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História After The Storm - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo IV


“Marinette descerá para sala acompanhada por sua mãe e Alya - que ficará deveras curiosa para conhecer o amigo do Duque -, entretanto, a azulada não parecia tão animada como a mãe e a irmã postiça pareciam estar. Suas mãos suavam dentro das luvas de seda, não queria casar-se com alguém que não se desse bem, sempre sonhara em se casar por amor, ter filhos com o homem que tivesse seu coração. Seu peito apertou, provavelmente não realizaria seus sonhos, teria de se casar com o Duque Adrien Agreste e, se tivesse sorte, poderiam construir uma amizade. Deu um pequeno suspiro ao ver a criada abrir a porta para que as três passassem,  assim que pusera os pés na sala de visitas avistou seu pai conversando com seu irmão mais velho, um loiro que estava de costas para si e um moreno - da mesma altura do loiro -, que olhou para Alya. 

 

Com o mesmo olhar que olhava para biscoitos amanteigados e tortas - e qualquer outra coisa deliciosamente comestível. - Marinette pensou.

 

Marinette parou pra pensar ao fazer essa comparação, estava realmente com fome, o que era normal, sempre estava com fome, apesar de ter comido uma dúzia de biscoitos amanteigados, sozinha, apenas uma hora antes. Tinha um apetite que não sabia explicar, e, apesar de estar na maior parte do tempo mastigando algo, não possuía gordurinhas extras, mesmo comendo como um soldado que acabara de voltar de uma guerra.

Estava com fome, e não poderia comer o quanto desejasse, não enquanto seu futuro marido estivesse presente. 

Será que poderei comer como sempre quando estiver casada? - Marinette pensou. Ou teria que morrer de fome e se contentar com apenas cinco refeições, pequenas, que não eram nem seu lanche e o almoço juntos.

Deu um suspiro alto chamando a atenção dos cavalheiros presentes, que até então, não haviam reparado a presença delas ali - bom, com exceção ao amigo do Agreste, que não tirara os olhos de Alya desde o momento que entraram na sala de visitas. 


 

– Oh, Marinette. - Tomaz olhou para a filha, com um sorriso. – Venha conhecer Adrien. - Seu pai estendeu a mão, e assim que a filha pegara, Tom a levará até Adrien. – Adrien, quero lhe apresentar minha pequena joaninha, essa é Marinette. Da última vez que você a vira ela tinha o'que, uns seis anos?

– Oito. - Adrien corrigiu o futuro sogro. E, se perguntou o motivo para se lembrar a idade exata que a garota tinha quando a vira da última vez. 

– Estou feliz em conhecê-lo, senhor Agreste. - Marinette falou, estendo a mão enluvada que foi pega pelo Agreste.

– É um prazer revê-la, senhorita, está ainda mais bela do que eu imaginei. - Adrien respondeu, dando um beijo na mão enluvada da Dupain. – Este é meu amigo, Nicolas Lahiffe. 



 

Marinette comprimentou o Conde e o apresentou a Alya, que corou quando recebeu um beijo em sua mão - devidamente enluvada. Conversaram um pouco, até que uma criada veio avisar que a mesa estava posta. Todos se sentaram, e jantaram. Assim que terminaram voltaram à sala de visitas para tomar chá.


 

– Senhor e senhora Dupain, eu gostaria de ter um momento a sós para conversar com minha noiva. - Adrien falou, pondo a xícara na mesinha. – Se for possível. 

– Oh, não seria adequado sem outra presença feminina no recinto, Lord Agreste, a dama de minha filha se recolheu. - A matriarca respondeu. – Alya, querida, poderia fazer companhia a eles?

– Sim, mamãe. Não se preocupe, não sairei de perto de Marinette. - Alya respondeu com um sorriso.

– Então, podem conversar. - Sabine respondeu, levantando-se. – Se me dão licença, preciso me recolher, o dia amanhã será exaustivo, eu e Emilie teremos menos de duas semanas para os preparativos do casamento. 

 

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Logo após os pais da Dupain se retirarem, Marinette, Adrien, Alya e Nino permaneceram na sala privada  da família, Alya e Nino se mantiveram mais afastados para dar privacidade aos noivos. 

 

– Senhorita Marinette, como bem sabe, nós nos casaremos em alguns dias. - Adrien começou. – Mas, eu não pretendo consumar o casamento, não pretendo trocá-la intimamente. 

– Mas… - Adrien a interrompeu.

– Certamente não é da vontade da senhorita, assim como não é da minha vontade, vou cumprir a vontade do meu pai e a desposarei. Mas, você não será tocada por mim.

