História A Fonte Dos Meus Desejos - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-in (Kai), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol)
Tags Chanbaek, Hunhan, Kaisoo
Visualizações 37
Palavras 2.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Exclui essa fic a um tempinho para tentar terminá-la e planeja-la melhor, agora estou voltando com ela recém saída do forno e com uma escrita um pouco pior do que anteriormente. Espero que gostem ^^
Boa Leitura!!

Capítulo 1 - Capítulo


 

 22h:36min

Capital da Coreia do Sul, Seul

Em uma cozinha movimentada de um dos restaurantes mais luxuosos e bem frequentada da Capital, encontrava-se um gatinho pequeno e de pelagem alaranjada, que se escondia dentro de um ducto de ar. Sua posição era de ataque, esperando a hora perfeita para invadir a cozinha e roubar seu alimento da noite sem que ninguém o percebesse.

E em uma pequena distração do cozinheiro que preparava um suculento salmão, o gatinho alaranjado e sorrateiro como o bom gato de rua que era, saiu de seu esconderijo e pulou em cima da bancada de mármore abocanhando pelo meio uma Tilápia de tamanho médio. Antes que fosse percebido tratou logo de sair dali, mas ao tentar descer acabou por pisar em falso, deixando uma enorme colher de metal cair no chão. O barulho estridente ecoou pela cozinha já bem barulhenta pelo falatório e pelas panelas que os funcionários manuseavam. Se não fosse por um dos cozinheiros remexendo um dos caldeirões de sopa perto da onde o frágil gatinho estava, com toda certeza, o felino conseguiria escapar ileso do local, porém para o seu azar, aquele não era o seu dia de sorte.

— Ah! Gato Desgraçado. — Gritou o cozinheiro em fúria, enquanto pegava uma frigideira enorme pendurada em um guincho pregado na parede, para que acertasse em cheio a pequena bola de pelos.

— Fodeu! — Foi tudo que o gatinho pensou antes de fincar ainda mais os dentes afiados em seu alimento e pôr-se a correr por toda á cozinha, que virou o verdadeiro caos, com pelo menos uns 15 funcionários correndo atrás do animal.

Eram pratos e copos quebrados, comidas reviradas e panelas e vasilhames no chão, era uma verdadeira confusão dentro do recinto. E com bastante destreza e agilidade, o felino se desviava de todos os pés e mãos que tentavam agarra-lo de alguma forma. Até ser encurralado entre um armário e uma porta por um velhote mal encarado.

— Fim da linha, seu ladrãozinho! — Disse o cozinheiro com uma voz medonha enquanto se aproximava com cautela para tentar agarrar com suas mãos ásperas os pelos macios do bichano, que com seus olhinhos cores de mel bastante assustados, encaravam todos os lados da cozinha tentando achar uma brecha do buraco onde tinha se enfiado. Porém estava cercado, pelo menos era o que pensava, até a porta metálica se abrir e atingir a testa do velhote, que beijou o chão com sua bunda mole e de sobra ainda ganhou um belo de um galo na cabeça.

— Eu posso saber que porra está acontecendo na minha cozinha? — Um homem bem vestido em um terno preto, se pronunciou em sua típica voz grossa, assustando todas as pessoas que ainda estavam distraídas com o gato de rua.

— D - Desculpe-me, senhor, mas um gato entrou aqui e... — Uma das funcionárias se pronunciou apontando para o pequeno gato que ainda permanecia encolhido no canto de um dos armários da cozinha.

O homem sem muita paciência para ouvir desculpas esfarrapadas da moça, levantou sua mão direita como um pedido mudo de mandá-la se calar enquanto observava o pequeno animal inofensivo.

— Vocês destruíram minha cozinha por causa de um gato? Por causa de um peixe? Olha esse monte de comida desperdiçada no chão. — Apontou. — Estou sentindo cheiro até de coisa queimada. — O homem gritava, fazendo os presentes abaixarem a cabeça com medo dos olhos enraivecidos do superior.

— Pedimos perdão pela bagunça, Senhor Yi Fan, iremos limpar tudo rapidamente. — O chefe da cozinha se curvou diante do homem em respeito e arrependimento pelo furdunço que se encontrava no local.

— E está esperando o que pra sumir da minha frente? Não está querendo que eu pegue o esfregão pra você também, né? — bufou estressado olhando uma última vez para seu funcionário curvado diante de si, que se tremia de medo em acabar sendo despedido.

