marizzle

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Nome: .maria ☆
Status: Usuário Veterano
Sexo: Feminino
Localização: Pocos de Caldas, Minas Gerais, Brasil
Aniversário: 17 de Fevereiro
Cadastro:

marizzle

 ゚ ・゚ ➳ [/you call me up again just to b r e a k me like a ♡promise;
so c a s u a l l y cruel in the name of being ♡honest/] ✧ ゚ ・゚

TQ IS B A C K!

Postado

TQ IS B A C K!

 ゚ ・゚ ➳ TQ está voltando!✧ ゚ ・゚

Não, você não leu errado, a fanfic está voltando. Depois de mais de um ano sem uma nova postagem, The Quarterback finalmente vai ser atualizada novamente. Logo. Esse é um resumo dos acontecimentos principais dos capítulos anteriores, caso vocês não queiram ler a fanfic toda novamente. Honestamente, eu nem sei se ainda tem alguém que me acompanhe porque depois de um fucking ano…


Enfim…

Segue o resumo dos 5 últimos capítulos postados:
(Clica em "mostrar spoiler" pra ver o resumo)



CAPÍTULO 14 - BRODY FOSTER

— Erin meio que conseguiu um emprego para mim — disse de uma vez, sem conseguir enrolar mais — Quer dizer, eu ainda tenho que ir até a entrevista e ser contratada de verdade, mas mesmo assim… Eu pensei em te dizer porque, mesmo que eu não passe na entrevista, tenho respeito por você e achei que, assim como em um emprego normal, eu deveria comunicar ao meu empregador que estou procurando por novas oportunidades…

Eu estava tagarelando, já que Justin não tinha dito uma palavra sequer. Por que diabos ele não estava falando e sendo um idiota como sempre? Sua testa estava franzida e ele semicerrava os olhos de vez em quando ao me escutar, mas apesar daquilo eu não conseguia ler sua expressão. Eu não podia dizer se ele estava bravo ou não e aquilo me deixava mais nervosa ainda. Já estava tão acostumada com aquele homem constantemente se metendo em minha vida que quando ele realmente parava para escutar o que eu tinha pra dizer, era estranho demais.

— Eu não entendo, Bliss, por que você precisaria de um emprego agora? Não estou te pagando bem o suficiente? — Bieber arqueou as sobrancelhas, interrompendo minha falação.

— Não, é claro que não! — fui rápida em responder, não queria que ele pensasse que eu estava atrás de um “aumento” ou coisa do tipo. A quantia que era depositada por Justin semanalmente em minha conta era o suficiente para pagar meu aluguel, as contas e ainda sobrava um pouco, que eu obviamente guardava na poupança, caso alguma emergência ocorresse. Sim, eu gostava de ter segurança financeiramente e de estar preparada para qualquer ocasião — Você me paga muito bem, mas eu te dei um prazo, Justin. Isso não vai durar para sempre.

(…)

— Sim, é claro — sorri nervosamente — A gente se fala mais tarde, sim?

— Na verdade, Bliss, queria te perguntar uma coisa — ele disse quando eu estava prestes a me virar e dar o fora dali.

— O que? — mordi meu lábio inferior, com medo do que poderia vir com aquela pergunta.

— Não é nada demais — Justin riu, sacudindo a cabeça — O que vai fazer no fim de semana?

Eu não estava esperando por aquela pergunta. Depois daquela conversa e do momento que trocamos há poucos segundos, estava esperando que ele fosse me perguntar alguma coisa que fosse me deixar pra lá de desconfortável. Aquilo era ótimo. Senti o alívio preencher meu peito imediatamente e franzi o cenho enquanto ele esperava por minha resposta.

— Não tenho certeza — murmurei — Por quê?

— Eu vou acampar no lago neste fim de semana. Na verdade, quase todo mundo do campus vai. É uma coisa que a gente faz nessa época do ano.

— É, eu sei.

— Você vai comigo, não é? — Bieber perguntou e eu arqueei as sobrancelhas. Ele realmente estava me convidando para acompanha-lo em uma viagem? — Vai ser divertido, eu prometo.

— Eu não sei… — suspirei, vendo-o revirar os olhos.

— Por favor, Bliss, todo mundo acha que nós estamos namorando, seria estranho você me deixar sozinho — ele insistiu.

— Você não vai estar sozinho, todos os seus amigos estarão lá — disse, pensando no quanto Justin conseguia ser exagerado ás vezes.

— Addie também vai — ele disse, por fim, e eu finalmente entendi o motivo de ele estar insistindo tanto por minha presença.

— Ah — murmurei, me sentindo um pouco desapontada em saber que o único motivo pelo qual Justin queria que eu o acompanhasse era para fazer ciúmes em Addie. Por que diabos aquilo me incomodava tanto?

— E então?

— Eu não sei, Bieber, acho que Erin estava planejando alguma coisa para nós duas nesse fim de semana — inventei uma desculpa, mas não estava segura de que parecia muito convincente. Olhei para Erin e Joe no topo das arquibancadas, desejando mais que tudo que ela aparecesse ao meu lado para me salvar como sempre fazia. Eles estavam olhando direto para nós e minha melhor amiga sorriu quando nossos olhos se encontraram, me encorajando.

