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História Após a queda - Hannigram - Capítulo 4


Escrita por: xlazily

Notas do Autor


https://youtu.be/mbgwvUXvkNo

Perdoem os erros acabei não corrigindo por falta de tempo 🤷🏻‍♀️
Tentei fazer algo diferente dessa vez o começo do texto é uma songfic baseado na música de Ólafur Arnalds - So Far, segue o link com o video do meu canal para ser ilustrativo. Neste pedaço Hannibal reflete como se sente com a relação conturbara com Graham

Capítulo 4 - Antecedente


Fanfic / Fanfiction Após a queda - Hannigram - Capítulo 4 - Antecedente

“Tão longe de quem eu era

De quem eu amo

De quem eu quero ser”


    Eu confesso antes de ir para longe, eu já me achava partido como uma fera arruinada, eu sou do jeito que uma bomba-relógio é, quando está prestes a explodir, você não tinha nenhum pretenção em ficar, no momento em que isso fosse acontecer não é mesmo. A infelicidade desloca-se todas as noites mortificadas com destino a me visitar, enquanto eu observo você se afastar, se separar, desligar-se de mim plenamente, proferindo meias palavras, pretendendo pedir desculpas vazias, só adquiro pensar em voce, será que eu escorreguei? 


“Tão longe de todos os nossos sonhos

De o que o amor quer dizer

De você aqui perto de mim”


    Eu continuo prolongando a agonia que é manter-se confinado nestas quatro paredes, eu admito, eu me posicionei neste cenário, neste jogo de xadrez, você apreciou triunfar? Eu permanecia na prisão antecipadamente, na cela que era padecer ambicionando alguém, sonhando com um amor não correspondido, que os seus braços achem-se envoltos de mim durante o tempo em que você residia longe, e unicamente que me restou foi a saudade, é saudade daquela pós barba vagabunda, daquela social xadrez, saudades dos teus cachos caídos sobre a tua face, saudades do odor que emanava de ti dos teus cães. 


Tão longe de ver esperança

Eu estou aqui de pé sozinho

Estou pedindo demais?”


   Sempre penso como seria se você tivesse consentindo a minha oferta de bater as asas pelo mundo a fora sem rumo, em meu palácio mental desfruto o máximo realizável do que teríamos vivenciados neste instante, da maneira que cada dia fosse o último, repartindo amor, partilhando carinho, distribuindo afetos, você quer saber se eu estou apaixonado por você? Eu preestabeleci um lugar para nos, para ela, no seu universo, eu permiti que você me enxerga-se, eu te dei um presente raro, abdiquei da minha liberdade, eu apenas.. eu sei, você está vazio de amor, e não pode germinar.. pelo menos não por mim...


“Tão longe de estar livre

Um passado que está me assombrando

Um futuro que eu não consigo tocar”


    Estes três anos, se transcorreram eu estava ciente que você não me queria, você desfrutava de tudo que sempre quis, não me entenda mal eu situo-me feliz por você, ela te faz mais feliz do que eu faria? Eu estou agasalhado com o meu ciúme, impaciente porque você não veio, sabe eu almejaria viver em um universo aonde o amor fosse suficiente para você permanecer ao meu lado, a distância na companhia de saudades, e a saudades com sabor de você. Eu desejo que voce saiba aonde eu me encontro, porque acho-me rendido a você, não tenciono que tenha que buscar tão longe por mim, talvez você nunca venha, eu te entendo. 


“E se você pegar a minha mão

Por favor me puxe da escuridão

E me mostre esperança de novo”


    Mais se você vier, unicamente se vier.. eu existirei por você, quem sente amor antecipadamente do beijo, antes do toque, compreende o que é amar com autenticidade, teu miúdo corpo que eu nunca pousei a mão, o calor do toque das tuas mãos que eu nunca presenciei, o beijos que nunca degustei, no meu pensamento mantenho a esperança para saciar a meu apetite, e essa insensível saudade que está me assassinando e infelizmente aniquilando. 


“Vamos correr lado a lado

Nenhum segredo resta para esconder

Protegidos da dor”


    Eu prometo que se houver um coração bem no fundo, se ele saltitar é por você, se você vier e se deparar com um corpo, ele respira por você, se você achar um homem existindo interiormente em mim, ele só almeja te fazer o homem mais realizado do universo, a xícara ainda está quebrada, e infelizmente nada será como deveria ter sido, como é doce o seu odor, em nenhum momento o deslembrei, era tão estranho no começo, porque eu nunca realmente desejei alguém, era estanho porque.. quanto mais o desvendava, mais eu me aproximava e me conectava com você, útil seria se a distância se tornasse diminuída com a potência do nosso sentimento, mais independente da distância física, em tempo algum te senti longe do meu peito. 


