História A coroa - Capítulo 7


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Categorias A Rainha Vermelha
Tags Drama, Fantasia, Lgbt, Magia
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Palavras 6.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, LGBT, Magia, Romance e Novela, Saga, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem pelos erros, eu não tô afim de corrigir é isto

Capítulo 7 - O fim das rosas e o começo dos espinhos


Anna



Ele estava cego, tão cego por Augustus, eu não devia ter lhe deixado cegar por muito tempo, eu fui tola em não ver que já é tarde demais, eles já se amam e eu não impedi isto, o pensamento... aquelas palavras... frias como o inverno, eu odiava isso, odiava saber que parte disso é minha culpa, minha culpa por estar cega em meio as maravilhas de mármore e poder, mas não, eu não posso acreditar que eles realmente se amam, não posso acreditar que ele agora pertence ao rei, e não a mim, mas isso vai mudar, eu garanto que usarei todas as minhas malditas cartas na manga para poder tê-lo de volta.

Depois da meia-noite, costuma haver o toque de recolher onde todos vão para suas respectivas camas e quartos dignos de membros da realeza, no meu caso eu estava esperando Grace na biblioteca, presa em livros empoeirados e cheios de mofo, tão antigos e sem nenhum vestígio humano, os livros tinham pequenas teias em meio as páginas, eu me encontrava no canto mais isolado e  o mais refletor do antigo,  a parte mais isolada desta biblioteca e a menos vigiada, aonde ninguém procura livros do passado e coisas de séculos anteriores, onde todos anseiam sobre o atual com um toque do futuro que pode ser cruel, mas não para mim.

Ouvi alguns pequenos sons desconhecidos, não me lembrava alguém, mas Grace aparece como um fantasma quando tudo finalmente se apagava e o blecaute do castelo era só um pequeno começo, a garota parecia procurar uma estante especifica de livros, eu tentei lhe ajudar mas não sabia exatamente o que a menina de lábios carnudos procurava, então ela parou, em meio a maior estante de livros, a mesma puxou um livro na qual a capa tinha detalhes vermelhos e pequenas figuras prateadas, naquele exato momento, uma pequena porta na ala noroeste da biblioteca havia sido destrancada e fez um pequeno barulho em meio a pequena porta de madeira empoeirada e cheia de mofo,  o caminho que a entrada apresentava era silencioso e escuro em meio ao silêncio total do pequeno espaço que Grace e eu tivemos que passar, caminhamos no total, por 10 minutos em meio a escuridão completa daquele caminho sinuoso, não consegui ouvir nada durante toda a trajetória, apenas a minha respiração e a de Grace, eram os únicos sons que confortavam minha mente no caminho ao desconhecido.

Eu cheguei em meio a uma pequena sala, tão enorme quanto o salão de jantar real ou o jardim do palácio, a única coisa que iluminava aquele lugar era uma mesa no centro da gigante sala, com uma vela em cima da mesma, não me surpreendi quando Samantha apareceu em meio as sombras da escuridão, ela era boa em surpresas e eu havia notado o quanto seus interesses também eram bem camuflados.

━ Boo! é muito bom poder reencontra-la de novo, Srta. Blue, sinto muito por não sermos apresentadas antes.

A mulher de pele escura e bela brincava com o fogo daquela vela, apreciando a beleza da chama que podia ser tão mortal se estivesse no controle de um ardente, mas ao mesmo tempo tão exaladora de sua própria beleza, o poder de cristal também tem beleza, tem o encanto daquela magnifica arte, mas ele também pode ser mortal nas mãos de alguém como eu.


━ Não precisa se esconder Tyrone, ninguém aqui compartilha segredos nesse momento, não é verdade, família Vilps?

Uma leve brisa batia sobre meus ombros, a pequena luz iluminava dois rostos tão fáceis de reconhecer, a mãe de Tyrone possuía os mesmos cabelos cor de fogo que ele e também estava um pouco acima do peso como o garoto com quem eu briguei na arena em minha ultima batalha, ao lado da mulher que aparentava ter 38 anos, um homem extremamente magro e com cabelos escuros como a noite e olhos verdes como o ruivo surgia em meio a escuridão, foi um pouco chocante saber que uma das cinco casas de Thinylasny colaborava com a guarda vermelha, se o rei soubesse disso iria assassinar até o ultimo membro, eu já suspeitava de Tyrone, sempre estava perto de Grace e aparentava ser o melhor amigo dela, o que guarda seus segredos mais profundos, mas os pais... imaginar uma das cinco casas adotando essa ideologia é bem estranho, disfarcei um pouco o fato de eu estar surpresa e ninguém parece ter notado.

━ Parece que não sou o único que guarda segredos ━ Tyrone sussurrava

━ Bom, eu não vi aqui para ver dois recém adultos discutindo besteiras, vocês sabem porque vim aqui, e se não sabem, eu irei explicar...

Eu notei que Samantha amava fazer pequenas pausas em suas falas e deixar que todos nós digeríssemos aquilo por alguns poucos segundos e logo voltava, com as mesmas palavras difíceis de engolir e com um tom escolhido por sua voz para facilitar, sua mão prestava atenção no fogo ardente daquela vela que derretia aos poucos com o perfeito calor da chama de cor amarela avermelhada.

