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EmmaShew

EmmaShew
Nome: Emma Shew
Status: Usuário Veterano
Sexo: Feminino
Localização:
Aniversário: 16 de Julho
Cadastro:

EmmaShew


Um grande olá para você,

Emma tem 23 anos, é nordestina e escreve o que lhe vem a cabeça. Gostaria de escrever mais, porém é péssima em segurar motivação e ânimo por muito tempo. Todos os seus escritos são one-shots exatamente por esse detalhe. Apaixonada por cultura pop em geral, é viciada em ler e passa muito tempo fazendo isso. Por fim, aprecia muito a arte de escrever em terceira pessoa.

Aquela vez em que comecei a escrever

Postado

Aquela vez em que comecei a escrever

Alô todo mundo, aqui estou eu utilizando esse espaço que eu nunca tinha pensado antes, para despejar umas tolices que ficam rondando minha cabeça. Não sei se tolice é a palavra certa, mas o fato é que eu queria muito escrever sobre alguma coisa hoje e não sabia muito bem sobre o que.

Não é data comemorativa de coisa nenhuma, mas eu senti a necessidade de comemorar o fato de que completo 8 anos de existência neste site e fez 6 anos desde que escrevi e publiquei a primeira fanfic aqui (oi, Disritmia). Então, por que não falar sobre aquela Emma de 14 anos? Pois bem, nesse espaço de tempo cabe um universo de peculiaridades de alguém que provavelmente já se tornou outra pessoa. Acho graça demais em pensar em mim dessa época. Se eu de hoje dissesse a mim de 14 anos, que agora nós não temos ódio por Crepúsculo, estaria pedindo um tapa na cara dos bons. É um passado que em muitos aspectos, não gosto de lembrar mas em tantos outros, me pego revisitando e rindo das minhas neuroses de adolescente fangirl que adorava tretar em comunidades do orkut sobre as fissuras da época. Pra quem estiver se perguntando, eu era muito fã de Harry Potter - ainda sou -, e estava a todo momento entrando em atrito com o fandom da saga “rival”. Hoje, agradeço demais ao tempo por isso, não crio mais essas tempestades em copo d’água e apesar de ter uma vergonha imensa das idiotices que eu fazia, não me arrependo. Essas ondas de revolta contra as coisas que eu não gostava, me ajudaram a perceber que no fim, minha irracionalidade não me traria fruto algum. Faz parte do crescimento e ainda hoje, aprendo um bocado com meus desacertos por aí.



Enfim, essa introdução toda não parece estar levando a lugar nenhum, mas foi nesse contexto em que eu surgi, ou melhor dizendo, em que Emma Shew surgiu. Meu pseudônimo (ah sério que esse não é seu nome verdadeiro? não me diga!) nasceu de uma forma engraçada e senti a necessidade de compartilhar isso com vocês, meus leitores. Como já mencionei antes, eu era absurdamente maníaca por Harry Potter e tudo que dizia respeito ao universo da saga. Nessa mesma época os fakes do orkut estavam em alta e eu sem o que fazer, entrei na onda e batizei minha personagem em homenagem à Emma Watson. O sobrenome, veio de um bilhete no qual meu pai escreveu Chevrolet - isso mesmo, a marca de carro -, de um jeito estranho e errado que eu julguei ser muito sonoro e servia pro meu nome, assim nasceu Shewroler. Essa vergonha, graças aos deuses, durou menos e hoje eu só uso a parte curta mesmo: Shew.



Então, mas o que tem de tão especial nessa história? Calma gafanhoto, estamos chegando, agora vem a parte que por um lado pode ser muito divertido, mas por outro, traumático demais. Eu já escrevia umas histórias sobre personagens próprios, desde que tinha uns 10 anos, mas fanfic mesmo, só aconteceu pra mim quando eu tinha 13. Qual o motivo de marcar todas essas datas? Ora, eu gosto demais de delimitar certas coisas no tempo, me ajuda a refletir sobre o quão desgraçada da cabeça eu sou e desde quando eu sou assim. Então, aos treze anos (me sinto naqueles filmes de adolescente surtada), eu oficialmente entrei na puberdade, primeira menstruação, peitinhos e etc., os nervos à flor da pele e nesse mesmo período eu descobri meu One True Pairing, o famoso OTP, aquele ship dos ships que todo mundo tem e no meu caso era: pepperony.