Justin seguiu meu olhar e um sorriso um tanto malicioso brincou em seus lábios ao avistar Erin, toda linda e sorridente. Ugh, eu odiava os homens. Por que sempre tinham que pensar com a cabeça de baixo?

— Leve-a com você — ele sugeriu.

— Sério? — franzi o cenho, animada com a ideia de poder levar minha amiga comigo, porém tentando imaginar Erin acampando, no meio do mato. Certamente não era uma das suas atividades preferidas. Mas os amigos serviam para isso, não é mesmo? Para apoiar uns aos outros na alegria, na tristeza, ou em um acampamento desconfortável e cheio de insetos.

— Sim, vai ser legal — os olhos dourados de Justin voltaram a encontrar os meus e eu suspirei, assentindo.

— Tudo bem então — disse, contrariada.

(…)

— Boa tarde — ele murmurou em uma voz grave e sexy — Você é a Bliss, não é? — perguntou, arqueando as sobrancelhas quando eu apenas assenti — Eu sou Brody. Brody Foster — o deus grego se colocou em pé, estendendo uma mão para mim. Eu forcei minhas pernas a se levantarem e com relutância peguei sua mão, o cumprimentando. Rapidamente o nosso aperto de mão se transformou e Brody levou minha mão até seus lábios, dando um leve beijo na mesma.

Oh, merda. Aquilo só podia ser um testo divino.

— É um prazer conhecê-lo, Sr. Foster — gaguejei pateticamente, me sentindo um pouco zonza.

— Pode me chamar de Brody — ele sorriu, me soltando e voltando a se sentar. O imitei mais do que depressa, sentindo que meus joelhos poderiam ceder a qualquer momento

— Posso te chamar de Bliss?

— Ahn, é claro — pisquei. Ele poderia me chamar de qualquer coisa e eu não me importaria.

— Você deve ser muito especial — Brody me observou — Um amigo muito importante de minha família me contatou pedindo que eu desse um emprego para você.

— Não sou especial, apenas tenho pessoas maravilhosas em minha vida que aparentemente não se cansam de me ajudar — murmurei, sem graça, pensando no pai de Erin e em tudo o que ele já havia feito por mim. Eu nunca conseguiria agradecê-lo o suficiente por ter me amparado nos momentos difíceis e por sempre me tratar como se eu fosse sua filha.

— Fico feliz por você — ele disse e pareceu sincero — Me fale um pouco sobre você, Bliss — pediu, se recostando na cadeira e me encarando intensamente.

Minhas mãos começaram a suar e tive que desviar o olhar, ou então acabaria me afogando nas piscinas azuis de seus olhos. Eu estava me sentindo como uma completa idiota. Não podia deixar a aparência de um homem me afetar e estragar aquilo, eu precisava do emprego, tinha que ignorar meus hormônios, já não era nenhuma adolescente. Porém era só fitar seu rosto novamente que tudo sumia de minha mente, o que era frustrante.

— Bem, eu faço faculdade, estou em meu segundo ano. Tenho um pouco de experiência como garçonete e…

— Eu tenho seu currículo aqui, se quisesse saber sobre suas experiências eu o leria, não acha? — Brody me interrompeu, uma expressão divertida estampada em seu rosto.

— Você tem meu currículo? — pisquei — Como?

— Parece que as pessoas que te ajudam fazem o serviço completo — ele piscou.

— Parece que sim — murmurei.

— E então?

— Sr. Foster… — comecei, mas ele me interrompeu. De novo.

— Brody — corrigiu.

— Brody, eu não sei o que quer que eu diga — franzi a testa — Você está me deixando um pouco nervosa.

— Estou? — ele pareceu confuso — Não foi minha intenção, desculpe. Eu apenas assenti, fitando meus dedos em meu colo.

Eu queria tanto que ele fosse aquele tipo de chefe gordinho, careca e de meia idade, totalmente mal-humorado e não-atraente, mas Brody era o contrário de tudo aquilo. Ele era muito alto, magro, tinha olhos muito azuis e cabelo castanho claro. A barba estava por fazer e o terno e gravata que usava apenas complementava sua imagem, deixando-o ainda mais bonito. Quer dizer, era possível alguma mulher não se sentir atraída por aquele homem?

O telefone que estava em seu bolso apitou e Brody verificou a tela, franzindo o cenho.

— Desculpe, preciso ir. Tenho uma reunião — murmurou, se levantando — Vai ser bom ter você no time, Bliss — sorriu, caminhando até mim.

— É sério? — perguntei, espantada — Eu realmente consegui o emprego?

— Claro que sim — Brody riu, ele tinha uma risada maravilhosa também.

— Oh, meu Deus — me coloquei em pé, animada demais para continuar parada — Muito obrigada, Brody, de verdade. Prometo que vou ser sua melhor garçonete.

— Você não vai ser minha garçonete — ele bufou, colocando uma de suas mãos na base de minhas costas e me guiando para fora de seu escritório.

