Jornal Nyaerlathotep


Por:



ABISMO INFINITO
Fora a primeira campanha a qual narrei, obtive um pico de adrenalina suficiente para dar-me coragem para tal.
Notei ficar inseguro apenas quando narro para mais de um Jogador, dá-me nervoso e isso é seguido por uma falta de criatividade para improvisar... Isso estragou bastante do que eu tinha pensando, então se eu posso dar uma dica: pense em pelo menos alguns NPC's ou algumas situações, não vá sem nada pensando além do plot principal, seus players vão pescá-lo rápido se você simplesmente deixá-los seguir.


Nome: Robert Folk, Idade: 38, Profissão: Navegador/Capitão[Intrépido]

[Jake Gyllenhaal]
Nome: John, Idade: 35, Profissão: Cosmólogo[Intrépido]

[Michael Fassbender]
Nome: ____, Idade: 24, Profissão: Psicóloga[Intrépido]

[Jessica Chastain]
Nome: Arthur Foster, Idade: 32, Profissão: Segurança[Intrépido]

[Matthew McConaughey]
Nome: Androide L8A4-F433/ Moz , Profissão: Assistente à tripulação[Intrépido].

[Valorie Curry]
Nome: Andrew Donelly, Idade: 42, Profissão: Linguista[Intrépido]


Capítulo 1 - A Escrita Circular | Arthur Foster
O senhor Foster indagara-se sobre o sonho que houvera tido instantes atrás. Suas pupilas finalmente obtiveram sucesso em demonstrar-lhe a androide de inigualável beleza e feições amigáveis, as quais, é claro, o soldado sabia serem as mais forçadas possíveis. Pensara



" O atordoo consumiu vosso âmago. Sua mente deleitava-se de doses incessantes de medo, cujo sentia enquanto notava não reconhecer um padrão no ambiente silencioso e demasiado inquietante.''


''Pede a mim que evoque o nome de Braun novamente como forma de explicar-lhe o que ocorre. Um nome pútrido, devo avisar-te.
‘‘Vadia...’’
A perspectiva de mundo de um sussurrante pensador sensível, insinuava que na horrenda tortura via um método de punir uma alma grotesca e rastejante como aquela.
‘‘Nojento, sois...’’ Ecoou-a.

A senhorita Braun atenta à silhueta de coluna quase exposta. A ‘‘coisa’’ mexeu-se como em um pesadelo vivo. Não saberia descrever tal criatura nem se soubesse o nome de cada ser vivo existente na terra.
Calafrios transcorrem por de seu crânio à coluna ao presenciar a metamorfose pavorosa ‘‘daquilo’’.

Profundo abismo negro.

As galochas sujas pelo mais pútrido lodo imaginável por Ágatha. Observei de forma perfeita, como com um telescópio, sua face, seus olhos ferozes tal qual as feras selvagens vistas por nós apenas em livros e contos infantis. Não pude imaginar Ágatha tão irritada quanto agora.
Eu tenho certeza que sente nojo da sua atual vida, Ágatha. ‘‘Putinha mimada.’’ Mas pense nisso como um preço a pagar por passar alguns dias com seu velho pai.
Ela estava ao meu lado, talvez tivesse sentado no momento | em que o meu pai desacordou-se por instantes.
Eu gravava loucamente suas facetas durante o sono. Sentia certa saudade, ainda que ele não tivesse sido um pai exemplar tal como meu tio foi para minha prima, conforme eu observava seu crescimento. Suas rugas de expressão lembravam-me o quanto havia perdido tempo comigo mesma e não com ele.
Uma cama de madeira simples, refarta em furos provenientes de cupins horrorosos e maldosos que já haviam enfestado toda a casa úmida que a rua da velha Berlin continha há um longo tempo.
‘Por que não morre de uma vez? Está enfestando o ar que respiro com esse cheiro nojento de morte’’
Os ratos, rasgadores de quaisquer coisa a qual pude presenciar fizeram-se presente no aconchegante e doloroso recinto.
Olhar para o meu pai trazia-me de longe uma repulsa acompanhada de desconforto e sensações incessantes, ânsias, eu diria. Era quase como se obrigasse-me a não pensar no vômito que logo sairia de tanto olhar para aquele velho decrépito.
Lancei-o um olhar que, em meu mundo de fantasia americana, torraria sua pele até ficar enegrecida e desmanchar-se. Mas o desfiz quando pude perceber que aquele pedófilo saía de seu sono. Outrora eu sorriria para aquele monstro como ele o fez assim que degustou de mim com seus olhos leitosos e bem abertos naquele momento.
Senti vontade de abrir suas tripas e faze-lo engolir. Mas não o fiz.
A ânsia e incessante sensação penetraram no meu corpo, cobriram-me. Eu vi, naqueles olhos já arregalados, luxúria.
Ele abriu a boca para falar, parecia querer comentar sobre o quanto meus seios estavam lindos ou talvez o quanto minhas roupas íntimas estavam bem postas e mostrando ''o que eu mais me orgulhava de mostrar''.
Eu pus a mão sobre a dele. Seus olhos arregalados e sua boca aberta me davam náuseas e uma vontade de esfaqueá-lo ali mesmo.
De repente sua boca começou a ficar cada vez maior, e esticar-se por sua face, tornando aquilo em um profundo abismo soturno de inigualável pavor.
Seus olhos começaram a afundar-se para dentro do crânio, seus lábios molengos começaram a rasgar-se e suas orelhas adentravam para dentro. Suas unhas caíam enquanto o ferroso líquido vermelho manchava as roupas de cama de tom branco com manchas amarelas pelo mijo.
Eu ouvi gritos incessantes e ensurdecedores de todos os lados, não falavam nada coerente e me davam a impressão de querer levar-me ao mais obscuro abismo da realidade. Queriam rasgar-me enquanto eu abandonava quaisquer sensação de tempo que pudesse ter.
Uma gosma negra começou a sair daquele profundo buraco no rosto de meu pai. Sua bochecha sangrava enquanto seus braços pareciam forçar para quebrar-se ao contrário do até então normal estado.

