História A Bênção do Mal - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Mistério, Original, Romance, Sobrenatural, Terror
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Palavras 1.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Este capítulo contém apenas a apresentação e o início da história. A trama principal provavelmente começará daqui a alguns capítulos mais. Então tenham paciência! Espero que gostem! E por favor, se gostarem, divulguem para alguém que você ache que irá gostar também. É muito importante para mim. Muito obrigada.

Capítulo 1 - PLOP


Fanfic / Fanfiction A Bênção do Mal - Capítulo 1 - PLOP

A Escola Preparatória Pilgrim é uma escola religiosa da família tradicional e que preza os bons costumes. Meu nome é Wood Pilgrim, tenho 14 anos, tenho cabelos castanhos e cacheados, olhos azuis e meu físico não é lá essas coisas, pois sou um pouco acima do peso, mas isso não me abala nem um pouquinho! Moro neste colégio desde que me entendo por gente, desde bebê mesmo! Segundo a madre superiora, eu fui achado na porta do colégio, era um bebê fofinho, gordinho e bonitão! Certeza de que eu faria sucesso com todas as bebês da época se aqui também tivesse um berçário! Mas como não tinha nenhum berçário, não rolou.

O que mais me intriga é como eu vim parar na porta da escola. A escola fica na região rural da pequena e esquecida cidade de Pilgrim, que foi fundada por um grupo de peregrinos, como sugere o nome. Enfim, alguns deles ficaram morando na cidade enquanto outros saíram no objetivo de fazer a cidade crescer. Então, foi fundada na cidade grande, a “Intercorpus Pilgrim”, essa empresa faz tipo, tudo nessa cidade! E inclusive é dona da maioria das coisas! Inclusive quase dona da minha escola, sinto que falta pouquinho mesmo para a madre se render ao triste mas eficiente, capitalismo. Mas voltando a minha história...

Meu palpite é que com certeza meus pais eram agentes secretos do governo e tinham uma vida perigosa demais para cuidarem de mim! Mas enquanto não voltam para me buscar, eu fico no cuidado da minha “mãe”, a Irmã Dorothy. Ela que me encontrou e me deu um nome, então é como se ela fosse a minha segunda mãe. Ela é doce, mas as vezes é bem rígida comigo por eu ter uns gostos considerados peculiares por aqui. Eu gosto muito de histórias em quadrinhos, principalmente as do “Motoqueiro Fantasma”, consideradas do tinhoso pela administração do colégio. Eu possuo apenas duas edições, e não tenho dinheiro para comprar mais. Além de que acho que a reação da madre não seria muito amável se eu chegasse em sua sala dizendo uma “blasfêmia” dessas. 

Apesar de eu ter apenas duas edições, elas são como um “passaporte” para a interação social. Como não podemos fazer quase nada aqui pelas regras, as vezes eu e outros garotos nos sentamos na cantina e lemos pela milésima vez, nunca nos cansando até alguma das irmãs não chegarem e estragarem a nossa diversão. Uma vez nos pegaram, e eu tive de implorar para não a jogarem fora! Eu também tenho revistas “Playboy” em meu dormitório, mas estas eu nunca empresto para ninguém, então apenas eu e meu melhor amigo, Henry, temos contato com elas.

PILGRIM, 08 DE OUTUBRO DE 2014

É intervalo, e como sempre, eu e os meus “amigos” estávamos na cantina lendo Motoqueiro Fantasma, vidrados como se nunca tivéssemos passado os olhos pelas figuras e os balões de texto antes. Como fazia um mês do começo do ano letivo, eu havia feito mais alguns novos companheiros de leitura, o que é bom. Na verdade, é ótimo! Sempre me sinto “o cara” nesses momentos! Mas infelizmente, esse momento havia sido interrompido pela Irmã Luisa, que bateu as mãos com força na mesa, o que me fez esconder a revista atrás de mim na mesma hora enquanto os meus antigos amigos se afastavam aos pouquinhos. 

-Wood! O que já dissemos sobre esse tipo de leitura no colégio?!

Ela não aparentava estar furiosa, mas ainda me dava medo. Eu ainda queria me sentir o cara, então obviamente, eu me defendi.

-Hum... Que julgar ao próximo é pecado?!

Dei um sorriso meio torto, mas assim que ouvi a risada dos garotos, me senti mais confiante, “suspirando por dentro”. A freira me olhou com um olhar de reprovação e fez que não com a cabeça, se afastando. Eu fiz bico por ela estar na minha cola, mas logo aquele sentimento passou assim que a porta do refeitório foi aberta.

A porta revelou uma garota que estava acompanhada por freiras, e pela sua expressão, parecia estar encrencada. Mas cara, que garota. Fiquei hipnotizado pelos seus lindos cabelos cor de fogo. Seu rosto havia algumas sardas na região dos olhos, e aqueles olhos azuis? Caramba, me senti mergulhando neles... Acho que mamãe tinha razão quando dizia para mim que anjos existem... Fiz o sinal da cruz de tão encantado que eu estava, aquilo não era de Deus...
Mas por que teria se encrencado? Estava tão perdido em meus pensamentos que já estava com a revista à vista novamente enquanto a ruiva passava por mim.

-Legal...

Espera, o quê?! Quem disse isso?! Levantei a minha cabeça e me deparei com os olhos dela sob a revista. E também o sorriso dela. Um sorriso desajeitado e atrevido. Me deu vontade de beijar aqueles lábios para saber o gosto dos lábios dela. Seriam doces? Ou teriam gosto de hortelã? Eu aposto na hortelã! Foi nesse momento que percebi porque ela se encrencara. Tinha um maço de cigarros em mãos, mas não era por isso. Em seus dedos de sua mão direita haviam vários anéis de prata.
Por algum motivo, nossa escola tinha uma regra esquisita em relação à prata. Sem prata. E principalmente, sem cruzes de prata. Era isso. Os alunos que eram encontrados com alguma coisinha de prata eram severamente punidos. A madre dava a desculpa que era para a segurança da escola e de nossos pertences. Mas, se era assim, por que punir exageradamente os alunos que possuíam pertences de prata? E qual o problema da madre com as cruzes de prata?

Não vi a garota até o resto do dia, talvez fosse porque as turmas de meninos e meninas eram separadas. Eu entrei no meu dormitório ofegante e tranquei a porta por ter matado a aula de educação física. Eu abomino essa aula... Me sentei na cama e respirei fundo. Era hora de ter minha hora do dia “particular”. Guardei as revistas do Motoqueiro Fantasma e tirei a minha PlayBoy do esconderijo. A abri e comecei a folheá-la.

PLOP

O barulho do estouro fez-me assustar. Olhei na direção do som, e vi uma figura que já conhecia. Mascando um chiclete e com um cigarro aceso entre os dedos, estava sentada sobre a minha janela, a garota dos meus sonhos. 


Notas Finais


Ainda não sei se postarei na semana que vem, pois tenho provas finais e preciso estudar e me concentrar. Provavelmente terá um capítulo novo no sábado! Então peço novamente, sejam pacientes!


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