História 7 Days - Capítulo 4


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Categorias Stray Kids
Personagens Han Ji-sung, Lee Min-ho, Personagens Originais
Tags Jisung, Minho, Minsung, Stray Kids
Visualizações 39
Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de quase um mês sem vergonha na cara, voltei hi. Se quiserem ouvir minhas desculpas, estará nas notas finais. Enquanto isso...

Boa leitura :3

Capítulo 4 - Flores


Hoje o dia realmente não era dos melhores.

Já não bastava eu ter fugido do meu casamento, me abrigado na casa de um Mago, e há – aproximadamente – dois dias ter tido o meu pior pesadelo de todos: ir na cidade baixa. Sem falar do fato de eu ter quase me desidratado e chorado nos braços de um completo desconhecido.

Fui acordado com cuidado hoje. Com um cabo de vassoura nas minhas costas. Acordei gemendo de dor, foi uma experiência agradável.

E nesse exato momento, estava com a cara inchada, os cabelos para cima e com muita disposição, enquanto segurava uma roupa de jardineiro.

- Qual é a porra do seu problema? – Olho para aquela roupa mais uma vez, tentando ver se eu não estava sonhando ainda.

- Então, eu vi que ficou mal com todos os acontecimentos. Eu realmente não imaginava que fosse tão sensível. Pensei que iria demorar para absorver tudo aquilo... Me desculpe. – Diz ele de forma pesada, suspirando no final.

- Realmente tocante, mas o que uma roupa de jardineiro e uma marca vermelha nas minhas costas tem a ver com seu pedido de desculpas? - Olhei para ele no meio do meu quarto, vendo ele abrir um sorriso muito aberto para o meu gosto.

- Vamos praticar jardinagem! Sabe, quando eu era mais jovem, era isso que me animava. Acho que pode surtir efeito em você!

- Ah sim, ficar no meio do sol, enfiando a mão na terra e espirrando realmente anima as pessoas.

- Que mau humor. Vista-se, você não tem como escolher mesmo. Você mora embaixo do meu teto agora. – E ele apenas saiu, fechando a porta.

Acabo por pegar a roupa, entrando no banheiro. Não iria me trocar no quarto, já disse que tenho medo dele ser um tarado? Pois se sim, repito. Depois de vestido e em uma tentativa de arrumar o cabelo, me olho no espelho. E cara, eu estava em uma linha tênue entre o bonito e ridículo.

E quando menos eu percebi, estava em frente a uma mini plantações de flores a cinco passos da montanha que ele morava.

- Vamos começar! Tenho várias mudas de flores novas. – Assim ele se abaixa, começando a cavar. Eu realmente nunca achei que iria me submeter a algo assim.

Me abaixo ao lado dele, observando ele fazer.

- Espera, você não poderia apenas jogar uma magia e enfiar a flor aí? – Pergunto sem entender, vendo o tal Mago concentradíssimo fazendo aquele trabalho cheio de terra e nojento.

- Até poderia, sei manipular a natureza. Mas eu sempre fiz manualmente, qual a graça?

- Sempre quando? Você era jardineiro antes de... Virar um mago? – Nunca tinha parado para pensar que ele teve uma vida antes de morar em uma montanha.

- Ah não, vim de uma família de nobreza do outro reino. Minha irmã mais velha ficava quase todo tempo fora, tendo aulas de etiqueta. Eu era bem entediado, então... Ficava cuidando do jardim. Era divertido. E ainda é.

- Entendi. Espera! – Exclamo alto, vendo ele dar um mini pulo no lugar. – Você disse que viveu na cidade baixa. Qual a lógica?

- Ah sim. Fui expulso de casa. Foi um dia extremamente trágico, tinha apanhado da minha mãe... Não lembro o motivo. E no final do dia, meu pai foi tirar satisfação comigo, e quando ele foi me bater, minha irmã interferiu. Parecia cena de filme. Assassinei ela sem querer. Os poderes de Mago são realmente surpreendentes.

Parando para pensar, fazia sentido. Todos que desenvolveram poderes, em toda a história da literatura, passaram por um problema extremamente difícil. Normalmente envolve a morte dos pais. Até porquê não teria graça um riquinho mimado ter poderes.

Agora faz sentido porquê eu não tenho poder nenhum. E nem relevância. E provavelmente nunca terei nenhuma história protagonizada por mim. Eu sou realmente inútil né?!

- Eu acho que lembro de um caso assim. Um menino de família nobre tinha matado a irmã e foi deserdado. Foi um escândalo. Mas... Por que eu não consigo lembrar do nome de ninguém? E nem dos rostos? – Falo fazendo um enorme esforço para lembrar de mais alguma coisa, falhando miseravelmente.

- Eu voltei no tempo, concertei isso. Ela está viva agora. Eu continuo deserdado. Mas não me importo. Acredite, você não é o único com arrependimentos.

- Você pode fazer isso?! Trazer alguém da morte para vida? Você é incrível. – Nos olhamos por poucos segundos, sentindo o meu rosto e provavelmente o dele também, ficar levemente quente. Patético.

