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Análise - Power Rangers O Filme 2017

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Análise - Power Rangers O Filme 2017

O filme que estreou em 23 de março de 2017 aqui no Brasil, Power Rangers, foi um grande salto para a Saban. A obra conseguiu trazer muitas pessoas para o “lado Ranger da Força”, uma vez que as personagens foram muito bem desenvolvidas e o laço entre o grupo de heróis tornou-se mais real aos olhos do telespectador.

O longa conta a história de cinco adolescentes (não tão exemplares quanto no original e icônico Mighty Morphin Power Rangers) que, por obra do destino, encontram as pedras de morfagem e passam a trabalhar juntos para proteger Angel Grove, cujo cenário é a cidade canadense de Stevenston, local que também deu lar aos personagens da série de TV americana Once Upon a Time.

O filme trouxe vários pontos positivos que me chamaram muito a atenção, e quero compartilhar tais aprendizados que tive no cinema e assistindo outras vezes na minha própria casa com vocês.

Antes da análise, eu peço a vocês que abram o coração para o que estarão lendo. Uma ideia muito importante para se carregar durante a leitura é que, por mais que tenhamos nos identificado mais com um ou dois Rangers, todos os cinco existem dentro de nós. “Ué, mas como assim?” Não se preocupem, vão entender enquanto estiverem lendo.

Aviso dado, vamos ao que importa!

Logo no início, temos Jason causando problemas. Confesso que tive dificuldades de compreender esse sujeito, e ainda tenho. “O que faz alguém jogar tudo no lixo da forma que ele fez?” Vamos analisar a situação: Jason é a estrela do colégio. Sempre teve tudo, e com mérito, mas e daí? Ele não tem uma motivação que o faça se esforçar. E então vai parar na detenção, onde conhecemos outros três integrantes do grupo. Mais tarde ele aprende a ser o líder que os Rangers precisam que ele seja. “Liderança não é fazer com que os outros façam coisas, mas os incitarem a QUERER fazer coisas boas”, essa frase é de um grande navegador, Shackleton, e é isso que Jason demonstra. Ele motiva os Power Rangers.

Pensando em nós mesmos: quando não temos um Norte para seguir, uma motivação, costumamos fazer muita besteira. Mente vazia é ruim, mas uma mente cheia de PENSAMENTOS vazios é pior ainda. Precisamos de algo dentro de nós que nos impulsione para frente.

Billy, o mais carismático e que conseguiu arrancar risadas (e lágrimas) da plateia, é um jovem cuja inocência e bondade faz com que seja impossível não se apaixonar por ele. O autismo, que acredito que seja Síndrome de Asperger, o impede de entender ironias. Percebemos, durante a história, que o Ranger Azul tem uma grande admiração por Jason e por toda a equipe, e isso o faz lutar para que seja melhor, para que seja digno como seus amigos. E ele consegue.
Dentro de cada um de nós existe um “Billy”, a bondade genuína, de querer fazer o bem sem querer nada em troca. De ver grandeza em coisas “pequenas”.

Trini é uma personagem bastante complicada. Problemas com a família. Seu silêncio. Suas barreiras. Ela começa como uma pessoa que busca a todo custo se afastar, não criar laços com as pessoas. Ela apresenta uma indiferença que é interessante de analisar: na cena em que todos tentam entender o que aconteceu com eles, o que são as pedras coloridas que Billy encontrou, ela resiste. “I don’t know what is going on, and I don’t wanna know”. Quantos não agem desta forma? Me apresento como um exemplo, estou no meu terceiro ano do Ensino Médio e a ideia de mudança, de sair do ambiente escolar e ir para o curso superior, me apavora. Sair da minha zona de conforto, daquilo que eu conheço tão bem, e ir para o desconhecido. E é natural a resistência à mudança, o medo do desconhecido é humano, ainda que nos sintamos muito atraídos por ele, o tememos.

Kimberly Hart, a “Queen Bee” do colégio até fazer algo horrível que a faz ser excluída do grupo de “amigas” que ela tinha. Em uma entrevista, a atriz Naomi Scott, definiu a personagem no início do filme como uma pessoa rasa que convivia com pessoas rasas. Nada era real. E com o decorrer da história ela cria laços verdadeiros com os Rangers, em especial com a Trini e com o Jason.

E é verdade, muitas vezes nos importamos mais com coisas fúteis do que com a essência. Precisamos, assim como Kimberly fez, aprender a “dar valor ao que tem valor”.

E não pode faltar o Ranger Preto, Zack. Isolado por opção, um “Lobo Solitário”, “louco”. Mais tarde nós entendemos o seu comportamento como consequência do medo de perder sua mãe, e com o tempo, Zack não tem mais tanto medo. Não significa que ele passou a amar menos a sua mãe, de forma alguma, mas ele amadurece e lida melhor com a ideia de perder alguém. E como seres humanos, é natural sentirmos medo, mas fazer como Zack fez, se excluir, não fazer amigos… isso não é saudável, e mesmo que aconteça, é possível reverter a situação.

Existem alguns momentos do filme que são interessantes de serem analisar, como a questão das armaduras. Quando os adolescentes pedem pela armadura, Zordon diz que as armaduras já estão dentro deles. E essa é uma analogia muito bacana, pois normalmente as armas e as armaduras representam nossas próprias virtudes, e dizendo que já estão dentro de cada um deles é a revelação direta desta interpretação. Mas a forma de utilizar as virtudes é pensando uns nos outros, deixando suas barreiras de lado. Que profundo, né? Eles precisam parar de ser cinco e passar a serem um.

E quando o Zack pega o Zord dele e quase mata todo mundo!? O Zord potencializa o que há em você, e Zack não estava morfado. Ou seja, o Zord NÃO potencializou a melhor parte do nosso Ranger Preto, e por isso que ele fez tanto estrago. Mas quando é o melhor deles, essa potência se torna crucial para derrotar o Goldar.

Outra cena que vale ressaltar é a de Kimberly com Jason, na qual ela conta o que a fez ir para a detenção. E uma frase de Jason é muito marcante: “Não é por que você fez uma coisa horrível que você seja uma pessoa horrível. Apenas seja a pessoa que você quer ser.” E esse é um ensinamento para todos nós. A primeira pessoa que deve nos perdoar, somos nós mesmos. É uma questão de Identidade. Quem sou eu? Quem eu quero ser? É uma reflexão muito bacana que o filme nos traz.

Chegamos então à conclusão de que a grande mensagem que o filme nos traz é a Unidade. Se conectar com os outros pelas virtudes, por aquilo que há de mais nobre em nós. “Tudo o que falamos antes, não importa. Isso, isso aqui importa”. O momento de verdadeira unidade, em que passamos a ver o melhor dos outros e nos tornamos mais do que um grupo de amigos, nos tornamos uma família.

Que tal trabalharmos a Unidade, para ascender os Rangers que existem dentro de nós?



E você? Aprendeu o que com o filme?

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