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História Am I Loving You? - Capítulo 85


Escrita por:


Notas do Autor


Ok, eu prometi a mim mesma que postaria isso até domingo. E não rolou, porque hoje é segunda.
Poxa vida.
Beleza, deixa eu dar uma de chata aqui e dar O AVISO MEGA IMPORTANTE do dia e dos próximos meses que estão vindo aí:
Coronavírus. Eu não aguento mais ouvir essa palavra, mas nós ainda vamos ter que ouvir muitas e muitas vezes, porque a coisa é séria. E está feia. E vai ficar mais ainda se nós não obedecermos o que deve ser feito para NOS mantermos seguros e mantermos ao PRÓXIMO seguro. Não se trata só de nós aqui, pessoal, vamos respeitar o que está sendo pedido, por favor. Está calor, está um saco ficar trancado em casa, eu sei. Estamos todos passando pela mesma coisa, eu sei como é, mas isso vai passar. Isso vai acabar, mas para que acabe o mais rápido possível, por favor, vamos ficar em casa e nos cuidar. Vamos lavar bem as mãos, álcool em gel, se higienizem. Assim todo mundo sai no lucro e a gente supera essa pandemia rolando aí fora. Nós todos somos mais forte do que esse vírus, eu sei que somos. Então é isso.
INDO AO QUE TAMBÉM INTERESSA:
Eu de quarentena falei: "Ah, vai chover capítulo novo". Me enganei, eu ainda estou estudando e dando prioridades para outras coisas. Por isso demorou mais do que o previsto, e por isso não esperem por capítulos quase todo dia, paciência com a autora devagar aqui :)
E chegamos ao último capítulo de Paris, quem gostou dá um grito. Espero muuuito que vocês tenham gostado, agora a gente vê como é que esse casal vai ficar e também matamos as saudades da Alison e do Doug, que eu sei que vocês gostam.
Último warning: Não sou muito de fazer isso, mas dessa vez eu coloquei uma música no capítulo, e só quem não teve infância não vai se lembrar dessa coisa linda. O link vai estar nas notas finais, tá, se tiverem paciência leiam com a música. Por mim, foi trabalhoso de escrever.
Chega de faladeira.
Bora ler.

Capítulo 85 - 2 Temp. - Como já foi uma vez


 

    Millie

 

   Eram exatamente seis e treze da manhã. Sei disso, porque foi a primeira coisa que fiz ao acordar. Acender meu celular e checar o horário, o que me fez deixa-lo de lado e me espreguiçar na cama, como quem não quer nada, ainda presa ao braço do meu marido, que me abraçava por trás. 

    São seis e treze da manhã e eu acordada, com bastante preguiça de me levantar dessa cama tão quentinha e gostosa. Foi assim que me dei conta de que, por algum motivo, eu já estava sem sono para tentar voltar a dormir, além de estar com bastante dor de cabeça. E também acabei me dando conta de que, por algum motivo que eu não me lembro agora, eu estou nua. Digo, seminua, estou apenas de calcinha. E então comecei a ter rápidos flashbacks de ontem à noite, depois da confusão toda no Cassino, quando eu e Finn decidimos ir para o Open-bar do hotel. Me lembro vagamente de nós dois rindo bastante sentados ao bar, mas rindo muito. E também tenho uma rápida lembrança de nós dois entrando em alguma cabine do banheiro daquele lugar, enquanto nos beijávamos muito. É tudo que eu consigo me lembrar no momento. 

    O desabracei de meu tronco delicadamente e me sentei na cama, sentindo a dor de cabeça agora piorar. E então notei que todas as roupas que vestíamos ontem à noite estavam espalhadas pelo chão do quarto, me deixando meio confusa. Até porque, eu posso jurar que ontem eu estava sem calcinha, então por que eu estou de calcinha agora? Quer saber, que seja. Já fizemos tantas loucuras, que eu nem faço questão de entender como foi que essa aconteceu. Então eu somente me levantei da cama e fui direto para o banheiro. 

    Me apoiei na bancada da pia de casal e me admirei no enorme espelho à minha frente, percebendo o pouco do borrado preto que tinha abaixo dos meus olhos por causa da maquiagem. 

    -Continuo sendo linda pra caralho. -Disse para mim mesma num tom meio cansado e comecei a escovar os dentes. Foi até que bem refrescante, e logo depois disso eu fui direto para debaixo do chuveiro tomar um banho quente. 

    Foi bem gostoso. E me fez melhorar da dor de cabeça imediatamente, como se fosse exatamente disso que eu precisava. Então eu fechei o chuveiro e me enxuguei com a toalha, a mesma que agora está presa em minha cabeça para secar um pouco dos meus cabelos. 

    Voltei para o quarto e vesti uma calcinha e um sutiã de uma lingerie vermelha que eu tenho e vesti a primeira calça de moletom do Finn que eu achei, daquelas que ficam bem folgadas e completamente confortáveis em mim. E também peguei o meu celular.

    -Eu te amo. -Sussurrei e dei um selinho nele, que ainda dormia. Então eu fui até a enorme sacada e passei pela enorme mesa de centro, deixando ali a minha toalha, – sim, meus cabelos ainda estavam meio molhados – e enchi minha taça com vinho. Me desculpem, é uma delícia e eu não consigo evitar. 

    Decidi ficar bem ali encostada de frente no muro de mármore da sacada, assistindo a esse incrível nascer do Sol, tendo também a vista da Torre Eiffel. Tudo bem que o Sol já havia nascido, mas ainda estava bem cedo, e o céu estava lindo. Sem contar que estava bem frio, mas tudo bem, eu não perco essa vista por nada. 

    Fiquei por um tempo ali bebendo o meu vinho, e agora checando as minhas redes sociais. E acreditem, eu não me esqueci do alvoroço todo que eu e Finn causamos por causa da Live, mas fiquem tranquilos, nós vamos resolver. Só não é a hora ainda, vou esperar a poeira abaixar um pouco. Enquanto isso eu finjo que nada aconteceu, fazendo exatamente o que eu fiz agora. Apenas postei uma selfie minha nos Stories de como estou agora, completamente natural, apenas com o meu vinho. Até apareceram as alcinhas do meu sutiã, mas eu não me importo. Gosto que os fãs me vejam ao mais natural possível. E com essa foto postada talvez eles pensem que eu não estou ligando nem um pouco para a polêmica do tapa na minha bunda. Mas tudo bem, isso é assunto pra depois.

    Interagir nas redes sociais me deu vontade de receber uma foto da Alison. O que me fez lembrar do meu pai, consequentemente me lembrando da minha mãe. E da minha conversa sobre ela com o meu pai ontem de manhã.

    Será que devo ligar pra ela? Será que vai adiantar alguma coisa? Digo, adiantar não vai, né. Ou vai? 

    Dane-se. Eu vou ligar. 

    Disquei o número dela e levei meu celular à orelha, trazendo a taça de vinho aos meus lábios com a outra mão para beber mais um pouco. E até que ela atendeu. 

    -Alô? -Que saudade da voz dela. Tem sido um tempo. 

    -Oi. -Disse sem muita cerimônia, bebendo outro gole em seguida. 

    -Oi, Millie. -Ela respondeu, me deixando em silêncio. -Está cedo em Paris, por que está me ligando? Você está bem? 

    -Sim, eu só... Quis ligar pra você. -Suspirei. -Está ocupada?

    -Eu estou trabalhando. -Merda. 

    -Ah... Tudo bem, eu ligo depois se...

    -Não. -Ela me interrompeu. -Não precisa ligar depois, eu posso falar. -Ela disse, me fazendo sorrir de canto. -A propósito, que bom que me ligou em algum momento. É bom se lembrar de que tem mãe. -Calmem, ela brincou. 

    -E é bom se lembrar de que tem filha. 

    -Disso eu não me esqueceria nem mesmo se quisesse. -Ela riu, me fazendo rir junto, mas sem muita cerimônia. E ficamos uns segundos em silêncio. -Sinto a sua falta, Millie. -Ela disse e eu suspirei. 

    -Eu também sinto a sua, mãe. -Bebi mais um pouco. 

    -Fico feliz em ouvir a sua voz, e... Em saber que está bem. -Ela disse num tom de choro, deu pra perceber. Porém eu não respondi nada, apenas ouvi seu suspiro após alguns segundos. -E então, como vocês estão? Como está sendo a viagem? 

    -Nós estamos bem, a viagem está sendo ótima. -Dei um suspiro. -Estamos aproveitando bastante

    -Quando vocês voltam? 

    -Amanhã. Nós chegamos em Atlanta à noite. 

    -Vão passar aqui?

    -Sim, nós vamos buscar a Alison e ir para casa. 

    -Por que não dormem aqui?

    -Mãe, eu já te disse que não é bem assim. Eu e Finn temos a nossa casa, as nossas coisas, e temos o nosso cachorro. Nós vamos chegar cansados e vamos para casa descansar.

    -Nem a Alison pode ficar aqui?

    -Já ficou aí tempo demais, ela vai voltar pra casa com a gente. 

    -Ok, eu entendo. -Ela disse.

    -Obrigada. -Bebi mais um pouco e dei um suspiro. -E como ela está? 

    -Está ótima, seu pai acabou de sair para passear com ela e com a sua irmã. 

    -Ah, então você está trabalhando em casa?

    -Hoje sim. 

    -Foi o que eu pensei. -Respondi. 

    -Por falar na Alison, eu queria te perguntar uma coisa.

    -O que aconteceu?

    -Não é nada, só queremos saber se é normal ela engolir água com sabão. 

    -Como assim? -Franzi a testa.

    -Toda vez que damos banho nela acaba engolindo um pouco da água com sabão, de tanto que ela ri. -Ela riu um pouco comigo. 

    -Sim, é normal. Ela faz isso o tempo todo. -Abri um sorriso. -O banho é a melhor parte do dia pra ela, não para de rir. 

    -É, nós percebemos. -Ela riu. E então ficamos alguns segundos em silêncio. 

    -Então é isso. -Disse e dei um suspiro. Acho que ela não tem mais nada a dizer. -Eu vou...

    -Millie. -Me interrompeu outra vez. 

    -Hm? 

    -Eu... -Ela deu um suspiro. -Eu queria me desculpar com você. -Ela disse e eu fiquei quieta. -Eu sei que você está chateada comigo, você tem razão, e... Eu só quero que você saiba, Millie, que eu nunca quis fazer algo na intenção de te machucar, minha filha. -Ela disse na voz de choro, outra vez. -Eu nunca faria isso, Millie. O que acontece é que... eu estava passando por uma fase muito difícil comigo mesma, e acabei descontando em qualquer um à minha volta, é tudo que eu quero que entenda. E que eu ainda quero conversar frente a frente com você sobre isso, como duas pessoas maduras. -Ela fungou. -Se você quiser, é claro. -Terminou. E agora eu nem sei o que dizer. Pelo visto as coisas podem começar a melhorar.

    -Sim, eu quero. -Assenti que sim com a cabeça e bebi mais um gole de vinho. -Eu quero conversar com você sobre isso. Frente a frente. Como duas pessoas maduras. -Dei um suspiro. 

    -Obrigada por aceitar. 

    -Não por isso. -E mais alguns segundos de silêncio. 

    -Vai aproveitar seu último dia de viagem. Amanhã a gente se vê. 

    -Tudo bem. -Respondi. -Deem notícias da Alison, por favor. 

    -Pode deixar. -Fungou mais uma vez. -Até amanhã, Millie. -Ela terminou.

    -Até amanhã, mãe. -Respondi e dei um suspiro, encerrando a ligação em seguida. 

    Ok, eu me sinto mais leve. E bem. Muito bem. 

    Tão bem, que decidi ir até o quarto e pegar o último cigarro e o isqueiro no bolso da calça do Finn, voltando para o mesmo lugar que eu estava em seguida. 

    Prendi o cigarro entre os lábios e o acendi, expulsando a fumaça da minha boca. Realmente, isso acalma os meus nervos um pouquinho. Até que foi bom pra mim. Fumei e arqueei minha cabeça para trás, expulsando a fumaça novamente com meus olhos fechados. E foi bom. 

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    Acordei e percebi que estava sozinho na cama, notando que ela já havia acordado. 

    Me sentei na cama, também percebendo que tudo que eu vestia era a calça do traje formal que eu usei ontem para irmos ao Cassino. Mas tudo que nós vestíamos ontem estava jogado pelo chão do nosso quarto. Sem contar com as roupas que deixamos por lá e que lá ficarão. Disso eu me lembro. Só não me lembro do motivo de tudo estar espalhado pelo chão.

    Me levantei e fui pra sacada, já que estava aberta, a encontrando de costas pra mim, tendo o cigarro entre os dedos e uma taça com vinho pela metade à mão. Então eu me aproximei dela e subi um pouco a minha calça de moletom que ela vestia, por estar quase na metade da bunda dela. E a abracei por trás, dando um beijo na lateral do pescoço. 

    -Bom dia. -Disse e ela se virou de frente pra mim, apoiando os cotovelos no muro da sacada. 

    -Bom dia. -Me abriu um sorrisinho. 

    -Você viciou? -Peguei o cigarro dela e o coloquei entre os lábios.

    -Não. -Ela assentiu com a cabeça e bebeu vinho. 

