_Desiree_

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Diário - Geneviève Delpérier

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Era apenas mais um noite comum e dolorosamente inútil... Bom, não sei se essa seria a palavra certa, improdutiva talvez. Eu estava jogada no meu sofá, escondida na cobertura daquele castelo de mármore em forma de edíficil moderno que vivia, ou pelo menos era lá onde eu passava maior parte do meu tempo quando estava "inativa". Simplificando, fazia quase 5 meses que não tinha um "contrato" e que minha rotina se resumia em comer, dormir e acordar de ressaca. Não que eu estivesse achando 100% ruim, mas sentia que dessa forma eu já podia me aposentar por invalidez. E eu odeio me sentir inválida... Qual é? Talvez você não, mas há quem precise de minhas incríveis habilidades malignas. Entretanto, vamos por partes...

Ainda no sofá, com a tv ligada, não que eu estivesse prestando atenção, era só um barulho de fundo. Em uma mão eu segurava meu celular, a tela estava apagada, mas eu tinha a esperança de receber uma ligação que mudaria minha noite, talvez minha vida, para sempre. Na outra mão eu segurava uma garrafa de vodka vazia, que por algum motivo eu não queria soltar. Era a terceira que eu esvaziava naquela noite. Diante do que me lembro, apenas posso dizer que a bebida estava deliciosa.

Creio que assim fiquei até por volta das 3:38 da madrugada, ou pelo menos foi esse horário que apareceu na tela do meu celular assim que eu o liguei logo após ouvir alguém tocando a campainha. Tentando recuperar a consciência, eu deixo a garrafa em um lugar qualquer e jogo o celular no sofá. Prendo o cabelo e tento dar um jeito na minha roupa, ninguém é obrigado a me ver nesse estado deplorável que me encontro. Me olhei no grande espelho e fui em direção a porta, dei uma olhada no olho mágico e não vi ninguém. No momento, pensei: "Das duas umas: Ou é uma armadilha ou estou ficando maluca, talvez seja o álcool". Me joguei novamente no sofá e voltei a encarar meu celular, esperando a ligação da minha vida. Assim fiquei por mais 5 minutos.

Eu estava impiedosamente bêbada, mas agora eu tinha certeza que novamente ouvi a campainha. Naquele momento não me restavam dúvidas, era uma armadilha. Peguei uma arma qualquer e fui novamente em direção a porta. Olhei com mais atenção no olho mágico e dessa vez, pude ver um belo homem vestido de preto, ele não trajava roupas esquisitas ou que deixava claro pertecerem a um psicopata, era simplesmente algo perfeitamente explicável para uma noite de inverno rigoroso. Po*a como ele era bonito, ainda vale lembrar que eu estava bêbada, mas eu senti meu coração acelerar e tenho certeza que fiquei congelada naqueles olhos.

Só voltei a mim quando novamente a campainha tocou. Sim, ele era lindo, mas eu tinha que me lembrar que podia ser uma armadilha e que eu ainda estava congelada ali na porta. Porta essa que eu abri na velocidade da luz, apontando rapidamente a arma na cabeça do homem de belos olhos.

- BELOS OLHOS? Eu estava miseravelmente bêbada. -

Ele não pareceu assustado, e com um olhar de quem estava impaciente, me perguntou friamente: "Black angel?"

Eu não sabia o que responder, então apenas confirmei com a cabeça e o deixei entrar, ainda com a arma na mão. Lição número um: Ninguém é confiável.

Ele visualizou rapidamente o ambiente. Tv ligada, celular jogado no sofá, 2 garrafas vazias de vodka na mesa e uma jogada de qualquer jeito em um móvel qualquer. Eu já fui melhor nisso!

Ainda frio e impaciente ele novamente falou: "Tenho-lhe uma proposta."

"Espero que seja irrecusável" - Nem notei que falei isso em voz alta.

Imediatamente abaixei a arma, fiquei surpresa, pasma, não sei o que, mas milhares de emoções eu consegui sentir em poucos segundos. Não costumo fechar contratos nesse apartamento, é meu refúgio, meu lugar de descanso, quase ninguém sequer sabe da existência dele. Apontei a cadeira da mesa para que ele sentasse e ele assim o fez. Sentei na cadeira da frente e coloquei a arma no colo. Ele retirou o casaco e o encaixou na cadeira que acabara de sentar. Além de colocar uma maleta no chão. Foi apenas nesse momento que me dei conta de que ele carregava uma pequena maleta. Era realmente preocupante receber "visitas" no estado em que eu me encontrava.

