História A Complicated Love - Capítulo 26


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Drama, Originais, Romance, Violencia
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Palavras 2.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa Leitura.

Capítulo 26 - I Don't Like Them



Minha vida continua, a mesma. Complicada.

Peter estava um pouco distante esses dias.
Só dizia no máximo um "Oi" ou "Bom dia".

Marie brigou de novo com Matt, mas eu tenho certeza que não deve durar muito essa palhaçada.
Eu tento sempre ficar longe de Harry, pois sempre que estamos juntos, eu vejo o olhar triste e desapontado de Peter sobre mim, o que me corta o coração.

Minhas cicatrizes do hospital estão quase boas, e as de Matt também.
É bem estranho ficar perto dele.
Eu sempre penso que...ele poderia não estar mais aqui se eu não tivesse o impedido.
É assustador.

Simon continua estranho e me ameaçando.
Eu não sei mais o que fazer em relação a isso.
Ele é perigoso.
Não é só uma ameacinha de expulsão.
É uma ameaça de vida.

Entro na escola.
Vejo todas as pessoas animadas andando pelos corredores.

As férias de verão já estão chegando, e todos estão ansiosos e animados por isso.
Menos eu.

Suspiro e abro meu armário.

Pego meu livro de Sociologia e o sigo até fora da escola, já que tenho ainda quinze minutos antes da aula começar.

Me sento apoiada em um árvore e jogo minhas coisas na grama.

Harry agarrava uma loira qualquer a poucos metros de distância.
Franzo o cenho e procuro Peter com os olhos, que conversava com Den, mas com os olhos nos dois pombinhos.
Sinto um grande ódio de Harry assim que volto meu olhar para ele.
Ele não tem culpa de Peter estar mal, mas...ele é um idiota. De que adianta pegar geral e não se sentir feliz completo por dentro. O que aconteceu com "O mocinho conhece a mocinha e eles vicem felizes para sempre"?
Na verdade, eu acho que a deslocada aqui sou eu.

Olho para trás da árvore e vejo Matt sentado sozinho em um banco.
Pego minhas coisas e sigo até ele.

-Elize: Oi!

Digo enquanto sorrio.
Ele continua encarando o chão.

Me sento ao seu lado e jogo minhas coisas do lado do banco.

-Elize: Tudo bem.

Coloco minha mão em seu ombro.

-Matt: Ela...ela ficou irritado comigo por nada!
-Elize: Tentar tirar a própria vida não é nada, Matthew.

Digo, séria.
Ele revira os olhos.

-Matt: Eu não sei mais o que fazer.
-Elize: Vocês sempre dão um jeito. Não vai ser diferente dessa vez.

Ele abaixa a cabeça.

-Elize: Matt?

Digo assim que escuto alguns soluços vindos dele.

O abraço sem pensar duas vezes.

-Matt: Eu sou...um idiota!
-Elize: Achei que a gente já tinha superado essa parte, Matt.
-Matt: Você não entende! Eu...Marie precisava de mim! Eu...eu não a ajudei! Eu não fiquei do seu lado! Eu não a mereço! Eu não mereço ninguém, para falar a verdade.
-Elize: Você pisou na bola...diversas vezes para falar a verdade...

Ele tira as mãos do rosto me encara.

-Matt: Qual é o seu ponto?
-Elize: ...bom, todos pisamos na bola, Matt. O importante é não insistir no erro.

Limpo suas bochechas com as mãos e o encaro em seguida.

-Elize: Vai falar com ela. Ela também está quebrada por dentro, triste. 

Marie realmente está.
Ela desde o dia do hospital, não derrubou uma única lágrima.
Está guardando tudo pra ela, isso não é bom.

-Elize: As vezes tudo que precisamos é um rosto amigo, alguém em quem confiar, nossa âncora.

Sorrio amigavelmente.

