Jornal ¨>Can u see me?<¨


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𝔐𝔞𝔰 𝔪𝔢𝔲 𝔮𝔲𝔢𝔯𝔦𝔡𝔬, 𝔦𝔰𝔰𝔬 𝔢́ 𝔲𝔪 𝔠𝔬𝔫𝔱𝔬 𝔡𝔢 𝔣𝔞𝔡𝔞𝔰 𝔪𝔬𝔡𝔢𝔯𝔫𝔬, 𝔰𝔢𝔪 𝔣𝔦𝔫𝔞𝔩 𝔣𝔢𝔩𝔦𝔷.


Nome Completo
Ondina Alinnovar
⇢ Ondina é um nome de origem do latim "Undae" ou "Unda" que significa "Onda" ou "da Água". Inicialmente, sob a forma de Undine, era o nome dado entre os antigos germanos e escandinavos, aos espíritos mitológicos femininos relacionados à água.

Apelidos
𝒟𝒾𝓃𝒶, 𝒪𝓃𝒹𝒾𝑒 e 𝒪𝓃𝓃𝒾𝑒 ⇢ São simples abreviações de seu nome, que foram sendo adicionadas ao longo do tempo
𝒜𝒷𝒾𝓈𝓈𝒶𝓁 ⇢ A zona abissal é um lugar extremamente profundo do oceano, de tão escuro, chega a não ter luz e ser frio. Dizem que Ondina é como a região abissal: profunda e fria, mas o que eles sabem sobre isso?


Data de nascimento + Idade + Signo
Ondina tem 18 anos, chorou pela primeira vez dia 29 de novembro. Assim sendo, Ondina possui o signo de Sagitário, ascendente em Aquário e lua em Escorpião.

Aparência

"𝓒𝔞𝔟𝔢𝔩𝔬𝔰 𝔡𝔢 𝔣𝔬𝔤𝔬
𝔠𝔬𝔪𝔬 𝔟𝔯𝔞𝔰𝔞𝔰 𝔫𝔬 𝔦𝔫𝔳𝔢𝔯𝔫𝔬."

As pessoas descrevem Ondina sendo tendo bela como sua irmã e sua mãe. Apesar de ter traços da irmã mais velha nela e do pai, o que realmente se vê nela é a Ariel em pessoa.
Assim como Melody, Ondina conseguiu ter o melhor dos dois mundo, tendo pernas quando seca e uma cauda quando entra em contato com água. Sua calda é como um acessório único em seu corpo. Sua calda é um degradê de azuis, que deixam sua aparência deveras chamativa, juntando ao seu cabelo vermelho como o próprio fogo, e que cabelo! Você olha para os belos fios rubros em sua cabeça e tem vontade de arrancar só para si.
Olhe para Ondina! Sempre toda-toda com seus belos olhos verdes, bem diferentes dos olhos azuis água do resto de sua família, isso aconteceu pois nasceu com mais melanina nos olhos que os seus pais. Para começar o assunto de pele, a sua é extremamente branca, se bate brilho nela então, vira um verdadeiro papel. Com essa característica as pessoas tendem a pensa que ela está doente, pois realmente sua pele é mais pálida que o normal. Sua cauda é de grande destaque em seu corpo, sua cor é verde-água, a nadadeira possui essa mesma cor, porém terminando com um degrade ao laranja e as bordas, azuis escuras.





