1. Spirit Fanfics >
  2. A Tênue linha entre o amor e ódio >
  3. The champion

História A Tênue linha entre o amor e ódio - Capítulo 44


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, primeiro lugar, perdoem pela demora, bem, meu avô faleceu, minha mãe ficou com suspeita e teve de ficar em isolamento por 14 dias, depois minha orientadora mandou meu tcr e tudo mais, enfim, várias coisas e eu odeio atrasar as coisas, pq me sinto irresponsável com vcs, mas é isso. Vou tentar uma ou duas vezes por semana, e agora só vamos ter coisas boas, okay? Okay kkkk
Boa leitura meus anjos
p.s se alguém tiver ficado confuso com o cap anterior, me avisa que eu chamo vcs e a gente tenta se entender

Capítulo 44 - The champion


 

p.v,o Pepper

Não durmo a sete dias, mas ultron está pronto. Todo o esforço e sacrifício valeu apena. Estou tão feliz e orgulhosa de mim, da minha equipe, e quero tanto ganhar a feira internacional de ciências. Foi para isso que eu vim para Nova York, meus pais acharam que seria uma ideia boa, e de fato foi, eu fiz amigos aqui, eu conheci o amor, bem, tenho 17 anos, talvez eu não saiba o que é amor, mas se não for isso, não posso imaginar nada melhor que isso, quando penso em Tony, não sei, um calor começa no meu peito e se espalha pelo meu corpo, sei que não é o coração que rege as leis do amor, sei que todos os efeitos que ocorrem no meu corpo são de total responsabilidade do meu sistema nervoso, lá do hipotálamo para ser mais exata, mas quando estamos assim, apaixonados, gostamos de deixar as leis da poesia nos guiar, as leis do impossível. Estou tão cansada, mas estou tão animada, satisfeita, feliz. Não poderia dormir nem se me sedassem. Olho para o lado da minha cama, Nébula ronca que nem um trator, mas é tão fofa. Ergo a cabeça e vejo o relógio, são 7h30min, preciso vê-lo, mas não temos permissão. A final está prevista para as 10h da manhã, tenho um tempo.

Me levanto e me dirijo ao banheiro, eu gosto de me arrumar, Tony as vezes me chama de patricinha, como se ele não fosse um mauricinho rico. É incrível, qualquer coisa que eu faça, sempre acho uma forma de relaciona-lo, é irritante e satisfatório ao mesmo tempo. Estou me olhando agora, de frente para o espelho, vejo a estrela em meu pescoço e a palavra alive, meu irmão ali. Aposto como ele daria uma bronca em Tony, mas depois eles ficariam tão amigos, ele e Tony bolariam uma forma de pedir eu e a Nebs em casamento juntos, e faríamos um casamento duplo, seriamos vizinhos, nossos filhos seriam melhores amigos, uma saudade dolorosa e confortável me invade. Faz tanto tempo que ele se foi, e ao mesmo tempo eu sei, nunca terá passado tempo suficiente para que eu recupere ou me acostume, as vezes ainda penso que ele está vivo, enfurnado em seu quarto, tocando aquele piano com seus dedos longos e magros, ele era tão bom, se tivesse vivo seria um dos melhores, eu sei que sim. Seco a lágrima da minha bochecha, não estou triste, só desejo tanto que ele ainda estivesse aqui, que me abraçasse quando eu ganhasse aquela taça e falasse como se orgulha, e depois me ajudasse a debochar do Tony. Mas eu releio a palavra, alive, e sei, ele está vivo, James vive dentro de mim, nas nossas lembranças, em todo o amor que compartilhamos, e eu sou tão grata por ter tido algum tempo com ele, afinal, poderia ter sido tempo nenhum.

Tomo banho, aproveito para lavar meu cabelo, está parecendo um ninho de rato. Aproveito o tempo e o seco, minha franja está começando a cobrir meus olhos, talvez seja hora de cortar, ou talvez eu deixe que ela cresça, estou pensando sobre isso, mudar um pouco, e cá estou eu de novo, pensando se Tony vai gostar, o cabelo é meu, eu deveria escolher fazer o que bem entender, mas a opinião dele é importante para mim. Fico preocupada, de estar tão ligada a ele, mas ele é meu primeiro namorado, acho que acharemos um meio termo, podemos crescer juntos, certo? Preciso parar de pensar no Tony e focar no meu projeto, mas bem no momento que decido fazer isso, uma mensagem dele chega, ele mudou o toque para que eu saiba que é ele. A luz do meu telefone acende, e lá está nós dois, na tela de bloqueio, quero dizer, uma selfie onde Tony beija meu rosto e eu sorrio tanto que meus olhos se fecham, a foto foi tirada naquele parque ridículo que ele me levou, aquele dia foi perfeito, todo ele. Até o funcionário do Tony dando em cima de mim. Sorrio em recordação, ele falou sobre seu barco, eu quase morro de ciúmes ao ver o nome “Morgan” mas ele explicou. Nós nadamos pelados e fizemos amor, e depois subimos no barco e fizemos amor de novo. Depois brigamos porque ele só levou x-burguer, eu me recusei a comer, mas depois fizemos as pazes quando ele me levou para um Starbucks na ilha. E depois para seu parque.

Pego o celular e leio a mensagem

“espero que esteja pronta para perder, Potts.

p.s agora que banquei o chefe de equipe que vai te destroçar, posso falar que estou morrendo de saudade e que você me deve pelo menos uns 700 beijos? 100 para cada dia que ficamos longe. Estou louco de saudade, te amo, não fique brava quando perder”

 

eu começo a rir para o celular, Nébula disse que é assim que sabemos quando alguém está apaixonado. O sorriso que a pessoa dá, por algo mínimo que a outra pessoa faz. Começo a responder, mas apago imediatamente o que pretendia escrever, não posso ser fofa nesse momento

“eu vou te levar uma caixa de lenços para quando você começar a chorar feito um bebê quando anunciarem o resultado e você descobrir que não conseguiu seu tão sonhado tricampeonato”

Os pontos aparecem assim que eu envio a mensagem

“nenhum “senti saudade” como assim? você não sentiu saudade de mim?” é a resposta dele

Respondo com: “não, e assim que a feira terminar eu volto para minha escola e pretendo esquecer esse romancezinho meia boca”

Meu celular começa a tocar instantaneamente e eu dou uma gargalhada estrondosa ao ver a foto de Tony, ele está ligando

- que diabos? Vai me deixar? – ele parece tão nervoso e eu me sinto culpada

- que cor você acha que devo usar na unha para o grande evento? Pepper Potts deixa Tony Stark e estava usando vermelho, você acha muito superestimado? O vermelho quero dizer – seguro a risada e ele bufa

- estou com saudades – geme e eu sinto um arrepio delicioso na espinha

- que pegajoso – brinco – preciso me arrumar, você sabe que não podemos nos falar

- tecnicamente, podemos – vejo o som do clique, acho que ele está fotografando algo, ele é tão apaixonado por fotografia, me ensinou algumas coisas sobre luzes e poses – mas se você precisa pintar a mão de vermelho para me deixar, tudo bem, tch...

