História Almas Negras - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Bellatrix Lestrange, Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Narcissa Black Malfoy, Personagens Originais, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Amor, Dumbledore, Fantasia, Guerra, Harry Potter, Hentai, Luta, Magia, Personagem Orgininal, Romance, Severo, Severo Snape, Severus, Severus Snape, Snape, Ss/oc, Tom Riddle, Voldemort
Visualizações 137
Palavras 2.529
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem do cap ♥♥

Capítulo 4 - Voto Perpétuo


Fanfic / Fanfiction Almas Negras - Capítulo 4 - Voto Perpétuo

pov Severo Snape 

Bato na porta dos aposentos de Merida, o orgulho ardendo em meu peito mas é uma medida necessária que preciso tomar de forma urgente.

"Severo?" - Questiona confusa ao abrir a porta, meus olhos deslizam pelo seu corpo e a camisola vinho me chama atenção, Merida é uma bela mulher. - "Gostaria de entrar?" - Questiona me observando e saio de meus devaneios por seu corpo afirmando positivamente com a cabeça, ela se afasta da porta disfarçada por um quadro de lobos dando passagem para que eu entre.

Assim que passo pela porta sinto o carpete preto a sola de meus sapatos, vejo duas poltronas e as velas que iluminam alguns quadros confusos a mim próximo a uma estranhe de livros cheia e a frente da sala uma lareira.

"Desculpe pelo incômodo a essa hora, o assunto é importante." - Digo e ela afirma fazendo um leve gesto para que eu me sente e aceito me sentando em uma das poltronas.

"Quer algo para beber? Whisky? Água? Chá?" - Questiona, estou desconfortável, pela primeira me sinto desconfortável perante a uma mulher desde a adolescência.

"Não, obrigada." - Ela se senta e aguarda que eu comece a falar. - "Vim com um pedido de Narcisa." - Ela ri erguendo as sobrancelhas.

"Ótima piada Snape, agora me diga o real assunto." - Brinca irônica mas seu sorriso se fecha quando vê que não esboço nada em minha face.

"Sem brincadeiras Merida, é sério." - Ela me observa e afirma positivamente com a cabeça. - "Voldemort mandou Draco matar Dumbledore, e Narcisa quer que faça um pacto porquê sabemos que ele não conseguirá, ela quer que você o mate no lugar de Draco." - Ela ri e se levanta, anda de um lado para outro na pequena sala, passa a mão direita nos cabelos curtos escuros e vêm em minha direção, a camisola de seda definindo completamente suas curvas.

"Ela só pode estar louca." - Diz. - "Por que eu?" - Questiona me observando de pé a minha frente. - "Por que não você, ele não é seu afilhado?" - Mais um questionamento salta de seus lábios e me ergo segurando de leve seus ombros.

"Ela disse que você entende a situação que Draco se encontra, apenas isso, terá que conversar com ela Merida." - Merida apoia a cabeça em meu peito me assustando, espero lágrimas de sua parte mas elas não vêm. - "Eu não posso fazer isso, tomarei Hogwarts assim que ele morrer e ficarei no lugar dele como diretor, a pessoa que mata-lo precisa fugir." - Ela suspira e despeja mais o peso de seu corpo em mim, suas mãos presas ao meu peito e deslizo minhas mãos até sua cintura em um ato involuntário.

"Não posso negar, não é mesmo?" - Questiona rindo sem humor algum e ergue o rosto para me observar, as feições leves e delicadas, os olhos azuis e a boca cheia me consomem e desço meu rosto em direção ao dela sem nem perceber.

"Creio que não." - Respondo com a voz já em um tom baixo e rouco, eu sabia que não poderia fazer o que estava prestes a realizar mas minha mente nem lutava contra tal ato, era como se eu quisesse isso a tempos, como se o destino estivesse nos trazido a esse exato momento.

"Quer me beijar Severo?" - Questiona ela, novamente sem nem poupar suas palavras como era de seu feitio sempre.

