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eaemariasz

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ㅤㅤ —— ˳🌙;❝darling in the franxx, damon slayer
ㅤㅤ shingeki no kyojin, bnha, naruto, death note♡
ㅤㅤ ˳˳💫;❝i’m directioner, nctzen, exol, neverland
ㅤㅤ stay, army, atiny, ahgase. rpg, alanzoka is king
ㅤㅤ uchiha stan, cellbit my husband, slytherin, pjo
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ㅤㅤ —— ㅤ˳❝𝒆𝒍𝒂 𝒆́ 𝒑𝒆𝒓𝒇𝒆𝒊𝒕𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒆 𝒆𝒖 𝒂𝒎𝒐 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒊𝒔

O4. trouxa, gado e boiola - ((bellum denuntiat))

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Escreveu 𝒕𝒉𝒆 𝒆𝒏𝒅❞𝓲𝓼 𝓷𝓮𝓪𝓻*:☽°₊!*
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Escreveu ❯.𝐂𝐔𝐈𝐃𝐀𝐃𝐎 𝐂𝐎𝐌 𝐎 𝑮𝑨𝑫𝑶;৴❞
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Escreveu 𝐂𝐋𝐈𝐐𝐔𝐄 𝐍𝐀 𝐆𝐀𝐋𝐄𝐑𝐈𝐀 𝐏𝐀𝐑𝐀 𝐈𝐑 𝐀 𝐏𝐀𝐒𝐓𝐀 𝐍𝐎 𝐏𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐄𝐒𝐓!
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信号機 — ❯'⊹❝𝐀𝐓𝐎 𝐈; 𝐇𝐈𝐒𝐓𝐎́𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐀 𝐅𝐀𝐌𝐈́𝐋𝐈𝐀.
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信号機 — ❯'⊹❝𝐀𝐓𝐎 𝐈𝐈𝐈; 𝐀𝐂𝐎𝐍𝐓𝐄𝐂𝐈𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎𝐒 𝐌𝐀𝐑𝐂𝐀𝐍𝐓𝐄𝐒.
信号機 — ❯'⊹❝𝐀𝐓𝐎 𝐈𝐕; 𝐀𝐃𝐎𝐋𝐄𝐒𝐂𝐄̂𝐍𝐂𝐈𝐀
信号機 — ❯'⊹❝𝐀𝐓𝐎 𝐕; 𝐀𝐓𝐔𝐀𝐋𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄
°☆◞ᵕ̈❝𝐀𝐓𝐎 𝐈; 𝐀 𝐕𝐈𝐃𝐀 𝐍𝐄𝐌 𝐒𝐄𝐌𝐏𝐑𝐄 𝐄́ 𝐅𝐀́𝐂𝐈𝐋, 𝐌𝐔𝐈𝐓𝐎 𝐌𝐄𝐍𝐎𝐒 𝐉𝐔𝐒𝐓𝐀, e todos passamos por problemas ao longo de nossa terrível existência e nem tem como fugir dessa infeliz realidade. Mas isso que é viver, passamos por momentos ruins para nos fortalecer e não seria diferente com Charles, o que ele passou, formou a pessoa que é hoje e por isso, começaremos a contar sua história um pouquinho antes do início.
A Coréia do sul estava sobre uma ameaça muito forte de caçadores na década de noventa, os bruxos e bruxas da região temiam pelas suas vidas, pois esses humanos cruéis estavam em todo lugar, ninguém estava realmente seguro lá e mal podia confiar no próprio vizinho. Na capital, Seul, vivia bem - na medida do possível - uma família inteira de bruxos, e nela, havia duas irmãs, Yoora e Yuki, elas sempre foram inseparáveis desde o nascimento. Seus pais, como dito, também eram bruxos, seu pai, um bruxo da água, sua mãe, uma bruxa telepata. Tudo ocorria bem com a família, vivendo em sua humilde residência e sendo “normais”, até que em uma noite, quando as meninas estavam no quarto fingindo que estavam dormindo para brincar com alguns brinquedos, ouviram barulhos vindo do andar debaixo da casa, Yoora e Yuki resolveram olhar o que era, afinal, era para seus pais estarem dormindo e ainda a noite fria recaia sobre a cidade. Estavam meio que “escondidas” na escada caracol da casa e ali, viram a cena mais horrível da vida delas: sua mãe chorando desesperadamente em frente ao corpo estirado e sem vida de seu pai, totalmente ensanguentado, junto de três homens que carregavam armas e uma feição fria. Sua mãe, percebeu as meninas na escada e sabia o que podia acontecer, por meio de sua telepatia as comunicou com suas últimas palavras: “Fujam, minhas queridas, meu tempo chegou ao fim, juntamente com o de seu pai. Saiba que nós as amamos muito, e sempre estaremos com vocês, para protegê-las. Escutem com atenção, vocês terão que ir para a alemanha, mais especificamente na cidade de Pleinfeld na Baviera, nela, acharão a ajuda. Peguem o dinheiro escondido no meu armário. Saibam, eu vos amo”. Lágrimas caiam do rosto das coreanas enquanto viam o tiro ser disparado na testa da matriarca, vendo-a morrer sorrindo para as duas meninas, mais ainda de Yoora que tinha apenas sete anos, Yuki, como a irmã mais velha, a puxou para cima da casa silenciosamente, ordenou que Yoora pegasse uma mala e colocasse apenas o necessário, enquanto ela se encarregaria do dinheiro. Fizeram isso em uma velocidade alta devido a adrenalina, já estava tudo pronto até que começaram a escutar vozes e passos vindo da escada, como a casa não era tão alta, resolveram pular a janela. Jogaram a mala primeiro e depois desceram pela árvore que tinha ao lado, os arranhões nem se comparavam com a dor emocional. Elas correram, como se sua vida dependesse disso, e realmente dependia.
