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História Amor, férias, vôlei e algumas coisas estranhas no meio - Capítulo 35


Escrita por:


Notas do Autor


Hey pessoal,
Desculpem não ter postado ontem e hoje postar tão tarde. Tive alguns problemas na faculdade e por isso não tive tempo de escrever durante a semana, e no final de semana o computador travou e tive que fazer várias atualizações, por isso não deu tempo de terminar de escrever e postar o capítulo, mas aqui está ele e eu espero que vocês gostem!

Capítulo 35 - Capítulo 34: A Viagem - Voltando para casa


Fanfic / Fanfiction Amor, férias, vôlei e algumas coisas estranhas no meio - Capítulo 35 - Capítulo 34: A Viagem - Voltando para casa

Shirabu – 01H00 da manhã

Depois da pergunta não respondida de Hinata, todos voltaram a fitar o chão, Takeda, Hinata e Sugawara começaram a chorar em silêncio, na verdade nem sei se eles se deram conta de que estavam chorando novamente, e Oikawa, Nishinoya e Kenma pareciam desligados do mundo, como se a consciência deles tivesse viajado para outra dimensão e largado o copo ali.

Já eu fiquei apenas olhando o chão, me sentindo incapaz de deixar sequer uma lágrima cair. Hinata ficou tão imóvel que a única prova que eu tinha de que ele ainda estava vivo, era o fato de sua mão ainda estar quente e as vezes ele soltar algum som mínimo de choro, que provavelmente apenas eu estava escutando.

Em algum momento, alguém alcançou o controle da televisão e a ligou baixinho, mas aumentou o volume assim que o jornal da madrugada começou. Todas as noticias que ancora deu, eram sobre a tempestade, fossem elas sobre o tempo de duração previsto, a área atingida ou a quantidade de feridos e mortos que foram encontrados/relatados até o momento.

 

02H00 da manhã

O noticiário acabou faz algum tempo e a televisão voltou a ficar no mudo, só não desligaram porque a ancora disse que voltaria a qualquer momento para dar mais notícias sobre a situação.

Na sala, todos pareciam exaustos, mas ninguém demonstrava sentir um pingo de sono, não que fosse possível dormir com esses raios caindo ao nosso lado ou com os nossos amigos desaparecidos.

A ancora apareceu mais uma vez na nossa tela, informando que a tempestade já estava diminuindo e que ela deveria parar ou passar a ser uma chuva leve entre 03h00 da manhã e 06h00 da manhã, possibilitando assim a procura por pessoa feridas, desaparecidas ou mortas.

- Acham que eles estão machucados? – A voz de Hinata assustou a todos, já que ela estava rouca e surgiu do nada logo depois que a televisão foi silenciada mais uma vez.

- Espero que não... – Oikawa responde abraçando os joelhos contra o peito. Eu nunca tinha o visto dessa forma, tão preocupado, tão... Vulnerável.

- Não podemos começar a pensar em coisas assim. – Takeda corta o assunto antes que mais alguém possa responder. – Estamos nervosos e preocupados com todos, mas temos que nos manter calmos e sem criar paranoias em nossas mentes. – O professor se levantou e nos direcionou um sorriso triste. – Vou fazer um chá para todos. – E sem esperar uma resposta saiu da sala na direção da cozinha.

Demorou uns dez minutos até Takeda voltar com algumas xicaras fumegantes e distribuir para nós. Hinata largou a minha mão para pegar a sua e tomou o líquido sem nem se importar se estava quente ou não, ele parecia ter voltado para sei lá onde estava antes.

 

03H00 da manhã

Assim como a ancora havia dito, a tempestade foi diminuindo lentamente. Os raios e relâmpagos foram as primeiras coisas que sumiram, depois o vento diminuiu até não fazer mais nenhum barulho assustador e por último foi a chuva, que passou de uma tempestade para uma chuva forte, mas bem melhor do que estava antes.

Takeda e Sugawara, que decidiu que ajudar o professor era melhor do que ficar parado, distribuíram mais uma rodada de chá para todos e nesse exato momento estamos tomando o líquido quente com calma. Não sei quanto aos outros, mas o chá ajudou a me acalmar um pouco, mantendo apenas a minha preocupação com eles em minha mente.