"Em que posso lhe ser útil?" - Perguntei-lhe calmamente.

Ele mexeu no bolso e retirou uma foto, colocando-a sobre a mesa. Não era difícil reconhecer aquelas pessoas. O rei, a rainha, o herdeiro e suas outras crias. Onde ele queria chegar com aquilo era minha maior dúvida.

"Seja claro." - Dessa vez eu que já estava ficando impaciente.

"Eu os quero mortos" - Ele respondeu me encarando.

Foi difícil conter meu sorriso em saber que confiavam em mim até para matar a família real. Mas eu não era uma assassina, bom, até aquele dia.

"Topa?" - Fui despertada dos meus devaneios pela sua voz grave.

"Quanto vou ganhar por isso?" - Perguntei curiosa.

Ele pegou a mala no chão e abriu sobre a mesa.

"Aqui tem 1 milhão" - Ele falou enquanto mostrava o dinheiro da mala.

"Já ganhei mais apenas em um banco de quinta categoria" - Respondi com desprezo. Só podia ser uma pegadinha.

"10 dessas por cada membro da realeza morto" - Ele respondeu com um sorriso.

" E ainda terá direito a desfrutar de inúmeras joias que roubarmos do castelo depois que você der seu 'show'". - Ele mantinha fixo seu sorriso.

"Me parece razoável, mas sou quem dita as regras aqui. O rei, a rainha e o herdeiro valem 12. É pegar ou largar" - Afinal, quem ele pensava que é?

"Ótimo" - Ele continuava sorrindo.

"Mas... Temos algumas condições. Você terá um tempo limite. Poderá fazer seus próprios planos de como quer fazer isso, mas terá que nos passar o plano de ataque. Caso não consiga cumprir sua missão, por falta de tempo, por desistir ou qualquer outro motivo..." - Ele não finalizou a frase mas fez um movimento em seu próprio pescoço, claramente um "Você é um 'anjo' morto".

"Onde eu assino?" - Eu perguntei.

Ele novamente tirou algo do bolso e me deu um contrato para ser assinado. Não era grande, eu li em pouco tempo e assinei. Em seguida ele guardou a folha.

"Como pretende que eu faça isso?" - Perguntei curiosa.

Como resposta ele jogou uma identidade falsa sobre a mesa.

"Quer que eu use uma identidade falsa e seja empregada do castelo?" - Perguntei

"Criada? Eu não seria tão desumano assim. Você está inscrita na seleção." - De volta o seu sorriso.

"Qual seleção? E como sabiam que eu ia concordar?"

"Você pergunta demais e eu não sabia que era tão desinformada assim. Garotas estão competindo pelo coração do príncipe e bla bla bla... mas se quiser mudar de ideia, eu ainda posso rasgar o contrato."

"Já disse que estou dentro!"

"Seu nome é Geneviève Delpérier, você tem 18 anos e veio da França para estudar medicina. Ah e claro, dê um jeito de ficar com essa aparência até o início da seleção." - Ele falou me entregando a identidade falsa e um papel com os contatos que eu precisarei. Se levantando logo em seguida e pegando suas coisas indo em direção a porta. Ele estava prestes a sair quando eu perguntei.

"Como sabe que vou ser aceita?"

Ele apenas levantou os ombros e antes de sair disse:

"Hoje o príncipe vai aparecer naquele jornalzinho brega. Aconselho assistir"


Pensei que ia morrer de tédio com aquela coisinha fofa falando o quanto quer ver os papais felizes e outros montes de bla bla bla. Quase morri de diabetes tamanha docura, simplesmente não suporto!

É claro que consegui mudar minha aparência em pouco tempo, me respeita, eu sou profissional nisso. Logo era dia de anunciar as selecionadas e eu confesso que lá no fundo estava apreensiva, eu não tinha entrado em contato com o homem que eu sequer sabia o nome durante esses dias e ainda permaneço pensando aonde eu fui me meter.

Depois de tudo, ótimo, eu fui aceita. Espero que tenha sentido o meu sarcasmo nesse "ótimo".