- espere – o interrompo – onde está?

- tirando fotos de umas gostosas de bikini – é a minha vez de bufar

- você é tão irritante – digo e me sento no vaso, coloco o telefone no viva voz e começo a me maquiar

- o que? Estou mesmo fotografando as gostosas, elas pediram, são da Venezuela, querem ser misses e essas coisas tudo, pediram para que eu tirasse, te mostro o resultado depois – escuto a risadinha

- e você aceitou? – derrubo minha base

- que mal tem? – outro risinho, mas esse não é dele, ela está falando com alguém, não consigo entender o que é, vou matar ele

- e onde estão?

- no meu quarto – diz com naturalidade – você, loira, segure o cabelo – ele claramente não está falando comigo, então eu desligo o telefone, visto meu robe, esse mauricinho me paga. Antes de sair, vejo o celular vibrar, ele está ligando novamente, eu vou mata-lo, desligo o celular e sigo para o térreo.

Estou dentro do elevador, quase no térreo quando me dou conta de como isso é ridículo, isso de namorar é muito complicado, sinto que estou fazendo errado, mas não consigo retornar para meu quarto. É como se, todas as minhas ações precisassem ser pensadas com muita sabedoria agora, preciso falar com Tony sobre isso, me sinto insegura, e a culpa não é dele, as vezes ele brinca assim, mas eu sei que ele me ama, me quer, ele deixa isso claro, mas ainda assim, fico insegura, como se algo fosse nos separar, ou como se eu não fosse o bastante para ele a longo prazo, preciso falar com ele sobre isso, mas pensar sobre isso me apavora ainda mais, estamos juntos só a 2 meses, a Nebs me disse que é normal e que eu e Tony vamos evoluir e criar confiança um no outro, mas ela também disse que precisamos conversar sobre as coisas, para que possamos nos entender, isso me apavora. Por isso estou aqui, de frente para seu quarto, com medo das gostosas venezuelanas, ele já namorou tantas garotas, e se não se contentar comigo? Bato na porta

- já vou – escuto risadas, mas são risadas masculinas, Tony abre só a metade da porta e sorri ao me ver – aqui está minha garota – os olhos dele brilham e eu quase esqueço das gostosas, quase

- me deixe entrar – peço

- não acho que...

- sai da frente – entro e ele não discute. Juro que estava preparada para tudo, mas essa cena, Thor Odinson de bikini, na minha frente, estava fazendo uma pose bem feminina, e quando me vê se levanta da cama com rapidez e põe as mãos nas partes intimas.

- por que deixou ela entrar? – Thor reclama e eu seguro uma risada

- não sabia que você era venezuelano – mordo o lábio para não rir, Thor parece envergonhado. Sinto os braços firmes de Tony agarrar minha cintura, ele cheira meu cabelo e beija meu pescoço, eu inclino um pouco para trás e levo uma das minhas mãos para seu pescoço

- minha mãe era da Venezuela – Thor diz

- o que é... – aponto para Thor e sinto o riso de Tony no meu pescoço, minha pele inteira se arrepia

- perdi uma aposta para Loki – Thor começa e Tony desata a rir

- que mentira, ele perdeu uma aposta para Danvers e ela escolheu essa prenda, e ele tem de dar as fotos para ela, vai chantagear ele para sempre – eu me junto a Tony na risada, Thor está muito ferrado

- o que vocês apostaram? – pergunto, eles geralmente não se aturam, mas sei que se beijaram na festa, foi assim que Valk e Carol terminaram, Jane não deu muita importância, ela e Thor não são fãs da monogamia

- estávamos na piscina e ela chegou perto de mim, disse que eu não aguentaria manter tanto fôlego quanto ela, e eu disse que aguentaria, sou um atleta, e ela pediu que apostássemos e quem ganhasse escolheria o que o outro precisava fazer

- Carol tem um monte de troféus de natação, ela consegue prender o fôlego por uns bons 5 minutos, é impressionante – digo e Thor fica possesso

- que ódio daquela traiçoeira, mentirosa, desgraçada

- ela não mentiu, você que é burro, pare de falar assim da minha amiga – digo e ele se encolhe. Busca um roupão e se veste

- Tony, preciso dessas malditas fotos hoje, eu sou homem de palavra e pago minhas apostas – ele diz isso e sai, está mesmo emburrado, sempre faz piadas comigo quando estou aqui. Tony não me solta, e assim que Thor sai e fecha a porta, ele me vira de frente para ele

- então – ele começa e pega minha mão, mal percebo que ele está observando minhas unhas – sem vermelho, significa que não vai me deixar? – ele sorri, inclina a cabeça

- significa que resolvi escolher uma cor menos superestimada – brinco, me sinto envergonhada de ter vindo aqui, agora que Thor foi embora - fez isso para que eu viesse até você? – pergunto – de falar que eram modelos e não Thor?

- não – ele expressa confusão - estava brincando, ia te mostrar as fotos mais tarde como uma piada, não sabia que ia vir, mas fico feliz que está aqui agora – ele fica sério, segura a ponta do meu queixo, está louco para me beijar, mas ele sabe, não sou muita boa em disfarçar as coisas – o que tem de errado? – ele pergunta e eu suspiro

- achei que estivesse com modelos gostosas no seu quarto e meus pensamentos, bem, você sabe – digo e ele segura minha cintura, se aproxima de mim, nossos corpos colados

- primeiro – ele me beija, nossos lábios se tocam, sinto o calor, a maciez, seguro seu rosto, estou prestes a aprofundar o beijo, mas ele se afasta – desculpe, tinha que fazer isso primeiro – ele segura minha mão e me guia para cama, senta ao meu lado – agora me conte o que há de errado

- eu já disse – me sinto tão infantil e boba

- não confia em mim?