Agora estavam desoladas, precisavam viajar cerca de oito mil quilômetros e nem sabiam por onde começar, por isso, pediam informações para todas poucas pessoas que passavam pelas ruas sombrias de Seul. Foi uma viagem muito extensa, longa e cansativa, elas pegaram os mais diversos meios de transportes, desde ônibus até aviões de carga, até chegarem ao lugar que sua mãe indicou, depois de dias e dias de desafios para a sobrevivência das duas garotas. Chegando lá, foram recebidas por uma senhorinha, que, após ouvir e lamentar sobre a explicação das irmãs, as convidou para o vilarejo que denominavam “clã”, explicando tudo sobre ele e como sua mãe ia ali quando era menor. Agora, elas tinham uma família novamente, sentiam-se acolhidas. Yuki passou pela escolha da lua e era uma bruxa telepata, assim como sua mãe, e logo depois, Yoora, que também tinha os mesmos poderes que Yuki, sabiam que a lua tinha um motivo para ter atribuído-as esse poder, mas não qual.
Após um tempo, Yoora com exatos vinte e um anos, se apaixonou por um homem, para ela, o ele era o amor de sua vida e queria passar todos os dias do seu lado, estava finalmente provando do amor que via em seus pais. Yuki, estranhamente, não confiava muito nele, mas prezava a felicidade de sua irmã acima de tudo, inclusive de suas paranoias. Mas quando menos esperava, o homem engravidou Yoora, e simplesmente sumiu sem dar nenhuma explicação ou vestígio de vida, deixando-a sozinha com um pequeno bebê em seu ventre, era assustador e estava desolada. Pensou seriamente em abortar o feto, mas o queria, apesar dr tudo, queria-o em seus braços. Seu sexo foi desconhecido durante toda a gravidez, visto que o bebê ficou sentado, mas após nove meses, nasceu um pequeno menininho, chamado de Charles Kim.
°☆◞ᵕ̈❝𝐀𝐓𝐎 𝐈𝐈; 𝐀 𝐅𝐄𝐋𝐈𝐂𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐄𝐒𝐓𝐀𝐕𝐀 𝐄𝐒𝐓𝐀𝐌𝐏𝐀𝐃𝐀 𝐍𝐎 𝐑𝐎𝐒𝐓𝐎 𝐄𝐌𝐎𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐃𝐎 de Yoora, qualquer problema relacionado ao sumiço do homem se extinguiu quando segurou o pequeno em seus braços e ouviu seu primeiro choro, aquilo sim foi, verdadeiramente, um momento único e incrível em sua existência. Ela não poderia estar mais feliz, sabia que agora teria um companheiro para vida toda e o criaria com todo amor do mundo. Charles era um bebê lindo, mesmo que bem pequeno, e foi muito bem recepcionado por todas as pessoas da vila, deixando explícita a animação com a chegada do bebê, até mesmo deram uma festa em comemoração ao novo membro da família. Ele estava rodeado de muito amor e proteção, e estaria muito bem desse jeito e nem reclamaria, isso supriria totalmente a ausência de um pai. E além do mais, nasceu um bebê saudável, e até um pouco gordinho.
Um fato inegável era que Charles era uma criança muito linda, e também extremamente amável e adorável com tudo e todos a sua volta, fazendo qualquer pessoa derreter-se pelo pequeno. O loirinho sempre pensava nas pessoas e no melhor para elas, mesmo que não tivesse uma intimidade o suficiente ou até aqueles que não gostassem de si - o que era muito raro -, ele se importava demais com todos os seres a sua volta, até mesmo as plantas, dizendo sempre que elas tinham tanto sentimento quanto qualquer ser humano ou animal. E isso acabava fazendo com que ele fosse muito paparicado na vila e por todos os moradores, era muito comum que muitos apertava suas bochechas gordinhas quando o viam andando alegremente, dizendo como ele era fofo e como queriam guardá-lo em um potinho para proteger do mundo, mesmo que Yoora dissesse que não deveriam o mimar tanto. Também era uma criança muito inteligente, mas não pense que é um dom natural, que nascera um pequeno gênio, sua mãe - como professora do “clã” -, pegava pesado em questão de estudos mesmo quando ele ainda era pequeno, tendo foda a paciência do mundo para ensina-lo coisas como o alfabeto ou a tabuada do um ao cinco, então ele se tornou assim por pura dedicação e esforço, e agradece todos os dias a sua mãe por isso. Ele teve uma infância normal, como qualquer outra criança, brincava, se divertia e aproveitava, rindo de besteiras como uma piada sobre palhaços ou se emocionando com desenhos fofinhos.
