História Arcanum - Capítulo 28


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Categorias Em Família
Personagens Clara Fernandes, Marina Meirelles
Tags Clarina, Em Família
Visualizações 105
Palavras 3.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Retornei para dar início a terceira parte desta fic.

Descupem-me a demora.

Peço descuplas por erros antecipadamente. Beijos =* e nos vemos lá embaixo.

Capítulo 28 - Esperança...




     Bastião do Sol


Os dedos da mão de Marina dançavam, submersos, na água gélida da banheira. Aos poucos ela sentia o líquido aquecer, dando sinal de que o banho estava quase pronto. Ela pegou um recipiente ao seu lado e despejou uma pequena quantidade na água. Lentamente, espumas formaram-se sobre o líquido, assim como a coloração do mesmo tornou-se uma indecisão entre vermelho e rosado.

A branca retornou ao quarto logo ao lado. Clara continuava deitada sobre a cama, imersa em um aparente sono eterno. O respirar sereno da morena prendeu a atenção de Marina, que aproximou-se da amada para acariciar sua face não tão mais bronzeada.

Por alguns minutos, a primordial permaneceu a deslizar seus finos dedos sobre a pele fria, devido ao rígido inverno, da amada. Suas carícias não resultavam em efeito algum, ou talvez sim, causava-lhe saudade. Uma enorme saudade.

Lágrimas quentes cortaram a face de Marina, pingando sobre o lençol verde da cama. Ela ajoelhou-se ao lado da namorada e tocou os finos lábios dela com os seus. Quase três anos de saudade. Quase três anos que Clara ainda permanecia nesse estado de Letargia...


Marina: Por favor... volta para mim... — Segurou as mãos da amada junta às suas. — Por favor... — Levou as mãos da mulher até sua boca, depositando beijos nas costas.


As lágrimas, agora, escorregavam pelas mãos da morena. Em uma mistura de tristeza e manha, Marina roçou a lateral da sua face nas mãos da amada. A água quente das lágrimas espalhavam-se no rosto da branca e nas mãos de Clara.

Marina ficou assim por um tempo, poucos minutos, até lembrar-se da banheira. Ela levantou-se e seguiu para a janela do quarto com vista para o lado de fora da residência onde estava vivendo mais Clara. A tempestade de neve havia dado uma trégua. O céu estava completamente encomberto por nuvens que misturavam-se entre branco e cinza.

Apesar da pouca movimentação do lado de fora, Marina não hesitou em encobrir a janela com as cortinas. Dessa forma ela teria mais privacidade. Ao lado da janela mesmo, a branca começou a despir-se. Primeiro as luvas e botas que vestia; depois o sobretudo e as veste; por último as roupas de baixo. Totalmente nua, ela aproximou-se novamente da amada. Ergueu o corpo da mesma e começou a retirar a roupa dela também.

Agora, ambas estavam completamente despidas. Ela pegou a namorada no colo e retornou ao lavabo. A primordial entrou na banheira com Clara nos braços. Sentou-se com as pernas abertas e colocou a amada entre elas, deixando-a de costas para sí.

Marina abraçou a amada fortemente, sentindo seus seios serem levemente pressionados pelas costas da morena. Suas mãos subiam e desciam pelo ventre da morena, acariciando a região com delicadeza. A branca enterrou o nariz na curvatura do pescoço de Clara, sentindo o perfume que era exalado do local. Seu nariz roçava na pele clara da mulher de maneira manhosa. Apesar da dor que sentia pelo estado da amada, Marina sempre sentia-se feliz quando tomava banho junta a ela. Sentia-se mais próxima.

A temperatura elevada da água ajudava bastante contra o forte frio que fazia. Marina banhava sua amada com carinho, controlando a água com seus poderes mágicos. O produto de cor vermelha e rosa já fazia seu efeito de higiene sobre os corpos e cabelos das mulheres. Em nenhum momento Marina soltou Clara de seu abraço, sempre acariciando o ventre da namorada com as mãos. A branca também deslizava seu nariz e lábios sobre a lateral da face, pescoço, nuca e ombro da mulher. Os beijos sobre a pele da morena eram constantes.

