História A Música da Alma - Capítulo 5


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Debrah, Jade, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Rosalya, Viktor Chavalier
Tags Ciume, Conflitos, Musica, Romance
Visualizações 5
Palavras 1.367
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - A magia dos livros


Nathaniel, completamente recomposto, agradeceu-me mais uma vez pela ajuda e, em seguida, prolongou o nosso diálogo:

— Então, você já se decidiu? — Perguntou Nathaniel, mostrando muita gentileza.

— Sobre o quê? — Questionei, confusa e surpresa.

— Vai continuar aqui na escola? — Insistiu, com um riso afável.

— Ah... Bem, não sei ainda. Sinto-me deslocada, como se fosse uma intrusa... — Expliquei, com alguma inibição.

— Mudanças nunca são fáceis, porém, são necessárias. Fazem-nos crescer, amadurecer... Claro, no início são estarrecedoras, mas depois, tudo se ordena — Discursou, como se fosse um versado no assunto.

— Sim, eu sei... Para ser sincera, sempre me senti uma intrusa, até mesmo na minha antiga escola... — Confessei impensadamente.

— E por quê? — Indagou, um pouco espantado — Quero dizer... É... Responda se você se sentir à vontade... — Completou, corrigindo o tom.

— Não, não, absolutamente. Sempre me senti deslocada porque... Porque... Enfim, tenho alguns gostos, digamos, atípicos — Respondi, caminhando entre a incerteza e a educação.

— É mesmo? E quais seriam? — Questionou, com certo entusiasmo.

— A maioria das garotas da minha idade gosta de falar sobre... Sobre assuntos... Femininos... E estes me deixam aborrecida... — Confessei, ainda arredia.

— Femininos? — Insistiu, fixando-me atentamente.

— Sim, sabe... Maquiagem, moda, boy bands, garotos, divas pop. Esse tipo de assunto — Expliquei francamente.

— Hum... — Ponderou, como se duvidasse do que eu dizia — E você gosta de falar sobre...? — Perguntou desafiadoramente.

— Música, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, tecnologia, na verdade, tenho diversos interesses... — Argumentei, cruzando os braços.

— Literatura é? Gosta de Crepúsculo? — Questionou, com um olhar visivelmente desafiador.

— Não! Que horror! Literatura barata de mercado me dá asco. E outra, é uma história de menininha, tola, sem elaboração... — Rebati, sentindo-me um pouco ofendida.

— Nossa! É a primeira garota que não se interessa por esse livro! — Exclamou maravilhado.

— Então, pelo visto, nesta escola vou continuar sendo a “esquisitinha” — Concluí, fazendo aspas com os dedos para assinalar a última palavra.

— Depende... — Refletiu, com ar de interesse — Diga, quais livros te fascinam? — Perguntou, fitando-me atentamente.

— Gosto de clássicos, mas também de alguns autores contemporâneos... Os românticos e realistas me maravilham. Ah, difícil escolher apenas um livro! — Respondi, perdida entre sonhos e encantos — O último que li foi Dom Quixote de La Mancha. Que história extraordinária! Difícil saber se ele era realmente um insensato ou se apenas interpretava a figura de um louco... Tantas análises e teorias possíveis em apenas uma história! — Concluí, ainda mais entusiasmada.

Dom Quixote! — Exclamou, mostrando-se espantado.

— Sim... Algum problema? — Indaguei, novamente com o pé na realidade.

— Não, nenhum, só que... Entenda, sem querer generalizar, a maioria das pessoas da nossa idade não se interessa por um livro tão longo e complexo como esse — Explicou, um pouco intimidado.

— Sim, eu sei... — Lamuriei, certa de que estava diante de outro rapaz qualquer.

— Mas, diga-me, o que você acha de Edgar Allan Poe? — Perguntou, ajeitando o colarinho da camisa.

— “Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais! Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais” — Recitei altiva.

— “Disse o corvo, Nunca mais” — Completou, em júbilo.

— Nossa! Você foi o único rapaz que completou corretamente isso! — Exclamei radiante.

— Viu? Você já não é mais uma estranha, ou uma solitária nessa escola. Assim, pode matricular-se tranquilamente — Argumentou, com um brilhante sorriso.

— Hum... Quem sabe... — Disse misteriosamente, mas sem esconder a satisfação que sentia — De qualquer forma fiquei feliz em saber que há mais alguém neste mundo que se interesse por literatura — Completei, descruzando os braços.

— Eu digo o mesmo! Quero dizer, converso muito com Melody sobre literatura, mas temos gostos um pouco diferentes... Ela gosta mais de livros com histórias de amor, já eu... — Esclareceu, ainda sorridente.

— Bem, eu também gosto de histórias de amor — Disse receosa.

— Mas, só de histórias de amor? — Perguntou, já não parecendo muito contente.

— Não. Gosto de histórias de magia, mistério, ficção científica... Em resumo, leio o que parece ter qualidade — Expliquei firmemente.

— Então, esta é a questão: gosto de romances policiais, de histórias com mais ação e suspense. Mas, também me interesso por outros tipos. Já Melody gosta apenas de romances românticos — Respondeu, com o tom de alguém que julga secretamente.

