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História A Herdeira das Águas - NejiSaku - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente,
Tõ eu aqui mais uma vez...
Durante esse período de quarentena, pretendo postar as três fics que então em andamento na ordem assim não me perco.

⚠️ Aviso muito importante para as adoradoras de Sasusaku e para aquelas que amam muito o Sasuke:
Tenham em mente que nao encontraram aqui um Sasuke saudável mentalmente. Se vc adora esse personagem, em geral, tenha muito cuidado com as fics que eu escrevo, pq nelas o Sasuke raramente é flor que se cheire. Normalmente, ele é um psicopata, maníaco, escrotão ou mau carater mesmo.
Sasusaku é algo que realmente nao curto pq detestei o desenrolar da trama no anime e detestei ainda mais em Boruto. É UM RELACIONAMENTO ABUSIVO. Odeio relacionamentos abusivos.

Sasuke aqui é totalmente doido, então... depois nao digam que ñ avisei.

bem, sem muito para fofocas,
Vamos ao capítulo
Besos de bombom

Capítulo 4 - Despedida de Sasuke


Fanfic / Fanfiction A Herdeira das Águas - NejiSaku - Capítulo 4 - Despedida de Sasuke

O Hokage estava com as pernas cruzadas em cima da mesa lendo um monte de documentos e batidas o tirou de sua concentração.

— Entre — e lá esta ele: — Sasuke! — ele encarou o Uchiha atrás da máscara.

— Gostaria de pedir para fazer uma viagem de redenção. Vocês me devem isto, eu preciso desta viagem. Em troca eu conseguirei informações sobre possíveis atentados para a vila e lhe manterei informado a toda semana. Somente eu poderei fazer isto já que possuo o rinnegan e posso viajar entre dimensões.

— Sasuke — Kakashi suspirou. — Permitirei esta tal viagem de redenção, como um segundo voto de confiança, mas não nos traia novamente. Você deve saber que qualquer falha sua, você se tornará um nukkenin novamente e sua cabeça estará a premio no topo da lista negra da ANBU.

— Sim, eu estou totalmente ciente disto!

— Direi que isto é uma missão. Espero que não me decepcione.    

 

Sasuke riu pequeno acompanhando pela janela o vagaroso desprender de ums única folha de seu galho e se sentiu como ela. Estaria, enfim, livre para descobrir uma maneira de destruir a vila que ele tanto passou a odiar, que manipulou a bondade do irmão que ele venerava e que matou tudo que ele mais amava, incluindo  o amor dentro dele mesmo. Mas ninguém havia descoberto suas reais intenções, somente o Nara desconfiara. Entretanto, ele fora voto vencido.

Nunca tinha mudado de ideia quanto a destruir aqueles que tinham o destruído. Nunca foi sua intensão perdoar aqueles que criaram um monstro dentro dele; ele era vingativo e guardava rancor. Na verdade, tudo aquilo somente se intensificou no período que ficou encarcerado, bolando ideias atrás de ideias para extinguir aquilo que ele considerava O Grande Mal. Pensava em ir para terras do Ocidente atrás de alguma arma infalível, alguma coisa que os ninjas desconhecessem.

Sasuke estava em um dos apartamentos oferecidos pela Vila a ninjas de passagem, e, virando-se entrou no banheiro para tomava uma ducha quente, aproveitando do conforto daquele instante. Não sabia quando faria algo assim durante a viagem que disse ser de “redenção”. Usando a desculpa que viajaria em “redenção” para descobrir maneiras de ficar ainda mais poderoso…

Tudo que declarou durante o julgamento fora verdade. Ele queria partir numa viagem para redimir a ideia errada que veio durante a guerra de se unir à Vila. Ele deveria ter se unido à deusa para criarem juntos um jutso ilusório prendendo a humanidade num controle eterno.

Entretanto, seus ditos amigos sempre faziam ele repensar. Ver Sakura o curando mesmo depois de tudo que ele fez foi algo realmente perturbador para sua personalidade psicótica e multo dividida. Naruto fez tudo para que ele parasse e Kakashi havia lhe dado um voto de confiança.

Ele ainda precisava, agora mais do que nunca, se livrar e expurgar aqueles malditos laços. Houve uma época que ele tentara, mas não estava preparado. Agora sim! Depois de descobrir a verdade de tudo que a Vila fez contra sua família, contra seu amado irmão, contra ele mesmo, sentiu-se cada vez mais próximo da liberdade de agir contra todos; até mesmo contra as pessoas que acreditavam o ajudar. 

