História Anywhere - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Henry Mills, Once Upon A Time, Regina Mills, Short Fic, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 156
Palavras 2.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 2 - 02. Locator spells


Quando sua vida corre perigo, você passa a colocar muita coisa em perspectiva. Começa a pensar o que poderia ter feito para que não tivesse dado errado. Pensa nas possibilidades de como a vida poderia ser, caso você não estivesse correndo o risco de perder ela a qualquer momento. E Emma estava com esse medo agora. Perder sua vida. Perder a vida sem ao menos se despedir das pessoas que mais ama. Sua mãe e seu pai. Seu irmão mais novo, Neal. Seu filho, Henry. Sua esposa...

Regina.

Viver sem Regina era a coisa que mais amedrontava Emma. Aconteceram muitas coisas até elas finalmente conseguirem chegar aonde estão. Um casamento incrivelmente lindo. O sonho de princesa, que Emma não sabia que desejava ter até finalmente ter. E agora seu maior medo era não acordar amanhã, não ver mais Regina, não beijar mais o amor da sua vida e não criar seu filho junto com ela. Ou até mesmo não expandir esse amor em mais um filho.

Imaginar a dor que Regina sentiria ao descobrir sobre sua morte. Não era aquilo que ela queria. Na verdade, ela não queria morrer. Mas não conseguia evitar o medo de estar correndo esse perigo, principalmente por se meter com dois bandidos tão temidos como Capitão Hook e Robin Hood. No mundo “real”, Robin Hood era conhecido como aquele que tirava dos ricos para dar aos pobres, mas o jeito como ele e Hook estavam fazendo Emma se sentir, não parecia que ele fosse um cara bom. De fato, ele não era. Nenhum dos dois eram.

Onde ela estava, Emma não fazia ideia. Não conseguia nem enxergar, pois depois que eles pularam pelo portal, Hook vendou os olhos dela para que justamente não soubesse onde estavam. Suas mãos estavam presas por uma corda, cujo nó estava muito apertado e segurava a circulação de seu sangue.

“Emma Swan.” Ela escuta a voz vindo de algum lugar, provavelmente de trás dela. “A salvadora!”

“O que você quer?” Emma pergunta ao tentar se levantar e virar na direção da voz, mas algo a puxa para baixo e ela percebe que também está com as pernas presas.

“O que eu quero, love?” Era Hook. Ele segura o rosto de Emma e passa o gancho pela bochecha da loira, arranhando-a. “Eu quero que você não se intrometa em coisas que não entende!” Emma geme de dor, quando ele força o gancho um pouco mais forte em sua pele.

“Você não pode usar a floresta de Storybrooke para isso!”

“Eu não precisaria fazer isso mesmo, se não fosse pela maldição da sua esposa para se vingar da sua mãe.” Hook diz de uma vez e sente Emma puxando o rosto para trás. “Ou você acha que ninguém sabe que a Evil Queen fez as pazes com a Snow White e casou com a filha dela?” Ele pergunta e começa a rir logo em seguida.

“Se você encostar um dedo nela, eu juro que eu mato você!” Emma responde com o tom mais raivoso de voz que ela tinha. Tenta se levantar e ir para cima do rapaz, mas acaba caindo novamente.

“Não será preciso, love... Basta você me deixar fazer o meu trabalho e ninguém se machuca.”

“Exceto você.” Diz Robin Hood, que estava lá o tempo todo mas Emma não conseguiu perceber, pela venda nos seus olhos. “Você irá se machucar se sua amada esposa aparecer perto daqui.” Se Emma pudesse ver o sorriso no rosto dos dois, ela com certeza vomitaria de nojo do rosto desses dois.

XXX

“Finalmente!” Snow comemora, quando Regina começa a abrir seus olhos. A prefeita havia desmaiado por umas duas horas e já estava começando a preocupar a todos. A família toda estava na casa de Snow e David, com Regina deitada na cama deles, Henry procurando por alguma pista no livro e David andando de um lado para o outro, pensando no que poderiam fazer.

Mesmo que ela tentasse, Regina não conseguiu evitar de chorar. Seus olhos se encheram de lágrimas mais rápido do que ela poderia imaginar. Seu coração estava apertado. O pensamento de que Emma foi sequestrada finalmente caindo em seu sentido, a fazia ficar muito preocupada. E não conseguia evitar seu choro.