Das diversas pessoas que Charles atraiu com seu jeitinho amigável e fofo, estava Eva, uma bruxa dois anos mais velha do que Charlie e que nascera na vila - e a primeira pessoa que o loiro considerou como melhor amiga -. A menina de madeixas ruivas, inicialmente, se aproximou dele por interesses românticos, mas como Charles era muito inocente e ingênuo e um tanto quanto bobinho, mesmo que sua personalidade ainda não mudou muito nos dias atuais, e ele nunca percebeu os sentimentos da amiga. Eva preferiu deixar para lá, mas a menina não conseguiu se afastar do alemão, sua personalidade envolvente lhe trouxe muito conforto e uma amizade maravilhosa, Charles era sempre tão carinhoso com ela, dizendo que não deveria chorar por meninos bobos ou quando apenas ficavam assistindo alguns episódios de Naruto. E quando menos percebeu, ambos já eram melhores amigos, do tipo mais meloso e grudento, era muito adorável de se ver. Tinham uma amizade invejável para qualquer um, estavam sempre juntos independente das circunstância - boa ou ruim -, muitas vezes dormiam um na casa do outro e sempre faziam brincadeiras num mundinho que só eles participavam, como as piadas internas que só tinha graça para os dois, era uma coisa muito linda de se ver.
Quando completou sua sétima primavera, foi para um tipo de ritual da vila de bruxos onde era designado os familiares, as demais crianças na mesma idade de Charles também estavam lá, o menino estava muito ansioso, sempre amou bichinhos e iria amar ter o seu próprio. Todos acreditam que assim que um familiar nasce, ele já é destinado para a pessoa, por isso você sabe exatamente quem escolher, e com Charles não foi diferente, sentiu no fundo de seu coração e foi de encontro com um pequeno pato. De início, o pato deu uma bicada em seu dedinho mas se tornou seu familiar mesmo assim, e foi nomeado como Patolino, seu melhor amigo e que sempre esteve consigo.
°☆◞ᵕ̈❝𝐀𝐓𝐎 𝐈𝐈𝐈; 𝐒𝐀𝐁𝐄 𝐐𝐔𝐀𝐍𝐃𝐎 𝐇𝐀́ 𝐔𝐌 𝐏𝐑𝐄𝐒𝐒𝐄𝐍𝐓𝐈𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐃𝐄 𝐐𝐔𝐄 a qualquer momento algo muito ruim iria acontecer? Era isso que assolava os corações do moradores da vila, era como se algo muito terrível aproxima-se, e era assustador não saber exatamente o que. Quando Charles tinha oito anos, sua madrinha - Yuki - chegou com a feliz informações que estava namorando, e mesmo sendo um humano, a vila estava ansiosa para conhecer quem roubou o coração da Kim mais velha, e ela prometeu para todos que logo o traria para cá, e o mesmo já sabia sobre Yuki e sua família ser de uma linhagem de bruxos, e aceitou isso muito bem, na verdade, ele sempre lhe perguntava coisas demonstrando ser muito interessado no assunto, coisa que fez Yoora demonstrar uma leve desconfiança. E assim fez, Yuki levou seu namorado para conhecer o clã, e todos o amaram, era alguém muito gentil e amável, e declararam que Yuki escolheu bem por quem se apaixonar, Yoora estava muito feliz pela irmã, todos estavam, mas infelizmente isso não duraria muito.
Citação:
O inverno frio e rigoroso caia sobre a Alemanha, a tarde nublada e com muitos propícios para chuva, fazia com que Charles só quisesse tomar o chocolate quentinho de sua mãe e não se preocupar com mais nada. Além de tudo, a comunal calmaria estava instalada na vila do interior da Baviera, todos os bruxos preferiam ficar em suas respectivas casas. E era planejado que até o final do dia ficasse assim, se não pelo fato que todos começaram a ouvir uma sequência muito rápida de passos e barulhos estranhos vindo de fora das casas, os bruxos, ainda que desconfiados, saíram para ver até a entrada da vila, e isso incluía o loiro, que tinha uma cara sonolenta enquanto caminhava a passos lentos segurando a mão de sua mãe. A cena era incomum demais, estranha, havia uma grande quantidade de homens e mulheres, uns com armas de fogo e outros com bestas de caça na porta do clã, era uma imagem aterrorizante na visão do alemão, e entre essas pessoas, estava o namorado de Yuki. Os bruxos não estavam entendendo absolutamente nada, mas Yoora estava com um mal pressentimento muito grande sobre tudo aquilo e sobre tudo que viria.
E de repente, em questões de segundos, virou tudo um caos. Bruxos e bruxas sendo capturados por cordas firmes e jogados em um canto, como lixo, todos tentavam fugir e era possível ouvir os gritos desesperados de muitos, enquanto os adultos tentavam afastar as pessoas mas tudo foi uma tentativa em vão. Pois em um piscar de olhos, todos estavam capturados e muito bem presos, ou quase todos, no meio das casas destruídas, do fogo e do caos, um pequeno menino estava escondido e em silêncio enquanto lágrimas pesadas e silenciosas escorriam de seu rosto, assim que tudo começou, Yoora pediu para que Charles se escondesse bem e fugisse na primeira oportunidade, ela já sabia o que estava rolando e o que iria acontecer posteriormente, e assim, o pobre garotinho teria que fazer como Yuki e Yoora fizeram quando crianças, ele precisava sobreviver, mesmo não sabendo exatamente como.