━ A cidade de Afrien é um ponto estratégico para a revolução, sendo a única cidade sulista prateada localizada na costa oriental de Thinylasny, Afrien é a cidade dos equipamentos e onde eles são decididamente distribuídos por todo o país...

As suas pequenas pausas eram insuportavelmente irritantes, ela se divertia com a curiosidade que pairava em todas as pessoas que ouviam suas palavras no seu tom doce e enganoso, esperando e segurando as palavras principais, eu sabia de seu foco e que o que iria dizer naquele momento seria o ponto que a mesma está tentando chegar.

━ Iremos roubar o armamento bélico de Afrien, se conseguirmos possui-las, a guerra na ilha do sul dá um grande passo para o fim, com a vitória em nossas mãos, mas para isso vou precisar de uma equipe, e tenho todas as pessoas que quero, com exceção de você, Garota cristal...

Eu sabia, sabia que ela precisava de mim, pude ver em seus olhos negros e pude enxergar que meu nome iria ser citado, eu já vi Afrien nos livros, dizem que é a cidade mais antiga de Thinylasny junto com Dinasty e que está viva a milênios, eu não sabia sobre o poder bélico, mas imaginar que eu pouparia milhões de futuros vermelhos á morte inevitável na terra devastada e calorenta do sul me causava uma sensação boa, pela primeira vez na minha vida eu estaria fazendo algo verdadeiramente revolucionário que não fosse fugir, ou fingir, esperar apenas para receber um nome sem ter feito nada.

━ Vamos invadir ao amanhecer, terão uma noite inteira para descansar-se e treinar para o meu primeiro desafio, não estamos na arena e não vão ser salvos por curandeiros a mando do rei, lembre-se, se isto falhar, nós todos caímos...

As palavras de Samantha soavam frias e fortes, como se seu olhar fosse capaz de nos matar e conseguir intimidar nossa alma, a força das suas palavras e de como ela conseguia atingir seus pontos sem devasta-los, ela era boa com palavras e eu precisava confessar isso, também sabe muito bem se esconder em mascarás perfeitas e trocar as mesmas na hora que ela quiser, mas eu conseguia ver através delas, e sabia o quão importante eu era para ela.

━ Gostaria de expressar mais algumas palavras, porém nós não temos tempo e o blecaute logo vai desaparecer, dando volta a luz do palácio, então... até o nascer da aurora, e, feliz aniversário adiantado, Anna Blue.

Em uma questão de segundos, a vela era apagada com um estalar de dedos e a escuridão se alastrava durante aquela sala, logo a mulher desaparecia em meio as sombras e todos fugiam em direção e campos diferentes, com um único proposito e objetivo principal, sem medo de ser morta e sem excitar em matar quando for preciso, não se trata mais sobre mim, sobre Jonas, ou sobre pessoas, se trata sobre uma nação inteira, se trata de vidas, e o sangue vai escorrer em meio as paredes se alguém tentar impedir o meu futuro de ser a verdadeira Rainha vermelha.


Jonas



Suas mãos percorriam o meu corpo e apreciavam as curvas do mesmo, seus olhos refletiam sua intensidade e me deixavam relaxado sabendo que eu estava seguro em seu controle, era a minha primeira vez, por isso os pelos dos meus braços arrepiavam com a suavidade e a frieza gélida de seu toque, Augustus usava apenas uma maldita cueca deixando a mostra o seu membro visível entre o tecido real, eu sabia que ele clamava e se excitava por mim, eu estava totalmente despido, meu corpo estava quase totalmente colado ao de Gus, meus lábios encontravam o dele e os seus beijos eram profundamente intensos e eu respondia a sua boca com a mesma intensidade que fazia comigo, eu podia sentir, podia sentir a sua respiração e o bater de seu coração, ele estava nervoso tanto quanto eu, provavelmente não era sua primeira vez mas era comigo, ele ansiava por isso á tempos e só eu sabia o quanto tive que resistir ao seu maldito charme.
 
━ Você realmente está pronto para isso? Eu...

━ Eu estou, você não precisa me tratar como um boneco de porcelana

O rei abria um sorriso malicioso e descia sua mão sob sua cueca, seus olhos grudavam nos meus e mantínhamos o mesmo contato visual, seus lábios eram mordidos por seus dentes e isso me excitava, seu pênis era grande, e grosso, minhas mãos corriam sob o mesmo, ele sentia o prazer do meu toque tanto quanto eu sentia o prazer em masturba-lo, o seu pau pulsava em minha mão, seus dedos queriam outra coisa e eu sabia disso, meus lábios se aproximavam de seu pênis pulsante ao ponto de eu poder chupa-lo, minha língua tocava primeiramente a cabeça do seu, o garoto segurava o meu cabelo extremamente curto com a adrenalina correndo em minhas veias, logo eu não estava chupando apenas a sua cabecinha, minha língua explorava toda a sua extensão e o garoto soltava pequenos grunhidos, pedindo por mais com o seu maldito olhar incandescente, ele continuava a me forçar chupar com seus dedos sob os fios do me cabelo e eu permitia, permitia que ele me controlasse como tanto queria, os grunhidos continuavam com um tom tão baixo mas perceptível de ouvir, ele mordia seus lábios enquanto a sua outra mão distribuía tapas sob minha bunda e seguia em direção, seus dedos logo se aproximavam da minha maldita entrada e ele não excitou em penetra-la, seus dedos adentravam cada vez mais me fazendo distanciar meus lábios que logo soltavam gemidos que aumentava a partir do momento em que ele adentrava o meu corpo, eu senti dor, porem ele sentia prazer naquilo, sentia o prazer de meu corpo finalmente ser seu.