— Não? — mordi meu lábio inferior. Ok, talvez eu estivesse pensando alto demais. Ele provavelmente me colocaria para lavar os pratos ou varrer o chão, o que era ótimo. Qualquer tipo de emprego era ótimo.

— Claro que não, você tem um sorriso bonito demais para ficar escondido atrás de bandejas — Brody disse, sorrindo e me encarando, andando lado a lado comigo. As pessoas nos observaram quando entramos no grande salão, mas ele não desviou os olhos de meu rosto por um segundo sequer.

— O que você quer dizer? — perguntei, confusa. Eu também não conseguia deixar de fitar seu rosto e estava apenas rezando para não tropeçar em nada e me esborrachar no chão.

— Você será minha anfitriã, Bliss — seu sorriso ficou ainda maior e eu prendi a respiração. Em parte por causa daquele sorriso maravilhoso, e em parte por causa daquela notícia — Você irá receber os clientes, fazer reservas, levá-los até suas mesas, supervisionar o serviço e me procurar quando for preciso.

(xxx)

CAPÍTULO 15 - DESAFIOS

— Agora é hora da diversão. Vamos jogar!

— Jogar o que? — franzi o cenho para ela.

— Verdade ou desafio — ela sorriu maliciosamente — Só que sem a parte da verdade.

— Como assim? — eu estava confusa.

— É basicamente a mesma coisa, amiga, a gente gira a garrafa e tudo mais. Só que a nossa versão é diferente — Maya pegou um boné com vários papeis dobrados dentro do mesmo — Todo mundo escreveu um desafio aqui, quando a garrafa parar em duas pessoas, elas tem que fazer o que está escrito no papel.

— E se essas pessoas não quiserem cumprir o desafio? — ri, achando aquilo divertido.

— Não podem se recusar, assim que aceitam jogar, não tem mais volta — ela mexeu as sobrancelhas para mim — Você está dentro? — perguntou e eu olhei para Justin, que apenas assentiu para mim.

— Acho que sim — dei de ombros e ela bateu palminhas, depositando um grande beijo em minha bochecha e se levantando.

Maya chamou a atenção de todos e as pessoas que não queriam jogar se afastaram um passo da rodinha, ficando apenas para observar. Justin se levantou e foi se sentar ao lado de Nick, do lado oposto, bem de frente para mim. Ele me mandou uma piscadela e Trent tomou o lugar vazio ao meu lado, sorrindo animadamente.

— Então, quem vai ser o primeiro a girar a garrafa? — Maya perguntou e um garoto que eu não conhecia se voluntariou. Ele girou a garrafa de vodka vazia, que depois de alguns segundos parou com suas extremidades apontadas para Luke e outro garoto do time, que eu vagamente lembrava que se chamava Dean.

— Cara, eu juro por Deus que prefiro morrer do que fazer alguma putaria com você — Luke fez cara de nojo, pescando um pedaço de papel no boné.

Pra felicidade dele, o desafio que Luke pegou não era tão pesado. Eles precisariam tirar uma peça de roupa e ainda bem que estavam de cueca por baixo dos shorts de nadar, ou então as coisas ficariam muito estranhas. Depois deles, a garrafa continuou girando e os desafios continuaram a ser distribuídos. Maya teve que fazer um lap dance para um cara e Trent lambeu tequila da barriga de uma garota, o que foi muito engraçado. Eu estava realmente me divertindo vendo aquelas pessoas bêbadas fazendo coisas estúpidas, mas senti meu estômago afundar quando a garrafa parou apontando direto para mim. Olhos azuis encontraram os meus do outro lado do círculo e eu encarei Nick com puro medo em meus olhos. Parece que seríamos nós dois.

— Desculpe, cara — Nick murmurou para Justin antes de se levantar para sortear nosso desafio.

Ele desdobrou o papel e arqueou as sobrancelhas quando viu o que estava escrito no mesmo, suspirando e vindo até mim. Nick ofereceu uma mão para me ajudar a levantar e me puxou para cima, me entregando o desafio logo em seguida. Respirei fundo algumas vezes antes de finalmente criar coragem para ler e minhas mãos tremeram assim que minha mente assimilou o que estava escrito naquele pedaço de papel.

“Beijo de língua.”

(xxx)

CAPÍTULO 16 - CIÚMES

— De jeito nenhum, porra — a voz de Justin soou mais alta que o burburinho das pessoas cochichando e eu olhei por cima do ombro de Nick a tempo de vê-lo se levantando e vindo em nossa direção, amassando o papel do desafio e arremessando o mesmo para longe — Isso não vai acontecer.

Justin se meteu no meio de nós, encarando Nick e me empurrando para trás de suas costas.

— Justin, o que diabos você está fazendo? — sussurrei, ainda mais nervosa. Eu não queria causar uma cena, mas já era tarde demais. Podia sentir os olhos de todos grudados em nós.

— Pegue outro desafio — Bieber disse para Nick, me ignorando completamente.

— Tudo bem, cara…

— Você é burro ou o que, Justin? — Maya murmurou de onde estava, colocando as mãos na cintura e revirando os olhos — Eles não podem pegar outro desafio e nem se recusar a cumpri-lo. São as regras do jogo.

