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ramesseum

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Nome: ❝𝖕𝖊𝖗𝖋𝖎𝖑 𝖉𝖊𝖘𝖆𝖙𝖎𝖛𝖆𝖉𝖔 . . .
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Sexo: Outro
Localização: .:;𝖊𝖒𝖕𝖊𝖗𝖔𝖗;:.
Aniversário: Indisponivel
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Facção Yeager 💪🏼 O bonde dos colossais ataca novamente 🤡🤡🤡 vai chorar Marleyano? 😭😭 Paradis acima de tudo, Eren encima de todos ✊✊ tá em shock ⚡⚡ encouraçado 😯😯😳😳😳😳😳 fica Flinstons aí Zeke mão de alface 👋👋🥗🥗 Avante Eren 🏁🏁🏁🏁🏁🏁VAI TOMA NESCAU MARLEY

O lobo do norte - Illvanora.

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Escreveu 𝕰 𝖘𝖊𝖚𝖘 𝖔𝖑𝖍𝖔𝖘 𝖇𝖗𝖎𝖑𝖍𝖆𝖗𝖆𝖒 𝖈𝖔𝖒 𝖆 𝖕𝖔𝖘𝖘𝖎𝖇𝖎𝖑𝖎𝖉𝖆𝖉𝖊 𝖉𝖆 𝖋𝖊𝖑𝖎𝖈𝖎𝖉𝖆𝖉𝖊.
❝O sangue pingava sem pausa. A dor excruciante que sentia no olho direito parecia desintegrá-lo pouco a pouco, queimando nas chamas daquilo que apenas pode ser verbalizado com gritos. A verdade, da maneira mais literal possível, doía; esta foi uma frase que aprendeu a guardar após aquele acontecimento. Gerard apareceu em seu campo de visão, mas antes que pudesse alcançá-lo, ele se desintegrou em sombras. Abriu o olho que lhe restava, constatando tratar-se somente de mais um dos pesadelos que atormentam todos os dias. Sorriu, embora desejasse se encolher e chorar. Aquele tormento nunca teria fim, já havia aceitado. Certa vez, ouviu que 𝐌𝐎𝐑𝐓𝐎𝐒 𝐍𝐀̃𝐎 𝐅𝐀𝐋𝐀𝐌. Mas se eles não falam... por que conseguia escutar seus pedidos de socorro todas as noites de sua vida? Se eles não falam, por que mais e mais, eles confirmavam sua culpa naquilo tudo? Ele mesmo estaria morto...?

Escreveu 𝐈𝐍 𝐌𝐘 𝐁𝐎𝐍𝐄𝐒.
Tão cansado de comparações, tentando aprender a lição e falhando toda vez que tento. As substâncias dentro do meu cérebro nunca me deixam sentir dor, me empurrando para ver a verdade. Não está nas minhas palavras porque elas vêm e vão, mas tudo que machuca me ensinou a crescer. Não está na minha pele ou nessas cicatrizes à mostra, porque minha luta interna vem de baixo. Eu sinto isso nos meus ossos! Eu sinto em minha alma! Eu não vou quebrar, eu vou te fazer pensar, rolando no fundo. Eu não serei um grão de areia deslizando da ampulheta assistindo cada minuto cair; vou pagar o preço, nunca satisfeito. Eu sinto isso nos meus ossos, eu sinto em minha alma!

Mostrar Spoiler: Continue e não olhe para trás, criança. O passado é traiçoeiro.




NAQUELA FAMÍLIA, NÃO ERA NECESSARIAMENTE comum haver uma grande espera na escolha de um nome. A família real comumente escolhia qualquer nome que aparentasse nobre o suficiente para ser dado a alguém de linhagem real. Já com base em sua outra parte da família, a materna, nem deveria existir uma discussão de nome masculino. E ela nunca ocorreu. As Moiras são criaturas que aceitam somente mulheres, e há anos não existem novas crias da raça; mas este é um assunto para outro tópico. De qualquer forma, o rei de Arwen, Hilderiel Valarior, optou por nomear seu filho bastardo como Artos Valarior. Havia escutado rumores, quando criança, de que tomava significado de "aquele que protege". O nome ficara gravado em sua cabeça, até que ele finalmente encontrou a oportunidade perfeita de utilizá-lo. Portanto, não é de meu achismo que seja importante dar atenção a um nome tão comum e sem significado minimamente especial, embora ele de certa forma venha a combinar com o seu portador. Artos particularmente não sente a necessidade de citar seu sobrenome, limitando-se somente a Artos; no máximo, inventando um sobrenome qualquer quando torna-se de fato necessário um. Ele não gosta de lembrar-se do passado como alguém da Realeza, repudiando toda aquela riqueza enquanto as diferenças financeiras eram tão alarmantes no seu reino. Portanto, esconde a sete chaves o fato de que outrora fora um príncipe; dizendo somente que seu passado não é importante o suficiente para ser lembrado, devendo focar no futuro. Atualmente, Artos possui 27 anos de idade; sem recordações da sua data de nascimento, pois nunca vira nada de especial em tal fato, mesmo durante a infância. Um dia, fora um membro da Realeza; mais especificamente, o príncipe de Arwen, mas nunca desejou o trono. Após sua fuga do reino e estadia em terras nunca antes exploradas por si, embora não pudesse se importar menos com sua posição social, imagina que seja um simples plebeu, e não vê problema algum nisso.


GÊNERO E SEXUALIDADE. O QUE ELE poderia dizer a respeito disso? Havia lido sobre, mas é um dos rótulos que ele simplesmente não se importa. Até hoje, o único amor que sentiu foi o familiar, e somente com Gerard, pai adotivo. Talvez ele ame a humanidade, o suficiente para lutar com unhas e dentes pela segurança de todos, arriscando a própria vida no processo. Mas não se enxerga trocando afeto com alguém, amando alguém mais do que aos outros. Nunca sentiu interesse ou mesmo atração, e é provável que demore a desenvolver um sentimento assim. No entanto, caso seja trabalhado um par para o personagem, diria que ele é pansexual panrômantico. Sobre seu gênero, ele se identifica no masculino.