    -Que bom. -Fumei outra vez. -Senão teríamos um problema. -Rimos abafado e eu o apaguei no mármore, o deixando ali. 

    -Nós transamos ontem à noite? -Ela franziu a testa. -Digo, nossas roupas estão jogadas no chão, e eu não me lembro do motivo. 

    -Nem eu, achei que tivesse sido você.

    -Por que teria sido eu?

    -Sei lá. Vai que você acordou estressada pra caralho e jogou tudo no chão. -Disse e ela riu. 

    -Não, eu não surto a esse ponto. -Bebeu mais. -Ainda. 

    -Bom, então eu não sei o que aconteceu. -Admirei a vista. -Mas é provável que nós tenhamos transado. 

    -Só me lembro de que em um momento nós estávamos rindo no bar, e que do nada entramos numa cabine do banheiro se beijando muito. -Ela disse e eu ri. 

    -Que atrevidos, eu não me lembro disso. -Rimos. -Mas tenho um flash de lembrança de nós dois aqui dentro do quarto. Eu te joguei na cama e você disse “me estupra nessa cama, gostoso filho da puta”. -Disse e ela levantou as sobrancelhas.

    -Nossa... -Riu abafado. -Eu preciso passar a controlar um pouco as coisas que eu digo quando estou com tesão. 

    -Eu não acho. -Rimos.

    -Só se lembra disso, não é? 

    -Sim. Eu não sei o porquê, se nem bêbados nós estávamos. 

    -Exato, senão eu estaria de ressaca. -Bebeu o vinho. 

    -É, e eu vejo que você não está. -Assenti para a taça e ela riu. -Apesar de ontem ter sido uma loucura. -Ri. 

    -Nem me fale... -Revirou os olhos.

    -É sério, ontem à noite me surpreendeu. 

    -Jura?! Eu tive que deixar uma das minhas calcinhas favoritas lá dentro, e hoje de manhã eu acordei vestindo uma calcinha. Era tudo o que eu não deveria ter acordado vestindo. -Ela riu. 

    -Realmente, não faz sentindo. -A admirei, pois eu estava olhando a vista. -Afinal, aonde foi que tu aprendeu a roubar no Poker, hein, Millie? -Perguntei e ela suspirou. 

    -Acontece que eu já te disse uma vez que a minha família é filha da puta. -Bebeu vinho. -Mas acaba sendo tão filha da puta, que já apostaram dinheiro entre si. 

    -É sério? -Ri. 

    -É sério. Eu era pequena, achava que era por diversão, mas a ingênua aqui não sabia que estava errada. Daí um dia o Anthony resolveu me ensinar a roubar no Poker. -Deu de ombros. -Mesmo eu tendo nove anos de idade. 

    -Caralho, Millie. 

    -É, Finn, esse é o tipo de família de onde eu venho. 

    -Anthony é o que não fala nada?

    -O próprio. 

    -Ah, então ele fala. 

    -Óbvio que fala, Finn. -Riu. 

    -E ele te ensinou a roubar no Poker? 

    -Sim.

    -Por quê?

    -Porque foi assim que ele se tornou um milionário. E foi assim que ele conseguiu se casar com a Katherine.

    -Então ele é um fodão em Poker? 

    -Bom, pelo menos costumava ser. -Assentiu que não com a cabeça e suspirou. -Filhos da puta. -Bebeu mais. 

    -Ok, agora não é hora de pensar neles dois. -A aconselhei. 

    -É, eu sei... -Ela suspirou. -Mas já pensando, eu falei com a minha mãe. 

    -Quando?

    -Agora há pouco. Eu liguei pra ela, e... Ela me pediu desculpas. E me pediu para conversar depois que voltarmos de viagem. 

    -Só isso?

    -Basicamente. 

    -Então vocês vão conversar? 

    -É, eu preciso saber o que ela tem a dizer. Apesar de ter dito que estava numa fase muito ruim consigo mesma, e que... Acabou descontando tudo em mim. 

    -De novo, Millie?

    -Como assim?

    -Você já disse que ela sempre usa essa desculpa pra maioria das coisas.

    -Eu sei, mas... Eu acho que dessa vez tem alguma coisa, Finn. E eu só sei de que eu preciso saber o que é. 

    -Bom... Nesse quesito você tá certa. 

    -Pois é. Mas enfim... -Suspirou. -Vamos focar no nosso último dia aqui nesse lugar maravilhoso, é bem melhor. -Ela sorriu.

    -Eu também acho. -Sorri de volta. -Só é melhor nós não aproveitarmos essa noite do mesmo jeito que aproveitamos ontem. Não vamos querer ser proibidos de entrar no baile de máscaras também, por favor. -Disse e nós rimos.

    -Então nós vamos hoje à noite?

    -Ah, por que não? -Dei de ombros. -Talvez seja legal. 

    -Como será que é um baile de máscaras?

    -Um baile normal, só que com máscaras no rosto. -Disse e ela deixou a taça no muro, me aplaudindo em seguida. 

    -Eu realmente não sabia. -Continuou me aplaudindo, nos fazendo rir bastante. 

    -Bom, eu sei lá, também nunca estive em um baile de máscaras antes. Deve ser aquela coisa toda formal com valsa e tudo mais. 

    -Hm, então quer dizer que você vai dançar valsa comigo essa noite? -Me abriu um sorrisinho. 

    -Fala sério, eu não sei dançar essas coisas. -Ri.

    -Ah, mas é claro que sabe. -Estendeu a mão pra mim. -Vem aqui. -Pediu e eu peguei na mão dela, sendo guiado até o centro daquela enorme sacada. -Você vai adorar, eu te garanto. -Ela riu. 

    -Eu não acredito que vou te deixar fazer isso. -Ri de volta. 

    -Pois acredite. -Sorriu pra mim. -Pegue a minha mão. 

    -Ok... -Peguei a mão dela. 

    -Agora pegue na minha cintura. -Fiz outra vez. -Me traz pra perto. -Sorriu de canto e nós rimos. 

    -Assim? -Perguntei ao trazê-la para perto de mim. 

    -Isso. -Posicionou uma mão atrás de meu ombro e estendeu nossas mãos dadas. -Assim.

    -Ok, entendi. -Ri com ela. 

    -Permaneça olhando nos meus olhos. -Ela disse. -E agora, dê um passo. 

    -Pra qual lado? 

    -Qualquer um. -Ela riu. E então eu dei um passo para o lado, a guiando junto. 

    -Assim? 

    -Isso. Agora mais um. -Pediu e eu fiz. -E mais um. -Sorriu e eu comecei a fazer o que ela pedia, mesmo ainda bem devagar. -Muito bem, está pegando o jeito! -Ela riu comigo. 

    -Bom, vamos ver.

    -Não se preocupe, está indo bem. -Sorriu outra vez. -Do mesmo jeito quando dançou comigo no SnowBall em 1984. -Ela disse e nós sorrimos um para o outro. 

    -Mas faz tempo, eu só tinha quatorze anos. 

    -Eu sei. Eu me lembro. -Sorriu outra vez, ainda me olhando nos olhos. E nós dançando valsa por aquela área da sacada. 

    -Como vou saber os passos certos a dar? -A perguntei. 

    -Deixando a música te guiar. -Ela respondeu. -Assim como você me guia. 

    -Então você não está fazendo nada?

    -Absolutamente nada. Só estou te acompanhando. -Rimos outra vez. -Está perfeito. -Sorriu. 

    -Devagar desse jeito? 

    -Claro. Não temos pressa pra nada. -Ela disse num tom baixo e nós rimos. 

    -Que bom, assim menos chances de eu errar os passos. -Disse e a girei no meio da valsa. 

    -Por isso eu estava te ensinando, mas parece que já pegou o jeito. -Ela riu. 

    -Bom saber, eu nunca achei que isso fosse acontecer. -Ri abafado. 

    -Mas é claro que iria acontecer. Se esqueceu de que nós vamos dançar valsa no dia do nosso casamento? -Me perguntou com um sorriso no rosto. 

    -Ah, nós vamos? -Sorri de volta.

    -Mas é claro que vamos. Será o nosso dia especial, um dia único nas nossas vidas. -Ela riu. -É claro que vamos dançar valsa.

    -Sendo assim... -A girei outra vez. -Talvez eu precise de mais aulas até lá. -Rimos. 

    -Por que “até lá”, ainda vai demorar? -Ela me perguntou com um sorrisinho no rosto, me fazendo dar de ombros. E nós ainda dançando. 

    -Quando você quer se casar? 

    -O mais rápido possível. -Ela me respondeu, me olhando nos olhos. -Eu poderia me casar agora com você. -Ela disse, me fazendo sorrir de canto. 

    -Quer se casar agora? -Sorri pra ela, fazendo-a devolver o sorriso. -Tudo bem, vamos lá. -A peguei nas costas e por debaixo dos joelhos.

    -Ei! -Ela riu.

    -Vamos lá, a Igreja nos espera! -Rimos outra vez. 

    -Finn, para! -Ela riu e eu a coloquei no chão, deixando-a de frente pra mim. -Finn, eu estou falando sério, amor. -Juntou os pulsos atrás de minha nuca e me admirou por alguns segundos. -Eu quero me casar com você. -Me olhou os olhos. -Quero que se case comigo, Finn. 

    -Eu já sou casado com você, Millie. -Acariciei o rosto dela. 

    -Não nesse sentido, Finn. -Ela disse. -Estou falando de ter o seu nome. De te ver me esperando no altar, é disso que eu estou falando. -Acariciou meu peitoral nu. -Me casar com você é um sonho meu, Finn. -Me admirou outra vez. 

    -Me casar com você também é um sonho meu, Millie. -A admirei. -Me casar desse jeito, como você disse. Tanto que eu te propus naquela noite, não se lembra? -A perguntei. -Na noite do meu aniversário de dezoito anos, na noite em que nós decidimos o nome da nossa filha. Na noite onde tudo de bom começou a acontecer pra nós dois. Inclusive o meu pedido de casamento, e você disse “sim”.  -A acariciei novamente. 

    -Então o que estamos esperando? 

    -O momento certo pra isso. -A respondi. -Eu quero muito que dê certo, Millie. -Disse. 

    -Você não acha que dá certo?

    -Eu acho que dá certo até demais. -Sorri de canto. -Eu só acho que nós ainda estamos tendo prioridades para outras coisas. Nós acabamos de ter a nossa princesa, estamos descobrindo coisas novas juntos. E eu acho isso incrível, então eu também acho que o nosso casamento pode ficar um pouquinho mais pra frente. Entende? -Perguntei e ela assentiu que sim. 

    -Sim. 

    -Olha pra mim. -Pedi e ela fez. -Os melhores benefícios de um casamento lindo nós já temos, Millie. Eu e você temos uma relação extremamente foda e estamos criando dois filhos que o destino nos deu de presente, na nossa própria casa. Não acha isso ótimo?! -Perguntei e ela riu abafado. 

    -Muito. 

    -Então. -Peguei no queixo dela. -Eu já te disse uma vez e vou dizer de novo. Tudo o que eu mais quero na minha vida, Millie, é me casar com você. E todo mundo sabe disso. -Disse e ela sorriu de canto. -Eu vou realizar o seu sonho em breve. O nosso sonho. -Disse e ela assentiu que sim. Então eu a acariciei outra vez e a trouxe para um beijo bem gostoso. -Eu te amo. 

    -Eu também te amo. -Me deu outro selinho nos lábios e nos abraçamos bem forte. 

    -Sabe de uma coisa?

    -Hm.

    -Você não pode se casar de branco. -Disse e nos desfizemos do abraço. 

    -Por que não? 

    -Porque a noiva se casa de branco, porque é pura. -Disse e nós gargalhamos. 

    -Para com isso! -Me deu um empurrãozinho. 

    -Meu amor, pureza está longe de você, Millie.

    -Nada a ver! -Riu outra vez. 

    -Millie. -A interrompi. –“Me estupra nessa cama, gostoso filho da puta”. -Gargalhamos outra vez. 

    -Ai, você é ridículo! -Me deu um tapinha. -Você é muito ridículo, nossa. 

    -Ah, sou? 

    -É, demais. -Rimos outra vez e ela pegou em meu rosto com as duas mãos, unindo nossos sorrisos em outro molhado e demorado selinho. E foi nesse momento que ouvimos um trovão no céu acima de nós, e o aguaceiro fodido desceu, nos molhando bastante, obviamente. Mas sem interromper o nosso beijo, que só soube ficar mais gostoso e mais intenso. 

    Era a primeira vez que nos beijávamos debaixo da chuva. E por mais fria que ela fosse, esse beijo nos esquentava até demais. Mas foi graças a um outro alto trovão, que fez nos afastarmos pelo susto. Mas nós rimos.

    -Vamos entrar logo! 

    -Tá caindo o mundo, vem! -Ri e entrei no quarto com ela, após ir pegar a taça de vinho. 

    Eu fui tomar meu banho e logo depois nós pedimos o café da manhã, assim como fizemos ontem. E acreditem, ficou bem mais barato, agora que não bancamos os esfomeados, mas tudo bem. Não deu pra evitar, a comida é uma delícia do cacete. 

    [...]