Estava terminando minha segunda xicara de chá quando um barulho estranho veio do lado de fora da casa, fazendo todos pararem de tomar o líquido e olharem para a porta, só não sei se era com esperança de ver os meninos ou com medo de ser alguém estranho, já que poderia ser alguém perdido ou algum bandido se aproveitando da tragédia.

O barulho se repetiu e então a porta foi aberta, nos dando a visão de Iwaizumi e Daichi. Eles passaram pela porta e então o resto foi entrando, até o último, que era Semi. Todos eles estavam molhados, sujos de terra, com folhas e galhos no cabelo, ou seja, muito parecidos com monstros do pântano, mas sem nenhum machucado aparente.

Senti meu coração bater em minha caixa torácica como um cavalo galopando a toda velocidade, como tambores em um desfile de carnaval. O ar saiu de meus pulmões e eu só consegui olhar para os meninos que estavam de pé, sem saber se eu acreditava que eram eles mesmo ou se era algum tipo de brincadeira da minha mente cansada, mas o barulho de algo caindo no chão e se quebrando me fez acordar para a vida.

Os primeiros a se moverem foram Sugawara e Oikawa, sendo o primeiro o que deixou a xicara cair no chão. Os dois se levantaram e correram para o braços de seus namorados, que os abraçaram com força. Logo eles foram seguidos por Kenma, que ficou chorando de gritando nos braços de Kuroo (em outra situação eu acharia que ele estava bravo com o moreno), por Nishinoya, que pulou no colo do namorado e grudou como carrapato, enterrando sua cabeça na curva do pescoço dele e, eu acho, chorando também, e por Takeda, que andou até o Ukai e lhe tascou o maior beijão de cinema, até teria sido uma cena em que todos olhariam e ficariam tipo “Eita Takeda!”, mas todo mundo estava ocupado demais para isso.

Como Hinata não se moveu, apenas ficou olhando para Kageyama com os olhos arregalados, foi o moreno que teve que ir até o ruivo, que caiu em lagrimas assim que sentiu os braços do namorado o envolverem em um abraço apertado, molhado e sujo.

Mas a felicidade por eles estarem de volta durou apenas até Takeda notar Yaku. A principio eu já tinha visto que ele estava no colo de Lev, pensei que ele estava cansado ou que tinha machucado o pé.

- O Yaku está bem? – Takeda perguntou olhando para o platinado mais alto, que fez cara de choro e negou com a cabeça.

- Ele escorregou enquanto estávamos procurando as meninas, torceu o tornozelo e bateu a cabeça. – Ukai responde atraindo a atenção de todos. – Ele desmaiou logo depois de cair e não acordou mais. – E com isso o clima de preocupação voltou com força total.

Takeda pediu para todos irem tomar um banho quente e pediu para Lev levar Yaku para o quarto deles, que já subiria com um Kit de Primeiro Socorros. Todos seguiram o que ele disse e antes dele ir cuidar de Yaku, pediu para nós fazermos uma bebida quente e distribuirmos para os meninos.

Não conheço Yaku direito, nunca tive muito contato com ele, mesmo parecendo ser uma pessoa tão legal e estava me sentindo muito preocupado, mas Semi também não saiu de minha cabeça em nenhum momento.

Ele, em nenhum momento, me olhou, na verdade, ele parecia fingir que eu não estava lá, que eu não existia e, por mais que aquilo machucasse, eu não poderia falar nada nem achar ruim, eu merecia aquilo, foi minha culpa.

- Toma. – Sugawara disse me oferecendo uma caneca de chocolate quente e me tirando de meus pensamentos. – Leva a do Semi e conversa com ele, nós cuidamos do resto. – Ele diz forçando um sorriso.

- Não sei como conversar com ele. – Pego a caneca, mas me mantendo sentado na mesa. – Nem sei se esse é o momento certo para fazer isso. – Levanto o meu olhar na direção do platinado e o encaro.

- Yaku vai ficar bem. – Ele diz em voz alta e se senta ao meu lado. – Ele pode está machucado agora, mas ele vai ficar bem. – Percebo que todos na cozinha estão ouvindo.