A maioria estava com lágrimas escorrendo pelo rosto e com uma voz embargada e suplicante pelo mínimo ato de piedade, que não veio, inclusive Yuki, que se questionava o por quê de tudo aquilo. Foi descoberto que o namorado da mulher é de uma grande linhagem de caçadores, coisa que praticamente já não existia na época, e nas suas palavras cruéis, “Erros da humanidade devem morrer”. A família do namorado montou exatas quinze fogueiras, e foram jogando, membro por membro do clã, enquanto os gritos de dor e agonia eram ouvidos a quilômetros de distância, vendo a fumaça dos corpos voar sobre a noite. E o mais devastador, era que Charles ainda assistia tudo enquanto chorava desesperadamente em silêncio, abraçado ao seu pato tentando buscar algum consolo, mas ele sentiu todo seu mundo ficar escuro e desabar totalmente, todo o seu coração despedaçar, e sua mente nublar, quando viu agonizando em pura dor e angústia na fogueira Yoora, Yuki e Eva, as três pessoas que mais amava nesse mundo, tendo uma das mortes mais dolorosas sem ele nem poder fazer algo. Em seu último suspiro, Yoora olhou para Charles no meio dos escombros, com um sorriso meigo e lágrimas nos olhos, tentando não demonstrar dor, falou por meio de sua telepatia: “Filho, eu amo muito você, sempre estarei contigo, sobreviva por todas as almas que morreram aqui, nós sempre vamos te acompanhar em sua jornada. Você foi a estrela que iluminou minha vida, você foi tudo para mim e eu agradeço a lua por me conceber um menino tão perfeito, lembre-se meu amor, seu coração sempre lhe salvará, seu amor salvará muitos”, e assim, Yoora morreu queimada. Charles estava desolado, todos aqueles que amou morreram de uma maneira torturante na sua frente, e ele era apenas uma criança de oito anos que nem sabia sobre as dores do mundo, ele nem sabia o que sentir.

Quando o último bruxo morreu, veio a ordem de um dos caçadores que vasculhassem toda a área, Charlie ainda estava em choque total, mas sempre lembrava das palavras de sua mãe, ele precisava sobreviver por todos, precisa de uma coragem que uma criança não teria normalmente, precisava de força. O menino era pequeno e não era pesado, isso poderia ajudá-lo no quesito de agilidade, então quando percebeu que não tinha ninguém por perto, correu, correu e correu para o mais longe que conseguiu, indo por dentro das florestas escuras contribuintes da noite sombria. Charles caiu muitas vezes em pedras e arbustos que não eram possíveis de serem vistas no escuro e com tamanho desespero do loiro, deixou marcas vermelhas e roxas em suas pernas, mãos, braços, mesmo que aquela dor física nem se comparava ao terror psicológico e emocional que estava vivendo. Até que acabou por cair de um lugar mais alto, mais ou menos um barranco que ele não havia percebido. batendo com uma força enorme o torso no chão, nesse momento ele cuspiu sangue, sentindo um aperto em seu peito e ficou com uma grande falta de ar, realmente achou que morreria. Viu que ao seu lado tinha uma grande caverna, onde tinha possibilidades baixas de alguém achá-lo. Pela primeira vez, Charles chorou alto, com o desespero e dor em cada lágrima, seu coração havia se partido em milhares de pedacinhos, a imagem daqueles que cuidaram e amaram ele a cada instante queimando não saia de sua cabeça, por esse momento, ele desejou ter morrido junto para evitar todo esse sofrimento, ele não morreu, pelo menos não fisicamente, por dentro, ele se sentia morto, era peso demais para uma criança aguentar, tudo doía, ele vivia um sentimento angustiante e desesperador que não desejava para ninguém. Charles não sabia o que fazer, logo morreria naquela caverna, de fome, sede, o que for, apenas a carcaça de que sobrou de sua alma destruída iria ser levada pela ordem natural. E como se não pudesse piorar, naquela noite choveu, uma tempestade muito forte, com raios e trovões, era como se a Lua estivesse chorando pela morte de seus filhos, e dai, Charles passou a odiar as tempestades, passou a odiar fogo e principalmente, ter um medo absurdo deles. Ele resolveu deitar no chão rochoso, sentindo o seu peito pesar ao lembrar que não ouvia mais as histórias de Yuki, sentiria os carinhos de Yoora ou brincaria até cansar com Eva, mesmo com muito frio e dificuldade, ele conseguiu dormir, desejando que não acordasse novamente nunca mais.
