yoongrilo

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/petal
Nome: SAYONARA HITORI, MARIA.
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil
Aniversário: 7 de Julho
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yoongrilo - /petal

© D I P H Y L L E I A G R A Y I.
ELF | V.I.P | SHAWOL | CASSIOPEIA | IKONIC | EXO-L
"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: 'Minha flor está lá, em algum lugar...'"

Precisamos falar sobre algo sério.

Postado

Bem, como era de se esperar, eu não sei como começar a falar sobre isso e nem ao certo o que dizer. É complicado, meus caros, mas eu vou tentar deixar tudo o mais claro possível para vocês e para mim. Mas, para que tudo faça sentido, eu vou precisar contar uma breve história para que vocês se situem:

Em algum ponto da minha vida, eu não sei qual, exatamente, as coisas começaram a desandar e eu tinha apenas treze anos na época. Talvez o estopim tenha sido eu me abrindo sobre a minha sexualidade para a minha família e o largar de mãos que muitos deles me deram por isso. O meu pai tinha depressão e eu o acompanhava desde muito nova nas sessões de terapia e conversação dele com a psicóloga, e quando as coisas se tornaram complicadas, ele achou que seria uma boa eu passar a fazer o mesmo que ele. E foi, admito, mas ainda com treze anos eu comecei o tratamento com psiquiatra após ser diagnosticada com TDAH e Depressão.

Eu me sentia, e era, uma criança, foi uma confusão sem igual para mim. Justamente por desde muito pequena saber da condição do TDAH, meus pais optaram por me fazer aprender o básico da aprendizagem em casa, ou seja, fui ter contato com o ambiente escolar somente no ensino médio. Foi um choque para mim, e tudo pareceu se agravar um pouco mais com aquela rotina que me era imposta, mas não cabia a mim. Eu estava infeliz daquela maneira, ter que fazer aquelas coisas tão mecânicas, limitadas, enquanto eu queria fazer mais.

Para resumir a obra, digo que me senti melhor ao longo dos anos e passei a levar uma vida tida como saudável apesar do divórcio para lá de conturbado dos meus pais alguns anos atrás, das cobranças familiares e ódio sem escrúpulo que a minha mãe não nega sentir de mim, ao contrário, sempre diz mais e mais sobre isso. Dois mil e dezesseis foi, para mim a meu ver, um dos melhores anos da minha vida. Eu conheci pessoas incríveis, investi em relações fantásticas, e depois de três anos ausente, decidi fazer outra conta e voltar ao site. Voltar a escrever, porque era algo que eu gostava muito. Decidi que seria um bom momento para me dar mais uma chance, também, e comecei a namorar.

Tudo estava às mil maravilhas, mas dois mil e dezessete quis mostrar que as coisas seriam diferentes; ele queria que fossem diferentes. Eu perdi o meu pai – e também meu melhor amigo, pois ele sempre foi isso para mim – dia treze de fevereiro, e tudo pareceu perder mais uma vez o sentido. Eu demorei dois meses, bem dizer, para que a minha ficha caísse e eu assimilasse as coisas. Claro, eu tive pessoas maravilhosas ao meu lado – inclusive a minha namorada na época – e que me apoiaram de forma desigual sempre – Fernanda, Luiza e Tenshi. Passei a produzir histórias diariamente, sem parar, às vezes seis por dia, como já postei uma vez, tudo para fugir da realidade por alguns minutos. Eu sempre escrevi quando estava triste demais, sempre me senti inspirada pelos momentos de melancolia e acabava melhorando após dois ou quatro parágrafos.

No entanto, eu não estava bem, e tudo pareceu pesar mais e mais. Eu neguei a mim mesma que estava voltando a ser a garota de anos atrás que não pensava em nada além de querer morrer, e que um dia se trancou no banheiro e cortou os pulsos numa tentativa falha de se matar. Naquela época eu tinha o meu pai ao meu lado, eu podia chorar e ser abraçada, mas de repente eu não tinha mais nada. É um vazio que fica para sempre, até hoje, e quando eu menos percebi estava me afundando mais uma vez. Eram lapsos, crises, pensamentos suicidas que iam e vinham, tudo fazia parte da minha doença. No ano passado, mais uma foi diagnosticada, e eu me senti completamente insana ao ter que começar a tratar a bipolaridade.

Eu quis morrer. Foram meses e meses querendo morrer, todos os dias pensando nisso a ponto de idealizar saídas, a ponto de pensar que não, a próxima história seria uma despedida. E eu tentei, de fato, mais duas vezes sem sucesso. E eu pensei mais trezentas e sessenta e cinco. Tudo parecia estar voltando aos trilhos, eu parecia ter controlado as coisas dentro e fora de mim, mas então Kim Jonghyun, o homem que estava comigo desde que eu conheci os grupos coreanos, veio a falecer após se matar em decorrência dessa maldita que vive comigo, também. Eu vi mais um herói meu ser perdido ali, e ao contrário da música do cazuza, os meus heróis não morreram de overdose, mas sim de depressão. “A depressão não mata”, sim, a depressão mata. As pessoas se matam pela depressão, a depressão é uma assassina, e quem diz que ela não mata, está mentindo.

Tudo se tornou um inferno, dia 18 de dezembro de 2017 foi quando a minha corda se rompeu e eu não tinha mais como atar mais um nó. Dia 13 e 18, dois dias que eu nunca conseguiria esquecer e nem vou conseguir. Dois dias que eu, infelizmente, vou lembrar mais do que dia 07 de Julho de 2000, quando nasci. Isso é infeliz, eu me sinto triste por isso, mas eu juro que tentei fazer por mim mesma as coisas, e agradeço a Mayara por todo o apoio que me deu na época que estávamos juntas, antes e depois também. Eu agradeço a Luane, agradeço a Tenshi, a Luiza, a Fernanda, ao lessicaland, Mavi, Bel, aos projetos que fiz parte e todas as outras coisas que fizeram parte da minha vida nesse tempo.

O meu psiquiatra decidiu que não adiaríamos mais, que não havia mais como eu fugir – sim, eu fujo disso desde o ano passado – e a internação em uma clínica psiquiátrica foi encaminhada. O meu tratamento é de dois anos, mas saberei melhor sobre o meu futuro quando chegar até lá, quando o encarar. Por enquanto é tudo incerto, mas vou torcendo para que no final tudo dê certo. Amanhã eu “parto” sem saber quando, ou como, volto, mas levo comigo a memória de todos que fizeram parte da minha vida e que de alguma forma fizeram eu me sentir bem, melhor com todas as coisas. Muito obrigada.

Peço perdão pelas minhas obras que não poderão ser terminadas, e pelas histórias que nunca serão escritas, pois eu perderei a inspiração. Eu amo todos vocês e torço por cada um, desejo o melhor a todos. Eu tentei o meu melhor, eu juro que tentei.

E, por favor: The Show Must Go On.

Permalink Comentários (34)

[30/01/2018] PRECIOUS


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