Sexualidade
Heterossexual



"𝔈𝔲 𝔫𝔞̃𝔬 𝔰𝔬𝔲 𝔲𝔪𝔞 𝔤𝔬𝔱𝔞 𝔫𝔬 𝔬𝔠𝔢𝔞𝔫𝔬, 𝔢𝔲 𝔰𝔬𝔲 𝔱𝔬𝔡𝔬 𝔬 𝔬𝔠𝔢𝔞𝔫𝔬."
Ondina é conhecida como a filha mais problemática e mal-feita do grande casal real. Depois de muito tempo em que tiveram a bela e amada Melody, nascera outra menina para dar sequência a famosa família do reino.
Ondina é egoísta, isso é fato, e é um dos piores defeitos dela. Esse é um defeito que ela não admite, tampouco nota que é; mas ela se leva em primeiro lugar a maioria dos momentos. Ninguém é egoísta o tempo todo, entretanto, ela nunca apaixonou-se por alguém tão intensamente a ponto de coloca-lo na frente dela. Bem que ela queria.
Aqui está alguém que gosta de coisas bem especificas. Ela acha a neve linda, fabulosa, mas odeia o frio; ela ama colecionar coisas desde que essas estejam organizadas; ama tomate mas não suporta que o misturem com outros alimentos. E falando de gostos, Ondina é alguém que sempre está disposta a experimentar de tudo. Ela tem opiniões certeiras sobre as coisas: "sim, sim" ou "não, não"; ela experimenta qualquer coisa que oferecerem a ela, pois assim ela pode dizer com certeza se gosta ou não de algo, e dizer se já experimentou algo.
Ela não consegue se segurar, a curiosidade é algo de proporções gigantescas nela. Ela gosta de descobrir coisas, de ver coisas que poucas pessoas tem chances de ver na vida.
Ondina é alguém bem irritadiça, não é difícil irrita-la, com os acontecimentos dos últimos anos de vida, Ondina passa a ser mais e mais amargurada com o tempo. O engraçado disso, é que ela responde todo e qualquer insulto contra ela com "eu concordo", "idem" e semelhantes; ela mesma vê seus defeitos e ela mesma tira sarro de seus defeitos. Ela pode fazer isso. Auto-piedade é com ela mesma.
Uma boa pessoa para contar histórias. Ela é uma narradora nata, fazendo as pessoas se prenderem em seu enredo.
A ganância é um defeito colossal nela. Foi esse que colocou Ondina na pior situação que ela poderia estar. Ela pensa que isso é bom, ela só quer ser algo a mais na vida, não quer ser mais uma filha da Conto de Fadas como Melody é, não. Ela quer ser lembrada por algo mais que simplesmente nascer.
Ela ama gente que foge dos padrões, gente fora das medidas ideais, gente infinita. O que ela quer dizer com isso é que ela gosta de pessoas que realmente marquem, pessoas que deixam um infinito no seu coração. Ondina ama gente fora dos padrões por simplesmente querer alguém que lhe entenda, alguém que entenda o que é estar do lado menos popular e menos compreendido da história.
Mas não se enganem por Ondina gostar de gente infinita, apesar disso, ela é alguém de finitos, de sentimentos passageiros e amores rápidos. Gostar e ser são coisas ligeiramente diferentes. Ela não gosta de se apegar a alguém, pois fazendo isso, ela pode acabar botando a vida de tal na frente da dela. Ela só não conta que uma amizade é tão forte como uma paixão.




❝𝔅𝔬𝔫𝔰 𝔳𝔦𝔩𝔬̃𝔢𝔰 𝔠𝔬𝔪𝔢ç𝔞𝔪 𝔠𝔬𝔪𝔬 𝔮𝔲𝔞𝔦𝔰𝔮𝔲𝔢𝔯 𝔭𝔢𝔯𝔰𝔬𝔫𝔞𝔤𝔢𝔫𝔰 𝔪𝔢𝔪𝔬𝔯𝔞́𝔳𝔢𝔦𝔰 - 𝓒𝔬𝔪 𝔥𝔲𝔪𝔞𝔫𝔦𝔡𝔞𝔡𝔢.
𝔘𝔪 𝔟𝔬𝔪 𝔳𝔦𝔩𝔞̃𝔬 𝔢́ 𝔲𝔪 𝔰𝔢𝔯 𝔥𝔲𝔪𝔞𝔫𝔬 𝔠𝔬𝔪 𝔲𝔪 𝔡𝔢𝔣𝔢𝔦𝔱𝔬 𝔣𝔞𝔱𝔞𝔩❞

Essa história, certamente, deveria começar com o nascimento de Ondina, do começo, de onde mais começaria? Mas, como pensa Ondina, será mesmo que todas as histórias tem que ser contadas de forma cronológica? As histórias não são muito mais emocionantes, viciantes e nervosas quando começam com um clímax? Pois então, vamos começar essa história em um momento tão marcante da via dela, e prestem atenção, pois essa não é uma história feliz. É a história de como alguém com defeitos incorrigíveis e fatais levou si mesma a ruína.

