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História Alteridade - Capítulo 27


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Capítulo 27 - Vigésimo Sexto


Enquanto cruzávamos o pátio indo para a sala de Transfiguração, havia um monte de gente reunida num único ponto. Flashes de câmeras fotográficas e várias penas flutuavam pelo local. Nós nos entreolhamos e achamos aquilo tudo muito estranho. Foi então que me dei conta de que aquilo tudo deveria fazer parte do pequeno show particular, que agora havia se tornado grande show público, de Ginevra.

Dito e feito, assim que nos aproximamos, todos tornaram seus olhares em nossa direção e um caminho se abriu entre nós e a garota prenha. Nesse momento, engoli a seco por lembrar de não ter perguntado para Hermione ou para o próprio Harry se alguém – ou todo mundo – já sabia do que estava acontecendo dentro de mim. Respirei fundo e me controlei para parecer o mais normal possível. Seria terrível que meus pais soubessem de minha gravidez justamente pelo jornal.

– Harry! – gritou Rita Skeeter enquanto se aproximava de nós dois – como está o papai do momento?! Todos estamos curiosíssimos para saber como será essa nova aventura na vida do eleito.

Ela praticamente me ignorou, me cumprimentando apenas com um acenar de cabeça enquanto matracava. Ela passou um dos braços pelo pescoço de Harry e começou a andar com ele, na direção da ruiva. A vontade que tive era de socar ambas, mas como fui muito bem criado, procurei uma maneira diferente de acabar com todo aquele circo.

Discretamente, me afastei de toda aquelas bagunça e segui na direção do escritório de Minerva. Chegando lá, comuniquei-a sobre o que estava ocorrendo no pátio e imediatamente estávamos de volta no pátio com a diretora soltando fumaça pelas ventas.

– O que é isso no pátio da minha escola?! – esbravejou Minerva, conjurando feitiços para que todas as penas caíssem no chão e as máquinas voassem para longe. Os bruxos responsáveis pelos equipamentos começaram a se desesperar.

Minerva caminhou na direção de Rita e parecia furiosa com tudo aquilo.

– Suas fofocas não tem mais nem respeito pelo ambiente escolar, senhorita Skeeter?

Rita ficou sem palavras e imediatamente ficou sem-graça. Ambas começaram a discutir enquanto mais pessoas se aproximavam para ver do que tudo aquilo se tratava.

Neste instante, senti alguém parar do meu lado e cruzar os braços, enquanto também observava aquilo.

– Ridículo, não acha? – disse Drachen, olhando fixamente para as duas bruxas que discutiam.

– É – respondi, observando-o – você está bem?

– Eu quem deveria te perguntar isso – respondeu, olhando-me pelo canto do olho.

– É justo. Mas ainda assim gostaria de saber como você está.

– Estou bem – ele deu de ombros – por que não estaria?!

– Você sabe... o bebê, Harry...

– Essas coisas não dizem respeito a mim – ele respondeu no mesmo instante – mas mesmo assim me sinto na obrigação de te revelar uma coisa.

– Uma coisa? – virei-me completamente para ele e senti minhas têmporas se exaltarem.

– Na hora do jantar, esteja com todos na Sala Precisa. Preciso mostrar algo pra vocês. Mas precisa ser lá.

– Drachen? Do que você está falando? – questionei-o, sentindo minha testa começar a suar com a tensão provocada pelo assunto.

– Você vai entender quando eu disser – concluiu.

Antes que eu pudesse falar ou fazer qualquer coisa, ele já havia saído e se dissipado no meio da multidão. Era tarde demais para tentar arrancar qualquer outra coisa dele. Eu teria que aguentar até o jantar para saber o que ele tinha de tão importante para revelar para mim e para toda a escola.

Assim que senti o nervosismo, um pequeno enjoo pareceu querer voltar em mim. Achei curioso, pois o fato de estar tomando a poção deveria estar sanando todo e qualquer sintoma daquela gravidez. Todavia, ainda estava aliviado, pois a sensação de fraqueza e desmaio não acompanhara o enjoo daquela vez.

