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Nome: Rafael Carvalho
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Nada a declarar ..

Analogia - O condutor e o passageiro

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Há dois tipos de pessoas: O passageiro e o condutor.
O passageiro(ou observador como costumo chamar) é aquele que vê a vida passar diante de seus olhos, mas como já está acomodado ao cotidiano, apenas observa tudo pela janela de seu banco confortável no fundo do ônibus. O passageiro costuma ser guiado pelos condutores, no que condiz ao futuro. Aceitam propostas, críticas e imposições feitas à sua pessoa. O passageiro não consegue enxergar a realidade com os próprios olhos, e então disseminar suas próprias conclusões do mundo. Em sua maioria estão os fanáticos religiosos. Em sumo, o passageiro possuí em si a própria felicidade nas coisas rotineiras da qual já se acostumou, se sentindo seguro enquanto vivo, e aceitando a morte como um processo natural. O caminho que este percorre é uma longa estrada sem declívio ou paisagem. É apenas uma estrada longa e cheia de bifurcações. As bifurcações são caminhos para estradas longínquas, íngremes, cheias de buraco, formas e figuras da qual o passageiro não está acostumado, então como sua consciência não tem o breu para enfrentar desafios diferentes, ele prossegue no seu caminho reto e seguro.
O condutor é exatamente o oposto do passageiro. O condutor é aquele que tem coragem de seguir os caminhos da sua intuição. O condutor como qualquer ser humano sente medo, mas diferente dos outros, ele se arrisca a enfrentar os obstáculos, ele enfrenta os paradigmas da complexidade e lapida suas crenças. Os conselhos e as críticas alheias só lhe atingem se forem construtivas de modo que o condutor possa se autodesenvolver. Suas características mais notáveis se baseiam em coragem, intuição e criatividade. O condutor por se arriscar mais, logo está mais exposto as nocividades do mundo, mas também consegue viver uma vida mais plena e cheia de aventuras. Em sua estrada o condutor nunca sabe o que esperar. Seu caminho transborda de formas, cores, religião, arte e história, como uma criança curiosa ao experimentar seu primeiro contato com o mundo exterior. O céu não é o limite para esses conquistadores, e sim o começo de uma nova descoberta a ser feita!
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Aurora

Quem diria que um dia
Eu iria me arrepender de crescer
Hoje entendo o que meus pais diziam
Que desejar ser grande não significa ter poder.

Ser criança é uma dádiva
É gozar da vida sem se preocupar
É brincar como se não houvesse amanhã
É rir e logo em seguida pôr-se a chorar.

O mundo é cheio de mistérios
Para alguém que acabou de conhecê-lo
Tudo é novo e encantador
Revelador e repleto de segredos.

Dizem que a noite é uma criança
E eu nunca entendia como poderia ser
Até olhar uma criança a dormir
E então eu pude realmente entender.

Que vontade que me deu
De voltar à minha infância
Relembrar os bons momentos
E ser pleno como uma criança.

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The School
16 de Fevereiro de 2005
No dia seguinte, Seth estava determinado a esquecer as loucuras insanas que perturbavam sua mente. A falta de mamãe era ocupado aos poucos pela presença de Lizzy que insistia em acompanhar o garoto na ida e volta para a escola. Eles sempre iam e voltavam juntos desde o primário.
Quarta-feira, o relógio marcava 05:37, as nuvens negras ocupavam grande parte do céu imenso que se desdobrava no horizonte, Seth acordou assustado devido a um pesadelo. Em seu pesadelo, ele revivia os acontecimentos da noite em que sua mãe fora morta, e as imagens pareciam nitidamente claras, como se pudesse tocá-la, sentir sua mão quente antes cheia de vida, e depois fria como um iceberg. Passara o resto da noite desperto, perdido em seus pensamentos, enquanto ao quarto no fim do corredor, estava o assassino de sua mãe, o responsável por sua dor. Seth não sabia se o odiava, ou perdoava por ser seu pai. Enquanto chafurdava em pensamentos, não conseguia mais se lembrar de John como um pai amoroso. Não se lembrava mais dos pequenos momentos de felicidade com seu pai, e todas as meras lembranças sempre continha a mamãe, o que só aumentava sua dor e seu ódio pelo assassino de Rose.
Seth sempre foi um garoto emocionalmente e intelectualmente desenvolvido comparado as demais crianças da sua idade. Desde pequeno fora incentivado por seu pai com jogos de quebra cabeça, quizzes e jogo da memória, afim de trabalhar o intelecto do garoto. Desde o ocorrido, Seth alimenta um pensamento de vingança, mas não sabe como, quando, onde, e como não ser pego. Seu pensamento consciente tem se tornado seu melhor amigo nas muitas horas de solidão.
John agora raramente dormia em casa. Apenas mantinham em conserva os mantimentos e pagava as contas, sem ao menos trocar uma palavra com o garoto, que a cada dia alimentava um rancor incomum.
Seth está deitado com uma faca de cozinha de fibra de carbono, Rose a utilizava para cortar carne animal, e Seth imaginava-o cortando o pescoço de seu pai enquanto este adormecia. Imaginava o sangue, o gorgolejar da respiração turva que mal saia devido ao corte nas vias aéreas que impede a passagem de ar, e que agora esguicha seu líquido vermelho que preenche todo lençol azul marinho. Suas mãos tremulam, seu coração acelera, o suor se mistura com os respingos de sangue que também vacilaram para os móveis próximos. Os pensamentos se misturam com a realidade, as mãos de Seth estão sangrando. O garoto fizera um corte horizontal na própria mão enquanto imaginava-o cortando o pescoço de John. O sangue já havia invadido parte do colchão até Seth perceber o que estava de fato acontecendo. Num impulso instantâneo, enrolou parte do lençol apertando a ferida. A dor o trouxe de volta à realidade, contra sua vontade. Pressionou firme parte do lençol que estava utilizando para estancar o corte por alguns minutos, seguiu o corredor até o banheiro, ficando parado por alguns segundos em frente a porta, fitando o espelho que se encontrava parede oposta à porta, abaixo um gabinete com 3 gavetas e 1 porta que continha os produtos químicos de limpeza e o sifão que conectava a parte inferior da pia e a parte anterior da parede da qual a pia estava recostada. A banheira estava pela metade, a água estava fria. Seth descansou a mão sob a água que tão logo deixou a transparência e se tornou um vermelho claro, que aos poucos foi tomando um tom mais escuro.
O sol começava a brilhar no horizonte, o sono se mostrara um oponente difícil árduo contra uma criança de 13 anos. Após descansar por um tempo a mão na banheira, abriu a segunda gaveta da pia do banheiro e retirou uma gaze, fazendo um curativo na própria mão e retornando ao seu quarto, torcendo para que seu pai não ouvisse todo o barulho que havia feito. John que chegara no meio da noite, dormia tranquilamente, enquanto seu filho, com esforço evitava o sono. Pobre Seth, o sono o pegara novamente em torno das 06:33.