Ela não conseguia respirar! Não importava o que ela fizesse, ela estava andando pelo porto do reino e não conseguiu respirar! Como? Ondina estava desesperada para puxar ar, mas era como se estivesse uma barreira atrapalhando, até que, no auge de seu desespero, caíra no mar azul, sua cauda, cumprindo seu papel, aparecera ao invés de seus pés. Mas ela ainda não respirava, não que ela respire com o pulmão em sua forma sereia, mas mesmo assim, com sua forma alternativa de respirar não vinha nada. Nada. Afinal, era assim mesmo, ela não se encaixava nem no mar e nem na terra, e nesse desespero, ela notara que ambos os lugares lhe abominam. E foi com essa descoberta que ela acordara no meio da noite, sem voz, puxando todo o ar que pode, como se aquele pesadelo tivesse acontecido realmente. Mas foi só um pesadelo, só o inicio de seu castigo.


Foi numa noite acalorada que Ariel concebeu Ondina. Apesar de ter sido uma gravidez inesperada, nove anos depois de Melody, o amor que ela sentia pelo bebê era gigante.
Ondina foi um bebê e criança muito sapeca, adorava brincar com comida e colocar as mãozinhas nas pessoas e sorrir com seus dentinhos em formação.
Os primeiríssimos nove anos de vida de Ondina foram cheio de paparicos por parte do povo e dos seus pais e brigas com sua irmã mais velha — que Ondina sempre acabava por estar errada, no final.
O que mais marcou a infância de Dina, de fato, foram as histórias. Eric era um contador de histórias nato! Depois de um longo e ocupado dia, Eric sempre aparecia no quarto de Ondina para mais uma sessão de histórias. As preferidas da pequena eram sobre os deuses do Olimpo e, no outro dia, Ondina ia contar a Erin as histórias, e depois ficavam brincando de coisas semelhantes o resto do dia.
Ondina era uma dos poucos amigos de Erin — senão for a única, a melhor. Você sabe como crianças podem ser cruéis as vezes, e ninguém gostava de ficar perto do “Erin mal-cheiroso”. O pai do garoto era pescador, e Erin o acompanhava sempre em suas viagens — assim como o cheiro de peixe fazia com ele. Ondina não se incomodava com o cheiro de peixe provido dele, por motivos óbvios.
Assim como crianças podem ser cruéis, elas podem ser maravilhosas. A amizade entre Erin e Ondina durara tanto por Erin não se importar com o fato da garota ser uma princesa; que criança ligaria? Na hora da brincadeira, todos são iguais. A dupla icônica, Erin e Ondina, se conheceram enquanto Erin jogava pedras no mar, sentado ao cais — habito rotineiro que Erin faz ao estar magoado.
Mostrar Spoiler: Disse Ondina em uma conversa unilateral
— Não acha que alguma criatura marinha vai querer te matar se você lhe acertar com essa pedra?

Ondina sentou ao lado dele, que lhe lançou um olhar despretensioso e jogou outra pedra ao mar. Ah sim, Erin não falava com ninguém quando estava chateado, tampouco tratava alguém bem nessa época. Você deve perdoa-lo por sua infantilidade, ele tinha oito anos.
Ondina balançou os pés e olhou ao seu redor, enquanto guardava no murmurava uma canção. Em seguida olhou bem para o rosto do garoto que mais tarde ela descobriria que chama Erin; ele não ia falar com ela hoje, tampouco olhar direito na cara dela. Ondina levantou-se:
— Foi muito bom falar com você garoto, continue cheio de assunto assim em!

Uma semana depois, Ondina estava andando pelo mesmo local, procurando um lugar para poder dormir depois de ter escutado os gritos da professora de etiqueta dizendo para ela não pregar peças nas pessoas, Srta. Nancielle. Uma baita de uma megera, se vocês querem saber.
Erin foi pego no ato por Ondina. Roubando doces da cabana do senhor Tomás. Ondina rapidamente exigiu um pedaço do doce para guardar aquele pequeno segredo e, Erin, dividindo com azedume seus doces furtados, xingou Dina de uma palavra que não deveria sair da boca de uma criança de oito anos. O inicio perfeito de uma amizade duradoura.

...

— Fala sério, Erin! Vai-me dizer que ficou fracote com o passar do tempo? Nem é tão alto assim.