-Elize: E quando percebemos, todos os sentimentos ruins somem.
-Matt: Quem é a sua âncora?
-Elize: O quê?
-Matt: Quem é a sua âncora, Elize Brice?

Rio.

-Elize: Eu não sei...acho que...Marie.
-Matt: Não vale! 

Rio de novo.

-Elize: Por quê?
-Matt: Porque eu preciso que ela seja a minha.

Ele sorri.

-Elize: Ok. Fique com a donzela, eu dou um jeito.

O sinal toca e nós dois pegamos nossas coisas e levantamos.

-Matt: As vezes acho que você dá vários conselhos a todos, mas não segue nenhum deles.

Rio.

-Elize: Por que acha isso?
-Matt: Não é óbvio?

Ele beija minha minha bochecha e se afasta.

-Matt: Até o intervalo!

Minha mochila desliza pelo meu braço até cair no chão.
Eu continuo parada que nem uma idiota enquanto as pessoas continuam passando por mim.

O que é isso?

-Harry: Liz...?

Pisco algumas vezes antes de focar minha atenção em Harry.

-Elize: Oi?
-Harry: Por que você está ai parada?
-Elize: É...eu...eu...

Ele ri.

-Harry: Vamos pequena.

Ele passa a mão pelo meu ombro e nós dois andamos até a sala.

(...)

Elize...

Escuto de longe.

-Chris: Elize!

Sacudo minha cabeça e encaro a professora.

-Elize: Desculpa. Fale.
-Chris: Poderia nos dizer a sua opinião sobre o tópico que está no quadro.

Olho para o grande quadro negro.
Havia escrito a palavra "Amor" no quadro.

Arregalo os olhos.

-Elize: Sério mesmo?
-Chris: O que disse?
-Elize: Nada.
-Chris: Então por favor, trate de dizer logo seu ponto de vista.

Suspiro.

-Elize: Certo...o amor é...algo que não podemos controlar. Algo que...surge dentro da gente rapidamente, mas que demora muito para sair. Muitas vezes é errado, ou só mesmo muito impossível de se concretizar. É uma droga pra falar a verdade, principalmente quando você sabe que nunca vai ser correspondido, ou que...você magoa uma pessoa ao gostar de outra, e vice-versa. Mas, não acho que seja tão ruim assim, porque de certo modo ele da graça a vida.

Todos, inclusive a parte do nosso "grupinho" que estava presente, me encaram.
Alguns riem, e outros só me olham chocados.

-Elize: Eu falei alguma coisa errada?

Pergunto para a professora.

-Chris: Foram bem bonitas as suas palavras Elize...mas o tema da nossa aula não era esse...

Franzo as sobrancelhas. 

-Elize: Como assim!?

Encaro o quadro negro.

-Elize: Ah, droga...

Assim que digo isso, grande parte da turma cai na gargalhada.

Eu sou cega ou o quê?
Não era "Amor" que estava escrito no quadro, e sim "Dor".

Abaixo minha cabeça na mesa e me questiono porque eu não continuei dormindo ao invés de vir para esse inferno hoje.

-Chris: Ok, ok! Chega, pessoal! CHEGA!

Todos se quietam quando a professora eleva a voz.

-Chris Não foi total perda o que Elize disse, na verdade foi bem construtivo, porque se pensarmos de um certo modo, Dor e Amor caminham juntos.

Todos, inclusive eu, encaramos atentos a professora.

-Chris: Nos sentimos mal, decepcionados, doloridos, não só fisicamente, mas mentalmente também. E o amor pode sim ser um dos causadores disto. Assim como muitas outras coisas que presenciamos no nosso dia à dia .

(...)

Guardo meu material na mochila e ando até a porta da sala.

-Chris: Ei!

A professora me chama.
Me aproximo dela.

-Elize: Sim!
-Chris: Queria te dizer que, é normal isso que está sentindo, e que não é o fim do mundo.

Sorrio nervosa.

