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História Amargo como o amor (Remake) - Capítulo 1


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Capítulo 1 - A mais doce cantiga de ninar


Fanfic / Fanfiction Amargo como o amor (Remake) - Capítulo 1 - A mais doce cantiga de ninar

“ O vento soprava as abas de meu vestido enquanto eu o sentia em meus lábios, seu rosto, sua pele, seu toque.... seus olhos extremamente apaixonados se encontrando com os meus me fez me sentir extremamente encantada. Eu não podia mais me conter, eu o colo— ”

— Ei, esse livro é pesado de mais para você, garotinha. — Meu pai tira o livro de minhas mãos o colocando bem alto na prateleira. 

— NÃO PAPAI! EU TAVA QUASE NO FINAL! — Eu me estico dando pulinhos para o pegar novamente. 

— Já para cama, está tarde e se sua mãe te pegar aqui essa hora você estará encrencada, canarinho — Ele dá um sorriso gentil e faz carinho em meus cabelos. 

— Okay, papai... Mas eu quero terminar o livro... — Eu falo fazendo uma cara emburrada e dando um tapa na mão dele. — Eu não sou sua canarinho até você me deixar ler aquele livro! — 

— Vai escovar os dentes e xô para a cama. — Ele me coloca em seus ombros e vai fazendo cavalinho em mim até o banheiro, onde ele me deixa na escadinha. 

Meu pai volta para seu quarto e eu escovo os dentes voltando correndo para meu quarto, Mirella estava dormindo, então por isso eu entrei sorrateiramente.

Me sentei em baixo da cama e liguei uma mini lanterna puxando o livro de antes, eu leio o mesmo devorando cada palavra com grande animosidade. 

Gotas de chuva começam a escorrer pela janela, eu saio de baixo da cama para ver as gotas escorrendo e desenhar na mesma. 

Quando de repente, uma pedrinha bate no vidro, depois outra e outra... eu abro a janela e olho para baixo. 

Era Guilherme e Alisson lá em baixo acenando na chuva, eles estavam encharcados de água, eu logo peguei a corda que eu deixava ao lado da cama e amarrei na aba de metal de segurança da janela, coloquei um par de luvas roxas e minhas galochas nos pés, eu desci pela corda escorregando até lá em baixo. 

— É 10 horas! Vocês estão malucos? — Eu falei pegando um guarda-chuva e abrindo por cima deles. 

— Guilherme me fez ir ver os nossos novos vizinhos desfazerem suas mudanças! Tem um garoto lá! Acho que ele tem a nossa idade! — Alisson falou secando seu cabelo, por mais que ela tente parecer madura, todos nós sabemos que ela é tão infantil quanto todos nós. 

— Eu te fiz? Você concordou rapidinho senhorita Alisson princesinha perfeita! — Guilherme deu um puxão no cabelo da Alisson e ela mostrou a língua para ele. 

— Bom, serei direta, está tarde e o garoto da nova casa é um gatinho, temos que pegar ele logo antes que ele vá para o grupo da rua ao lado. — Alisson prendeu seu cabelo em um rabo de cavalo alto e pegou um dos guarda-chuvas do clubinho no arbusto da minha casa. 

— Minha irmã, como sempre, sendo a mais crescida de todos nós. — Ele fala isso vendo ela ir embora enquanto gruda em baixo de meu guarda-chuva. 

— Você não é de ficar até essa hora na rua, aconteceu algo? — Eu falo olhando para o mesmo preocupada.

— Briguei com meu pai e estou com medo de voltar para a casa, não queria preocupar a Alisson e fazer ela e a mamãe fazerem tempestade em um copo d'água. Não sei onde vou ficar — Ele fala olhando de forma triste para sua casa e a casa da sua mãe. 

— Não se preocupe, tem lugar o bastante na minha cama desde que o chuvisco sumiu. — 

Ele puxa a ponta de uma escada dos arbustos e eu vou ajudar ele. 

— Por Deus, por que vocês colocam tanta coisa no meu quintal? — Ele dá de ombros e solta uma risada, após muita dificuldade nós conseguimos colocar a escada ali e subimos ela. 

Ao chegar no topo, eu entro pela janela e estico meus braços para pegar ele no colo para não pisar com suas roupas molhadas em minha cama. 

— Você é muito fraca para isso, canarinho — Ele se atira em mim e nós caímos juntos em cima da cama. 

Eu separo uma roupa minha no armário e dou para ele. 

— Cachorrinhos? Acho que prefiro gatinhos. — Ele mostra a língua virando a cara e empurrando a roupa. 

— Pijama de guaxinins é sua última opção, o resto é rosa. — Eu pego um pijama azul de guaxinins e dou nas mãos dele. 

— Adorei o pijama de guaxinim, mas rosa também cai bem em mim — Ele puxa uma faixa rosa minha no armário e põe em seu pulso enquanto sorri indo para o banheiro. 

— Gatinho, hein... — Empurro a escada da janela fazendo-a cair nos arbustos e fico olhando para a casa dos novos vizinhos para uma janela com a luz ligada. 

— Ei, você vai acabar se molhando ou acordando a Mirella com o barulho alto. — Ele me puxa pelo braço e fecha a janela. 

— Quer dormir com a luz ligada ou apagada? — Eu falo me deitando na cama e tirando as luvas e as galochas. 

— Liga os pisca-pisca só — Ele falou se cobrindo com as cobertas deitando na beirada e eu me deito do lado da janela. 

Antes que eu pudesse ligar os pisca-piscas, ele já estava dormindo, eu fiquei enrolando seus cabelos ondulados até cair no sono também. 

Quando eu cai no sono, virei para ele e abracei suas costas encostando minha testa na parte detrás de seu pescoço. Dormimos abraçados assim a noite toda, pela manhã quando minha mãe foi me acordar, ela chamou meu pai por não entender o que o Guilherme estava fazendo ali. 

— Parece uma praga, a gente pisca e aparece mais criança — Meu pai começa a rir baixinho após falar isso, minha mãe revira os olhos fechando a porta e deixando a gente dormir até mais tarde. 



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