"Não seja tola Merida." - Digo e a afasto mas ela segura em meus braços.

"Espere." - Diz e paro de tentar afastá-la de mim. - "Vou retirar o que disse, não precisa pedir, pode apenas me beijar, quero tanto quanto você." - Diz e minha consciência se esvai como se derretesse e escorresse por mim até um poço, puxo Merida e a beijo descendo minhas mãos para sua cintura enquanto as suas deslizam por meus braços até minha nunca, nossas línguas travam uma batalha em um beijo intenso.

A guarda dos dois baixas, sem ironias, sem fúria, sem ódio, apenas nós da forma que realmente somos nos deixando dominar por algo que creio nem que nós mesmos sabemos denominar, me afasto mas mantenho minhas mãos ao redor de sua cintura, Merida me observa os lábios inchados e vermelhos meus olhos negros fixos aos seus azuis.

"Foi tão ruim assim, Severo?" - Questiona sorrindo e bufo fazendo com que ela abafe um riso.

"Hoje a noite nos Malfoy, boa noite Merida." - Ela se afasta e sorri deixando que eu saia sem nem sequer me dar uma resposta ou me levar até a porta.

Após passar pela porta minha mente volta a ter um foco, e me lembro de que Dumbledore me chamou para ver como anda o envenenamento causado pela poção que tomou quando foi com o garoto Potter pegar a horcrux.

Abro a porta de sua sala e observo Dumbledore sentado em sua mesa, me aproximo aos poucos e pego sua mão a observando sem dizer nenhuma palavra, lhe entrego um pote com uma outra poção ao qual ele despeja em uma taça sem a beber por completo.

"Beba o resto, isso será pra restringir o feitiço a uma das suas mãos por um tempo, e então irá se espalhar." - Digo e ele o faz bebendo o resto da poção.

"Quanto tempo?" - Questiona erguendo o olhar de sua mão a minha face, desvio levemente o olhar e ele abaixa a taça para cima da mesa.

"Talvez um ano." - Respondo e me ergo com certa rapidez a capa farfalha e me adianto para sair da sala.

"Severo." - O ouço chamar e paro onde estou virando levemente a minha cabeça em sua direção. - "Não me ignore Severo, sabemos que Voldemort ordenou que o menino Malfoy me matasse, mas ele irá fracassar, e presumo que com isso Voldemort se voltará a você." - Apenas nego com a cabeça e me viro para ele por completo.

"Merida." - Digo baixo, meu olhar cai aos meus pés e Dumbledore afirma positivamente com a cabeça.

"Claro, ela já sabe?" - Questiona ele e afirmo. - "Ela terá que fazer, só assim ele confiará completamente nela." - Completa. - "E chegará o momento que Harry deverá saber de algumas coisas." - Minha face se torna questionável, ergo meu olhar a ele que deixo transparecer certa confusão. - "Mas você deve esperar até que Voldemort esteja vulnerável." - Concluí.

"Deverá saber o que?" - Questiono o interrompendo, a raiva subindo contra mim.

"Que na noite que Voldemort foi a Grodic’s Hollow matar Harry, e Lilian se colocou entre os dois a maldição ricocheteou." - Minha mente faz como se fosse um estalo sonoro que ecoa, sinto vontade de me apoiar a parede mas apenas continuo a observar Dumbledore que apoiado com uma das mãos em sua mesa. - "E uma parte da alma de Voldemort se grudou ao único sobrevivente no local, Harry Potter, e por essa razão ele sabe falar com as cobras, por essa razão ele consegue entrar na mente de Voldemort, uma parte de Voldemort vive dentro de Harry." - Termina, dou um passo com calma me encontrando em meio a situação.

"Então quando chegar a hora o garoto deve morrer." - Digo mantendo meus olhos fixos em Dumbledore que a esse ponto já está em frente a sua mesa, abaixa o olhar desconcertado e triste.