-Chris: Eu já tive a idade de vocês, juro, e sei como é se apaixonar de repente por uma pessoa, e achar que sua vida não faz sentido longe da mesma, mas não precisa ter medo. Se for para dar certo, vai dar. Você pode ter certeza.

Ela sorri, e eu retribuo verdadeiramente desta vez.

-Chris: Vai lá. E...se quiser conversar, eu estou aqui!

Eu afirmo com a cabeça e saio da sala.
Meu dia não pode ficar pior.

-Harry: Elize Brice apaixonada?

Harry se aproxima de mim, rindo.

É, eu acho que dá pra piorar.

-Elize: Quem disse que eu estou apaixonada, idiota?
-Harry: Está escrito em sua cara, pequena.

Abaixo a cabeça e bufo.

-Elize: Será que pode fingir que eu nunca disse aquilo e simplesmente ir pegar uma das suas seguidoras devotas no armário do zelador logo?

Ele arregala os olhos.

-Harry: Não pode ser...
-Elize: O que foi!?

O encaro, confusa.

-Harry: Você está com CIÚMES! De MIM!

Ele diz sorrindo.

-Elize: Mas que palhaçada é essa, Harry Edward Stuart!?

Ele ri com a mão na cabeça.

-Harry: Eu não estou acreditando nisso...quer dizer, já é de se esperar não é? Porque, vamos lá, olha para essa pessoa aqui!

Ele diz apontando para si mesmo.

-Elize: Eu ainda não to acreditando nessa sua autoestima que maior que você, seu imbecil...

Ele sorri.

-Harry: Vem aqui, vem.

Ele tenta se aproximar de mim, que me afasto na mesma velocidade.

-Harry: Vem que o Harry é de todo mundo!
-Elize: Para com isso, seu idiota!

Falo tentando ao máximo fugir dele.

-Elize: E outra coisa, é ridícula esta tua frase ai.

Falo rindo, e em seguida esbarro em alguém.

-Elize: Ah, me desc...

Era Peter.


Ah, droga.

Tiro imediatamente o sorriso do rosto.
Ele continua a andar sem me olhar.

-Harry: O que há com o pequenino ali?

Harry aponta para Peter, que já estava distante.

-Elize: Nada...

Ajeito minha mochila nas costas.

-Elize: Eu já devo estar atrasada para a aula.

Falo e me afasto de Harry, acenando.

Droga.
Droga.
Droga.
Droga.


Peter deve me odiar nesse exato momento. MAS EU NÃO GOSTO DELE! EU NÃO GOSTO DO HARRY! POR QUE ELE INSISTE NISSO?

Bufo e entro na sala de Filosofia.
O professor e o resto da turma me encara.

-Elize: Com licença.

Entro e me sento perto de Matt.

-Matt: Está tudo bem?

Ele sussurra.

Eu afirmo com a cabeça.

(...)

Sinto umas cutucadas.

Dou um pulo da carteira.

-Matt: Você dormiu quase a aula toda, Liz.

Passo a mão pelo rosto.

-Elize: Dormi?
-Matt: Dormiu.

Ele me puxa da cadeira.

O abraço e ele fica um pouco surpreso.

-Elize: Eu não sei o que fazer, Matthew.

Ele passa as mãos pelas minhas costas.

-Elize: Nada na minha vida da certo.
-Matt: Da sim. Vai dar. Você só tem que enxergar.
-Elize: Não! Nunca dá certo! NADA!
-Matt: Isso tem algo a ver com a aula de sociologia?

Arregalo os olhos.

-Elize: O quê? Como você sabe o que aconteceu lá?
-Matt: Eu estava lá, Liz.

Me solto dele.

-Elize: Mas...não é isso...eu acho que não...
-Matt: É sobre aquele cara, de novo?
-Elize: EU NÃO SEI!

Falo e me sento no chão, abraçando minhas pernas.

-Matt: Para com isso, Liz, venha logo.