Citação:
Charles estava tendo um grande pesadelo, totalmente agonizante, onde todos aqueles que amava… bem, não preciso repetir isso. Pelo menos, em sua cabeça, seu cérebro queria fazê-lo acreditar que era somente um pesadelo e quando acordasse assustado, teria o conforto nos braços de sua mãe, mas no fundo, ele sabia que era uma mentira que sua mente criou para se proteger dos traumas. O menino se remexeu, inquieto, mesmo sonolento ele podia sentir os lençóis fofinhos e a cama macia, era um sentimento deveras reconfortante… se ele não lembrasse que acabou por dormir em uma caverna úmida e sem qualquer conforto, fazendo-o levantar desesperado, inclusive a tontura bateu fortemente e vários de seus machucados arderam, céus, estava completamente destruído. Mesmo com a visão turva, analisou que estava em um quarto pequeno e… aconchegante, e por incrível que pareça, isso lhe causou mais pânico. Pense que acabara de passar por um evento traumático e de repenre, sem ter a mínima ideia de como, acabou em um lugar confortável. Sua cabeça criava em milhões de possibilidades, havia sido pego? Mas por que não está morto? Estariam eles planejando uma morte mais dolorosa para si? Assim que seus olhos bateram na cadeira a sua frente, que até então não tinha notado, viu que um homem o olhava com um olhar sério e ao mesmo tempo, um sorriso reconfortante.
Charles começou a ir desesperadamente para o mais longe que podia na cama, suas pernas estavam dormentes devido a antiga exaustão, encolheu-se, ficando sentado em “posição fetal” enquanto lágrimas escorriam de seu rosto, então sua hora havia chegado? Murmurava com a voz embargada uma sequência de [i“por favor, não me machuque”[/i]. E o outro homem no quarto, percebendo o desespero do pobre garotinho, resolveu não se aproximar mais.
— Ei… não se preocupe, Charles, eu não vou te machucar. Sei que o que você passou foi terrível, mas precisa se acalmar. — Damon falou no tom mais suave e baixo que conseguiu, não podia aterrorizar mais uma criança que já estava traumatizada. Charles aos poucos foi conseguindo conter o choro, olhando ainda de maneira assustada e desconfiada.
— Quem é você? Onde estou? — Resolveu perguntar, ele não podia ter medo nessas horas, precisava sobreviver, por ele, e por todos que morreram. E afinal, o que o alemão tinha a perder, não tinha mais ninguém das pessoas que amou em toda a sua pequena vida.
— Eu sou Damon Viktali, sei o que aconteceu com sua família e eu sinto muito por não ter conseguido ajudar. Sou presidente do conselho bruxo e é minha responsabilidade cuidar deles, assim como quero cuidar de você. Precisa confiar em mim, eu sei que deve estar doendo, mas você já é muito forte por ter conseguido passar por isso. — Charles foi relaxando, pensando que pelo menos, não morreria ainda. Damon transmitiu uma confiança para ele E isso fez com que Charlie deixasse novamente as lágrimas caírem de seu rosto, correndo até o homem para buscar um abraço de conforto.

Sua vida começou a mudar muito a partir daí, o seu desespero e tristeza, foi sumindo aos poucos e seu coração, foi consertado. Claro, que os traumas ainda estavam presentes e que não iriam embora tão facilmente, foi um acontecimento que marcara o alemão para sempre, como poderia superar? Era possível ver isso quando entrava em desespero em tempestades, tremendo e chorando por um longo período. Ou quando começava a passar mal, literalmente, na presença do fogo. Isso ainda o rendeu diversos pesadelos que impediam-o de dormir bem. Mas Damon cuidou muito de Charles, e como havia grandes chances dele ser um bruxo, visto que ambos seus pais eram, o homem se encarregou de explicar tudo para o menino, ele lhe explicou sobre a lua, seus antepassados, as lendas de Merlin, os poderes básicos e tudo mais. Damon foi o porto seguro de Charles, que o segurou quando estava prestes a cair em uma grande escuridão, que o ajudou nos piores momentos, que lhe amou quando não tinha ninguém, aquele homem foi a salvação do alemão, e ele não sabe o que faria sem seu pai.
Damon foi juntamente do pequeno Charlie no cartório mágico da Polônia, que é exclusivo para bruxos, a fim de fazer a adoção do alemão para fazê-lo seu filho legítimo, mesmo que em seu coração, ele já é seu filho sem precisar de papéis e documentos. Eles foram a pé, já que não moram tão longe, e no caminho, Charles viu um pequeno cachorrinho no meio da rua, com diversos riscos e carros passando sobre ele, o menino notou o medo no pequeno animal, e rapidamente soltou da mão de Damon e correu para a rua, sem se importar se tinha algum perigo para ele, em sua cabeça só se passava que ele tinha que ajudar aquela alma inocente, com muito esforço e batendo em alguns carros que desviavam, e com Damon gritando para voltar, Charles pegou o pequeno animalzinho em seu colo, mas infelizmente, um carro em alta velocidade vinha em sua direção, e o mesmo não via os pequenos, ambos iriam ser atropelados, Charles fechou os olhos com força e se sentiu estranhamente bem, com uma leveza em seu corpo, gritou bem alto “Para!” Com uma de suas mãos a frente do corpo e a outra segurando o cachorro, e quando abriu os olhos, o carro estava com sua frente amassada, e ele havia parado. Charles ficou sem entender o que tinha acontecido, mas muitas pessoas começaram a rodea-lo, Damon chegou e pegou Charles pela mão, puxando ele daquela muvuca, alguém acabaria descobrindo que ele é um bruxo, e nunca de sabe quem é um caçador. “Você é um anjo que veio abençoar esse mundo tão sujo, mas me deu um baita susto!” O alemão apenas sorriu com as palavras de Damon enquanto acariciava o cachorrinho. Após os questionamentos de Charles, Damon explicou que ele havia liberado sua primeira magia básica, e isso significava que ele era um bruxo. Charles ficou surpreso de início, mas Damon jurou ajudá-lo em tudo que fosse necessário, e em todos finais de semanas, eles treinavam, treinavam e treinavam. O alemão queria ficar forte, por sua sobrevivência. E em questão do cachorro, Damon deixou o garoto adotá-lo como seu bichinho, Charles amou, mas não digo o mesmo de Patolino, o pato simplesmente odiou a ideia de ter que dividir seu dono, e tem muita implicância com o coitado. Depois de longos meses de burocracia, finalmente Charles foi registrado como filho de Damon, e eles estavam muito felizes, agora oficialmente, eram pai e filho.