— Mas, isso não é grave, é apenas uma questão de gosto — Refleti tranquilamente.

— Sim, mas é bom encontrar alguém com gostos mais próximos dos meus — Justificou, novamente deixando a sua face se iluminar — De qualquer forma, se você por acaso não matricular-se, pelo menos não deixe de aparecer por aqui... De vez em quando... Para falarmos mais sobre livros... — Completou embaraçado e um pouco enrubescido.

— Com prazer! Bem, com licença, agora preciso ir. Vou passar a tarde pesando os prós e contras. Pretendo tomar uma decisão hoje à noite — Disse educadamente, tentando finalizar a conversa.

— Muito bem! Ah, se você resolver ficar, não deixe de passar na minha sala — Convidou, timidamente — Sabe, sou o presidente do Grêmio Estudantil. Então, bem, se precisar de algo... — Justificou, como alguém que não deseja ser mal interpretado.

— Obrigada! Você parece ser alguém prestativo e responsável, então, se eu precisar de algo... — Respondi educadamente, realmente agradecida pela cortesia.

— Bem, então... Até logo! — Despediu-se, com um sorriso simpático.

— Até breve! — Finalizei, tentando retribuir o sorriso.

Saí calmamente do prédio, que estava praticamente vazio. Restavam apenas alguns poucos alunos — que ou estavam flertando, ou falando ao celular. Que sensação estranha. Era a primeira vez que tinha conversado tão calmamente com um rapaz. E por tanto tempo! E sobre um assunto fora do comum. Claro, Ken não conta, ele era quase um irmão mais novo. Gostaria de ter tido essa conversa com o professor Faraize... Mas, enfim... Pelo menos Nathaniel era um belo rapaz: olhos cor de mel — e devo dizer que pareciam ter a mesma doçura —, cabelos loiros e lisos, com uma feição calma, gentil e séria. Muito cortês, admito. Pelo nível da conversa, deve ser inteligente, com ótimas notas. Vestia-se de modo atípico, com roupas sociais, algo incomum para um rapaz daquela idade: camisa branca, calças e sapatos marrons e gravata azul... Nossa! Gravata! Isso sim é algo fora do comum!

Estava já fora do prédio quando ouvi alguém chamar-me. Era Ken — que surpresa! Nossa, ele não era um parasita, mas sabia bem como viver agarrado em alguém.

— Carmen! Como estou feliz em te ver! — Exclamou festivo, correndo em minha direção.

—Nossa! Você fala como se não me visse há séculos! — Ironizei, olhando-o com aborrecimento.

— Qualquer minuto longe de você é uma eternidade! Escuta, estava esperando você sair para te fazer uma proposta irresistível — Explicou, sem se importar com a minha postura fechada.

Essas palavras foram como lâminas quentes para os meus ouvidos. Tinha medo do que iria ouvir...

— É mesmo? — Indaguei, esperando o pior.

— Queria acompanhar você até o seu prédio! — Disse, com olhos faiscantes.

— Ah... Então...

Rápido, Carmen, pense em uma desculpa! Vamos, você é inteligente, não é preguiçosa, diga algo, escape desta situação!

— Ah, sinto muitíssimo, porém, não vou para o meu apartamento agora — Repliquei, dissimulando grande tristeza.

— Não tem importância! Diga para onde você vai que eu te acompanho sem problemas! — Rebateu, insistente como sempre.

— Eu vou ao parque. Mas, gostaria de ficar sozinha hoje, tenho que refletir... Espero que entenda... — Argumentei, com um ar mais sério.

— Ah... — Respondeu desapontadamente.

— Quem sabe outro dia... — Disse, dissimulando uma proposta gentil.

— Sem problemas! Até amanhã! — Despediu-se, novamente contente.

— Bem, não sei se vamos nos ver amanhã... — Observei imperturbável.

— Por quê? — Questionou, quase gritando.

— Como eu disse, não sei se vou ficar nesta escola... — Relembrei, com um tom mais sério.

— Mas, sabe, não importa! Se você resolver continuar na nossa antiga escola, eu saio desta também! — Respondeu, com um grande sorriso amoroso.

— Bem, a decisão é sua — Disse após suspirar, visivelmente incomodada.

— Seria capaz de fazer como Dante: descer até o mais profundo inferno por você. Sabe, estou lendo A divina comédia por sua causa — Explicou, aproximando-se de modo insinuante.

— Hum, interessante... — Observei desinteressada, afastando os nossos corpos.

— Bem, vou indo... Até! — Despediu-se novamente, com um sorriso ainda mais apaixonado.

— Até — Respondi, suspirando aliviada.

Rapazinho mais incômodo. Até gosto de sua companhia, porém tem vezes que ele simplesmente desconhece o significado da palavra limite. Bem, pelo menos me livrei dele. Não iria me agradar que Ken descobrisse onde moro... Estranho como é...

— Se quiser, dou uma surra no imbecil e deixo tu livre dele pra sempre — Disse uma voz estranha.



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