𝐴 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑒́ 𝑙𝑢𝑧; 𝑢𝑚𝑎 𝑙𝑢𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑝𝑜𝑑𝑒 𝑐𝑒𝑔𝑎𝑟, 𝑜𝑢 𝑢𝑚𝑎 𝑙𝑢𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑝𝑜𝑑𝑒 𝑎𝑢𝑥𝑖𝑙𝑖𝑎𝑟. 𝑁𝑎̃𝑜 𝑛𝑜𝑠 𝑖𝑚𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎𝑚𝑜𝑠; 𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠, 𝑒 𝑐𝑎𝑏𝑒 𝑎 𝑣𝑜𝑐𝑒̂ 𝑑𝑒𝑐𝑖𝑑𝑖𝑟 𝑠𝑒 𝑒𝑙𝑎 𝑠𝑎𝑙𝑣𝑎𝑟𝑎́ 𝑢𝑚𝑎 𝑣𝑖𝑑𝑎, 𝑜𝑢 𝑎 𝑐𝑒𝑖𝑓𝑎𝑟𝑎́.

MOIRAS. CRIATURAS EM GRANDE PARTE EXTINTAS junto à época da queda da magia, incapazes de sustentar seus corpos. Desta época aterrorizante, restaram somente quatro delas. O desgosto pelos humanos impediu-as de se reproduzirem; de dar à luz a uma criança mestiça. Optavam, ali, por extinguir a própria raça a ter que envolver-se com humanos; embora os homens fossem as criaturas mais compatíveis com os poderes herdados pelas Moiras. O envolvimento com um humano passou a ser visto como um crime pelas quatro moças da verdade restantes; punido com prisão numa caverna, ou em casos extremos, com morte. Isto, é a líder de todas que decide. Se envolver com os humanos é uma traição; a sua raça, aos seus ideais, com as suas irmãs.

Criaturas que existem com o intuito de julgamento, embora, atualmente, elas somente sirvam para esclarecer a verdade. Elas não sabiam como julgar as pessoas; sua falta de sentimentos muitas vezes ocasionava em pena máxima, ou não sabiam diferenciar qual seria o lado mais humano e justo, rendendo punições injustas e fora de contexto. Acompanham as autoridades somente narrando a verdade que enxergam no indivíduo, ou nos indivíduos de uma situação.

Seus poderes provém de olhos mágicos, chamados Olhos da Verdade. A magia já nasce com as Moiras, não é adquirida de forma alguma; sendo uma característica das criaturas. Ao serem ativados, os Olhos conseguem encontrar a Verdade do coração das pessoas. Não é possível mentir para Moiras; elas sabem os seus pensamentos, a sua índole, seus atos passados e arrependimentos. Portanto, é possível uma Moira descobrir, por exemplo, se uma pessoa irá trair o seu grupo, ou não. Descobrir se o indivíduo cometeu um crime, se uma pessoa ama a outra, se o ser arrepende-se de algo que já fez um dia. Não é possível fugir da verdade das Moiras.

Você pode pensar, pequena mente inocente: se eu roubar o olho mágico, serei capaz de enxergar a verdade também?

A resposta é não.

O olho mágico funciona somente a partir da vontade da Moira que o tem; quando ele é arrancado de seu portador, o olho perde sua magia, e torna-se completamente inútil. Muitos já tentaram fazer isto no passado, e encontraram somente decepção e esforço à toa. Muitas Moiras vieram a morrer nestas caçadas dos humanos aos olhos delas. A própria líder atual das irmãs conta somente com um olho, pois fora-lhe arrancado anos e anos atrás, no que mais aparentava uma inquisição às criaturas donas da verdade.

Vivem nas florestas, não se importam com luxos; muitas vezes, dormindo até mesmo em árvores. Suas necessidades de alimentação não se equiparam às dos homens e animais; elas não precisam comer, somente ingerir líquidos a cada, no máximo, 2 dias.

A aparência delas é completamente humana, embora a pele possua um tom mais pálido e acinzentado e os cabelos aparentem flutuar ao redor do rosto, como se fosse energia. Embora a aparência não seja nada muito além do comum, a personalidade não segue o mesmo. São criaturas frias, que não tem sentimentos e tampouco compreendem a natureza humana. São feitas somente para trazer a verdade aos seres, entregar a luz às pessoas, cegas num mundo escuro e repleto de mentiras e enganações. Não possuem piedade, e falam a verdade sem escrúpulos.

𝐴 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑚𝑝𝑟𝑒 𝑠𝑒𝑟𝑎́ 𝑎 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒. 𝑃𝑜𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑣𝑖𝑠𝑡𝑎 𝑠𝑒 𝑑𝑖𝑣𝑒𝑟𝑔𝑒𝑚, 𝑒 𝑒́ 𝑛𝑜𝑠𝑠𝑎 𝑜𝑏𝑟𝑖𝑔𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑗𝑢𝑛𝑡𝑎́-𝑙𝑜𝑠, 𝑒𝑠𝑐𝑢𝑡𝑎́-𝑙𝑜𝑠 𝑒 𝑑𝑒𝑓𝑖𝑛𝑖𝑟 𝑜 𝑓𝑎𝑡𝑜 𝑐𝑜𝑚 𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑒𝑚 𝑡𝑜𝑑𝑜𝑠 𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑣𝑖𝑠𝑡𝑎; 𝑐𝑟𝑖𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑢𝑚𝑎 𝑠𝑜́ 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒, 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑒𝑣𝑒𝑟𝑎́ 𝑠𝑒𝑟 𝑟𝑒𝑠𝑝𝑒𝑖𝑡𝑎𝑑𝑎 𝑒 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑖𝑑𝑎.