- eu confio, é que – levo minhas duas mãos ao meu rosto e bufo em frustração por não conseguir explicar – acho que não sou muito boa nisso de namoro, entende? E você é todo experiente e eu não, e fico tão insegura, as vezes essa insegurança me sufoca, isso não é culpa sua, eu sei, é que...aaarrgh – continuo com as mãos no rosto, debruçada para frente, sinto a mão dele na minha nuca, quer que eu o olhe

- olhe para mim – ele pede com delicadeza e eu olho, me endireito – acha mesmo que sou experiente? – ele sorri – Pepper, eu nunca tive nenhuma namorada, até você. Sim, fiquei com um monte de garotas das quais eu não lembro o nome, porque eu nunca consegui me importar com elas, porque eu nunca senti nada parecido por nenhuma, e acredite, estar com você é maravilhoso, mas também é aterrorizante, digo, eu só tenho 17 anos e eu sei que eu morreria por você, e estamos juntos a 2 meses, isso é tão intenso e me deixa louco, e me deixa inseguro, porque morro de medo de fazer algo que te machuque, morro de medo que você me deixe, mas se eu deixar esse medo me dominar, não vou conseguir ser feliz nunca, e o que sinto por você é tão maravilhoso, e eu sou um cientista, Pepper, mas não existe ciência capaz de explicar toda essa felicidade que eu sinto só por você respirar o mesmo ar que eu, eu te amo tanto, e sei que você acha que eu vou me cansar de você, mas acontece que eu estava cansado da minha antiga vida antes mesmo de começar a viver ela, você é quem me trouxe de volta a vida, e eu não trocaria isso por nada, e eu sei que é assustador, e que vamos ter dúvidas, e que vamos brigar por bobagens e coisas sérias, mas no final de tudo, ainda vou ter essa certeza, de que você é tudo que eu quero e que nenhum poder nesse mundo poderá apagar ou mudar o que sinto por você. E daqui a 60 anos, quando formos um casal de velhinhos e você se tornar rabugenta – eu sorrio e ele também – e brigar comigo porque eu comi um doce e não deveria devido a idade, eu vou olhar para você igual eu estou olhando agora, estou apaixonado por você, meu amor, e te garanto que isso jamais mudará

- como pode garantir isso? – pergunto – não controla o tempo

- porque eu só me sinto eu mesmo, só me sinto vivo, só me sinto importante e completo se você estiver comigo, e eu vivi sem você antes, não quero experimentar isso novamente.

- você é tão bom com palavras, e eu não sei como responder – meus olhos lacrimejam, ele segura meu rosto com uma mão – eu senti tanta saudade

- de agora em diante, não ficaremos mais do que 3 dias sem nos ver – ele diz e eu concordo, então ele me beija finalmente, lento e casto, ele sabe que estou sensível, e por isso não tenta esquentar as coisas. Apenas me beija, deixa sua língua passear por minha boca, entrelaçando-se a minha. Ele acaricia meu rosto com tanta delicadeza, e sempre que sinto os calos de sua mão arranhando minha pele, um arrepio me percorre. Entendo quando Tony diz que não pode se cansar de mim, eu jamais poderia me cansar dele, poderia passar o resto da minha existência apenas o beijando, uma vez passamos 45 minutos nos beijando, paramos por causa do Stev, ele me chamou para algo, não lembro, mas se não tivesse feito isso, eu e Tony poderíamos estar nos beijando até agora

- preciso voltar – sussurro em sua boca e ele me dá vários selinhos

- ainda é cedo – ele murmura, mas eu dou um pulo da cama e me levanto, ele bufa frustrado e me encara

- por que está com essa cara de menina maliciosa? – ele pergunta de forma inocente, então eu caminho até a porta, abro ela, me viro para Tony e abro o roupão, estou completamente nua e vejo o momento que ele engole a seco

- nos vemos mais tarde, querido – fecho o roupão e saio correndo dali, estou sorrindo dentro do elevador quando escuto seu grito. Só agora ele conseguiu se mover, e assim as coisas mudam, vim aqui cheia de insegurança e agora estou me sentido a mulher mais poderosa do planeta, tenho que confessar, eu gosto dessa sensação.

 

...

Recebi uma mensagem de Tony e ele disse que teria volta, eu fiquei rindo que nem boba, mas não respondi. Preciso mesmo me arrumar, Carol já apareceu aqui e pediu que eu não atrasasse, ela me entregou duas blusas, uma de coloração cinzenta e o nome da nossa escola na qual deveríamos usar por cima, e outra preta com os dizeres “chupa bem gostoso Stuyesant” para usarmos por baixo e mostrarmos caso ganhemos. Carol é mais louca que Stev quando se trata da feira. Quando falta 30 minutos para as 9h eu acordo Nebs para que ela se arrume, temos que estar lá uma hora antes para organizarmos tudo.

 

p.v.o Carol

Estou me vestindo quando batidas fortes soam na minha porta. Eu estranho isso, ainda é bem cedo e não sei quem pode estar batendo aqui. Visto meu robe amarelo e abro a porta, me deparo com ele, o ser mais irritante e gostoso do planeta, Thor Odinson. Ele parece tão furioso, não espera convite e invade meu quarto

- pode entrar – digo e fecho a porta, o olho e percebo que ele está de roupão, começo a rir quase imediatamente – onde estão suas roupas, Odinson? – ele rosna de raiva e eu contraio as pernas, odeio esse garoto, odeio ainda mais o que ele me faz sentir – o gato mordeu sua língua? O que diabos quer aqui? Veio me dar as fotos?

- você trapaceou – ele diz – é uma nadadora profissional, eu não teria chance

- primeiro – caminho em sua direção – não trapaceei, você nunca perguntou e eu não disse, segundo – para de frente para ele, ergo a cabeça para o olhar, ele é uma cabeça maior que eu – ninguém mandou você apostar, quis dar uma de machão e olha só

 Ele rola os olhos e começa a caminha em minha direção, eu começo a andar para trás sem nem me dar conta, quando minhas costas atingem a parede é que percebo que caminhei, vejo os olhos de Thor, aquele azul gélido e faiscando, ele está com tanta raiva, coloca as duas mãos sobre minha cabeça e eu engulo a seco, estou presa por seu corpo e pela parede

- por que diabos quer fotos minhas de bikini? – o tom de voz dele é baixo, perigoso, delicioso, sinto seu hálito mentolado e me forço a não fechar os olhos

- quero dar boas risadas – digo, mas não convenço nem a mim mesma

- eu tenho namorada – ele diz – e temos um relacionamento aberto, e ainda que eu fosse solteiro, jamais ia querer uma garota tão desprezível como você

Ele está com tanta raiva, quando fala, morde o maxilar, e eu sinto o mesmo, eu odeio esse imbecil, riquinho e playboy de merda

- me deixe sair – digo e ele não fala nada, apenas aquele rosnado irritante e delicioso. Eu escapo por baixo de seus braços, mas não vou muito longe, ele puxa meu braço e nossos peitos se chocam, estamos tão perto, ele é tão quente, eu o odeio.