— Eu sei quais são as malditas regras, Maya, quem você acha que inventou elas? — ele bufou.

— Então por que está tentando complicar as coisas? — ela rebateu.

— É só a porra de um beijo, Justin, pelo amor de Deus — Luke bufou, se mostrando impaciente com a reação do amigo.

— É, pelo amor de Deus, Justin — sussurrei baixinho, pedindo para todos os deuses que eu fosse poupada de tanta vergonha.

— O que? — Justin aparentemente me ouviu e se virou para mim, franzindo a testa. Seu rosto estava apenas a alguns centímetros do meu, então eu estava vendo sua indignação de perto. Muito perto — Você quer fazer isso? — perguntou, parecendo ofendido.

— É só um jogo — dei de ombros, tentando fingir que aquilo não era nada demais. Não queria que todos pensassem que eu era uma bebê chorona que precisava ser salva pelo namoradinho. Continuei, sussurrando para que apenas ele ouvisse: — Não é nada demais, portanto pare com isso, Justin, sei que está inventando essa crise de ciúmes para enganar todo mundo, mas já é o suficiente. Mais um pouco e até eu vou começar a acreditar que realmente somos um casal — revirei os olhos, suspirando logo em seguida.

Bieber me fitou longamente, sem expressão alguma no rosto, apenas seus olhos mostravam o quanto ele estava irritado e bravo. Talvez ele estivesse com ciúmes mesmo, ele gostava de me usar de vez em quando pra saciar seus desejos, costumava me beijar sem meu consentimento, mas aquela era minha chance de mostrar para Justin que eu não era seu brinquedinho.

— Que seja — ele saiu, esbarrando com força em meu ombro e voltando para seu lugar na rodinha.

Respirei fundo, já sabendo que o mau humor irritante de Justin tinha voltado com força total e eu teria que aturá-lo mais tarde. Que ótimo.

— Não se preocupe, ele vai se acalmar — Nick disse, pegando minha mão e me puxando contra seu corpo.

— Eu sei.

— Justin só está agindo dessa maneira porque realmente gosta de você — ele continuou.

— Eu sei — repeti, mas era mentira. Eu não sabia de nada. Não sabia se ele gostava de mim ou se me odiava. Não sabia se realmente se importava ou fazia cena para as outras pessoas. Todo o meu relacionamento com Justin era confuso demais e minha cabeça doía como o inferno só de pensar em nós dois.

— Prometo que vou ser bonzinho com você — Nick fez piada e eu ri nervosamente enquanto ele levava um de meus braços até seu pescoço.

— É bom que seja, ou meu namorado esquentadinho vai adorar te dar uma lição — ironizei e ele riu, lançando um olhar para Justin do outro lado. Ainda bem que eu estava de costas.

— Aposto que sim — ele gargalhou.

— Acabem com isso logo, porra — Maya gritou e eu lhe lancei um olhar assassino. Eu já estava nervosa, não precisava de mais pressão.

— Pode deixar, irmãzinha — Nick murmurou e puxou meu rosto gentilmente, colando seus lábios nos meus sem mais cerimônias.

As pessoas gritaram, bateram palmas e atiraram copos vazios em nós, mas eu só conseguia me concentrar no que estava acontecendo entre Nick e eu. Seus lábios eram macios e gentis contra o meus meus, mas ele claramente ditava o ritmo do beijo. Sua língua não demorou para invadir minha boca e ele tinha gosto de cerveja e de algo amargo, o que surpreendentemente não era algo ruim. Nick tinha seus dedos emaranhados em meus cabelos e me puxava pela cintura com o outro braço, em um aperto forte e decidido. Meu coração pulava em meu peito enquanto eu correspondia ao beijo e eu tinha certeza que Nick podia sentir as fortes batidas, pois meus seios cobertos apenas pelo pequeno biquíni de Erin estavam amassados contra ele assim como o resto de meu corpo.

Eu estava na ponta dos pés e praticamente me segurando em seus ombros já que minhas pernas tinham virado gelatina, mas uma de suas mãos começou a descer em direção ao meu bumbum e, felizmente, consegui agarrá-la a tempo. Nick sorriu em meio ao beijo, antes de partir o mesmo com alguns selinhos. As pessoas ainda gritavam quando nos separamos, desesperados por oxigênio, e eu podia sentir minhas bochechas pegando fogo enquanto me escondia em seu peito. Eu mal podia acreditar que realmente tinha feito aquilo.

(…)

— Eu não fiz nada demais — disse baixinho, assustada com sua explosão e afagando meu braço.

— Claro que não, só estava se esfregando em Nick, na frente de todo mundo, como uma vadia nojenta — ele cuspiu.

Aquilo me atingiu mais forte que um tapa.

— Uau — um nó se formou em minha garganta. Eu não podia acreditar que Justin realmente tinha dito aquilo — É isso que você acha que eu sou?

— É como você está agindo — ele eu de ombros, me encarando de maneira fria e indiferente, e eu recuei alguns passos, me sentindo estranhamente ferida.