    As horas foram passando e a Millie acabou saindo para conhecer a cidade com a Jenna, só elas duas, só esperaram parar de chover. Ela me disse que combinaram de fazer isso quando foram ao banheiro juntas na noite em que todos nós jantamos. Já vi que vou ficar o dia inteiro sem a Millie, porque elas vão conhecer a cidade toda e não parar mais de conversar sobre qualquer coisa que vier na cabeça. Na verdade, não o dia inteiro, pois nós realmente vamos comparecer ao baile de máscaras que terá hoje à noite, em outro salão, qual nós podemos entrar. Pelo menos. Então vamos ver como vai ser, porque até onde sabemos é um baile completamente formal e as porra toda. 

    Já que eu notei que talvez ela fosse demorar pra voltar, eu fui trabalhar. Pois é, eu entrei em contato com o Gary e com mais uma porrada de gente. Até que foi bom adiantar algumas coisas do trabalho e confirmar presença na Comic Con em San Diego para julho. Ou seja: Em quatro meses estaremos eu e os idiotas todos na Califórnia por três dias. Mais ou Duffers. Vai dar merda, pra não dizer outra coisa. Mas provavelmente vai ser a última vez que nós vamos fazer isso, então é melhor aproveitarmos o máximo possível. 

    E aqui estou eu, ainda trabalhando, numa ligação com meu empresário. 

    -Eu sei, Gary, mas nós... -Pensei um pouco. -Digo, se for em relação àquela empresa, então... 

    -Amor! -Ela me chamou ao abrir a porta do quarto, me fazendo olhar pra ela. E meu Deus, tinham  no mínimo umas doze sacolas de marcas caríssimas penduradas nos braços dela. 

    -Gary, eu te ligo depois. -Desliguei a ligação, sem tirar meus olhos dela. 

    -Nossa, estavam muito pesadas. -As deixou no chão e deu um suspiro. -Por que está assim, viu um fantasma?! -Ela riu. 

    -Não, eu só... -Assenti que não. -Notei que você fez compras durante as cinco horas que ficaram fora. 

    -Pois é, nós vimos coisas lindas! Inclusive... -Ela ia dizendo, mas ouvimos alguém bater na porta. -Um minuto. -Ela foi até lá e a abriu. Era um mordomo do hotel, ao lado do bagageiro cheio de sacolas de marcas mais caras ainda. Mas muitas sacolas. Meu pai amado, aonde é que a gente vai enfiar essas coisas. -Ah, muito obrigada! -Ela agradeceu e ele foi as deixando todas dentro do quarto. Cada uma maior do que a outra, cheguei a ficar perdido com aquilo tudo. -Muito obrigada. -Ela o entregou uma nota de dez e ele assentiu com um sorriso, deixando o quarto em seguida. 

    -Ok... -Admirei aquilo tudo. -Pelo visto você comprou em todas as lojas de Paris. 

    -Quem me dera, cada uma mais linda do que a outra. -Ela se sentou na cama e retirou o salto alto. 

    -Ok, e isso tudo é roupa? 

    -A maioria. -Ela disse e eu dei um suspiro. 

    -Bom, então já vi que vou ter que socar minhas roupas em algum canto do quarto, porque o closet vai ser só seu depois dessa. 

    -Para de exagero! -Ela riu. -Mas nós realmente vamos ter que dar um jeito, porque isso tudo não vai caber no mini closet da Alison. -Ela disse e eu franzi a testa. 

    -Por que teria que caber no closet dela? -Perguntei. -Isso tudo é seu, não é? -Assenti para as sacolas. 

    -Bom... -Me abriu um sorrisinho. -Nem tudo...

    -Millie, isso é tudo pra Alison?! -A perguntei. 

    -Sim...? -Respondeu com receio.

    -Millie! 

    -Desculpa, eu não me segurei! -Ela riu. 

    -Ela é um bebê! 

    -Sim, ela é o meu bebê! E ela pode ter coisas chiques, qual o problema?! 

    -O problema é que ela está crescendo, vai perder essas roupas muito rápido!

    -Tudo bem, a gente doa pras instituições, como sempre fizemos! -Ela disse. -Acha que elas não gostam de receber coisas chiques?! -Riu, me fazendo dar um suspiro. 

    -Então tudo isso é pra ela? 

    -Bom, algumas sacolas são minhas. Tipo umas cinco, seis... Talvez dez, mas o resto é tudo dela. 

    -E a Jenna nessa história toda?

    -Também fez a festa, achou mesmo que não fosse?! -Ela riu comigo. 

    -Então pelo visto aproveitaram o passeio, hein. 

    -Aproveitamos muito. -Ela sorriu e veio pra perto de mim na cama. -Mas eu morri de saudades de você, sabia? -Me acariciou com um sorriso 

    -Ah, foi? -Perguntei e ela assentiu que sim, me dando um selinho bem gostoso. 

    -Não sentiu saudades de mim? -Ela se sentou em meu colo e me deu outro selinho. 

    -Claro que eu senti, achei que você nunca mais fosse voltar. -Rimos e nos beijamos outra vez.

    -Então, agora que eu estou aqui, eu vou te dizer uma coisa. -Outro beijo. -Mas você não vai ficar chateado comigo, tá? 

    -Lá vem... -Disse e ela me calou com outro beijo. -O que você fez, Millie? 

    -Promete que não vai ficar chateado?

    -Me diz o que você fez. -Pedi e ela ficou alguns segundos em silêncio, enquanto me acariciava no tronco. 

    -Eu... -Me admirou. -Usei o seu cartão pra pagar essas... coisinhas. -Abriu um sorrisinho pra mim, me deixando sem palavras. Tudo que eu fiz foi levantar as sobrancelhas. 

    -Você fez o quê? 

    -Mas eu te amo, amor, eu te amo, te amo. -Me deu vários selinhos, me impedindo de dizer algo. -Você me prometeu que não ficaria chateado. -Fez cara de pidona.

    -Eu não prometi nada. 

    -Tá, mas a gente se ama, então não fica chateado comigo... -Pegou em meu rosto e me beijou outra vez. Esperta ela, que sabe que eu beijo de volta, porque eu não resisto. 

    -Millie, quanto que deu essa brincadeira? -A perguntei. 

    -Ah, eu não me lembro. 

    -Se lembra sim. -Respondi. -Quanto deu isso tudo? -Perguntei e ela suspirou. 

    -Uns... quarenta mil dólares. 

    -O quê?! -Me sentei na cama, com ela ainda em meu colo.

    -Eu vou pagar! 

    -Millie, pelo amor de Deus! 

    -Desculpa, eu não achei meu cartão de débito, não estava na minha carteira!

    -Sim, Millie, porque está na minha!

    -Está?! 

    -Sim, você me pediu pra guardar seu cartão na minha carteira! -Disse e ela ficou em silêncio.

    -Sério?!

    -Sim! -Respondi e ela riu. 

    -Me desculpa, amor, eu vou pagar! -Riu outra vez e me abraçou. 

    -Puta que pariu, Millie. 

    -Eu sei, me desculpa, é sério. -Me admirou. -Eu vou pagar. 

    -Não, Millie, não precisa. Só me avisa antes, da próxima vez. 

    -Não, Finn, eu transfiro o dinheiro hoje pra sua conta. -Me acariciou. -Me desculpa, tá? 

    -Tá, tudo bem. 

    -Então me dá um beijo. -Merda, ela sabe que eu não resisto. -Estou esperando. -Pegou em meu queixo e aproximou os lábios dos meus. Então eu a dei um rápido selinho, fazendo-a sorrir. 

    -Pelo visto aproveitou até demais nessas lojas, hein. 

    -Ah, mas você vai amar. -Disse ansiosa e saiu de cima de mim, indo pra perto das sacolas. Até que colocou na cama um bebê-conforto todo em couro branco e cheio de plumas branca envolta de onde o bebê fica. -Olha pra isso, é lindo! Imagina ela aqui, amor! -Ela disse, me fazendo sorrir de canto. 

    -Como é que a gente vai entrar no avião com isso, Millie?

    -Ah, a gente dá um jeito. -Se voltou ao bebê-conforto. -Não é lindo?! 

    -Realmente. -Sorri de canto outra vez. -Vai ficar no seu carro? 

    -Sim, ela vai adorar sair com a mamãe. -Rimos. -Ok, agora olha isso. -Pegou uma sacola. -Se lembra de quando eu estava grávida e vi aquele par de botinhas da Louis Vuitton? 

    -Lembro, nós nunca mais encontramos aquilo. 

    -Bom, eu acho que encontrei. -Me abriu um sorrisinho. 

    -Sério?! 

    -Sim! -Pegou a caixa e me entregou toda feliz. E então eu a abri, vendo aquelas duas botinhas mais lindas do mundo. 

    -Ai, meu Deus... -Sorri meio bobo. 

    -Você gostou? 

    -Claro que gostei. -A admirei. -Ficou se segurado toda pra não comprar essas botas aquele dia. 

    -Pois é, ainda tinham chances de ela ser um menino. -Riu e guardou a caixa na sacola.

    -Tá mimando muito a nossa gatinha, hein. -Brinquei.

    -Só um pouquinho. -Ela disse e nós rimos -Ok, depois eu te mostro o resto. Ah, e eu também comprei meu vestido para hoje à noite. Eu amei e a Jenna aprovou. 

    -Hm, e eu posso ver?

    -Não, vai ser surpresa. -Ela riu.

    -Poxa, princesa. 

    -Ah, eu também comprei as nossas máscaras, elas são lindas. 

    -Ih, Millie, fodeu.

    -O que foi? 

    -Eu me esqueci de te pedir pra comprar um terno pra mim, porque no caso quase tudo ficou naquele Cassino, né. -Disse e ela riu. 

    -Vem cá, você se esqueceu de que tem a melhor namorada do mundo?

    -Como assim?

    -Eu comprei um terno pra você, Finn. -Se sentou em meu colo, outra vez. -Não precisou nem ter me pedido. 

    -Pois é, eu me esqueci por um momento de que a minha mulher é maravilhosa. -Sorri maliciosamente e apalpei as coxas dela com vontade. 

    -Então aprende a não se esquecer mais. -Sorriu e me deu um selinho. -Ok, hora da fofoca. 

    -Hm, conta.

    -Bom, depois de tanto nós fazermos compras hoje, eu e a Jenna paramos em algum lugar pra tomar um café e ficar conversando. E nós conversamos muito, muito mesmo. 

    -Já imaginava. -Ri. 

    -Então, e depois de tantos assuntos, nós começamos a falar de gravidez. Mas falamos muito sobre isso, e ela me perguntando uma coisa atrás da outra. 

    -Ih, meu Deus.

    -É, daí nós conversamos bastante sobre isso e sobre várias coisas relacionadas, sabe, ela me perguntou muito sobre como ficou a nossa relação depois de termos a Alison e coisa do tipo. E nós começamos a conversar com mais intimidade, sabe, a ter uma conversa mais íntima.

    -Hm.

    -E aí eu perguntei se ela estava grávida! -Ela sorriu e eu ri surpreso.

    -Que isso, do nada?!

    -Não, né, Finn, nós estávamos dentro do assunto. E eu só perguntei, porque a nossa conversa começou a ter mais intimidade, por isso eu perguntei. 

    -Tá, e o que ela respondeu?! 

    -Ela disse que não sabe! -Abriu um sorriso.

    -Não?! -Perguntei empolgado.

    -Não! Ou seja: daqui a alguns dias ela vai fazer o teste e pode ser que esteja! 

    -Será que vai?! 

    -Bom, ela me disse que eles cortaram camisinha e pílula, tem tudo pra dar certo! 

    -Que traidor, o meu irmão nem me disse! 

    -Eles começaram agora, Finn, o que importa é que vai dar certo! 

    -Eu sei! -Disse e nos abraçamos.

    -Ai, imagina que legal! 

    -Vai ser foda. 

    -Eu vou ficar muito feliz, ela está doida pra ser mãe. 

    -É sério?

    -Sim. E sabe de uma coisa?

    -Hm. 

    -Ela me disse que o Nick está todo feliz e ansioso pra ela fazer logo o teste. 

    -Ai, meu Deus, até eu estou. -Disse e nós rimos. -Então quer dizer que agora as duas estão melhores amigas, né? -A acariciei na coxa. 

    -Ah, estamos nesse caminho. -Ela riu. -É bom estar com ela. 

    -E vem cá, que assunto íntimo é esse? -Perguntei e ela riu. -Fiquei curioso. 

    -É assunto feminino. Coisa de mulher. 

    -Então eu não posso saber? -Perguntei e ela me abriu um sorrisinho. 

    -Não. -Pegou em minha mandíbula e me deu um rápido selinho. -Bom, eu vou... -Ia dizendo, mas ouvimos batidas na porta. -Quem será? -Sussurrou pra mim.

    -Sei lá. -Franzi a testa. E então nos levantamos, abrindo a porta em seguida. 

    -Pois não? -Ela franziu a testa para o mordomo. 

    -Finn Wolfhard, er... -Leu no papelzinho. -Millie Bobby Brown. -Ele disse nossos nomes num sotaque estranho. 

    -Sim? -Respondemos. Que não seja nada relacionado a ontem à noite, por favor.