a perfeição meu pai


Com toda a certeza do mundo, eu gastaria páginas e mais páginas só para demonstrar meu amor e apreço por esse casal, mas esse não é o assunto de hoje. Pepperony tomou conta da minha vida totalmente, amores (da maneira que só um trabalho para super heróis toma - Edna Mode) e eu respirava os dois vinte e quatro horas por dia. Inclusive, foi por causa do ship que eu passei a aprender inglês por conta própria, afinal esses lindos tinham pouquíssimos materiais em português em meados de 2009/2010. Eu era uma leitora ávida de várias fanfics, as de Harry Potter faziam parte dessa lista, mas o gosto em escrever as minhas próprias, veio inteiramente de pepperony. Pois bem, como vocês podem imaginar a mente fértil de uma jovem menina de 13 anos, viajava horrores e todos aqueles sentimentos, desejos e segredos guardados dentro de mim eram expressados em linhas e mais linhas de texto escrito à mão para o ship. E é aqui que mora o perigo, a inocente Nívia daquela época (vamos dar nomes de verdade aos bois porque aqui ninguém é mais trouxa), escrevia todas aquelas palavras de interação sexual entre dois adultos em folhas de caderno e ASSINAVA com o próprio nome. Perdão pessoal, o fato é que eu sempre fui uma pessoa que gostava de receber biscoitos e essas minhas fanfics faziam a festa entre minhas amigas da mesma idade, minha vênus em leão (olá louca dos signos) regozijava em alegria cada vez que recebia elogios pelas histórias.

Esse momento de rainha do baile se prolongou por pelo menos uns dois meses, muito pouco para a carreira de uma jovem best-seller como eu era. Brincadeiras à parte, certo dia, uma dessas preciosas folhas de caderno, caiu no quarto de meu irmão. De todos os lugares do MUNDO esse era com certeza o pior lugar para perder uma fanfic, falo sério. Meu irmão foi por muito tempo alguém com quem eu odiava me relacionar e sempre fazia com que eu me sentisse errada demais por coisas que eu fazia quando era criança/adolescente. Então, não vou me estender por todo o ocorrido porque não cabe aqui, mas eventualmente ele mostrou esse papel à minha mãe. Naquele dia eu quis que o chão se abrisse e me engolisse, quem sabe assim eu não tivesse que lidar com a avalanche de consequências que vieram depois, passei por inúmeras privações, não apenas por esse evento em si, meu irmão fez questão de dizer que eu beijava garotos em festinhas do colégio (imagina se hoje ele soubesse que beijo garotas também rs) e isso refletiu na minha escrita é claro.

Depois de uns dois anos, criativamente bloqueada por esse choque, eu tive vontade de escrever outra vez, mas dessa vez tomando uma série de precauções. Eu me sentia num livro de Dan Brown, escrevendo as coisas em código no papel, escondendo a sete chaves e depois traduzindo tudo em rascunhos de email, naquela época ainda não existia google drive e afins, guardar no email era minha forma mais segura de evitar transtornos. Falando disso agora eu acho divertido, porque meus simples devaneios tornavam-se praticamente segredos de estado. Até que um dia, eu resolvi deixar Emma Shew tomar conta de mim, é engraçado colocar nesses termos porque de repente pareço James McAvoy em Fragmentado. Emma foi uma das melhores coisas que me aconteceu, eu finalmente podia compartilhar tudo aquilo que gostava, com quem me desse vontade, protegida por alguém que eu julgava ter mais coragem, mais talento e mais força do que eu, Nívia, tinha.



Eu sou alguém que gosta de compartilhar, apesar de ser desligada de várias coisas, de falar menos e de preferir o silêncio para deixar minha mente viajar nas próprias fantasias, eu não nego um bom dedo de prosa se me oferecem. E essa é uma parte da minha vida, que eu sempre tive vontade de dividir com outras pessoas, em forma de texto escrito. Afinal, traduzir as ideias malucas que passeiam pela minha cabeça em palavras, sempre foi o elemento essencial da minha existência. E hoje, 21 dias após meu aniversário de 22 anos, eu gostaria de revisitar aquela Nívia de 8 anos atrás e dizer que apesar dela não saber, foi a coragem, o talento e a força dela que trouxeram Emma Shew ao mundo e não o contrário.

Enfim, depois de toda essa abobrinha, espero que quem tiver lido tenha se entretido e talvez até se identificado com as peripécias passadas dessa agora jovem adulta que vos fala. Bem, agora que eu finalmente usei isso aqui, possivelmente aparecerei mais vezes para compartilhar convosco outras tolices que rondam minha cabeça, mas que eu adoraria contar. Quem sabe eu não escreva da próxima vez toda a minha intensidade de pepperony fangirl e então vocês perceberão que eu sou surtada mesmo.



Beijasss,
Emma Shew

Escutando: Bedroom Pop
Bebendo: água, porque faz bem
Permalink Comentários (1)

Atualizações do Usuário

Usuário: EmmaShew
@Son_Kelly miga eu ainda vou ler seu capítulo hein? me aguarda com o comentário hehehe
Usuário: EmmaShew
putz, gosto tanto dessa fanfic mas a autora dessa vez fez um negócio q eu particularmente acho tosco q é resolver problema do relacionamento com sexo... sem nem um diálogo antes sabe? só uma discussão enquanto o casal transa DDDD:
Usuário: EmmaShew
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