Ondina e Erin estavam explorando a floresta do Reino, quando acharam um penhasco. O aniversário de 14 anos de Ondina fora um dia antes, e nada melhor que esfriar a cabeça — literalmente — numa trilha sobre a floresta. O que deu nisso? Ondina e Erin encontraram um penhasco com um lago imenso embaixo; Ondina se atreve a pular, Erin, não. Ele sempre foi o mais sensato da dupla de fato.
Antecedido do pulo, Ondina passou correndo por ele, “Se você não vai eu vou, ande até lá embaixo, gracinha”. Em, seguida, Erin deu uma olhada de cima, vendo a amiga sã e salva. O orgulho falou mais alto, e assim ele pulou. A guerra de água dos dois durou a tarde toda.

Ondina sabia que aquele estrago fora causado por uma força maior — um deus grego das histórias que Ondina ouviu a vida toda. Os navios dos cais virados, as casas litorâneas que foram inundadas. Apesar disso, o povo viveu uma época de fartura, as fortes ondas trouxeram contigo peixes, alimento!
Ondina sempre foi alguém com sede de poder, e quando ela viu o poder que aquilo tinha, logo quis para si. Ela queria ser conhecida, acima de tudo, que as pessoas soubessem seu nome. O que teria sobre ela nos livros de história? Ondina, a irmã mais nova da Rainha Melody, viveu uma vida chata na realeza e tudo isso. Ela nunca viveria uma história como a dos seus pais? Nunca faria algo marcante como Mulan? Nunca traria prosperidade a lugar algum?
A meia-sereia foi à biblioteca e fez pesquisas sobre os poderes mágicos da água, mas claro que ela não poderia deixar de associar o fato ao artefato que fizera parte de suas histórias na infância — O tridente de Poseidon.
Ela queria. Ela queria ser conhecida, e ela ia conseguir por meio do Tridente. “Ondina: a garota que achou o tridente de um deus, a garota que pode mexer os mares”, já podia até sentir a admiração das pessoas. A admiração dos seus pais, ela finalmente seria melhor que Melody em alguma coisa!
Então, do dia pra noite, Ondina sumiu aos olhos do povo. Ela saiu em sua “jornada de herói” em busca do tridente. Ela não disse nada à Ariel, tampouco ao resto de sua família. Deixou um breve bilhete à Erin e se foi.

Uma sereiazinha de 13 anos e meio seguindo pistas pelo oceano em busca de um tridente. Parando em alguns lugares, conhecendo pessoas, fazendo amigos. Se frustrando por não conseguir achar o tridente. Procurar, obter pistas, se frustrar por estarem erradas. Esse era o dia-a-dia dela. Até o dia em que ela descobriu que sua fonte estava errada, que o conto que seu pai lia a ela não era o original. O original era bem mais obscuro e bem mais subliminar.
Agora ela acertou em cheio, um ano depois. A pista estava certa, o livro estava certo, as mensagens subliminares, todas certas. Ela seguiu ao norte sem parar, até chegar numa área tão funda do oceano que quase não havia luz, tampouco vida. Ela estava morrendo de cansaço, e forçando o olho para enxergar naquele lugar com escasseado de luz. Mas lá estava ele, o tridente. Cravado em uma rocha purpura, coberta de musgo. Maravilhada com a beleza do instrumento, Ondina chegou perto e calmamente o segurou, passou a mão pela cobertura de ouro como se fosse seu bem mais precioso. Ondina segurou com firmeza, e puxou; estava duro, puxou novamente e lá o cetro continuou, pela ultima vez, Ondina puxou com toda a sua força, aproveitando-se também da correnteza marítima naquela área. E então saiu. O tridente estava em suas mãos.
Ondina estava esperando muito mais. Armadilhas, uma batalha, ter que fugir de algo. Mas nada aconteceu. No momento. Ondina não sabia, mas no Olimpo um deus levantava furioso em seu trono, observando aquela ruiva, tão pequena, mas tão cheia de ganancia. Ela não perdia por esperar.

...


