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História Além da Distância - Capítulo 1


Escrita por: e projetoharuno


Notas do Autor


Oieee genteee!❤
Aqui eu com minha fic do mês do @ProjetoHaruno nos 45 do segundo tempo! Kkkkkkkkk
O tema do mês é: Dia dos Namorados <3
Era pra ser uma one, mas virou uma two que pode virar uma three kkkkkkkkk
GaaSaku porque o casal é perfeito e tava na hora de eu tomar vergonha na cara e fazer uma fic deles kkkkkkkk Minha bateria tá acabando, vou postar correndo e já volto!
Boa leitura❤

Capítulo 1 - Capítulo Um


Fanfic / Fanfiction Além da Distância - Capítulo 1 - Capítulo Um

Talvez eu realmente seja louca, como todos dizem. 

Meu relacionamento é apenas uma desculpa para levantar minha própria auto estima, nada mais — é o que as pessoas repetem. 

Afinal, uma mulher de 20 anos que nunca namorou certamente tem vários problemas nesse sentido, não é? 


Errado. Completamente errado. 


Quero saber quem foi o pobre coitado que criou esse conceito ridículo de que as mulheres precisam estar em algum relacionamento para se sentirem bem e se amarem. 

Na minha vida mando eu, e pouco me importa o que as pessoas falam sobre. Quanto ao meu relacionamento, não há essa de "desculpa", e sim a certeza de que meus passos são certeiros e meu sentimentos, verdadeiros. Se não namorei antes, foi porque não quis e não tinha encontrado a pessoa certa para viver isso comigo. 

E não faz diferença alguma se eu encontrei essa pessoa por meio de uma tela de smartphone ou se foi por intermédio da faculdade ou qualquer outro meio presencial. 

No começo, eu ficava triste quando as pessoas diziam que meu namoro não era real, e sim, algo fantasioso. 

"Não tem como se apaixonar por alguém que você nunca viu pessoalmente, Sakura".

"Quem te garante que ele não é um bandido virtual?"

"Isso é carência".

Mas conforme o tempo foi passando e meu sentimento, crescendo, fui aprendendo a ignorar tais comentários — alguns honestamente preocupados, mas a maioria, maldosos.

Hoje, eu digo com orgulho: tenho um namoro virtual. 

Talvez eu seja louca, sim. Mas desde quando isso é ruim? 

Agora estou vivendo minha loucura repleta de felicidade pela data que se aproxima cada vez mais. Amanhã viverei o meu primeiro dia dos namorados comprometida! 

Já planejei tudo: vou me arrumar com bastante cuidado, ir para a janela de meu quarto — que tem uma luz maravilhosa —, e passar o dia inteiro conversando com ele, aproveitando seu jeitinho único e perdendo a noção do tempo ao seu lado. A noite, um jantar romântico será perfeito.

"Seu lado" é maneira de dizer, mas é assim que sempre me sinto: como se não houvesse distância alguma. 

Conheci Gaara por meio de um grupo sobre séries do facebook. No começo, ele não passava de um balãozinho que comentava algumas publicações ou respondia aos meus próprios comentários nelas. De alguma forma, sempre conseguíamos ganchos para ir além da publicação e começávamos a conversar sobre assuntos aleatórios nos espaços para comentar. Aos poucos, mudamos de lugar: passamos a dialogar pelo Messenger.

Obviamente, não saí jogando informações pessoais aleatoriamente para ele. Afinal, Gaara era um desconhecido; e é fato que a internet é um lugar muito perigoso. Não podia confiar nele apenas por aparentar ser uma pessoa legal, precisava ter certeza de que realmente não era alguém tentando me fazer algum mal. 

No primeiro momento, era apenas um cara com quem eu gostava de jogar conversa fora. 

Adicionamos um ao outro na nossa lista de amigos da mesma rede social em que nos conhecemos e assim, pude saber um pouco mais de sua vida com suas informações públicas: da mesma idade que eu, com dois irmãos mais velhos, calouro no curso de educação física, caseiro, jogador de basquete, aparentemente esforçado e diga-se passagem, lindo.

É, sou uma stalker de primeira. 

