História Amar ou odiar o destino? - Capítulo 1


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Categorias One Direction, Teresa Palmer
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Teresa Palmer, Zayn Malik
Tags Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, One Direction, Passado, Personagens Originais, Teresa Palmer, Zayn Malik
Visualizações 13
Palavras 1.937
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, gente, como vão? Estou aqui mais uma vez com um projeto diferente, não vai ser uma long fic e sim uma shortfic. Vai ter cinco capítulos e todos já estão prontos.
Aqui vão alguns lembretes ou avisos:

• Primeiramente mesmo que todos os capítulos já estejam prontos, não tenho exatamente um dia para postar, embora ache que será uma vez por semana;
• Essa estória tem uma pegada bem diferente de COC (Choice Of Chance) que é minha outra fanfic nessa plataforma, ela é mais fofinha e tem o lado trágico adolescente.
• Peço que usufruam e se deleitem-se de dignidade e vergonha na cara e que tenham suas próprias ideias, plágio é crime e algo muito, mais muito feio.

Ah, eu gostaria de agradecer imensamente ao Painless Design por essa capa MARAVILHOSA. Eu super recomendo o site, eles são super profissionais e o trabalho – como vocês podem ver – é excelente.
Sem mais delongas, lhes desejo uma ótima leitura e que vocês gostem dessa estória tanto quanto eu a amo.

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Amar ou odiar o destino? - Capítulo 1 - Capítulo I

Point Of View Caroline Swan

 

Por que ela me odeia tanto? Tá, eu nunca fui um exemplo de filha mas... Quer saber, mais nada! A única coisa que ela já fez por mim, foi me colocar nesse mundo, nada mais. Tudo que eu sou hoje, devo ao louco na bicicleta do meu lado. Muitas pessoas não conheceram o pai, ou pior, conhecem e não mantém uma boa relação, felizmente posso encher o peito para falar que ele é o meu herói. 

 

— Não é mesmo Carol? Filha? — a voz do homem grisalho chamou-me a atenção, mesmo não sabendo do que se tratava o assunto. 

 

— Desculpe, eu não... — me interrompi ao ouvir alguém gritar um “chega” do outro lado da rua.

 

O que é estranho, sou muito desligada para prestar atenção em coisas aleatórias. Mas aquele grito, aquela voz, eu conheceria em qualquer lugar. Olhei sobressaltada procurando-o, nada. Não é possível. Admito que tenho uns parafusos a menos, mas não estou delirando. 

 

— Louis! — eu sabia. Depois de todos esses anos ele ainda tem aquela jaqueta. Meu pai percebendo a situação, apenas riu e me mandou atrás dele, fazia tempo que eu não cumpria uma ordem com tanto gosto.

 

As ruas estavam cheias, droga. Parei para atravessar, mas se fosse para esperar a caridade dos motoristas era melhor desistir. Enfiei-me no trânsito ganhando olhares e palavras não muito cordiais, nada mais importante que meu antigo melhor amigo do outro lado da rua. Quando finalmente atravessei perdi-o de vista. Comecei a andar chamando atenção, pois eu pulava a procura da jaqueta no corpo de 1,75m. Meus olhos encontraram a cabeleira castanha e passei a correr e pedir desculpas ao mesmo tempo.

 

— Posso esperar o ônibus com você? — repeti as primeiras palavras que disse a ele anos atrás e que viraram uma piada interna depois, logo em seguida entrelacei meu braço com o seu.

 

Ele me encarou espantado e confuso por alguns segundos, mas logo os olhos azuis me reconheceram e eu já estava sendo apertada por seus braços. As memórias e emoções vieram como um soco assim que senti seu perfume, era o mesmo que eu havia dado no Natal de oito anos atrás, o qual ele prometeu que usaria sempre.

 

— Não acredito que está aqui! — proferiu e meus olhos encheram de lágrimas. Fazia quatro anos que eu não escutava essa voz. 

 

— Nem eu — disse baixinho e dessa vez eu o abracei. 

 

Desfiz o abraço e o puxei para sentar num banco em frente a uma loja antiga de bonecas.

 

— Quando você chegou? Você teve a audácia de vir para Londres e não me falar, Tomlinson? — fingi indignação. 

 

— Pelo visto você continua dramática! — fiz minha melhor cara de ofendida. — Eu cheguei ontem, Swan... E vou embora amanhã — minha alegria se foi com o término da frase. 

 

— Mas... — desisti de argumentar, no fundo eu sabia que não iria adiantar. Entretanto isso não me impediu de ter uma ideia, e a julgar pela cara do moreno ele também percebeu isso. 

 

 — O que você ‘tá aprontando? — indagou divertido. 

 

— Você tem algum compromisso hoje... — ele abriu a boca para responder. — Melhor! Algo que não possa ser desmarcado? — reformulei a pergunta. 