Na primeira parada que fez, ela já viu no que tinha se metido. Ela parou para dormir em um hotel, num pequeno vilarejo, e quando ela caiu no sono, com o tal tridente debaixo do colchão, ela não conseguia respirar! Não importava o que ela fizesse, ela estava andando pelo porto do reino e não conseguiu respirar! Como? Ondina estava desesperada para puxar ar, mas era como se estivesse uma barreira atrapalhando, até que, no auge de seu desespero, caíra no mar azul, sua cauda, cumprindo seu papel, aparecera ao invés de seus pés. Mas ela ainda não respirava, não que ela respire com o pulmão em sua forma sereia, mas mesmo assim, com sua forma alternativa de respirar não vinha nada. Nada. Afinal, era assim mesmo, ela não se encaixava nem no mar e nem na terra, e nesse desespero, ela notara que ambos os lugares lhe abominam. E foi com essa descoberta que ela acordara no meio da noite, sem voz, puxando todo o ar que pode, como se aquele pesadelo tivesse acontecido realmente. Mas foi só um pesadelo, só o inicio de seu castigo.
Passou uma semana nesses sonhos agoniantes. Até que em um, ela apareceu em um lugar com grandes colunas brancas, esculpidas com esmero. Aquele até parecia o... Olimpo. Ondina se viu deslumbrada, e até hoje ela só lembra-se da primeira frase que o deus dos mares disse.
— Eu também amo essas colunas, sabe, a maioria delas estão esculpidas com marcos históricas.

Ele tinha uma aparência engraçada, não era uma aparência — ao ver da criança que Ondina era aos 14 anos — de um deus todo-poderoso. Mas o ar que ele deixava ao passar gritava com todas as palavras “Ei, eu sou um deus e posso fazer um país sumir”.
O resto do encontro é vago na memória de Ondina. Tudo que ela lembra-se são os fatos importantes. O deus mostrando com umas feitiças imagens, acontecimentos. Seus pais procurando por ela, Ariel ficando adoentada com a perda da filha.
— Você é cruel, sabia Ondina? Que tipo de pessoa sai de casa deixando os pais sem aviso prévio? Cruel e egoísta.

Para terminar as séries de imagens, apareceu Erin preso em algum lugar escuro e, pelo que podia ver na expressão dele, horrível.
— Bem, a essa altura, se você tem um pouco de inteligência Ondina, e eu sei que tem, é claro que fui eu quem pegou o seu amiguinho. Temos um trato a fazer para você ter seu amigo de volta — O tridente apareceu na mão dele, depois de todo esforço que Ondina fez para acha-lo — a não ser, é claro, que você prefira não fazer; você sempre foi egoísta mesmo.

Mas não dessa vez. Dessa vez Ondina se importava com todo o coração pra essa cena. Ela precisa do amigo. Ele foi o primeiro melhor-amigo dela. Foi a primeira paixonite dela — que ela nunca admitira.
Poseidon foi claro: 750 almas. Ele precisa de 750 almas, mortas especificadamente no mar, para que Ondina obtenha Erin de volta. O deus lhe deu poderes para cumprir o trato; até as 750 serem entregues, Ondina pode criar tempestades e mover a água, entretanto, quando o contrato expirar, os poderes lhe serão tirados e ela ficaria somente com o herdado de Ariel. Em seguida ela acordou.

...


Levaram quatro longos meses — e uma ameaça de destruir Erin — para Ondina finalmente respirar fundo, e pegar as primeiras almas, assassinar as primeiras pessoas
Ela fez. Ela causou uma tempestade com suas próprias mãos, uma tempestade violenta e ofensiva em cima daquele navio. Ondina nunca sentiu tanto poder em suas mãos, tampouco sentia como controlar aquilo. Mas foi algo natural com o passar do tempo... Ela sendo uma criatura marinha é da água, vem da água, mas agora ela passou a sentir ser a própria agua em si. Como se ela fosse uma correnteza em todo aquele oceano.
No navio, desespero. Pessoas gritando, mastro do navio se quebrando para quando finalmente o próprio navio naufragasse. A tempestade passou quando o navio foi abraçado pelo azul oceânico, e o próximo minuto foi seguido de puro silêncio.
Quantas mortes mais Ondina teria que causar para livrar-se de Poseidon? Quantas famílias destruiria para salvar seu melhor amigo? Por que mesmo assim ela não sentia remorso? Ela ama Erin tanto assim?
Sim, ela ama-o a esse ponto.
Ondina já tem dezoito anos. E a tentativa de Poseidon de ensina-la uma lição sobre altruísmo, fora falha. Ondina só sente-se mais poderosa, e com o passar do tempo ela não fica mais agoniada ao afundar as pessoas; e sua personalidade boa foi afundando junto. Nada vai impedi-la de alcançar seu objetivo, seu amigo. As pessoas já lhe conhecem por afogar pessoas, ela vai ser conhecida por isso — mas olhe só, não era o que ela queria? Ser conhecida. Agora é. E sempre vai ser conhecida como a Abissal; A afogadora de sonhos.
E ela vai continuar entregando almas ao “oceano”, vai continuar alimentando o “oceano”. Até ela conseguir salvar Erin, mas será que ele ai continuar ao lado dela se souber de todas as atrocidades cometidas por ela? Ondina “só” entregou 434 almas ao “oceano”, entretanto, teve que pausar seus objetivos para uma missão com a tal da Ellis — Não teria como Ondina salvar Erin se o Reino Mágico todo estivesse em perigo.