A aliança de Emma estava junto com a dela em seu dedo. Regina olha para as duas e traz sua mão ao coração, tentando se confortar, mas só consegue chorar mais. Era a primeira vez que ela chorava na frente de alguém, que não fosse Emma.

Snow White, David, Henry e o pequeno Neal, que antes estava brincando, agora também olhava para ela, totalmente surpreso com o que estava vendo. Até para ele, que era uma criança, era difícil ver a rainha chorar. Quanto mais para Henry. Ver sua mãe chorar por causa da sua outra mãe nunca foi uma coisa que passou por sua mente. Sem contar em David e Snow, que sempre viram Regina lutar batalhas sem ao menos demonstrar um pingo de dó, ou um milésimo de sentimento.

“Nós vamos encontrar ela, mãe.” Henry começa e vai com o livro na direção de Regina e se senta ao lado dela, que limpa seus olhos e se senta também. “Aqui no livro tem tudo o que eles estavam fazendo antes dela ser levada...” Ele entrega o livro para ela, que pega e começa a ver página por página.

“Nós podemos tentar o feitiço de localização também...” David sugere, fazendo Regina olhar para ele. Nos olhos da rainha dava para ver um pouco de esperança se formando. Seria a coisa certa para eles fazerem no momento. Regina devolve o livro para Henry e desaparece em uma nuvem roxa.

“Ué?” Snow pergunta sem entender o que acabou de acontecer. Henry olha para David, que olha para Snow, que já estava olhando para ele. “Onde ela foi?” E do mesmo jeito, Regina surge de volta no quarto trazendo o que precisava para o feitiço.

Sem olhar para nenhum dos rostos a encarando, Regina vai para a bancada da cozinha e começa a preparar tudo que precisa para o feitiço. Um pouco atrás dela, estavam os três olhando cada movimento com cuidado e Neal volta a brincar como estava antes. Regina se concentra. Sem nem olhar para o lado, ela vai colocando tudo na ordem certa. Quando termina, ela pega o anel em seu dedo e joga todo o feitiço nele. O objeto começa a brilhar e levita de onde Regina tinha deixado. Regina sorri começando a acreditar que aquilo a levaria até sua esposa. Mas o que ela não esperava era pelo anel cair no chão.

“O que aconteceu?” Snow pergunta olhando assustada para a aliança no chão.

“Isso significa que ela não está em Storybrooke, certo?” Pergunta David. Regina não responde. Assim como Snow, ela só consegue olhar para o objeto no chão. Se ajoelha, pega o anel na mão e o analisa com cuidado. A expressão em seu rosto era ilegível. Henry nunca tinha visto esse olhar de sua mãe e ele chega a ficar um pouco assustado.

“Rumplestiltskin...” Regina começa chamando. “Rumplestiltskin...” Ela se levanta. “Rumplestiltskin!” E ele aparece na frente dela. Olha ao redor e percebe onde foi chamado.

“Custava você descer até a minha loja?” Regina apenas revira os olhos e estica a mão, mostrando à ele o anel. “O que é isso?”

“A aliança de Emma...”

“Você quer me vender? Está se separando da Savior?” Por um instante a expressão no rosto de Gold era de muita surpresa. Ninguém conseguia imaginar uma Regina sem uma Emma e vice-versa.

“Não!!” Regina respondeu furiosa, fazendo todos darem um passo para trás, inclusive Gold. “Ela foi sequestrada pelos idiotas Hook e Hood. E o feitiço de localização não deu certo.” Regina dá um passo para frente. “Por que não deu certo, Gold?”

“Só tem duas possíveis justificativas...” Ele pega o anel da mão de Regina e levanta um pouco, dando uma olhada melhor no objeto. “Ou ela está em um lugar que não conhecemos, fora da nossa imaginação. Ou...” Gold para e devolve o anel para Regina. “Ela morreu.”

“Não!!!!” Regina se exalta. “Não!! Ela não morreu!!!” Ela fecha as mãos em punhos, apertado com toda sua força. David e Snow se entre olham com medo, sem saberem ao certo se estavam com medo de Regina ou se estavam de Emma ter morrido.

“Pode ser a primeira opção, dearie.” Gold diz na tentativa de acalmar Regina, por mais que sua postura não mudasse seu jeito superior de ser.