Entretanto, não possuía ainda o poder para acabar com todos. Concluiu na prisão percebendo que perdera para Naruto. Precisava estar muito, muito mais poderoso. Nem Naruto com a bijuu, nem todos os ninjas juntos deveriam ser capazes de o parar. 

E…

Na verdade, sua viagem de “redenção” era para encontrar algo que o tornasse poderoso o suficiente para concluir sua missão pessoal: destruir todos os ninjas da Vila da Folha e se outras Vilas interferissem, seu poder teria que ser digno de destruir os ninjas do mundo todo. Queria o poder de um deus!

 Era um projeto muito ambicioso, mas Uchihas eram ambiciosos e ele sentiu-se na obrigação de reivindicar as características do seu clã que bem entendesse.  

Fechou a torneira do chuveiro e vagarosamente secou-se com a toalha preta. Vestiu seu uniforme com ambas os braços e pegou uma mochila com algumas coisas. Saiu fechando a porta e depois dirigiu-se para a torre do Hokage. Precisava manter as aparências até a hora certa de se revelar. 

Vingança é um prato que se come frio…

Entretanto, o que Sasuke não percebera era que aquele prato tinha carne apodrecida e jamais deveria ter sido feito, muito menos comido. A vingança não traria seu irmão de volta, seus pais de volta, sua antiga vida de volta… Ela somente traria ainda mais ruina e aumentaria o descontrole emocional monstruoso em seu interior ainda mais intensamente num caminho totalmente sem volta.

As conclusões que chegou foram equivocadas, mas vista pelo seu prisma distorcido, julgava certo. 

Caminhava vagarosamente pelas ruas, não se importando com os olhares curiosos dos habitantes sobre si. Entrou na torre calmamente e assim que Kakashi permitiu que entrasse, foi logo lhe entregando as chaves do apartamento cedido para ele. 

— Sasuke, vejo que está preparado. Espero que esta viagem lhe leve a paz que tanto procura. 

— Creio que sim — murmurou olhando Kakashi em ambos os olhos negros. Decidiu perguntar: — Achei que você ainda possuísse o sharingan.

— Eu possuo — o prateado respondeu, acionado a ambos.

— Não sabia que era possível desativa-los quando não possui sangue Uchiha. 

— Eles me foram entregues de forma natural por Obito e implantados pelo Sábio de Seis Caminhos. Pertencem a mim por direito agora.

Sasuke somente o olhou. Nenhum sinal de rugas surgiu em seu semblante apático. Ele não moveu um único musculo do rosto, mantendo-se neutro e ilegível.

— Parabéns! — disse sem esboçar nada, entretanto, por dentro sentia-se cada vez mais traído: “O Sharingan é o jutso do meu clã, não que qualquer um”, pensou.  — Sinto dizer que está na minha hora. Envio cartas semanais como foi acordado entre nós.

— Aqui —Kakashi estendeu um pergaminho para Sasuke —, sua licença para sair.

— Mn — murmurou aquele som indeciso que não dizia exatamente nem uma coisa nem outra.

Saiu sem proferirem mais nada e Sasuke seguiu para os portões de konoha, de alguma forma, sentindo-se livre; livre para fazer o que quisesse. Nem o mais observador dos homens perceberia, mas um mínimo e discreto sorrisinho formou-se em seus finos lábios. Todavia, foi desaparecendo assim que viu encostado nos portões de saída uma cabeleira extravagante loira.

 — Espero que não esteja aqui para me impedir — disse o moreno entre os dentes.

Naruto somente estendeu a mão direita e riu, com aqueles dentes lindos e brilhantes.

— Desejo sorte! — Naruto comentou verdadeiro.

Não viu Sakura, mas preferia assim. Preferia não precisar de lidar com sentimentalismos excessivos.

— Mn — murmurou novamente já de lado para Naruto, passando por ele.

Seguiu… 

A estrada de chão ainda estava dentro do território da vila. As árvores mostrando a primavera pareciam um ótimo agouro para seus novos ideais. Não passou nem cinco minutos para Sasuke revirar os olhos ao avistar a imensa e enorme cabeleira rosa. 

Lá estava ela com uma pequena coisa nas mãos que mais parecia uma trouxa.

“Não pode ser que Sakura havia conseguido permissão para o seguir desta vez!” pensou irritado. Se isto fosse verdade, iria atrapalhar todos os seus planos. Não poderia permitir, nem que tivesse que coloca-la novamente num bendito genjutso e passar sem se irritar. A história se repetiria como um ciclo sem fim?