Mesmo depois de tanto tempo, o amor da branca pela amada não diminui. Aliás, parecia ter aumentado. O banho perdurou por longos minutos, sempre no mesmo clima de carinho por parte de Marina.

No quarto e já com os corpos devidamente secos, Marina repousa Clara sobre a cama. Ambas continuavam totalmente desnudas. Faltavam algumas horas ainda para a festa que teria no vilarejo onde residia, e a branca resolveu descansar um pouco.

Marina deitou-se ao lado da namorada. Ela arrumou seus corpos para que ficassem em um formato de concha, com Clara abraçando-a por trás. A primordial sentia a respiração profunda de Clara sobre a nuca. Para ela, era uma sensação ótima. Ela recostou-se ainda mais no corpo da amada e encobriu a mesma e a sí com a grossa manta no colchão. O tecido pesado e o calor dos corpos colados foram suficientes para protege-las da algidez.

Alguns minutos depois, a branca mudou de posição. Ainda deitada lateralmente, a branca girou o corpo, ficando frente a frente com a amada. Ela enlaçou um dos braços da amada na sua cintura, e fez o mesmo com o seu. Depois trouxe-a mais para perto de sí, abraçando com toda a força e passando uma de suas pernas por dentro das dela.

Marina fitou longamente os olhos fechados de Clara. A esperança deles abrirem nunca morrera. A branca depositou um prolongado beijo sobre cada pálpebra da amada e depois sobre os finos lábios da mesma...


Marina: Como eu amo você... — Acariciou a face da mulher com delicadeza, delineando cada detalhe no rosto da mulher. — Como você consegue ser tão linda? — Indaga sorrindo. — Não sei quando você vai voltar para mim, mas quando isso acontecer, uma grande surpresa espera-te. — Disse com os olhos cheios de esperança e lágrimas. — Ai, como você é linda! — Exclamou trazendo o rosto da amada para seu colo.


A branca pressionou-a, levemente, contra seu corpo, como se informasse para Clara que estava ao lado dela, esperando-a. Lágrimas de felicidade e tristeza misturaram-se nos olhos ambar de Marina. A primordial apoiou o queixo sobre a cabeça de Clara e deixou ser levada pelo sono.


— — — — — — X — — — — — —


Marina, aos poucos, fora desperta por batidas na porta da residência, e por uma voz feminina também. Ela lentamente levantou-se, descobrindo a manta que envolvia o seu corpo e o de Clara nu. Ela deixou a cama e envelopou a amada com o tecido...


Marina: Já estou indo! — Exclamou ao ouvir a voz e as batidas na porta novamente.


A primordial fora até o vestuário de madeira clara no quarto. Longe do calor da namorada, ela sentiu o frio atacar, de maneira violenta, o seu corpo. Rapidamente, ele vestiu roupas pesadas, botas, luvas e touca...


Marina: Só mais um minuto! — Avisou em exclamação.


Em seguida, ela procurou por mais roupas pesadas, essas, para aquecer Clara. Não demorou muito, e com um conjunto de vestes bastante parecido com o seu, ela vestiu a amada, com auxílio de algumas mechas do seu cabelo.

Pouco mais de um minuto depois, ela fora até a porta da residência, que era pequena, passando por um curto corredor e sala. A branca abriu a porta e viu uma jovem garota de olhos verdes, cabelo comprido e totalmente branco, e pele negra com marcas uniformes pelo corpo também brancas. Era Lívia...


Lívia: Marina... — Pausou. — Você estava dormindo? — Observou algumas marcas na face alva que indicava isso. — É estava. — Constatou.

Marina: Estava sim. Mas não tem problema, eu preciso preparar-me para a festa. Quer entrar? — Pergunta à garota devido ao clima gélido. — Está bem frio ai fora.

Lívia: Eu aceito. — A moça, que usava trajes também semelhantes ao da branca, adentrou à residência. — Foi devido à festa que vim até aqui, para saber se você iria. — Disse e viu a mulher suspirar fundo antes de fechar a porta.

Marina: Eu vou sim. — Fechou a porta. — Sinta-se a vontade. — Falou e observou a moça sentar no sofá da sala. — Vou preparar uma bebida quente, aceita? — Pergunta indo em direção à cozinha.