“Regina, nós vamos encontrar a Emma!” David diz também na tentativa de confortar sua nora.

“Eu vou destruir Hook e Hood, mesmo que seja a última coisa que eu faça!” E depois de dizer isso, Regina some em mais uma nuvem roxa, aparecendo em seu quarto. A jaqueta vermelha jogada em cima da cama fez com que seu coração doesse um pouco. Nesta manhã, Emma saiu de casa apenas de camiseta de manga comprida, sem sua jaqueta vermelha, provavelmente deve ter se esquecido, pois estava atrasada.

Regina pega em seus braços e abraça a jaqueta, sentindo o cheiro doce de sua amada. Lidar com essa situação não seria fácil para Regina. Um milhão de coisas rodando em sua cabeça. Ela não conseguia se controlar, a raiva tomava conta de seu corpo por culpa desses dois idiotas. Mal sabem eles que assim que ela os encontrar, o último suspiro deles serão de pura dor.

E, por mais que ela não quisesse, Regina acabava se distanciando das pessoas. Em nenhum momento ela falou com Henry, ou Snow White, ou David, ou até o pequeno Neal. Não adiantava nenhum deles tentar também, Regina não conseguia lidar com os sentimentos preso dentro dela. Tais quais o principal: medo, de que realmente Emma pudesse ter morrido. Essa era a última coisa que ela queria pensar. Na verdade, nem iria pensar.

Agora sua cabeça só conseguia imaginar, planejar e pensar alguma solução para essa situação. Ela precisa achar a Emma e tem certeza que sua esposa precisa dela. Caso contrário Emma já estaria aqui com ela. E como não está, Regina assume isso.

Não muito tempo atrás, as duas estavam praticando uma magia ou feitiço que elas conseguissem se comunicar, caso estivesse muito longe uma da outra. Resolveram praticar esse tipo de magia para caso houvesse alguma situação na qual uma estivesse em outro reino e precisassem se comunicar. Bem que poderiam tentar nessa situação, mas o feitiço estava travado com um objeto que pertencia às duas. E a única vez que elas testaram foi com a aliança, que no caso estava com Regina agora e isso a chateia ainda mais.

XXX

Tudo continuava escuro para Emma. Não sabia onde estava, nem que horas eram e nem se estava sozinha. Com muita fome, sede, cansada emocionalmente por não saber o que fazer e por estar impossibilitada de fazer alguma coisa. Emma só queria estar em casa com sua esposa e seu filho, tendo um jantar agradável, conversando de como foi seu dia. Jamais ao sair de casa pela manhã passou por seu pensamento viver uma situação parecida a essa.

Se ao menos ela soubesse onde estava, ou se conseguisse se soltar dessas coisas. Emma tenta, pela milésima vez, mas aquilo mais machucava do que soltava. Só com magia que aquele bracelete sairia. E a venda nos olhos, ela nem conseguia levantar os braços até o rosto.

O que ela mais desejava era que seu anel não tivesse caído do seu dedo, pois se estivesse com ele, ela conseguiria se comunicar com a Regina. Emma suspira com o pensamento. Em pensar que Regina queria que ela ficasse um pouco mais essa manhã, para que um pouco de prazer fosse despejado em seu dia. A primeira lição, que Emma vai levar desse dia, é que jamais deve deixar sua esposa com vontade de nada. Principalmente de sexo, pois nunca se sabe o que pode acontecer. Ainda mais vivendo do jeito aventureiro que vivem.

Parando agora para pensar, porque tudo que ela conseguia fazer no momento era isso, Emma sorri por um instante se lembrando do jeito que Regina a abordou essa manhã. Quem vê Regina toda séria, mal sabe o quanto ela é danada e o tanto que Emma se considera sortuda por ter a mulher mais maravilhosa de todo o mundo como sua esposa.

“Pronto, Swan.” A voz de Hook surge de repente, tirando Emma de seus pensamentos. “Deixamos um recadinho para sua esposa lá na plantação de feijão, pois com certeza vão procurar por alguma coisa lá.” Emma escuta passos em sua direção. “E também te trouxe comida.”

“Como eu sei que não está envenenada?”

“Tenho duas respostas para sua pergunta, love. Um: você experimentando. E dois: não temos a intenção de te matar agora e nem te deixar morrendo de fome.” Hook responde.