- por que quer as fotos, Danvers? – ele segura meu braço com vontade, mas não a ponto de machucar

- você é surdo? – provoco e ergo a cabeça, aproximo meu rosto do dele – com essas orelhas imensas e ainda não consegue ouvir?

- é o melhor que pode fazer? Xingar minha aparência? – ele pergunta, não se afastou, nossos hálitos se misturam

- não, posso te deixar desnorteado também – sussurro, ele me olha confuso e então eu puxo seu pescoço e o trago para mim, estou o beijando pela segunda vez e meu corpo inteiro se acende como uma arvore de natal.

Thor demora um pouco para perceber o que está acontecendo, por um momento penso que ele vai se afastar, mas ele puxa minha cintura com uma mão e com a outra eleva uma de minhas pernas até seu quadril, se prensa em meu corpo e sinto a sua ereção, solto gemidos provocativos em seus lábios e ele se anima, as mãos percorrem todo o meu corpo, ele sai da minha boca e começa a beijar e lamber meu pescoço, sinto quando ele suga a pele sensível e inclino a cabeça para lhe dar mais acesso. Com as minhas mãos, abro seu roupão e quase sorrio ao ver o bikini vermelho, ele não liga muito para isso, já abriu meu robe e agora massageia meus seios. Ele é bom, nunca fiquei tão excitada em toda a minha vida. E só comecei a sair com garotos agora, mas já sai com uma quantidade significativa para saber que quase nenhum sabe o que está fazendo, mas Thor sabe, ele sabe tanto. Eu mordo um grito quando os lábios dele sugam um de meus mamilos. Eu seguro a cabeça dele para que ele continue, por Deus, imploro para que ele não pare. Sinto a mão enorme dele descer por meu abdômen e travar seu caminho até onde eu quero.

- olha só como você me deseja – ele murmura enquanto suga meu outro mamilo – seu desejo escorrendo entre meus dedos – ele acha minha entrada e deposita dois dedos ali, começa a me masturbar e estou gemendo feito louca. Era para eu deixar ele desnorteado, não o contrário. Puxo sua mão de dentro de mim e ele me encara sem jeito, quase pede desculpas, mas aí eu sorrio e me ajoelho na sua frente. Seguro uma risada ao ver o bikini fio dental. Puxo a amarra lateral e a peça se solta e me revela o que eu queria. Seguro o pau de Thor e o olho, ele está a beira de um colapso, eu dou uma lambida, como se fosse um pirulito e sinto quando Thor contrai a coxa e morde o maxilar, mas o som ainda ecoa de sua garganta, sorrio em satisfação, era isso que eu queria, então levanto e me afasto dele, fico de costas para ele, não confio em mim mesma agora, meu plano se virou contra mim mesma

- viu? Te deixei desnorteado, agora saia do meu quar...

Não tenho tempo de terminar a frase, Thor me virou de frente para ele e está me beijando novamente, caminha comigo para a cama e se deita por cima de mim. Mal tenho tempo de raciocinar quando ele finalmente me penetra, seguro a cabeceira da cama e ele começa a me estocar com tanta raiva e eu sei que vou ficar dolorida mais tarde, mas isso é tão bom. Nós dois gememos juntos, ele aperta um de meus mamilos e estou gritando de tanto prazer. Ele me beija e acelera o ritmo, minhas pernas tremem e meus olhos se fecham quando sinto o prazer tomar conta do meu corpo inteiro. Thor rosna e geme meu nome, ele parece um animal faminto, é delicioso ver ele assim, o suor escorrendo de sua pele para minha, as expressões dolorosas e prazerosas em seu rosto, ele é tão gostoso, eu o odeio por isso. Ele estoca-me mais umas três vezes e sai de dentro de mim, se masturba 2 vezes e seu sêmen explode nos meus seios e barriga. Eu suspiro, estou satisfeita, ele desaba na cama ao meu lado e ficamos olhando para o teto. Acho que se passam 20 minutos quando ele se vira para mim e diz que quer fazer de novo, eu não reclamo.

 

p.v.o Tony

Ela me paga, já estou planejando a vingança, mas tenho que confessar que amo as suas provocações, gosto dos nossos joguinhos, deixa tudo mais aceso, intenso, interessante. Já são quase 9h quando Thor bate na minha porta, ele parece...assustado.

- nenhuma palavra – ele diz assim que eu abro a boca para perguntar

- que diabos? – pergunto mesmo assim

- transei 3 vezes com a mesma garota antes de vir até aqui – noto que o cabelo dele ainda está úmido, deve ter acabado de tomar banho

- e qual o problema? Seu relacionamento não é aberto?

- o problema é que ela é muito gostosa, e eu quero mais – ele choraminga – nunca quis repetir a dose com ninguém, mas assim que terminávamos e eu conseguia descansar um tempo, já queria de novo

- não é a Pepper, é? – brinco – sinto exatamente isso com ela

- é, mas você está apaixonado – ele diz – não é como se eu estivesse apaixonado, certo? O que isso quer dizer? Meu Deus, eu – ele se sobressalta – não, nem tem possibilidade – de repente sei quem é a garota e estou rindo

- meu Deus, a Danvers te quebrou – ele toma um susto ao ouvir o sobrenome dela

- c-como sabe que é ela?

- só uma garota te deixa assim, desnorteado, e essa é a Danvers

- ela disse isso, que iria me deixar desnorteado, meu Deus, tenho que contar para Jane. Nosso relacionamento é aberto, mas vivemos coisas físicas, nada que envolva querer abraçar depois do sexo

- puta que pariu, você e Danvers de conchinha? – solto uma gargalhada e Thor se joga na minha cama, leva as mãos ao rosto e bufa, está prestes a dizer algo, quando alguém bate na porta, é Jane e Natasha.

- que diabos estão fazendo aí? – Nat pergunta – temos que ir deixar tudo pronto, os caras importantes já chegaram, não toleram atraso, vamos logo

Jane passa por mim e vai de encontro ao seu namorado, ele a beija e sorri, mas sei que não está bem, eles dois tem um relacionamento aberto, mas existem algumas regras, e Thor está as quebrando, tenho certeza que Jane proibirá ele de dormir com Danvers novamente

- vamos logo pombinhos – Nat diz e seguimos para o terraço, preciso vencer esse medo horrível de altura.

...

