Jornal Nyaerlathotep


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VAMPIRO A MÁSCARA

Eu realmente não gosto de estórias de vampiros super seduzentes, bonitões e ''estilosos'' que brilham enquanto tem frases de efeito sobre meninas chatas, reclusas e irritantes dentro de um roteiro sem noção que nada tem a me passar como mensagem. Não é isso que eu espero escrever aqui.
Não que me lembre de Stoker ter revolucionado quando se tratava de trespassar e divulgar uma mensagem, mas sua narrativa e personagens lhe dão o direito de revindicar o posto de 'protagonista' dentro das obras que decidem abordar esse tema. E eu não espero trazer grandes questões filosóficas ou me comparar a Bram Stoker, mas eu espero não me comparar à senhorita Meyer.
Eu acabo sendo bem prolixo e nada lesto em minhas anotações e breves narrativas, isso quebra muito de minhas próprias expectativas já que este estilo de narrativa fica cansativa em algo mais que apenas uma cena.
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Zussman é um polonês judeu [Veja você que 'ótima' situação para se viver na Alemanha - E isso é proposital] que virou filho de Caim em 1934. Apaixonou-se por uma britânica, que morava na Alemanha, antes de virar cainita; matou-a por uma incessante cobiça por sangue e realmente só pareceu se importar depois de ter arrancado pedaços de pele e sugado todo o sangue que pôde.
A Gestapo invade a casa dele por ele ser judeu (E polonês) e o veem no total breu em um canto da casa agachado e abraçando as pernas. A boca está coberta em sangue e o ambiente apinhado no pútrido aroma da morte.
Aquilo é um prato cheio para taxar judeus de demônios.
Ele vai preso e lá escuta na rádio sobre seu assassinato que corrobora com as opiniões nazistas.
E como eu quero que ele ande na luz solar, vou inventar uma regra aqui: um vampiro pode andar na luz solar desde que ele não tenha nada de fome (ou seja, mate alguém e sugue tudo) e fique no máximo duas horas sem se machucar.
Ele é levado para um campo de concentração, onde ele mesmo acredita ser o melhor pra ele e que ele merece "trabalhar" para pagar o seu país pelo que ele fez com uma cidadã inocente. Para pagar por seu crime diabólico que somente um ''dele'' pode cometer.
Ele trabalha e se alimenta todas as noites até a última gota de algum russo comunista (já que ele não mata judeus ainda.)
Um die ele é enviado para uma câmara de gás e, antes que lhe façam testes para descobrir a sua ''não morte'', ele foge do campo graças às suas disciplinas.

Capítulo 1 - ''Judeu Nojento''

[Alemanha, dois dias antes das Olimpíadas de 1936 em Berlim.]

Henry Zussman e Amélia Barnwell

O polonês desfez o sorriso amarelo, que outrora já não houvera sido, e fechou o cenho em uma faceta controlada. No fundo sua besta o arranhava e rasgava, ele estava usando todas as forças que tinha para não permitir sua mandíbula começar a abrir-se de forma a rasgar as bochechas. Ao menos era isso que queria fazer e que imaginava que aconteceria - A fome lhe permitia pensamentos que ele mesmo negava-se a imaginar.
Aproximou-se a passos vagarosos e cautelosos direção à britânica.
Colocou uma das mãos no antebraço da moça, um antebraço quente que lhe fez fraquejar com relação à Besta, ele sentia sobre a palma o carmim pulsar sobre a pele. O âmago gritou-lhe como nunca o fizera, mas ele conteve-se ao prender a respiração - algo que ele não precisava, mas preferia simular.
Colocou a mão sobre o rosto dela, um rosto de tez alva característica da maioria dos britânicos. A mulher segurou a mão dele e logo em seguida o rapaz fora envolto por um abraço preocupado.
Encarou-o nos olhos ao afastar-se um pouco. Sentiu o abraço retribuído e pensou em beijá-lo. Era quase um encanto sobrenatural e de exacerbado romantismo, um romantismo que ela mesmo repudiava e achava tolo.
Não beijou-o ao perceber que ele não piscava ou respirava. Era levemente estarrecedor. Encarou-o nos olhos.
O rapaz um pouco mais alto não mexia-se sequer um centímetro. A moça já houvera presenciado tal característica durante suas caçadas com vossa família. Era uma característica de animais que compartilhavam uma mesma classe biológica: Eram todos predadores.
– Você está bem? – Indagou apreensiva enquanto sentira o cessar do carinho em suas costas. – Talvez seja melhor falar o que tanto estava te deixando preocupado...– Ela deu um gentil, mas amarelo, sorriso, um sorriso que denotava um considerável desconforto decorrente da miríade de características que compunham aquela situação. Ela tentou afastá-lo com certa delicadeza.
Os olhos dele eram chamativos demais; encantadores demais; cobiçáveis demais. Eram também ermos mas que pareciam estar insertos na alma daquela mulher.
O polonês voltou a respirar. Parecia que havia lembrado de fazer aquilo durante seu penetrante, e demasiadamente estranho e grosseiro, olhar.
– Josep--
Um sorriso formou-se naquela face. Fez-a parar seu aparente monólogo.

