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História Alive - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Desconhecido


E já pensou se tudo fosse diferente? Se tivesse feito alguma coisa que mudasse tudo, ou deixado de fazer algo que hoje, talvez, pudesse fazer toda diferença? Essas são as perguntas que rondam minha cabeça e as vezes me fazem pensar em desistir. É como se nada do que eu fizesse agora, pudesse fazer diferença. Desde que tudo isso começou, eu só consigo pensar no que eu fiz para estar passando por isso agora, não pelo apocalipse, acho que isso já era inevitável, mas por estar sozinha agora, alias foi exatamente isso que eu quis a vida inteira, estar sozinha, e agora é o que eu mais tenho medo.

No início disso tudo, eu estava vivendo a vida que sempre quis, num apartamento na cidade, um bom emprego, numa boa faculdade e longe da minha família, estava tudo perfeito, até meu irmão ser baleado no trabalho, e a partir daí tudo começar a desabar. Tive que largar tudo e voltar para a cidadezinha que tanto odiei. O tempo em que estive lá, Rick não teve nenhuma melhoria e eu já não aguentava mais estar naquela casa e ver as trocas de olhares entre a esposa perfeita e o melhor amigo de meu irmão, o cara em que eu mais confiava também, aquilo era sufocante. Quando voltei para Atlanta, um boato começou a se espalhar, diziam ser uma nova doença, no início não parecia ser preocupante, o ccd estava trabalhando numa cura. Alguns dias depois, as coisas pareciam ter perdido o controle, nos rádios diziam para estocarmos comida e não saímos de casa. Foi o que eu fiz por um tempo, achava que aquilo acabaria logo, mas eu estava errada.

Quando as coisas realmente saíram do controle, eu decidi sair, voltar para king county, e ficar com a minha família, peguei a arma que Rick me deu a alguns anos, ele dizia que toda garota sozinha numa cidade grande precisava ter uma, e fui embora, mas não foi tão fácil assim, levei três dias só para sair da cidade e mais um mês para chegar em king county. Tempo o suficiente para perdê-los. A casa estava revirada, álbuns de família sumiram, eles fugiram. No hospital não havia nada, literalmente nada, vasculhei todos os quartos e todos os corpos, nada do Rick.

Eu finalmente estava sozinha.

Pouco mais de 2 meses depois do início de tudo, ainda procuro minha família, sigo rastros, entro e saio de grupos, fujo de zumbis, procuro comida, água... agora novamente sigo sozinha, sinto que é melhor assim, um grupo sempre atrasa.

Faz dias que não como, e sinceramente, me sinto fraca demais para qualquer coisa, mas não posso desistir, errei demais antes e preciso me redimir, preciso encontrar minha família. Agora estou atrás de um esquilo, juntei minhas últimas forças para levantar um arco e flecha improvisado e quando estou prestes a atirar, um grito masculino assusta o meu jantar que sai correndo na direção oposta. - Ninguém merece. – Minha voz saiu meio rouca, faz dias que não ouço o som da minha voz. Uma das piores coisas do fim do mundo, não tem ninguém para conversar além de arvores e zumbis. O grito vinha de um pequeno barranco a alguns metros de onde eu estava, enquanto me aproximava pude notar um homem tentando subir, ele parecia bem machucado, falava sozinho e tinha uma boneca presa em sua cintura e um arco preso em seu ombro. Aquilo me seria útil. Por um segundo pensei em deixá-lo e seguir meu caminho, afinal, eu não o conhecia, podia ser um maluco qualquer e aquilo não era da minha conta, mas algo me fez voltar, mesmo nesse novo mundo, seria maldade deixar um homem machucado morrer daquele jeito. Me aproximei sem que ele pudesse me notar, eu sou boa nisso, ele parecia estar delirando, de qualquer forma não me notaria, não parava de falar de um tal de Merle, seja quem for, pareciam ter problemas a resolver. Me segurei num galho que parecia ser seguro, me equilibrei no meio de umas pedras e estiquei meu braço para alcançá-lo e nesse momento ele pôde me notar, me encarou por um segundo antes de agarrar minha mão com toda força, enquanto eu não fazia ideia de onde eu estava tirando forças para puxá-lo. Assim que o trouxe para cima, percebi que foi uma péssima ideia ajudá-lo, porque eu simplesmente não tinha nenhuma força, então eu simplesmente cai por cima do homem. Nesse momento pude reparar seu rosto, tinha traços fortes, não fazia meu tipo e provavelmente não seria o tipo de cara que me chamaria atenção num dia comum, mas algo nele me chamou atenção.

 Meus pensamentos foram cortados por um murmúrio de dor e eu pude notar que ainda estava em cima do desconhecido, mais precisamente em cima de um machucado no qual eu não sabia se podia ser de uma mordida. Logo rolei para o lado enquanto puxava minha faca e colocava no pescoço do homem, encostando levemente o ferro gelado. – Quem é você? – me esforcei ao máximo para não fraquejar, precisava mostrar que se ele fizesse qualquer coisa eu não hesitaria em matá-lo. – Dixon...– sua voz saiu fraca, não parecia querer fazer muito esforço, provavelmente desmaiaria se fizesse.- Daryl Dixon.


Notas Finais


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