━ Você é tão apertadinho...

O garoto agarrava minha cintura e logo mudava de posição, ele me colocava totalmente na cama e com minha costa virada para ele, não demorou muito para sua pele encostar a minha, o seu pau roçava e ele adorava esperar, adorava a maldita tensão naqueles segundos em que meu corpo ansiava por ele, então ele entrou, eu não resisti em soltar os malditos gemidos, sua pele deixava as pequenas gotas de suor caírem também sob mim e logo inundassem nossos corpos com a medida que ele penetrava-me, era tão devagar, mas eu conseguia sentir a dor e ao mesmo tempo era tão bom, ele me excitava e nós dois só queríamos estar totalmente colados aos nossos corpos juntos.

Eu podia sentir a gélida sensação natural de seu corpo ir embora a medida que as coisas ficavam cada vez mais quentes, o calor de sua pele, e o prazer que ele sentir por mim, era como se eu pudesse senti-lo totalmente, os pingos de suor que caiam sobre as pequenas pontas de seu cabelo também se encontravam com as mesmas lagrimas da minha pele, eu mordia meus lábios para tentar conter os meus gemidos, mas era inútil pois a cada minuto era tudo tão rápido e intenso, seu toque era intenso, sua penetração e a forma como ele me fazia enlouquecer, tudo isso me enlouquecia e a cada pequeno a grande ato me faziam delirar, eu amava o calor do momento que estava entre nossos corpos até Augustus ejacular seu esperma que corria sob minha perna, sua respiração era extremamente profunda e eu também me sentia cansado, mas foi incrível, cada segundo daquilo foi delirante e foi como uma droga, eu queria experimentar novamente e ele também, mas eu sabia que logo de manhã teria que lidar com as milhões de questões que assolam a corte, e não quero ser um estraga prazeres.

━ Poderíamos aproveitar um pouco mais se você quisesse

O seu sorriso sacana e pervertido expandia entre seus lábios pálidos, ele queria a mesma coisa que eu, eu também queria a mesma adrenalina e o calor de perder a minha virgindade, mas Augustus acordaria com o mal humor de uma péssima noite de sono e ainda teria que lidar com os lordes tão... eu não pensei sobre eles, como vou lidar com eles, principalmente no jantar de amanhã, onde ocorrerá o encontro das 5 grandes casas, eu não teria escapatória e tão pouco estou pensando em lidar com isto.

━ Você tem milhões de coisas para enfrentar, os discursos e a maldita corte prateada que deve lhe odiar...

━ Por que ainda se refere a pessoas como eu com este termo de “prateados”?

━ Você reclama que uso este termo mas os prateados ainda matam pessoas como eu mandando elas para morrer na ilha do sul.

Augustus não me respondeu, talvez nem fingiu ouvir minha resposta, não queria ser ofensivo, mas o que Anna me disse ainda grudava em minha cabeça, era isso? Augustus não vai fazer nada em relação ao meu povo? Iriamos continuar com essa mesma matança? Ele realmente espera que vermelhos como eu ainda morram naquela guerra?

Depois de minhas palavras, Gus não falou comigo e tão pouco disse qualquer palavra, pela primeira vez em semanas eu me senti sozinho, o silencio de Anna era diferente, e fácil de lidar, mas não é o do rei, seu silêncio é o próprio silêncio e nada mais pode quebrar aquilo, me pergunto se ele dormia todos os dias, com esse mesmo silencio escondido nas profundezas da sua alma, será que ele se interessou por mim pois acha que posso quebrar isso? Era estranho pensar nos anos de sua vida antes de mim, nunca perguntei como era exatamente quando ele estava com seus pais, deitado neste mesmo quarto em meio a visão do céu noturno sem nenhuma estrela pois a luz dos prédios de mármore da cidade prateada de Clydesthim ofuscava toda e qualquer luz natural que não fosse o próprio céu, ele tinha a mesma visão, enquanto eu... eu era o oposto, e é esse sentimento de ser o oposto que me aflige, eu nunca estive nessa posição antes, nunca estive tão perto de uma coroa ou em um palácio feito para a elite, olhando exatamente para o céu escuro e negro, cheio de nuvens enquanto o rei adormece na cama confortável e macia, eu não queria me deitar ainda, tem tantas questões, tantas coisas e eu não estou protegido delas, não estou livre e Anna tão pouco pode me proteger, nem mesmo eu posso me proteger de mim, eu tenho medo, medo que meus poderes se manifestem pois eles são como bombas, eu sei apenas que senti uma pequena parte dele e apenas esta parte me amedronta, imaginar todo o poder e manipulação que eu tenho em minhas mãos, eu tenho medo, se isso machucar Augustus... Ou Anna, tudo isso é como uma dança mortal e eu não consigo acompanhar o ritmo sem enlouquecer.