Em um instante ele abriu a bocarra e abocanhou o pescoço da mulher com tamanha força que a pele começou a amassar-se dentre os dentes. Ela parecia não sentir a reverberante e inclemente dor - uma dor que estaria matando-na de tanto urrar-, apenas um inexorável e incabível prazer que ultrapassara quaisquer um que já tivera sentido.
A mão, que outrora lhe trouxera felicidade, foi-se à nuca e segurou com força a região. Ela não sentiu nada além do prazer incessante até que seu pescoço já estivesse quebrado e nada daquilo mais fosse sentido.
A Besta sugava tudo que podia. As mordidas começaram a querer ir mais fundo.
Zussman começou a morder a mesma região vezes suficientes para destruir o pescoço dela. Começou a puxar a pele e tecidos adjacentes - músculos e tendões - de forma a sugar mais do rubente e ferroso líquido. Ele fazia aquilo com uma facilidade estarrecedora.

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ABISMO INFINITO
Fora a primeira campanha a qual narrei, obtive um pico de adrenalina suficiente para dar-me coragem para tal.
Notei ficar inseguro apenas quando narro para mais de um Jogador, dá-me nervoso e isso é seguido por uma falta de criatividade para improvisar... Isso estragou bastante do que eu tinha pensando, então se eu posso dar uma dica: pense em pelo menos alguns NPC's ou algumas situações, não vá sem nada pensando além do plot principal, seus players vão pescá-lo rápido se você simplesmente deixá-los seguir.


Nome: Robert Folk, Idade: 38, Profissão: Navegador/Capitão[Intrépido]

[Jake Gyllenhaal]
Nome: John, Idade: 35, Profissão: Cosmólogo[Intrépido]

[Michael Fassbender]
Nome: ____, Idade: 24, Profissão: Psicóloga[Intrépido]

[Jessica Chastain]
Nome: Arthur Foster, Idade: 32, Profissão: Segurança[Intrépido]

[Matthew McConaughey]
Nome: Androide L8A4-F433/ Moz , Profissão: Assistente à tripulação[Intrépido].

[Valorie Curry]
Nome: Andrew Donelly, Idade: 42, Profissão: Linguista[Intrépido]


Capítulo 1 - A Escrita Circular | Arthur Foster
O senhor Foster indagara-se sobre o sonho que houvera tido instantes atrás. Suas pupilas finalmente obtiveram sucesso em demonstrar-lhe a androide de inigualável beleza e feições amigáveis, as quais, é claro, o soldado sabia serem as mais forçadas possíveis. Pensara



" O atordoo consumiu vosso âmago. Sua mente deleitava-se de doses incessantes de medo, cujo sentia enquanto notava não reconhecer um padrão no ambiente silencioso e demasiado inquietante.''


''Pede a mim que evoque o nome de Braun novamente como forma de explicar-lhe o que ocorre. Um nome pútrido, devo avisar-te.
‘‘Vadia...’’
A perspectiva de mundo de um sussurrante pensador sensível, insinuava que na horrenda tortura via um método de punir uma alma grotesca e rastejante como aquela.
‘‘Nojento, sois...’’ Ecoou-a.

A senhorita Braun atenta à silhueta de coluna quase exposta. A ‘‘coisa’’ mexeu-se como em um pesadelo vivo. Não saberia descrever tal criatura nem se soubesse o nome de cada ser vivo existente na terra.
Calafrios transcorrem por de seu crânio à coluna ao presenciar a metamorfose pavorosa ‘‘daquilo’’.

Profundo abismo negro.