- Vai mesmo. – A voz de Takeda vindo da porta da cozinha me fez descer da mesa e o encarar. – Ele acordou quando o colocamos na água quente, disse se lembrar de tudo e só está sentindo uma dor de cabeça e dor no tornozelo. – O professor encostou no balcão. – Parece que ele desmaiou mesmo foi de fome, mas a batida na cabeça contribuiu para ele ficar desacordado por mais tempo.

Soltei um suspiro de alivio, me dando conta de que estava mais preocupado com o ruivo do que imaginava. Voltei a me sentar na mesa e encarei a caneca de chocolate quente sabendo que não seria nada fácil fazer o que eu tinha que fazer.

- Vai logo. – Kenma disse basicamente me expulsando da cozinha

- Mas...

- Nada de “mas”. – Oikawa me interrompe. – Vocês precisam conversar o mais cedo possível, então vai logo. – Diz me dando o travesseiro, o cobertor e a caneca.

- Vocês são os melhores amigos que alguém pode ter. – Dou um sorriso para eles e saio da cozinha.

Subo as escadas lentamente, enrolado no cobertor, com o travesseiro debaixo do braço esquerdo e a caneca na mão direita. Paro na porta do quarto que divido com Semi, respiro fundo e abro a porta com certa dificuldade, dando logo de cara com um Semi de calça de moletom preta, uma camisa de mangas compridas e cabelo molhado, procurando alguma coisa pelo quarto.

Semi para o que estava fazendo e me olha de forma fria, logo passando os olhos para a caneca na minha mão e o travesseiro debaixo do meu braço.

- Não precisava pegar. – Diz apontando para o chocolate. – Já estava pegando as minhas coisas para dormir na sala. – Informa mostrando a mala feita.

- Quero conversar com você. – Digo de cabeça baixa.

Fecho a porta atrás de mim e caminho até a mesa de cabeceira sentindo seu olhar em mim, mas sem ser capaz de o olhar de volta. Coloco a caneca com o líquido quente lá, me sento na cama e o encaro sabendo que não tenho e nem posso fugir disso.

- Mas eu não quero falar com você. – Sua voz sai de forma fria, me fazendo encolher dentro do cobertor.

- Por...

- Não preciso ser rejeitado com palavras, Shirabu. – Ele diz caminhando na minha direção e pegando o chocolate quente da mesinha. – E eu cansei de correr atrás de você. – Ele toma um gole do líquido e faz menção de sair do quarto, mas eu seguro a barra de sua camisa, o impedindo.

- Fica... – Falo com a voz baixa. – Por favor, fica. – Levanto meu olhar até cruzar com o surpreso dele.

O puxo pela barra da camisa até ele sentar ao meu lado na cama, o encaro analisando todo o seu rosto ainda surpreso. Semi é lindo, tem olhos de uma tonalidade cinza escuro, cabelos numa mistura de loiro e platinado, um corpo que eu sei que é muito forte e uma pele lisa, sem defeitos. Ele até pode ter uma personalidade um pouco complicada, mas sempre me tratou bem, sempre me deu amor e carinho, sempre se preocupou comigo e eu estraguei tudo por ser um covarde.

- Desculpa ter agido como um idiota com você. – Digo sentindo as lágrimas virem. – Eu fiquei tão preocupado com vocês desaparecidos, tipo, eu finalmente percebo o que sinto pela pessoa que me ama e aí ela fica desaparecida no meio de uma tempestade daquelas. – O aperto mais o cobertor e o travesseiro em meus braços e solto uma risada. – O quão azarada uma pessoa tem que ser para isso acontecer? Já não basta ser rejeitado por quem acreditava amar mais do que tudo? – Encaro seu rosto confuso e solto uma risadinha. – O que quero dizer é que eu acho que nunca gostei tanto de alguém como eu gosto de você e por isso eu sei que também te amo. – Limpo meu rosto e o encaro. – Eu vou entender se quiser ficar longe de mim ou coisa do tipo, eu só... – Parei de falar quando ele começou a se aproximar de mim e deixou a caneca ainda cheia na mesinha.