Família e amigos

Kate Walsh.
{Mãe | Ariel Allinovar | 48 anos | Viva}
Ariel sempre pegou pesado com Ondina. Mas sempre foi coisa de mãe isso, sabe? Ela sentia a personalidade lastimante que Ondina carregava, desde que Ondina tinha apenas 6 anos, Ariel notava os defeitos fatais que a caçula da família carregava. E ela estava certa; coisa de mãe saber dessas coisas. Ela e Ondina sempre viveram numa espécie de pé de guerra, pois sempre discordavam de algo e Eric que ia correndo tentando apaziguar as duas.



Patrick Dempsey
{Pai | Eric Allinovar | 49 anos | Vivo}
Ondina sempre gostou do pai, gostou mesmo, ele era um pai incrível e, uou, divertido pra caramba, se tem alguém na família de quem Ondina mais é próxima, é Eric. Ele costuma ser cheio das gracinhas. Divertido que só! Claro que, como rei, existem grandes responsabilidades a cerca dele, porém, ele sempre encontrava uma hora para Ondina.



{Irmã | Melody Allinovar | 28 anos | Viva}
Melody é o centro de sua inveja, a pessoa que ela queria ser. Melly sempre foi a filha perfeita, certo que teve umas baixas na sua infância, envolvendo-se com Úrsula, mas fora rapidamente perdoada pelos seus "motivos certos para ter feito o que fez" e porque "Apesar de tudo, ela é alguém com um coração de ouro". Melly sempre foi a certa da família, enquanto ela era aplaudida por sua graciosidade, a falta de jeito de Ondina e suas atitudes eram repulsadas por todos. Apesar da inveja, Ondina esconde isso muito bem. Melody e Ondina não são próximas, um ditado que Ondina sempre levou pela vida quando queria fazer algo proibido ou não aceito era: Não conte a Melody. A sereia mais velha é uma dedo-duro de primeira! E foi a primeira a contar a merda que Ondina fez na vida dela.



Nick Robson
{Erin Wight | Melhor amigo | 18 anos atualmente | Desaparecido}
A relação deles era venerável. A dupla icônica do reino. Cheio de tiração de sarro entre si, mas sempre juntos para o que der e vir. Com o passar do tempo, Ondina não foi capaz de não desenvolver um apego amoroso - como mais que só amigos - à ele. Enfim: Ondina está na zona da amizade até hoje, e vai continuar assim se não o salvar.


Poderes herdados? Se sim, consegue controlá-los?

De herança de Ariel, Ondina só detinha o inofensivo poder de entender animais marinhos e de criar uma leve correnteza no oceano. Quando cometeu o ato de roubar o tridente de Poseidon, e ele a puniu, esse lhe deu poderes para que ela cumprisse o acordo entre eles. Ondina é capaz, agora, de criar tempestades no oceano e de manipular água ao seu bel prazer.

Possui habilidades e/ou treinamento?
O poder que Poseidon lhe cedeu foi tamanho, Ondina só teria que saber usa-lo com mais precisão. Um ser humano é feito de aproximadamente 70% de água, se Ondina tivesse um treinamento perfeito, ela seria capaz de controlar 70% de um ser humano. Mas por enquanto, ela não faz ideia de que pode chegar a isso.





Gostos
Estar certa.
A cor azul.
Caramelo.
Neve.
Nome "Delilah".
Colecionar coisas antigas.
Explorar navios naufragados.

Desgostos
Estar errada.
Cor nude.
Ser vencida.
Poseidon.
Frio.
Iguanas.
Pessoas intrometidas.