Charles ingressou numa escola para humanos com com 10 anos, e era a primeira vez do menino numa escola de verdade, ele estava assustado, tinha muitas pessoas, muita falação, e fazia tempo que ele não tinha contato com outros de sua idade. No primeiro dia de aula, seu lanche foi retirado à força por alguns valentões do colégio, zombavam de sua aparência, visto que o menino era menor que qualquer outro do mesmo sexo, tendo 1,52 de altura. Não contou sobre o ocorrido para seu pai, mas provavelmente o mesmo já sabia. Esse “bullying” continuou por bastante tempo, mas Charles fez um amigo na escola, o nome dele era Alex, e ele era um garoto muito amável, sem ao menos perceber, eles tinham de tornado melhores amigos, conversavam sempre e passavam muito tempos juntos. Foi aí que Charles se viu apaixonado pelo garoto, e descobriu sua verdadeira sexualidade com 11 anos, ele nunca havia sentido atração por meninas, mas estava com um grande sentimento em seu peito por Alex, então, descobriu-se homossexual, sentindo atração romântica e sexual por pessoas do mesmo gênero. Um dia, Charles estava fazendo um trabalho de biologia na casa de Alex, já que sempre eram a dupla um do outro, e sem menos esperar, Alex puxou Charles para um beijo, inicialmente foi apenas um selar de lábios, e céus, o alemão estava nas nuvens, foi uma sensação incrível, e logo seu amigo adentrou sua boca com a língua, e explorou cada cantinho, se separaram por falta de ar, e as bochechas de Charles estavam na cor de um tomate, aquele tinha sido seu primeiro beijo, e se sentia radiante.
°☆◞ᵕ̈❝𝐀𝐓𝐎 𝐈𝐕; 𝐂𝐇𝐀𝐑𝐋𝐄𝐒 𝐃𝐄𝐌𝐎𝐑𝐎𝐔 𝐁𝐀𝐒𝐓𝐀𝐍𝐓𝐄 𝐓𝐄𝐌𝐏𝐎 para assumir sua sexualidade, o próprio tinha vergonha disso e escondia a sete chaves - ou melhor - escondia no pequeno diário onde desabafava sobre todos os sentimentos. Foram quase quatro ou xinco anos, o primeiro passo fora contar para o seu pai, ele sabia de todo preconceito do mundo humano e temia a reação de Damon, será que se sentiria enojado? Ou pior, decepcionado? Mas sua reação foi totalmente contrária do que Charles pensou, o que o homem lhe disse, sempre ficará marcado em sua vida, assim como a última frase de sua mãe, “Meu anjinho, o amor é o único sentimento que pode salvar o mundo, e enquanto tiver alguém que acredite nele na forma mais pura como você, o mundo ainda tem esperança. Não importa por quem, amor é amor. Enquanto você amar, poderá acreditar no melhor para o dia seguinte”. Charles ficou muito feliz com as palavras de seu pai, e bem mais relaxado, se a pessoa mais importante de sua vida o aceitou, o resto realmente importa? Sim. Charlie não queria “sair do armário” para todos, mas foi retirado a força quando seu querido diário fora lido abertamente para toda a escola durante o refeitório. Esse dia fora horrível, pasosu o resto da tarde trancado no banheiro da escola, ouvindo todo tipo de piadinhas de mal gosto e investidas que, certamente, o deixaram desconfortável. Ele sofreu muito preconceito em sua escola, muitos meninos nem chegavam perto dele, o chamavam de diversas palavras, e Alex que andava com um grupinho de idiotas, se afastou do pequeno. Seu emocional estava abalado, parecia que sempre a vida queria derrubá-lo, mas ele precisava ser forte, então apenas abaixava a cabeça com as ofensas e não se importava, mesmo que no fundo, ele sabia que doía, a rejeição doía, seu coração doía. Queria nunca mais se apaixonar por ninguém.