Ele tenta me puxar, mas eu continuo parada.

-Matt: Vamos logo!

Bufo e me levanto.

(...)

Guardo minhas coisas para finalmente sair daquele inferno.
Hoje o dia foi péssimo.
Eu só quero chegar em casa e dormir.

Saio do prédio da escola e sinto alguém puxar meu braço.

-Elize: Me larga!

Simon coloca q mão em minha boca, e eu me calo?

-Elize: Simon?

Digo com a voz abafada em sua mão, ainda confusa.

-Simon: Precisamos conversar.

Ele tira sua mão de minha boca e me puxa para um outro canto.

-Elize: Simon, me larga por favor.

Ele me encara e sorri.

-Simon: Você sabe o quão linda é?

Fico paralisada.

Tento me soltar de seu braço, mas ele aperta ainda mais meu pulso.

-Simon: Você é perfeita.

Ele sorri, antes me me segurar pelas costas e me beijar.
Um estranho, horrível e assustador beijo.

Bato nele até que finalmente ele me solta.

-Harry: Ei!

Ouço Harry gritar.

Me viro, e ele vem em nossa direção.

Vejo que Simon o olha com desprezo.

-Simon: Saia daqui antes que acabe ruim para o seu lado.

Harry me puxa para longe de Simon e o olha no fundo dos olhos.

-Harry: Eu não tenho medo de você.

Ele diz calmamente e depois me puxa para o outro lado da rua.

Eu começo a rir.

-Harry: Qual o seu problema?

Ele diz, assim que para.

-Elize: Eu não sei...!

Meu riso rapidamente se transforma em um feio e patético choro.

Harry me abraça.

-Harry: Calma, se depender de mim ele nunca mais se aproxima de você.

O aperto.

-Elize: Ele...ele me beijou! Ele se aproximou de mim! Eu não quero isso! Eu não sei o que eu faço!

Harry engole a seco.

-Elize: Eu não quero que algo de ruim aconteça a você ou Marie...eu não quero...mas eu não aguento mais isso!

Falo, já me arrependendo. Eu sou muito egoísta. Eu sou um ser humano deplorável. 

Suspiro, e Harry continua quieto me abraçando.

-Harry: Não vai, nem comigo, nem com você.

Ele coloca minhas pernas em volta de sua cintura e eu envolvo seus braços em sua nuca.

(...)

-Harry: Ok, eu REALMENTE não aguento mais.

Harry diz e eu rio fraco.
Ele me solta no chão, e eu avisto a casa de Josh a poucos passos de nós.

-Elize: Obrigada pela...carona.

Ele ri de lado, e eu só continuo o encarando.

-Elize: É...

Nunca parei para pensar que seus olhos são tão lindo.
Parecem duas esmeraldas brilhantes.

-Harry: Liz...?
-Elize: Ah, sim.
-Harry: Vai ficar bem?

Eu fico parada.

Ele revira os olhos.

-Harry: Ok, eu te acompanho até a porta.

Coço a cabeça.

-Elize: O..Ok.

Pego minha chave e tento coloca-la na fechadura, mas erro, três vezes seguidas.

-Harry: Elize!? O que está acontecendo com você!?

Eu rio sem graça e ele pega a chave da minha mão.
Ele abre a porta sem dificuldades e eu entro.

-Harry: Aqui.

Ele me entrega a chave.

-Harry: Até amanhã!

Ele sorri e sai da frente da casa.

Mas que sorriso lindo, MEU DEUS DO CÉU!

O que eu estou falando? Qual é o meu problema?

Suspiro e subo correndo as escadas até meu quarto.

Vejo Harry pela janela do quarto.

Ele estava do outro lado da rua, vidrado em algo em seu celular.

Por que aquele idiota de repente ficou tão atraente?

Ah, droga.
 


Notas Finais


Muito obrigada a quem leu até aqui! Deixem seus favoritos e até o próximo Capítulo!


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