Qualidades & Defeitos
𝓔𝓰𝓸𝓲́𝓼𝓽𝓪⇢ Conhecido como um dos defeitos mais marcantes de Ondina, ela é alguém que pensa em sí mesma na frente das pessoas. Acontece que ela nunca teve alguém que fosse mais importante que ela, ela nunca encontrou alguém assim.
𝓖𝓪𝓷𝓪𝓷𝓬𝓲𝓸𝓼𝓪 ⇢ Ondina sempre quis ter algo a mais, ser lembrada por algo a mais e subir por si só na vida e ela tende a sufocar os outros atrás de seus desejos e também
𝓞𝓻𝓰𝓾𝓵𝓱𝓸𝓼𝓪 ⇢ Existe alguma pessoa que já viu Ondina pedindo desculpas? Claro que já! Ondina é a pessoa mais orgulhosa, ela nunca admitiria que pediu desculpas, porém, em situações realmente, mas realmente mesmo, último recurso, ela pede. Ela pediu mil vezes à Poseidon, nas noites que passou em claro.
𝓔𝓷𝓰𝒆𝓷𝓱𝓸𝓼𝓪 ⇢ Ondina é alguém bem criativa, esperta, habilidosa e inventiva. Não pouco que ela sabe criar soluções para vários problemas e "cortar caminho" em todos seus objetivos.
𝓒𝓾𝓻𝓲𝓸𝓼𝓪⇢ Ondina de certo não sabe se sua imensa curiosidade é bom o ruim. Afinal, a curiosidade "matou o gato" mas também, disseram-lhe, que sede de conhecimento nunca é de menos.

Traumas/Fobias/Medos
𝚃𝚊𝚏𝚘𝚏𝚘𝚋𝚒𝚊 ⇢ É o medo extremo de ser enterrado vivo. Ondina não suporta a ideia de ficar presa, num caixão ou até numa pequena tumba que seja, respirando e bem.


Curiosidades do Personagem
⇢ Ondina não gosta de coco, água de coco, nada, acha repulsivo.
⇢ Ela é alérgica à nozes.
⇢ Eric queria que ela chamasse Angelie, mas Ariel achou extremamente brega.
⇢ Sempre quis ver a aurora boreal.

Par? Se sim, tem alguma preferência por alguém?
Não. Como explicado, Ondina é alguém de sentimentos passageiros e finitos, nunca apegou-se amorosamente por alguém. Ondina não faz muito sexo, não é algo que ela sinta necessidade de fazer, porém, quando com vontade, ela faz por simples e puro prazer, matar a vontade e tenta sair antes que tal acorde. Ondina tem como divertimento, quando entediada, ter um encontro ou deixar que o cara pense que ela gosta dele, quando, na verdade, está somente o iludindo.





Ellis Kingsleigh
❝ℳ𝓪𝓼, 𝓬𝓪𝓻𝓪𝓶𝓫𝓪, 𝓼𝒆𝓻𝓪́ 𝓹𝓸𝓼𝓼𝓲𝓿𝒆𝓵 𝓺𝓾𝒆 𝒆𝓵𝓪 𝓷𝓪̃𝓸 𝓬𝓪𝓵𝓪 𝓪 𝓫𝓸𝓬𝓪?❞
Ondina tem um grande histórico de se irritar facilmente, e com Ellis não é diferente. Ondina ao vê-la, chegando do nada com seu discurso sobre o fim da Terra dos Contos de Fada já começou a cheirar mal pra Dina, mas ela ignorou, afinal, nem todos são o que parecem ser. Mas ao conhecer Ellis mais, ficou pé atrás com ela, se jeito animado e sempre felizinha a irrita demais, Ellis simplesmente não cala a boca, com todo seu jeito de líder nata. Apesar de tais desavenças, Ondina não odeia a garota por inteiro, acha legal o fato dela ser alguém simpática, mas parou por ai. Não é como se ela fosse prolongar a relação, até porque, mais cedo ou mais tarde, caso elas por ventura tornassem-se amigas, Ondina iria decepciona-la, como faz com todos.