As imagens surgem como um álbum de fotografias com fotos sequenciais. Palavras não são necessárias. A mãe está no chão, quase irreconhecível. Seu sorriso fora destruído por um homem cuja posição ortostática empunha um grifo. Seu sorriso de orelha a orelha é assustador. A criança puxa a mão da criatura sem rosto e chora. Suas lágrimas se desmancham em diamantes sem valor. O homem com o sorriso maligno entrega a ferramenta sangrenta para o garoto e acena com a cabeça para que ele termine de desfigurar a criatura que jazia morta no tapete, mas a criança temerosa se levanta e corre, corre para o frio da noite enquanto a voz o persegue dizendo "Faça! Faça! Agora!".

- Nããããããããaaao! - Acorda em meio a lençóis encharcados de suor. A respiração estava ofegante, os batimentos cardiacos acelerados - Um sonho... Foi só um sonho.
Seus olhos vasculham os 4 cantos do quarto, aturdido, sentindo que algo o observava.
- Seeeeeeeeth! - Grita Lizzy, chamando-o.
Novamente vai até a janela, destrava as trancas e abre-as, colocando a cabeça para fora, sinalizando para que a garota esperasse um pouco. Notou que a garota estava com o uniforme da escola e com mochila. Percebeu que as aulas já haviam voltado e ele tinha se esquecido.
- Droga me esqueci completamente - Falava para si mesmo em seu quarto, enquanto abria o guarda roupa, procurando seu uniforme branco e azul. Em instantes, já estava pronto, já lavara o rosto e saia com algumas torradas na mão, trancando a casa enquanto Lizzy esperava incansavelmente sentada nos degraus da entrada de sua casa.
- Pronto! Você quer uma? - Oferecia uma das duas torradas que segurava na mão, enquanto a terceira estava sendo absorvida pelo seu organismo.
- Não, obrigada, já tomei café.
- Nossa sala é 15 ainda? - Pergunta Seth evitando o silencio que já ocupara grande parte dos seus momentos sozinho.
- Sim, e temos um novo professor substituto. Parece que a pobre professora Ághata sofreu um acidente e está internada na UTI - Disse em voz baixa a garota, com certo receio.
- Falaram que ela perdeu o controle do carro e caiu em uma ribanceira que leva à Missouri. Ela ainda está em coma - Apesar da gravidade do assunto, o garoto debatia aos acontecimentos sem demostrar qualquer tipo de sentimento ou comoção. Seus próprios problemas o fez esquecer a dimensão dos demais existenciais à sua volta.
- Tadinha da Sra. Ághata. Tomara que ela se recupere logo - Lamenta a garota sentimental.
A escola ficava a poucas quadras de seu bairro. O colégio Port Angeles, conhecido pelos seus métodos convencionais de ensino que ainda funcionam naquela região mantém um índice alto de notas entre as demais escolas locais. A escola possui vinte e duas salas, três andares, um refeitório, uma quadra de futebol - onde os outros jogos com bola também são jogados nessa mesma quadra - e extensos corredores. Por falta de profissional na área, cada sala era administrada por um professor que lecionava as matérias básicas de ensino, sempre abrangendo e instigando seus alunos com métodos teóricos e práticos.

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Dança para o vento

Voa asas da liberdade, aguarda sua redenção
Preso por vaidade, a um estado de carência
Em grades de julgamento, espera o seu momento
E perde sua natureza, sua alma sua essência.

Pequeno ser indefeso, de raça subjugada
Suporta o sofrimento, silenciando seu lamento
E quando por fim volta a cantar
Demostra então seu sentimento.

Sua história e seu passado
Deixaram de ter importância
Apenas o que cerca o homem
Passou a ter relevância.

Do exterior da gaiola observo
Pequenos olhos sem vida
Suas asas agora são inúteis
Sua natureza foi perdida.

Ó, pequena criatura,
Não tema a gaiola do medo
Eis-me aqui para libertá-la
E podeis então seguir seu próprio enredo.

Mas antes que saia voando
Em ar volte a dançar
Apenas me responda
Porque a vida se desfaz no ar?

Vá peregrino dos céus!
Mas deixe o perfume de jasmim
E os medos que antes me controlava
Não chegam mais perto de mim.

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