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História Zurena - Forbidden Love - Capítulo 6


Escrita por: ClexaZurena4ever

Notas do Autor


Voltei meus amoresss! Espero que estejam bem!

Boa leitura 🥰🥰🥰

Capítulo 6 - A Ligação


Fanfic / Fanfiction Zurena - Forbidden Love - Capítulo 6 - A Ligação

POV MACARENA

Sábado havia finalmente chegado e com ele o dia que eu e meus amigos havíamos combinado de ir em uma boate famosa da cidade. O horário estava marcado para virem me buscar às 20 horas e ainda eram apenas duas da tarde, então tinha tempo ainda.

Estava deitada na minha cama enquanto assistia a uma série aleatória na TV, mas não prestava atenção alguma nela e minha mente vagueava até o casarão de uma mulher ruiva e completamente atraente e intrigante. Zulema rondava minha mente o dia inteiro e eu não conseguia tirá-la dali nem se quisesse.

Eu sabia o quanto aquilo era errado, eu era uma jovem completamente consciente e madura, todos sempre me disseram isso. Eu não sabia o que havia mudado sinceramente, mas gostava de ser um pouco irresponsável às vezes, era como se eu estivesse realmente vivendo. 

Eu segurava meu celular na mão com o contato de Zulema aberto na tela. Eles haviam nos passado o contato de todos os professores caso precisássemos, e poderíamos anotar os que quiséssemos. Obviamente eu anotei o de todos, mas o de Zulema era o único que me chamava atenção. 

Minha mente travava uma luta interna contra a vontade que eu tinha de ligá-la naquele mesmo momento. Meu coração mandava eu fazer a ligação, enquanto a parte consciente que eu ainda havia dizia que era loucura. 

Estava claro que Zulema não queria ter nada comigo, mas eu podia sentir a tensão sexual que possuíamos. Por mais que ela dissesse que não podíamos, que era errado, ela me desejava tanto quanto eu desejava ela. 

Olho novamente pra seu contato na tela e por um impulso momentâneo aperto o botão de ligar, colocando o celular na orelha e sentindo meu coração prestes a explodir no peito.

POV ZULEMA

Estava deitada na minha cama com Maggie, minha cachorra, apoiando a cabeça em minha barriga, eu acariciava sua cabeça e assistia um documentário sobre animais na TV quando ouvi meu celular tocando. 

O peguei na mão e vi ser um número desconhecido. Estranhei um pouco e fiquei receosa em atender, mas senti que tinha que o fazer então atendi. 

- Alô? - Digo, esperando a outra pessoa se manifestar. 

Ficamos em silêncio por alguns segundos, eu ouvia apenas alguém respirando do outro lado. 

- Ah deve ser aqueles números de trote. - Digo, mas assim que vou para desligar, sou interrompida 

- Zulema! - Ouço a pessoa do outro lado falando, e imediatamente reconheço a voz. 

- Macarena? - Tento confirmar ser ela. 

- Sim... - Assim que ela confirma, sinto minha respiração ficar descompassada involuntariamente.

- V-você precisa de algo? - Pergunto nervosa, sem saber por que havia me ligado. 

- Eu preciso te ver. - Ela diz diretamente e meu coração se acelera. 

Pensei por alguns segundos o que falaria, tinha que dar o troco por sua “brincadeirinha” com Kabila no outro dia. 

- Sua namorada não vai ficar brava? - Pergunto sinicamente. 

- Ah Zulema, você sabe que não estamos namorando. - Ela diz, já sabendo que eu havia sacado tudo. 

- Você não é uma boa atriz. - Digo em uma brincadeira mais amena, fazendo ela dar uma risada baixa. 

- Realmente, não consigo resistir à você. - Ela diz com uma voz rouca, fazendo minha intimidade formigar. 

- Bom, não posso fazer nada sobre isso. Terá que aprender a resistir. - Digo secamente, não dando espaço para suas cantadas, por mais que quisesse que ela continuasse. 

- Não fala assim, eu sei que você também me quer. - Ela diz e arqueio as sobrancelhas com sua ousadia. 

- Macarena, sou sua professora, e você minha aluna. Não te quero não. - Minto descaradamente, fazendo ela dar uma risada irônica.

- Não adianta negar, eu vejo em sua reação que quer ser “antiprofissional” comigo. - Ela dá uma pausa, mas continua antes que eu possa responder. - Vai me dizer que sua respiração não está alterada e sua intimidade não está molhada? - Ela diz e me assusto com o quanto ela estava certa. 

- Você está completamente errada. - Minto novamente. - Estou normal, apenas uma professora conversando com uma aluna qualquer. - Digo, tentando cortar suas investidas. 

- Aluna qualquer eu não sou, e você sabe disso. - Ela diz novamente com a voz rouca, que eu achava extremamente sexy. - Mas tudo bem, te deixarei aí, professora. - Ela diz a última parte lentamente, fazendo eu suspirar. 

