História Amor, a Mais Linda Obra de Arte - Capítulo 5


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Categorias Irmãos à obra (Property Brothers)
Personagens Drew Scott, Jonathan Scott
Tags Amor, Gêmeos, Insinuação De Sexo, Irmãos À Obra, Property Brothers, Romance, Series De Tv, The Scott Brothers, Triângulo Amoroso
Visualizações 60
Palavras 2.399
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estou de volta, antes do que o esperado!
Não consegui ficar tanto tempo longe dessa história.

Sem mais delongas, vamos ao capítulo! Espero que gostem! :)

Capítulo 5 - Passeio no Parque


Acordei de repente sentindo uma mãozinha macia no meu rosto. Abri os olhos e vi Claire olhando para mim, a poucos centímetros de distância do meu rosto, com aqueles olhinhos azuis brilhantes.

- Bom dia pequena. Você me assustou! - falei colocando a mão no meu coração que estava acelerado com o meu despertar repentino.

- Bom dia. Clarice mandou eu vim te chamar. - disse ela pulando para fora do colchão e seguindo para a janela com vista para o quintal. Pelo visto ela ainda não chamava a minha tia de mamãe. Depois de ver como a minha tia olhava para ela ontem, com tanto carinho e amor, aposto que ser chamada de mãe pela garotinha seria um momento muito feliz e especial.

- Que horas são? - perguntei em voz alta mesmo sabendo que ela não iria me responder e olhei para o despertador em cima do criado mudo. Arregalei os olhos. Não era à toa que Clarice mandou me chamar. Pelo visto não daria mais para terminar de cuidar das flores antes de sair para a cidade.

Porém esse pensamento faz eu me lembrar do comportamento estranho do Drew ontem. Respirei fundo e balancei a cabeça. Não tinha o porquê de eu me sentir magoada. Ele não tinha culpa de nada. A gente não se conhecia direito nem éramos amigos. Ele poderia até já estar comprometido com alguém. Fechei a minha cara. Esse pensamento me desanimava.

Me levantei devagar e andei até o banheiro para me arrumar para sair, afinal de contas não era todo dia que se era dia só das mulheres. Ri baixinho lembrando da minha tia falando isso para nós. Vasculhei o closet e decidi colocar uma calça jeans comprida e colada no meu corpo, uma blusa rosa sem mangas e uma camisa preta de manga comprida por cima. O sol poderia estar se mostrando no céu mas a brisa fria e cortante também estava presente. Ao sair do banheiro, depois de um momento, já pronta notei que Claire ainda estava me esperando ali no meu quarto.

- Você não vai se arrumar para o nosso passeio? - perguntei confusa notando que ela estava usando um vestidinho simples. Parecia uma camisola de dormir.

- Eu já estou pronta! - falou ela com uma expressão magoada no seu rosto. Olhei novamente para o seu vestido. Era feito de um tecido fino demais para o frio que estava fazendo hoje. Ela iria sair assim nesse frio? - Falta só colocar o casaco e fazer um penteado no meu cabelo. Clarice insiste toda vez em fazer penteados em mim. - continuou ela ao ver a minha expressão confusa fazendo uma cara brava. Fiquei sem saber se ela estava brava comigo ou com o fato de minha tia insistir nos penteados.

- Você não gosta que escovem os seus cabelos? - perguntei e ela fez que não com a cabeça. - Você não sabe o que está perdendo. É muito bom ter alguém penteando o seu cabelo. - falei e pensei um pouco. - Que tal, da próxima vez que ela for penteá-los, você fechar os olhos e se concentrar na sensação disso?  Aposto que você vai gostar. - pisquei para ela e a vi fazer uma expressão pensativa. Em seguida, o seu rosto adotou uma expressão resignada.

- Tá certo. Mas só se você não sair com a gente parecendo uma boneca de neve cheia de casacos. - disse ela inocentemente. O meu queixo praticamente caiu no chão. Ela estava fazendo uma cara de inocente. Que garotinha danadinha!

- Feito! - disse contrariada depois de me recompor da surpresa. Eu iria passar frio na cidade hoje para a minha tia ter uma chance de se aproximar mais dela. Iria valer a pena. - E eu não fico parecendo uma boneca de neve! - falei tardiamente depois de um momento, tentando me defender. Ela estava rindo de mim, provavelmente da expressão brava que eu estava tentando fazer. Era uma pestinha essa garota. Apesar disso, sorri com carinho para ela.

 

***

 

No andar térreo encontrei a minha tia já pronta com uma escova de cabelo na mão e uma tiara na outra. Eu olhei para Claire e apontei com a cabeça para aqueles materiais, tentando dizer sem palavras: dê uma chance para ela. Claire bufou para mim mas foi até a minha tia sem reclamar.