Eu sabia que Justin estava irritado por eu ter prejudicado sua imagem de machão perante a seus amigos, que ele tinha dito aquilo no calor do momento, mas aquilo tinha me surpreendido. Por que ele diria uma coisa daquelas? Bieber já havia sido incrivelmente grosso comigo, mas não daquele jeito, não de maneira que me ofendia diretamente. E nada nunca tinha me afetado tanto quanto aquelas suas palavras. Ele sabia muito bem que eu estava bem longe de ser uma vadia nojenta e que um beijo não fazia de ninguém uma pessoa pior, principalmente porque nem estávamos juntos de verdade e todas as outras pessoas encararam aquilo como uma brincadeira. O único que estava se estressando era Justin e eu não estava nem um pouco a fim de consolá-lo.

— Você é um idiota — bufei, revirando os olhos e lutando contra as lágrimas de raiva que se formavam em meus olhos, começando a ir em direção a cabana de Erin.

(…)

— Tudo bem — bufei, me rendendo — Mas não venha dar uma de louca pra cima de mim depois, foi você que pediu a verdade.

— Comece a falar, Bieber.

— Eu e Bliss não estamos namorando de verdade. Eu meio que a contratei pra fingir que estávamos em um relacionamento e fazer ciúmes em você. Não queria aceitar que você realmente tinha me deixado e estava disposto a fazer qualquer coisa para te ter de volta, então Bliss apareceu. Ela precisava do dinheiro, eu precisava de alguma garota que não fosse sair espalhando tudo por aí, então isso aconteceu. Agora acho que meio que estou gostando dela pra valer, o que é uma merda porque acho que ela não me corresponde, e acabei com as pequenas chances que tinha com ela por causa daquele jogo estúpido mais cedo — parei para respirar quando terminei, sentindo-me alguns quilos mais leve. Era tão bom colocar a verdade para fora e tirar aquele peso de minhas costas — Essa é a verdade.

Addie estava com os olhos arregalados, me encarando com incredulidade. Sua boca estava aberta em um perfeito “o” e ela estava paralisada, realmente surpresa, e eu apenas fiquei parado ali até que ela encontrasse palavras para falar.

— Justin Drew Bieber, você fez o que? — ela praticamente gritou, fazendo com que eu olhasse em volta para ver se ninguém estava nos espiando — Isso é um absurdo, uma loucura! Como você pôde fazer isso com aquela pobre garota? A “alugou” como… Como uma prostituta? — Addie estava horrorizada e eu também fiquei chocado com sua conclusão.

— Não é bem assim, Addie, e eu nunca pensei em Bliss dessa maneira e nunca a tratei como uma prostituta também. Aos meus olhos ela sempre foi uma amiga que resolveu me ajudar em um momento difícil — expirei o ar que estava acumulado em meus pulmões, rezando para que ela entendesse.

— Esse é um plano horrível, eu nunca atrapalharia seu relacionamento, mesmo que estivesse morrendo de ciúmes — ela mordeu o lábio inferior, segurando o riso.

— Eu sei, Bliss me dizia que era um plano de merda o tempo todo — ri, revirando os olhos e sentindo meu peito apertar ao mencionar o nome dela — E, por favor, não fique brava com ela. Bliss só participou disso porque realmente precisava do dinheiro para se manter na faculdade, ela nunca gostou de enganar as pessoas.

— Tudo bem, não estou brava com ela — Addie bufou — A culpa é toda sua.

— E sua — rebati, sorrindo quando ela arqueou as sobrancelhas com indignação — Se você tivesse voltado para mim quando eu pedi, nada disso estaria acontecendo.

— Se nada disso tivesse acontecido, você não teria conhecido Bliss — ela murmurou suavemente, fazendo o sorriso desaparecer de meu rosto.

(…)

— Bliss, olhe para mim — ele pediu, a voz suplicante. Não me mexi, não podia, e segurei a respiração. Meus olhos estavam cheios de lágrimas e elas iriam rolar por minhas bochechas com qualquer mínimo movimento — Por favor, baby, eu não consigo fazer isso sem te olhar nos olhos. Por favor.

Que grande merda. Eu queria me levantar e bater naquele homem até não ter mais forças. Eu odiava suas oscilações de humor, aquilo fodia com minha cabeça e me deixava pra lá de confusa. Em um momento me chamava dos piores nomes e no outro vinha com a voz suave e completamente calma. O que eu deveria fazer? Parecia que havia duas pessoas dentro de uma. Suspirei e levantei o rosto, olhando direto em seus olhos, que naquela noite estavam escuros como breu. Senti as lágrimas escorrerem por minhas bochechas, mas não as limpei. Pelo contrário, deixei que Justin visse o que tinha feito comigo, deixei que visse o quanto suas palavras tinham poder de machucar pessoas.