  Sempre seu, HL


*** 

No mormaço da noite a figura apoiada sobre a cadeira preservava sua face inabalável assistindo a silhueta em um triângulo invertido, do homem de cachos dormente, lhe desferindo alguns calmantes para imobilizar a amargura, e o nojo que achava-se sofrendo por si próprio, Graham situava-se apresentando ataques de pânico, Hannibal estava nutrindo uma agressividade fora do habitual, pelo episódio da noite passada.

    Lecter circulando mais acercado do leito se ajoelhando rente a extremidade esquerda da cama, próximo razoavelmente para ver a expressão irreparável e derrotada de Graham o examinando, sussurrando sem que nenhum vocabulário efetivamente partisse de sua boca, as gotas abrasadoras estrearam a verter pelo rosto do moreno, se reprimindo em raiva, repulsão do próprio corpo. Hannibal se conservava imobilizado ao lado da cama, o encarrando penosamente aguardando William, por fim se arrastando detidamente ao lado do mais velho Graham o agarrou com angústia e agonia.

    Hannibal devolveu o abraço suave enlaçando as mãos ao contorno da cintura do outro, abafando o gemido e soluços do mais novo, ocasionado um frágil beijo na testa, Graham o agarrava cada vez mais forte, de maneira quaisquer temores fossem embora com o quentura dos braços afetivos em torno de si, posteriormente Lecter fez menção a desfazer o abraço William aprofundou a cabeça no peito do mais velho se possibilitando naufragar na tortura do estrupo.  

    — Eu preciso de você Hannibal, por favor. — Emitiu Graham, em tom brando pestanejando os olhos um pequeno número de vezes. 

    Lecter assentiu com a cabeça suavemente em afirmativa, arredando os sapatos dos pés e colocando embaixo da cama, repelindo a primeira peça do traje social, deslocando a barra da camiseta social preta até próximo o cotovelo, se locomovendo a esquerda do leito conduzindo Graham a seu peito para que repousa-se a cabeça conservando-se em total serenidade visando o moreno adormecer com a mão unida a sua.

      Um reduzido números de horas depois Hannibal, se desvencilhou do corpo caloroso do moreno o posicionando abraçado a um travesseiro, se locomovendo ao andar térreo contemplando a imagem de Etan na sala de estar gotejando sangue no carpete de linho, Hannibal revirando os olhos com a cena do homem estranho, o ser era tão dispensável que não servia nem para morrer convenientemente, achava-se emporcalhando todo o cômodo irado com o cenário vagou em sua consciência alguma determinada receita para aprontar o jantar. 

     Graham manifestou-se um período de tempo após, se amparando na parede com os braços cruzados sobre o peito, somente com uma cueca box pigmentação de gelo, e os óculos que retinha impulsionando com o dedo para se preservar no nariz não comprovando bem-estar.  

     — Olá meu caro. — Disse Hannibal, se beirando para beijar o mais novo, entretanto Graham virou a face, repudiando o toque. 

     Lecter desprezou o episódio e assumiu uma apresentação neutra, e inabalável permaneceu realizando a refeição em tranquilidade, Graham atentou sua visão ao panorama do tórax de Ethan no íntimo do forno decorado com abóboras cremosas refogaras e batata sauce com tomilho e alecrim admitindo que aos olhos assentava prazeroso com cobertura de molho barbecue, possivelmente era a única peça que restou na ocasião em que ele experimentou uma reunião íntima com “O estripador de Chesapeake” o moreno verdadeiramente sentia-se grato por Lecter o resgatar e proteger daquela besta mais não seria capaz de suportar ter quaisquer ligação de dependência com qualquer indivíduo naquela etapa.

     William deu os ombros se virando e retornando ao aposento, eliminando quaisquer contato com o outro, a porta do cômodo aonde o moreno se hospedava manteve-se trancafiada por cerca de três dias, todas bandejas de alimento que Hannibal persistiu em abandonar rente a porta foram deixadas intocáveis, em nenhuma ocasião Graham abriu a porta em busca do outro. 


***


O Audi SQ8 estreou sobre a alameda de lama proporcionando uma doce névoa preenchendo a visão que Graham observava pela fresta da janela em sigilo para que o outro não reparasse seu aparecimento, suspirando ele abriu a porta do quarto se dirigindo até a cozinha, seus olhos sendo tomados por um breve bilhete no alto da mesa aonde se achava a refeição posta. 