- Passe bem. - Digo e desligo a chamada, jogando o celular na cama e levantando, indo até a sacada do meu quarto. 

“Que demônia” - Penso comigo mesma dando uma risada sarcástica da minha situação. 

Respiro fundo e pego a carteira de cigarro escondida em minha gaveta. Eu estava tentando parar de fumar, fazia aquilo raramente, apenas quando realmente sentia a necessidade de fumar, e aquele era um dos momentos. 

Acendo o cigarro com meu isqueiro de prata e dou a primeira tragada, deixando a fumaça preencher meu interior, fechando os olhos ao sentir aquela sensação que tanto me acalmava. 

Fumo apenas mais um pouco, logo apagando o cigarro e o jogando no lixo. Eu agradecia mentalmente por conseguir controlar meu consumo e parar quando eu queria. 

Eu tinha um autocontrole enorme, o qual sempre me ajudou a não fazer besteiras como Saray fazia. Por mais que eu a amasse e ela fosse como uma irmã pra mim, a usava como exemplo para todas as coisas ruins que eu nunca faria, como por exemplo ficar com uma aluna. 

POV MACARENA

Após Zulema desligar na minha cara, eu não pude deixar de sorrir sarcasticamente com aquilo. Eu sabia mais do que nunca que ela me desejava, por mais que tentasse negar. 

Eu sentia que estava fazendo uma estupidez em pensar em ficar com ela, mas era o que meu corpo e minha mente ansiavam. Eu poderia me dar completamente mal com aquilo, o que me fazia querer prosseguir com aquilo mais ainda. 

Me levanto da cama e vou até a cozinha preparar algo para comer, precisava encher o estômago pra não dar PT na boate. Preparei rapidamente um sanduíche com pasta de amendoim e dei uma bocada.

Pego meu celular e vejo que o grupo dos meus amigos estava lotado de mensagens. Passo o dedo rapidamente lendo algumas mensagens. Eles conversavam sobre hoje a noite e combinavam algumas coisas, eu apenas concordava com tudo. 

A noite chegou rapidamente e logo me arrumava para ir para o local onde havíamos combinado. Coloquei uma calça de linho branca e um top rendado preto na parte de cima, coberto por um blaser também branco. 

Passo uma maquiagem preta ao redor dos olhos, o que me dava um olhar um pouco perigoso, que eu gostava muito.

Logo ouço buzinarem na frente da minha casa e vou em encontro ao carro de Fábio, onde já tinha Cachinhos e Palácios dentro, me esperando. 

Assim que entrei no carro todos elogiaram meu look e me chamaram de gata, apenas sorri e elogiei à todos também. Demos a partida e fomos buscar Tere, logo indo até a boate que ficava consideravelmente longe. 

Assim que entramos, um barulho ensurdecedor rolava por trás enquanto dezenas de pessoas pulavam e gritavam na pista. Vou até a bancada, pedindo bebida para todos e indo até a mesa que sentaríamos. 

- Que barulheira, adoro! - Palácios diz com seu jeitinho, nos fazendo dar risada. 

- Vamos ficar loucos hoje! - Tere diz animada levantando da mesa e balanço a cabeça negativamente, a desaprovando. 

- Só se for agora. - Cachinhos diz e vai com Valbuena atrás de Tere.

- Acho que só nos dois vamos ficar sóbrios hoje. - Digo para Fábio, que sorri enquanto tomava sua rotineira água com gás. 

- Pois é. - Ele diz, me olhando e dando um sorriso. 

Respiro fundo e olho meu celular, procurando inconscientemente uma mensagem ou algo de Zulema, quem não saía da minha cabeça por um mísero segundo sequer. 

- Você está bem? - Ouço Fábio perguntar e volto minha atenção pra ele. 

- Ah, estou. - Digo sorrindo e abaixo o celular. - Você pretende ficar com alguém hoje? Tem várias meninas bonitas aqui hoje. - Digo olhando ao redor e mudando de assunto. 

- Estou de olho em uma já há algum tempo. - Ele diz e fico curiosa.

- Quem? Eu conheço? - Digo, tentando saber do babado. 

- Conhece muito bem. - Ele da mais um gole em sua água e me olha seriamente, respondendo minha pergunta. 

- Ah. - Digo assim que percebo que ele estava se referindo a mim. 

- Eu gosto de você há muito tempo Maca, gostaria muito que me desse uma chance. - Ele diz, olhando para o copo. 

- Fábio, eu fico lisonjeada, também gosto muito de você, mas como amigo. Não quero estragar nossa amizade, tudo bem? - Pergunto receosa, realmente não queria. 

Ele apenas confirma com a cabeça e sorri de leve, me acalmando um pouco. 

- Vou tomar um ar, vai ficar bem aqui? - Pergunto e ele confirma.

Levanto da mesa e vou até a sacada, onde encontro por acaso a professora Vargas encostada no parapeito, conversando com uma mulher. 

