História Apenas colegas. - Capítulo 25


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jhope!bottom, Jikook, Namgi, Namjin, Vhope, Vtop
Visualizações 84
Palavras 1.182
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Concílio.


Era uma quinta-feira comum de trabalho e suspirou, disfarçando um olhar de relance à Hoseok. Havia sido assim por uma vida inteira e Taehyung se sentia cansado. Poderia bem viver mais vinte anos apenas com a imagem dele lhe enchendo os olhos, mas não era isso que queria e naquele começo de noite Taehyung se decidiu. Ele apostaria tudo.

Quando os demais do departamento deixaram o escritório, ele levantou da própria cadeira e passou por trás da mesa de Hoseok fingindo desinteresse. O coração batia com mais força que o normal e suas faces ardiam. Ele não tinha coragem e engoliu em seco admirando as costas do mais velho.

Taehyung ainda lembrava perfeitamente do dia em que conheceu Hoseok. Ele estava aos prantos no pátio do colégio. Era horário de aula e alguns garotos lhe intimidavam. Hoseok, ao ver a cena, veio ao seu socorro. Os outros garotos o deixaram em paz depois que Hoseok ameaçou dedurá-los aos professores e se abaixou perto de si. 

–Ei, não chore!– A voz era meiga, doce. Ele lhe segurou o rosto entre as mãos e enxugou as lágrimas com os polegares. –Você já é um homem, não devia estar chorando assim!– Ele recitou o que seus pais provavelmente lhe diziam e sorriu.

Taehyung fungou e levantou os olhos para o rosto do menino a sua frente e o que viu foi um anjo. Um anjo sem asas, mas que brilhava. Seus olhos castanhos, iluminados pelo sol de verão, pareciam conter uma galáxia dentro de cada um, pontilhadas de estrelas infinitas. 

–Minha mãe sempre diz que a gente só deve chorar com alguém que seque nossas lágrimas e nunca com quem as provoca...– Hoseok nem parecia ser uma criança de 8 anos falando daquele jeito. Ele não parecia uma criança. Ele transpassava segurança, proteção. Ele irradiava luz e calor.

–E quando vai ser isso? Eu não tenho ninguém...– Taehyung nem parecia uma criança de 7 anos falando daquele jeito. Ele não parecia uma criança. Ele transpassava medo, insegurança. Ele irradiava tristeza e melancolia.

–Você me tem agora... Eu estou secando suas lágrimas, não estou?– o sorriso grande apertou-lhe os olhos ao se abrir, tão lindo quanto o desabrochar de uma flor.

E a aquelas palavras ainda resoavam na cabeça de Taehyung. Elas nunca foram esquecidas, nenhum dia siquer. Foi a primeira vez que Taehyung se sentiu amado desde que sua mãe se fora. A primeira vez que não se sentiu sozinho. E ele se apaixonou por Hoseok naquele dia. 

Mas a vida não se tornou fácil a partir dali. Ela continuou a mesma. Hoseok foi dele por apenas aquele momento. Hoseok não tinha amarras. 

Eles não foram exatamente melhores amigos durante o fundamental, mas vez ou outra, eles estavam juntos e aquilo bastava para Taehyung. Aos 12 anos, o avô lhe transferiu para outro colégio melhor e Taehyung ainda não podia esquecer Hoseok, ao contrário, seu amor só se tornava mais forte. Tão forte que chegava a ser doentio na forma como ele mudava suas rotas só para encontrar o amado no caminho da escola, como procurava sempre estar ao redor dele onde quer que ele fosse. Hoseok era sua obsessão. A única razão que lhe dava algum gosto à vida. E por fim, quando aos 15 anos o avô o ameaçou levá-lo de volta à Paris, Taehyung chegou ao extremo de fugir de casa.