A equipe de Marymount está aqui, Natasha dá um tchau para o namorado, eu e ele estamos entrando em um acordo, ele namora minha melhor amiga e eu namoro a dele, temos que ser no mínimo civilizados, mas sinto vontade de socar a cara dele quase sempre. Percebo Thor e Carol trocando um olhar muito desconfortável, e sim, Jane percebeu, pois ela puxou Thor para um canto e está sussurrando, sei que ela está brava. Preciso ir interromper isso, mas todos os meus pensamentos se perdem quando ela sai da tenda, o sol ilumina seus olhos e os deixam quase cristalinos, ela sorri ao me ver e ergue a mão para me dar um tchau, meus lábios se curvam, só queria ir até ela, mas não podemos interagir aqui, não até o fim da competição. Rogers chama a sua atenção e ela volta para o trabalho, me dá uma última olhada e entra de volta na tenda, ela é linda, não é como uma artista de um filme que a gente olha e diz que é linda, é mais de uma forma poética e surreal, uma beleza única e indescritível, onde todos os detalhes parecem cintilar, por isso eu tiro tantas fotos dela, quando estamos juntos estou sempre tentando capturar seus momentos, e ela parece tão linda em todos os momentos. Acho que eu poderia andar em todas as galerias de arte, ir a todos os museus do universo, e não poderia achar nada mais belo que Pepper Potts.

- sr Stark, temos que arrumar sua armadura, as pulseiras estão funcionando? – é a voz aguda de Peter Parker

- sim, está tudo de acordo – digo – vamos entrar, preciso me vestir – mas antes que eu entre na nossa tenda, eu vejo os cabelos grisalhos, seu terno bem cortado, meu pai. Me preparo para o pior, estou sempre preparado para o pior – vá indo Peter, eu já vou

- chegou a final – ele diz quando se aproxima, parece até surpreso

- duvidou que eu fosse chegar? – pergunto e ele não responde – o que faz aqui, pai?

- vim ver você ganhando esse tricampeonato, os Starks tem uma história, Vê se não mancha a história da família em moleque – eu dou um sorriso

- não se preocupe, vamos ganhar – fico tão nervoso quando estou perto dele, querendo me provar a todo momento

- a proposito, pensei sobre a sua ligação de ontem – isso é estranho, não lembro de ter ligado – acho que é uma boa ideia, fazermos terapia em família, consegui um horário na sexta, as 18h, então faça seu terapeuta trabalhar – ele dá um riso forçado e eu estou confuso, eu liguei para ele e pedi para fazer uma sessão de terapia familiar? O mais assustador, ele aceitou? Ele aceitou!

- ele vai topar – digo, não vou falar que esqueci da ligação, talvez eu estivesse bêbado, acordei com um pouco de dor de cabeça hoje, mas ele topou, então, não acredito, espero a tanto tempo por isso, estou quase o abraçando, mas ele ergue a mão para que eu a pegue, uma espécie de contrato, é um começo. Aperto com firmeza

- melhor ir e ganhar esse tricampeonato – ele sorri – quero abraçar meu filho quando ele erguer a taça

- vai ficar orgulhoso, senhor – digo e corro para a tenda, jamais imaginei que um simples momento assim com meu pai me deixasse tão feliz, uma injeção de ânimo, ganharei essa competição.

...

Estamos todos prontos, Happy já está aqui e já anunciou as figuras ilustres, e é claro, o prêmio. Havard, dinheiro, blá blá, como seu eu precisasse disso para entrar em Havard. Nem quero ir para lá, quero ir para MIT (Massachusetts Instituteof Technology), é a melhor faculdade de tecnologia do mundo, mas tudo vai depender. Ainda tenho o ano letivo todo para mandar as cartas para as faculdades.

Algumas escolas estão presentes. A equipe de Marymount está perto de sua tenda, Pepper está mordendo as unhas, ela faz isso quando está nervosa. Eu observo as figuras ilustres, alguns professores de tecnologia, meu pai, o próprio reitor de Havard, Aldrich Killian, me impressionei com sua aparência, achei que ele fosse mais velho. Estou começando a ficar nervoso, sinto a mão de Natasha apertar a minha, trabalhamos tanto para isso. Mas Marymount tem uma equipe fantástica, eles podem ser superiores, que droga, quero tanto ganhar isso.

- sem mais delongas, vamos para a apresentação de Marymount – Happy anuncia e um coro de palmas é ouvido. Ele chamou a equipe, mas somente Pepper e Carol sobem no palco improvisado, Happy dá o microfone para elas

- bem, não tínhamos duvidas que chegaríamos a final – Danvers diz e consegue alguns risos – grande parte disso é por causa da mente brilhante dessa canadense aqui, então deixo as palavras com ela – Pepper pega o microfone

- temos muitas pessoas importantes aqui, pessoas a quais já sofreram atentados contra a própria vida e que sempre precisam viver cercado de seguranças. – ele respira rapidamente, está nervosa – mas e se vocês não precisassem mais se preocupar com atentados? Se pudessem sair como pessoas normais, sem medo de alguém tentar os matar? Apresento a vocês, ultron – ela diz e um emaranhado de fios coloridos surge atrás dela – ele é uma inteligência artificial, tivemos apenas 7 dias para desenvolve-lo, mas a longo prazo, poderia proteger o planeta. Mas não estou aqui para falar o que ele não faz ainda, e sim o que ele faz, Steve, venha aqui

Rogers sobe no palco improvisado e carrega uma arma, Pepper recomeça a falar

- essa é uma arma de fogo, obtivemos a autorização da mesma com a professora Okoye. Eu não vou falar muito, vou deixar que a demonstração os explique.

Carol aperta algo e os fios somem, Pepper assente e Steve ergue a arma, um estranho dejavu toma conta do meu ser, como se eu já tivesse visto isso, ele vai atirar nela, ela vai permitir, quase corro em sua direção, mas aí Rogers dispara, a bala bate em uma parede invisível e se desintegra no ar, Steve repete, atira de novo e de novo, até a arma descarregar, e todas as balas se desintegram, logo percebo que ultron é uma espécie de guarda costas imbatível, é incrível, ela é tão brilhante.

- é isso que o nosso ultron faz, foi isso que trouxemos para vocês – ele diz e as pessoas se erguem para aplaudi-la, eu mal percebo que estou aplaudindo também, ela tem uma bela chance de acabar com minha vitória, mas estou tão orgulhoso dela que isso deixa de ter importância. Pepper devolve o microfone para Happy, ela está satisfeita, o reitor de Havard abriu a boca quando a bala se desintegrou, eu vi isso.

- parabéns pela brilhante apresentação e genialidade Marymount, como sempre uma rival de peso. Será que Stuyvesant vai conseguir superar? Chamo agora, nosso capitão, Tony Stark ao palco.