O sorriso sincero e genuíno chegou a incomoda-lo. O coração caloroso e gentil daquela garota era algo que ele jamais entenderia, nem em um milhão de encarnações.  Seus passos começaram a diminuir até cessar completamente. 

— Não se preocupe, Sasuke — ela foi logo se adiantando com aquele sorriso maldito e perturbador nos lábios. — Não vim aqui para te irritar, muito menos te impedir, muito menos para ir atrás de você. Quem sou eu para atrapalhar uma viagem de redenção...  

Sasuke chegou até mesmo a olhar o chão, sentindo-se ligeiramente mal por estar enganando a todos. Mas isto rapidamente desapareceu que seus pensamentos e sentimentos que, contraditórios, o lembraram do que havia concluído. 

Viu que ela estendia aquela sacola com coisas dentro entregando o embrulho de tecido muito bem feito.

— Um pequeno lanche. Espero que goste.

— Mn — só conseguiu murmurar aquele som.  

 — Não irei te prender mais. Tenho muito o que fazer no hospital. Boa sorte, Sasuke — ela disse virando-se e, saltitando, voltou-se para a Vila. — Agente se vê algum dia! 

Acenou, sorridente.

Sasuke ficou boquiaberto. Sinceramente, não conseguiu acreditar muito que, enfim, aquela garota que o irritou durante toda sua infância, grudando no seu pé como um chiclete, tinha se tornado menos irritante.        

Algo se agitou dentro dele, principalmente pela falta constante do sufixo kun carinhoso que ela sempre usara, mas ele não se abalou. Seguiria em frente, mataria aquilo de uma vez por todas.

Liberdade…

Novamente a sensação invadia seu interior. Não seria tão difícil se livrar dos laços que o distanciavam de seu objetivo desta vez.

 

Sakura achava que se sentiria mal com a partida dele, entretanto, estava muito bem; para dizer a verdade sentiu-se livre. Suspirou alegre absorvendo a temperatura agradável daquele inicio da estação. Os pelos arrepiaram-se levemente, já que ainda fazia um pouco de frio, mas ela se sentiu bem. Nunca se sentira tão bem em sua vida como naquele momento.

No percurso de volta avistou o seu amigo chutando uma pedra, visivelmente a sua espera.

— Seu idiota! — Sakura puxou sua orelha apertando com toda a força. 

— O que foi que eu fiz agora para essa ira toda contra minha pessoa? — ele gritou sem entender a fúria sem sentido da amiga.

— Posso saber porque motivo, causa e razão você recusou os sentimentos da Hinata-chan? Ela sempre te amou e estava disposta a morrer por você. Francamente, o senhor Hyuuga está precisando de ajuda e tenho certeza que não foi fácil pra ele precisar oferecer a mão da filha de bom grado. Você é burro ou o quê?  — terminou com ambas as mãos na cintura, como uma mãe que briga com um filho que acabou de aprontar uma enorme arte. 

—Ah… Isso? — Naruto murmurou acariciando a orelha agora vermelha por ter recebido um beliscão e tanto.

— É, isto. Vai me explicar bem direitinho ou eu vou te quebrar inteiro.

— Você é muito agressiva, sabia? — Naruto disse.

— Só com quem merece. Anda! Diz logo — agarrou o braço do loiro e saiu o arrastando pela cidade até um bar.

Ela elevou o braço e pediu dois saques.

— Eu não quero saque, Sakura-chan! — ele disse com um bico extravagante.

— Mas eu sim… São para mim, seu idiota. Acha que eu vou alimentar um burro?

— Eu não sou burro, está legal?

— Não? Mas é justamente o que parece.

— Eu… Eu somente não posso fazer isto com ela. Eu não a amo. O que sinto por ela é algo semelhante ao que sinto por você. Eu não nutro sentimentos românticos pela Hinata-chan. Já tentei, mas não consigo. Ela é linda, mas não a vejo como outra coisa além de uma amiga muito querida. Eu a amo como amiga, não como mulher.

Os olhos verdes o encararam procurando algum indicio de blefe, mas nos azuis somente existiam a verdade.

— Bem… Se é assim você fez mesmo o certo. Agora! E essa história que você está apaixonado? Isso é mentira, não?

— É verdade!

— Mas… Quem é?

— Eu não posso dizer ainda, Sakura-chan. Ela me pediu silêncio até um problema com o luto do clã se resolver. 