E antes que eu pudesse continuar com qualquer discurso inventado na hora, ele pulou em cima de mim, nos derrubando na cama. Senti seus braços me envolverem por cima do cobertor em um abraço forte enquanto ele escondia o rosto na curva do meu pescoço.

- Você não está fazendo isso só porque sentiu a minha falta como amigo e quer me manter por perto de alguma forma, não é? – Ele pergunta com o rosto ainda escondido.

- Não. – Digo relaxando um pouco e começando a fazer um cafuné nele. – Eu te amo de verdade e romanticamente dizendo. – Dou um beijo em seus cabelos macios e um sorriso aparece em meu rosto corado. – Amo o seu cheiro e o cheiro dos seus cabelos, amo a forma que você me trata, amo o seu sorriso, amo a forma como você sempre me abraça dormindo e acorda mais cedo do que eu para me soltar. – Solto uma risadinha e o sinto me apertar em seus braços. – E eu posso continuar dizendo mais mil coisas que eu amo em você, se quiser. – Falo rindo mais um pouco e logo sou acompanhado por ele.

- Não precisa. – Ele diz se afastando um pouco de mim e me dando um sorriso lindo. – Vamos ter tempo para isso. – Ele se aproxima mais de mim e me da um selinho um pouco demorado.

Sabem a queima de fogos quando acontece a virada do ano? É exatamente assim que a minha barriga está.

Parece que meus órgãos resolveram dar uma festa bem quando ele me beijou, ou eles já estavam esperando por isso. Só sei que foi a melhor sensação do mundo, sério. Tudo ao meu redor pareceu sumir e, por alguns segundos bem lentos, tudo que existia era eu e ele.

- Não sabe por quanto tempo esperei por isso. – Semi diz com os lábios ainda próximos dos meus.

- Faz de novo. – Peço passando meus braços por seu pescoço e sentindo meu rosto corar. – Mas de verdade. – Acrescendo.

Semi cola nossos lábios novamente, mas dessa vez ele adentra minha boca com a sua língua. Fico sem saber exatamente o que fazer, já que meu cérebro desliga totalmente, mas não acho que isso seja um problema para ele, já que assumiu o controle do beijo.

Nos separamos quando o ar fez falta, pensei em falar alguma coisa, mas assim que nossos olhos se cruzaram minha fala sumiu e eu só pude ficar parado admirando aquele ser lindo que estava me olhando com tanto amor.

- Você parece cansado. – Ele diz fazendo um carinho leve em minha bochecha.

- Você também deve estar. – Minha voz sai baixa.

Semi sorri para mim e concorda com a cabeça, logo bocejando e se levantando de cima de mim. Eu já estava quase desenrolando o cobertor de meu corpo quando me lembrei que por baixo estava usando apenas sua camisa, senti meu rosto queimar de vergonha e apertei o cobertor ainda mais em meu corpo.

- O que foi? – Ele pergunta parado ao lado da cama, me olhando de forma confusa.

- Pode se virar? – Peço.

- Não vai me dizer que estava lá na sala com todo mundo sem usar roupa por baixo do cobertor. – Semi cruzou os braços na frente do tronco e sua expressão se fechou ao mesmo tempo que meu rosto ficou ainda mais corado.

- O que? – Nossa, acho que minha voz desceu alguns oitavos. – Claro que não! – Vejo a expressão dele passar para uma aliviada e então para uma confusa. – Só vira, por favor. – Peço antes que ele pudesse fazer alguma pergunta.

Semi suspira meio contrariado, mas se vira de costas para mim, que não perco tempo e me desenrolo rapidamente do cobertor, me deito na cama e me cubro até o pescoço.

- Pronto. – Digo me sentindo um pouco mais aliviado.

O mais alto se vira com uma expressão ainda confusa, mas não diz nada, apenas apaga a luz e se deita ao meu lado.

- O que você não queria que eu visse? – Ele pergunta depois de algum tempo.

Prendo minha respiração e sinto meu corpo ficar tenso, será que ele vai me achar estranho por estar com a camisa dele? Será que ele vai ficar bravo? Suspiro sabendo que ele não vai me deixar em paz enquanto não souber.

