História As Filhas da Floresta: Uma história sobre traição e vingança - Capítulo 21


Escrita por:

Postado
Categorias The Elder Scrolls
Tags Ação, Aventura, Dragonborn, Romance, Skyrim, The Elder Scrolls V, Violencia
Visualizações 30
Palavras 2.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia / Boa Tarde / Boa noite

Olá, leitores! Tudo bem com vocês? Espero que sim!
Infelizmente as minhas férias chegaram ao fim, e demorei um pouco para voltar a rotina de sempre. Desculpem pela demora, de verdade, eu só estava organizando tudo por aqui. Tenho dormido pouco também, então...
SOCORRO QUERO FÉRIAS DE NOVO
Enfim, vamos logo ao que interessa! Espero que aproveitem este capítulo, porque tá ó...recheado de tensões!
Uma boa leitura a todos ♥

Capítulo 21 - Somos amigas, então?


Fanfic / Fanfiction As Filhas da Floresta: Uma história sobre traição e vingança - Capítulo 21 - Somos amigas, então?

CAPÍTULO 21: Somos amigas, então?

 

Rupi desapareceu por dias sem deixar rastro, prometendo regressar apenas com notícias de sua irmã, por mais incerta que fosse a pista. No entanto, estava ali sentada na cama de Faendal, cabisbaixa, o claro descontentamento em sua expressão anunciando a notícia antes mesmo de dizê-la. Não precisava. Seus olhos cor de âmbar falavam por si. 

E pelos Deuses, sua aparência era horrível. 

Havia olheiras escuras ao redor de seus olhos como se não tivesse dormido uma única vez sequer desde o dia em que partira, há duas semanas atrás. Gaettel perguntou-se por onde ela havia passado. Dias e dias de viagem em cima de uma carroça ou nas costas de um cavalo, talvez.

Ela sabia como era cansativo, afinal, viajou sozinha de Valenwood até Skyrim. Ah, ela se lembrava. Dores terríveis pelo corpo, fome, frio...

Rupi não sorria. A cabeça pendia para o lado, quase encostando no ombro. Bocejou uma ou duas vezes, mas ela não prestou atenção nesses pequenos detalhes. Só conseguia olhar para a bagunça no topo de sua cabeça. 

Os cabelos loiros sedosos transformaram-se em um emaranhado de fios embaraçados, opacos, quase como um ninho, só que sem as corujas. O chapeuzinho, pousado na cama, estava sujo de terra assim como parte de suas roupas.   

As linhas de expressão curvavam-se para baixo, ressaltando o cansaço, os dias não dormidos, o desapontamento...

Más notícias. A curiosidade a tomou. 

Rupi só começou a falar quando Gaettel arrastou a cadeira de madeira até a beirada da cama para se sentar. 

– Primeiro eu segui para Falkreath. Procurei por  alguns camaradas, mas não encontrei nenhuma pista promissora. Continuei pela estrada e segui caminho para Riften, depois de conseguir contato com um conhecido.  Mas adivinha só? Nada também. Nenhum sinal dela naquela porcariazinha de cidade. E então...– ela pausou, soltando um longo suspiro – Windhelm, minha cidade natal. Sabe, achei que nunca voltaria para aquele fim de mundo, mas o destino me provou o contrário.

Gaettel apertou a rótula dos joelhos.

– E...?

Porra nenhuma. – replicou ela, se jogando para trás, enterrando-se na cama macia – então cá estou, em pedaços, apenas para te avisar do meu fracasso. Pensei em enviar uma carta mas achei arriscado demais. Voltarei para a estrada assim que dormir por pelo menos uma noite...

Nada? Nenhuma expressão esquisita, desviada de olhar? Uma tosse, que seja, um pigarro? Um deles escondeu a verdade, e ela não notou, não é possível. Gaettel cruzou as pernas, um pouco tensa.

– Por que você escolheu essas cidades primeiro? 

Rupi refletiu por um breve momento.

– Hm, vejamos...pela minha lógica, Pantera se esconde em locais não muito acessíveis a pessoas "normais", se é que me entende. Gente da nossa laia se enfia nos buracos mais sujos para poder se manter, você sabe. Ela não está te devendo à toa. Então...– ela pausou, olhando para baixo. – Falkreath porque abriga uma Organização que já foi temida por toda Tamriel:  a Irmandade Sombria. Hm, pela sua expressão você já ouviu falar. 