“No caso três respostas…” Emma sussurra mais para si mesma.

“Eu vou te soltar agora, mas nem pense em fazer nada.” Robin fala atrás dela, assustando-a um pouco. Os dois faziam tudo na maior cautela, que ela não conseguia escutar nem os passos na maioria das vezes. Assim que Robin solta as mãos dela, Hook entrega um prato nas mãos de Emma.

“A venda você não vai tirar?” Emma arrisca em perguntar.

“Não podemos.” Hook responde. “Caso você veja o mínimo de alguma coisa aqui, o feitiço de localização funcionará.”

“E certeza eles já tentaram esse feitiço.” Diz Hood, que a voz continua atrás de Emma. E então a loira começa a comer, com os dois assistindo.

XXX

O dia já estava começando a se tornar noite, quando Regina resolveu levantar de sua cama e ir para o seu cofre. Vestida com a jaqueta vermelha, para ficar mais perto de sua Emma, a morena vasculha todos seus livros atrás de possíveis feitiços, que pudessem ajudar.

Os livros foram criando pilhas e mais pilhas uma ao lado da outra, e Regina não encontrava nada que fosse funcionar. Poderia tentar o localizador por sangue, mas se Emma não sabe onde está, provavelmente também não funcionaria.

Por um breve instante, Regina fecha os olhos e deixa seus pensamentos a levarem até um ponto de paz. Seu ponto de paz sempre fora Henry e Emma. Nunca em toda sua vida havia imaginado que um dia conseguiria uma família.

Em todos os seus anos como rainha má, ela nunca se sentiu tão vulnerável quanto estava nesse momento. A partir do momento que sequestraram sua metade, Regina não se sentia inteira. E realmente não estava.

Mais do que uma vida, Emma e Regina dividem um tipo raro de amor, dois corações que se tornaram um. Emma é seu complemento, é o que a faz transbordar, é a motivação de Regina ser uma rainha melhor, de ser uma líder, de ser uma esposa e a mãe ideal. Uma vida buscando por vingança e cheia de matança pelo caminho, foi deixada para trás assim que permitiu Emma conquistar seu coração.

Em Emma, Regina encontrava seu ponto de força. A superproteção que Regina sente em qualquer tipo de ameaça a Emma, não é comparada a nada jamais enfrentado por ninguém. Você pode até mexer com ela, mas não mexe com a Emma dela.

Isso a faz lembrar que o amor é força e que o que ela precisa fazer agora é ir atrás do amor da sua vida antes que algo de ruim aconteça.

Ao abrir os olhos, Regina se dá conta que precisa ir para casa. Ainda tem um filho, que precisa dela e que também deve estar muito abalado pelo sequestro da outra mãe. Ela deixa os livros como estão pelo chão e vai para casa.

XXX

Do outro lado da cidade, David reuniu os anões para o ajudarem a procurar qualquer tipo de pista ou alguma coisa que levasse até o esconderijo de Hook e Hood.

Já estava bem escuro e mesmo assim eles estavam fazendo o possível. Quando encontraram a plantação de feijões, perceberam que boa parte já estava colhida e a outra parte ainda estava crescendo.

Logo depois que Regina desapareceu na fumaça roxa, David percebeu que não poderia ficar parado sem fazer nada. Afinal, era sua filha em perigo e ele se sentia muito culpado. Deveria ter pedido reforço, não deveria ter concordado com o plano dela de ir só os dois.

Já Snow White resolveu ficar com Henry e Neal em casa. Entendia perfeitamente que Regina precisava de um tempo para digerir tudo. E Henry não poderia ficar sozinho. Apesar de crescido, ele ainda precisava de sua família para esse apoio.

“ENCONTREI!!” Leroy grita, chamando a atenção de todos. David corre até o anão e ao se aproximar, repara que ele estava segurando um pergaminho e lendo atentamente.

“Posso ver?” Diz ao esticar a mão. Leroy concorda e entrega a David, que analisa o pergaminho com muito cuidado e finalmente lê.

~Pedimos que Vossa Majestade fique o mais longe possível dessa busca ou a Salvadora irá arcar com as consequências. Assim que nosso plano for finalizado, devolveremos a prisioneira e tudo voltará ao normal. Obrigado. Hook & Hood~

 


Notas Finais


As regras do locator spells a gente finge, okay? okay. kkkkkkkkkk


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