Com o rosto queimando de vergonha me sento na cama e ligo o abajur que fica do meu lado. Me viro para o olhar e vejo que ele também está sentado, me analisando por inteiro.

- Minha camisa? – Pergunta colocando a mão na base da peça de roupa.

- Sim. – Minha voz sai fraca.

- Pode desligar o abajur. – Ele diz voltando a se deitar de olhos fechados.

Por um momento sinto que vou vomitar ali mesmo, mas me controlo e me inclino para desligar o abajur. Quando volto a me deitar, sinto dois braços me abraçando por trás e um arrepio passa por meu corpo.

- Me promete uma coisa? – Ele pergunta com a boca encostando em meu pescoço e me fazendo sentir sensações estranhas. – Pode ficar com essa camisa para você, mas da próxima coloca um short para dormir ou eu não serei capaz de me controlar. – O sinto deixar um beijinho em meu pescoço.

Coro dos pés a cabeça finalmente percebendo que ele não tinha ficado bravo e sim com tesão. Me aconchego em seus braços e antes de cair no mundo dos sonhos concordo com a cabeça.

...

Takeda

Antes de Ukai e eu irmos dormir, fiz com que ele me contasse tudo que aconteceu com eles, desde o momento que saíram da casa até quando voltaram.

- Depois que saímos, demorou uns quarenta minutos até encontrarmos o Semi sentado e encarando um lago que Iwaizumi disse ficar bem longe da casa. Era bem óbvio que ele estava chorando e sofrendo, então apenas eu fui falar com ele, não que eu seja muito bom nessas coisas, mas acho que como mais velho era meu dever. – Ele contou. – Depois de algum tempo falando com ele, os outros meninos se aproximaram e eles o aconselharam sobre algumas coisas, mas a decisão final dele foi de que deveria se afastar do Shirabu para se curar. – Ukai fez uma expressão triste. – Enfim, acho que nós conversamos com ele por muito tempo, pois quando olhei para céu vi que o sol já estava descendo e disse que era melhor nós voltarmos para casa antes que ficasse de noite. Como Iwaizumi conhecia o caminho mais ou menos o deixei ir na frente e devemos ter caminhado por umas duas horas pela trilha quando nos separamos das meninas. – Ele fez uma pausa enquanto tomava mais um gole do chocolate quente. – Procuramos por elas até começar a chover e achamos melhor seguirmos para casa, já que elas deviam ter feito o mesmo, mas a chuva piorou e nos abrigamos na casa que Akaashi e Bokuto ficaram, mesmo sendo um pouco fora do caminho, ela estava mais próxima. – Ele tomou outro gole do chocolate e colocou a caneca vazia na mesa de cabeceira. – A casa parecia que ia sair voando durante a tempestade e nós ficamos bem molhados, mas ela nos protegeu um pouco e quando os raios e trovões pararam achamos melhor seguir para casa logo, já que vocês deviam estar preocupados. – Ele finalizou dando de ombros.

Depois disso ficamos deitados abraçados, apenas curtindo o calor de nossos corpos juntos, mas sem conseguir dormir.

- Acho melhor voltarmos para casa. – Digo quebrando o silencio e me sentando na cama.

- Acha aqui perigoso. – Ele disse também se sentando. – Pode ser uma boa ideia, mas os meninos vão ficar bem tristes. – Comenta pensativo.

- Antes tristes do que mortos. – Digo me levantando e olha a hora. – São seis horas da manhã, vou enviar um e-mail para os pais deles. – Aviso pegando o computador em minha bolsa.

Ukai fica em silencio enquanto eu escrevo tudo que aconteceu e vez ou outra ele acrescentava algo. Relemos o e-mail e quando eu estava prestes a enviar para os pais, Ukai segurou minha mão.

- E se formos para Tóquio com eles? – Sua pergunta me faz arregalar os olhos.

- Como? – Pergunto me sentando de frente para ele. – Não temos dinheiro para bancar uma estadia para todos e os pais podem não deixar.

- Pergunta para eles no e-mail e pede para eles mandarem metade do dinheiro que os filhos vão precisar. – Ukai fala se levantando. – Eu cuido do resto. – Ele piscou um olho para mim e logo se enterrou em seu computador.