– E-eu entendo. - Foi tudo que Marinette respondeu.”

 

“– Conseguiu? - Marinette perguntou, olhando intensamente para a cunhada. Chloé assentiu, insegura.

– Está certa disso, Marinette? Depois que perder a….

– Eu sei, Chloé, estou ciente disso. - A azulada interrompeu a cunhada, estava impaciente. – Me passe o endereço. - Falou, ao ver o papel entre os dedos da cunhada. 

– Não estou certa que deva fazer isso, Marinette. - Falou, ao ter o papel puxado de suas mãos. – Quando se casar seu marido vai descobrir e…

– Ele não irá me tocar, Chloé, ele me falou isso, olhando em meus olhos. - A azulada interrompeu a loira, que levou as mãos à boca.

– Ele não pretende consumar o casamento? - Marinette negou com a cabeça. – Mas… ele é um libertino, um dos piores, pelo que Nathaniel falou.

– São boatos e, talvez os boatos sejam apenas isso, boatos.”


 

Teria sido diferente se Adrien não tivesse lhe dito que não consumaria o casamento? Talvez, só talvez não estivesse nesse momento em um clube noturno, coberta apenas por uma fina camisola de seda vermelha e uma máscara que cobria parte de seu rosto - sentada em frente a um homem - com orelhas pretas de gato em cima de sua cabeça, máscara preta e roupa social de mesma cor. 

Desejando ser tocada, beijada, sentir sua pele queimar com os toques de Chat Noir, sentia vontade de sentir o calor do corpo dele sobre o seu.


 

– Será que é possível você mudar de ideia quanto a posar para mim? – Ele perguntou. 

– Eu não faria nada tão obsceno. 

– A caricatura será de muito bom gosto, eu prometo. Suas características mais íntimas continuarão cobertas. As sombras também vão esconder muita coisa.



 

Marinette pensou que deveria estar louca de continuar ali, de ainda não ter saído daquele quarto, da presença daquele homem, assim que percebeu que ele queria mais dela do que um encontro entre os lençóis. Por outro lado, será que o que ele lhe pedia era mesmo algo tão terrível, quando ela estava disposta a lhe entregar sua pureza, sua ingenuidade? 

Uma intimidade calorosa e íntima iria se passar entre eles, e Marinette iria renegar uma caricatura? Ele assegurou que ninguém mais veria a imagem, mas como ela poderia ter certeza? 

A mão dele era tão grande, tão quente e tão inacreditavelmente gentil que ele parecia estar com medo de esmagar os ossos dela. Sentirá um fornicamento quando os lábios dele encostaram em sua mão - algo que não sentirá duas noites antes, quando seu noivo fizera o mesmo. A paixão de Chat Noir, pelo corpo humano, era evidente enquanto falava de sua beleza. Nunca, em toda sua vida - o que não era muito por ser muito jovem, 18 anos para ser exata - , ninguém fez Marinette se sentir linda. Pelo menos ninguém fora seus pais, Alya e seus irmãos. Tinha 1.65 de altura, comia muito para uma dama, apesar disso, era a filhinha preciosa do papai que nunca fazia nada de errado. Mas isso não era o mesmo que ser olhada com admiração e desejo por alguém com quem não tinha nenhuma relação.

Marinette inclinou um pouco a cabeça, quase nada, mas ainda assim Chat percebeu e seus lábios se curvaram num sorriso sem pressa, que parecia atingir o cerne de sua feminilidade. Ele bateu no próprio joelho para avisá-la que iria colocar o pé dela ali. Parecendo ter vontade própria, a mão dela pousou no ombro dele - coberto por aquela roupa preta -, naquele ombro largo, forte, másculo - quando colocara seu pé esquerdo sobre o joelho dele.

 

– Seu pé é imaculado. – Ele disse, com a voz reverente. –  Essas pequenas pintinhas em seu pé são muito charmosas.

– Não sei se é algo de que eu possa me vangloriar.


 

Chat Noir levantou o rosto para ela e Marinette se viu desejando mais luz, para que pudesse enxergar o verde daqueles olhos. Ele massageou seu pé, e ela sentiu algo entre suas pernas esquentar. Se ela se deitasse com ele, aquelas mãos subiriam muito mais, percorrendo todo seu corpo, tocaria em seu íntimo - algo que ela própria jamais fizera. O que ela tinha na cabeça ao pensar que ficaria à vontade com um homem em uma situação dessas?