Ela me vê e acena, parando de conversar com a mulher e vindo em minha direção, sinto meu coração acelerar um pouco involuntariamente com aquilo, pensava se ela estaria ali com Zulema. O mundo era realmente pequeno. 

- Oi Macarena! Que coincidência de novo! - Ela diz animada, me dando um beijo no rosto.  

- Pois é senhorita Vargas, o mundo é pequeno. - Digo dando uma risada nervosa. 

- Ah pode me chamar de Saray fora da universidade. - Ela diz sorrindo. 

- Ta bom. - Digo, ainda nervosa, pensando se perguntaria o que eu tinha curiosidade ou não. 

- Veio com seus amigos? - Ela diz puxando assunto. 

- Vim sim, eles estão... dançando! - Minto, não diria que estavam se drogando. 

- Depois vou dar um alô pra eles então. - Ela diz e confirmo com a cabeça, nos deixando em silêncio por algum tempo. 

- A professora Zahir veio? - Pergunto em um impulso, fazendo ela me olhar um pouco duvidosa. - É que sempre vejo vocês juntas. - Digo, tentando disfarçar meu nervosismo. 

- Ela não veio hoje, disse que estava cansada. - Ela diz revirando os olhos. 

- Entendi. - Digo e uma mulher chama Saray, fazendo ambas olharmos em sua direção. 

- Eu tenho que ir, depois conversamos. - Ela diz sorrindo e vai em direção à mulher.

Volto para dentro da boate e olho para a mesa onde estávamos sentados, apenas Fábio estava ali de costas pra mim, bebericando sua água com gás. 

Dei um suspiro e me apoiei em uma parede qualquer, pensando no que faria. Não queria voltar e ficar sozinha com ele, e sabia que meus amigos não estariam suportáveis para lidar naquele momento. 

Imediatamente volto a pensar em Zulema, que provavelmente estava em casa, talvez sozinha, e sinto uma vontade imensa de ir até sua casa me tomar. Minha barriga encheu de borboletas do nada e minha boca secou com aqueles pensamentos. 

“É, eu realmente estou louca. A mulher deixou claro que não quer nada comigo e ainda assim eu penso em ir até na casa dela á essas horas da noite?” - Penso, rindo da minha situação.

Fico alguns minutos cogitando o que fazer até me aborrecer e pegar minha bolsa que estava na mesa. Dou tchau para Fábio e vou até a rua, pegando um táxi imediatamente e passando o endereço de Zulema. Precisava acabar com aquilo de uma vez por todas. 

POV ZULEMA

Já era tarde da noite e eu estava á ponto de colocar meu pijama e ir dormir quando ouvi barulhos na minha janela do nada. Eu estranhei pois nunca havia ouvido aqueles barulhos antes. 

Abro a cortina que dava pra sacada e vejo uma pedrinha ser arremessada na janela, me deixando irritada, pensando que seria algum vândalo me incomodando. 

- Escuta aqui seu... - Digo gritando quando abro a janela, mas assim que vejo quem está ali em baixo, sinto meu coração acelerar. 

- E aí Zulema. - Macarena diz sorrindo enquanto coloca as mãos no bolso do seu moletom preto.

Ela estava usando o capuz do casaco e deixava algumas madeixas do seu cabelo loiro pra fora, além de sua franja tão atraente. 

- O que diabos você está fazendo aqui esse horário? - Digo me apoiando no parapeito e sentindo o vento frio me arrepiar completamente. 

- Vim te ver, te disse que queria isso hoje de tarde. - Ela diz e meu coração acelera mais ainda. 

- Macarena, o que você está fazendo? Está louca? - Digo, realmente considerando se era insana.

- Louca de amores, só se for. - Ela diz sorrindo, minha respiração se altera. 

- Você tem que parar com isso. - Digo, já sentindo minha intimidade reagir.

Era incrível como Macarena conseguia me excitar sem nem mesmo me tocar ou dizer uma palavra sequer, ela tinha um efeito descomunal sobre mim. 

- Vai me dizer que você não gosta? - Ela pergunta e apenas fico em silêncio. 

Macarena se movimenta até a parede da minha casa e olha pra cima. 

- O que está fazendo? - Pergunto sem entender. 

- Vou até aí. - Ela diz, começando a escalar minha casa. 

- Pare já com isso. - Digo e ela obedece. 

- Então abre pra mim. - Ela diz com a voz mais rouca, fazendo eu ficar cada vez mais excitada. 

- Não posso fazer isso. - Digo, tentando resistir à tentação que me rodeava. 

- Então tá bom. - Diz e volta a escalar. 

- Para, eu abro! - Digo e vou correndo até a porta. 

Assim que a abro, vejo Macarena encostada na parede de fora, me olhando de uma forma obscura, seus olhos eram pretos como a noite. 

- Voc... - Tento falar, mas Macarena se aproxima de mim subitamente, acabando com o espaço entre nós e selando nossos lábios.


Notas Finais


O que acharammm? Acho que vão amar o próximo capítulo... KKKKKKKK 🥰🥰🥰


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