Meu caro William, Pura empatia, você possui o controle, pode assumir o ponto de vista dele, ou o meu e outros que te causem pânico, é um tesouro incômodo, a percepção é uma espada amolada, estou a cada instante a sua disposição para ajudá-lo.

Ps. Desfrute do lanche, aguardo que goste.

Seu amigo, Hannibal 


     Graham se ajeitou na cadeira iniciando seu café da manhã, experimentando uma impressão amarga pela sua conduta com o mais velho, a repugnância sobre o próprio corpo o estava deixando desequilibrado emocionalmente, após o término da refeição se manteve sentado aguardando por Hannibal, enfim escutou o estrondo do motor do carro atravessando o amplo portão de metal, não levando vastos minutos para Lecter  se infiltrar na cozinha acompanhado de abundantes sacolas para o estoque de comida. 

     — Olá. — Disse Graham acanhado. 

     — Bom dia William, gostou da comida? Utilizei ingredientes diversos dessa vez, estou tentando experimentar algo novo nas minhas receitas. — Emitiu Lecter pronunciando normalmente sorridente. 

     — Claro, tudo o que você faz permanece ótimo. — Enunciou o moreno abaixando o olhar. 

     — Eu não queria ser inconveniente ou incômodo mais eu gostaria de te examinar pelo o que aconteceu, eu serei profissional ou se preferir posso te levar ao hospital. — Falou Hannibal fitando Will, apertando as mãos envolta do pulso. 

    — Tudo bem, eu confio em você, eu irei tomar um banho antes. — Disse Graham se retirando da mesa, durante o tempo em que Hannibal o observa caminhar com pertinente dificuldade. 

     Graham ajustava-se acercado a pia do banheiro rente suficiente para levar em consideração açoitar a cabeça até seus pensamentos desvincularem, com uma miúda toalha branca. Hannibal bateu na porta pausadamente, estreitando detidamente até enxergar Graham sentado no chão úmido, se locomovendo rente do moreno Hannibal alongou a mão direita para espichar o corpo de Graham em pé ao lado do seu, Lecter estava acompanhado de um estojo médico de emergência, os olhos anis céu de Will aterrissaram dentro do estojo de primeiros socorros durante o tempo em que o mais velho removia para fora, algodão hidrofílo, água oxigenada, gaze esterilizada, álcool, alguns analgésicos em gotas e em comprimidos, colírio neutro e soro fisiológico. 

     — Eu preciso que você se mova de costas para mim. — Disse Hannibal encarando o outro em tom de autoridade, Graham consentiu com a cabeça se virando, no tempo em que Hannibal deslocava a toalha para baixo a desatando no chão, as marcas extremas da brutalidade trilhavam todo o torso do moreno abrangendo um lilás desmedido, com amáveis toques Hannibal começou a esterilizar com um algodão e soro cada arranhão, e as mordidas despreparadas que a besta fizera questão de soltar por toda a cavalidade das costas do rapaz. 

     — Mantem-se formigando ou latejando em torno? — Disse Hannibal, transitando com a mão com luvas brancas próximo aos traços. 

     — Nos primeiros dias sim, recentemente parou. — Falou Graham, arqueando o corpo para frente, apoiando as mãos em posição a parede. 

    — Isso é conveniente. — Emitiu o mais velho direcionando-se entre as coxas do rapaz se inclinando para baixo e ajoelhando rente com as mãos afastou um pouco da pele destinando um panorama mais explícito da entrada do rapaz, para aliviamento da cena Hannibal meramente encontrou pequenas assaduras apropriado por não ter os cuidados pertinentes. 

    — Algum problema? — Disse Graham, rachando o silêncio ensurdecedor. 

    — Não está tudo certo, logo que eu limpar as marchas você irá localizar-se livre. — Pronunciou o mais velho, em intonação branda, suspirando realizando uma menção para Graham se colocar de frente para ele, Hannibal conservava-se ajoelhado. 

     — Eu preciso saber se você está vivenciando alguma dor. — Enunciou Lecter posicionando a mão sobre o membro de Will o levantando para observar. 

    — Eu.. ah uma dor.. ah na, você compreende e na hora que eu caminho ou sento. — Emitiu o moreno experimentando as bochechas corar e formigar, as mãos de Hannibal em torno do membro achavam-se fechadas. 

    — É comum, logo depois que este tipo de ato ocorre. — Manifestou Lecter neste momento prendendo os testículos de Graham entre os dedos, higienizando logo depois os posicionando na região de novo. 