 

– Desculpe. Não posso fazer isso. - Ela falou, de repente. Chat endireitou o corpo com um movimento que, embora parecesse típico de um predador, não a fez se sentir ameaçada. – E-eu.. eu não estou preparada. 
– Esta é a sua primeira vez a sós com um homem? - Ela soltou uma risadinha de deboche. 
– É tão óbvio assim? - Ele riu baixo, mas não havia diversão no som. Parecia mais um eco de decepção. 
– Eu deveria ter imaginado. – Então o olhar dele se fixou no dela, agudo e exigente. 
– Por quê? - Ela perguntou.
– Desde o primeiro momento, demonstrou seu nervosismo, pensei que era por ser sua primeira vez no Miraculous, mas agora percebo que é porque nunca teve um homem entre suas coxas. E, infelizmente, não deito-me com virgens. - Uma decepção profunda a abateu.
–  Por quê? 
– Porque eu não faço… como as mulheres costumam falar? Eu não faço amor, eu fodo, e com força. - Ele respondeu. – As mulheres sentem desconforto em sua primeira vez. Você merece alguém que tenha mais paciência. Na verdade, deveria ser alguém que goste de você, alguém que coloque o seu prazer à frente do dele. A primeira vez só acontece uma vez, Ladybug. Esteja ao menos um pouco apaixonada por ele. 


 

Ela ficou calada, e, ao perceber que não diria mais nada ele falou:

 

– Vou acompanhá-la até sua carruagem. 

– Eu vim com um carro de aluguel. Diminui as chances de que minhas aventuras sejam descobertas. - Ele se levantou. 

– Vou pedir ao meu cocheiro que a leve para casa. 

– Não é necessário. 

– Não vou deixar que você fique vagando pelas ruas à procura de uma carruagem a esta hora da noite, e sou muito indolente para ir procurar com você. 

– Meu anonimato vai ser comprometido, e o seu, se eu reconhecer seu cocheiro em outra ocasião. - Ele pensou em respondê-la, mas ela tinha razão.

 

Ela caminhou até a porta, muito ciente dos passos dele atrás de si, virou a chave na fechadura e envolveu a maçaneta com a mão, encarando a madeira escura... 

 

– Será que você poderia pelo menos me beijar? – Ela sentiu raiva de si mesma por se humilhar ao ponto de implorar, mas sair sem absolutamente nada, depois de tanto planejamento, preparação e risco parecia injusto demais. 

– Você nunca foi beijada? - Ele questionou.

– Nunca. 

 

Marinette estava consciente da aproximação dele, do calor que seu corpo irradiava, envolvendo-a. Engolindo em seco, ela estava a ponto de se virar quando sentiu a boca de Chat roçando sua nuca. Ela quase se esqueceu de que queria os lábios dele sobre os seus ao sentir a umidade refrescante se concentrando em um pequeno círculo da sua pele, o calor se infiltrando em seus músculos e ossos, espalhando-se devagar e intensamente po todo seu corpo, deixando um arrepio delicioso em seu rastro. Se ele pudesse criar sensações assim só com a boca. Que tola ela foi ao mudar de ideia. Que ridícula seria se mudasse de novo. Mas mesmo que alterasse sua disposição, Chat não iria satisfazer o desejo que estava provocando. Ela continuava sendo uma virgem - e continuaria assim se dependesse do seu futuro marido - o que não era a preferência dele. Chat Noir estendeu a mão, roçando os dedos no queixo dela ao virar seu rosto um pouco para trás. Então sua boca cobriu a dela com total precisão. Com a outra mão, ele aninhou a parte de trás da cabeça de Marinette enquanto acariciava os lábios dela com a língua antes de entreabri-los. Ele aprofundou o beijo, e muito, explorando a boca de Marinette como ela imaginava que ele tinha explorado boa parte do mundo: de modo lento e completo, dedicando atenção total a cada detalhe minúsculo. Ele a saboreava. Ele a venerava. Ele soltou um gemido gutural e ela sentiu o som ecoando no peito dele, pressionando-a. Gemendo, Marinette ficou atônita com a intimidade desse prelúdio para algo muito mais primitivo. Aquele homem tomava o que queria; ele era inclemente. Na cama, ele a teria conquistado, e ela não podia acreditar que tinha afastado o conquistador. Marinette quase chorou de desejo quando ele recuou e passou o polegar de leve pelos lábios formigantes, inchados e molhados. Sombras demais não deixavam que ela lesse a expressão nos olhos dele. 

 

– Você faz com que eu me arrependa de ter aversão a virgens. – Ele disse, a voz um ritmo grave que a fez estremecer. 

– Você faz com que eu me arrependa de ter me acovardado. 



 

Então com um pequeno selar de lábios eles se despediram. 



– Boa noite, My Lady.


Notas Finais


Desculpem os erros.


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