NASCIDO NO REINO DE ARWEN, um pequeno local quase que esquecido pelos seus vizinhos; torna-se comum a pergunta de "Arwen é um reino mesmo?", a qual Artos responde calmamente que é, e bem desenvolvido por sinal, embora assolado por problemas que são difíceis de escapar. Localiza-se nas terras geladas de Ihapiven, próximo das fronteiras de Vulux e Cercelyn, perigosamente construído perto do Muro dos Mil Lamentos. As chuvas de granizo e neve frequente são características da região, e devido a diversos buracos no solo, a neve tende a acumular-se rápido; tornando quase que um campo minado andar em certos locais do reino, principalmente nas florestas. Não diria que é raro encontrar um "selvagem" vagando em locais mais obscuros do reino, uma vez que muitos tentam fugir de Ihapiven utilizando-se do Muro dos Mil Lamentos, e Arwen é justamente o que separa Cercelyn do Muro. Conflitos também são quase que comuns não apenas nas fronteiras, mas dentro do próprio reino, que tem como marca a presença de selvagens, embora alguns mais disfarçados. Existem habitantes que, embora não sejam selvagens no sentido de serem dos povos primitivos, acreditam no Gigante, e alguns poucos tem pequena noção de costumes dos primitivos.


COMO EM QUALQUER LOCAL DE IHAPIVEN, Arwen sofre quase que constantemente com ataques dos sereis Abissais, sendo um dos motivos de Hilderiel não desejar que Artos saísse dos muros seguros do castelo. É relativamente comum que, ao cair da noite, Guardas fiquem de prontidão pelas ruas, numa tentativa de proteger os habitantes dos perigos, sendo chamados de A Guarda da Noite. Guerreiros que estão prontos para sacrificar a própria vida em prol do bem das pessoas, e que não possuem medo de enfrentar o desconhecido e a magia. As baixas deles são de números consideravelmente altos, uma vez que não é todo mundo que possui magia e força suficiente para lidar com tão temíveis criaturas do Abismo; mas todos fazem um juramento antes de fazer parte dos Noturnos, e integram por vontade própria, carregando a nobreza de coração que o cargo exige e a força física para proteger indefesos. Os sinais da chamada "magia negra" também são algo que faz parte do reino, e que tende a assustar os habitantes quando algo do tipo é encontrado.

Existem algumas normas extras, diferentes do comum já esperado nos reinos de Waetus. Quando a nevasca encontra-se furiosa em demasiado, e o volume de neve atinge níveis anormais para a região, o reino mantém um toque de recolher e fecha suas fronteiras, assim evitando que as pessoas morram na neve e no frio, soterradas ou congeladas. Corpos congelados pelas ruas podem acontecer, embora Hilderiel seja um rei com pulso mais firme sobre isso e estivesse fazendo de tudo para que não aconteça tamanha catástrofe com as pessoas. O próprio Artos já fora líder de um mutirão que distribuía cobertores quentes e um pouco de sopa durante os Dias Gelados, embora tenha sido parado pelos nobres. Ainda falando sobre toque de recolher, a norma seguinte não era uma obrigação, mas um conselho que grande parte das pessoas preferia seguir: após o pôr-do-sol, não saía de sua casa, mantenha portas e janelas bem fechados, e atente-se aos barulhos e sombras. Os Abissais sempre podem estar por perto. Encobertas pela neve espessa, existem raras pedras com uma escrita estranha; diferente e desconhecida, mais especificamente. Os selvagens que habitam o reino acreditam que sejam pedras contendo os escritos da vida de todos.


ATUALMENTE, O SOBERANO HILDERIEL ESTÁ MORTO; envenenado pela sua esposa, que tomou o trono para si com o auxílio dos Nobres e pretende aumentar a desigualdade social no reino, favorecendo, é claro, somente os Nobres. A nação está lentamente tornando-se mais obscura a cada dia que passa. No governo de Hilderiel, os primitivos eram relativamente bem aceitos, podendo viver uma vida como habitante de Arwen, embora houvessem olhares tortos de algumas pessoas preconceituosas. Já no governo de Vivian, os selvagens são caçados e perseguidos diariamente, já não recebendo a mesma "aceitação" de outrora. Pessoas inocentes já foram mortas nesta caça às bruxas, e todos vivem em constante medo, evitando o máximo possível ficar nas ruas. O monstro já não são somente os Abissais; mas a principal ameaça do povo agora, é Vivian. Corpos congelados atualmente são somente o fruto da fome, que os fez desmaiar e morrer ali mesmo, desnutridos, sem dinheiro para se alimentar e com frio. Crimes são punidos com muito mais severidade. Não há um toque de recolher para os Dias Gelados mais, e trabalhadores das florestas e de fora das fronteiras nunca sabem quando devem voltar para casa; muitas vezes, morrendo soterrados pela neve ou pegos por criaturas abissais.


VIVIAN BORIN, OU COMO ELA PREFERE SER CHAMADA: VOSSA ALTEZA. Ou ainda, como é conhecida em Arwen atualmente: A Tirana, e Rainha do Veneno. A mulher que foi o estopim para Arwen ser mergulhada em desgraça, desfazendo grande parte do trabalho que os reis anteriores tiveram construindo o reino de uma maneira que fosse minimamente confortável para a população viver. Mas antes de falarmos sobre quem ela é hoje, devemos conhecer um pouco de seu passado.

Vivian nasceu numa família de nobres, os Borin; o maior exército do reino. Levou uma vida normal, aprendeu a ser uma boa esposa. Seu pai era um grande amigo do rei, o pai de Hilderiel, e sua mão já estava prometida ao príncipe desde sempre. Casaram-se quando ela ainda era relativamente jovem, por volta dos 15 anos de idade, enquanto Hilderiel já completava os 22 anos. No mesmo ano do casório, descobriram que Vivian não conseguiria dar herdeiros ao rei: era infértil, aparentemente. Não sentia amor por Hilderiel, mas ninguém se sente confortável em ter seu marido procurando outra mulher para ter filhos. A mesma cresceu com o pensamento de que serviria somente para dar herdeiros ao rei, e no fim das contas, não conseguira nem este básico. Seu psicológico ficara abalado, e a autoestima, pareceu deixar de existir. Ter aquela criança bastarda correndo pelo seu castelo a enojava, e a lembrava de seu próprio fracasso como esposa. Seu desgosto por Artos sempre fora muito claro, embora ela tentasse sempre ficar longe de onde ele estivesse.