Inspiração: O Chamado de Cthulhu e outros contos.''



''Nome: Sra. Duersley | Idade: 78 (1879-1957) | Traços: Egoísta, Xenofóbica, Curiosa.

''É um erro achar que o horror está necessariamente associado à escuridão, ao silêncio, à solidão completa. Ela encontrou-o bem ali, em pleno sol do meio-dia.'' - Howard Phillips Lovecraft(Ar Frio).

A Senhora Duersley.

As inclementes e retilíneas ruas de pedra davam um ar aconchegante à velha rua da cidade Heroica – Chamada assim sem motivo, é claro.
A velha Duersley estava em sua cadeira de madeira, -abarrotada de cupins- novamente.
Seus olhos leitosos e cansados fitavam a casa vizinha com exímio cuidado e um verdadeiro prazer de cuidar a vida alheia. Isso ocorria não somente em dias de sol em que sua área- atapetada e repleta em pulgas- protegia-a, mas em dias como aquele, um dia tempestuoso (de fato, estava tempestuoso).
O vento já começara a bater no quintal da senhora Diaz há um bocado de tempo, mas a senhora Duersley pouco importava-se com as placas decorativas e menos ainda com os gnomos de jardim, ela dizia que nunca gostou de mexicanos e que não iria ajudar a senhora Diaz mesmo que caísse o mais simples caco de vidro sobre seu quintal (que não via o verde havia um bom tempo).
Seu companheiro, já havia deixado a velha, sozinha em sua vigília (Assustava-se facilmente quando o frio batia às orelhas e as pulgas lhe corriam pela barriga).
‘‘Coitado do velho e roliço beagle’’, eu diria... ''



''Às irmãs devoto apenas meu mais singelo e somenos respeito.
Àquele que tudo vê, devoto meu mais profundo e inexorável desejo pelo pecado. Deveras, tal coisa é a única em grande quantidade que posso oferecer-te, Altíssimo.


Altíssimo.

Os mais agudos sons não davam-na o ódio que aquelas, e especificamente aquelas, vozes em uníssono lhe davam. Julgava-se errada, mas não falava nada, apenas mordiscava os lábios esperando sangrá-los para ser liberada de tal tortura.
Magda queria sentir a água quente engoli-la em meio ao silêncio, queria sentir o prazer de arrepiar-se enquanto pensava em coisas que nunca diria. ''

''Eram ecos do passado que não deveriam reverberar vossos sons. Adentravam-na, possuíam-na, condenavam-na...''

''Ouvira vozes angelicais sobre o ouvido. Ouvira sobre os prazeres da carne, se indagando, enganando, querendo levá-la ao carmim infernal, onde abusariam de sua alma mortal e refarta em pecados.''

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Esta é uma das melhores Mesas das quais tive o prazer de conhecer. Os
aspectos que fazem um homem comum adorar Ficção científica - e ainda mais o terror - estão entregues em apenas um vídeo. Possui três protagonistas que são capazes de refletir os medos mais puros do ser humano.
Nyaerlathotep


Durante o século XX (20), em meados de 1936, a Europa passava por um dos momentos mais conflituosos da história mundial, ao mesmo tempo que o país responsável por tal situação sediava as festividades Olímpicas que dariam causa à Chama Crioula do Rio Grande do Sul. As comemorações ocorriam em Berlim, na Alemanha, durante o governo do Fuhrer (Chanceler) mais famoso da história do mundo, Adolf Hitler.
Um dos homens importantes da história deste símbolo de regozijo foi Túlio de Rose, um gaúcho que foi até as festividades em Berlim para presenciar uma cena que lhe deixaria atônito. Ele observou e refletiu a participação do povo germânico em volto à tocha cerimonial. Sua sutil percepção revelou-o a força, que condizia com os pensamentos e sentimentos que aquele país vivia naquela época, que a tocha podia ofertar aos que dela chegassem perto. De Rose comentou que a Tocha parecia abençoar e proteger o povo alemão, que demonstrava um indubitável patriotismo cego graças às palavras de seu carismático governante.
Com apoio da Liga de Defesa Nacional (LDN), em 1938, quase no final da Segunda Guerra Mundial, Túlio organizou uma corrida com a tocha cívica. O ponto de partida foi a Igreja Matriz de Viamão, com a chegada da pira da pátria no Parque Farroupilha, em Porto Alegre.
Túlio de Rose lembrou com a Chama Crioula o assaz carinho e amor patriótico que os gaúchos exerciam, e enfatizam com orgulho em demasia, sobre sua terra. Ele demonstrou que não são vistos apenas para influenciar todo um povo mas sim que são mais do que palavras, são perspectivas, perspectivas edulcoradas que, se forem postas à prova em uma população maior e que necessite de amparos sociais, podem ascender, e por fim ruir, uma nação inteira.


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