 — N – Não, Senhor Yi Fan, c - com licença. — O homem se curvou mais três vezes antes de se virar e ordenar pros seus ajudantes voltarem aos afazeres e limparem toda a bagunça que tinham feito.
O dono suspirou frustrado novamente antes de se agachar e pegar o pequeno gato encolhido no chão, o levando pra porta dos fundos da cozinha, onde dava para um beco escuro e sujo atrás do restaurante. O gato foi deixado no chão e sem muita cerimonia o homem que o salvou voltou para dentro de seu estabelecimento.

— Obrigado! — O gatinho agradeceu em pensamento, enquanto encarava a porta da cozinha sendo fechada.

Para aquele felino aquilo era uma rotina diária, saia de manhãzinha à procura de algum alimento qualquer, muitas vezes os encontrando em latões de lixo ou restos jogados no chão para que não morresse de fome. Enfrentava o perigo e quando tinha oportunidade, conseguia adentrar em um desses restaurantes chiques e roubar comida fresca.

Pulando de telhado em telhado e passando por becos e calçadas movimentadas ou não tão movimentadas assim, conseguia chegar ao silêncio do abandono do prédio que caia aos pedaços onde vivia. Ajeitou-se confortavelmente em sua caixinha de papelão e devorou o peixe que tinha roubado naquela noite.

Terminado sua boa refeição, a pequena bola de pelos alaranjados deu uma bela espreguiçada antes de sair de dentro de sua caixa velha de papelão, para perambular pelas ruas escuras da capital até que chegasse a frente de um casarão muito bem conhecido por ele. Passou por entre as grades do portão e seguiu até aos fundos da mansão, escalando uma árvore de cerejeira que dava de frente a sacada de um dos quartos daquela casa.

Aquele quarto pertencia ao homem que passou a admirar de forma secreta todas as noites, o felino não sabia da onde tinha surgido aquela obsessão, mas quando o viu passar por si em uma praça qualquer, foi como se suas patinhas tivessem ganhado vida própria, o seguindo até em sua casa. Só que tinha medo de se aproximar demais e ser chutado por ser um animalzinho desprezível como a maioria das pessoas o taxavam.

E aquele sentimento de desprezo o bichano não queria experimentar, não iria suportar tanta dor e culpa, por ser apenas um gato magricelo, sujo e que roubava comida para sobreviver. Então preferiria ficar ali, na espreita de uma janela, o observando andar pelo quarto e se trancar dentro do seu banheiro. O humano demorava uns vinte á trinta minutos até sair novamente, com apenas uma toalha enrolada na cintura e gotas de água escorrendo por todos os músculos bem malhados do peitoral nu, e naquela noite não seria diferente.

— Toalhinha, toalhinha! Eu nunca te pedi nada, mas poderia dar uma caidinha só pra eu dar uma espiadinha? — A pequena bola de pelos cantarolou em pensamento enquanto ficava na ponta do galho mais próximo da sacada, empinando sua bundinha pra cima e balançando seu rabo peludinho com suavidade no ar ao mesmo tempo em que mantinha seus olhos cor de mel, fixados na toalha branca que o maior usava. — Juro que é só uma olhadinha, nem vai arrancar pedaço. — O gatinho secava tanto aquele pedaço de pano, que era bem capaz da bunda do maior começar a sumir.

— Ai, caralhinho! É agora, é agora, é agora! — O bichano ficou tão empolgado ao ver as mãos grandes irem em direção à toalha, que sem perceber começou a balançar freneticamente seu rabo, de um lado para o outro. Esquecendo-se completamente que estava repousado em um galho demasiado fino de mais para seu peso.

— TRAC! — O azar realmente estava agarrado ao felino como os bons amigos que eram aquela noite. — Merda! — O gatinho miou alto antes de se esborrachar no chão, que nem uma jaca mole.

 

��⛲️��

 

Fazia-se pelo menos umas duas horas que Park Chan Yeol estava sentado em sua cama, olhando com devoção uma foto antiga de um garoto de cabelo loiro claro e de um sorriso quadrado que mostrava suas pequenas presinhas afiadas. Sentia saudade daquele sorriso, que fazia os olhos cor de mel diminuírem em charmosas linhas finas, dando aquele formatinho de meia lua.