Ao que parecia, ele também havia feito o mesmo com meu perfil, e passamos a conversar mais sobre nossos cursos e irmãos. Era sempre um papo bom, parecia que nossos assuntos em comum não acabavam, apesar de evitarmos revelar dados mais íntimos, como endereços. Os assuntos mais profundos sobre nossa vida e rotina não eram muito detalhados, sempre falávamos superficialmente.

Depois de meses conversando dessa forma, finalmente trocamos números de telefone e passamos para o whatsapp — mas eu ainda não confiava nele o suficiente para lhe dizer dados mais pessoais sobre mim. 

As tristes realidades de adolescentes da minha idade que caíram em armadilhas de criminosos rondavam minha cabeça sempre que pensava em dizer algo mais pessoal a ele. Querendo ou não, sou filha de policiais, indiretamente vi esses casos no meu cotidiano e aprendi a me precaver. 

Já Gaara… Quando me dei conta, ele já havia dito em qual universidade estudava e onde morava. E naquele dia, pela primeira vez, senti algo diferente. Meu coração deu uma pontada quando constatei que meu — até então — amigo virtual morava no sul do país, enquanto eu residia no norte. 

Foi quando nosso primeiro "problema" surgiu. Eu tinha 18 anos na época, havia acabado de passar em medicina e comecei a sentir os efeitos da faculdade. Estava atolada e cansada, mas ele jamais deixou de me mandar mensagens — mesmo com meus cada vez mais constantes vácuos. 

Foi quando avançamos para outra etapa: as ligações on-line. Jamais me esquecerei do susto que levei quando voltando para casa, no ônibus, senti meu celular vibrar e vi o nome de Gaara na tela. Eu estava cansada e preocupada com um trabalho que teria que apresentar, tanto que pensei seriamente em não atendê-lo. Mas por algum motivo, desisti. 

E foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. 

Naquele dia, meu retorno para casa foi mais divertido do que jamais havia sido antes. Gaara me disse que estava preocupado comigo, perguntou se eu estava bem e quando vi, já estávamos criando teorias para a próxima temporada de nossa série favorita. 

Pela primeira vez, escutei sua voz rouca — já que por algum motivo, nunca havíamos trocado mensagens de áudio antes. Aquele jeito apaixonante de falar, o sotaque sulista lindo, só conferiu um pouco mais de charme à imagem que eu havia criado dele em minha mente com as fotos de seu facebook.

Dessa forma, as mensagens de texto basicamente desapareceram. Passamos a nos falar praticamente apenas com ligações e as coisas foram ficando cada vez mais divertidas.

Não é como se eu nunca tivesse tido nenhum tipo de relacionamento amoroso nesse período. Pelo contrário, tive meus lances com rapazes que conheci pela faculdade ou pelas festas em que passava. Nada sério, tudo sempre passageiro. Afinal, eu ainda confiava que era impossível sentir algo mais sério por alguém que nunca vira pessoalmente. 

Ainda considerava Gaara como um amigo, sem perceber que meu coração estava cada vez mais encantado por aquela risada que escutava em todas as ligações. 

Naturalmente começamos a fazer chamadas de vídeo também; embora eu só ligasse a câmera quando estava em casa e no meu quarto, Gaara fazia questão de me mostrar cada momento de seu dia. Apresentava como era sua universidade, seus amigos, seus jogos, seu caminho, sua casa… ele costumava dizer que "precisava mostrar porque você já faz parte da minha vida".

E aí, quase um ano depois de conhecê-lo e acompanhá-lo, foi que confiei o suficiente para dizer que morava no norte e até ativar a câmera uma ou duas vezes fora de casa. A essa altura, até os pais dele eu já conhecia — a distância, claro. 

Dona Karura e seu Rasa costumavam dar pitacos aqui e ali durante as ligações, seja mandando Gaara fazer algo ou perguntando "tá falando com sua namorada de novo?" — pergunta sempre respondida com uma risada deliciosa do ruivo e um singelo "não, ela é minha amiga". Até que certa vez, sua mãe aproveitou que ele estava dormindo e conversou comigo por vídeo chamada. Atendi pensando que era o Sabaku e levei um belo susto, mas descobri que ela é um amor de pessoa. Segundo dona Karura, Gaara sempre falava de mim e ela estava muito curiosa para saber quem era a 'famosa Sakura'. Depois disso, trocamos nossos números e em nossas conversas, comprovei o ditado "filho de peixe, peixinho é": Gaara tem uma mãe incrível.