 

Eu sempre fui o otimismo em pessoa, então acreditava que ele diria que não tinha nada a fazer e assim passaríamos o resto do dia como fazíamos no colegial.

 

— Na verdade... — eu conhecia aquele tom de voz, e assim que o ouvi a felicidade abandonou meus lábios desmanchando o que antes era um sorriso. — Dane-se! Nós vamos passar o resto do dia juntos, vamos fazer seja lá o que for que você tenha pensado e ninguém vai mudar minha decisão — falou sério mas seus olhos brilhavam como anos atrás e naquele momento eu tive certeza... Aquela seria a melhor tarde da minha vida. 

 

[...]

 

— É sério isso, Swan? — depois de arrasta-lo pela cidade por meia hora, nós finalmente chegamos ao nosso destino. 

 

— Admita que sou um gênio, anda, eu sei que você quer! — disse com toda modéstia que possuía. 

 

— Vamos logo, não quero pegar fila! — ri negando e fui puxada para dentro do parque de diversões. 

 

O destino devia estar conspirando a meu favor. Hoje era o último dia do parque, e eu fiquei o mês inteiro enrolando para vir aqui, como se no fundo alguma coisa me dissesse para esperar. E como valeu a pena. 

 

Segurei Louis com a mão indicando para ele parar, e assim ele fez ficando de frente para mim. Pelas minhas contas devíamos estar bem no centro do local, e olhei em volta pensando no que faríamos primeiro. Abri a boca para falar mas nada saiu, era um daqueles momentos que você quer esfregar os olhos para ver se não está ficando louca.

 

— Puta que pariu! — Louis me olhou com os olhos arregalados, essa devia ser no máximo a terceira vez que ele me ouvia dizer um palavrão. Acho que nem se eu tivesse planejado, teria dado tanto certo.

 

De um lado Liam e Niall vinham conversando como se não se vissem a muito tempo – o que não deixa de ser verdade – e creio que ainda não tinham nos notado. Do outro lado Zayn caminhava com um sorrisinho sapeca, quase como quem sabia o que ia acontecer. Eu não sabia o que fazer, então apenas virei Louis e deixei ele reagir sozinho. 

 

Zayn estava mais perto que os outros então Louis foi até ele. Apressei os passos e parei na frente de ambos, eles me olhavam estáticos, mas Niall foi o primeiro a esboçar uma reação. Que no caso foi me abraçar e começar a me rodopiar.

 

— Eu também estava com saudade, Horan! Mas se continuar me girando vai preferir não ter voltado — disse brincando só que surtiu efeito imediato. 

 

Me soltei dele e me joguei em Liam. O moreno praticamente me esmagou, anos atrás ele ganharia um sermão, mas hoje foi a melhor coisa que poderia acontecer.

 

— Senti tanta falta de vocês! — meus olhos marejaram pela segunda vez no dia. 

 

— E de mim não? Estou magoado, Swan! — sorri ao ouvir Zayn. 

 

Ele estava a alguns passos de mim, apenas corri e literalmente pulei nele. Passei meus braços por seu pescoço e prendi minhas pernas em sua cintura. 

 

— É claro que senti! Você é o meu garoto normal de não mais vinte e dois anos — apenas ouvi sua gargalhada sendo abafada pelo meu cabelo. 

 

De todos, Zayn foi o que mais mantive contato. Na verdade, eu o vi mês passado junto com Gigi; os outros eu não via havia há mais de anos.  

 

Desci do colo dele e deixei que se cumprimentassem. Depois quatro pares de olhos passaram a me encarar. 

 

— Eu poderia fazer a pergunta que fiz ao Tomlinson, mas vou poupar tempo e dizer que estão intimados a cancelarem qualquer coisa que tenham que fazer. Alguma dúvida? Ótimo! — perguntei e não dei tempo de ninguém se pronunciar.

 

— Nem acredito que estamos todos aqui... — Liam começou. 

 

— Como nos velhos tempos! — Niall completou.

 

Infelizmente eu senti o peso daquelas palavras e meu cérebro não foi capaz de concordar. Faltava uma pessoa, faltava ele. 

 

— Não pode ser como nos velhos tempos — não precisei dizer mais nada.

 

— Claro que pode, eu já estou aqui! — todos os pelos do meu corpo criaram vida ao escutar aquela voz rouca atrás de mim. 

 

Olhei para meus amigos e eles alternavam o olhar entre mim, e um certo alguém. 

 

— Não vai me dar um abraço, Swan? — eu não estava preparada para que ele se dirigisse a mim diretamente, pensando bem, acho que nunca mais vou estar.

 

Soltei o ar que não percebi estar prendendo, olhei uma última vez para os garotos e tirando coragem de Nárnia, eu finalmente me virei para ele. 