    -Acom... -Franziu a testa e tentou ler. -Pa... Acompa... -Suspirou e nos mostrou o papelzinho. 

    “Acompanhem-me”, era o que estava escrito. Então nós fomos atrás dele, que nos guiou até uma sala bem bonita e restrita somente para funcionários. Era uma sala de negócios. 

    Nos sentamos então de frente para alguns dos vários caras vestidos formalmente e totalmente sérios, nos admirando.

    -Será que vão nos dar esporro? -Ela sussurrou pra mim, me fazendo dar de ombros.

    -Não, não vamos. -Um deles respondeu, nos deixando quietos. -Millie Brown. -Ele se sentou em uma cadeira. -Na verdade, nós os chamamos aqui para negociarmos algo justo e de valor. Vocês entendem? 

    -Sim. -Respondemos. 

    E basicamente o hotel chegou em um acordo e numa conclusão de justiça, nos fazendo uma proposta. E ela funcionaria assim: a partir de amanhã a suíte da cobertura onde eu e Millie estamos hospedados passará a ser a nossa suíte. Bem no corredor, na entrada no andar, terá a nossa foto tirada ontem no Cassino, em preto e branco, contendo nossos nomes gravados em uma placa de ouro. Essa suíte custará setenta e sete mil dólares por pessoa e por noite. O hotel receberá 60% do valor, e nós dois só 40%, graças as besteiras que fizemos ontem. Mas é justo. 

    -Vocês aceitam a proposta ou não? -Ele nos perguntou, nos fazendo pensar em pouco. 

    -Gostaríamos de falar em particular, se for possível. -Me referi a nós dois. 

    -Por favor. -O cara assentiu para a porta. E nós nos levantamos, indo para fora daquela sala em seguida. 

    -E aí, o que tu acha? -A perguntei. 

    -Bom, nada mais justo. -Deu de ombros. -E eu não acho que seja ruim termos uma pareceria com a França, entende? -Fez o sinal de dinheiro com os dedos. 

    -É, eu também fiquei meio interessado nisso. -Dei um suspiro. -Mas você sabe que essa coisa de “proposta justa” é mentira, né?

    -Como assim?

    -A parte da justiça só entra nos valores, eles querem a nossa imagem para o hotel de qualquer jeito. Desde quando chegamos aqui.

    -Com certeza, o próprio paparazzi deixou isso a entender ontem à noite. -Ela disse. -Bom, vamos fechar o contrato? 

    -Sim, vamos nessa. -Respondi. 

    -Só sei de que eu estou doida pra ver essa foto. 

    -Ah, eu também. -Ri. -Está a fim de esperar um pouco aqui fora para fazer suspense? 

    -Sim, pode ser. -Ela disse e nós ficamos em silêncio ali por uns dez segundos. -Ok, vamos logo. -Ela pegou em minha mão e nós entramos, nos sentando onde estávamos antes. E eles nos encararam por alguns segundos. -Fechado. -Ela respondeu. E então se voltaram a mim. 

    -Fechado. -Respondi, fazendo o cara abrir um sorrisinho. 

    -Bom... -Pegou um documento de várias folhas e nos entregou, junto da caneta da empresa. -Preciso de que leiam os termos e de que concordem com eles. -E lá fomos nós. Lemos umas sete páginas bem chatas e assinamos no final da última. -E agora assinem esta folha, e o contrato está encerrado. -Nos entregou outra. E nós dois a lemos por inteira, assinando no final. 

    -Só uma pergunta. -O entreguei os documentos.

    -Sim. 

    -Se nós dois nos divorciamos futuramente, o que acontece com o contrato? -Perguntei só por curiosidade.

    -Bom, nesse caso nós providenciaremos o contrato individual dos dois e os valores serão discutidos. É claro, se quiserem renovar o contrato. -Abriu um sorrisinho -Mais alguma pergunta? 

    -Não, obrigado. -Respondi. 

    -Nós podemos ver a foto? -Ela o perguntou. 

    -I’image, s’il vous plaît. -Assentiu para um dos homens, que logo se levantou e retirou um tubo de cilindro bem chique de dentro de uma maleta também muito chique. E então esticou a nossa foto toda em preto e branco. E puta que pariu, que foto foda do caralho. Aquela foto de casal espontânea que todos os fãs adoram, com certeza. -Ela será moldurada e ficará no corredor, bem na entrada da cobertura, com seus nomes e o número da suíte de vocês gravados no ouro. E seus nomes também serão gravados em plaquinhas de ouro, acima da porta do quarto. -Se voltou a nós dois.

    -Perfeito. -Ela abriu um sorrisinho. 

    -Merci. -Assentiu para o homem em pé e ele então guardou a foto, se sentando em seguida. -Vale lembrar a vocês que esta foto já está disponível digitalmente pelo e-mail de vocês. E esse documento todo será enviado para seus próprios e-mails de trabalho e para suas empresas e equipes. -Ajeitou uma papelada na mesa. -Estamos encerrados. -Sorriu, e nós nos levantamos. -Foi um prazer. -Apertou minha mão e em seguida a mão de Millie.

    E então nós voltamos para o quarto, após de fechar um puta de um negócio. Pois é, pelo visto, estamos bem na fita. Tão bem, que a Millie postou a nossa foto, a mesma que vai ficar no corredor da cobertura, e ela escreveu como legenda “Partner in crime”. Porque quem sabe, sabe. 

    [...]

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    Finalmente, a noite chegou. Está quase na hora do baile. Na verdade, já deve ter começado, mas está quase na hora de irmos. Confesso estar bem ansiosa, deve ser lindo. Ainda mais porque no convite dizia ter um tema de época antiga, então deve ser completamente lindo. 

    Já fiz a maquiagem e os cabelos, que são essenciais. Já vesti os saltos altos – os mesmos de ontem – e vesti o poderoso vestido que eu precisei comprar hoje, porque eu não tinha nada “formal” e “antigo” como foi pedido. Mas se bem de que de “antigo” esse vestido não tem nada, eu acho. Enfim, ele é todo aveludado em preto. Completamente longo, segue colado no meu corpo desde meu colo, mas vai ficando mais soltinho ao chegar no final da saia, porém ainda define bastante as minhas curvas. E a parte mais bonita desse vestido é o colo, que fica todo descoberto, pois as mangas compridas do vestido começam a partir do decote. E todo o meu decote em V era contornado por uma tira de prata toda brilhosa, que também contornava o início das mangas e o início das costas do vestido. Talvez seja ele seja um mais trabalhoso de detalhar, mas acreditem, é completamente maravilhoso.  

    E agora, o último acessório: a máscara para o baile. 

    Minha máscara era na cor prata, também bem brilhosa, justamente para combinar com esse detalhe do meu vestido. Era uma máscara bem sexy, confesso, mas é linda. Sem muitos detalhes além do brilho, uma máscara normal que cobre a área dos olhos. 

    Ok, agora eu estou pronta. Então vou sair do banheiro e ver o que ele acha. E ver como ficou o terno novo nele. 

    Fui para o quarto e percebi que ele estava na sacada bem escura, já que estava de noite, admirando a vista incrível que nós tínhamos de Paris. E da torre Eiffel iluminada. 

    -Finn? -O chamei por estar de costas, enquanto me aproximava dele. Então ele se virou e olhou para mim, ficando alguns segundos em silêncio. -Meu Deus, olha pra você... -Continuou me olhando de cima a baixo, me deixando meio tímida. -Puta que pariu, você tá linda. -Abriu um sorriso. 

    -Obrigada. -Sorri de canto. 

    -Mas tá muito, muito linda. -Pegou em minha mão e me fez dar uma voltinha, o que me fez rir. E então colocou minhas mãos em seus ombros, pegando em minha cintura em seguida. 

    -Gostou do meu vestido? -O abri um sorrisinho. 

    -Bom, eu prefiro sem, mas... -Ele disse e nós rimos. -Eu amei. Esse tipo de vestido fica lindo em você. 

    -É, eu nunca vesti um desse tipo antes. -Juntei meus pulsos atrás de sua nuca. -Eu também gostei muito. 

    -Esse vestido não é muito quente? -Perguntou e eu assenti que não. 

    -Já vesti piores. -Respondi com um sorrisinho no rosto, e fiquei o admirando. Então ele pegou em meu rosto e me deu um gostoso e demorado selinho nos lábios. Foi bem gostoso. -Bom... -Disse e o acariciei no peitoral, após descolarmos os lábios. -Pelo visto o terno ficou ótimo em você. 

    -Ficou, está bem confortável. -Acariciou meu braço. -E pelo visto essa máscara te deixou sexy pra caralho. -Rimos. 

    -Que bom, quer dizer que eu fiz a escolha certa. -Ri outra vez. E então ele me trouxe para perto, abraçando minha cintura, após eu o abraçar e apoiar minha cabeça em seu ombro, para admirarmos aquela vista juntos. -Por que isso é tão bonito? -Perguntei, encantada com aquilo tudo. 

    -Talvez porque não temos essa vista todo dia. -Respondeu e me acariciou nas costas. -Faz ser mais bonito. -Ele disse, enquanto ainda nos prendíamos àquela vista toda. 

    -Gostou da nossa lua de mel? -O acariciei. 

    -Ah, não tenha dúvidas. -Riu comigo. -E eu não vejo a hora de termos a próxima. -Sorriu de canto e voltou a admirar a vista. 

    -Nem eu... -Respondi num tom baixo e encostei minha cabeça em seu ombro, novamente. Eu realmente não vejo a hora, não vejo a hora de nos casarmos. Porque eu o amo tanto, tanto, que não importa quantas vezes eu diga, ninguém nunca vai entender o tamanho desse amor. Mas eu faço questão de que ele saiba que eu o amo, todo dia. Então eu peguei em seu rosto, ainda com a cabeça apoiada em seu ombro, fazendo-o me admirar. E o admirei por alguns segundos. -Eu te amo. -Disse num tom baixo, o olhando nos olhos. E ele também me admirou por um tempo. 

    -Eu também te amo. -Respondeu no mesmo tom, ainda me admirando, e acariciou minhas costas. -Eu te amo, Millie. -Como ele me faz feliz quando diz essa frase. Eu nunca precisei de nada vindo dele, a não ser essa frase. E é muito bom escutar isso. 

    Peguei no rosto dele e o trouxe para um beijo muito gostoso e envolvente, que se intensificou só um pouquinho. Até porque nós temos um compromisso, mas queríamos poder aproveitar muito bem essa nossa última noite aqui com essa vista tão romântica e tão linda. E nós conseguimos, o beijo foi realmente bem gostoso. Mas nós o terminamos após ele pegar em meu queixo e afastar nossos lábios bem devagar, pouquíssimos centímetros.

    -Nós não tínhamos um compromisso? -Ele abriu um sorrisinho. 

    -Ainda temos, bobo. -Devolvi o sorriso e o acariciei no peitoral. 

    -Ah, é? -Riu comigo e pegou em minha mão, a mesma qual o acariciava, e a beijou. -Então é melhor nós irmos. -Entrelaçou nossos dedos e me deu o último selinho nos lábios antes de irmos. 

    Saímos do quarto de mãos dadas e fomos para o elevador. Nós dois estávamos com máscara, a dele era uma máscara masculina na cor cinza, sem detalhes nem nada. 

    -Será que vai ter comida? -Perguntei.

    -Bom, eu espero que tenha.

    -Ah, eu também. 

    -E que seja de graça. -Ele disse e nós rimos. E então o elevador parou em algum andar e um casal bem formal entrou de braços dados, também mascarados. Parece que nos encontraremos lá.

    Cutuquei o Finn e fiz menção aos braços dados deles dois, que estavam de costas para nós. Então nós também demos os braços, vai que é assim que tem que ser. 

    Saímos do elevador e seguimos o casal até a entrada do salão onde estava tendo o baile. E assim que entramos, ficamos encantados. Assim como ficamos ao entrar no Cassino, mas a vibe é outra, obviamente. 

    -Nous annonçons maintenant Finn Wolfhard er Millie Bobby Brown. (Anunciamos agora Finn Wolfhard e Millie Bobby Brown) -Algum francês anunciou nossos nomes no microfone ao dizer alguma coisa, fazendo todos nos aplaudirem, antes mesmo de descemos a enorme escada do salão, pois as mesas e tudo mais ficavam no andar de baixo. 

    -Como sabem que somos nós? -O perguntei. 

    -Vai ver as máscaras não nos escondem tanto. -Rimos e descemos as escadas lindas daquele lugar, ainda de braços dados. 

    O ambiente era lindo. Realmente, bem rústico, cheio de decoração mais voltada para a época antiga. O teto altíssimo era todo pintado em várias imagens lindas e antigas, junto de vários detalhes em dourado, além das pilastras douradas do salão, que também eram lindas. E até que o baile estava cheio, os trajes e as máscaras eram incríveis. Sem contar com a música clássica ao vivo que tomava conta do baile. 

    -Ok, e qual é o plano? -Ele me perguntou ansioso. 

    -Pegar uma bebida e fazer amizades. -Abri um sorrisinho, enquanto observava o local. -Com americanos, de preferência. -Disse num tom baixo e nós rimos. 

    -Martini? -Um garçom nos ofereceu algumas taças na bandeja. 