— Você esta chorando — ele respirou fundo, fechando as mãos em punhos. A cadeira em que Justin estava sentado foi abandonada e logo ele estava ao meu lado, segurando meu corpo e colocando-me em seu colo. Quando percebi o que estava acontecendo ele já tinha me abraçado e nem mesmo meus mais fortes empurrões conseguiram me livrar de seus braços — Porra, baby, eu sinto muito mesmo. Não chora, por favor. Eu sou um idiota — ele me tinha como um bebê nos braços, meu rosto se encaixava na curva de seu pescoço. Eventualmente desisti de lutar contra ele e contra o choro, deixando os soluços irromperem por minha garganta — Eu não quis dizer aquilo de verdade, por favor, acredite em mim.

Eu me agarrava a sua camisa, que ficava cada vez mais molhada por causa de minhas lágrimas, e Justin me abraçava forte, como se quisesse juntar todos os meus pedacinhos. Acho que foi naquele momento que eu entendi o quanto aquele idiota significava para mim e o porquê de eu estar tão arrasada por palavras tão bestas. Talvez ele deixasse minha cabeça uma confusão, mas meu coração sabia muito bem o que queria, e ele queria Justin. O que era uma merda. E por isso chorei mais um pouquinho.

— Shhh, baby. Vai ficar tudo bem. Eu sinto muito mesmo — ele sussurrou pela milésima vez, depositando um beijo em meus cabelos.

Fui me acalmando com o passar dos minutos e meus soluços foram cessando, mas Justin ainda me abraçava e eu não queria deixa-lo ir. Ele tinha me magoado com algumas palavras, mas o que mais doía era perceber que eu tinha cometido o enorme erro de me apaixonar por um homem que amava outra mulher e que não estava nem aí pra mim ou para meus sentimentos.

Que ótimo, Bliss, você merece um troféu.

Limpei meu rosto e saí dos braços de Justin, me levantando. Eu estava com tanto medo do sentimento que eu tinha acabado de descobrir que só queria que um buraco negro me engolisse. Eu não queria gostar de Justin. Nem pensar. Aquilo não podia acontecer. Ele era um idiota e provavelmente iria rir da minha cara se eu lhe contasse sobre meus sentimentos.

— Você tem que ir embora — murmurei com a voz embargada, abraçando meu próprio corpo enrolado no roupão.

— Você não vai me perdoar? — ele se levantou, dando alguns passos até mim, mas parou quando comecei a recuar.

— Sim, está perdoado. Agora vá embora — mandei.

— Bliss…

— Por favor, Justin, eu estou tão confusa — mordi meu lábio inferior.

— Eu não estou.

— O que quer dizer? — perguntei, cansada.

— Contei tudo pra Addie. Sobre nós, meu plano idiota… — Bieber começou, mas eu o interrompi, incrédula.

— Por que diabos você faria isso? Você estragou tudo! — praticamente gritei — Agora ela nunca vai voltar pra você, não depois de saber que você armou tudo isso.

— Tudo bem, baby — um sorrisinho brincou em seus lábios.

— Por que está tão calmo? Não entende o que acabou de fazer? Você perdeu a mulher por quem é apaixonado — bufei. Se ele era tão indiferente assim em relação a Addie, por quem tinha lutado esse tempo todo, eu podia imaginar o que outras mulheres, inclusive eu, significavam para Justin: um grande nada.

— Eu não sou apaixonado por Addie — riu baixinho — Não mais. Já não sou há algum tempo, na verdade, mas acho que só percebi hoje, quando te vi beijando o Nick.

— O que? Como assim? — pisquei, mais do que perdida. Do que diabos ele estava falando? O que meu beijo com Nick tinha a ver com ele e Addie?

— Acho que eu já sabia antes, só não conseguia admitir. Estava tão concentrado em trazer Addie de volta para minha vida que nem percebi que meu coração já tinha deixado outra pessoa entrar — prendi a respiração.

Era naquele momento que Justin dizia que estava perdidamente apaixonado por Harper e todos aquele tempo entre nós ia direto para o ralo?

— Harper? — perguntei baixinho, quase num sussurro.

— O que? Merda, é claro que não! — ele bufou, correndo os dedos nervosamente pelos cabelos — Que porra, Bliss! O que estou tentando dizer é que acho que estou me apaixonando por você.

(xxx)

CAPÍTULO 17 - COMEÇANDO DEVAGAR

— Essa não era a reação que eu estava esperando, baby — Justin, por fim, quebrou o silêncio. Ele parecia ligeiramente magoado, seu maxilar estava trincado enquanto ele me olhava.

— O que você esperava então? Que eu fosse cair aos seus pés? — bufei, rindo ironicamente — Eu não vou cair no seu joguinho, Bieber.

— Joguinho? Do que você está falando? — franziu o cenho, confuso.

— Acha que eu não sei que isso é um tipo de piada para você? Sei o que está tentando fazer.

— Sabe mesmo? Então me explique, porque não estou entendendo porra nenhuma!

— Você está tentando fazer comigo o que faz com todas as outras, seu idiota! Você vem com palavras bonitinhas, me faz entrar em seu joguinho nojento e acreditar que realmente sente algo por mim, quando na verdade só quer se divertir e me descartar quando estiver farto — cuspi a verdade, sentindo as lágrimas queimando em meus olhos, mas me recusando a começar a chorar novamente.