Não importa o que aconteceu nesse meio tempo, vamos logo ao que interessa porque o diário é meu.

Quando eu estava prestes a sair do meu cantinho para passar sabe-se lá quanto tempo fora, eu recebo uma incrível e inesperada visita. Sim, o cara "misterioso". Ele me deu parabéns, também falou que eu poderia ter entrado em contato durante esse tempo e que devo entrar em contato enquanto estivesse no castelo, além de uma dúzia de baboseiras que eu ignorei...

Meu primeiro dia naquele castelo foi um tédio, 25 mulheres em um salão em busca da galinha dos ovos de ouro, ou melhor, a coroa, e não me venham com esse de que algumas estão aqui por amor... só se for por amor a riqueza, ao poder, ao luxo e ao dinheiro. Como diria um sábio ditado: "O amor é uma flor roxa que nasce nos corações dos trouxas". Me poupem de mais baboseiras, chega pelo resto do ano. Como se isso não fosse torturante o suficiente, ainda me lembro de ter trocado algumas palavras com o príncipe Alvin... Alhem... Ar... sei lá o nome dele. Foi um tédio, ele é tediante. Mas preciso acumular todo tipo de informação. E ele não pode me odiar, muito menos desconfiar de mim.

Teve um jornal com as selecionadas, umas perguntas idiotas, clichês e chatas, mas é claro que eu estava lá fazendo a estudante de medicina esforçada que abriu mão do país de origem e foi se aventurar em terras estrangeiras. Novamente eu me pergunto: Onde eu fui me meter?

São nesses momentos que novamente olho para o meu pingente de flor e tudo me vem a memória. Odeio fragilidades, mas por algum motivo me lembrar de todo meu passado me faz sentir um misto de dor e ódio. Nesses momentos que falo para mim mesma: "Lembre-se Lilith, tudo é culpa deles". Só espero que seja o suficiente para completar o que comecei.

Resumindo, até aí a coisa mais legal que aconteceu foi um tal de um incêndio... Achei o máximo! Acho até que me fez repensar que isso pode sim ser legal, acho que me renderá altas emoções.

Porém, como se os céus tivessem ouvido meu lamento, teve um invasão dos sulistas. Acho que meu nível de adrelina chegou em seu ápice, é claro que eu trouxe todas as minhas munições, achavam mesmo que eu iria me meter nesse ninho de cobras sem sequer um "beijo da morte". Acho que não me conhecem ainda.

É claro que isso poderia me parecer o momento perfeito para agir, mas é óbvio que eu não faria isso, não era hora de mostrar as garras, ainda não tinha as informações suficientes e nem um plano totalmente pronto. Contudo, eu com certeza aproveitei aquele momento de desespero para tentar pelo menos descobrir alguma passagem secreta nesse lugar. Afinal, é claro que ele deve ter alguma. Além de que, assim, eu também teria tempo de começar a planejar algo. E assim fiz. Também entrei em contato com meu "chefe" nesse tempo e tivemos meia prosa de conversa.

No dia seguinte, o idiota do "Alvin, o esquilo" (Gostaram do apelido que eu o dei?) me aparece preocupado, vontade de mandar ele ir pra pqp, mas tenho que lembrar do meu disfarce, aqui não existe Lilith nem Black Angel, só Geneviève. Tentei ser o mais fofa possível, mas acho que já estou impaciente. Sinto que preciso de álcool. Não que eu me importe com os seres humanos, mas esses momentos me fazem sentir falta da Kesha e da Kate. Por onde será que elas andam?

Pensando quieta no meu canto e tomando um cafezinho estava eu, quando Alvin apareceu para dar um recado. Não era exatamente apenas um recado, não que faça diferença, eu nunca me importo muito com as besteiras que vez ou outra ele aparece para nos comunicar. Algumas garotas quiseram sair da seleção por conta própria e ele falou algo sobre aulas de autodefesa. Como se eu precisasse, mas enfim... eu também não me importo.

E agora, cá estou eu, no meu quarto, novamente focada nos meus planos pensando o que fazer e como descobrir as informações que preciso. Acho que já me acostumei com a chatice desse lugar e talvez algo que preste saia daqui, mas eu duvido muito... É só mais um trabalho que tenho que completar logo e vazar daqui.


Lilith Sharapova
Black Angel



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