Fiz o que ele pediu e enviei o e-mail para o pais, que, por incrível que pareça, não demoraram muito para responder. Alguns ficaram mega preocupados e nervosos, mas falaram que tudo estava bem se todos estivessem bem, também falaram que era para nós falarmos com os filhos deles sobre isso e, se eles quisessem ir, eles mandavam o dinheiro.

Depois de responder todos os e-mails dos pais, eu me deitei e cai no sono vendo Ukai ainda no computador fazendo sei lá o que.

Acordei horas depois com o sol batendo na minha cara e um braço envolvendo minha cintura com força. Alcancei o celular com certa preguiça e vi que já eram três da tarde, mas que a casa continuava totalmente em silencio.

Sai do abraço de Ukai e fiz minha higiene “matinal” antes de sair do quarto e verificar que todos ainda estavam dormindo mesmo. Resolvi preparar o café da manhã e ir acordar todos, já que precisávamos conversar sobre algumas coisas.

...

- Deixa eu ver se eu entendi direito. – Oikawa fala depois de mastigar seu pão. – Vamos sair daqui porque acha que é muito perigoso e ao invés de irmos para casa, está sugerindo irmos passar as duas semanas que faltam em Tóquio? – Ele pergunta me olhando.

- Na verdade eu queria ir para casa, mas Ukai sugeriu Tóquio e os pais de vocês disseram que se vocês quiserem, podem ir. – Corrijo tomando um pouco de meu chá.

- E onde ficaríamos? – Oikawa pergunta.

- Um amigo meu tem uma pousada e disse que faz um preço barato para gente. – Ukai fala de boca cheia e eu lhe dou um chute por baixo da mesa.

- E o pessoal que já mora em Tóquio pode ficar na própria casa, se quiser. – Acrescento.

- Porque não ficamos todos juntos na casa da minha família. – Kageyama diz com indiferença.

Todos param de comer e olham para o levantador do Karasuno.

- Você tem uma casa em Tóquio? – Hinata pergunta surpreso.

- Minha família tem. – Kageyama corrige parando de comer. – Na verdade, acho que está mais para uma mansão. – Comenta pensativo.

- Você é rico? – Todos, menos Oikawa, perguntam chocados.

- É, menos que o Oikawa, mas acho que sim. – Kageyama dá de ombros e volta a comer.

- Ok, se todos quiserem ir eu posso falar com os pais de vocês sobre essa alternativa. – Digo ainda tentando me recuperar do choque.

Nós terminamos de comer com calma, sem tocar no assunto do dia anterior ou comentar sobre como duas pessoas pareciam bem mais próximas. Antes de todos irem arrumar as malas ficou decidido que iriamos passar um tempo em Tóquio e que Kageyama iria falar com os pais sobre a casa antes de eu enviar um e-mail para todos.

Eu, Ukai, Iwaizumi e Tanaka ficamos responsáveis por limpar toda a cozinha, inclusive a louça. Quando já estávamos acabando, Kageyama entrou na cozinha e disse que seus pais tinham permitido a nossa ida, só que teríamos que passar na casa dele para pegar a chave antes de irmos.

Concordei e logo fui enviar um e-mail para os outros pais, que me deram uma autorização digital além de enviarem algum dinheiro para a minha conta para cuidar das despesas e mais algumas coisas.

Como todos acordamos tarde, resolvemos que hoje apenas iriamos arrumar as nossas malas e limpar a casa, para no dia seguinte sairmos bem cedo, já que a viagem seria bem demorada, umas três horas de ônibus até a casa de Kageyama e mais cinco horas até Tóquio.

- Acha que menos coisas emocionantes vão acontecer em Tóquio? – Ukai pergunta quando já estávamos deitados para dormir.

- Não, eles são agitados demais para não fazerem besteira. – Digo sabendo que vou me preocupar bastante ainda. – Mas espero que lá eles não se percam ou coisa do tipo. – Sinto Ukai rir, mas pego no sono antes dele falar mais alguma coisa.


Notas Finais


E ai, gostaram? Espero que sim!
Desculpem se ele ficou meio... sla, abaixo das espectativas? kkkkk
E desculpem pelos errinhos :D


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