━ Você está bem?

Me assustei ao ouvir sua voz, pensei que estava dormindo em seu sono profundo mas seus olhos cor de safira prestavam atenção totalmente a mim, ele não estava invadindo minha mente mas eu ainda me sentia constrangido, a beleza da escuridão era tão amável junto ao encontro da beleza de Augustus.

━ Eu só estou assustado, eu nunca estive nessa posição antes, sabe? Eu me imaginava morrendo, e queria aproveitar cada segunda que eu tinha com Anna, mas agora... tudo é tão... desperdiçado, até mesmo o tempo...

━ Olhe, eu sei que tudo isso parece novo e recente para você, até nós somos recentes, mas, me deixe lhe dar tudo o que ninguém nunca pode, você merece o céu estrelado Jonas Blue e eu poderia chamar todas elas por seu nome, só me permita isto.

Consegui escutar o seu andar quando sai da cama, eu estava de costas e sabia da sensação do mesmo toque, das mesmas coisas que eu mais aprecio nele, ele me abraçou por trás e suas palavras foram de certa forma calorosas, porem não é o suficiente, eu ainda não pertenço a esse mundo, ainda me sinto preso mesmo com a decoração vermelha e prata que corria todo o lugar, tentei dormir sem pensar exatamente nisso pois já estava profundamente tarde, e no despertar do Sol, eu iria viajar para o Oeste e rever minhas origens e minha família, encontrar a verdadeira parte de mim que se sente perdida.



Anna



 

Eu havia dormido o bastante para estar totalmente em forma, as empregadas não haviam chegado mas o nascer do sol e a luz fraca do inicio da manhã sempre me acordavam, me sentia conectado por isso, não treinei e tão pouco pretendo praticar minhas habilidades de cristalização, deixei que a água percorresse meu corpo e limpasse todos os males e a sujeira que se adapta ao meu corpo, a sensação da água quente em contraste harmonioso com minha pele era de certa forma agradável, ela me tirava toda a maldita preguiça de ter acordado tão cedo, não demorei muito para finalmente estar pronta, uma mascará havia sido deixada na mesa onde penteio meus cabelos, era totalmente vermelha e tinha dois buracos para o usuário dela poder enxergar, meu corpo estava colado em uma calça de couro preta que era um pouco sufocante mas ainda atendia ao me flexível corpo, havia mais coisas, uma camisa vermelha de mangas longas e luvas, além de sapatos confortáveis o suficiente para correr, eu prendi meu cabelo em um coque perfeito, eu teria que ir em direção a biblioteca e para isso os guardas estariam la, então peguei um pequeno traje que cobria todo o meu corpo, alguns cristais estavam presos em minha calça para caso eu os use sem perder tempo os invocando, ao longo caminho de meu quarto para a Biblioteca, não se ouve nada, nenhum guarda me notou ou tentou me revistar pelos caminhos, quando não havia mais deles eu apenas corri, corri o mais rápido possível até estar em frente a biblioteca, Grace e Tyrone já deviam ter entrado pois ela estava vazia, apenas com o som dos meus pensamentos ou a presença dos livros velhos  mofados pelo tempo, tentei procurar a exata entrada em direção ao caminho secreto e caminhei em direção ao mesmo, ouvindo nada mais que o silêncio perturbador e escuro, o som era abafado e a única coisa que meus ouvidos ouviam era minha própria respiração, até chegarmos no enorme salão subterrâneo, mas dessa vez havia luz, a fraca luz do sol que havia acabado de nascer refletia no vidro daquela sala empoeirada e abandonada por tanto tempo, talvez até séculos, Tyrone e Grace estavam lá, com as caras repletas de sono e fraquezas que podem fazer a invasão a Afrien uma ruína.

━ Vocês sabem que se continuarem com essas caras não vai demorar para a própria Samantha ou Augustus matar vocês dois, agora acordem pois estamos em uma MISSÃO!

Grace era a primeira a abrir seus olhos arregaladas com meus avisos e gritos, ela usava as mesmas roupas que eu, a mesma calça de couro preto e a camisa vermelha, junto com a mascará em nossas mãos, os cristais pontiagudos acabavam se tornando pequenas decorações em meu cinto, Tyrone usava roupas mais formais para uma batalha do que para se esticar, mas todos tinham pequenos detalhes em suas roupas que identificavam que estavam a trabalho da Guarda escarlate, enquanto conversávamos a mulher de cabelos negros e pele também negra surgia em meio aos pontos escuros do enorme salão com um riso que ecoava em meio aos seus lábios carnudos e belos.