Com o tempo, a tristeza do fracasso como esposa transformou-se lentamente em ódio, algo que se enraizava cada vez mais dentro de seu coração, e a envenenava de dentro para fora. Odiava sentir o calor do marido na cama, odiava as carícias, odiava pensar em filhos, e só queria se ver livre daquilo. Se não servia como esposa, então que pelo menos ela pudesse ser uma rainha. Pedido negado, obviamente; segundo Hilderiel, Vivian era apenas uma mulher qualquer, não possuía conhecimento e inteligência suficientes para governar. Mas Vivian já esperava uma reação assim, e aos poucos, especulava os mais mirabolantes planos antes mesmo de saber as consequências de seus atos. Passou a sempre ter mais de três planos para cada situação, tentando prever possíveis problemas e erros nos anteriores. Seduziu um a um dos homens do Conselho, induziu-os num chame arrebatador. Hilderiel possuía o respeito, mas Vivian, possuía o charme e a manipulação ao seu favor. Corrompeu todos os apoiadores do rei, encantados demais com sua beleza e personalidade forte e sedutora. Vivian sabia muito bem que grande parte dos homens são movidos a hormônios e ao lado selvagem, e soube utilizar muito bem essa característica para conseguir tudo o que queria.

Quando conseguiu manipular ainda os Nobres mais importantes da região, viu que seu plano estava pronto para a execução. O rei acordou morto; mais especificamente, envenenado. Ah, que bela atriz ela era, que bela atriz! Acordou o castelo inteiro aos prantos, dizendo que alguém havia envenenado seu marido. Não houve uma única alma viva que não se comoveu e quis apoiá-la emocionalmente. O enterro de Hilderiel fora extremamente luxuoso, se assim me permite dizer; apenas mais uma forma de Vivian convencer as pessoas de seu amor incondicional. Assim que chegou ao quarto pedindo um momento de luto, secou as lágrimas e gargalhou avidamente. Seu plano finalmente estava se iniciando; os peões estavam movimentando-se, tudo exatamente como ela previu. Mas havia um problema... Artos. Ele fugira quando vira o corpo morto do pai, e ninguém conseguiu pegá-lo. Ele não era corajoso o suficiente para voltar e tentar tomar o trono pela linha de sucessão, mas... sempre há um porém. Enviou equipes de busca, espalhou recompensas, mas nada. Ele poderia ter se perdido na mata; pego por sobrenaturais, devorado por lobos, ou mesmo congelado num riacho. Mas a chance não é nula. Ainda hoje ela mantém uma equipe separada de seus homens de confiança que caçam Artos para matá-lo, procurando informações dele.

Não existem provas de que ela envenenou Hilderiel, mas uma parcela da população que enxerga, se mantém convicta de que tudo não passa de uma encenação. Alguns raros loucos admitem em voz alta a suspeita, e normalmente, terminam com a língua cortada em sinal de lealdade. Os "Cegos", como são chamados, apoiam; pois consideram quase que uma blasfêmia falar algo contra Vivian. É por isso que ela é conhecida como a rainha do veneno.

Deixe de lado os ditadores que escancaram tudo que estão fazendo e são odiados por todos. Vivian, como já citado, utiliza-se do charme e da manipulação de pessoas com pouco conhecimento ou pouca racionalidade. Ela se apresenta para as pessoas como uma mulher relativamente animada, forte e convicta de suas ações, piadista e que só deseja o melhor para todo mundo. Seus passos são calculados em todos os sentidos; ela mata suas presas abraçando-as. Ou melhor dizendo... envenenando-as. Mantenha seus amigos por perto, e seus inimigos, mais ainda. Seu desejo é trazer respeito e reconhecimento para Arwen, mas as coisas não são tão simples. Torna-se necessário apelar para golpes mais baixos quando seu reino é minúsculo e sua existência é esquecida por todos do continente. Ela não tem poder militar suficiente para declarar guerra contra outros reinos, e é por isso que seus planos consistem em etapas demoradas e que exigem paciência.

Uma coisa é fato: Hwen muito provavelmente se tornará um império. Isso implica que não será difícil tomar Arwen para seus domínios. Vivian não é tola de pensar que conseguirá defender seu pequeno reino sozinha, com um exército tão desfalcado. Portanto, sua estratégia tem sido, primeiramente, conseguir a admiração cega da população e aumentar seu exército pessoal. Não é um exército de proteção de Arwen especificamente, embora possa entrar em jogo também; mas um exército somente para proteger a cabeça da rainha. Já conquistou grande parte dos nobres que continham exércitos em Arwen. Seu próximo passo, será marchar para --, tendo em mente corromper mais nobres e prosseguir aumentando seu exército. Fará tudo lentamente, como já citado, para não levantar suspeitas de sua traição. A ideia é, no mínimo, conseguir se proteger de Hwen no início. Nada de conquistar grandes parcelas de terras, somente agir na defensiva.

Tendo conseguido se proteger dos conquistadores, já é um passo a mais no plano de atrair o respeito. Em seguida, voltará a aumentar seus exércitos. Começará invadindo Cercelyn, tomando pequenas terras e tomando o cuidado de não ser descoberta. Conseguirá o apoio dos nobres e os convencerá a marchar junto a ela caso necessário. Vulux pode ou não entrar no meio de seus planos; irá variar dos acontecimentos. Se infiltrará entre a Realeza de Cercelyn, e tentará envenenar pessoas importantes, ou mesmo matar de outros jeitos. Causará o caos nas ruas com ajuda de seus soldados. Se você não pode declarar guerra direta contra um reino por conta de baixo poder militar, simplesmente destrua-o de dentro para fora.

Os humanos temem o desconhecido, e pior ainda,
temem aquilo que são incapazes de controlar.