Não sei dizer direito quando foi que comecei a falar com seus irmãos também. Temari e Kankuro se mostraram tão simpáticos e alegres quanto o caçula. Geralmente, quando falava com Gaara por vídeo chamada, os dois apareciam ao fundo, falando sobre aleatoriedades ou zoando o irmão para que eu escutasse — e foi assim que descobri que o ruivo só largou do mingau na mamadeira aos 9 anos de idade.

A roda de amigos foi crescendo cada vez mais: criamos um grupo no whatsapp com Temari, Karin, Ino, Hinata — três grandes amigas minhas — e eu. Mais tarde, Kankuro, Naruto — irmão da Karin —, Sasuke — outro velho amigo — e Gaara foram adicionados também e definitivamente, é impossível existir grupo mais animado e divertido no mundo inteiro. 

Em meio a tantos momentos bons, ocorreu outro problema: o ruivo e eu brigamos. E brigamos feio. 

A verdade é que não sabíamos ao certo o que sentíamos — ou não queríamos aceitar, devido às circunstâncias — e acabamos sendo surpreendidos por nossos próprios sentimentos. Lembro que fiquei bastante preocupada quando os vácuos de Gaara tornaram-se habituais e ele parou de atender minhas ligações. Dona Karura, Temari e Kankuro diziam que ele estava normal na faculdade, mas que andava mais irritado. Pensei que talvez fosse algum problema mais pessoal e quis ajudar — mas ele ignorava todas as minhas tentativas de contato. 

Até que, quando finalmente atendeu uma de minhas ligações, disse que não queria mais falar comigo. Segundo ele, estava claro que eu estava mais distante dele e cada vez mais próxima de um "rapaz que ele sempre via nas fotos que eu postava". Não demorei a perceber que se tratava de Sai, um amigo de curso, e tratei de explicar a Gaara sobre quem se tratava. 

E então, ele citou uma foto com "provas" de que eu não me importava de verdade com nossa amizade. Disse que não adiantava mais que eu fingisse, e que ele sabia que estava sendo irritante em se chatear por algo tão banal. E finalizou com palavras que ficaram guardadas em minha mente:

"Na verdade, Sakura, eu nem sei o motivo de estar tão incomodado. Mas sempre que penso em você, eu… fico mais intenso. Desculpa por te incomodar tanto e te fazer perder seu tempo. Isso é um adeus"

Aquilo foi um baque para mim.

Meu mundo parou. Mal consegui respirar. 

Senti que tinha perdido uma pessoa muito especial para mim por um motivo que não conseguia entender. Talvez a pior parte tenha sido a sensação de perceber que com um único botão tudo estava desmoronado: eu estava bloqueada.

Chorei, chorei muito e por bastante tempo. Não sabia como reagir e nem sabia ao certo o que estava acontecendo. E foi nesse momento que percebi que Gaara era mais do que um amigo.

Eu não podia perdê-lo. 

Não era um botão de bloqueio que iria me parar. 

Quando ele saiu do grupo de amigos no whatsapp, pedi ajuda de todos para descobrirmos o que havia feito o ruivo tomar aquelas atitudes.

E conseguimos.

Temari e Kankuro conseguiram pegar prints do celular e notebook de Gaara. As imagens — aparentemente retiradas do telefone de Sai — indicavam uma conversa minha com meu companheiro de curso, em que eu dizia coisas como "ninguém liga para amigos virtuais", "Isso é só para me distrair quando não tenho nada pra fazer", "Nem conheço esse tal de Gaara, esquece isso". 

Obviamente essas mensagens jamais haviam sido trocadas e foi bastante fácil para mim e para Sai provarmos isso, bastou mostramos nossos históricos de conversa: no mesmo dia e horário que os prints indicavam, ele e eu estávamos reclamando da aula do professor Orochimaru. 