Aquela foto foi à única lembrança que o restou depois do desaparecimento repentino do garoto. Tinha a tirado quando o menor completou seus 16 anos de idade, ele estava lindo naquele dia, parecia um vagalume brilhante. Não! Na verdade, ele era a estrela mais linda de toda uma constelação e o Park era o seu observador, que em silêncio, se deitava em um gramado verdinho enquanto lhe admirava até que a luz solar o escondesse novamente.

Era encantador como aquele baixinho o fascinava com sua doçura e jeitinho manhoso, como um gatinho que ronronava pelo carinho dado pelo seu dono, pensar nele daquela forma fazia surgir varias perguntas, perguntas essas que não obtinha respostas.

— Porque foi embora, hein? O que aconteceu? Onde você está? Porque não volta pra mim? — Park já abandonava lágrimas grossas de seus olhos enquanto apertava a foto em seu peito, numa tentativa de se confortar, mas era impossível, difícil de livrar-se daquele sofrimento.

Nunca mais seria aquele rapaz feliz que dava sorrisos fáceis há quatro anos á trás, agora só tinha restado o homem amargo de coração quebrado, que tinha perdido a forma colorida de enxergar a vida. Que lutava para não demonstrar tamanha fraqueza ao mundo, descontando sua raiva nas pessoas, sendo grosso e muitas vezes, humilhando inocentes que não tinha nada a ver com seu coração em pedaços.

Mas talvez aquela noite pudesse o mudar, poderia o mostrar que quando duas almas estão predestinadas a serem eternamente uma da outra, não á caminhos tortos, não á cacos de vidros que o rasguem ou pessoas que os separem. Sempre iram buscar um ao outro, como um novelo de lã embaraçado que quanto mais o desenrola, mais ficam perto de encontrar a felicidade.

O humano deu mais uma última olhada naquele retrato, antes de colocá-lo de volta em cima do criado mudo ao lado de sua cama. Limpou os rastros de suas lagrimas e resolveu se levantar, pegando uma toalha e se trancando dentro do banheiro. Demorando-se pelo menos uns vinte minutos, debaixo da água morna antes de sair com uma toalha branca em volta de sua cintura.

Sentia-se um pouco melhor, por tanto não era 100%, ainda tinha aquela pequena parcela de angustia que o moreno alto de traços fortes e corpo definido nunca iria se livrar, mas por hora, decidiu ignorar e se vestir com roupas quentes e confortáveis para que se deitasse e quem sabe dormisse, esquecendo um pouco de todo aquele pesadelo que estava vivendo.

Entretanto ao desenrolar a toalha de sua cintura, acabou levando um tremendo de um susto ao escutar um miado esganiçado, como se fosse de um gato do lado de fora da sacada de seu quarto. Parecia vim da árvore de cerejeira plantada logo à frente, mas ao olhar nos galhos da árvore não enxergou nenhum animal que tenha feito aquele barulho estranho, optando então, por ignorar aquilo e voltar ao que estava fazendo.

Porém seu sossego daquela noite não durou mais do que dois minutos pelos chorinhos que pareciam manhosos de um gato abaixo de sua janela, irritado com o barulho incomodo, se levantou da cama e com passos pesados se aproximou da sacada. Debruçando-se sobre o para peito, verificou o que estava acontecendo lá em baixo, porém o seu quarto era muito alto e não dava para enxergar o que se remexia entre as folhas secas do chão, tendo que descer para verificar melhor o que estava havendo.

Enquanto Chan Yeol descia para o jardim dos fundos, o pequeno gatinho miava choroso pela patinha da frente estar machucada por culpa do tombo que tinha levado do alto daquela árvore, que parecia rir de sua desgraça momentânea.

— Eu disse que era para a toalha dele cair, e não eu me esborrachar todo no chão. — Resmungava o felino que lambia a patinha dolorida, o fazendo choramingar ainda mais com o ato.

E tudo só fez piorar quando viu uma silhueta enorme e assustadora vim em sua direção, o fazendo imaginar mil formas possíveis de como iria morrer naquela noite, só por ter dado uma olhadinha nas intimidades do humano.

 — Aish! Da pra calar a boca? Que gato barulhento! — Chan Yeol ao chegar mais perto do gatinho alaranjado, esbravejou alto o suficiente para por medo no coitado do bichano, que arrepiou todos os pelinhos de pavor.

 

 

 

Continua...


Notas Finais


Eai! O que acharam? Espero ter mexido um pouco com a imaginação de vocês e a curiosidade também ^^
Obrigado por lerem até aqui !!
Logo estarei postando o próximo.


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