Não é um segredo para ninguém que Arwen é, provavelmente, o reino mais ignorante no que refere-se a magia; mantendo pensamentos a respeito dela que podem beirar o primitivo. A magia nestas bandas é quase que um tabu completo. Poucos a possuem, e se descobrem, costumam esconder rápida e desesperadamente, procurando evitar um apedrejamento ou mesmo a morte pelas mãos do povo. A ideia de magia pouco é disseminada, e em maior parte dos casos, é associada: ou aos Abissais, aqueles que destroem tudo, ou aos Selvagens, aqueles que comem crianças e não possuem humanidade em seu ser. Portanto, há uma ideia regente em Arwen a respeito da magia:
A magia é uma maldição. Só existem duas condições de você tê-la.
Ou você é uma pessoa amaldiçoada e traz desgraça junto consigo,
Ou você possui um coração tão podre quanto o dos Abissais.
Mas nunca, em hipótese alguma, a magia é um bom presságio.
Devemos temê-los e proteger-nos destas ameaças.

Vivian simplesmente tira completo proveito de toda esta situação. Um povo ignorante, é um povo sem perguntas, como ela gosta de dizer. Dissemina cada vez mais a ideia de que a magia é uma completa desgraça, em prol de obter o apoio de seu povo. Embora uma tirana, parte da população enxerga Vivian como a Luz. Ela dizer protegê-los dos Abissais, diz exterminar os Primitivos, e diz destruir as ameaças que a magia pode causar. Numa nação que teme Abissais, e particularmente a magia acima de tudo, uma pessoa que destrói tudo isso automaticamente torna-se Luz e uma salvação. Salvem a Rainha! Ela está destruindo o mundo ao redor, incitando guerras, procurando unir-se aos Abissais e permite que as pessoas morram em delírio de fome. Mas está tudo bem; pois o medo do desconhecido é muito mais sobreposto do que a moral e o que é certo. Contanto que ela proteja meus filhos das garras da morte, eu não me importo com o que ela faz.


SENDO UM PERSONAGEM RELATIVAMENTE MALEÁVEL, Artos se encaixa em dois núcleos: Caçada e Reinos. Atualmente, ele busca uma maneira de integrar na Caçada, viajando cada vez mais ao Norte para tentar encontrar alguém que possa ajudá-lo; de preferência, algum grupo de primitivos. Enquanto viaja, ele tem ajudado pessoas e matado ameaças que encontra no caminho. Embora não goste, entendeu como necessário o dinheiro, e ainda guarda moedas levadas na época em que foi embora da casa de Gerard, antigo conselheiro de Hilderiel e seu pai adotivo por alguns anos. Escutou boatos sobre um grupo de pessoas que estava purificando as terras geladas de Ihapiven, e imediatamente aquilo despertou seu interesse. Quando tentou saber mais, no entanto, foi bruscamente interrompido pelos homens na taverna, que aparentavam temer os chamados selvagens. Só mandaram que ele viajasse para mais ao norte de Ihapiven, onde poderia encontrar alguma tribo e buscar a informação que tanto desejava. Assim feito, ele ainda viaja. Já no que se relaciona ao núcleo dos Reinos, ele pode escutar sussurros sobre a situação atual de Arwen: uma catástrofe comandada pela sua madrasta, onde só há desgraças. Embora não deseje abandonar os seus ideais de ajudar as pessoas e tentar ajudar a realizar a profecia purificando o mundo, ele poderia procurar uma forma de tentar retomar o controle, e até mesmo o trono de seu antigo reino. Tendo livrado seu povo da tirania de Vivian, provavelmente organizaria algum torneio, ou buscaria alguém de confiança para assumir o trono no seu lugar. Ele definitivamente não deseja ser rei nem parte da Realeza; prefere arriscar sua vida integrando na Caçada e buscando o que considera justo.


ARTOS VALARIOR É REPRESENTADO POR DIMITRI, DE FIRE EMBLEM. Seu cabelo longo costuma ser preso num rabo de cavalo durante as viagens, embora ele o solte quando se acomoda em alguma cidade ou casa temporariamente. Mesmo usando o tapa-olho, uma cicatriz ainda é visível pelos lados. Seu corpo tem diversas cicatrizes, adquiridas nas florestas e lutas que enfrentou. Utiliza roupas grossas para suportar o frio e ainda garantir alguma proteção em batalhas, normalmente com poucos detalhes em azul e cor predominantemente preta. Sempre está com uma capa de viagem e sua sacola de mantimentos. Embora sua barba costume ficar por fazer, ela não é muito grossa, então normalmente passa quase imperceptível tal detalhe. O cabelo é cortado de qualquer jeito por ele mesmo com uma adaga, mas isso é raro, pois ele adota essa aparência justamente para aparentar ser mais velho e ameaçador do que é. Tem 1,93cm de altura.


POR QUESTÕES DE ORGANIZAÇÃO, a história de Artos foi colocada no documentos Google. Você poderá acessá-la clicando na imagem logo acima. Tenha uma boa leitura.


UMA VIDA DE SACRIFÍCIOS. Esta foi a escolha que Artos fez a partir do momento em que duas pessoas morreram perante seus olhos, sem que ele fizesse nada; pior!, pois fora para salvar sua vida. Céus, por quê alguém iria salvar a vida de uma pessoa como ele? Alguém que não possui atos bons, não traz mudança alguma ao mundo… ele apenas existia. Atente-se: não vivia, existia. Encurralado pelo próprio medo, ao enxergar a maldade que habita os corações humanos ao seu redor com um poder que nunca havia desejado. Passou a viver com uma venda amarrada em seus olhos, se poupando inutilmente daquela visão horrenda. Idiota. Um grande idiota. Ele nasceu com um dom, e deveria usá-lo em alguma coisa útil, que ajudasse as outras pessoas. Pelo contrário: apenas gastou anos e anos de sua vida fazendo nada, isolado sozinho em seu próprio mundo. Cavalgava, consumia os mais variados livros na biblioteca do palácio real, invadia a cozinha em busca de comida. Fugia quando via que qualquer humano estava se aproximando dele. Quando os criados entravam em seu quarto já pela noite para cuidar de seu bem estar, mantinha os olhos bem fechados e tapava os ouvidos, deitado debaixo das grossas e luxuosas cobertas. Quantos anos de trabalho um plebeu precisaria para comprar somente aquela coberta? Enquanto ele, o príncipe, as possuía e sequer dava importância para aquele tecido caríssimo, que um pobre faria de tudo para tê-lo, congelando em sua casa. A quantidade de comida que ia para o lixo após os banquetes da família real, poderiam alimentar 5 famílias famintas por, no mínimo, uma semana. Quantas famílias o lixo dos ricos poderia alimentar por mês? Seu guarda-roupa estava repleto de roupas caras, que ele deixava de vestir após uma única vez de utilização. Regras de etiqueta dos ricos: nunca repetir uma roupa em público. Nas ruas, crianças pobres não possuíam ao menos trapos para vestir; cobertas somente pela sujeira, que escurecia seus corpos.

