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História After in Dystopia. - Capítulo 10


Escrita por: CarolMirandah

Notas do Autor


Oi gente, voltei!
Não vou me prolongar muito, afinal esse é um capítulo de transição.
Boa leitura a todos.

Capítulo 10 - Um até logo


O sol já dava os primeiros sinais de vida no horizonte e a barulhenta Dystopia despertava tal qual uma enorme máquina começando a rodar as suas engrenagens.

As luzes dos postes das esquinas se apagavam, e no prédio uma única luz no alto da sacada era vista acesa.

Lá dentro, Piper se esticava na ponta dos pés, para alcançar uma frigideira no armário.

Tendo conseguido seu objetivo, o próximo era conseguir a lata de cereal que ficava ainda mais alto.

A garota suspirou e suspendeu o cabelo para as costas, analisando as condições; uma cadeira faria barulho demais. E ela compreendia a necessidade de aproveitar cada minuto de sono, uma vez que ela mesma costumava acordar mal humorada quando levantava muito cedo contra a própria vontade.

Sendo assim, se inclinou e subiu no balcão ficando de joelhos e se esticou mais de forma que a camiseta larga que usava para dormir subiu até a metade das pernas.

De repente, um grande braço surgiu na sua frente e com uma mão só abriu e alcançou a lata.

Piper se virou rapidamente com o rosto quase no mesmo nível que o de Jasper parado atrás dela lhe encarando com uma expressão sonolenta.

Ela desceu imediatamente para o chão e colocou as mãos na cintura sem se exaltar, porém muito séria:

_ Eu agradeço, mas eu ainda consigo fazer as coisas sozinha.

O rapaz deu uma risadinha, imaginando que certamente seria esbofeteado se dissesse que ela parecia uma xícara de porcelana com as mãos nos quadris.

Piper tinha o dom de acordar adorável, e não havia lógica para caber tanto orgulho em alguém tão baixinha.

_ De nada. _ ironizou.

Ela sorriu e quando pensou que fosse ganhar um beijo de bom dia, uma voz intrusa soou pela cozinha:

_ Concordo com ela. Minha irmãzinha pode fazer qualquer coisa sozinha. Não é Piper?

Era Henry, com um fingido tom doce e olhos inquisidores como se estivesse diante de dois traidores. Jasper ficou sem graça e ela revirou os olhos irritada.

Charlotte apareceu mexendo em um dos circuitos no pulso, e de propósito, deu um pequeno choque no braço de Henry com a ponta dos dedos fazendo com que derrubasse o café quente sobre as pernas.

_ Qual o seu problema?!

Gritou mais frustrado do que indignado. 

_ Calado!

Ela guardou a minúscula chave de fenda no bolso do jaleco e subiu a manga do suéter de lã novamente, lhe ignorando completamente. Por mais que estivesse irritada pela forma como Henry havia sido grosso sem motivos na noite anterior, havia acordado disposta a manter a paz.

Mas assim que passou logo atrás dele no espaço entre a cozinha e a sala do apartamento, foi obrigada a repreender aquela implicância infantil. Não se orgulhava de ter lhe dado um choque no braço, mas eram pouquíssimos volts e a pequena  parte vingativa do seu coração dizia que estavam quites agora.

Piper disfarçou um sorriso crispando os lábios, e Charlotte saiu para tomar o seu café na varanda lançando um olhar cúmplice para os pombinhos sobre o ombro.

Enquanto isso, Henry imaginava uma forma de se desculpar pela última discussão que tiveram. Charlotte não era só sua melhor amiga, era alguém importante demais para que ficassem mal um com o outro.

E tinha certeza que o seu braço latejante era a prova de que precisavam conversar.

Só que isso deveria ser assunto para mais tarde pois estavam atrasados. Os portões da universidade fechavam pouco depois das sete em ponto.

Os três se apressaram até as escadas e Piper os seguiu até o portão.

Sem a intenção de soar autoritário, ou causar desconforto, Henry avisou pouco antes de sair:

_ Deixe as malas prontas para amanhã. Talvez eu não consiga levar você até o aeroporto.

_ Eu não sofro de amnésia "irmãozinho". 

Dito isso, ela se virou passando pelo porteiro e subiu novamente para o apartamento. Antes que virassem a esquina, Piper ainda gritou da janela como se dizendo qualquer coisa que ninguém escutou.

Jasper percebeu mas assim que se viu sozinho ficou pensativo. Demorou alguns minutos até se dar conta do que o amigo se referia ao pedir para que ela fizesse as malas. Mas era óbvio: uma hora Piper teria que voltar para a Califórnia.

E essa hora tinha chegado.

De repente, a possibilidade não a ver mais lhe deixou um tanto desanimado. Será que o que tinham, ( se é que tinham) algo, sobreviveria a distância quando ela fosse?

De repente deixar aqueles poucos dias incríveis que se prolongaram sem querer, para trás pareceu injusto.

Contudo, ele não pensou mais nisso até a manhã seguinte quando o táxi estacionou na esquina.

Charlotte foi a primeira a se despedir de Piper com um beijo na bochecha, enquanto Henry entregava a mala de rodinhas ao motorista.

Quando chegou sua vez, ambos olharam nos olhos um do outro frente a frente como se estivessem dizendo " É assim?" Ou " É assim que termina?". E embora suas mãos estivessem suadas de nervosismo, não se atreveu a perguntar nada.

Muito menos ela. Era algo muito implícito. 

Piper sabia que não estavam muito longe de uma despedida, e diferente dele, estava encarando tudo quase de forma tranquila. Os celulares ainda existiam, e pelas bênçãos do universo, ela era parte da geração da família Hart nascida na modernidade.

Sendo assim, o abraçou o mais forte que conseguiu, até que o cheiro peculiar de colônia masculina e batata frita ficasse impregnado nas suas próprias roupas. Quem sabe não pudesse levar um pedacinho dele para a viagem?

Jasper sorriu, prendendo uma mecha do seu cabelo loiro atrás da orelha sem demonstrar o quanto estava indignado por não poder beijá-la como queria. Afinal, o taxímetro estava rodando e o maldito avião tinha horário.

Dessa forma, se contentou com um beijo na testa que parecia quase sem graça à primeira vista. Mas significava o suficiente.

A partir daquele dia, as coisas voltavam ao normal, ao menos restavam ainda muitos crimes para combater. E muita justiça a ser feita.




Notas Finais


Sem revisão. Espero que tenham gostado. ❤


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