- Não é exatamente isso. Apenas mudei os planos desse dia. Foi uma mudança drástica de acontecimentos, mas depois que descobri que podia mexer no tempo, foi a primeira coisa que pensei. – Assim ele me entrega a pá, e começo a cavar logo em seguida, muito entretido no que ele falava para pensar na nojeira que era aquilo.

- E como ela está agora? Ela lembra de você? – Digo repetindo os mesmos movimentos que ele naquela terra.

- Ah, acredito que bem. Não muito, ela pensa que eu morri. Foi o que meus pais contaram quando eu saí de casa. Me dói um pouco, mas prefiro que eu esteja morto para ela, do que ela esteja morta para mim.

- Essa história é muito trágica. Quando eu voltar a ser príncipe, posso achar essa menina, e então vocês dois podem se encontrar! – Falo animado, terminado de colocar a muda da planta ali.

- Nem pense nisso, lembre-se que vai voltar no tempo. Não mecha em nada que não deve. Oh, você é muito bom nisso! – Olhamos ao mesmo tempo para onde eu estava com as mãos a pouco tempo.

Sorrio levemente para a terra, parando logo em seguida. Estava me tornando um hippie? Olho para ele, vendo que ele me olhava sorrindo.

Desvio o lugar sentindo um certo pânico, olhando para os meus pés. Não tínhamos intimidade para trocar sorrisos! Definitivamente não.

- Hum... Eu estava pensando, você deveria fazer uma lista com as coisas que deve e não deve interferir no tempo. Assim, quando você voltar, saberá tudo que deve fazer.

- Acha que eu vou ser tão burro assim que vou esquecer? – Pergunto levemente indignado, cavando mais uma vez para colocar mais uma muda.

- Não foi isso que eu quis dizer. Para ter maior auxilio. Sem falar que você fugiu do seu casamento, me parece meio impulsivo.

- Bem, me parece uma boa ideia. Quero voltar para o dia que encontrei minha amiga. Foi logo depois desse episódio que tudo começou a desandar.

- Entendi. Tenho alguma memoria forte desse dia?

- Acho que não... Hum! Tenho sim, foi no dia do Massacre dos 98. Ah, lembro muito do desespero. Para que?

Assim ele começa a rir, parecendo que eu tinha contado a piada mais engraçada do mundo. Estou começando a achar que esse cara ‘tá me tirando para otário.

- Que foi? – Digo finalizando mais uma muda, sem entender nada. Esse cara além de manipular planta, fuma elas também?

- Massacre dos 98. Esse dia... Ah. A vida é cheia de coincidências né?

- O que tem o Massacre dos 98?

- Um dia eu te conto.

- Imbecil. – Reviro os olhos, largando a pazinha. Aquilo era cansativo, mesmo que eu só tenha feito duas plantas.

- Minho, quer ver algumas flores? – Convite estranho, mas aceitei. Ele era estranho.

Nos levantamos, andando para um outro lado daquele jardim estranho. Okay, agora sim eu estou realmente chocado com magia.

Eram diversas flores, de milhares de cores diferentes, formando algo tão belo que era impossível que a natureza tenha feito algo assim. Parecia um enorme mural, formando uma espécie de triangulo – illuminati talvez? – com algumas flores maiores que as outras.

- Isso é muito bonito. Como conseguiu?!

- Foi a própria natureza. E um pouquinho de manipulação minha, admito. Essa flor era apenas rosa, mas ela ficou arco-íris com um pouco de água manipulada. E eu mudei um pouco o formato desse mural. Antes ele era meio indefinido.

- Nunca achei que flores fossem realmente bonitas. Parecia mais um enfeite na mesa de jantar. – Me aproximo, tocando em algumas delas.

- Você tem que reparar em pequenos detalhes. Tudo para você sempre foi muita riqueza e coisas grandes, mas a vida não é feita apenas disso, princeso. Não precisa usar uma coroa de ouro na cabeça para se sentir especial.

Sorrio fraco, ainda olhando para as flores. Assim ele arranca várias delas, me fazendo o olhar horrorizado.

- E a parte das coisas simples da vida?! Pra’ que isso?!

Com apenas um estalar de dedos, fazendo as flores se transformarem em uma espécie de arco. Uma coroa de flores.

Ele se aproxima levemente, esticando os braços para não ficar muito próximo de mim, arrumando ela na minha cabeça.

- Viu? Não precisa de uma coroa de ouro para ser especial. Uma coroa de flores fica muito melhor em você.


Notas Finais


Assim... Juro que não sou de começar uma fanfic e esquecer ela. Eu tenho uma saúde meio frágil, uma doença neurológica aí e uma enxaqueca muito fodida. Então, pode acontecer dessas pausas bruscas de tempo (e tava na época de provas, foi foda). Mas juro que sempre vou voltar :3

Sem falar que nem preciso comentar desse mês de outubro que mais pareceu um pesadelo na vida dos kpopers né?

Apenas uma coisa: PARA SEMPRE OT9 :3

Enfim, juro que não vou demorar muito, estou lindamente passada rs e com bastante tempo livre agora!

Esperem ansiosos para os próximos capítulos. Desculpa pela demora.

Obrigada por lerem :3


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