Lhe pergunto, Artos: de que adiantou? Valeu de alguma coisa esta vida que você havia escolhido? Fechar seus olhos e ouvidos para as pessoas que precisavam mais do que você daquelas coisas?

“Eu era egoísta".

Você não era, você é egoísta.


É um cálculo bem simples. Embora tenha abandonado seu “egoísmo” e se dedicado somente a salvar e ajudar as pessoas que precisam, ele ainda se considera egoista. Artos ainda não compreendeu que é impossível salvar todo mundo; é a compreensão mais difícil para um herói, convenhamos. Ele deseja salvar todas as pessoas possíveis, e procura maneiras para isso. Por enquanto, o único caminho que encontrou foi caçando monstros e protegendo pequenos vilarejos que encontra pelo caminho de sua viagem. Há pouco tempo, escutou rumores a respeito da Caçada, e agora procura alguém que possa ajudá-lo nesta questão, uma vez que pouco sabe a respeito deles. Sabe que eles protegem as pessoas; e isto, é mais que o suficiente para Artos. Proteger. No fundo, Artos é muito mais do que somente um herói qualquer; não é movido somente por um desejo de justiça oriundo da infância, como muitos que ele já encontrou também com o desejo de proteger pessoas. É algo muito mais complexo e enraizado dentro dele, que provavelmente nunca será retirado; uma erva que cresce e cria raízes, que se forem retiradas, matam o solo. O seu coração.

Como já citado, o desejo de Artos em fazer a diferença se iniciou após a morte do tio dele, que tentava protegê-lo de um ataque rebelde ao seu castelo. Pouco antes deste ocorrido, ele já encontrava-se em crise interna de culpa, porque sua mãe morrera por sua causa. Estes dois acontecimentos somente serviram para firmar a culpa que o habitaria e somente consumiria cada vez mais enquanto os dias passassem. Afinal, ele de fato não fazia coisas importantes. Ao nascer, tratava-se somente de uma criança mestiça qualquer. Já na situação de seu tio, ele somente ficava matando seu tempo pelo castelo, fazendo nada de realmente útil. Não haviam motivações para salvarem justamente ele.

Para conseguirmos dissecar a mente de Artos quando se trata da culpa, é necessário haver uma explicação para seu próprio psicológico antes. As Moiras são uma raça que já nasce com um juramento a manter de que não irão adquirir sentimentos, assim podendo enxergar a verdade sem que nada atrapalhe. Mais tarde podem vir a quebrar o juramento, embora a mãe dele tenha sido a única em toda a história que tenha feito isso. Artos, é claro, já nasceu preso a este juramento. Seu pai não sabia disso, e achava que era irreversível a falta de sentimentos; que a mãe da criança era somente uma exceção das Moiras. Entretanto, é perceptível que Artos lentamente adquire sentimentos e percepção do que eles são. Isso acontece porque seu sangue é metade humano; o que torna o juramento não muito forte, assim permitindo que uma parte do lado humano aflore, com esforço de sua parte, é claro.

Seu primeiro sentimento foi de culpa. Ele provavelmente também é o sentimento mais forte atualmente no psicológico de Artos. Ele ainda não compreende o amor, embora já o sinta por uma única pessoa. Ele não compreender o amor levou-o ao sentimento de culpa, simples assim. Em sua cabeça, não faz sentido uma pessoa morrer por outra somente por causa de um simples sentimento. Tem que haver um motivo para isso: ser uma pessoa importante, que vai mudar o mundo… que faça qualquer coisa interessante. E ele não era o tipo de pessoa ideal para ser salvo, ao menos em sua concepção. Após grande dilema interno, optou por ajudar pessoas no reino. Depois, fora interrompido pela morte do pai, que obrigou-o a fugir com o antigo Conselheiro. Mais dilemas internos, porque não podia ajudar ninguém naquela época; não podia sair, para que não o matassem. As pessoas deveriam achar que o príncipe havia morrido. Depois de treinar como uma punição de seu pai adotivo por seus ideais (que, na verdade, era um ritual dos Primitivos para ver se ele era forte e prepará-lo), ele próprio morreu, e Artos teve que fugir novamente. Viajou por vários lugares, vazio, sem objetivo. Ajudou vilarejos por onde passou, mas… o que ele estava almejando de fato? Foi quando vieram os boatos da Caçada. Pessoas que protegem outras pessoas, que purificam o mau. Fora o suficiente para o instinto de Artos implorar para ser levado até lá.

Em suma, o desejo de Artos em ajudar é oriundo de sua culpa. Ele quer fazer alguma diferença no mundo, após tantos sacrifícios por sua pessoa. Simplesmente… sente que ele nasceu para algo especial, embora não saiba o quê exatamente. Quer proteger as pessoas, pois nem todos encontram a mesma proteção que ele próprio pôde usufruir diversas vezes.

Passemos pela culpa e adentremos outro sentimento: o amor.