Eu sigo em direção ao palco, estou de suéter preto e calças pretas, elas são necessárias para que a armadura se acople bem. Subo no palco e de repente entendo Pepper, dá um nervosismo danado estar aqui, mas eu sou bom com isso.

- bom dia meus bons camaradas – começo – não sei se fiquei mais surpreendido com a apresentação de Marymount ou com a beleza das duas belas loiras que subiram nesse palco – eu olho para Pepper e pisco um olho, escuto algumas risadinhas – sem piadas agora, quero parabenizar a minha rival, essa é a nossa última feira e preciso dizer que vocês elevaram o nível e isso foi o que tornou tudo interessante, e espero poder competir com vocês ao longo de toda a vida. Mas sem mais delongas, vamos falar sobre o projeto de Stuyvesant.

Entrego o microfone a Happy e me alongo

- todos podem me ouvir bem? – as penas assentem em concordância – ótimo.  Sempre achei incrível o fato de podemos voar, mas não somos nós que voamos afinal, é apenas uma caixa metálica duvidosa que pode ou não cair, Santos Dumont que me perdoe, mas eu sempre quis voar. Marymount trouxe algo discreto que nos protege, mas Stuyvesant trouxe algo que nos protege, não é tão discreto, mas ele te faz voar, literalmente, e com essas pequenas belezuras aqui – ergo meus braços, e uma luz vermelha pisca nos meus pulsos, duas pulseiras – eu posso chamar o mark 1 – então Thor solta a música AC/DC- Shoot to thrill Iron Man toca quando eu faço os sinais e os pedaços da armadura saem da tenda e se prendem a minha roupa, eu escuto o “oooohhh” da plateia quando o capacete se firma em meu rosto, estou pegando fogo, corro para a  beira do terraço antes que desista e me jogo, dou-lhes um segundo para pensar que eu cai e aí subo, passo voando a toda velocidade e os papeis dos jurados voam. Me impulsiono para cima até o limite da altitude que o mark1 aguenta, então desço com a toda velocidade. Acho que perdi meu medo de altura. Pouso no mini palco com maestria, removo o capacete e recebo os aplausos, a plateia ovaciona e eu estou arrepiado. Não sei se foi suficiente para ganhar de Marymount, mas estou satisfeito com meu trabalho.

- muito bem, tivemos a apresentação belíssima de Stuyvesant, sempre nos deixando tão orgulhosos, obrigada Tony. Vamos deixar os jurados conversarem entre si e dentro de 15 minutos anunciaremos o resultado – ele diz e nós não podemos fazer nada a não ser esperar

- mandou bem – Thor me abraça

- eu sei – dou um sorriso – acho que vamos ganhar, acho que vamos, nosso tri Thor, vamos conseguir

- você mandou muito bem – Jane me abraça, estamos todos satisfeitos, olho para meu pai e ele sorri, sei que está orgulhoso, eu olho para Pepper e ela me diz um “mandou bem” Deus, estou tão feliz, pela primeira vez em anos sinto vontade de agradecer.

...

Happy está no palco, foram os 15 minutos mais tensos da história, ele mesmo parece estar tenso, ninguém respira, todos aguardam o resultado. Happy pega o microfone e começa a falar

- hoje é um dia difícil, preciso me despedir de uma das equipes mais brilhantes que já passaram pelo meu colégio – ele me olha – trouxe tantas conquistas, alegrias, deu nome a nossa escola, importância e eu sinto a perca, mas sei que temos de deixar vocês ir, e sei que vocês inspiraram e vão inspirar muitas pessoas, obrigada por todos os anos

Quando Happy diz isso, meus olhos enchem-se, naquele momento percebo que ali é meu último ano, que talvez eu e meus amigos nos afastemos, vamos para faculdades e cidades diferentes, não estaremos juntos todos os dias como sempre foi, e isso me aperta o peito, Stuyvesant sempre foi uma espécie de casa para mim, de certa forma sempre vai ser, e eu tenho que deixa-la para trás, mas confesso que agora o futuro não parece mais tão assustador como sempre foi, pela primeira vez eu sei onde estou indo.

- chega disso, ainda tenho o resto do ano com vocês – Happy diz - e agora, vamos anunciar o resultado. Quero parabenizar as duas equipes, vocês foram muito bem, as duas ideias foram primorosas e o resultado foi por apenas um ponto. – nossa equipe se dá as mãos, Marymount faz o mesmo, Happy abre o envelope – e é com imenso prazer que eu anuncio agora o campeão da feira internacional de ciências desse ano, sim, eles conseguiram, eles trouxeram o tricampeonato a nossa escola, Stuyvesant o título é de vocês – eu nem ouvi o final da frase, quando ele disse tricampeonato nós começamos a pular feito uns loucos, estão me jogando para cima, de armadura e tudo, Happy anuncia a premiação, minha equipe vibra, a plateia também, conseguimos, nós conseguimos.

Meu pai abre caminho entre meus amigos e me abraça com firmeza, eu quase choro ao receber seu contato, sequer lembro a última vez que nos abraçamos assim, Thor nos abraça por cima, Loki também, e Jane, apesar de tudo, as tragédias que ocorreram ao longo da nossa vida nos tornou uma família.

- precisa ir erguer o troféu – meu pai diz – Happy está me chamando a um tempo, eu me desvencilho do emaranhado de braços e corro para buscar o troféu, nem escuto Happy, corro de volta para os meus amigos e erguemos a taça juntos, tempos muito a comemorar.

 

p.v.o Pepper

Se estou desapontada? Sim, confesso. Achei que ganharíamos, achei mesmo, perdemos por um maldito ponto? Aaah, mas estou feliz por eles, estou sim, é possível estar feliz e desapontada ao mesmo tempo, cá estou eu, vendo a comemoração de Stuyvesant, mal percebi a aproximação do reitor de Havard atrás de mim, até que ele falou perto demais do meu pescoço

- devo admitir que torci para você – ele diz e eu me viro assustada, ele é bem jovem para um reitor, deve ser muito inteligente, tipo a Shuri, mas eu não conheço a história dele

- eles merecem – digo e é sincero

- se pudesse daria o prêmio para as duas, mas apenas uma pode ganhar, embora, fiquei fascinado com seu talento, se mexer bem os pauzinhos, posso te arrumar uma vaga – ele sorri e apesar da minha inocência, sei que ele está me cantando

- a capitã afunda com seu navio, jamais aceitaria nada que não fosse oferecido aos meus amigos – digo e o sorriso dele aumenta

- esperta – toca meu braço levemente – poderíamos discutir isso tomando um drinque, o que acha?

