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RafaelaJ

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Nome: Rafaela
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Aspirante a escritora, leitora compulsiva e apaixonada por fanfics; essas são algumas das coisas que me definem. Mas se você me conhece provavelmente já sabe disso haha. Estou sempre aberta a amizades e novas oportunidades. E se eu puder fazer qualquer coisa por você não hesite em me contatar.
Beijos!

O Silêncio da Multidão

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O Silêncio da Multidão

Esse é apenas um pequeno texto que eu fiz quando a indignação - por algumas coisas que li - me dominou. Peço desculpas se ofendi alguém com esse jornal, garanto que minha intenção nunca foi essa, tudo o que quis foi expressar um pouco da minha opinião. Espero que gostem.

O sangue jorrava assim como suas lágrimas. A dor parecia consumi-la enquanto a chuva caia fria sobre seu corpo.
Ela não conseguia se mover. Seu corpo parecia mármore. Frio e duro. Seus ossos eram como vidro. Frágeis. Sua pele se assemelhava a um papel. Perfurável. E a dor, oh, a dor. Essa sim parecia o tempo. Infinita.
Largada. Imóvel. Calada. Suja. Machucada. Estuprada.
Essa era a sua realidade. Era a isso que o seu momento se resumia. E, provavelmente, a sua vida de agora em diante. Os soluços saiam de sua boca agora sem discriminação. O temor ainda estava lá. O medo de que ele pudesse voltar. E, pior ainda, as lembranças que insistiam em ficar.
O toque dele parecia preso a sua pele. Os dedos dele percorrendo seu corpo enquanto a bile subia a sua garganta. O nojo. Ela nunca esqueceria o nojo. O nojo dele. De si mesma. De seu próprio corpo.
O sangue corria rápido por suas veias enquanto ela congelava sobre o asfalto frio. Escondida em uma pequena viela como uma estranha. Uma delinquente. Uma provocadora. Uma vítima.
Seu corpo doía. Seus músculos gritavam por ajuda. Mas tudo o que ela fez foi fechar os olhos. A dor física não se comparava à psicológica. Doía pensar. Doía lembrar. Doía sofrer.
Ela pode ouvir alguns ruídos na rua. Carros. Pessoas. Animais. Ela aconchegou seu rosto contra o peito. Ela queria ajuda, mas temia. Os amigos, a família, os professores. O que pensariam dela? Tinha medo. Medo das acusações. Os dedos seriam apontados. A vergonha a dominaria.
Por fim, ela apenas se encolheu e abraçou as pernas. A posição era desconfortável, mas bastava. Bastava para que ela pudesse ficar.
Seu nome era uma incógnita. Sua idade não importava. Suas roupas esquecidas. Seu caráter duvidoso. Seu destino incalculável. Ela não tinha importância. Afinal, ela seria apenas mais uma voz calada em meio a tantas outras.

Eu li um texto sobre o feminismo nos últimos minutos e senti um extremo ultraje ao ler os comentários. Eu não sei qual a opinião de vocês no assunto, mas isso não importa muito para o que quero dizer.
Eu não quis chocar ou ofender ninguém com esse texto. Nem mesmo quis vitimizar a mim - felizmente eu nunca passei por uma situação parecida. Eu apenas não quis ser mais uma voz calada na multidão. Tudo o que eu quero com esse texto é dizer as pessoas que se expressem.
Você, mulher, tenha orgulho de quem é. Nunca deixem que a sociedade oprima vocês. Lutem por seus ideais e defendam a si mesmas. Nunca deixem de expressar o que sentem ou pensam. Há muitas vozes por ai. Vozes que não dizem nada. Vozes que gritam. E não deixem que essas vozes se sobreponha a sua.
Lute por quem é e por quem quer ser. Não importa se você é dona de casa, se esse é o seu desejo, você tem mais do que o direito de exercê-lo. E se você trabalha fora a mesma coisa. Se tem filhos ou não é uma opção sua. Se usa roupa curta não se aflija. Se é sustentada ou se paga as contas não tem importância desde que entre você e o seu parceiro haja respeito mútuo. Se é casada meus parabéns. Se é solteira seja feliz assim. Se é mãe se orgulhe - independente de ser sozinha ou não. E o mais importante. Se for mulher se ame.
Obrigada a quem leu. Isso foi mais um desabafo do que qualquer outra coisa. Me desculpem qualquer erro.

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