Lívia: Aceito sim. — Disse antes da mulher sumir pelo corredor.


Na cozinha, Marina levou alguns poucos minutos para preparar a bebida quente, um chá de maçã. A coloração amarelada e o aroma cálido do líquida já preparado, era bastante atrativo.

Marina retornou a sala, trazendo em suas mãos uma bandeja com duas xícaras e uma chaleira sobre ela. A branca depositou a bandeja sobre uma mesa de centro que localizava-se no cerne da sala. Marina pegou a chaleira e despejou o chá nas duas xícaras...


Lívia: Obrigada. — Agradeceu ao pegar a xícara. — Então você vai? — Perguntou por uma confirmação depois de dar um gole na bebida quente. — O chá está divino. — Elogiou antes da branca responder sua pergunta.

Marina: Obrigada. — Agradeceu, sentando-se em uma poltrona que ficava no lado oposto da sala em relação ao sofá. — E sim, eu vou à festa. — Confirmou e em seguida, levou a xícara à boca, bebendo um pouco do chá. — É... não está tão ruim. — Comentou sobre a bebida, dando mais um gole na mesma.

Lívia: Não está tão ruim? Isto está ótimo. — Elogiou outra vez, bebendo mais um pouco. — Eu sei que você não quer ficar longe da Clara, mas vai ser divertido.

Marina: Sim. Será divertido. — Diz bebendo mais um pouco. Seu olhar segue o corredor até o quarto.

Lívia: Acredito que Clara esteja no quarto. — Comenta, dando mais um gole na bebida e seguindo o olhar da branca.

Marina: Sim. As vezes eu tenho medo de que ela não acorde. — Falou com melancolia.

Lívia: Quase três anos, não é? — A negra viu Marina menear a cabeça positivamente. — Sabe... é visível, alias, é palpável esse amor que você sente por ela porque.. são quase três anos, é muito tempo! — Disse admirada, pois nunca pensou que pudesse ver um sentimento assim.

Marina: Eu amo muito ela. Acho que só continuo assim, de certa forma bem, porque mesmo com ela nesse estado, eu sei que Clara está comigo. — Seus olhos ambar continuavam a pesar sobre a morena. — Ela é o amor da minha vida. Por ela eu desafiaria céu e terra. — Uma lágrima escapou do seu olho direito, e a outra mulher observou.


Ao notar o semblante de Marina, Lívia mudou de assunto, comentando sobre coisas aleatórias do vilarejo. E a conversa estendeu-se por longos minutos...


Lívia: Bem. É hora de ir. — Informou levantando-se e indo na direção da porta. — Vou me arrumar. Espero você lá. — A branca acompanhou ela e abriu a porta.

Marina: Tchau. Apareço lá sim. — Disse antes da mulher deixar a residência.


A branca fechou a porta e fora atè o quarto. Ela deitou-se na cama e agarrou-se a Clara. Ficaria um tempo assim antes da hora do festival.


— — — — — — — — X — — — — — — — —


Marina começara a vestir uma roupa para a festa quando escutou o bater na porta da casa...


Marina: Um momento. — Pediu, terminando de cobrir o corpo com um comprido sobretudo marrom.


Ela caminhou até a porta e abriu-a. Vanessa e Alaberd estavam no lado de fora...


Marina: Mestre? Van!? — Abraçou a amiga e fora correspondida. — Eu tava com saudade, minha gatinha preferida. — As duas mulheres abraçavam-se fortemente, deixando a saudade passar.

Vanessa: Miau. Eu voltei. — Fez um miado tendo a amiga em seus braços.


O homem apenas ficou vendo a interação das duas mulheres, que durou longos segundos...


Marina: Por favor, entrem. — Pediu a branca, adentrando na residência. — Olá, mestre. — Acenou para o homem que retribuiu de mesma forma. — Querem alguma coisa... um chá...

Alaberd: Não. Pelo menos eu não. — Disse entrando na residência.

Vanessa: Eu aceito. — Falou a ruiva, sentando-se no sofá.