O bullying na escola em relação a sua sexualidade não parou tão cedo, estava sendo muito complicado para ele lidar com toda aquelas provocações absolutamente todos os dias durante as aulas. Tipo quando tinha seu lanche roubado ou seus materiais derrubados. Não queria contar nada o que acontecia a Damon, pois muitas vezes já pensou que atrapalhou toda a vida do homem com sua chegada, odiava do fundo de seu coração preocupar os outros. Charles era… curioso. Parecia, às vezes, muito mais novo do que sua idade no quesito personalidade. Era provável de que, seus traumas na infância, fizeram ele criar uma barreira em seu cérebro para se proteger. Bem, há aqueles que julgam sua personalidade mas não sabem de sua história. Também não é como se ele fosse sair falando por ai: bom dia, minha família foi queimada na minha frente, olha que legal! Enfim, apesar de tudo, com as inquietações na sua escola, Charles conseguiu ter uma adolescência normal - claro, normal daquela maneira -.
Dois anos antes de participar do ritual para a decisão de seu poder, tivera que passar alguns meses na Inglaterra juntamente com seu pai, pois Damon tinha alguns assuntos a tratar no lugar e fofa necessário fazer uma viagem longa, afinal, não é como se a Polônia fosse do lado da Inglaterra. Nesse meio tempo, acabou por conhecer - e se apaixonar - por um inglês, Elric Montgomery, Charlie encantou-se pelo jeito do bruxo e após uma conversa jogada fora, começaram um lance mais sério, quase como um namoro. Estava feliz, Elric era uma pessoa incrível e adorava os passeios com ele mostrando os lugares que gostava. Mas, infelizmente, Charles tivera que retornar a sua casa e se separar de Elric, aquilo partiu seu coração, realmente não dava certo no amor. Eles prometeram que manteriam o contato por telefone, e realmente fora assim por uns meses, até que não teve mais sinal de Elric, nunca mais.
°☆◞ᵕ̈❝𝐀𝐓𝐎 𝐕; 𝐅𝐈𝐍𝐀𝐋𝐌𝐄𝐍𝐓𝐄 𝐇𝐀𝐕𝐈𝐀 𝐂𝐇𝐄𝐆𝐀𝐃𝐎 𝐎 𝐒𝐄𝐔 𝐆𝐑𝐀𝐍𝐃𝐄 𝐃𝐈𝐀 e Charles não poderia estar mais ansioso, quer dizer, era o seu grande dia! Aquilo seria para sempre o que definiria era, que bruxo o garoto seria. Pela primeira vez, sentiu-se aproximado dos antigos familiares novamente, como se eles estivessem o observando e orgulhosos de si, havia conseguido passar pelas dificuldades que foram colocadas em seu caminho, sobreviveu. Não aconteceu muita coisa nos últimos dois anos, Charles tentava viver uma adolescência normal na medida do possível e o bullying fora diminuindo, mas não extinto, pelo menos o alemão não tinha mais nenhum constrangimento com sua sexualidade, mas não iria falando aos sete ventos para que todos escutassem. E ali estava ele, no dia um de novembro, arrumando-se para ir até o local indicado na carta.
Citação:
Charles olhava-se nervoso no espelho de seu quarto, não era de seu costume se arrumar tanto, normalmente usava as roupas confortáveis que lhe deixavam bem, sem pensar muito em um estilo definido ou algo do tipo, apenas adorava as cores - principalmente amarelo -, e isso gerou onde estava agora, tentando arrumar a maldita gravata borboleta de sua blusa, céus, aquilo era tão complicado! Dava um nó para o lado, para o outro, e só parecia se enrolar mais e mais, não estava conseguindo de jeito nenhum. Por Merlin, prestes a se tornar um bruxo “de verdade” e não sabia nem organizar uma gravata borboleta, estava perdido. Soltou choramingos de frustração, deixando os braços caírem ao lado de seu corpo. Antes de ouvir umas batidas na porta de seu quarto.
— Pode entrar! — Gritou o menino, enquanto voltou para a sua “intensa batalha” com aquele cruel inimigo. Damon, automaticamente, começou a rir alto enquanto Charles murmurava com desespero que aquilo era muito difícil e que ele era maldoso por rir de seus desafios. E o mesmo apenas inflou as bochechas e fez um biquinho, como de costume quando ele fica emburrado com algo, realmente parecia uma criança birrenta que não ganhou o doce que queria no mercado. Damon aproximou-se do garoto, indicando a maneira que ele deveria fazer até que o alemão finalmente conseguira dar o nó, dando pulinhos de felicidade.
— Sabe, Charles, a Lua sempre tem planos para todos nós, porém, nós mesmos podemos fazer o próprio futuro, basta querer e ter fé em você mesmo. Apesar dessa escolha, que teoricamente define seu destino, ou melhor, define a ferramenta que você utilizará para moldar seu destino, lembre-se que você controla a sua própria vida, e não conte para lua mas, que se dane esse negócio de destino. Não se assuste com nada, viu? Tente se manter calmo na hora, você é um menino tão forte e já sobreviveu por diversas coisas, acredito que a Lua sempre esteve consigo mas foi você e somente você que passou por todos os desafios, eu tenho muito orgulho de você, meu filho. — Charles estava quase chorando, e deu um abraço muito apertado em seu pai, dizendo o quanto o amava e o quanto era grato por ele, o loiro sabia não teria sobrevivido sem ele, deve tudo ao seu pai.