Depois que McGonagall expulsou toda a mídia bruxa do castelo, seguimos todos com nossas rotinas normais. Comentei com Harry e Hermione o que o outro Malfoy havia dito para mim e ambos concordaram em estar na Sala Precisa na hora estipulada pelo mesmo. Ron ainda permanecia mantendo certa distância de Harry, entretanto, Hermione ainda conversava bastante com ele para que sua aceitação se desse o mais breve possível, dadas todas as circunstâncias.

Ginny passeava pelo castelo o dia inteiro, já que não era mais aluna. Ela parecia estar o tempo inteiro querendo chamar atenção e ficar perto de Potter que, infelizmente, não poderia rejeita-la ou manda-la para algum lugar feio, já que inevitavelmente seria o pai da criança que ela carregava dentro de si. Aquilo me dava um completo ódio, pois eu tinha certeza de que aquilo não passava do bom e velho golpe do baú. Ela usava o próprio filho e a própria gravidez para tentar reaver um homem que não queria mais saber dela. Mais que isso, um homem que agora estava com outro homem.

Dada a hora do jantar, nos direcionamos para a Sala Precisa. Ron, apesar de ainda não falar com Harry, fora conosco, porém só emitia alguns monossílabos e somente para mim e Hermione. Eu ainda não havia conseguido comer, porque estava ansioso demais para o que Drachen traria à tona.

– O que você acha que é? – cochichou Hermione, olhando para os lados.

– Não sei – respondi, olhando em volta em busca do meu primo – mas pelo tom dele, é algo muito sério. E eu o conheço o suficiente para afirmar isso com toda a certeza do mundo.

Hermione fez uma careta tensa e se virou para Ron, dando-lhe alguns pequenos beijos pelo rosto.

O ranger da porta denunciou que Drachen havia acabado de entrar no local. Ele carregava uma trouxa de pano e seguiu em nossa direção sem qualquer cerimônia.

– Galera, preciso contar algo importante pra vocês – ele disse, olhando nos olhos de cada um.

Apenas assentimos.

– Ron, espero que não fique chateado comigo, mas é algo sobre sua irmã.

Ron suspirou bem fundo e estalou o pescoço. Logo em seguida, sinalizou para que o loiro continuasse.

Ele abriu a trouxa e jogou a capa de invisibilidade de Harry no chão.

– Minha capa! – exclamou Harry, pegando-a nas mãos e abraçando-a como se fosse um ente querido – como você a encontrou?

– Já imagino a resposta. Foi a Ginny? – perguntou Ron já um pouco alterado.

– Sim – ele respondeu, coçando a parte de trás da cabeça – mas não é só isso.

– Como ela pegou? – perguntou Harry.

– Isso eu não sei te dizer, mas eu sei te dizer o motivo disso – ele mexia na trouxa em busca de alguma outra coisa.

Após alguns segundos de tensão, sua expressão dizia que ele havia encontrado o que procurava. Ele retirou de dentro do pano uma foto, mas não qualquer foto. Uma foto minha e do Harry. Mais que isso, uma foto que batia exatamente com a descrição da foto que meu pai vira de nós dois juntos.

– Foi ela?! – perguntei incrédulo.

– Foi, Draco. Eu não disse antes porque eu não tinha como provar – justificou Drachen, parecendo bem abalado pela notícia que acabara de dar.

– Mas como?! Ela estava na França e... – Ron parecia também não acreditar – como você prova isso?

Drachen virou a trouxa e a jogou no peito de Ron. Um pequeno bordado perto da abertura dizia “Ginny Weasley”.

– Então eu sofri por causa daquela garota?! – eu senti uma ira que jamais havia experimentado na vida – EU PRECISO IR ATRÁS DELA, AGORA!

Antes que alguém pudesse falar ou fazer qualquer coisa, eu já havia partido para qualquer lugar em busca da ruiva que tornara meus últimos meses, os piores da minha vida. Ela precisava pagar por tudo aquilo e precisava ser agora. Era hora do acerto de contas.


Notas Finais


NA CAAAAAAAAAAARA DE VOCÊS!!!!!!!!!!! Ficam aí julgando o Drachen, tadinho u.u eu AVISEI pra tomarem cuidado com as conclusões precipitadas :b Como eu disse antes: no me gusta ser tão previsível e tento evitar AO MÁXIMO os clichês. Obrigado por serem lindos e estarem comigo até aqui. Estou me esforçando para dar à história um final empolgante e sem encheção de linguiça. Beijos.


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