     — Eu conclui, cochile um pouco e sossegue você está bem na proporção do plausível. — Assegurou Lecter pousando o estojo médico rente a seu abdômen, cobrindo uma porção a meio termo de suas pernas se conduzindo agilmente a porta de saída sem conceder que Graham o réplica-se concluindo a conversa, William penosamente situou-se o assistindo bater a porta ao abandonar o cômodo. 

     O membro pulsando entre as pernas de Hannibal carecendo de atenção, o forjando a lembrança do membro do parceiro que esteve em seus dedos a poucos segundos atrás, talvez ocasionalmente agora ex parceiro, mais até aquele momento amigo, o fazendo exigir que consola-se desacompanhado o fez revirar os olhos em protesto, caminhando com atormentadores passos lentos se locomoveu até seu aposento, cruzando com urgência o cômodo até o banheiro arrastando todo traje, tendo em vista ansiando se desprender de toda roupa, abrindo o box do banheiro com ligeireza se introduziu embaixo aprovando a água morna aquecer sua estrutura física, suspirando captando a visão entre suas pernas embrulhou o membro entre as mãos com sutileza a agonia era com tamanha intensidade que um modesto líquido já mantinha-se pingando, com a outra mão rente a face sentiu o odor de Graham o gerando gemidos de apetite cerrando os olhos avelãs dispondo da paisagem de Graham despido a sua frente, desencadeou movimentos acelerados, conduzindo o corpo para frente gemendo se escorou na parede ambicionando devorar aqueles olhos oceano, suspirando mais sedento por possuir aquilo que confiava ser seu, enxergou o corpo desmoronar rente da parede com o líquido fluido se derramar em torno do seu peito, sentia-se faminto, comprometeu-se consigo próprio naquele instante, que afrontaria o mundo, que suportaria talvez mentir para si mesmo, que toleraria manter esperanças de edificar defesas mais robustas para confrontar o universo aonde Graham o introduziu, o mundo que o moreno gerou para que ele desabrocha-se, enfrentar o universo que o afrontava com tanta empatia.  

  

***


Graham achava-se sentado na extremidade da bancada assistindo no Macbook de Hannibal sua série predileta “O mundo dos cães rejeitados” uma série retratando o abandonando de cães pelas ruas da capital dos Estados Unidos, durante o tempo em que Hannibal refogava o molho feito com cebola frita em azeite de oliva aromatizado com alho e uma mistura de ervas, a medida que a série se convertia-se em cenas dramáticas, até que em algum ponto em uma passagem do tempo manifestou-se um episódio aonde uma senhora presenciou a casa sendo invadida e o meliante a estimulou a apalpar as partes íntimas na frente dele, enquanto o cachorro latia aprisionado ao redor, o homem estabeleceu a mulher entre os braços enquanto ela berrava, a forçando.. Graham desesperadamente e atormentadamente fechou o Macbook com toda força, suspirando com as mãos trêmulas fitando a bancada por um breve tempo, Hannibal capturava a paisagem ao redor, sentindo-se melancólico e aborrecido por não ter potencial de proteger o outro. 

     — William, aquela foi sua primeira vez com alguém do mesmo sexo? — Disse Hannibal, a voz veio acompanhada de uma listra estreia como uma manivela até Graham. 

    — Isto é pertinente? — Emitiu o moreno secamente encarrando o mais velho. 

    Lecter prendeu a respiração o encarando aqueles olhos avelãs achavam-se esfomeados exigindo uma explicação.  — Sim, e você com quantos esteve? — Manifestou Graham, zelando o olhar até as próprias mãos. 

    — Com alguns, mas nenhum que eu verdadeiramente amasse. — Articulou o mais velho se volvendo a cozinhar. 

     — Compreendi. — Expressou William impaciente, o princípio do verso “com alguns” era uma faca de dois gumes, de maneira que uma situação hipotética aonde se dispõe um lado negativo e um positivo, da mesma aparência que vantagens e desvantagens. 

     — Sabe meu caro William, não implica o nome que intitulamos, o que efetivamente importa é abandonarmos no passados os instantes que já acabaram. — Revelou Hannibal, definhando uma perna no alto da bancada. 

    — Honestamente a solidão foi a única companheira que eu desfrutei por anos, e a única que não me deixou. — Confessou Graham, amargamente por um instante ausente em pensamentos. 

     — Você já se exercitou jogando poker? — Disse Hannibal brincando. 

     — Não tive muitos amigos, efetivamente no tempo atual, tenho apenas um. — Falou Will encarando o mais velho sorrindo. 