As galochas sujas pelo mais pútrido lodo imaginável por Ágatha. Observei de forma perfeita, como com um telescópio, sua face, seus olhos ferozes tal qual as feras selvagens vistas por nós apenas em livros e contos infantis. Não pude imaginar Ágatha tão irritada quanto agora.
Eu tenho certeza que sente nojo da sua atual vida, Ágatha. ‘‘Putinha mimada.’’ Mas pense nisso como um preço a pagar por passar alguns dias com seu velho pai.
Ela estava ao meu lado, talvez tivesse sentado no momento | em que o meu pai desacordou-se por instantes.
Eu gravava loucamente suas facetas durante o sono. Sentia certa saudade, ainda que ele não tivesse sido um pai exemplar tal como meu tio foi para minha prima, conforme eu observava seu crescimento. Suas rugas de expressão lembravam-me o quanto havia perdido tempo comigo mesma e não com ele.
Uma cama de madeira simples, refarta em furos provenientes de cupins horrorosos e maldosos que já haviam enfestado toda a casa úmida que a rua da velha Berlin continha há um longo tempo.
‘Por que não morre de uma vez? Está enfestando o ar que respiro com esse cheiro nojento de morte’’
Os ratos, rasgadores de quaisquer coisa a qual pude presenciar fizeram-se presente no aconchegante e doloroso recinto.
Olhar para o meu pai trazia-me de longe uma repulsa acompanhada de desconforto e sensações incessantes, ânsias, eu diria. Era quase como se obrigasse-me a não pensar no vômito que logo sairia de tanto olhar para aquele velho decrépito.
Lancei-o um olhar que, em meu mundo de fantasia americana, torraria sua pele até ficar enegrecida e desmanchar-se. Mas o desfiz quando pude perceber que aquele pedófilo saía de seu sono. Outrora eu sorriria para aquele monstro como ele o fez assim que degustou de mim com seus olhos leitosos e bem abertos naquele momento.
Senti vontade de abrir suas tripas e faze-lo engolir. Mas não o fiz.
A ânsia e incessante sensação penetraram no meu corpo, cobriram-me. Eu vi, naqueles olhos já arregalados, luxúria.
Ele abriu a boca para falar, parecia querer comentar sobre o quanto meus seios estavam lindos ou talvez o quanto minhas roupas íntimas estavam bem postas e mostrando ''o que eu mais me orgulhava de mostrar''.
Eu pus a mão sobre a dele. Seus olhos arregalados e sua boca aberta me davam náuseas e uma vontade de esfaqueá-lo ali mesmo.
De repente sua boca começou a ficar cada vez maior, e esticar-se por sua face, tornando aquilo em um profundo abismo soturno de inigualável pavor.
Seus olhos começaram a afundar-se para dentro do crânio, seus lábios molengos começaram a rasgar-se e suas orelhas adentravam para dentro. Suas unhas caíam enquanto o ferroso líquido vermelho manchava as roupas de cama de tom branco com manchas amarelas pelo mijo.
Eu ouvi gritos incessantes e ensurdecedores de todos os lados, não falavam nada coerente e me davam a impressão de querer levar-me ao mais obscuro abismo da realidade. Queriam rasgar-me enquanto eu abandonava quaisquer sensação de tempo que pudesse ter.
Uma gosma negra começou a sair daquele profundo buraco no rosto de meu pai. Sua bochecha sangrava enquanto seus braços pareciam forçar para quebrar-se ao contrário do até então normal estado.

Inspiração: O Chamado de Cthulhu e outros contos.''



''Nome: Sra. Duersley | Idade: 78 (1879-1957) | Traços: Egoísta, Xenofóbica, Curiosa.

''É um erro achar que o horror está necessariamente associado à escuridão, ao silêncio, à solidão completa. Ela encontrou-o bem ali, em pleno sol do meio-dia.'' - Howard Phillips Lovecraft(Ar Frio).

A Senhora Duersley.

As inclementes e retilíneas ruas de pedra davam um ar aconchegante à velha rua da cidade Heroica – Chamada assim sem motivo, é claro.
A velha Duersley estava em sua cadeira de madeira, -abarrotada de cupins- novamente.
Seus olhos leitosos e cansados fitavam a casa vizinha com exímio cuidado e um verdadeiro prazer de cuidar a vida alheia. Isso ocorria não somente em dias de sol em que sua área- atapetada e repleta em pulgas- protegia-a, mas em dias como aquele, um dia tempestuoso (de fato, estava tempestuoso).
O vento já começara a bater no quintal da senhora Diaz há um bocado de tempo, mas a senhora Duersley pouco importava-se com as placas decorativas e menos ainda com os gnomos de jardim, ela dizia que nunca gostou de mexicanos e que não iria ajudar a senhora Diaz mesmo que caísse o mais simples caco de vidro sobre seu quintal (que não via o verde havia um bom tempo).
Seu companheiro, já havia deixado a velha, sozinha em sua vigília (Assustava-se facilmente quando o frio batia às orelhas e as pulgas lhe corriam pela barriga).
‘‘Coitado do velho e roliço beagle’’, eu diria... ''



''Às irmãs devoto apenas meu mais singelo e somenos respeito.
Àquele que tudo vê, devoto meu mais profundo e inexorável desejo pelo pecado. Deveras, tal coisa é a única em grande quantidade que posso oferecer-te, Altíssimo.


Altíssimo.

Os mais agudos sons não davam-na o ódio que aquelas, e especificamente aquelas, vozes em uníssono lhe davam. Julgava-se errada, mas não falava nada, apenas mordiscava os lábios esperando sangrá-los para ser liberada de tal tortura.
Magda queria sentir a água quente engoli-la em meio ao silêncio, queria sentir o prazer de arrepiar-se enquanto pensava em coisas que nunca diria. ''

''Eram ecos do passado que não deveriam reverberar vossos sons. Adentravam-na, possuíam-na, condenavam-na...''

''Ouvira vozes angelicais sobre o ouvido. Ouvira sobre os prazeres da carne, se indagando, enganando, querendo levá-la ao carmim infernal, onde abusariam de sua alma mortal e refarta em pecados.''
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Esta é uma das melhores Mesas das quais tive o prazer de conhecer. Os
aspectos que fazem um homem comum adorar Ficção científica - e ainda mais o terror - estão entregues em apenas um vídeo. Possui três protagonistas que são capazes de refletir os medos mais puros do ser humano.
Nyaerlathotep


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