E já que Temari e Kankuro haviam descoberto também o número de telefone que enviara os prints falsos, rapidamente soubemos que a responsável por tudo era Tayuya, uma aluna de desenvolvimento de sistemas que me odeia desde que defendi Hinata na frente da faculdade inteira do bullying praticado pela ruiva por conta do tom exótico — e belo — dos olhos de minha amiga.

Para se vingar, ela pegou o número de Gaara do meu celular e montou toda aquela armação, como a grande invejosa que é. Claro que assim que soube fui tirar satisfação com ela, mas o importante mesmo é que meus amigos trataram de avisar o Sabaku de toda a verdade.

E quando fui desbloqueada, passei pela vídeo chamada mais emocionante de minha vida. Nunca havia visto Gaara chorar antes — e eu mesma chorava como uma criança. 

Ele me contou que já "não ia muito com a cara do tal Sai" e que acabou acreditando nas bobagens que aquele 'número anônimo' enviou para si. 

" Eu nem conheço esse Sai para dizer que não gosto dele… sou um imbecil, Sakura. Desculpe. Me deixei levar pelos ciúmes".

Lembro que ri quando ele me disse isso. Sem perceber, revelei que senti medo de nunca mais falar com ele. Sem que eu notasse, Gaara havia se tornado parte da minha vida, um pedaço de mim. Eu tinha mais carinho por ele do que por muitas pessoas que conhecia presencialmente. 

E ele me confidenciou que eu estava em todas as visões que tinha para seu futuro — sempre ao seu lado, segurando sua mão. Gaara, naquele momento, me contou que eu já estava irremediavelmente presa dentro de seu coração. 

E foi aí que nós dois percebemos.

Não havia motivos para ter ciúmes. Afinal, meu coração já era todo dele, somente e apenas dele. 

Eu estava apaixonada. 

E ele também. 


Foi quando entendemos e aceitamos esse fato que decidimos, juntos, assumir namoro. 

Por mais estranho que isso pudesse soar para algumas pessoas, o amor da minha vida era alguém que eu jamais tocara. Pois ao longo dos quase dois anos em que o conhecia, fui cultivando no coração, mesmo sem saber, a certeza de que muito além de beijos e abraços, um relacionamento precisa ter sentimento de verdade — e definitivamente, isso nós tínhamos de sobra. 

É verdade, às vezes a tela parecia irritantemente limitadora. Em muitos momentos, tudo que queríamos era sentir pela primeira vez o cheiro um do outro, o calor de nossos corpos se encostando e o sabor dos lábios se cruzando. Mas sempre que cada um desses desejos crescia, lembrávamos que um dia conseguiríamos nos encontrar e viver tudo aquilo. Esse se tornou nosso sonho juntos. Não temos condições de arcar com as viagens para nos encontrarmos, pois são muito caras. Não trabalhamos, apenas estudamos por enquanto e com as situações financeiras de nossas famílias, é um objetivo longínquo.

E passamos a viver assim, dia após dia, cheios de sentimentos um pelo outro, com o namoro sólido por conta desse amor e sonhadores, desejosos de nos conhecermos pessoalmente.

Mas como se já não bastassem as dificuldades rotineiras, tivemos que lidar com o preconceito. Especialmente eu — já que a sociedade ainda estereotipa muito mais a mulher do que o homem. 

Admito que me senti insegura depois de ouvir de várias pessoas tantas vezes que ele não me amava, que podia ser tudo mentira, que eu estava me deixando iludir. Cheguei a tentar me afastar; mas quando percebi, nossa força-tarefa de amigos havia sido acionada por Gaara para me fazer acordar dessa loucura.

E eu sentia — e ainda sinto — seu calor em cada uma de suas palavras. Em cada "eu te amo", meu coração retumbava com a convicção e a verdade daquelas palavras. No dia em que mais tive medo de estar vivendo uma mentira, Gaara fez questão de me lembrar quem era o homem por quem me apaixonei. Mandou via correio vários buquês de flores para minha casa e me fez relembrar vários momentos que vivemos juntos — mesmo distantes. 

