Jornal Versos da despedida - Mr. Chang


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Versos da despedida - Mr. Chang

Versos da despedida

Dentre as mil palavras ditas por ti no recomeço,
Em grande parte, apenas uma folha em branco consigo ver.
Pois se tratando de coração, poucas palavras se permitem ler
E todas estas frias e ordenadas
Como se fossem todas robotizadas.
Gritam-me a mesma coisa:
“O receio do desconhecido não me deixas viver”

Talvez seja um egoísmo de minha parte
Querer o direito de resposta.
Mas, covarde é aquele que dá as costas,
Como se desse a última sentença
Depois de falar o que pensa
Sem abrir espaço para o outro.

Porém, respondo-lhe com minha arte,
Que não guardarei nenhum rancor de ti.
Por ter me proporcionado momentos de aprendizado.
Que jamais voltarão, mas serão por mim utilizados
Pois os carregarei vivos em minha mente.

Perguntaste o que vi em ti que pode lhe machucar
Digo-lhe: Uma cegueira; um possível medo de errar.
Trocando as possibilidades de viver
As mais doces, maravilhosas e intensas coisas da vida
Por um escudo que impede a visão da sua alma.
Grande parte por causa de um certo trauma
Que a cada dia que passa consome mais o teu ser.

O mundo não para
O tempo não para
Assim como as fases da admirada lua
Seguem os projetos
Sigo em busca do topo.
Volto a olhar a sua folha em branco
“O receio do desconhecido não me deixas viver”

Sobre o passado e tudo que aconteceu nesses últimos tempos
Poderia também dizer-lhe mil coisas nesse momento,
Porém, prefiro deixar-lhe o meu silêncio
Pois nele estão as mais sábias frases que nunca serão ditas.

Escutando: Emicida - Sozim
Lendo: O método - Phil Stutz e Barry Michels
Bebendo: Suco natural de goiaba

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