História Apenas colegas. - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jhope!bottom, Jikook, Namgi, Namjin, Vhope, Vtop
Visualizações 30
Palavras 1.177
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Paris


O ar francês era o mesmo ar gélido do inverno coreano, foi o que Hoseok pensou inspirando fundo quando desceu do avião. O céu cinzento, as nuvens grossas, o sol fraco, tudo era igual, não havia nenhuma grande diferença. Por um momento Hoseok se sentiu patético por pensar em algo tão idiota. O que ele estava esperando afinal?

Seguiu Taehyung pelo meio do aglomerado de pessoas que falavam coisas que ele não era capaz de entender. Elas eram tão diferentes. Era estranho ver tantos ocidentais juntos, eles pareciam todos idênticos uns aos outros.

E absorto naquele monte de pensamentos infantis, Hoseok nem viu quando eles chegaram ao estacionamento e lá, um cara bem trajado os esperava com uma placa com o nome de Taehyung escrito em coreano. Ele abriu a porta do carro de luxo quando eles se aproximaram e lá dentro o “Taehyung mais velho” os esperava.

Hoseok instintivamente soltou a mão do namorado e a guardou no bolso do casaco. Aquele homem lhe causava calafrios. Se acomodou dentro do veículo depois do mais novo e o chofer fechou a porta. O clima estava pesado. O silêncio era mortal desde que entraram no carro e Hoseok não sabia o que fazer ou pra onde olhar. Aquela horrível sensação, de achar que não devia estar ali, preenchendo o peito.

–Por que você o trouxe? Você não veio aqui pra férias!– O senhor Kim quebrou o silêncio e indagou em francês para o neto.

–Eu queria mostrar Paris pro Hoseokie. Você também queria vir, né amor?– Taehyung respondeu em coreano, propositalmente usando um tom terno ao dirigir a palavra ao namorado, e puxou-lhe a mão de volta, enlaçando os dedos de uma forma que o avô pudesse claramente ver, e este torceu os lábios lançando um olhar extremamente repressor e irritado para os jovens. Hoseok se encolheu e desviou rapidamente seu foco para fora do carro e Taehyung se manteve sério, o olhar fixo na estrada a frente.

–Esse bastardo...– O velho bufou, praguejando em francês a ousadia do rapaz em enfrentá-lo. Ele havia prometido não separá-los, mas isso não queria dizer que concordasse com escolha do neto. Aquilo era a segunda mancha em seu orgulho. Já não bastava o que a filha havia feito?

O veículo parou na frente de um enorme portão e lá dentro um casarão, que lembrava aqueles filmes ocidentais antigos, se erguia imponente. Hoseok não podia fachar a boca. O jardim enorme parecia aqueles cenários descritos em livros e a mansão mais parecia um castelo que qualquer outra coisa.

–Olha só quem voltou das férias na Coréia!– Um outro homem tão velho quanto o que saiu do carro, comentou num tom divertido, o que não pareceu contagiar ninguém, apenas um rapaz feio que o acompanhava, que riu alto e exagerado. –E quem são essas mocinhas que você trouxe?

–Cale a boca, Philips!– Foi tudo que o senhor Kim respondeu.

–Espera, porque esse aqui parece tanto com você? Não me diga que você conseguiu recuparar o filho perdido da Soo Mi?!– tanto Taehyung quanto o senhor Kim torceram os lábios para o comentário. –Isso tudo era medo que o meu George tomasse a sua herança?– O homem riu alto.

Eles seguiam para dentro de casa enquanto conversavam. Ela era ainda maior e mais bonita por dentro. O coreano mais velho deixou o sobretudo com o mordomo e tomou seu lugar na poltrona maior da sala de estar. Os demais sentaram também nos assentos disponíveis. Hoseok não compreendia nada da conversa em francês e apenas olhava ao redor, maravilhado com o luxo, e se mantinha bem agarrado ao braço de Taehyung. Tinha medo de soltá-lo e acabar se perdendo naquele mundo estranho.

–Eu não quero que o débilmental do seu neto arruine meu patrimônio.– O Kim mais velho respondeu seco a provocação do francês, que gargalhou sonoramente como se não tivesse se ofendido com o comentário ácido.

–Vocês coreanos são todos engraçados!– O senhor Philips comentou de forma preconceituosa. –Minha Bonsung mesmo, que Deus à tenha, era uma mulher bastante peculiar...– O homem completou e o senhor Kim revirou os olhos quando o cunhado falou sobre a sua já falecida irmã mais nova. Ele era insuportável, mas era de uma boa família e foi o que importou para o casamento acontecer na época. –E essa moça, Hyunshin? Você já verificou os antecedentes dela ou vai fazer como fez com a Soo Mi?– O outro velho comentou ácido, para cutucar a ferida do cunhado. Sabia que o que acontecera a sobrinha era motivo de sofrimento para o velho Kim e nunca perderia as oportunidades de provocá-lo com aquilo.

Um silêncio desconfortável pairou. Taehyung não conhecia aquele homem arrogante sentado no sofá da frente, mas já o odiava. Como ele podia falar desse jeito da sua mãe e de Hoseok na sua cara?

E Hoseok nada havia entendido até ali. Mas pode ouvir o nome da mãe de Taehyung ser citado antes do clima pesar e apertou-lhe o braço com um pouco mais de força. Foi então que notou o olhar fixo do rapaz feio em si, ele lhe estudava desconfortavelmente dos pés à cabeça e, alheio ao clima ruim, o jovem saiu de perto do avô e foi sentar ao seu lado. Todos levantaram os olhos pra ele, curiosos. E Hoseok se encolheu, intimidado.

–Você é alta e masculina pra uma garota, mas é tão bonita!– George comentou e Hoseok estreitou os olhos para ele, não fazia ideia do que ele havia dito, mas seu tom de voz havia soado rude e desagradável.

–Hoseokie não entende francês.– Taehyung explicou passando o braço pelos ombros de Hoseok com posse.

–Aaah... É por isso que ela é tão calada? Hi, my name is George! English you understand?– Ele falou gritado e estendeu a mão que Hoseok apertou timidamente. –Uau, sua mão é tão pequena... Your hand is so cute!– ele gritou de novo e Hoseok só balançou a cabeça com um sorriso assustado.

–Chega disso!– Taehyung levantou puxando o namorado consigo. –A viagem foi longa e nós precisamos descansar!– e se despediu formalmente dos outros presentes antes de seguir o empregado que lhes mostraria o quarto que ficariam.

George admirou o casal sair da sala. O coração batia forte. Mimado como sempre foi, acostumado a ter tudo que queria, não seria porque ela era namorada do primo que ele retrairia aqueles sentimentos que estavam emergido. Ele queria Hoseok pra si.

–Ela é bonita, não é vovô?!– Ele comentou quando os outros dois já não estavam no cômodo.

–É... Não é a toa que conseguiu um bom partido como o Taehyung... Então Hyungshin, o que você vai fazer sobre eles? A moça não tem cara de quem tenha alguma classe... E que jeito é aquele de se vestir?!– o homem riu debochado.

E mais uma vez o senhor Kim não respondeu, pelo menos eles não haviam notado que o amante do neto era um homem e sua honra estava menos manchada. Onde Taehyung estava com a cabeça quando o trouxe pra aquela viagem? Mas uma ideia brilhante estava lhe surgindo. Só seria difícil convencer o neto a aceitar.



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