Nesse dia, senti novamente no fundo de meu peito o que eu já sabia, mas que havia enterrado um pouco pelos comentários dolorosos que me direcionavam: a conexão que nós dois temos vai muito além de qualquer tela ou sinal de wi-fi.

Hoje, quase 7 meses depois de iniciarmos nosso namoro, me preparo para viver o meu primeiro Dia dos Namorados.

E estou convicta que o passarei — mesmo de longe — com o homem que amo. 


[...]

No dia seguinte


— Tudo pronto… — murmurei sozinha verificando a mesa que havia arrumado para jantar. Gaara me disse ontem que ficaria sem internet o dia inteiro, mas que voltaria a noite. Já que minha tarde na janela foi cancelada por causa disso, combinamos de fazermos uma vídeo chamada para jantamos juntos. Meus pais estão viajando e graças a isso, tudo está por minha conta.

Cuidei de cada detalhe e me arrumei para que ele me visse bem bonita, apesar de que pela tela do tablet, talvez minha maquiagem estrague um pouco. Quando percebi que havia chego o horário que marcamos, liguei animada para meu namorado. Mas, para minha tristeza, a vídeo chamada não foi atendida. Tentei mais duas vezes, e o resultado foi o mesmo. 

Comecei a me preocupar, mas respirei fundo e esperei mais um pouco. Será que ele ainda estava sem internet? 

Mas Temari estava on-line, e eles usavam o mesmo wi-fi. Um tanto nervosa, liguei para ela, e a Sabaku apenas me disse que Gaara tinha saído e ainda não havia retornado. 

Minha preocupação só subiu ainda mais. O que teria acontecido com meu namorado? Ele detestava sair de casa, sempre preferia ficar em casa assistindo Netflix do estar andando por aí. Ainda mais hoje, que é feriado… 

Após algum tempo, nem dona Karura, nem Kankuro e nem Temari atendiam mais às minhas ligações. Percebendo que já estava tarde, jantei sozinha, mesmo que não tenha ficado tranquila em momento algum.

Lavei as louças, arrumei a mesa e desprendi o cabelo quando notei que o jantar já não aconteceria mais. No meu primeiro dia dos namorados, o Gaara foi abduzido? Comecei a roer as unhas nervosamente pensando no que poderia estar acontecendo para que ele não tivesse retornado ainda e ninguém mais me atendesse. Será que choveu e meu namorado ficou preso no trânsito? 

Não, a previsão do tempo por lá indica uma noite tranquila nesse sentido… então o quê?

Minha preocupação se desfaz quando vejo no facebook que ele havia compartilhado alguns memes há poucos minutos. Se ele está espalhando piadinhas por aí, com certeza não está em perigo ou algo pior, como eu pensei desesperadamente. 

Toda minha preocupação se converte em raiva e entro no quarto chateada. Será mesmo possível que Gaara esqueceu do nosso dia? De tudo que tagarelei ontem? 

Quando ele atender esse telefone, vai ouvir de mim. Não vou parar de esculhambar até que o Sabaku me peça desculpas. Ele sabia que era um dia importante para mim! Como é que ele simplesmente ignora tudo para sair compartilhando memes por aí? Sinto vontade de chorar, mas reprimo. 

Meu namorado é um idiota.

Sento-me na cama e me olho no espelho. Suspiro e novamente me jogo no colchão. Preparei meu melhor vestido de noite para nada. Tudo bem que ele não ia ver quase nada do vestido, mas eu estava tão animada que pensei até nisso — embora tenha ignorado totalmente os sapatos e ficado descalça todo o tempo. 

Nosso jantar, nosso momento juntos... Eu não acredito que ele abriu mão de tudo isso para ficar no facebook compartilhando memes.

Bato com força na cama, irritada.

— Gaara, você é um idiota! — esbravejo sozinha. 

— Sakura… 

Meu coração acelera imediatamente ao ouvir aquela voz. Paraliso deitada sobre a cama e sinto um arrepio quando escuto a porta do quarto abrir.

— O que eu fiz dessa vez? 

Eu só posso estar ficando louca. 

Não é possível.

— G-Gaara? 


Notas Finais


Espero que tenham gostadooo❤❤


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