━ As garotinhas já colocaram as fraudas? Pois não quero perder tempo sendo babá, quando chegarmos vai ter mais 13 membros da guarda junto a mim, farei pequenas duplas e quero que Grace cuide da entrada com suas plantas que dificultam o acesso se formos pegos, Tyrone irá cuidar da proteção de membros como eu, a garota cristal... bom, você vem comigo.

Abandonamos aquela enorme sala e logo entramos em um novo caminho secreto, adentramos aquele lugar até o chão não ser mais mofado e sim ser de terra, corríamos e corríamos até finalmente chegar em uma enorme estação subterrânea, não se comparava com a tecnologia dos trens atuais que atravessavam o ar, mas ainda sim era incrível, havia enormes trens e mapas, havia vibrações magnéticas naquele lugar, estávamos em uma exata estação de trem subterrânea e abandonada pelo rei, estava um pouco mal iluminada mas conseguimos ver 13 figuras na estação, todos pareciam sinistros, havia uma garota que eu acho que já havia visto, era familiar com seus cabelos castanhos escuros e pontas em um tom de roxo, havia também o homem que conversava com Grace na primeira vez que conheci e o resto eram figuras que eu não conheço ou lembro, o nome de alguns estava em seus crachás, no total éramos cerca de 17 pessoas contanto com todos presentes.

  ━ Você está pronta? Sabe que isso é uma guerra, não sabe?

O olhar de Grace escondia todo o nervosismo que a mesma possuía, provavelmente era a primeira missão dela, então seria normal que a mesma estava nervosa, mas eu não, fazia tempo que eu não sentia o gosto da adrenalina e do perigo correndo por minhas veias, eu sentia prazer e aquela sensação me fazia rir, pela primeira vez eu seria finalmente temida, mesmo que ainda não saibam o meu nome mas saberão, imagino o gosto amargo de saber que durante todo o tempo as raposas e as galinhas estavam no mesmo lugar, isso vai com certeza abalar Jonas, mas ele vai me escolher e Augustus ficará só.

━ Eu estou finalmente pronta, agora isso é uma guerra.

Samantha contava todas as regras e coisas para fazer, os planos para cada um dos 17 membros, até mesmo para ela, um garoto vermelho ficará cuidando do nosso carro de fuga, analisando também todos os perigos e o mapa do prédio que iriamos invadir, ele está conectado por um tipo de dispositivo moderno e comum prateado que permite que nos comunicamos sem ser pessoalmente e de uma maneira que a mensagem chegue tão rápida quanto a luz, como uma conexão, Samantha, eu e uma garota vermelha de cabelos castanhos escuros e pontas roxas teremos o papel principal, roubar as armas, a transportação vai ser problema do magnetron prateado, Grace vai cuidar para que não sejamos percebidos antes da hora e vai ganhar tempo para que conseguirmos completar a missão, Tyrone e outros vermelhos cuidarão de nossa proteção e terão a mesma tarefa de Grace, alguns vermelhos comuns vão distrair os guardas e assim temos um plano completo.

O trem chegou no seu ponto em menos de alguns minutos, tudo parece tão rápido e o coração de todos saltitava em seus peitos e Samantha era a única que parecia não temer aquilo, Todos estavam usando mascarás que disfarçavam os mesmos e escondiam suas identidades, caminhávamos pela rede de esgotos e conseguíamos ouvir o barulho dos ratos passando e da água pingando e se rebatendo, tinha o mesmo cheiro nojento de um esgoto comum, andávamos nas sombras e na escuridão até Samantha sussurrar para todos nós pararmos, naquele exato momento eu sabia que Grace estava derretendo de nervosismo, mas ainda tinha o esforço de usar a sua mascará quebrada e falha de neutralidade, Samantha contou 5 segundos e parecia esperar algo, a menina que eu acho que já havia visto tirou a tampa do bueiro e foi a primeira a sair, no exato momento que ela saiu toda a energia e eletricidade havia acabado e as faíscas roxas concentravam-se e redobravam em suas mãos, era possível sentir o seu controle, o seu poder e domínio eram simplesmente totalmente dela, a energia que um relâmpago tinha era selvagem, mais que a do próprio cristal e ela sabia controlar tão bem, todo o local parecia ter perdido sua eletricidade que havia sido roubada, depois da demonstração do poder, todas os outros (inclusive eu), saíram do esgoto e adentravam o território inimigo.

━ De acordo com as informações que eu recebi, vocês dois vão para aquela porta e irão encontrar dois guardas, acham que consegue roubar as armaduras deles?

Dois homens vermelhos que eu nunca havia visto possuíam o mesmo olhar frio e o mesmo sorriso que abria entre seus lábios, Samantha apontava para uma porta no leste e os homens foram naquela exata porta, escutei os barulhos da briga que foi tão rápida e sem chamar a atenção de nenhum inimigo, os vermelhos voltaram daquela porta com duas armaduras e entregou para Samantha, as armaduras cobriam o corpo inteiro da pessoa que lhe usava. Dessa vez foi a nossa de passar pela porta do corredor leste, estávamos em uma provável aréa subterrânea e estava totalmente escuro, se não fosse por alguns respingos de luz, nenhum prateado podia escutar as coisas no escuro, então passar pelos guardas foi bastante fácil, as plantas de Grace produziam venenos, tanto líquidos quanto gasosos, ela os fazia cair como dominó com tanta facilidade que eu podia sentir a naturalidade de fazer aquilo, lembrei da batalha e da sorte de não ser atingida por eles, conseguimos roubar armaduras suficiente para todos e foi fácil de monta-las, a locomoção era um pouco difícil mas eu conseguia poder andar e correr quando eu queria.