    -Obrigada. -Abri um sorriso e peguei uma taça. -Hm, essa é nova. -Disse ao reparar uma pimentinha vermelhinha dentro da bebida. E então bebi um gole. -Hm, é disso que eu estou falando. -Sorri outra vez, por seu uma delícia. Um pouco ardida, mas uma delícia. 

    -É bom? -Perguntou e eu assenti que sim. 

    -Prova. -Dei a taça para ele, e bebeu um golinho.  

    -Agh! -Fez feição de desgosto e nós rimos. 

    -Ei, é uma delícia! -Ri e bebi outra vez. 

    -É picante. -Assentiu que não. -Arde. 

    -Ah, como se uísque não ardesse. -Ri. 

    -Uísque queima por dentro, isso é bom, não algo picante na sua língua! -Ele riu de volta. -Por falar nisso, eu bem que preciso de um uísque. -Abraçou minha cintura e olhou em volta. 

    -Bom, devem estar servindo. Vamos dar uma volta por aqui e ficar atentos se o garçom passar. -Bebi mais gole e peguei na mão dele. -Até porque eu não vou beber sozinha, preciso de que me acompanhe. -Abri um sorrisinho e ele sorriu de volta. 

    E então nós fomos, começamos a andar pelo enorme salão bem bonito. Muitas pessoas nos cumprimentaram, por nos reconhecerem, e nós encontramos o uísque sendo servido. Então ele começou a beber comigo. E sobre nós “fazermos amizades” até que deu certo, pois encontramos o casal que veio com a gente no elevador. E sim, eram americanos, e nós quatro ficamos conversando por um bom tempo, enquanto bebíamos. E eles eram legais. Eram. Até eu começar a perceber, que no decorrer das nossas conversas, a mulher olhava para o Finn de um jeito estranho. Olhava mais para ele do que para mim quando falava com nós dois. E sorria pra ele. E ria com ele. Mas vocês acham que ele se toca? Claro que não, o Finn nunca se toca dessas coisas. Mas eu me toco, desde o primeiro olharzinho de canto que ela deu pra ele. E eu só de olho. Ah, e sim, o bonitinho ao lado dela é o próprio marido dela. O que é triste, porque ela com certeza quer trai-lo. Mas não vai ser com o Finn.

    -Pois é, nós também nunca estivemos em um baile como esse antes. Tanto que nós vimos vocês dois de braços dados e resolvemos fazer o mesmo, porque vai que é assim, nós não sabemos! -Finn disse e riu com eles dois. Eu fui a única que não ri, porque fiquei ocupada reparando que ela pegou no braço do Finn enquanto morria de rir. Tá achando que é íntima dele, meu amor? Pois é bom parar, porque você não é. -Não é, amor? -Envolveu minha cintura e me trouxe para perto. 

    -Sim, é sim. -Ri sem cerimônia e me voltei a ele. -Ei, podemos conversar um minuto? -Perguntei num tom baixo, já querendo arrastar ele pra longe dali. 

    -Ah... Claro, nós nos vemos depois, pessoal. -Se voltou a eles. 

    -Até mais. -Responderam. E eu dei a mão para ele, indo para longe deles o mais rápido possível. 

    -O que foi, está tudo bem? -Perguntou e eu me voltei a ele, com o sangue fervendo. 

    -Você nunca mais vai conversar com essa mulher na sua vida. 

    -Por que, o que aconteceu? 

    -Aconteceu que só faltava ela se jogar em cima de você. Foi isso o que aconteceu. 

    -Claro que não, Millie. -Ele riu. E eu quieta o encarando. -Por que você acha isso?

    -Meu Deus, você é tão ingênuo... -Ri abafado. 

    -Tá, olha aqui. -Pegou em meu rosto. -O que aconteceu? Ela te disse alguma coisa, é isso? -Perguntou, e eu desacreditada. 

    -Finn, pelo amor de Deus! -Disse num tom baixo. -É sério que você não percebe?! Ela sorrindo pra você, te olhando de canto enquanto o marido dela falava com a gente?! -Disse, mas ele ficou quieto. -O que, você acha que estou inventando?! 

    -Claro que não, Millie, é só... -Deu um suspiro. -Millie, o marido dela estava do lado. 

    -E daí?! -Ri de deboche. -E daí, Finn?! Ele não percebe, do mesmo que você não percebeu! Mas eu percebi como que aquela vagabunda estava te olhando, ela estava fazendo isso na minha cara, que sou sua mulher! -Me exaltei no tom de voz, de tanta raiva.

    -Shhh, tudo bem, olha aqui. -Me aproximou dele.

    -O quê?! 

    -Ok, eu acredito em você. Mas chega, já passou. 

    -Não, não “já passou”, eu estou com raiva! -Dei um suspiro. -Olha aqui, Finn, que seja. Essa mulher está dando em cima de você, então vê se abre a porra do seu olho, está ouvindo? -O perguntei irritada. 

    -Sim, eu estou ouvindo. -Me acariciou. -E você não deve ficar preocupada com isso, porque eu tenho dona e sei disso perfeitamente. -Me abriu um sorrisinho. -Está ouvindo? -Me perguntou, mas eu apenas desviei os olhares. -Vai, meu amor, esquece isso. 

    -Não dá, Finn. 

    -Mas é claro que dá. E nós vamos continuar curtindo esse baile, só nós dois. Vem aqui. -Pegou em meu rosto e me deu um demorado selinho. -Está tudo bem, só esquece isso, tá? -Perguntou e eu assenti que sim. Até que notei que essa vagabunda estava entrando no banheiro do salão. 

    -Me espera ir ao banheiro? -Me voltei a ele. 

    -Claro. -Respondeu e o dei um selinho, e então fui até o banheiro pleníssima. E a encontrei ajeitando os cabelos, enquanto se olhava no espelho. 

    -Ah, oi! -Ela disse, ao reparar que eu estava ali. -Por acaso tem algum batom pra me emprestar? 

    -A única coisa que eu vou te emprestar vai ser vergonha na cara, se não ficar longe do meu marido. -Disse, fazendo-a rir abafado. 

    -Você está louca?! 

    -Não, eu não estou louca. -Respondi. -Por que, você quer me ver louca? -Ri abafado de deboche. -Não acho que você vai gostar... -Disse num tom baixo. 

    -Olha aqui, minha querida, você nem sabe o meu nome. -Riu de deboche. -Então... 

    -Que bom, não estou a fim de saber o nome da vagabunda que dá em cima do marido das outras, tendo o próprio marido do lado. -Ri outra vez e cruzei meus braços. -Que vexame, você não acha?

    -Eu acho que você deveria tomar cuidado com o que fala e ter mais respeito comigo. 

    -Então tenha respeito comigo, em primeiro lugar. -Disse pausadamente, a deixando calada. -Tira os seus olhos de cima do meu marido. -A olhei com nojo. -Entendeu? -Perguntei e ela cruzou os braços. 

    -Se não o que? -Ah, filha de uma puta.

    -Alguém que tem a sua confiança vai acabar sabendo. -Respondi, e ela riu de deboche. 

    -Acha que ele acreditaria em você? -Riu outra vez, e eu me segurando pra não voar nessa mulher. Calma, Millie, você não é uma assassina. -Meu amor, eu consigo qualquer um que eu quiser. Aprenda isso.

    -Com esse botox todo errado no seu rosto?! -Perguntei indignada. -Bom, eu teria algumas dúvidas sobre isso... -Sussurrei para mim mesma. 

    -E você acha mesmo que engana alguém com... -Me olhou de cima abaixo, tentando pensar em alguma coisa. -Com esse silicone?! -Assentiu para o meu decote, me fazendo rir abafado.

    -Coitada... -Assenti que não com a cabeça. 

    -Me escuta aqui, meu bem. -Se aproximou de mim. -Se não estiver a fim de perder o seu marido essa noite, então é melhor ficar de olho nele. 

    -E se você não estiver a fim de se meter comigo... -Me aproximei dela. -Então você não ouse a chegar perto dele. -Disse num tom que a deixou bem irritadinha. -É a última vez que eu vou falar. -Disse e ela riu.

    -Está com medo de que ele te troque? -Riu outra vez. -Eu consigo tirá-lo de você quando eu quiser. -Ela disse, me fazendo abrir um sorrisinho. 

    -Tenta a sorte. -Disse, sem desfazer o sorrisinho cínico. -Mas tenta quando não tiver muita gente olhando, pra não passar muita vergonha quando ele te rejeitar. -A aconselhei, deixando-a calada. E cheia de raiva. -Está dado o recado. -Abri um sorrisinho. E eu até ia embora, mas desisti. -Ah, e só mais uma coisa. -Me voltei a ela. -Da próxima vez, não deixe tão na cara o quão infeliz é o seu casamento. Fica feio pra quem está perto. -Ia me virar para ir embora. -Não esquece de limpar. -Fiz menção ao cantinho da boca dela.

    -Limpar o quê? -Ela franziu a testa.

    -O seu veneno escorrendo. -Respondi. -Cobra. -Disse, deixando a pobre coitada boquiaberta. Então eu saí do banheiro, agora completamente bem e renovada, notando que o Finn me esperava ali fora. 

    -Tudo bem? -Ele me perguntou, me fazendo dar um suspiro. 

    -Agora sim. -Abri um sorrisinho e peguei meu Martini que estava com ele, bebendo um gole em seguida. -Vamos aproveitar o baile. -Abri um sorriso e peguei na mão dele. 

    E nós realmente fomos aproveitar. Conhecemos mais um pouco do lugar, comemos alguns petiscos meio chiques bem gostosos, e continuamos a beber. 

    Agora estamos sentados à uma mesa comunitária qualquer do baile, que no caso só temos nós. Mas era bom, pois conversamos um pouco sobre nós dois. E eu gosto quando isso acontece, mas algo interrompeu a nossa conversa. Digo, alguém.

    -Mesdames et messieurs. Nous invitons tous les couples au centre de la salle. (Senhoras e senhores, convidamos todos os casais para o centro do salão.) -Alguém anunciou alguma coisa no microfone. E então a iluminação do lugar ficou mais baixa e romântica, enquanto muitos casais iam para o centro. 

    -O que será que é? -Ele perguntou, me fazendo pensar um pouco.

    -A valsa. -Abri um sorriso.

    -Será? 

    -Bom, só pode ser. -Me voltei a ele. -Nós vamos participar? -Abri um sorrisinho. 

    -Eu não sei... -Deu um suspiro ao me admirar. E então se levantou, estendendo a mão para mim. -Me concede essa dança? -Abriu um sorriso, me fazendo sorrir de volta. E então eu peguei na mão dele, indo nós dois para perto dos muitos casais já posicionados para a valsa. 

    -Se lembra do que eu te ensinei? -O sussurrei. 

    -Bom, isso nós vamos ver. -Rimos e ele pegou em minha cintura, ao pegar em uma de minhas mãos. E eu posicionei minha outra mão atrás de seu ombro. 

 

    Play

 

    E então a música começou, enquanto nos olhávamos nos olhos. 

    E foi o tempo de esperarmos alguns segundos, que todos começaram a dançar bem devagar. E nós dois também. 

 

    You’re in my arms 

    Você está em meus braços

 

    And all the world is calm

    E o mundo todo está calmo

 

    The music playing on for only two

    A música está tocando apenas para nós dois

 

    So close

    Tão perto

 

    Together

    Juntos

 

    And when I’m with you

    E quando estou com você

 

    So close

    Tão perto

 

    To feeling alive

    De me sentir vivo

 

    A life goes by

    A vida passa

 

    Romantic dreams will stop

    Sonhos românticos irão parar

 

    So I bid my goodbye 

    Então eu digo meu adeus

 

    And never knew

    E nunca saberei

 

    So close

    Tão perto

 

    Was waiting, waiting here with you

    Eu estava esperando, esperando aqui com você

 

    And now

    E agora

 

    Forever

    Para sempre

 

    I know

    Eu sei

 

    All that I wanted 

    Tudo que eu queria

 

    To hold you

    Era abraçar você

 

    So close

    Tão perto

 

    So close

    Tão perto

 

    To reaching 

    De alcançar

 

    That famous happy end

    Aquele famoso final feliz

 

    Almost believing 

    Quase acreditando

 

    This was not pretend

    Que isso não é mentira 

 

    Now you’re beside me

    Agora você está ao meu lado

 

    And look how far we’ve come

    E veja como chegamos longe

 

    So far

    Tão longe

 

    We are

    Estamos

 

    So close

    Tão perto

 

    E esse momento, esse sentimento estava sendo mágico. Nunca na minha vida eu senti algo assim, nunca nas nossas vidas nós presenciamos isso. 

    Nós nos perdíamos nessa valsa completamente sincronizada e harmônica, nos perdíamos nos movimentos, nos olhos um do outro, que não desviavam a atenção por nada. Pois não era preciso, pois naquele momento éramos só nós dois. 

    Era como se só existissem nós dois. Nós dois e mais ninguém, nós dois e nada mais. Nada mais importava, a não ser esse momento único. E a não ser nós dois. Que nos perdíamos nesse amor eterno que sentimos um pelo outro, expressado através dessa valsa. 

 

    How could I face the faceless days

    Como eu poderia enfrentar os dias

 

    If I should lose you now? 

    Se eu devo te perder agora? 