Artos não sentia amor pelo seu pai, Hilderiel. O mais próximo que chegou do amor enquanto estava no castelo, foi com seu lobo, Carys. Não o veja de forma errada, mas ele ainda não conseguia um sentimento forte o suficiente a ponto de desenvolver por um humano. Ele veio a sentir amor na convivência com o pai adotivo, Gerard; e também foi o único por quem Artos desenvolveu sentimentos de amor. Junto ao amor, sempre vem de brinde a tristeza e a alegria. Não felicidade, mas alegria, pois as palavras possuem sentidos ligeiramente diferentes; Artos está longe de alcançar a felicidade, que é algo mais duradouro, mas costuma sentir relapsos de alegria várias vezes.

O tempo sozinho não o faz bem, embora ele ache o contrário. Sem companhia, Artos sucumbe à falta de sentimentos das Moiras, demorando para voltar a ascender a chama dos sentimentos humanos. É por isso que quando ele estava no castelo, não desenvolveu nada; mas quando passou a conviver com Gerard diariamente, logo despertou o mais belo dos sentimentos: amor.

A tristeza já pode ser dita como algo mais raro para ele. Ocorreu, principalmente, na perda de Gerard, e desde então, pouco se manifestou. Mas é um tanto claro que qualquer morte é capaz de o abalar, pois ele sempre se torna mais calado e fechado do que o habitual, talvez até mau humorado e relativamente sensível, afastando as pessoas de perto de si e não sorrindo de forma alguma. Ele não gosta de falar sobre sentimentos, pois se sente péssimo em ser tão diferente das outras pessoas ao seu redor, e até mesmo se culpa por causa deste traço que infelizmente veio com sua genética.

É possível teorizar que o rapaz sente tamanha sede de ajudar e se doar, porque a solidariedade está enraizada no ser humano. Ela pode ser destruída da personalidade com o tempo, mas não deixa de ser aquilo que move os humanos; o próprio gesto de engravidar e gerar uma vida é solidariedade, pois a mãe doa a si mesma para gerar aquela vida dentro de si, compartilhando de tudo seu. Tendo metade de sua raça como a humana, é de se esperar que o desejo pela solidariedade fosse se manifestar tão intensamente no jovem. Ele é mais humano do que imagina, afinal de contas. Talvez, no sentido de "ter humanidade", ele é até mais do que algumas pessoas que são completamente humanas, mas que destroem os outros ao seu redor.

O perdão também é um traço forte na humanidade. Artos é incapaz de viver sem perdoar alguém; ele simplesmente não sente rancor algum, de ninguém. Nem mesmo de Vivian, que matou os seus dois pais; na verdade, ele deseja que ela melhore e mude a própria mentalidade. Mas nunca, absolutamente nunca, Artos sente raiva ou rancor. São palavras que não estão gravadas em si, e muito menos vingança de alguma coisa. Ele só retornaria a Arwen se fosse para ajudar o povo, e não para se vingar de Vivian ou qualquer coisa parecida. Até os ladrões que arrancaram seu olho, ele perdoa, pois imagina que precisavam. E mesmo que tivessem feito por maldade... todo mundo merece o perdão, não é? Todos erram, e podem se redimir pelos seus erros. Mas quando ele vai matar alguém, precisa se abstrair de seus sentimentos, e enxerga a Verdade completamente crua nos corações. Se ele perceber que a pessoa é tão podre que não haverá mudança, mata sem remorsos, embora faça uma oração após o ato.

Ele é uma pessoa pura, em todos os sentidos possíveis. A maldade humana contra ele nunca conseguiu corrompê-lo, e provavelmente nunca conseguirá, pois Artos preza seus ideais de ajudar as pessoas e ser bom acima de tudo. Maldade não encontra espaço no seu coração. Além disso, ele é extremamente inocente em conversas, o que pode vir a incomodar àqueles que estão ao seu redor às vezes. Ele raramente entende piadas ou segundas intenções, quando alguém está a mentir ele acaba desmentindo sem querer e sem intenção ruim, além de que frequentemente ele sorri por qualquer mínimo acontecimento, tentando passar confiança e alegria (o que muitos apenas torcem o rosto, achando-o esquisito).

Artos tenta encontrar o lado bom de toda situação, mesmo que pareça não existir. Deixar que as pessoas se afundem na tristeza não é algo que ele gosta, e não aceitará facilmente uma situação assim, tentando animar a todo custo, embora seja péssimo com piadas, e o lado bom que ele encontra nem sempre seja o melhor... mas o que vale é a intenção. Além disso, a vida não é constituída somente de desgraças, mas ele consegue ler nas pessoas que é isso que grande parte delas pensam. Isso realmente não é bom, e ele vai se esforçar para que todos possam enxergar o lado feliz da vida. Ele não esquecerá dos perigos e nem será insensível com a tristeza, mas realmente tentará animar ou escutar desabafos.

O loiro é bem bobo com assuntos como aparência, sexo e amor. Ele não possui noção alguma de que é bonito e tem um físico relativamente invejável, e quando tentam dar em cima dele e fazer elogios, ele retribui os elogios sem medo algum, e acaba cortando as cantadas porque realmente não tem noção do que se trata. Igualmente não se importa muito com a beleza das pessoas, focando mais na personalidade e em seus corações; mais porque não consegue entender muito bem o que há de tão valioso na aparência. Mas sim, ele acha as pessoas bonitas, de qualquer forma. Não tem noção alguma de sexo, então em piadas com tal conotação, ele realmente não vai entender e parecer um idiota completo.

Ele é relativamente quieto em temperamento. Digo, ele até conversa, tenta fazer piada, dá um sorriso lindo para as pessoas, tenta animá-las... mas não é do tipo que particularmente passa horas conversando ou é super extrovertido. Artos carrega um jeito de ser leve e calmo, raramente saindo deste normal, principalmente pela quase falta de sentimentos dele. É preciso muito para que Artos torne-se mais carrancudo ou triste, normalmente, se você fizer mal a alguma pessoa na frente dele. Pois seu senso de justiça é exacerbado, e ele não gosta de ver outras pessoas infelizes.

