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LadyAlice

LadyAlice
Nome: Não é Alice
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização:
Aniversário: 6 de Outubro
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LadyAlice


A melhor fantasia é escrita na linguagem dos sonhos. Ela é viva como sonhos são vivos, mais do que real, pelo menos por um momento. Esse longo momento mágico antes de acordarmos.
Fantasia é prateado e escarlate, índigo e azul celeste, obsidiana raiada com dourado e lápis lazúli. A realidade é madeira e plástico, cor de lama e verde oliva. Fantasia tem gosto de mel, canela e cravo, rara carne vermelha e vinhos tão doces como o verão. A realidade é feijões, tofu e cinzas.

-George R. R. Martin.

Kurushimi: O glossário

Postado

Kurushimi: O glossário


Akai Ito: Fio vermelho do destino/amor; quando duas pessoas nascem, os deuses as unem por fios invisíveis e inquebráveis que as ligarão para sempre.

Ashigaru: Camponeses contrados como parte das forças armadas samurais, mas em menor nível de importância e nobreza que os homens nascidos dentro dos clãs.

Atotori: Mulher escolhida como herdeira do okiya, podendo ser tanto uma gueixa adotada pela administradora quanto uma filha legítima.

Biwa: Instrumento de corda japonês, símbolo da deusa Benzaiten.

Burakumin: Cidadãos à margem da sociedade, em sua maioria mendigos e bandidos.

Bushido: “Caminho do guerreiro”, código de conduta e modo de vida dos samurais.

Chabudai: Mesa tradicional japonesa.

Daimyo: Senhor feudal, líder dos samurais e dono de muitas terras.

Danna: Patrono/patrocinador. Um homem rico e apreciador das artes que paga pelas roupas e educação de uma gueixa. Não havia qualquer expectativa de uma relação sexual entre o patrocinador e a gueixa, embora acontecesse. Em okiyas onde a virgindade das mulheres era leiloada, o termo também se refere ao comprador.

Emonkake: Cabide/arara utilizado para pendurar kimonos.

Geiko: No dialeto de Kyoto, as gueixas são chamadas de “geiko”.

Genkan: Ante sala nas casas japonesas usadas para deixar sapatos.

Gion Kobu: Bairro de gueixas em Kyoto.

Hadajuban: Kimono branco usado por baixo do kimono principal

Hanamachi: Bairro de gueixas

Haori: Uma espécie de jaqueta masculina japonesa com mangas largas e gola estreita, era usada pela nobreza até o período Edo, onde foi popularizada para as outras classes.

He Yôkoso: “Seja bem-vindo”

Hei: No dialeto de Kyoto significa “sim”.

Heian: Refere-se ao período heian, última divisão da história clássica japonesa. Nesse período o ideal de beleza eram mulheres com cabelos extremamente longos e negros, e pele muito pálida.

Heimin: Na Era Meiji, refere-se ao povo comum, trabalhadores e comerciantes.

Hime: “Princesa”.

Hikizuri: Kimono com cauda e manga longa usada por maikos, gueixas ou atrizes. Mede de 180 a 200 cm e é extremamente pesado. Antes da Era Meiji, apenas as mulheres da realeza tinham acesso a ele devido ao preço exorbitante.

Irori: Lareira afundada no chão usada para cozinhar e aquecer a casa

Itteimarimasu: Expressão formal de "ittekimasu", que significa: “volto logo”.

Jinrikisha: Carruagem de duas rodas puxada por um ser humano.

Kabuki: Forma de teatro japonês cantado e dançado, famoso por sua estilização, dramaticidade e maquiagem exagerada, entre os temas estão: mitologia, folclores, contos e sátiras envolvendo figuras religiosas, políticas, samurais e trabalhadores comuns. Essa forma de dança foi proibida no período Tokugawa, por ser encarada como vulgar, erótica e desrespeitosa.

Kamidana: Altares miniaturas xintoístas para deuses, usados dentro de casa.

Karyukai: “Mundo da flor e do salgueiro”, refere-se ao mundo secreto das gueixas.

Katana: Espada japonesa usada por samurais. É caracterizada por sua aparência distintiva: uma lâmina curva, de um único fio com um protetor circular ou esquadrado e um cabo longo para acomodar duas mãos

Kiri tansu: Cômoda japonesa com gavetas especiais para kimonos

Kyodai: “Irmão mais velho”, membros da Yakuza que estão acima dos shatei, mas abaixo do conselheiros, wakagashira e shateigashira.

Maiko: Aprendiz de gueixa.

Minarai: Após formar-se na escola como uma maiko, a futura gueixa se torna uma "minarai", literalmente "aprendiz". É o primeiro estágio de sua carreira e ela está sempre acompanhada de sua "onee-sama" nas festas, aprendendo a se comportar com ela.

Mizuage: “Elevar as águas”. No mundo das gueixas refere-se a seus ganhos anuais nas casas de chá e/ou ao ritual de passagem de uma maiko ao perder a virgindade. Ao contrário do conhecimento popular, o leilão de virgindade era uma prática quase exclusiva dos bordéis da época e não propriamente dos okiyas, embora alguns realizassem esse ritual como uma forma de arrecadar dinheiro e clientes para competir com as cortesãs. Em 1940, a prática se tornou ilegal.

Nagajuban: Camisola/roupa íntima usada por baixo da hadajuban.

Ninkyō Dantai: “Organização cavalheiresca”, é como os membros da máfia japonesa referem-se a si mesmos já que o termo Yakuza é ofensivo. Acredita-se que a origem veio de um grupo de ronins que cometia pequenos delitos e cobrava para defender terras e matar outros criminosos. A tatuagem que cobre o corpo todo era feita desde o século 17 e tornou-se a marca registrada da gangue. Os rituais de iniciação são os mesmos feitos pelos samurais e a penitência por traição também segue os mesmos padrões.