 

Quando o fiz tive certeza do porque a Grifinória nunca poderia ter sido a minha casa. Tive vontade de sair correndo assim que encarei aquela imensidão esverdeada. Eu costumava saber decifrar seus olhos, mas agora olhando por míseros segundos, me fez duvidar se algum dia eu realmente fui capaz de compreendê-los.

 

Minha boca se abriu diversas vezes para dar forma as palavras que minha mente trabalhava para idealizar, entretanto eu acabava desistindo. Era como se nada que eu dissesse fosse o suficiente, e realmente não seria. Tive vontade de socar, bater e estragar aquele rostinho bonito, mas ao mesmo tempo me jogar em seus braços e ouvir que tudo ficaria bem enquanto ele fazia carinho em meu cabelo. 

 

— Quando disse que viria não pensei que fosse tão rápido, Styles! — Liam cortou o silêncio que eu julgava ser palpável, ironicamente o parque estava agitadíssimo.

 

— Algo me dizia para vir — eu não o olhei, mas senti que um sorriso de covinhas moldava seu belo rosto.

 

— Nós íamos passar a tarde juntos, gostaria de vir? — não sabia se Niall o convidou por cordialidade ou por que queria a presença do cacheado aqui.

 

— Não acho que seja uma boa ideia! — Louis deu vida a uma das hipóteses que passavam pela minha cabeça. Até hoje eu lamentava o ocorrido a anos atrás, ele foi o que mais se distanciou de Harry. 

 

— Obrigada, Niall! Mas sei quando não sou bem vindo, eu preciso ir — as palavras saíram duras de sua boca e eu sabia que o dito por seu ex melhor amigo tinha o afetado.

 

Meu subconsciente gritava que aquilo era o certo, e só Deus sabe o quanto eu queria tê-lo escutado. Entretanto eu não aguentaria, meu coração não aguentaria vê-lo partindo novamente.

 

— Espera! — proferi e vi ele parar e se virar para mim, era agora ou nunca. — Eu queria, ou melhor, eu quero uma tarde como nos velhos tempos. Como na época em que nossa maior preocupação era uma prova chata de história na segunda — um sorriso brotou no canto de seus lábios e ouvi algumas risadas atrás de mim.

 

— E isso significa...? — perguntou.

 

— Significa que não seria a mesma coisa sem você aqui! — não sei como, mas de alguma forma consegui responder.

 

— Carol... — Zayn começou.

 

— Tá tudo bem, Malik! — tranquilizei-o. 

 

“Não vão me dar um abraço?” Harry perguntou e um a um os meninos o fizeram, mesmo Louis e Zayn estando mais relutantes, vi quando fizeram um singelo toque. Eu só espero que suas palavras não se aplique a mim, por hoje ele já havia conseguido um grande progresso da minha parte. 

 

Aos poucos a timidez ficou de lado, eles já estavam se enturmando e fazendo apostas como adolescentes fariam em um parque de diversões. Estávamos a caminho da fila na montanha russa quando Louis me puxou para um canto.

 

— Você está bem? — indagou.

 

— Sinceramente? — assentiu. — A primeiro momento eu pensei em correr e me trancar no sótão da minha casa. Mas depois eu decidi que valia a pena dar uma chance, por vocês, por você principalmente — confidenciei.

 

— Por mim? 

 

— Vocês eram amigos desde criança, Lou. Foi por minha causa que brigaram, eu tinha... Eu tenho que fazer isso, sei que no fundo você quer isso também — cinco anos e eu ainda o conhecia como a palma da minha mão.

 

— Isso é ridículo, nós brigamos porque ele foi um babaca com você. Carol, não foi apenas eu que perdi meu melhor amigo naquela noite! — sorri triste.

 

— Eu sei! Mas nós somos adultos agora, eu dou uma chance se você prometer dar também. 

 

— Só você mesmo, não é? — disse rindo.

 

— Jura de dedinho? — levantei meu dedo mindinho. 

 

— “Nós somos adultos agora...” — começou e falhou miseravelmente ao tentar imitar minha voz. 

 

Risos e tapas a parte nós selamos o juramento. Voltamos para a fila como se nada tivesse acontecido, e depois de trocar um olhar cúmplice com Louis eu estava decidida. Pelo resto daquela tarde, eu esqueceria o passado, aproveitaria o presente e não me importaria com o futuro.


Notas Finais


Realmente espero que tenham gostado, essa estória é o meu xodó e tá a um tempão no meu World, estava criando coragem e dando os últimos retoques nela. Por favor comentem, preciso saber o que estão achando sobre a Carol e o possível motivo da tal briga, vocês tem alguma suposição?
Enfim, até qualquer dia e um beijão pra vocês.


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