- Vocês demoraram lá em cima. - ela olhou para Claire esperando um explicação que não veio. - Já estava indo chamar você para ajeitar os seus cabelos, mocinha. Vamos lá para o seu quarto. Já voltamos Isa. - no final ela se dirigiu a mim, em seguida seguiu para o quarto da Claire com a menina ao seu lado.

Não tive outra opção a não ser esperar por elas voltarem. Passei na cozinha, peguei uma maçã na fruteira e decidi esperar por elas no jardim. Abri a porta da frente e a primeira coisa que vi foi o Drew com a mão direita levantada pronta para tocar a campainha. Ele parecia estar tão surpreso quanto eu estava. Provavelmente não esperava que alguém abrisse a porta antes dele tocar a campainha. Notei que eu estava, pela segunda vez no dia, de queixo caído com sua beleza. Me recompus rapidamente.

- Bom dia? - era para ser uma afirmação mas soou como uma pergunta. Lembrei de ontem a tarde novamente e me forcei a não ficar olhando bobamente para ele. - Você voltou a usar o terno! - isso escapou da minha boca sem eu perceber ou mandar. Ele franziu a testa, confuso com minhas palavras. Depois de um momento começou a rir.

- Vocês realmente têm problemas com roupas, não é? - ele continuou a rir de mim sem esperar uma resposta da minha parte. Não sei porque mas me senti brava com ele naquele momento. 

- Pois é! Mas a culpa é sua e de seu terno. Se você não usasse nada cobrindo o seu corpo, não teríamos esse problema, certo?! - praticamente gritei para ele essas palavras graças à minha raiva irracional. Eu estava respirando com força e, aos poucos, o que eu tinha acabado de falar fez sentido na minha mente. Meu Deus! Arregalei os olhos e corei com força, ficando vermelha tomate.

Tive medo de olhar a sua reação mas, corajosamente, levantei meus olhos e o olhei. Ele tinha parado de rir e estava com uma expressão séria me olhando, por um momento achei que ele iria reclamar comigo e me dizer na minha cara que eu era maluca, mas ele se aproximou devagar de mim e praticamente colou o seu corpo no meu. Em seguida, sussurrou no meu ouvido com sua voz rouca e masculina.

- Então é esse todo o problema? Eu estar usando roupas quando você me vê? Se quiser podemos resolver isso algum dia... - arregalei mais ainda os meus olhos e senti um arrepio percorrer toda a minha coluna. Essa voz rouca dele junto com essas palavras e a sua aproximação me deixam completamente derretida e em alerta. O meu cérebro se recusava a cooperar comigo e eu terminei ficando totalmente sem palavras. A única coisa que consegia pensar era ele sem roupas. Como fui me meter nisso? Revirei rapidamente a minha mente em busca de algo inteligente para dizer. Mas antes que eu dissesse algo, ele abruptamente se afastou, olhando para algo detrás de mim.

- Olá! - ouvi a doce e meiga voz de Claire soar atrás de mim. - Eu lembro de você! Da última vez que te vi você falou que vinha visitar sem o terno. - disse ela e me encolhi internamente. Oh Deus! Por favor Claire, não me embarace mais do que já estou embaraçada!

Ele riu e levantou as suas mãos em forma de rendição.

-  Eu me rendo. Prometo deixar o terno em casa da próxima vez. - disse ele e piscou para mim. Eu devia estar corando novamente pois senti o meu rosto quente. Não só meu rosto mas todo o meu corpo estava numa temperatura bastante elevada. Respirei fundo para tentar me acalmar.

- Então o quê o traz aqui? - perguntei para ele tentando mudar para um assunto seguro.

- Posso entrar? - perguntou ele e só assim notei que ainda estávamos conversando na porta da frente. Tinha diversos carros estacionados ao longo da rua e várias pessoas andando de cá para lá carregando umas caixas nas mãos. Que estranho. Eu lembrava desse bairro ser bastante calmo. Será que tinha alguém se mudando?

- Desculpe! Entre! - disse para ele e em seguida fechei a porta. Olhei para ele e dei uma mordida na maçã que estava segurando esperando ele falar o porquê de estar aqui.

- Fiquei sabendo que o produtor do programa veio aqui falar com a sua tia uns dias atrás sobre a reforma da casa ao lado. - ele parou esperando uma confirmação minha. Fiz que sim com a cabeça lembrando do rapaz alto com todos aqueles papéis nas mãos. Ele continuou. - Decidi vim avisá-los que a reforma começará amanhã. Hoje estão trazendo os materiais e todas as coisas necessárias para as gravações. Durante algumas semanas esse local aqui se tornará bastante agitado e um pouco barulhento.

- Obrigada por avisar. Deve ser por isso que o rapaz ficou pedindo tantas desculpas naquele dia. Essa série de tv deve ser bastante séria e responsável. - parei, pensei um pouco e continuei. - Você deve ser o quê? Assistente do produtor? - perguntei e notei que ele me olhou de uma forma estranha.