"Sim." - Afirma verbalmente e com sua cabeça, novamente voltando a me observar.

"Você o manteve vivo para que ele morresse no momento certo." - Digo, a indignação guardada em mim mas a voz se mantendo controlada. - "Você o criou como um porco para o abate." - Completo e deixo transparecer por um segundo a repulsa em minha voz.

"Não me diga que se afeiçoou ao garoto." - Engulo seco ignorando sua frase.

"Então, quando chegar a hora o garoto deve morrer." - Reafirmo o observando, me sinto de certa forma mal, de uma maneira que não consigo explicar.

"Sim, e o próprio Voldemort deve mata-lo, isso é essencial." - Completa, não o respondo, sinto um gosto amargo em minha boca. Não era novidade alguma que Dumbledore escrevia certo por linhas tortas, mas isso havia sido uma jogada essencial e uma das piores.

Saio da sala com a cabeça girando, confuso e Merida me vêm a mente, ela odiaria ser manipulada dessa forma e eu não precisava contar sobre isso apenas que Dumbledore já havia sido informado de quem causaria sua morte.

Dormi pouco o resto da madrugada, e as aulas com os alunos cabeças oca que cada vez mais vêm tirando minha paciência, mas por uma graça de Merlin o dia passou rápido o que só fazia chegar mais próximo a hora de Merida fazer o pacto com Narcisa. Ainda me perturbava não saber o passado de Merida e o fato dela habitar meus pensamentos mais do que eu desejo me perturbava, eu tê-la beijado me perturbava.

Quando cheguei a casa dos Malfoy, Merida já estava lá, andei pelo corredor adentrando o último quarto ao lado esquerdo o qual era habitado naquele momento por Bellatrix, Narcisa e Merida que se mantinha calada aos despejos de frases indevidas de Bellatrix.

"Cissa, você não precisa fazer isso, ela não é confiável." - Fala Bellatrix como se sussurrasse mas sabe perfeitamente que todos podemos ouvir.

"O Lorde confia nela." - Responde Narcisa apenas observando a reação de Merida que se mantém impassível.

"O Lorde está errado." - Completa Bellatrix, o silêncio se instala no local e fecho a porta atrás de mim para evitar outros comensais curiosos. - "Deveria se sentir honrada Cissa, assim como Draco." - Diz Bellatrix e Cissa olha para Merida com tristeza, sinto o peso das palavras de Bellatrix pois é evidente que tudo que Narcisa sente não é honra.

"Ele é só um menino, como você era Merida." - Diz Narcisa para Merida que abaixa a cabeça.

"Eu irei ajudar o Draco." - Diz Merida apenas. - "Mas não pense que está perdoada por tudo que me fez, sei que não era sua filha, mas poderia ter me protegido, eu era só uma menina... Como diz que Draco é só um menino." - Completa Merida e Narcisa se ergue com os olhos lacrimejados e assente.

"Sempre dramática, não é mesmo Merida? Também deveria ter se orgulhado de sua honra, e não fugido." - Diz Bellatrix para Merida que apenas a observa com desdém.

"Mande sua irmã ficar quieta por favor, Narcisa." - Diz Merida também se colocando de pé, frente a Narcisa.

"Bella, por favor." - Narcisa pede e Bellatrix bufa. - "Sabe que precisará que na hora do pacto seja dito seu sobrenome, certo Merida?" - Questiona Narcisa e Merida abaixa a cabeça afirmando. - "Poderia se retirar por favor, Severo?" - Questiona a mim dessa vez e nego com a cabeça, não podia sair agora no momento de descobrir algo tão importante sobre Merida, mas também não posso saber dessa forma se ela não quiser que eu saiba não irei saber.

"Fique, apenas não me faça perguntas." - Diz Merida sem me olhar e afirmo, elas dão as mãos e Bellatrix incia o feitiço do voto perpétuo, quando os fios dourados estão rodeando as mãos das duas Bellatrix começa o juramento.