     — O jogo opera do subsequente conjunto os participantes manuseiam cartas de um formato total ou moderadamente escondidas articulando apostas para um monte central, em seguida ocorre o resultado das apostas, o mesmo é distribuído para o jogador ou jogadores que obterem o melhor conjunto de cartas entre os que se localizam-se na rodada. — Emitiu Lecter se locomovendo ao contorno da bancada proximo as costas de Graham que conservou-se quieto. 

     — Nenhuma pessoa apresenta-se jogando nesta vida com cartas marcadas, consequentemente de vez em quando ganhamos e ocasionalmente perdemos. — Revelou Hannibal suspendendo o corpo no alto do corpo moreno. — Você alcança captar isso? — Continuou Lecter neste momento sussurrando adocicadamente no ouvido de Graham. 

     — As coisas transitam, e o melhor que controlamos, é nos liberar para que voem ao longe. Desprender-se. — Revelou o mais novo se erguendo da cadeira, dando os ombros. — Eu não posso ser sua posse, ou sobreviver em seu poder, não tenho potencial para acatar que você me devore. — Continuou secamente, 

rasgando o coração de Hannibal uma vez mais. 

     O semblante de Lecter se alimentou em uma sentença de indiferença se desviando da entonação do outro, fornecendo acesso para que o mesmo transita-se solitário, no minuto em que o moreno cruzou a linha fictícia na alma de Lecter o remorso ocupou seu local ao lado esquerdo de Lecter. 

     — Previamente antes de iniciar um parágrafo novo, é necessário consumar o antigo, diga a si mesmo que o que já passou em nenhum momento regressará. — Manifestou o mais velho agredindo o outro com uma afirmação da ruína sobre término do laços entre ambos, Graham situava-se na porta de saída de costas para Hannibal.

     — Recorde-se que você gozou de uma época em que conseguia viver sem aquilo. — Disse William enxugando as gotículas de lágrimas que perseveravam em fluir. 

     — Encerre as portas, Hannibal modifique a cifra, remodele a música, logo que aquilo já não se acomoda mais em sua vida, quando você resolver por um ponto final, no espaço aonde você insiste em colocar uma vírgula, com algo que não te acrescenta em nada, mantenha-se certo disso, para que você consiga ir em frente, ir embora de uma vez e para todo sempre. — Garantiu William, marchando inflamado pela saída esforçando-se para preservar uma apresentação inabalável. 

    Lecter desabou sentindo na palma da mão o chão gélido embaixo de si, gemendo de rancor finalmente a fera no íntimo do seu interior o visitava para expor que assentia-se doente de paixão, enfraquecida de um fogo que nenhum momento dissolvia, choramingando por um vazio que em nenhuma vez esteve preenchido. Essa aflição é forte, feroz, aparentemente quanto mais buscamos esquecê-la, mais ela se manifesta viva e forte, ela devora nossa alegria, nos provoca tristeza, ela nos abandona desolados, essa aflição é covarde, ela se domicilia logo no lugar mais desprotegido que possuímos o coração. 


***


— Você acha que pode me mudar da mesma maneira que eu mudei você?

    Mas como um fera birrenta que sou, ainda persisto em desencurvar os caminhos que percorro, em confeccionar castelos de areia sem pensar nas ondas do oceano, em procurar verdades durante o tempo em que elas empenham-se em escapar de mim, a manter meu traje de mentiras sobre a minha pele, sem perder o apetite de antes. Eu de fato aceito que todas as quedas, os corações partidos, as noites em claro e inclusive as desilusões incessantes sucederam por causa de um intuito maior e melhor, que ainda está por vir, era tudo tão escuro, sem vivacidade, sem brilho e sem vida, cada traçado forjado na escuridão, repentinamente você chegou e enfeitou cada detalhe preto e branco, clareou o meu universo e me fez sorrir uma vez mais. Parece que tudo o passamos foi meramente uma mentira, que você foi obrigado a localizar-se ao meu lado, por um pútrido interesse, destapar que se foi traído causa uma irritante confusão de pensamentos e sentimentos, aquelas memórias se transcorrendo em fúria, decepção e frustração, envolvendo tudo de uma só vez, aquele rasgo no peito sendo envolto, eu me julguei não servir para ninguém, me julguei como um verídico lixo, me acusei de não ser suficiente, por não sorrir mais, o transtorno é que eu anotei a caneta, o que carecia ser anotado a lápis. Gosto da etapa do “era”, era aflição, era afeição, era você, e agora? Não é mais. 


***



Notas Finais


Atualizo em breve


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