 

    We’re so close

    Nós estamos tão perto

 

    To reaching 

    De alcançar 

 

    That famous happy end

    Aquele famoso final feliz

 

    Almost believing

    Quase acreditando 

 

    This was not pretend 

    Que isso não é mentira

 

    Let’s go on dreaming 

    Vamos sonhar

 

    For we know we are 

    Para saber onde estamos

 

    So close

    Tão perto

 

    Desaceleramos a valsa, ainda nos olhando no fundo dos olhos.

 

    So close

    Tão perto

 

    And still

    E ainda assim

 

    So far

    Tão longe

 

    Colou o meu corpo no dele e pegou delicadamente em meu queixo, agora admirando os meus lábios, que estavam pertinho dos lábios dele. 

    E nos beijamos, logo ouvindo todo aquele pessoal aplaudir bem alto a música e a valsa. E nós dois ainda sentindo aquele beijo demorado, bem demorado, e bem gostoso finalizar toda aquela valsa do melhor jeito possível. 

    E então as luzes do salão voltaram a iluminar tudo como antes, nos fazendo finalizar o beijo com um sorriso. E então o último selinho, antes de nos afastarmos daquele pessoal todo. 

    [...]

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    E depois daquela valsa toda, daquele momento foda e incrível, nós decidimos aproveitar o resto do baile e fomos beber mais um pouco. E até que está bem legal, já estamos nos divertindo com o pessoal há um bom tempo. 

    Agora nós estamos em volta de uma enorme mesa de sinuca, observando a partida que está acontecendo. Realmente, está bem interessante, mas só estamos assistindo para torcer pro cara com quem fizemos amizade do nada. Até que ele acertou mais uma bola, nos fazendo festejar bastante com ele. 

    -Eu falei que não deixo essa porra barata, porque eu não deixo mesmo. -Assentiu para nós, nos fazendo rir com ele. E então se voltou ao jogo. 

    -O cara é legal. -Abracei a cintura dela e bebi um gole de uísque.

    -É sim. -Ela riu, enquanto prestava atenção no jogo. -Sabe no que eu estava pensando? 

    -Se for em subir nessa mesa e começar a jogar dinheiro pro alto, por favor, não faça isso. -Disse e nós rimos.

    -Não é isso, bobo. -Me acariciou. -Eu estava pensando que essa mesa de sinuca é a mesma que tinha em Vegas na casa do Jack. -Me abriu um sorrisinho. -Se lembra? 

    -Ah, eu me lembro perfeitamente. -Ri, acariciando suas costas. -Sente falta de Las Vegas?

    -Muita, você não? -Bebeu Martini. -Não sente falta daqueles nossos... -Me acariciou. -Momentos a dois? -Me abriu um sorrisinho.

    -Ah, mas é claro que eu sinto. -Devolvi o sorriso. -Nove meses depois dessa brincadeira toda ganhamos a Alison de brinde. -Disse e nós rimos. 

    -Nada disso, oito meses e três semanas. -Me acariciou. 

    -É, eu sei. -Rimos outra vez, e eu bebi mais um gole. -Então quer dizer que você sente falta da brincadeira, é?

    -Bom... Talvez sim. -Sorriu e me deu um demorado selinho. -Talvez eu sinta falta de você me amarrando toda naquela cama e fazendo o que quiser comigo... -Ela sussurrou no meu ouvido. Aí eu não aguento. 

    -Ah, sente, é? -Peguei na cintura dela e a beijei com vontade nos lábios. -Se quiser a gente sobe e resolve isso no quarto, sem problema algum. -Disse e sorri maliciosamente com ela, unindo esses sorrisos em outro beijo bem demorado e com vontade. 

    -Ok... -Ela nos afastou um pouquinho e deixou a taça do Martini na borda da mesa de sinuca. -Eu vou ao banheiro, rapidinho.

    -Agora? 

    -Sim, agora. -Abriu outro sorrisinho e me deu outro beijo. -Eu já volto. -Disse num tom baixo e saiu dali. Vai aprontar alguma coisa, essa garota.

    E então eu fiquei ali a esperando por alguns minutos, enquanto bebia e prestava atenção no jogo, porque realmente estava interessante. Mas outra coisa começou a ficar interessante, a partir do momento em que ela voltou pra perto de mim e somente pegou em meu rosto, vindo falar baixinho no meu ouvido. 

    -Me encontra no quarto daqui a dez minutos, tá? -Abriu um sorrisinho e me beijou, enquanto colocava alguma coisa no bolso da calça do meu terno. E então ela pegou o Martini e me deu uma piscadinha, saindo dali em seguida. E eu fui pegar o que ela colocou no meu bolso, mas foi só eu tocar, que percebi que era a calcinha dela, me fazendo abrir um sorrisinho de canto. 

    -Oi. -Ouvi a voz de uma mulher, e então eu me virei para trás. 

    -Ah, oi. -Respondi a vagaba que a Millie disse que está dando em cima de mim. 

    -Está curtindo o baile? -Se aproximou de mim. 

    -É, está divertido. -Suspirei e bebi uísque. -E você? -Perguntei por educação, mas ela demorou um pouco pra responder.

    -Está tudo bem entre você e a sua mulher? -E foda-se a minha pergunta. 

    -Sim, claro. -Franzi a testa. -Por quê? 

    -Ah... Eu achei, porque acabei de vê-la saindo daqui sem você... -Acariciou minha mão apoiada na mesa, me fazendo afastá-la dali. Pior que a Millie estava certa, mesmo. 

    -Não, está tudo bem. E a propósito, eu estou de saída. -Bebi o último gole. -Foi um prazer. 

    -Não, espera! -Ela pegou no meu braço. -E-eu estava pensando, se... -Acariciou minha gravata. -Se você gostaria de ir pro quarto comigo... -Ela disse num tom baixo, toda toda pra cima de mim. Coitada. 

    -Dá licença, você está achando que eu sou quem? -A perguntei com a testa franzida, pra ver se ela se toca. Mas tudo que ela fez foi pegar em meu rosto e quase, muito quase me dar um selinho. Sorte que eu coloquei meu indicador nos lábios dela e a impedi de que me beijasse. -Eu acho que não foi entendido aqui que eu sou um homem casado. -Ri abafado, e ela indignada. -Só faz o seguinte, termina logo com o seu marido. -A afastei de mim. -Isso é feio. -Terminei e saí de perto da mocréia, percebendo que ela estava indignadíssima. Ah, me poupem essazinhas que acham que conseguem homem qualquer que quiserem. E se bem que a Millie me avisou, a garota é sinistra. 

    Não esperei nem mais um minuto e logo fui para o nosso quarto na cobertura. Estava bem ansioso pra saber o que iria rolar, porque ela saiu do baile bem confiante. E já que essa é a nossa última noite aqui, talvez ela esteja querendo fazer algo especial. E eu quero muito descobrir o que é. 

    Encostei o cartão, que era a chave do quarto, na fechadura e a porta destrancou. 

    A abri lentamente, notando aquele quarto todo escuro, com a pouca iluminação feita por velas acesas pelo quarto todo. O serviço de quarto que deve ter feito isso, ao irmos para o baile, porque eu não acho que tenha sido ela. 

    Fechei a porta, ao retirar minha máscara, e me virei, a encontrando deitada de lado na cama e me admirando, com a taça da bebida em mão, vestindo uma puta de uma lingerie linda do caralho numa cor bem parecida com a do vestido dela de madrinha, e ainda com o salto agulha nos pés. Só vestia isso, nem estava mais com a máscara. E também percebi que o chão e a cama estavam cheios de pétalas de rosa. 

    -Achei que fosse demorar mais. -Ela disse de ironia e bebeu o Martini com a pimentinha dentro. 

    -Você disse “em dez minutos”. -Respondi, enquanto me aproximava dela.

    -Mas te queria aqui antes de dez minutos. -Deixou a taça na mesinha do quarto e ajeitou seus cabelos, ao se apoiar nos cotovelos, estando quase deitada. 

    -Então agradeça por agora eu já estar aqui. -Peguei com firmeza na cintura dela e nos beijamos com muita, muita vontade. Mó beijão, até comecei a me empolgar todo. Fui logo tentar tirar o sutiã dela. 

    -Ei, ei, ei... -Sussurrou pra mim ao me afastar um pouquinho e abriu um sorrisinho. -Isso não vai ser tão fácil assim. 

    -Então me mostra como vai ser, vai... -Beijei o pescoço dela, fazendo-a rir abafado. 

    -Já que você quer... -Me empurrou para o outro lado da cama e ficou por cima de mim. -Então eu te mostro. -Sorriu e me beijou no pescoço. E então desceu esse beijo para o meu peitoral. E então para o meu abdômen, onde me acariciou com muita vontade. E logo me surpreendeu, ao pegar na minha gravata e se levantar da cama, me trazendo junto com ela. E começou a andar, me arrastando junto, como se minha gravata fosse uma coleira. Achei o máximo e deu bastante tesão. 

    -O que você vai fazer comigo? -Perguntei por curiosidade. 

    -Nada que você não mereça. -Respondeu. Até que pegou uma cadeira que tinha no nosso quarto e a deixou de frente para a lateral da cama. E me deixou sentado ali à força. Até que se afastou um pouco. -Se lembra de que eu te pedi para trazer três gravatas? 

    -Sim. 

    -Bom... -Voltou com duas gravatas em mãos, já que a outra estava no meu pescoço, e se sentou em meu colo, me fazendo pegar com força na bunda dela com as duas mãos. -Pelo visto você se comportou direitinho durante esses cinco dias, então chegou a hora de você saber para o que servem. -Sorriu maliciosamente e retirou minhas mãos dali, as colocando para trás da cadeira. 

    -Ei, como assim? -Ri pelo que ela fez. 

    -Bom, acontece que em Las Vegas você me fez sofrer muito de tanto prazer, enquanto eu estava amarrada, sem ao menos poder te tocar, e você podendo fazer tudo comigo. Se é que me entende. -Ia dizendo, enquanto amarrava meus pulsos. -Então agora é minha vez de te fazer sofrer um pouquinho. -Deu um nó e se voltou a mim. E eu impressionado. -Quem sabe a gente não acaba trocando os papéis mais tarde? -Perguntou num tom baixo e retirou o sutiã bem na minha cara, e eu sem poder fazer porra nenhuma. 

    -Ah, não faz isso... 

    -Shhh... -Colocou o indicador nos meus lábios e abriu um sorrisinho. -Só relaxa e aproveita, porque essa noite é nossa. -Sussurrou pra mim e pegou em meu queixo com o indicador, inclinando meu rosto para admirá-la. -Como já foi uma vez. -Sussurrou outra vez e me deu um demorado selinho nos lábios. Um selinho que eu queria que não acabasse nunca, mas infelizmente eu não podia fazer nada, porque meus pulsos estão presos, por causa desse inferno de garota gostosa do caralho. 

    Então ela saiu do meu colo, dando um gole no resto do Martini dela. E eu desesperado pra saber o que ela iria fazer comigo. 

    -Essa aqui a gente usa depois. -Pegou a gravata não usada e a jogou na cama.

    -O que você vai fazer? -A perguntei.

    -Brincar um pouco sozinha. -Ah, não. -Você se importa de ver? -Puta que pariu, vai ser tortura. 

    -Não. -Respondi desesperado. 

    -Foi o que eu pensei. -Sorriu maliciosamente e se deitou na cama, estando em cima daquelas várias pétalas. Filha de uma puta, ela quer que eu exploda de tesão nessa cadeira. -Eu realmente não achei que você fosse se importar de me ver sentir um pouco de prazer sozinha aqui nessa cama... -Meu Deus, eu vou morrer. 

    E pronto, começou a minha tortura. Literalmente, isso é tortura. 

    Lá estava ela, com a mão dentro da calcinha e com os olhos fechados, enquanto se acaricia toda no corpo, cheia de vontade. Já contorcendo as pernas e gemendo ainda bem baixinho. Ainda.

    Eu achava que não podia ficar pior, mas ficava. A cada segundo ela sentia mais prazer ainda. Ou se contorcendo mais, ou gemendo mais, ou agora se acariciando com mais força. 

    Gente. Eu vou surtar. 

    O meu pau só não está na testa, porque eu estou de calça. É sério, tá foda. E eu sem nem conseguir me masturbar por ver aquilo, isso sim é o pior de tudo. 

    E foi assim até ela chegar quase no final, se contorcendo toda e já enfiando as unhas na porra da cama, que deveriam estar sendo enfiadas nas minhas costas. E gemendo, já descolando as costas do colchão, de tanto que está se divertindo. E EU AQUI NA MERDA, ISSO É MUITO RUIM. MUITO RUIM, MAS MUITO BOM. 

    -Pelo amor de Deus... -Sussurrei pra mim mesmo, já começando a suar. E com o meu pau já quase rasgando a minha calça. 

    Isso que ela está fazendo não se faz. “Tortura” é o nome disso. 

    Tudo o que eu queria era chupar tanto a buceta dela, que ela iria desidratar. Nem fez sentido o que eu disse, mas foda-se, eu to desesperado. 