━ E é nessa parte que iremos se separar, Mare, Anna e Jordan, venham comigo, o resto tenham cuidado e nos avisem sobre qualquer movimentação de guardas e sejam extremamente cautelosos e letais se precisarem!

A garota de cabelos castanhos escuros com pontas roxas e pele parda parecia corresponder ao chamado de Samantha, então seu nome era Mare, o garoto prateado, provavelmente um magnetron, também parecia obedecer as ordens da capitã e seguiam em frente, ultrapassamos diversos caminhos e ouvíamos o som abafado dos andares subterrâneos do prédio, ninguém notava nossa presença e aos poucos eles adormeciam com o veneno de Grace, aquilo arrepiava meus pelos, tudo era tão tenso, tão silencioso e obscuro, até que finalmente chegamos a ultima porta, aonde se encontrava todo o tipo de equipamento que iria nos fazer vencer, estavamos tão perto e a um passo da vitoria, até que o alarma soava, de repente o som abafado e o silêncio não existiam mais. 

━ TEMOS QUE SER RAPIDOS, VAMOS! 

Passávamos pela porta com a maior pressa possível, Samantha gritava e era percebível o seu nervosismo, pela primeira vez sua mascará caiu, não demorei muito tempo para cristalizar toda a porta e dificultar que nos interrompam, havia inúmeras armas e tipos variados de munição, armas tecnológicas e nunca vistas antes, tudo tinha tantos detalhes e era tão poderoso que eu podia sentir o poder da força bélica e o quanto ela podia destruir e ter o poder de matar, o magnetron consegue manipular completamente o armamento bélico com seu poder de magnetismo, as armas levitavam em pleno ar com o controle do prateado, logo não restava mais nada para ser pego, eram muitas armas e passávamos por todas as portas, ainda estava bem escuro e como eram muitas, algumas de nós conseguiam segurar muitas das armas e tratamos de tirar aquelas armaduras desconfortáveis para nos locomovermos melhor, cada segundo era uma explosão de tensão e do barulho do alarme soando em nossos ouvidos, Grace estava quase sem ar e eu podia sentir toda aquela tensão, a unica que parecia um pouco mais relaxada era a garota vermelha, Mare. 

━ Como você não está assustada?  ━ Eu lhe perguntava 

━ Acredite, eu já estive na mesma posição que você diversas vezes 

Eu fiquei confusa, embora acho que eu já tenha visto ela, provavelmente era uma garota da guarda qualquer, decidi focar apenas no medo que eu estava sentindo e do nervosismo, quanto mais abríamos as portas e passávamos pelos caminhos mais os barulhos ficavam mais fortes, o medo e a adrenalina que corria em minhas veias em meio a escuridão só aumentavam o nervosismo que eu sentia, corríamos e fugíamos de tudo, e ao mesmo tempo estávamos tão perto de chegar ao bueiro e escapar pelas redes de esgoto, quando a enorme explosão fez todos vibrarem, os barulhos das balas ricocheteavam e cortavam-se no ar... até se chocar, mas não era com ferro, e sim com a carne humana, a bala acertava o peito de Tyrone e o sangue prateado chegava a jorrar em meio a seu disfarce, seu corpo caia com tanta facilidade que tive um vislumbre de quando Lisa estava a beira da morte, ver o sangue de outra cor, mas da mesma forma, minha raiva e meu medo se fundiram com todos os meus sentimentos e o cristal matava cada soldado que tentava nos atingir até não restar muitos pois a maioria foi morta pelo meu cristal, a sensação do meu poder aliviava o meu coração que estava se quebrando novamente, eu precisava, eu preciso novamente do meu poder me enlouquecendo e me fazendo esquecer da cena, por sorte ele foi o único machucado, mas ele ainda estava morrendo. 

━ Alguém lhe socorre, por favor... 

Minha voz viraram sussurros e meu corpo inteiro caia no chão quando chegávamos ao bueiro, as lagrimas caiam com tanta facilidade e o meu estado desabava totalmente em mim, Grace também parecia chorar e seu coração se quebrava um pouco, mas ela não sentia a mesma dor que a minha, alguns vermelhos que possuíam poderes semelhantes a de curandeiros mantinham Tyrone vivo, mas em estado de risco, já havíamos chegado na rede extensa de esgotos e o meu único medo era o risco de vida que o mesmo possuía, Mare, a garota de cabelos castanhos com pontas roxas notou que eu estava em um estado de choque, meu corpo parecia congelar e a unica coisa que eu sentia era o medo, a mistura de sentimentos já havia sido tomada pela obscura sensação do medo, apenas o medo. 