- eu...

- podemos sair de fininho – ele dá mais um passo, acaba de invadir meu espaço pessoal, eu não consigo me mover – tem um bar no hotel que estou, depois poderíamos subir para o quarto, e convers...

- papo bom? – é a voz de Tony e todo meu corpo respira aliviado

- oi – olho para ele, o reitor deu um passo para trás – parabéns, foi merecido

- de fato, estava falando isso para a senhorita Potts, será uma honra ter você em Havard – Killian diz todo cínico

- eu vou para o MIT, vou dar minha bolsa para Rogers – Tony diz e eu o  encaro incrédula, esse sempre foi o sonho de Stev

- sério?

- sim, Nat já estava chorando porque ia ficar longe do namorado, eu sou muito altruísta, e qual é, não preciso da vaga da feira, poderia entrar em Havard quando quisesse

- é uma pena, devo admitir – Killian diz – mas, Stark, eu estava conversando com a senhorita, você poderia nos dar licença? Vá comemorar, curtir as garotas, aposto que elas fazem fila por você

- elas fazem – Tony sorri – mas eu tenho namorada

- claro, então vá aproveitar sua namorada – Killian está ficando irritado e Tony está se divertindo, confesso que eu também

- eu acho indelicado beijar na frente de outras pessoas, mas se você insiste – Tony dá um passo a frente e me vira para ele – oi você – então ele me beija, nada muito exibido, apenas um beijo casto, ele não quer me exibir para o Killian, só quer ficar comigo, e eu invejo essa maturidade dele

- então, vocês se namoram, que clichê – Killian diz e eu e Tony sorrimos

- as melhores histórias surgem dos clichês – Tony diz – vamos? – me pergunta, mas não espera que eu responda, segura minha cintura e algo é ativado em seus pés, só agora noto a armadura, quando saímos do chão ele pisca um olho para Killian e impõe velocidade, eu grito quando ele voa comigo, nem sei para onde, fecho os olhos e o seguro firme, depois de 5 minutos ele pousa comigo no terraço de uma mansão, posso ver os labirintos de sebes daqui, estamos em Asgard

- porque me trouxe para cá? – pergunto, ele ainda segura minha cintura eu agarro seu pescoço, sinto o metal frio em meus braços, está quente, mas o metal ainda sim é frio.

- sempre que vencemos tem uma festa, e a festa de encerramento vai ser aqui, só quis vir na frente para aproveitar um pouco com você, as garotas vão ficar insuportáveis hoje, vão querer me dar parabéns, todas essas merdas

- hoje eu morro de ciúmes então – sorrio – não tem mais medo de altura?

- acho que só existe uma coisa que eu tenho medo agora

- e qual é? – pergunto e inclino um pouco a cabeça, estou pedindo um beijo, ele me dá um selinho

- tenho medo de não estarmos juntos, no nosso futuro, não quero que isso acabe, eu te amo tanto, e sei que você é o amor da minha vida. Tenho medo de que se formos para faculdades diferentes, ou sei lá, a gente se distancie, você perceba que precisa ter outros além de mim, eu sei que hoje cedo falei que não deveria deixar o medo dominar, mas eu me sinto inseguro também

- você vai para o MIT, eu também vou – começo – nunca foi meus planos ir para Havard, tenho uma vaga no MIT desde dos 7 anos – sorrio e ele beija meu sorriso – não vamos passar mais que 3 dias sem se ver, e eu não quero mais ninguém, eu fiz uma coisa para você, eu sou tão ruim com as palavras e você é tão bom, então fiz uma coisa, mas promete que não vai rir

- prometo – ele solta minha cintura e beija os dedinhos, depois volta a segurar minha cintura, eu olho em seus olhos, me perco naquele castanho intenso e começo a recitar:

 

“mais belo que a própria primavera

mais iluminado que o nascer do sol

mais intenso que as ondas do mar

mais inconstante que o tempo

mais misterioso que as formas da lua

a palavra extraordinário não significa nada

não quando se trata de você

você é o algo mais que estive procurando”

 

quando termino de recitar, o sorriso dele se amplia, ele nunca dá esse sorriso para ninguém, apenas para mim, quando está abobado ou sem palavras, é quando eu sei que ele gosta de alguma coisa, de repente estou feliz de conhecer alguma coisa dele, de reconhecer, e sei que será assim com o tempo. Tony tenta falar, mas eu não permito, o puxo para um beijo e ele me beija de volta, não quero nada delicado, quero as coisas intensas, e eu sempre consigo o que eu quero, Tony me segura pela cintura e voa comigo para seu quarto no térreo, ele me deixa na cama, tranca a porta e se solta da armadura, está de suéter preto, ele fica tão lindo de preto. Tony vem para cima de mim, beija meu pescoço e começa a remover minha blusa, sinto a gargalhada dele reverberar no meu pescoço e então eu lembro da camiseta debaixo com os dizeres “chupa bem gostoso Stuyvesant”

- sério? – ele ergue uma sobrancelha, faz um biquinho

- sim marujo, quero que me chupe bem gostoso – digo com uma voz sensual e sei que venci essa, ele puxa meus shorts e calcinha para baixo, mas deixa a camiseta

- teu cheiro me deixa louco, sabia? – ele diz, eu estou meio sentada, meio deitada, apoiada nos cotovelos, dou um sorriso malicioso e me afasto para trás, estou nua da cintura para baixo, então dobro as pernas e me mantenho aberta, Tony está de joelhos, de frente para mim, ele me olha com desejo, morde o lábio inferior, e aquilo me dá coragem para fazer o que estava planejando. Deixo que minha própria mão trace seu caminho, primeiro, lambo meu dedo médio e deixo que minha mão percorra por meu pescoço e colo, descendo pelo meu abdômen até chegar ao meu clitóris. Uso o dedo médio para o massagear e fecho os olhos jogo a cabeça para trás

- ahh, tão bom – escuto quando Tony engole a seco e abro os olhos para ver ele se ajeitando. Ele começa a beijar a ponta do meu pé, vai descendo por minha panturrilha, eu paro de me tocar e ele para de me beijar

- porra, não para gostosa – ele morde minha panturrilha e eu dou um grito –se parar eu vou te castigar – eu paro novamente, só para o provocar, então ele morde com mais intensidade – que menina má, quer que eu te ensine uma lição