- Acho que você nunca assistiu essa série não é? - perguntou ele misteriosamente.

- Hum... não? - a minha voz saiu indecisa transformando a minha resposta em uma pergunta.

- Foi o que eu imaginei. Porque você não assiste um episódio algum dia? - disse ele misteriosamente para mim. Não seria mais fácil ele me dizer logo qual era a sua participação no programa? Dei de ombros e fiz que sim com a cabeça continuando a dar mais mordidas na maçã.

- Era esse o aviso que vim dizer. Agora tenho que ir. Preciso ajudar lá também.

- Como você vai ajudar se não está vestido para uma reforma? - eu tinha esquecido que Claire ainda estava no mesmo cômodo que nós. Era estranho como ele conseguia roubar toda a minha atenção. Ela perguntou isso e, de repente, estávamos de volta no assunto roupas. Revirei os olhos e decidi deixar os dois se entendendo na sala.
 

Encontrei a minha tia na cozinha arrumando umas comidas numa cesta de piquenique. Não sabia que planejávamos fazer um piquenique na cidade por isso foi uma surpresa. Mas uma surpresa boa.

- Já está pronta Isa? Vamos? - balancei a cabeça para ela e nós duas seguimos para a sala. Lá notei que o Drew tinha ido embora e que a Claire estava com uma expressão pensativa no seu rosto. Fiquei imaginando o quê o Drew poderia ter dito a ela para deixá-la assim. - Vamos Claire. É o dia das meninas se divertirem, por isso vamos aproveitar!

 

***

 

Nós percorremos a pé várias ruas do centro da cidade, visitamos algumas lojas e cafés onde a minha tia costumava ir sempre. Descobri que essa cidade era cortada por um rio de águas fundas e límpidas onde alguns pescadores costumavam pescar durante a noite. Visitamos também um pier cheio de pessoas aproveitando o sol do meio da tarde para passear e se esquentar apesar do vento gélido; lá, olhamos os barcos atracarem e partirem e, mais tarde, paramos num parque coberto de grama verde e com árvores frondosas para todo o lado.

A minha tia estendeu um lençol de piquenique na grama e fizemos ali mesmo um lanche da tarde. Deitei no lençol depois de um tempo e respirei fundo aquele ar puro. O ar tinha cheiro de liberdade e pureza. Como essa cidade era linda! Ainda me espantava com o quão arborizada ela era. Olhei ao redor e vi Claire correndo com uma coleguinha nova ao redor daquelas árvores. Em certos momentos elas se jogavam no chão e rolavam. Ri tentando adivinhar que tipo de brincadeira estranha era aquela que elas estavam brincando.

Minha tia e eu conversamos bastante enquanto assistíamos ela brincar. Falamos sobre a época em que ela ainda morava no Brasil, na vida dela aqui no Canadá e nos meses difíceis que passamos com o meu pai doente no hospital. Depois de um momento em silêncio, ela perguntou como eu estava me sentindo morando num país novo. Contei que estava me sentindo mais viva e feliz do que antes mas que ainda estava tentando dar um rumo para a minha vida. Quando mencionei que o Isaac iria ser papai sua expressão se tornou surpresa e feliz ao mesmo tempo.

- Sério? Eu não sabia dessa novidade. - falou ela espantada com essa notícia.

- Desculpe tia. Com toda essa mudança eu esqueci de te contar. Mas só fiquei sabendo quando ia embarcar no avião para vim para cá. Ele me contou que vai ser papai de duas meninas. Gêmeas! - falei animadamente e ela começou a rir, provavelmente entendendo as minhas intenções futuras com as meninas.

- Você e a sua fixação por gêmeos - disse ela e rimos juntas alto.

Quando Claire voltou com fome depois de tanto correr decidi dar uma volta sozinha pelo parque. Clarear os meus pensamentos pois toda aquela conversa sobre o passado tinha me deixado um pouco melancólica e com uma saudade no peito dos velhos tempos e do meu pai. 

Dei uma volta no parque depoia saí dele indo em direção a uma rua pouco movimentada que levaria ao pier. Eu estava andando meio cabisbaixa e perdida em pensamentos quando uma pessoa, saindo de uma das lojas existentes naquela rua, se virou rapidamente e bateu com todo o corpo em mim. Como eu estava distraída não consegui evitar esse encontrão. Comecei a cair em direção ao chão graças ao impacto quando senti dois braços fortes me segurarem e me apertarem num corpo musculoso. O ar saio de mim com a força do impacto e fiquei momentaneamente atordoada, mas em seguida levantei a cabeça para agradecer, quem quer que fosse, por me impedir de cair no chão. E as minhas palavras ficaram presas na minha garganta, pois eu estava olhando para olhos escuros e intensos. Olhos iguais aos do Drew.


Notas Finais


Então, o que acharam?
Me contem pois adoro saber se estão gostando ou não.
Abraços e até o próximo capítulo!


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