Marina: Vou lá buscar. É rápido. — A branca fora até a cozinha.


Após fazer o chá, Marina retornou a sala e entregou a xícara a Vanessa, que logo deu o primeiro gole na bebida...


Vanessa: Ótimo. — Elogiou a bebida e deu outro gole. — Como está nossa heroina? — Indagou com certa esperança.

Marina: Continua dormindo. — Respondeu melancólica.

Alaberd: Calma. Ela vai acordar. Você precisa ter esperança. — Disse sentando-se ao lado da ruiva, tentando mudar o semblante da pupila.

Marina: Mas eu tenho esperança. São quase três anos esperando ela voltar para mim. — Continuava triste, e seu olhor seguiu para o quarto através do corredor. — Mas todo esse tempo também fez crescer o medo de que ela nunca retornará para mim. — Seu olhar pesava novamente sobre a amada.

Alaberd: Eu tentei tudo ao meu alcance, assim como os outros que tentaram ajudar. Mas o espírito dela está, ou pelo menos estava, estranho. — Relembrou os primeiros meses do estado da morena, quando tentou com a ajuda de poderosos primordiais conhecidos, trazer a mulher de volta; mas os esforços foram em vão.

Marina: Eu sei mestre que todos tentaram. E isso deixa-me preocupada. Mas...

Vanessa: Não perca as esperanças, minha amiga. Ela vai retornar. Eu tenho certeza. Vaso ruim não quebra fácil. — Comentou com um leve riso, tentando descontrair um pouco o clima.

Marina: Você é o exemplo fiel disso. — Retrucou com certo divertimento, voltando o olhar para a amiga. — Voltou até a viver novamente.

Vanessa: Eu sei. — Apontou para sí mesma alargando o sorriso. — Mas eu só voltei a vida porque trouxeram-me. — Comentou tentando refrescar a memória da amiga.

Marina: Bem. Eu preciso preparar-me para um festival que acontecerá logo mais. Fiquem à vontade. — Disse levantando-se e indo em direção ao seu quarto.


Distante da sala, Marina fechou a porta do quarto e começou a trocar de roupa. Uma saia vermelha longa, um sueter preto com detalhes em vermelho, um par de luvas e botad negras, e um par de grandes argólas. Por cima, ela vestiu um sobretudo negro para proteger do frio. Pelo menos até chegar ao seu destino.

Chegando a sala, Vanessa e Alaberd ficaram impressionados com o visual da branca. Ela estava estonteante. Seu cabelo ficou completamente solto, e praticamente invisível ao misturar-se com a cor da peça mais pesada que usava...


Marina: Estou bem? — Perguntou observando os dois olharem-na admirados.

Vanessa: Você está linda. — Levantou e pegou a mão da branca, girando-a em torno do próprio eixo da mesma. — Para onde você vai assim tão linda? — Indagou com imensa curiosidade.

Marina: Os locais pediram bastante para que eu marcasse presença no festival local. Eu não queria ir devido a Clara, mas... bom, eu vou ficar um pouco por lá. — Respondeu não muito satisfeita de ter que separar-se de sua amada.

Alaberd: Eu e Vanessa ficaremos até você retornar. Aproveite o festival ao máximo. — Disse tentando tranquilizar a discípula.

Vanessa: Ficaremos? — Fitou o homem sem entender, não sabia que ficaria. Pensava apenas que fosse uma visita rápida.

Marina: Eu não quero incomodar. É...

Alaberd: Ficaremos. Vá ao festival. Eu e Vanessa ficaremos aqui com a Clara. — Calmo, sua voz teve um rastro de ordem.

Vanessa: É... ficaremos. Você precisa festejar um pouco. — Disse apoiando suas mãos nos ombros da amiga.

Marina: Já que vocês insistem... — Falou e retornou ao quarto.


A branca aproximou-se da amada e colou seus lábios com os dela. O contato durou longos segundos. Os dedos alvos de Marina acariciavam o rosto frágil de Clara, delineando cada curva nele, e sentindo sua maciez e textura...


Marina: Eu volto logo, meu amor. — Agora, seus dedos desenharam o contorno dos lábios finos e rosados da morena. — Amo você, coisinha linda. — Voltou a beijar, demoradamente, os lábios da namorada.