━ Eu sou péssima em consolar pessoas, mas se lhe serve de consolo, eu já passei pela mesmo sensação que você... 

A mesma fazia uma pequena pausa, como todas as pessoas faziam, parecia relutante em contar pois eu podia perceber que aquela cena que rodava em sua mente lhe assombrava, assim como a cena de Lisa e Tyrone também. 

━ Foi com meu irmão, havia milhões de formas de salva-lo, cada pequeno detalhe e... 

O seu olhar se tornava triste, sua voz começava a falhar e a lembrança de um irmão devia doer muito mais, eu nunca perdi Jonas, mas a dor, a dor de imaginar, e sentir, eram coisas opostas, eu poderia deixa-lo viver com Augustus e perde-lo para o mesmo ao em vez de... ele mesmo se perder, e não é no bom sentido. 

━ Eu vi diversas pessoas  morrerem, deixei que diversas pessoas morressem para os meus próprios fins... e... nenhuma dor doeu tanto quanto aquela, mas Tyrone não está morto, ele vai ser bem cuidado e pode passar algumas horas ou dia com a Guarda, ele não vai ter o mesmo destino que o meu irmão... 

Sua voz parecia falhar e era como se seus olhos pedissem para que uma pequena lagrima escorre-se de seu rosto e de sua pele parda em meio a seus olhos profundos e castanhos. 

━ Você não pode cair agora, tem que continuar fingindo, não cometa o mesmo erro que o meu, tudo pode parecer está caindo mas é a hora de você se levantar... vermelha como a aurora 

Aquelas palavras de alguma forma, eram a unica coisa que eu realmente precisava ouvir, minhas lagrimas logo pararam de cair e secaram, eu precisava voltar, precisava continuar sendo o lobo em meio as ovelhas da elite, não posso cair não posso cair não posso cair, são as unicas coisas que sussurram na minha mente agora, eu ainda preciso me levantar, vermelha como a aurora 

Jonas 

Eu pulava de alegria por ter acordado e meu coração também, minhas malas e tudo estava pronto para voltar a encontrar a minha família, minha "mãe", ou como Anna gosta de chamar, a diretora, o pequeno Owen e talvez as crianças novas que podem ter chegado, já planejo construir um lar digno para as crianças quando eu virar alguém da realeza, já consigo imaginar o mesmo clima da verdadeira primavera do oeste e dos pequenos campos, a sensação de ver as crianças depois de tanto tempo eram uma das coisas que mais chegava a me confortar, por saber que elas estão bem e de que vou recebe-las em meus braços. 

━ Eu sentirei tanta a sua falta, você sabe disso, não sabe? 

Os beijos ternos e suaves de Gus em me pescoço me arrepiava por completo e me fazia ter uma sensação de prazer inexplicável, as suas mãos e o mesmo queria ter um gosto de mim por uma ultima vez, eu sabia, sabia que ele me queria e que eu lhe queria, mas eu não tinha tempo para isso, a carruagem logo iria me levar para a estação de trem real e eu iria voltar para o meu novo lar, para o lugar que eu jamais havia ter tido que sair, para a minha casa, com os mini campos e a mesma tranquilidade do vilarejo em que eu vivi durante todos os meus 18 anos, hoje também era meu aniversario e o de Anna também, queria desejar para ela um feliz aniversario mas o tempo era extremamente curto, era ao torno quase 10 horas da manhã, iriamos chegar as 4 pois o vilarejo em que o orfanato se localiza não tem capacidade de receber um trem, eu e Augustus tomamos banho juntos e não me importei em ver seu corpo nu novamente, os pingos e a água também nos aliviava e me fazia sentir me vivo, saber que aquilo não era um sonho, que realmente estava acontecendo, assim como a sujeira do meu corpo que escapava pelo ralo, me vesti e me enxuguei como um relâmpago, a unica coisa que me atrasava era ele, que me obrigou a tomar café da manhã mesmo contra minha vontade e mesmo estando com o tempo contado, o café da manhã e tudo foi tipico a minha estadia no palácio, eu já passei tempo demais no castelo então seria algo extremamente diferente me adaptar a minha antiga vida por 4 dias e depois voltar ao normal. 

Os meus passos e meu coração saltitava, parece que teve um assunto urgente e o rei não pode se despedir, deveria ser bastante importante pois estava soando quando ouviu aquilo, sai as pressas da mesa do café da manhã e foi direto a corte, eu decidi não lhe perguntar o que houve pois devia ser um assunto recente, no final eu ainda estava com um sorriso em meus lábios e fui diretamente a carruagem que me esperava, depois de eu entrar, vi diversos deslumbres da cidade, da beleza de Clydesthim, da capital de Thinylasny e de como ela era totalmente oposta a tudo que eu já vivi, os prateados andavam nas ruas com sua enorme qualidade de vida e com suas roupas refinadas e animais de estimação, todos pareciam ser mais ricos do que eu seria em toda a minha vida, andavam nas ruas normalmente e em pequenos deslumbres vi alguns vermelhos, que eram tratados como lixos, varrendo as ruas e tratando de todas as atividades que nenhum prateado quer. 