"Merida Black, cuidará de Draco Malfoy enquanto ele tenta realizar o desejo do Lorde das Trevas?" - Minha mente trava, não ouço a resposta de Merida apenas vejo sua boca se mexer. Ela é uma Black?! Assim como Narcisa e Bellatrix, Black! Minha mente apenas repetia o sobrenome constante, Black, Black, Black. - "E você fará tudo que for possível para protegê-lo a todo instante?" - Continua Narcisa, minha mente ainda perturbada e as perguntas a rondando, Merida responde que fará e Bellatrix continua novamente. - "E se ele falhar você mesma irá terminar a tarefa que o Lorde das Trevas o designou a cumprir?" - Merida responde que irá e o fio dourado de suas mãos se desfaz, ela apenas puxa mão e abre a porta do quarto saindo em direção as escadas ao final do corredor que levarão ao porão.

"Não a faça perguntas, Severo." - Narcisa diz e Bellatrix apenas ri.

"Chocado por saber da onde vem o sangue dela? Infelizmente os olhos azuis são da mãe trouxa nojenta que ela mesma não pode conhecer mas..." - Bellatrix se cala com um gesto de Narcisa o que me faz ficar pensando de quem Merida é filha e como foi colocada nessa situação horrível. - "Ops." - Completa rindo, não respondo apenas me viro e saio do quarto seguindo a mesma direção que Merida tomou, precisava falar com ela, não sabia como ela estava se sentindo após eu descobrir algo que ela tanto tentou esconder.

Desço devagar mas o ranger da escada de madeira não esconde minha chegada, o porão até que está limpo, um cimento pesado ao chão se faz presente, mas é um ambiente usado para deixar os prisioneiros, desordeiros, desobedientes... Pessoas que não cumprem ordens, paro de frente a Merida que me observa, de minha boca não sai uma palavra e então ela suspira.

"Fala Severo." - Diz e um sorriso triste se forma eu seu rosto.

"Não quero me diga nada, a não ser que sinta vontade." - Digo me aproximando levemente e ela se encosta a parede.

"Então não direi." - Completa sorrindo me observando, parecia que Merida poderia ver minha alma, a aura ao seu redor, os segredos que habitavam essa mulher me deixavam confuso e extasiado e apesar do sofrimento de revelar isso a mim mesmo, eu sabia que Merida havia tomado minha curiosidade por completo. - "Tenho vergonha desse sangue." - Diz baixo.

"Não parece uma Black." - Digo e ela apenas ri e ergue o olhar para mim.

"Severo Snape sendo gentil e me consolando em um momento de tristeza, quando iria imaginar?" - Diz me fazendo bufar, ela estava com razão, quando iria me imaginar correndo atrás de uma mulher que não fosse Lilian para consola-la em um momento ruim.

"Você precisa de uma resposta para essa observação?" - Questiono e me aproximo mais de Merida que ainda se encontra encostada na parede, ela me observa e apenas nega, e novamente dou mais dois passos em sua direção o que nos faz ficar a poucos sentimentos de distância.

"Não Severo." - Diz e acaba com o que sobra de nossa distância me beijando, não a nego nem a rejeito muito pelo contrário, desço minhas mãos a sua cintura a puxando mais para mim e a beijo com certa intensidade que ela também coloca em seu ato, suas mãos deslizando por minha nuca puxam levemente meu cabelo fazendo com que meu raciocínio se vá e a prendo na parede erguendo seus braços o prendendo e pressiono meu corpo no seu, Merida está ofegante mas minha respiração ainda permanece mais controlado do que a dela, mordo levemente seu lábio inferior e me afasto antes que perca completamente a consciência.

Pela primeira vez Merida parece não saber o que dizer assim como eu, então apenas me viro e deixo o porão com os olhos de Merida que habitam minha mente. 



 



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