enquanto Kabila a esperava. Elas andaram de mãos dadas até a porta mas instintivamente a chamei, fazendo ela virar pra mim. 

- Podemos conversar no final da aula? - Pergunto nervosa e ela apenas confirma com a cabeça, saindo da sala. 

Tínhamos apenas mais uma aula, a qual pareceu demorar séculos pra passar, me sentia mais nervosa a cada segundo e não sabia porque estava daquele jeito, ela era apenas uma aluna, não podia me causar tantos sentimentos assim. 

Esperei sentada na minha mesa batucando os dedos nela enquanto esperava Macarena, sentindo meu coração palpitar freneticamente. Após o que se pareceu horas, ela entrou na minha sala. 

- P-pode fechar a porta, por favor? - Pergunto nervosa, fazendo ela parar e fechar lentamente a porta e trancá-la, fazendo minha intimidade palpitar do nada. 

- Queria falar comigo? - Ela diz com uma voz rouca e deixando sua mochila no chão enquanto se aproximava da minha mesa onde eu estava encostada. 

- S-sim, eu... Lembra quando disse que se eu precisasse poderia pedir sua ajuda? - Digo nervosa enquanto ela se posiciona há somente alguns centímetros de mim.

- Lembro sim, o que você precisava, Zulema? - Ela diz e passa a língua sobre seu lábio inferior, fazendo meu corpo estremecer. 

“O que diabos ela está fazendo comigo meu Deus?” - Penso desesperada com seu efeito sobre mim. 

- É... Precisava que você me ajudasse com algumas pessoas da sala que estão com dificuldade, você é uma das melhores. - Digo e vejo ela sorrir levemente.

- Ajudo sim. Era só isso? - Ela diz olhando em meus olhos, entreabrindo sua boca. 

- E-era sim, muito obrigada. - Digo e me viro, arrumando minhas coisas pra ir embora. 

Macarena apenas me observa. Sinto seu olhar quente sobre meu corpo e fico ainda mais nervosa, sentindo meu corpo inteiro flamejar de tanto calor que sentia. 

Arrumo minhas coisas e vou até a porta, sendo seguida de perto por Macarena. Antes de destrancar a porta, sinto Macarena pegar em meu braço, me fazendo olhar em sua direção. Assim que o faço, vejo ela me olhar com seus olhos que antes eram esverdeados, agora estando quase pretos. 

Ela se aproxima de mim em apenas um movimento, me prensa contra a porta e praticamente cola nossas bocas, deixando apenas alguns centímetros entre nós enquanto nossos corpos já estavam colados e sua mão apertava minha cintura. 

- Macarena... - Digo em um sussurro, sentindo minha intimidade se encharcar com aquele ato, minha respiração estava completamente ofegante. 

- Zulema... - Ela diz e sinto sua respiração quente em meu rosto, fazendo eu fechar os olhos.

- Por favor, não podemos. - Digo exasperada, já sem forças para me aguentar. 

- Você não quer? - Ela diz passando o nariz por meu pescoço, me causando diversos arrepios. 

- Por favor, não faça isso. - Digo agora mais firmemente, tentando empurrá-la.

Ela se afasta um pouco e olha em meus olhos, posso ver certa decepção transparecer neles.

- Ok então. - Ela diz e destranca a porta, saindo rapidamente por ela, me deixando sozinha novamente. 

Fico por alguns segundos ali a vendo ir embora até que desaparece na multidão de alunos. Fiquei me recuperando do momento e logo fui até meu carro, colocando as coisas no banco de passageiro e passando a mão na minha cabeça. 

Não sabia o que fazer sobre Macarena. Não sabia se conseguiria me aguentar na próxima vez que ficasse sozinha com ela, era simplesmente quase irresistível, me sentia completamente atraída por ela. 

Assim que chego em casa, ligo para Saray para tirar uma dúvida que rondava minha mente, precisava confirmar aquilo. 

- Oi Zule? - Ela atende. 

- Cigana, Kabila é a aluna que você está apaixonada? - Pergunto diretamente e ouço um silêncio se instalar no ambiente por algum tempo. 

- Ela te contou? - Ela diz finalmente, confirmando minha teoria. 

- Ela não me contou nada, apenas juntei as peças. Fica tranquila que não farei nada, apenas precisava tirar uma dúvida, obrigada. - Digo e não dou chance para ela responder, apenas desligo e jogo o celular no sofá. 

“Muito esperta em pensar que poderia me fazer ciúmes ficando falsamente com sua amiga Macarena, agora está na minha vez de brincar um pouco então.” - Penso e dou um sorriso malicioso, não cairia tão fácil assim nos jogos dela.


Notas Finais


O que acharam??? Estou amando os comentários, vocês são demais! 🥰🥰🥰


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