O jovem infelizmente carrega consigo uma forte necessidade de auto sacrifício. Artos não se importa consigo mesmo, e qualquer pensamento que o leve a isso, faz com que se sinta egoísta. Ele ainda toma cuidados básicos pois deseja sobreviver para ajudar cada vez mais as pessoas, mas se há uma oportunidade de realizar o auto sacrifício... é bem provável que ele vá atrás disso. Todos que ele amou um dia estão mortos, e Carys provavelmente está por aí, na floresta vagando. Artos não tem a quem se apegar, a quem retornar para casa; nem mesmo uma casa para voltar. Talvez se ele tivesse alguém a se prender, alguém por quem lutar para viver, Artos pudesse ter um pouco mais de cuidado consigo mesmo.

Se culpa muito quando não consegue salvar alguém. Esse é o dilema de todo herói: a incapacidade em aceitar que não consegue salvar todos. A tristeza inunda seu ser em tais momentos, e a culpa, seu sentimento predominante, age mais forte ainda. Após alguns minutos, ou talvez horas, ele finalmente acorda para a realidade e pensa "eu vou seguir em frente, evitar que algo assim aconteça com outras pessoas". E então, mesmo quebrado por dentro, ele continua seu caminho, visando que aquilo não aconteça com mais gente.

Quando vai julgar alguém, fica subitamente frio demais. Isso é porque, quando os Olhos da Verdade são ativados, seus sentimentos humanos somem temporariamente, até que os Olhos sejam desativados. Como se, na verdade, seu lado humano inteiro sumisse. Ele já percebeu que toma decisões horríveis quando tem os Olhos ativados, portanto, apenas os utiliza para enxergar a Verdade, e logo em seguida os desativa para conseguir tomar decisões mais sensatas.

Os pesadelos são uma tormenta diária. Pessoas morrendo, ele mesmo morrendo sem conseguir fazer nada para impedir. Hilderiel e Gerard inalcançáveis, que somem quanto mais Artos vai para perto deles. Carys morrendo de diversas maneiras. Abissais destruindo tudo. Cidades ruindo. Ele nunca compreendeu muito bem o que são e o que motiva tais pesadelos, mas sabe que os tem. Todos os dias de sua vida. Seu sono é inquieto, e as olheiras, profundas. Mas já acostumou-se. Apenas acorda com um sorriso no rosto, dando bom dia até mesmo para os pássaros, tentando fingir uma alegria inexistente naquele momento.

O medo de falhar em seus ideais é constante. Teme a volta dos mortos mais que tudo; portanto, temendo dormir, pois sabe que voltará a vê-los nos pesadelos. Seu maior trauma é da morte, e principalmente, teme que mais pessoas morram por ele. A paranoia o incomoda profundamente, na floresta principalmente, onde tem medo constante de ser atacado e sempre está olhando tudo ao seu redor.

Gosta de cavalgar, ler, experimentar novas comidas, caçar, ajudar as pessoas, e locais quentes e aconchegantes.

Odeia a maldade, pessoas que fazem mal às outras, a morte, abissais, a noite, e... comidas apimentadas.


DE PRIMEIRA VISTA, PARECE ATÉ UM EXAGERO que Artos utilize 3 armas diferentes. Mas há uma explicação lógica para isso. A espada que ele carrega consigo é relativamente comum, e leve também, ficando sempre guardada na bainha em sua cintura. Ele não é um ótimo manuseador, mas aprendeu o básico no castelo, e caso seja forçado a um embate mais próximo, poderá minimamente se defender utilizando a espada. A adaga costuma ficar presa ao seu cinto também, mas seu uso não é comum em lutas, e sim em situações mais cotidianas; sendo utilizada para cortar animais ou qualquer coisa que precise, funcionando de fato como uma faca. Já o arco e flecha, é sua arma favorita e que ele tem mais facilidade em manusear. Aprendeu durante anos, ensinado por Gerard. Ele prefere embates a longa distância, de preferência, onde nem precise ser visto, para acabar com as coisas rápido e sem muita sujeira. A arma é utilizada tanto para caçar assim mantendo a alimentação, quanto para lutas de fato, contra sobrenaturais principalmente.

O físico de Artos está em dia, tendo músculos firmes e fortes. Ele também tem uma força bruta interessante, mas particularmente não costuma utilizar muito. Ficando sem suas armas, ele consegue se defender, mas também não é lá o melhor em lutas desarmado, procurando fugir, uma vez que sua velocidade compensa a falta de prática neste tipo de luta.


SIM, TENHO PLENA CONSCIÊNCIA. A partir do momento em que eu lhe entrego o Artos, o personagem passa a ser seu, estando sujeito a qualquer alteração e qualquer destino que venha a desejar para ele.



Permalink Comentários (7)

[04/02/2021] Siga os mortos na escuridão da condenação: Emotions.

[11/10/2020] As belas mentiras e pecados.

[28/06/2020] Falsum Proelium, Interativa.

[06/06/2020] Emotions, Interativa.


Atualizações do Usuário

Usuário: ramesseum
capítulo 2: branco é a cor mais morta
— Não posso concordar com uma lei que permita a escravidão.
— Wynafryd terá a população escravizada. Você não é contra isso?
— Não podemos mudar o mundo inteiro, não é? Então eu lutarei para mudar pelo menos o meu reino. Lyuben é prioridade.
Usuário: ramesseum
@cynicism essa do bonnie imagina o capista recebendo o pedido 🥵🥵🥵🥵
Usuário: ramesseum
elena salva meu dia mais uma vez …
Usuário: ramesseum
Como o nome já diz, essa fanfic vai falar sobre coisas que eu faria se estivesse em Fnia(Five Nights in Anime), que é basicamente um jogo de FNAF versão Ecchi com todos os personagens sendo mulheres peitudas de anime.
Usuário: ramesseum
eu só posso rir de todo mundo que me pisou e me odeia com base em coisas que nem eram verdade, ao invés de vir falar comigo pra saber direito tudo que rolou. eu errei algumas vezes, mas não sou nem metade do monstro que vocês acham. se conversassem comigo, saberiam.