— Bliss… — Justin piscou, incrédulo, com o rosto vermelho de raiva — Você está completamente enganada. Não acredito que achou que eu seria capaz de fazer esse tipo de merda com você.

— Bom, há pouco tempo você me chamou de vadia nojenta. Acho que você é capaz de tudo — cruzei meus braços em meu peito, sem querer desmoronar novamente.

Eu sabia que estava sendo um pouco dura com Justin. Ele obviamente se importava e se arrependia de ter dito aquelas coisas, ou então não estaria ali agora, mas eu ainda estava muito magoada. Aquela sua tentativa de me enganar com palavras bonitinhas só me deixava com mais raiva ainda.

— Eu vim para me desculpar — ele suspirou, desviando o olhar — Me desculpe mesmo, baby, eu não tive a intenção de dizer aquilo. Perdi a cabeça quando te vi beijando Nick. Aquilo me machucou e acho que quis te deixar tão machucada quanto eu. Sinto muito.

— Por que você ficaria machucado? — franzi o cenho.

— Você está surda, porra? Eu acabei de dizer que estou me apaixonando por você — Justin perdeu completamente a paciência e cruzou a distância que havia entre nós em um piscar de olhos. Ele descruzou meus braços e agarrou minha cintura, levando sua outra mão até minha nuca, segurando em meus cabelos e fazendo com que eu o olhasse nos olhos — Eu gosto de você e isso não é nenhum jogo ou brincadeira. Não é piada, Bliss. Estou aqui abrindo a porra de meu coração pra você, não falo esse tipo de coisa pra qualquer uma. Por favor, baby, leve isso a sério porque estou ficando louco aqui. Eu estou me apaixonando por você. O que você vai fazer sobre isso?

Meus olhos estavam pregados em suas íris cor de mel enquanto ele falava. Justin não estava mentindo, eu podia ver em seus olhos o quanto aquilo era sério para ele. Mais uma vez eu não sabia o que dizer. Eu queria negar a vontade dentro de mim, dizer que não correspondia seus sentimentos e que o odiava mais do que qualquer outra coisa no mundo, mentir, mas as palavras simplesmente não saíam. Eu sentia que ia explodir a qualquer momento ou me sufocar com tantas palavras engolidas e sentimentos reprimidos. Aquilo não podia continuar daquele jeito, tínhamos que colocar todas as cartas na mesa e sermos honestos um com o outro. Os sentimentos eram assustadores, mas ou lutávamos contra eles pelo resto da vida, ou criávamos coragem para enfrenta-los de uma vez.

Justin estava se apaixonando por mim e eu me sentia da mesma forma em relação a ele. O que eu faria sobre aquilo?

Eu ainda não sabia o que dizer, mas algumas pessoas costumavam acreditar que algumas atitudes valem mais do que palavras, então acabei com a pouca distância que restava entre mim e Justin e colei meus lábios nos dele. Uma corrente elétrica maravilhosa percorreu meu corpo assim que ele me correspondeu e nossos lábios começaram a se movimentar em um ritmo e uma sincronia perfeita. Nossas línguas batalhavam e, ao mesmo tempo, se acariciavam dentro de nossas bocas em um beijo desesperado, feroz, avassalador.

Justin tomou o controle e me empurrou contra a parede abruptamente, empurrando ainda mais seu corpo contra o meu, e eu soltei um pequeno gemido em seus lábios, amando a sensação quando ele puxou meus quadris contra os seus. Parecia que de repente estávamos envolvidos por uma bola de fogo, que nos consumia mais a cada segundo. Meus pulmões queimavam, implorando por oxigênio, mas nós nos recusávamos a partir o beijo, nos agarrando um ao outro como se nossas vidas dependessem daquilo.

— O que diabos isso significa? — ele descolou os lábios dos meus e sussurrou, ofegante, olhando no fundo de meus olhos.

— Eu não sei — respondi honestamente, respirando fundo algumas vezes enquanto Justin apenas me fitava.

(…)

— O que está te incomodando, baby? Converse comigo, porra, eu estou ficando louco — perguntou, franzindo o cenho.

— Eu não sei — respondi honestamente — Isso… Nós… É muito confuso.

— Entendo — Justin assentiu — Foi tudo muito rápido, nem tivemos tempo para pensar.

— Não sei se estou preparada para um relacionamento agora — murmurei baixinho, desviando o olhar para minhas mãos pousadas em meu colo quando ele me lançou um sorriso triste.

— Alguém quebrou seu coração recentemente? — Justin disse em tom de brincadeira, mas eu sabia que ele queria saber a resposta. Eu só não estava pronta pra contar para ele sobre os desastres de minha vida ainda.

— Algo do tipo — revirei os olhos, voltando a olhá-lo — Você não está com medo?

— Morrendo — Bieber me abraçou mais forte, como se quisesse me proteger de alguma coisa, e eu deitei minha cabeça em seu ombro, me aconchegando na curva de seu pescoço. O cheiro de sua pele era tão bom e o calor e a segurança de seus braços me faziam querer ficar ali para sempre — Estou com medo porque quero muito que isso dê certo para nós. Eu realmente gosto de você, Bliss, sei que sou um merda na maior parte do tempo e que não te mereço, mas vou fazer o possível pra não te machucar.