    -Millie, pelo amor de Deus... -Suspirei e joguei minha cabeça pra trás, logo voltando a assistir àquilo tudo, enquanto ela está quase lá. Pois é, eu poderia muito bem me ajudar aqui e não olhar pra ela se masturbando maravilhosamente gostoso, mas eu não consigo não olhar. É inevitável. 

    Finalmente – finalmente mesmo – ela começou a respirar ofegante, bem ofegante, agora com as costas descoladas da cama e com as pernas todas contorcidas. E quando eu achei que ela fosse dar aquele alto gemido, porque eu sei bem como é, e terminar logo com a minha tortura, ela simplesmente jogou a cabeça para trás e gemeu bem baixinho. Gemeu toda delicada, que nem princesa. Enquanto abria aquele sorrisinho dela, ainda se recuperando toda do que ela acabou de sentir. 

    E agora eu estou com ciúmes dos dedos dela, porque era eu quem deveria estar ali fazendo isso tudo acontecer, mas tudo bem. Estou aqui na luta. 

    Ela então se virou de bruços na cama e me admirou naquela situação, enquanto flexionava as panturrilhas lentamente para cima e para baixo, ainda de salto alto. 

    -Você gostou? -Riu pra mim. 

    -Isso não se faz. -Disse e ela riu. Até que olhou pro volume na minha calça. 

    -Parece que você gostou. -Mordeu o lábio de sacanagem comigo e se levantou da cama, vindo até mim. 

    -Já acabou a minha tortura? -Perguntei.

    -Só começou. -Riu e se agachou na minha frente. Retirou o meu cinto, o jogando na cama, e abriu a minha calça em seguida. E aí o bagulho subiu todo, deixando-a toda feliz. -Sorte a minha que eu tenho isso. -Me admirou com um sorrisinho no rosto, já me masturbando. Até que colocou tudo na boca e me chupou com toda a vontade.

    Pronto, agora eu morri. Foda-se, eu morri de vez. 

    -Ah, porra... -Suspirei e joguei a cabeça pra trás outra vez, já sentindo o suor escorrer. E na tentativa de rasgar essa merda de gravata de marca boa que não rasga por nada. -Millie...

    -O que, você não gosta? -Me masturbou, enquanto me admirava com um sorrisinho no rosto. -Diz pra mim que gosta. -Pediu num tom baixo. 

    -Gosto, eu gosto muito, mas... -E voltou a me chupar. -Ah, caralho... -Agora sou eu que vou desidratar se ela continuar assim. 

    E pra minha sorte, ela não continuou por muito tempo. Senão eu teria desmaiado ali mesmo. Mas ela logo me masturbou mais um pouco e se levantou. 

    -Quer que eu te desamarre? -Perguntou baixinho, vindo se sentar no meu colo. 

    -Quero, por favor. -Pedi desesperado. 

    -Tá bom, daqui a pouco eu faço isso. -Sorriu maliciosamente e ajeitou a calcinha pro lado. 

    Fodeu, ela vai sentar em mim. 

    Fodeu, eu não vou aguentar. 

    -Você é tão gostoso... -Agarrou a minha gravata com força. E gemeu, ao começar a sentar em mim. 

    -Porra, Millie... -Gemi abafado, enquanto ela também gemia. Chegava a deslizar, porque ela acabou de gozar sozinha, e isso me deixa mais louco ainda. Olhar pra ela sentando em mim de calcinha então, isso é pedir pra morrer, de tão bom. 

    -Finn... -Ofegou no meu ouvido e segurou com mais força ainda na minha gravata. -Awwn... -Gemeu e jogou os cabelos para o lado, agora fazendo um rebolado que me fez ir pro céu. 

    -Ahh, Millie... -Suspirei pelo prazer, até que ela pegou no meu rosto, já mordendo o lábio de tanto tesão, e me beijou bem gostoso. Muito, muito gostoso, e voltou a sentar em mim cheia de vontade. E eu doido pra pegar com força nessa raba que ela tem e a ajudar nos movimentos. Ou até mesmo pra dar um tapa bem dado nela, porque é isso que ela está merecendo. 

    Continuou gemendo em cima de mim e logo diminuiu um pouco a velocidade, vindo agora para o meu pescoço, o enchendo de beijos de língua. E aquilo me faz arrepiar, puta que pariu. 

    -Eu quero tanto que você me toque... -Falou no meu ouvido e voltou para o meu pescoço, me fazendo sentir os peitos dela coladinhos no meu corpo, e eu sem ao menos podendo passar a mão neles. 

    -Eu que estou doido pra te tocar, gostosa, filha da puta... -Mordi meu lábio, ao admirar o corpo dela todo naquele movimento daquele rebolado incrível que ela faz em cima de mim. 

    -Seu suor é tão gostoso... -Ela disse assanhada e continuou se deliciando do meu pescoço.

    -Millie, me solta, vai... -Pedi ofegante. -Eu vou te tocar bem gostoso, Millie, me solta... 

    -Está tão desesperado assim? -Me abriu um sorrisinho. 

    -Muito, por favor... -Pedi outra vez. E então ela voltou para o meu pescoço, até que eu percebi que ela desamarrava o nó que tinha dado na gravata que prendia os meus pulsos, graças a Deus. 

    E assim que ela me soltou, eu não esperei mais um segundo sequer. 

    Peguei com toda a força na bunda dela, com as duas mãos, e acelerei os movimentos dela em cima de mim. E agora ela gemeu alto, do jeito que eu gosto de ouvir. 

    Acariciei as coxas dela, morrendo de vontade, e dei um tapa fodido na bunda dela, enquanto ainda sentava em mim. 

    -Gostosa... -Admirei o corpo dela e logo peguei em seu rosto, a trazendo agora para um puta de um beijo de língua. A gente estava se beijando pra caralho, e eu sem deixar de pegar com força e vontade em suas costas, sua cintura, suas pernas, subir as mãos e acariciar o tronco dela, enquanto a outra mão a segura no rosto, sentindo esse beijo completamente melado durando, até o momento em que eu percebi que não aguentaria mais. -Millie... -Disse ofegante, ainda segurando no rosto dela. -Eu vou gozar... -Ofeguei pelo prazer. E tudo que ela fez foi acariciar meu tronco cheia de vontade,  já sentindo a minha camisa social úmida pelo meu suor, e voltou a me beijar severamente como antes. 

    Me beijava cheia de vontade, com o corpo completamente colado ao meu, ainda me sentindo fazendo os movimentos dentro dela. E talvez agora sentindo que eu acabei de gozar. Também dentro dela.

    -Ah, porra! -Gemi abafado, e agora estava completamente ofegante. E muito satisfeito, foi uma delícia, mesmo eu duvidando que isso já tenha terminado. Mas foi bom, eu gozei pra caralho.

    -Vem aqui. -Ela disse ofegante e se levantou, me puxando pela gravata outra vez. E ali em pé nós voltamos para o beijo desesperado e maravilhoso. E completamente severo. -Tira isso, vai... -Ela ofegou baixinho e voltou a me beijar, agora retirando o meu paletó de um jeito bem rápido e o jogando em qualquer canto do quarto. E eu pegando em todas as partes do corpo dela, já que agora eu posso. 

    -Gostosa... -A joguei na cama com vontade, fazendo-a abrir um sorrisinho, enquanto eu começava a desabotoar minha camisa social. E ela cheia de vontade de mim. Até que eu terminei de desabotoar a camisa e a joguei no chão do quarto, enquanto a Millie já me puxava pela gravata, outra vez, me deixando agora por cima dela. 

    Voltamos a nos beijar intensamente. Ela sem tirar a mão dos meus cabelos e eu descendo com a minha mão desde o colo dela até seu quadril. Onde ali eu parei de beijá-la e comecei a tirar a calcinha dela, a jogando no chão do quarto em seguida. 

    Pegou em meu rosto e me trouxe para mais beijos, muito mais. Até que trocou de posição comigo, estando agora por cima, outra vez, agora completamente nua. Bom, ela ainda está de salto alto, mas vocês entenderam. 

    -Achou mesmo que tinha terminado? -Me abriu um sorrisinho. 

    -O que mais você quer fazer comigo, hein? -A perguntei e a beijei outra vez. 

    -Eu já disse. -Me afastou dela e saiu de cima de mim. -Nada que você não mereça. -Foi pegar as duas gravatas. 

    E mais uma vez eu vou ser torturado. Não pensem que não é gostoso, porque é muito. Mas o desespero é maior ainda.

    Se sentou em cima de mim outra vez e pegou em meu pulso esquerdo, o levando até a cabeceira da cama, onde ali o prendeu com a gravata. Até que vez a mesma coisa com o direito. E como a terceira gravata ela usou a que estava no meu pescoço, ao retirá-la. E então cobriu os meus olhos com ela e a amarrou atrás. Do mesmo jeito como em uma noite eu fiz com ela. 

    Agora eu não podia mais fazer e nem ver nada. 

    Me fodi. 

    -Fica tranquilo e relaxa, tá? -Falou no meu ouvido e me acariciou. -Eu só quero te curtir um pouquinho... -Sussurrou, já me fazendo arrepiar a partir daí. E agora eu só iria conseguir sentir o toque dela no meu corpo, e não a ver. Mas pode ser que isso seja muito bom. E eu estava certo. 

    Comecei a sentir seus beijos demorados e bem molhados pela lateral do meu pescoço, também sentindo ela me acariciar lentamente por todo o tronco, descendo e subindo a mão. Também me acariciando bem devagar com as unhas, o que inclusive era muito bom. 

    E então passou os beijos para o outro lado do meu pescoço, também agora criando algumas marcas ali, sem deixar de ainda me acariciar. E eu amo sentir o toque dela no meu corpo, é realmente muito bom. E não poder ver, só sentir, faz ser melhor ainda. 

    -Eu vou te contar uma coisa... -Falou baixinho pra mim e me beijou mais um pouco no pescoço. -Uma coisa que só eu sei... -Me acariciou, e eu percebi que ela voltou a ficar por cima de mim. E então senti que pegou em meu rosto, me beijando nos lábios em seguida. -Eu te conheci numa época da minha vida onde eu estava descobrindo muita coisa... -Desceu a mão de meu rosto para o meu pescoço. -Onde eu me sentia muito sozinha... -E continuou do pescoço para o meu tronco. -E eu comecei a sentir coisas por você num momento onde eu estava descobrindo o meu corpo... -Me deu um demorado selinho no colo. -Onde eu estava começando a me conhecer... -Desceu o selinho por meu tronco, agora me enchendo de beijos molhados pelo corpo. E isso estava bom, muito bom. -E eu não parava de sentir coisas por você. -Me acariciou com bastante vontade. -Até eu também perceber que eu sentia tesão por você, Finn... -Ok, isso é novo. E muito bom. -Eu sempre morri de tesão por você, até um dia eu ter decidido me tocar pela primeira vez... -Voltou a me beijar no tronco, agora subindo os beijos. E eu já com tesão só pelo que ela estava dizendo. -Foi a primeira vez que eu me toquei pensando em você... -Me beijou no pescoço. -Pensando em nós... -Beijou o outro lado. Até que aproximou os lábios da minha orelha. -E foi a primeira vez que eu soube como era gozar, graças a você... -Ok, agora eu me arrepiei. E muito. E meu pau subiu. -Eu soube o que era gozar, porque imaginei nós dois como estamos agora. Porque eu sempre te amei, Finn... -Me deu um beijo bem gostoso na boca. -Porque eu sempre quis ter você assim, todinho pra mim... -Sussurrou outra vez. -Só pra mim... -Pegou em meu rosto e nós voltamos a nos beijar muito. E eu fiquei impressionado com isso que ela me contou, além de perceber que ela consegue me excitar pela simples fala dela, de tão perfeita que essa garota é. 

    -Eu também sempre quis te ter toda pra mim, Millie... -Sussurrei, ao desencostarmos os lábios e línguas. -Sempre... -Disse e voltamos a nos beijar como antes. 

    -Ah, é...? 

    -É... -Respondi e ela me beijou outra vez, ao pegar com as duas mãos em meu rosto. 

    -Então está a fim de trocar os papéis? -Me perguntou manhosa e me beijou outra vez. 

    -Claro que estou... -Sorri maliciosamente e a beijei. Então percebi que ela começou a soltar os meus pulsos. E logo descobriu os meus olhos, assim agora eu posso ver o corpo dela, finalmente. 

    Sorri pra ela e nós invertemos as posições, agora eu estava por cima, ainda a beijando muito. E a acariciando, já que eu senti bastante falta disso agora há pouco. Até que eu interrompi o nosso beijo e peguei uma das gravatas, assentindo-a para ela em seguida. 

    -Sua vez. -Abri um sorrisinho, fazendo-a devolver. E então eu prendi os pulsos dela na cabeceira da cama com a ajuda da gravata, assim como ela fez comigo. Até que eu peguei a última gravata para cobrir os olhos dela. -Está pronta pra recordar aquela época? -A abri outro sorrisinho, sendo respondido pelo mesmo. E então ela assentiu que sim. 

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    Ele cobriu os meus olhos com a gravata, me impedindo de ver qualquer coisa a partir dali. E agora eu estou com os meus dois pulsos presos à uma cabeceira de cama por gravatas, esperando ele domar o meu corpo do jeito que ele sabe fazer. 

    Era como reviver os meus dezesseis anos. 