Noren: Cortina japonesa usada principalmente do lado de fora dos restaurantes.

Nyokoba: Escolas de gueixa, onde aprendizes são ensinadas a dançar, tocar instrumentos e os rituais de comportamento esperados da profissão.

Oiran: Prostitutas de luxo que apenas homens ricos conseguiam contratar já que, assim como as gueixas, uma noite com elas equivalia ao salário anual de um homem comum. Era exigido que elas entendessem de arte e dança. O que diferencia uma gueixa de uma cortesã (além do sexo), é a vestimenta. Enquanto as roupas das gueixas eram mais elegantes e discretas, a roupa de uma cortesã é muito extravagante, chegando a pesar 30kg. Além disso, o laço do obi delas é virado para frente – um convite ao cliente para desamarrá-lo.

Okugata: Senhora de uma casa ou de um castelo.

Okiya: Refere-se à casa de gueixas.

Okobo: Sandálias de salto usada por maikos em período de aprendizagem, era utilizado para não deixar o kimono arrastar no chão e dar um ar infantil e gracioso para elas.

Ochaya: Casa de chá onde ocorriam banquetes e festas de luxo.

Ozashiki: Salas privativas onde gueixas se apresentavam em banquetes de luxo.

Otokoshi: “Camareiros”, em sua maioria, homens especializados em auxiliar a gueixa a vestir as camadas de kimono.

Otome: No mundo da dança significa “pare”, uma punição da professora quando a aprendiz não era disciplinada o bastante e precisava retornar para casa até segunda ordem.
Refere-se também às filhas de samurais ou da nobreza que eram obrigadas a se dedicarem ao estilo de vida puritano e se manterem virgens até o casamento. Apesar da sexualidade ser livre às mulheres comuns no Japão Feudal, as da nobreza eram proibidas se relacionarem com outros homens por correrem o risco de engravidarem de filhos ilegítimos e mancharem o nome da família. Na Era Meiji, devido a ocidentalização do país, a virgindade virou algo esperado de todas as mulheres e de qualquer hierarquia.

Ookini: No dialeto de Kyoto significa “obrigado”.

Oyabun: “Pai adotivo”, líder da Yakuza.

Ronin: Samurai sem clã e que não serve a um daimyo. Era considerada uma profunda forma de penitência e vergonha, pois além de não servir a um mestre e desonrar o Bushido, não teria direito de fazer um seppuku assistido, estando presos a uma forma de vida desonrosa. Há diversas maneiras de tornar-se um ronin: receber treinamento samurai, mas não servir a um lorde, ser filho de um ronin ou ser expulso e condenado por seu clã.

Saiko-komon: Conselheiro do Oyabun.

Saya: Refere-se a bainha da espada japonesa.

Seppuku: "Cortar o ventre". É um código de honra pregado pelo Bushido, onde samurais capturados pelo inimigo deveriam cortar o ventre com sua wakizashi e torcer a espada, a fim de causar o máximo de dor e sofrimento ao suicida. Pedir o direito de seppuku e fazê-lo na casa de um grande clã samurai era considerado a maior das honras, pois sua morte seria assistida por um grande guerreiro.

Shakuhachi: Flauta japonesa feita de bambu

Shatei: Nos primórdios da ninkyo dantai, os shatei eram meninos de até 15 anos que entravam para o mundo da criminalidade.

Shikomi: Primeiro estágio de aprendizado na vida de uma gueixa, têm idade entre 3 e 7 anos.

Shunga: Pergaminhos que continham pinturas de sexo explícito. Antes da Era Meiji, eram considerados algo comum e os próprios samurais presenteavam suas filhas para que soubessem o que aconteceria no dia da consumação de seu casamento. Após a Era Meiji, foram banidos, pois iam contra os preceitos católicos.

Tabi: Meia tradicional para ser usado com sandálias de tiras

Taiko: Tambor usado em números musicais ou na guerra.

Tenugi: Faixa usada na testa para o suor não escorrer no rosto.

Tsumugi: Kimono masculino para uso diário, embora mais formal que um Yukata.

Umajirushi: Bandeira de guerra samurai com o emblema/símbolo do clã

Wagasa: Sombrinha/ guarda-chuva japonês

Wakagashira: Braço direito do Oyabun

Wakizashi: Uma espécie de adaga, usada para combates corpo a corpo e também para o ritual de seppuku.

Wareshinobu: Na sua estreia como Maiko, ela usa o Wareshinobu como seu primeiro penteado, que indica o seu encanto jovem e o auge do desabrochar. Este penteado indica que ela é nova na profissão, e acentua um certo ar de infantilidade e doçura, sendo também o mais elaborado em termos de cor que ela usará durante toda a sua aprendizagem.

Yakuza: O nome deriva da junção Ya-Ku-Za (números 8,9,3), uma sequência numérica considerada a pior no baralho tipico japonês, ou seja, é um termo utilizado para descrever pessoas ruins, que não prestam. Por isso, os membros se chamam de ninkyo dantai (organização cavalheiresca), já que chamá-los de Yakuza é algo ofensivo.

Yatai: Barraquinhas de comida de rua

Yoshiwara: “Bairro da luz vermelha”, refere-se ao bairro de prostituição em Tokyo, Kyoto e Osaka.

Yukata: Kimono usado no verão ou em casas de banho

Zabuton: Almofada tradicional para diferentes usos no cotidiano, como em refeições, leitura, meditação, etc. [b]

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