Charles estava extremamente nervoso, reconhecia aquele lugar onde seu ritual estava sendo realizado, em uma montanha, Pleinfeld. Estava onde era sua antiga casa, desde seus nove anos, ele nunca mais veio nesse lugar, sentia sua mão tremendo, às vezes, podia jurar que escutava as vozes daqueles que foram mortos no lugar, incluindo a voz de sua mãe. A lua estava radiante no céu, e Charles viu a figura de uma mulher se materializando a sua frente, fazendo-o arregalar os olhos, a figura Yoora. A voz suave começou a ecoar por todo o lugar, calma, suave e serena: “Deve estar me perguntando, o porquê desse lugar, meu querido, sei os sentimentos que deve estar tendo agora. Aqui foi onde teve seu primeiro desafio da sua vida, e lhe garanto, muitos não teriam aguentado passar pelo o que você passou, você é um verdadeiro guerreiro, passou por coisas inimagináveis é conseguiu superar cada uma, você é tão forte, pequeno Charles. Mas esse não é o ponto, mesmo depois de enfrentar grandes momentos de terror e escuridão, seu coração se manteve puro e radiante, em nenhum momento de sua vida, tornou-se uma pessoa ruim. Vejo muita luz em você, garoto, muita luz, e isso é surpreendente para um mundo onde grande parte das pessoas perderam a sua fé e esperança. Por isso, Charles, lhe nomeio um bruxo ampliador”. O loiro estava tocado com as palavras, e ao mesmo tempo totalmente confuso, o que seria um bruxo ampliador? Olhou para as pessoas presentes, e viu o choque em seus rostos, sem entender nada. Ninguém naquele lugar, tinha visto um bruxo ampliador, só ouviram algumas histórias de como eram difíceis de aparecerem assim e que a Lua, teria que ter um motivo muito bom para isso.

Charles estava arrumando suas malas para ir à “faculdade” de bruxos, Mag Tuired Academy of Unseen Arts, aquilo era um novo passo em sua vida e era inegável que estava nervoso, ansioso e com vontade de vomitar. Nunca havia se “separado” de Damon em seus dezoito anos, sabia que o homem sempre estaria consigo e provavelmente muito orgulhoso de si, entintando não podia esconder que estava muito triste por ter que se despedir de seu pai, mas o homem disse que sempre veria ele quando possível, e assim, começou uma nova jornada em sua vida. Vale constar que Charles tem muitas dificuldades com seus poderes, ninguém sabe ao certo explicar para o garoto como funciona e o que ele deve fazer. Também, o alemão estava disposto a mudar. Não seria mais aquele garotinho tímido que mal socializa. Apesar de manter ainda sua inocência características, passou a ter um enorme gosto pela interação com as pessoas.
Em seu primeiro ano na escola, Charles, como dito, era muito extrovertido - e até um pouco demais para algumas pessoas -, conversava com praticamente todos, até mesmo com as plantas do lugar. Um amor de menino, na visão de alguns professores, sempre falante e prestativo nas aulas. E também, fez novas amizades! Seu primeiro papo foi com Zachary, achou o rapaz muito gente boa e criou muita admiração por ele, se identificou com o bruxo, e agora, são grandes amigos. Por causa de Zachary, conheceu Astrid, ele admira também muito a garota, acha incrível o jeito que ela é forte e sempre fala como a acha maravilhosa! E ambos mesmo que muito diferentes um do outro, também se tornaram amigos, mesmo que não tão próximos. Se fosse ficar listando todos aqueles que Charles simpatizou, acredite, seria uma lista interminável. Ele sempre tenta incluir todos em uma conversa para criar um ambiente agradável, principalmente com os primeiro-anistas. Conheceu também seu atual melhor amigo, Loki, o grego fora uma pessoa muito receptivo consigo, e criaram um grande laço de amizade - quase irmãos - que deseja levar para a vida toda. Mas nem tudo foi flores, acabou por encontrar a pessoa que menos esperava na escola: Elric. O garoto estava completamente diferente, tentou se aproximar dele de novo, por uma amizade, mas ele estava hostil e não parecia ter interesse nisso, então, Charles queria respeitar o espaço do garoto que não parecia querer falar consigo. Também… acabou por se apaixonar por um garoto, Gajeel Bernaldes, que claramente não tinha o mesmo interesse em si e todos seus amigos alertavam isso, que aquilo ainda daria ruim se ele continuasse com a paixão platônica - digamos que Charles é um tanto quanto trouxa -, porém, como ele poderia controlar seu coração? E agora ele estava em um novo ano, com novas histórias.



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Permalink Comentários (10)

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CELLBIT MEU DEUS VOCÊ É UM DEUS QUE ORGULHO.
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@scarletjoy_ vamo achar uma fic pra usar a celeste e o oscar? fazer nosso casalzão 😎
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ei, te amo, alma gêmea 💕 @TheBlwckFwiry
Usuário: eaemariasz
[16/10/2020 19:47:42] Naynay, Esposa 𝑜𝑟 Sol💕💖: como os outros vão ficar se verem o padrão altíssimo de boiolice que a gente estabeleceu?
[16/10/2020 19:48:08] 𝑚𝑎𝑟𝑖𝑎: eles que se f0dam pq somos a supremacia boiola 😎