- não pode me dominar – sussurro e um som gutural escapa da garganta de Tony

 - veremos – ele deixa que seus dentes e língua raspem minha perna, os lábios tocando levemente, está na parte interna da minha coxa, minha respiração se descompassa, mas quando ele chega perto da minha entrada, dá penas um sopro, sinto o ar quente e todo o meu corpo reage. Quando eu finalmente penso que ele vai me chupar, sua boca toca minha virilha, do outro lado, e novamente começa a beijar a parte interna da minha coxa, começa a descer para minha panturrilha, beija os dedos do meu pé esquerdo, coloca minhas duas pernas em seus ombros e se inclina para frente. Sua boca a centímetros da minha, mas ele não me beija, me olha nos olhos, os castanhos estão negros, então impulsiona seus quadris contra os meus, ele está vestido, mas sinto sua ereção, estou tão excitada que é impossível não gemer

- Tony...ahh, por favor – imploro, não sei bem o que, quero tudo dele, tudo mesmo

- o que? – ele sussurra, deixa um fantasma de um beijo em meus lábios, e começa a morder minha mandíbula, desce beijos pelo meu pescoço, morde o meu mamilo por cima da blusa, eleva a blusa e deixa meu abdômen exposto, então deposita beijos ali, ele começa a descer, minhas pernas abaixando a medida que ele desce, ele beija meu púbis, e quando chega no meu clitóris, ele sopra novamente, então me olha, sorri sacana

- leia a porra da camiseta, Stark – digo e aponto com as duas mãos para a frase, então ele dá uma lambida na minha entrada e eu jogo a cabeça para trás novamente. Tony é muito bom no sexo, parece que ele conhece cada terminação nervosa ali presente. Ele acha minha entrada e começa a me foder com sua língua, eu seguro sua cabeça, uma ordem para que não pare, para que não saia – isso, me chupe assim, aaahh, não para, aaah, Deus, não pare – que pecado chamar o nome de Deus no ato sexual, mas porra isso é tão bom que só poderia ser obra do divino.

Tony tira sua língua de minha entrada e começa e me lambe até meu clitóris, ele dá uma mordida leve e eu prenso minhas coxas em sua cabeça. Ele segura minhas pernas e as mantem abertas.

- você é muito gostosa, teu sulco é tão bom – e ele volta a me chupar, lamber, morder, estou ficando louca, acho que estou gritando, meus ouvidos estão zunindo, sinto o ponto de prazer se formar abaixo do meu umbigo, ele está prestes a explodir, só mais um pouco e...Tony para, ele parou, literalmente, está com o queixo na minha entrada observando as próprias unhas

- que merda? – ergo meus cotovelos para o encarar

- quando eu disse que teria volta hoje cedo, eu me referi a isso – ele assobia e eu quero esmurra-lo – agora, você acha que eu pinto minhas unhas de vermelho ou de azul?

- isso é sério? – estou chateada de verdade, ele está se divertindo, percebo pelos seus olhos – não acredito, você é tão idiot...

Não tenho tempo de concluir, Tony subiu e me calou com um beijo, sinto meu gosto em sua boca, e isso me frustra, mas demora apenas um segundo, Tony desce sua mão pelas minhas coxas e agarra minha nádega com força, então dá um tapa. Mas aí ele se levanta novamente, por um momento penso que vai brincar comigo, mas ele me puxa e me vira de barriga para baixo

- fica de quatro e empina essa bundinha linda para mim – a voz dele é tão sexy, eu obedeço sem discutir, escuto quando ele desce as calças, seu pau é tão lindo. Eu já vi alguns antes, e costumava os achar estranhos, mas o de Tony é muito lindo, sempre tenho vontade de colocar na boca quando o vejo, ele é grande, tem uma grossura considerável e algumas veias saltadas, uma leve curva para a esquerda, estou salivando.

- coloca logo – imploro impino minha bunda para ele, choco meu quadril contra o dele, eu também sei provocar. Então ele me penetra. Por um momento achei que fossemos fazer sexo anal, nunca fizemos, e eu tenho medo, mas não preciso me preocupar com isso hoje. Ele começa a me estocar devagar, seu tamanho ainda é tão grande para minha entrada, e primeiro ele me da tempo para se acostumar, então começa a aumentar o ritmo. Prende meus cabelos com uma mão e dá leves puxões. Meus gemidos estão controlados, mas aí ele começa a bater na minha bunda, e meus gemidos viram gritos.

- quero ver teus peitinhos lindos saltando – ele fala e sai de dentro de mim, me vira de frente novamente e remove minha camiseta, percebo agora que ele removeu a dele. Tony tem um corpo dos deuses. Ele está prestes a me penetrar quando eu o paro

- espera – sorrio, eu mesma coloco meus pés sobre seus ombros, ele sorri em satisfação e se inclina, minhas pernas longas quase tocam a cabeceira da cama e Tony me penetra. As aulas de Ioga serviram direitinho. Tony aumenta a velocidade, eu seguro seu rosto com as duas mãos e nós dois gememos juntos, aquela dor prazerosa contorcendo nossas feições, nos fazendo perder o controle, nos fazendo ficar desinibidos

- eu te amo – ele diz – eu sou seu – ele morde meu lábio inferior e puxa, não para de me estocar, as palavras saem entrecortadas. A cama bate na parede, nossos quadris se chocam e provocam o som mais erótico que eu já ouvi

- sendo assim, sou muit aahh, sortud..Deus aaah, você é muit...porra, gostoso – tento falar, mas estou delirando,  minhas coxas tremem, o prazer se espalha por todo o meu corpo e minhas pernas ficam moles, Tony aumenta o ritmo, o suor de sua testa pinga no meu cabelo, nossos cabelos estão úmidos, nossos corpos suados, nossos corações a 200 por hora, e então ele goza, o jato de seu sêmen dentro de mim. Deveríamos estar usando camisinha, mas eu resolvi começar a tomar a pílula ao invés. Nossos exames estão okay.

Existe um segundo, onde as feições de Tony se perdem no espaço, no tempo, ele só me vê, e aí ele goza, é como se nenhuma outra mulher causasse essa sensação nele, a sensação de estar completo, somente eu, e eu me sinto tão amada nesse momento, mais do que em todos os outros, porque é uma verdade nossa, algo que não precisa ser dito. Algo que compartilhamos em nosso olhar. Tony deixa que minhas pernas retornem para o lugar e desaba encima de mim. O suor escorre de nossos corpos, os lençóis abaixo de nós estão úmidos, mas não existe nenhum lugar mais confortável que esse, eu acaricio os cabelos de Tony, e permanecemos abraçados assim, como um só, ainda que sejamos dois.


Notas Finais


oi, então? gostaram? odiaram?



fiz essas dúvidas da pepper baseado nas minhas quando eu namorava aos 17 kkkk (sim, sou lesa)

comentem

~darlin


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...