A boa quantia de dinheiro que levou consigo era o suficiente para se sustentar até a faculdade. Arranjou um apartamento simplis na periferia, próximo a casa de Hoseok e viveu discretamente, ainda seguindo todos os passos do amado. Foi para o mesmo colégio, para a mesma universidade, para o mesmo esquadrão do exército. 

O avô lhe procurou feito louco por anos. O garoto havia desaparecido completamente e já havia se conformado com a ideia de que ele havia morrido como um indigente, quando um velho amigo seu lhe contactou. Um rapaz com uma documentação falsa, havia feito uma entrevista em sua empresa recentemente e sabendo da história do amigo e pela similaridade das feições, não foi difícil descobrir a verdade. O senhor Kim estava aliviado, seu sangue não havia se perdido e pediu ao amigo que cuidasse bem do neto por um tempo, até que chegasse a hora de trazê-lo de volta.

Taehyung, alheio desse pedido, sempre foi tratado com regalias dentro da empresa. Por vezes, lhe foi oferecidos altos cargos, mas sempre nagava. Taehyung só estava ali por um único motivo e era ele quem estava sentado à sua frente naquele momento, debruçado sobre a própria escrivaninha. 

E suspirou mais uma vez. Taehyung não tinha nada na cabeça, nenhum pensamento sobre o que deveria dizer, como deveria chegar. Fazia três anos que ele havia descido se confessar, mas sempre que chegava na hora H, amarelava. Mas aquela noite seria tudo ou nada.

Se aproximou. Olhou, por cima do ombro de Hoseok, o que ele escrevia e as letras da caligrafia pouco caprichada estavam embaralhadas à sua vista. Respirou fundo e tomou coragem para, de uma vez por todas, iniciar o diálogo e acabar com aquilo de vez.

–Hoseok-hyung... Você nunca vai ser promovido desse jeito!

(…)

Eles se apressaram em sair daquele salão de eventos e voltaram pra casa. Taehyung se sentia culpado por ter sido pouco cuidadoso com a filmagem que fizera do namorado. Se sentia culpado por tê-lo filmado. Não conversaram durante a viagem. Ambos estavam perdidos em pensamentos.

Ao chegarem, Taehyung vislumbrou ao longe a silhueta do avô no jardim. Um sentimento estranho lhe dizia para ir até lá falar com ele e se despediu de Hoseok pedindo-o para ir na frente. 

O céu estava nublado e escuro, o vento gélido. O jardim mucho iluminado pela luz artificial dos postes, trazia uma sensação triste. Soo Mi, sua querida e alegre Soo Mi adorava brincar naquele jardim com a mãe. Sua querida Soo Mi que manteve seu coração infantil até seus quinze anos. Foi naquela idade que também perdeu Taehyung. Ele nunca fora alegre como a mãe. Taehyung era parecido consigo. Assustadoramente parecido.

–Obrigado.– Hyunshin não voltou os olhos para o neto, quando este se pôs ao seu lado. Até o timbre da voz era similar.

–Eu não fiz isso por você ou pelo seu amante. Eu só estava remendando uma situação sem jeito.– Respondeu. A capacidade de atuar também era a mesma.

–Você poderia ter nos acusado de lhe enganar se quisesse. Seria a sua chance de nos separar.– Taehyung rebateu e o senhor Kim não respondeu. Soltou um suspiro. A brisa leve e gelada lhes assanhou os cabelos. 

–Você fez dele um substituto da sua mãe, não foi?– perguntou.

–Não... Ele foi a única mãe que eu tive...– o neto respondeu e eles não disseram mais nada. Apenas observaram a mesma paisagem.

Lado a lado pareciam o reflexo um do outro em fases diferentes da vida, Hoseok pensou observando os homens no jardim lá em baixo. E sorriu. Hyunshin não era uma má pessoa depois de tudo, ele apenas havia esquecido do que era amor. E estava feliz, Taehyung finalmente estava colocando suas dores de lado e perdoando o avô. Ele podia finalmente agora curar suas feridas.



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