— Luto? — Sakura elevou ambas as sobrancelhas e depois de um calculo rápido concluiu.

— Hyuugas, Inuzukas e Yamanakas estão passando por um período de luto. Você recusou a Hinata, a Hanabi está noiva do Konohamaru e não há grandes amigas suas da nossa idade no clã do Kiba. Portanto, SÓ PODE SER AQUELA PORCA MALDITA— concluiu num berro alto dentro da sua orelha.

— Sakura-chan, não grita dentro da minha orelha — retribuiu o berreiro. — Ela pediu uma semana para terminar o luto do seu pai.

— Então é mesmo a Ino? — Sakura perguntou curiosa.

— Sim, eu me apaixonei por ela e estamos namorando.

— Sério? Meus deuses e como isto aconteceu? — perguntou como uma velha fuxiqueira.

— Durante a última missão — ele coçou a nuca desengonçado. —Entende? Eu não poderia me enrolar com a Hinata, apaixonado por outra mulher. Não seria justo nem com uma nem com a outra.

— Tudo bem, Naruto! Se tivesse me dito eu te ajudaria. Eu sei guardar segredo, sabia? Seu desnaturado! 

— Desculpa, Sakura-chan, ela pediu para não contar nem para você. Eu não podia desaponta-la. Mas… você descobriu sozinha, então, estou livre de apanhar de vocês, mulheres agressivas.

Sakura entornou o outro copinho de saque de uma vez.

— Tudo esclarecido! Preciso seguir para o hospital — levantou-se num supetão.

— Mas e a Hinata-chan? O que eles conseguiram resolver para resolver a situação dela.

— Você não sabe? — Sakura voltou a sentar, chocada.

— Não, não consegui saber ainda. Voltei de outra missão, já que estou como um louco indo missão atrás de missão, e tentei falar com ela, mas não quer me ver e ninguém dentro do clã parece querer me contar.

— Então… terá que descobrir sozinho. Não serei eu a contar, tenho certeza que Kakashi sensei não se oporá. Não posso me meter mais, já me intrometi além da conta nos problemas dos Hyuugas pra falar a verdade — desviou os olhos.

— O que quer dizer com isto, Sakura-chan?

— Nada, Naruto, não quero dizer nada com isto. Vou lá ver Neji-kun. Ele está sem os sedativos e pode acordar a qualquer momento e eu sou a responsável direta por ele.

— Certo, certo.

Alegremente, ela seguiu diretamente para o hospital e passou por toda a recepção. Seguiu para sua saleta pessoal e vestiu seu jaleco branco de médica. Amarrou os cabelos, higienizou as mãos e seguiu para o local dentro daquele edifício que mais vinha estrado e permanecido por todo este tempo.  

Abriu a porta e o viu, como sempre, deitado de costas, parecendo estar adormecido, respirando calmamente. O elevar tranquilo do peito, ressonava levemente.

— Espero que acorde logo, Neji-kun.  

Aproximou-se e deixou um singelo beijo em sua testa onde costumava ter o selo amaldiçoado. Acariciou o locar e sorriu.

— Você está totalmente livre disto, meu querido. Espero que agora consiga desenvolver-se como nasceu para ser.

Afagou os cabelos sedosos, lisos e enormes.

— Tão lindo! — suspirou rendida — Pior que estou achando mais lindo do que antes. Droga! Acho mesmo é que eu estou me apaixonando por você, príncipe Hyuuga. O que é um problema já que sei que você jamais olharia para mim! — resmungou alto, mais para si mesmo do que para ele.

“Não tenha tanta certeza” pensou ele ainda sem se mexer mas percebendo que conseguiria a qualquer momento mover os dedos.

Ela colocou ambas as mãos e começou a emitir luz verde em seu peito, depois em seus órgãos internos, em sua cabeça, em suas articulações… 

“Depois de toda esta dedicação, simplesmente, você não pode me invadir e me possuir como um posseiro, se declarar descaradamente quase todos os dias e achar que saíra ilesa, doutora!” disse com um sorrisinho interno e em pensamentos prometeu-se que a milionésima vez que a primeira coisa que faria era beija-la e retribuir tudo que ela fazia por ele. Oferecer seu primeiro beijo caloroso como ela merecia. 

E… entregou-se àquele tratamento delicioso e dedicado…         


Notas Finais


Spoiler do próximo capitulo:
“Abriu os olhos e notou que era noite, entretanto, embora tudo estivesse apagado e escuro, conseguia ver as sombras dos móveis do hospital.”
Será?


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