— Eu também gosto de você — sussurrei, acompanhando com a ponta de meu dedo indicador o traço de uma de suas tatuagens. Eu amava os desenhos e a tinta que cobria a pele bronzeada de Justin, queria perguntar qual era o significado de cada uma das tatuagens, mas assumi que aquilo seria um pouco invasivo.

— Entendo que você não está preparada agora, acho que também não estou — ele continuou — Acabei de sair de um relacionamento que era cheio de merda e não quero cometer os mesmos erros com você. Que porra, eu não posso cometer os mesmos erros, você não merece isso. Nós podemos ir devagar.

— Sério? Você não se importa? — eu tinha certeza que Justin podia ouvir o alívio em minha voz.

— Claro que não, baby — ele riu, depositando um beijo em meus cabelos — Acho que vai ser ótimo. Nós podemos começar de novo, vamos ter um maldito primeiro encontro de verdade e essa baboseira toda — Justin murmurou e foi minha vez de rir, me afastando o suficiente para olhá-lo nos olhos.

— Obrigada, você é incrível — selei nossos lábios demoradamente, me sentindo bem melhor agora que tínhamos conversado.


(xxx)

CAPÍTULO 18 - INSEGURANÇA

— Você ainda sente alguma coisa pela Addie? — me ouvi dizendo antes mesmo de pensar em abrir a boca.

— Por que diabos você quer falar sobre isso agora, Bliss? — agora sim, Justin tinha definitivamente se irritado.

— É uma pergunta simples, Justin, apenas responda. — Apesar de querer a verdade, eu estava com medo dela. Eu tinha quase certeza de que o que ele iria dizer não era o que eu desejava ouvir e que aquilo doeria pra caramba. Só estávamos naquele “relacionamento” há um dia, mas eu já estava alimentando meus sentimentos por aquele homem há muito tempo, mesmo sem perceber.

— Com quem eu estou aqui? — ele perguntou e eu franzi o cenho.

— Justin, isso não vem ao caso…

— É uma pergunta simples, Bliss. Apenas responda — Justin repetiu o que eu tinha dito antes, me fazendo revirar os olhos — Com quem eu estou aqui?

— Comigo — respondi contrariada, baixinho.

— Com quem eu passei o dia?

— Comigo.

— Sim, porra. Com você. Então não, eu não sinto nada que não seja amizade pela Addison, do contrário eu estaria com ela agora e não com você.

Eu cruzei os braços em meu peito e desviei o olhar, porque aquele idiota estava certo. Eu estava fazendo uma ceninha besta por nada, já que era obvio que ele vinha tentando me agradar desde ontem. Não tinha nada a ver com Addie. Sim, eles eram amigos e amigos compartilham as coisas, assim como eu conto tudo para Erin, Justin também poderia desabafar com quem ele quisesse. Até alguém que fosse sua ex-namorada. Eu podia sentir minhas bochechas corando violentamente, porque eu estava envergonhada de mim mesma por ter sido tão insegura.

— Desculpe — murmurei.


(xxx)

CAPÍTULO 19 - FOGO

— Começo na terça-feira — respirei fundo e mordi o lábio inferior. De jeito nenhum eu iria admitir que estava nervosa.

— O que? — Justin se meteu, franzindo o cenho — Você arrumou outro emprego?

— Sim, eu te disse que iria — dei de ombros.

— Por quê?

— Porque eu preciso pagar minhas contas, Justin — ri, bufando logo em seguida.

Assim como Erin, Justin tinha uma vida extremamente fácil, vinha de uma família com ótimas condições financeiras e provavelmente nunca tinha passado por dificuldades na vida. Vê-lo perguntando o porquê de eu ter arrumado um emprego era até cômico.

— Sim, baby, mas nós tínhamos um trato… — Bieber desviou o olhar da estrada para me olhar por um breve momento. Ele parecia confuso.

— Mas esse trato acabou já que não preciso mais te ajudar com Addie — expliquei — Ou preciso?

— Claro que não — ele bufou e observei seu maxilar ficando tenso.

— Então eu tenho um novo emprego — disse suavemente, apertando sua mão na minha. A última coisa que eu queria era ter minha primeira briga com Justin apenas algumas horas depois de termos nos acertado, com Erin vendo tudo — Não é grande coisa, Justin.

— É, deixe de ser um babaca — Erin riu.

— Porra, Erin, você é muito irritante — ele a lançou um olhar assassino.

— Você também não é a Miss Simpatia, Bieber — ela revidou.


É isso, gente. Ficou grande pra porra, é mais fácil vocês lerem tudo de novo do que esse “resumo”, mas espero ter ajudo algumas de vocês a relembrar o que estava acontecendo antes do meu sumiço. Talvez eu faça um post explicando porque sumi e tal, mas é meio pessoal, então quem quiser saber pode me chamar e vir conversar comigo, sim?

Espero que alguém ainda acompanhe a história.

Amo vocês!

TQ IS BACK! ❤️
https://www.spiritfanfiction.com/historia/the-quarterback-3141874

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