A branca deixou o quarto e retornou à sala. Vanessa e Alaberd permaneciam no local, a ruiva sentada no sofá; Alaberd de pé...


Marina: Tem certeza que não é incômodo? — Perguntou aos dois para ter certeza. — Eu posso voltar rapidinho...

Alaberd: Não fique preocupada. Seus amigos estarão lá. Vai ser bom para você. — Disse ficando frente a frente com a branca e repousando as mãos nos ombros da mulher. — Você é uma pessoa rara, talvez única. Quase três anos, Marina. Quase três anos de doação pela Clara. Desde o início você teve cuidando dela. Você sempre banha ela, verifica se ela está confortável, e até aprendeu uma nova capacidade mágica apenas para poder alimenta-la. — As lágrimas rolaram dos olhos ambar da branca. — Marina, você é um ser iluminado. Você ama essa mulher em um nível... eu nem sei como descrever. Eu tenho certeza de que a Clara ficaria muito feliz se você fosse para esse festival. — Terminou limpando as lágrimas que cortavam a face alva.

Marina: Obrigada! — Agradeceu em prantos e abraçou o homem. — Obrigada por suas palavras. — Soluçou. — Tudo o que fiz, o que faço, e o que ainda vou fazer por ela é por amor. Eu amo-a demais. Não consigo mais viver com a ausência dela. — Dizia entre soluços.

Vanessa: Nós sabemos, minha amiga. — Falou aproximando-se da mulher e depositando um beijo no topo da cabeça da mesma. — Apesar das minhas implicâncias com o jeito de vocês duas, eu percebia que o amor que vocês sentem uma pela outra é enorme. Posso dizer que você é infinitamente forte, mantendo a chama da esperança do retorno dela sempre acesa, mesmo nos momentos mais difíceis. Eu invejo você. Muito. — Terminou abraçando a amiga por trás.


Marina permaneceu abraçando o mestre e sendo a braçada pela amiga por longos segundos. Ela chorou copiosamente com os dizeres do seu mestre e da sua amiga...


Marina: Obrigada. — Agradeceu outra vez, agora, recompondo-se e desfazendo os contatos corporais. — Vocês e a Clara são tudo o que tenho. São minha família. — Falou livre do choro, mas ainda emocionada. — Bem. Eu tenho que ir.

Vanessa: Vai logo, mulher. Vai. — Disse à amiga empurrando-a, levemente, até a porta.

Marina: Já vou, já vou. — Disse rindo junto à ruiva.


Ao atravessar a porta, Marina seguiu na direção do local do festival. A neve havia parado de cair e o frio tinha diminuido um pouco, mas ainda sentia ele acariciar sua pele. A branca juntou-se a um pequeno grupo de outros primordias que seguiam para a festa.

Dentro da casa, Vanessa fechou a porta e sentiu a falta de Alaberd na sala ao perceber que ele não estava mais lá...


Vanessa: Alaberd? — Chamou enquanto procurava-o.

Alaberd: No quarto. — A voz do homem fez-se presente, avisando a ruiva de sua localidade.


A ruiva seguiu até o espaço onde Alaberd e Clara encontravam-se. Ao adentrar no quarto, Vanessa percebeu o homem, de pé e com as costas recostadas na parede, olhar fixamente para a morena. O olhar dele era pesado...


Alaberd: Eu tenho uma grande dúvida... — Iniciou fitando a ruiva entrar no ambiente. — Será que a Marina vai ficar com ódio de mim? Ou ela é boa demais para isso? — Indagou em um misto de seriedade e divertimento, voltando a fitar Clara. — Eu acho que ela não é boa demais para não odiar-me. — Terminoi sorrindo para a ruica.

Vanessa: Do que você está falando? — Agora fora a vez da ruiva perguntar, sem entender o que o mestre da amiga queria dizer.


Notas Finais


Então minhas fofas, o que acharam?

Coitada da Marina, fiquei com pena. A Clara está dormindo a quase três anos, como assim? Tudo será explicado em breve.

Beijos =* =* =*

Qualquer coisa, é só comentarem...


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