Depois de chegarmos a estação, fomos direto ao trem de exclusividade real, não havia pessoas naquele lugar alem dos guardas que me acompanhavam e eu, as posturas deles me lembravam uma pedra pois eram extremamente calados, mas nada importava mais naquele exato momento além da minha tranquilidade, de voltar para a minha casa, me diverti nos meus próprios sentimentos e pensamentos e as quatro horas passaram de uma forma tão rápida que eu mal ouvia notado as quatro horas passando, paramos primeiramente na metrópole famosa de Diron e seguimos nosso caminho em direção ao meu vilarejo natal, Monice, não havia muitas ruas pavimentadas e era um dos vilarejos menos populosos de Thinylasny, depois do ataque ao mesmo os moradores sumiram e poucos ficaram, ao torno a caminhada durou cerca de 2 horas e era ao torno as quatro da tarde quando chegamos, o visual da primavera era belo e me fazia lembrar da minha época favorita do ano, eu fui o primeiro a avistar o orfanato, que era totalmente diferente do que eu havia conhecido, era extremamente estruturado, não tinha mais a madeira podre e... o meu coração parou, parou quando vi as crianças brincando no campo, Tina, Owen, Jasmine, todos eles tinham e compartilhavam da mesma felicidade, a diretora também parecia feliz enquanto observava as crianças com a sua visão sobre a felicidade e a alegria, fazia tempo que eu não vivia aquelas palavras por um longo tempo como eu vivia aqui. 

━ Espere, Jonas é você?! 

A mulher de cabelos grisalhos me avistava totalmente congelado com os sentimentos borbulhando dentro de mim, foi imediato quando meus pés não excitaram em pular na sua direção e abraça-la recebendo os seus braços que me faziam ter o afago da estação da primavera, eu estava tão feliz e as lagrimas caiam em meu rosto com tanta facilidade, o seu amor e a sua felicidade me contaminavam tanto, ela estava feliz, estava realmente feliz, com o brilho de seus olhos, as crianças também me abraçavam, Tina, Jacob, Owen, Trixie, Jasmine, Tristan, Kevin e Cris(tina), e até a querida Hannah compartilhavam da vida feliz e do vigor de viver, depois de uns minutos entrelaçado aos braços dos meus antigos companheiros, eu decidi conversar com a diretora, receber a sua voz e seu conforta era meu maior alivio naquele momento. 

━ Bom, como pode ter notado, recebemos diversos mimos e conseguimos ver todas as batalhas, acredite, eu tenho tantas perguntas, mas a mais importante é... você está apaixonado pelo rei? como ele é? 

Aquela pergunta me deixava corado, embora eu não precisasse esconder aquilo, era verdade, eu realmente estava apaixonado e não podia esconder isso nem de mim mesmo, e toda aquela cena, era familiar, eu iria dizer tudo sobre ele até a diretora cansar, era como se eu já soubesse o que iria acontecer, me mantive um pouco cansativo até que eu ouvi um grito, era de uma criança e eu já ouvia escutado esse grito, eu já ouvia passado por aquilo... mas decidi ir ver mesmo assim, do outro lado do campo, Owen estava com um homem estranho, sua aparência... era tão familiar, os mesmos olhos azuis e a mesma barba um tanto ruiva junto com seu cabelo, a mesma aparência que... encontrei em um sonho, eu sabia quem era ele, quem exatamente era ele, tio de Augustus e irmão mais novo do rei, com seus 35 anos, o mesmo que eu sonhei. 

━ Eu... O que? 

Atrás do mesmo possuía um garoto vermelho... ele tinha a mesma semelhança que eu e eu sentia que ele era igual a mim, não como um vermelho com poderes comum, mas como se ele realmente possuísse poderes tão forte como o meu, ele não parecia ter o poder do tempo, mas algo diferente, eu sentia um pouco de falta do ar, eu já havia visto o que ia acontecer, eu já sabia, durante este tempo todo eu sabia 

━ Eu sei o que você quer, você quer a mim, não é isto? 


Eu iria lhe poupar de dizer palavras que eu já sabia, o homem prateado apenas dizia sim com sua cabeça, era Owen ou eu, e não vou deixar uma criança sofrer por minha causa, eu me sentia fraco quando me aproximava daquele... homem, minhas forças logo estavam sendo tomadas pelo controle da mente do murmurador e... eu não conseguia usar os meus próprios poderes, o controle mental me causava calafrios, era como se aos poucos tudo se tornasse um claro movimento que mudaria minha vida para sempre, eu não sei o que vai acontecer a partir do momento em que o tio de Augustus assume o total controle da minha mente, talvez seria o começo do fim, do meu fim, nada mais resta do que um começo, mas do que? O prateado ainda sussurrava em minha mente, ainda continuava a me atormentar em meio a meus próprios pensamentos

Agora você é meu 


Notas Finais


O começo do capitulo oito falará apenas da HISTÓRIA DO VILÃO e sua total introdução, o nono vai continuar a história, sendo ele, o começo do primeiro arco.


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