    Não era como uma nostalgia, obviamente, mas sim como um déjà-vu. O melhor que eu já pude ter e sentir. Pois o que eu senti naquela noite, naquela última noite antes das nossas vidas levarem rumos inesperados, porém os mais felizes que existem, só eu sei o que foi. Só eu sei o quão bom aquilo foi, e já não via a hora de sentir isso de novo. 

    O senti acariciar o meu corpo cheio de vontade, desde o meu pescoço até abaixo do meu umbigo. Foi acariciando até ali bem devagar, me fazendo até sentir um frio na barriga, de tão gostoso que foi. E ao encaixar a mão na minha cintura, ele logo veio sentir o gosto do meu pescoço, já estando entre minhas pernas. 

    Pegou em meu rosto e me beijou de língua no pescoço, bem abaixo da mandíbula e no finalzinho da orelha, o que me fez arfar já toda arrepiada. Isso sim é bom. 

    Continuou me beijando assim, até chegar em meu colo. Chegou em meu colo e desceu com esses beijos para o vão de meus seios, indo assim até chegar onde ele havia ido com a mão ao me acariciar. E eu que já tinha me contorcido toda por causa desses beijos, mal sabia que iria me contorcer mais ainda. E depois mais ainda.  

    Ele pegou com força na parte inferior de minhas coxas e ali começou a me morder bem devagar e completamente gostoso, como se me quisesse ter toda pra ele. Como se eu fosse dele. E sim, eu sou, essa é a melhor parte. 

    E além de eu já continuar me contorcendo toda por causa dessas mordidas maravilhosas, eu me contorci mais ainda após ele começar a me chupar. Já não é novidade pra ninguém. 

    Foi aquele negócio todo que me descontrola de prazer. Porque eu acho que nunca me senti tão bem quanto eu me sinto na língua dele. É bem sério. 

    Ele fazia o meu prazer todo recomeçar do zero quando me chupava, me fazendo gemer, me contorcer, ficar toda molhada. E quase perder as minhas unhas e forças, de tanto que eu me seguro nessas gravatas me prendendo. E isso sim é bom pra caralho. 

    Ele me chupava enquanto me acariciava por todo o corpo, além de às vezes – quase sempre – ter que segurar com força nas minhas coxas, porque eu não me controlo. 

    E depois de mais alguns minutos sendo chupada, ele resolveu partir para o próximo passo, que é mais gostoso ainda. Não vou negar, eu adoro. 

    -Eu vou colocar com força agora, tá? -Falou baixinho no meu ouvido, me fazendo abrir um sorrisinho bem malicioso. Além de ter me feito arrepiar e de ter me dado um friozinho na barriga.

    Aproximou o tronco do meu, quase deixando-os colados, me beijando deliciosamente gostoso em seguida. E no meio desse beijo todo, eu o senti me adentrar com força, realmente. Bem que ele avisou. 

    -Awwnn, Finn! -Gemi alto pelo que ele fez, o que foi bem gostoso. -Ah, porra, isso! -Gemi outra vez e comecei a ofegar pela velocidade dos movimentos. E pela força, também. 

    Realmente, agora eu entendo o lado dele. Eu estou desesperada pra me soltar dessas gravatas e poder fazer alguma coisa, o mínimo que seja, só porque estou morrendo de tesão. Mas saber que eu não posso, por estar com os pulsos presos, me deixa com mais tesão ainda. Muito, muito mais. 

    -Vai, não para! -Ofeguei mais ainda e mordi o meu lábio, já desesperada. 

    -Ah, filha da puta... -Ofegou no meu ouvido e o senti se afastar de mim, agora acelerando nos movimentos por estar segurando em minha cintura. E com a outra mão na minha coxa, se apoderando completamente do meu corpo. Bom, agora que eu estou presa desse jeito, ele está se apoderando ainda mais. 

    Acho que a minha versão meio bêbada de ontem à noite estava pedindo exatamente por isso quando disse “me estupra nessa cama, gostoso filho da puta”. Porque olhem, isso é bom, puta que pariu. 

    -Finn! -Gemi alto outra vez, já segurando nessas gravatas com tanta força, que até descolei as costas da cama. E olhem, o quanto eu estou suando não é pouco. -Hmm, vai! -Pedi, já com a boca seca. Até que o senti pegar na lateral do meu rosto e acariciar meu lábio inferior com o polegar. E eu o chupei com o maior tesão do mundo, obviamente, ainda presa e sem conseguir ver nada. Só sentir as melhores coisas que ele faz comigo e sentir esse fogo que vem dentro de mim, o que está me fazendo suar. Além do calor de tanto tesão e do nosso quarto iluminado por velas. Já as pétalas de rosas foram quase todas jogadas no chão, tadinhas. 

    E após ele retirar o dedo da minha boca, veio a surpresa. Ele decidiu me segurar no pescoço. Sim, me segurar na parte da garganta, com um pouco de força. E fazer isso de apoio para continuar metendo em mim, e adivinhem o que eu fiz? 

    -Awwnn, isso! Isso, vai! -Gemi. Ah, mas eu gemi, eu gemi pra cacete. 

    Gente, ser enforcada é bom. Pra caralho. Pelo amor de Deus. 

    -Você gosta, é? -Perguntou cheio de malícia, bem pertinho de mim. 

    -Aham, muito... -Consegui dizer alguma coisa sem gemer, ainda ofegado como se eu estivesse com falta de ar. Mas fiquem calmos, eu estou bem. 

    Porra, eu estou transando com o meu marido, é óbvio que eu estou muito bem. 

    -Cachorra, gostosa... -Ele ofegou, ainda me “enforcando”, mas logo parou. E me beijou de língua, um beijo tesudo do cacete. 

    Continuou metendo forte e bem gostoso em mim, do jeitinho como estava antes. Até que diminuiu um pouco a velocidade, achei que fosse para trocarmos de posição, mas ele não se retirou de dentro de mim. E eu logo senti outra coisa no meu corpo.

    Senti algo meio duro e de couro encostar na lateral do meu rosto, como... Como se fosse a pontinha de um cinto. Sim, era a pontinha de um cinto. Do cinto dele, que eu tirei mais cedo e o joguei aqui na cama. 

    Passou a pontinha do cinto pela lateral do meu rosto. E então a passou por meus lábios bem devagar, logo seguindo por todo meu pescoço, me fazendo arrepiar. E então pelo vão de meus seios, logo a passando por meu abdômen e umbigo, o que me fez morder o lábio inferior. Até que se retirou lentamente de dentro de mim, e passou a pontinha do cinto lentamente em meu ponto. E aquilo me fez arfar e me contorcer, não vou mentir, foi muito bom. E aí ele começou a me acariciar com aquilo bem na parte de baixo da minha coxa, o que ainda assim foi muito bom. Tão bom, que eu queria muito que ele me batesse com aquilo, mas muito mesmo. E parece que ele ouviu meu pensamento, porque ele me bateu. E eu abri um sorrisinho que ele conhece depois dessa. 

    Só relaxem, não foi nada demais. Ele me bateu bem de leve com a pontinha do cinto na coxa, nada pesado. E mesmo assim eu adorei. 

    Senti que ele me puxou pelas coxas, talvez por eu ter me mexido tanto, que saí da posição que eu estava antes. E aí foi muito, muito bom. 

    Veio subindo desde a minha cintura mordendo o meu corpo todo, aquelas mordidas que me deixam toda assanhada, aquelas que me fazem revirar os olhos. Mordeu minha cintura, meu tronco, abaixo dos meus seios, e logo o cantinho do meu pescoço. E então pegou em meu rosto, e voltamos com aquele beijão todo outra vez. E sem precisarmos parar, ele logo livrou os meus olhos. E então desamarrou os meus pulsos, e tudo que eu fiz foi agarrá-lo cheia de vontade para podermos intensificar esse beijo mais ainda, se é que possível. 

    O agarrei no rosto e nos cabelos, após acariciar as costas dele desde o final até sua nuca, com tanta vontade, que devo até ter o arranhado. Mas tudo bem, só o que nos importa agora é esse beijo de língua desesperado e cheio de amor que estamos dando um no outro. Mas que logo pausaríamos para podermos continuar a nossa diversão. 

 

    [...]

 

    -Ah, porra! -E eu gozei pela segunda vez na noite. -Ah, isso... -Ofeguei completamente satisfeita, e completamente suada, logo sentido que ele se retirou dos meus dois orifícios. Sim, dos dois. Porque depois dele me amarrar toda, rolou de ladinho. E aí um 69 básico. Daí eu decidi dar atrás, e o bonito me masturbou na frente, então rolou D.P. Pra ser sincera foi um Las Vegas 2.0, se podemos dizer. 

    -Nossa... -Ele se deitou na cama comigo. -Cansou. -Disse ofegante. 

    -Eu sei... -Ofeguei e me abanei um pouco, por causa do tanto que eu suava. E ele também. -Afinal, por que é que eu ainda estou de salto alto? -Os retirei e os joguei no chão, me deitando de novo em seguida. 

    -Ah, foi maneiro, tu parecia uma atriz pornô. -Riu. 

    -Sim, muito maneiro. -Respondi de ironia e ri com ele. -Agora toda a vez que eu olhar pra eles vou pensar “nesse dia eu dei pra cacete”. -Rimos. 

    -Não deveria ser mais comum com uma calcinha? 

    -Sim, eu penso nisso quando visto quase todas as minhas calcinhas. -Ri. -Graças a você.

    -“Com quase todas” quer dizer que falta alguma. 

    -Sim, falta com uma.

    -Que isso, vamos resolver, ué.

    -Nem pensar!

    -Por quê?! -Ele riu.

    -Finn, ela não é sexy! 

    -E daí?

    -Não, é uma calcinha de unicórnios. -Rimos. -É a que eu uso quando estou naqueles dias, nem pensar. 

    -Bom, você quem sabe. -Me acariciou na perna.

    -Ok, obrigada. -Ri e me abanei mais. -Nossa, eu estou suando muito.

    -Ah, eu percebo. -Assentiu pro meu corpo. -Tá cheia de florzinha grudada em você. 

    -Como assim? -Perguntei e admirei meu corpo, notando várias pétalas de rosa grudadas em mim. -São pétalas, amor. -As tirei uma por uma. 

    -É, pode ser. -Riu e me admirou. -Pera aí. -Se aproximou de mim e tirou mais algumas mais atrás, tipo na minha bunda. -Pronto. 

    -Você também tem algumas. -Retirei uma do pescoço dele e duas de seu tronco. -Pronto. -O acariciei e o dei um demorado selinho, ao pegar em seu rosto. E então o admirei por alguns segundos, já que estava deitada do lado dele. 

    -Então quer dizer que a bonita geme toda delicada quando se masturba? -Ele disse e nós rimos. 

    -Que ridículo do cacete! -O empurrei. 

    -Tá de parabéns, me impressionou. 

    -Olha aqui, você não começa. 

    -Não quer falar sobre o sexo? -Riu. 

    -Sobre aquilo não. -Ri de volta. 

    -E da parte que você já se masturbou pensando em mim? 

    -Já falei tudo o que tinha pra falar. 

    -Mas eu fiquei curioso. -Rimos.

    -E você que me enforcou, hein?

    -Eu te enforquei?

    -Enforcou.

    -Eu não enforquei ninguém, só segurei com força. 

    -Você me enforcou. E ponto final. -O deixei em silêncio. 

    -E você não gostou? -Me abriu um sorrisinho, me fazendo o devolver. -Alá, você gosta dessas coisas, Millie. -Rimos. -Me engana, que eu gosto. 

    -Eu nunca disse que não gostei. 

    -E nem precisou dizer que gostou. -Me acariciou. –“E ponto final”. -Rimos outra vez.

    -Ok, você venceu. -O acariciei. 

    -É, eu sabia. -Abriu um sorrisinho. E então me deu mais um forte e demorado selinho nos lábios, se aninhando na cama comigo em seguida, ao nos cobrimos com o edredom. Apenas encostei a cabeça no peitoral dele, enquanto ele me acariciava bem gostoso no braço. -Bom... -Suspirou. -Esse quarto está uma zona e amanhã nós temos um dia corrido, não é melhor arrumarmos? 

    -Ai, amor, amanhã... -Pedi manhosa e o acariciei. -Estou tão cansada... -O admirei. 

    -Então amanhã a gente acorda cedo e faz isso, porque ainda tem todas aquelas coisas que você comprou pra nossa princesa, se esqueceu? -Rimos. 

    -Não, amanhã a gente acorda bem cedinho e faz tudo isso. Só fica aqui assim pertinho de mim... -Me aninhei nele e o abracei, já fechando os olhos. E então o senti me beijar na cabeça. 

    -Eu te amo. -Me acariciou no braço. 

    -Eu também te amo. 

    


Notas Finais


LINK: https://www.youtube.com/watch?v=q2WHo5bGRNw
Caso o link não funcione por algum motivo, o nome da música é "So close" de Jon Mclaughlin. (Esse sobrenome, heu) Tem no YouTube.
Meeeus amores, espero muito que tenham gostado, viu? Aproveitem a quarentena se divertindo em casa fazendo maratona dessa Fic, por que não? É uma boa ideia.
Enfim, beijos, se cuidem, e até o próximo <3


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