Alek Frost
"E𝓼𝓼𝒆 𝓬𝓪𝓻𝓪 𝒆́ 𝓲𝓷𝓽𝒆𝓻𝒆𝓼𝓼𝓪𝓷𝓽𝒆"

Alek é alguém por quem Ondina gostou de conversar. No começo de tudo, queria afogar o rapaz como oferenda a Poseidon, que irritante! Parece que ele tinha gosto em ficar irritando ela, mesmo com ela metendo medo em várias pessoas, ele continuava a esgotar a paciência dela. Até ela finalmente notar que ele fazia de propósito, foram dias de sofrimento. Não demorou para Ondina notar que, como ela, ele possui o dom das palavras, sabe como fazer alguém te escutar e fazer alguém escutar o que deseja ouvir. Ondina com certeza não admitiria isso, mas, ela não se importaria em ter uma noite passageira com Alek, pelo que notou, ele também não gosta de se prender a alguém, o que abre portas para uma noite de divertimento e tanto, pois, verdade seja dita, Ondina considera o garoto extremamente sensual. Uma coisa é certa, ou eles vão ser grandes amigos, ou completos inimigos.


Vilões
Apesar de ser uma e assim, portanto, ser identificada como uma, Ondina não trabalha bem com eles. Não é questão dela não gostar, é questão de Ondina não querer que eles tornem-se iguais a ela. Ondina sabe que é uma péssima pessoa, seguida por um personalidade lamentável, e não quer ninguém sendo assim. Ondina é dura com vilões, querendo afasta-los, principalmente quando um é assim a pouco tempo, pois ela consegue ver-se no inicio de sua "ascensão" e assim, ver o quanto de coisas poderiam ter acontecido para que ela não chegasse a onde chegou. Ver-se em alguém pode machucar, ver-se em alguém que teve os mesmos problemas que você, mas que ainda tem muitas chances de mudar, é completamente agoniante.


Anti-heróis

A sereia acha eles até suportáveis, eles não tem todo aquele complexo de bondade e altruísmo que os heróis tem e, apesar dos heróis terem defeitos como qualquer pessoa, os defeitos nos anti-heróis são mais visíveis, por isso, Ondina olha para eles com um olhar menos julgador. Ela admira a capacidade deles de serem bons e maus ao mesmo tempo, de conseguirem ser bons do seu jeito e de conseguirem controlar, mesmo que seja um pouco, seus defeitos fatais. Ela queria ser controlada como eles, não que algum dia ela vá admitir isso à alguém.


Heróis
Ondina olha para eles e tem raiva do jeito que ela pensa que eles agem, como se soubessem a solução para tudo, como se fossem melhor que alguém. Ela gosta de contradizer eles, muitos pensam, afinal, que eles são os bons-samaritanos altruístas que salvam a todos, e isso realmente irrita Ondina. Mas se olharmos pro fundo do coração de Ondina, é visível uma gota de inveja, por todos acharem eles tão legais e cheios de amigos, e por eles sere algo que ela nunca vai ser. Mas logo ela retira esse pensamento de sua cabeça, quem precisa de amigos? É o ditado: Faça fama não amigos.


Par
X




✧ Perguntas ✧
A qual conto pertence?
A Pequena Sereia.

Herói, Vilão ou Anti-herói?
Vilão.

Em que lugar se encontra atualmente?
Atlantis

Acreditará em Ellis?
De inicio, diria que a garota está completamente maluca; ela tem aparência de ser mesmo, e que tudo que sai da boca dela não tem sentido nenhum, sendo todas asneiras. Mas Ondina sabe muito bem analisar as coisas, analisar os fatos e o ambiente. Vendo tudo acontecendo ao seu redor, e vendo como a "teoria" de Ellis está correta sobre tudo; ela passará a acreditar.

Como reagirá ao saber que a magia e o seu mundo pode ser destruído?
Internamente, entraria em desespero. Não por si mesma, ela com certeza acharia um modo de sair bem dessa, afinal, ela é ela. Mas depois de tudo que está fazendo para encontrar Erin, saber que tudo isso pode ser tirado de você por uma maldição é no minimo desesperador. Por fora ela faria o possível para não transmitir o tamanho de seu desespero, entretanto, pessoas observadoras notariam um que de inquietação nela. Se for preciso ela bancar a heroína, para proteger o mundo mágico e Erin, assim ela fará.


Ciente de que agora o seu personagem me pertence?
Sim.

Favoritou a fanfic?
Claro.

Algo a mais?
Música tema: Eurielle - City of Dead







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