Gaettel, estarrecida, balançou a cabeça levemente. Ah, não, não. Sem chance. Ela deve estar muito enganada. Minha irmã...uma assassina? 

– A Irmandade Sombria? Eu achei que –

– Acredite, eu tenho motivos para acreditar que Pantera poderia fazer parte disso. E sim, essa Organização atua por aqui...todos os bandidos, assassinos e charlatões sabem disso. – ela sorriu, cravando os olhos cansados em seu rosto. – inclusive você, não é? 

Gaettel engoliu em seco, assentindo. Não podia levantar suspeitas, não por agora. 

– E as outras? 

– Bem...Riften porque abriga outra Organização, a famosa Guilda dos Ladrões. Muito desprezada por aqui, por sinal. Essa eu nem preciso explicar, né? – ela sorriu – formada por ladrões profissionais, gênios da arte de bater carteiras. Pensei: "a safada da Pantera  se encaixa perfeitamente nisso", mas...eu estava errada. 

– Você também se encaixa. – replicou Gaettel, segurando um risinho. 

Rupi sorriu, encarando-a.

– Vindo de você soa como um elogio, Bosmer...e sim, eu sou uma das melhores, e adoro me gabar, confesso! – exclamou ela, toda orgulhosa de si. – porém não sirvo para eles, afinal, mesmo que seja formada por ladrões, ainda há muita burocracia envolvida. Chatice, regras e bla bla bla você não pode fazer isso ou aquilo sem a permissão do líder. Eu não quero obedecer ninguém, por isso sempre quis ser uma Filha da Floresta

Gaettel empertigou-se quando ouviu a última frase, tentando se controlar para não esboçar nenhuma reação suspeita. Se fez de desentendida, mesmo conhecendo tão bem o grupo do qual sempre sonhara em participar, além de sua irmã ser uma das integrantes. 

Rupi a examinou em silêncio, como se tentasse ler seus pensamentos. 

– Sim, antes que você pergunte, eu já ouvi falar desse grupo. Se não me engano a caloteira participa dele, estou errada? – indagou Gaettel, jogando a isca. 

Rupi assentiu, apoiando as palmas das mãos na cama. 

– Participava, sim,  e não me surpreendo nem um pouco por você já ouvir falar dele. Não era tão conhecido quanto a Guilda, mas tinha lá sua fama. 

Gaettel franziu as sobrancelhas, confusa. O que ela quis dizer com "participava"? Não...não existe mais?

Participava?

Foi a vez de Rupi franzir as sobrancelhas, um pouco confusa. 

– Ué, você não soube?

– Não soube do quê, exat –

Sua curiosidade  foi interrompida por uma leve batida na porta. Gaettel irritou-se, e Rupi pausou, inquieta, desviando o olhar suspeito para a entrada. Ora, quem poderia ser? Será que Faendal estava esperando pela visita de alguém?

Rupi abriu a boca com a intenção de falar (provavelmente para perguntar sobre a visita repentina) mas logo a fechou quando Gaettel pressionou o dedo indicador sobre os lábios. E então...o silêncio. A pessoa do outro lado da porta bateu novamente, dessa vez com mais força. Ela suspirou. Quem quer que seja, não vai desistir tão fácil. 

Ela caminhou sorrateiramente em direção à entrada, já que não havia outra opção. Pés descalços sobre o assoalho, pisando em ovos, devagarinho, selecionando cuidadosamente a madeira mais firme para pisar. No entanto, parou no meio do caminho, surpresa. Ao chegar perto da entrada, olhou para Rupi de soslaio por cima do ombro, notando um movimento rápido e estranho. 

A Barda levantou a saia devagarinho na altura das coxas, exibindo as longas pernas torneadas, e, curiosamente, um par de adagas afiadas, encaixadas em suas respectivas bainhas, sustentadas ali por uma espécie de cinto de couro apertado nas pernas. 

Gaettel lançou a ela um pequeno sorriso, mesmo que tais armas não fossem necessárias naquela situação. Bem, era apenas uma suposição. Se fosse um ladrão...não seria gentil em bater na porta. Seria?

Cravando a mão direita sobre a maçaneta, girou-a aos poucos até abrir a porta. Apenas uma fresta seria o bastante para identificar o visitante, ela pensou. Um sopro gelado refrescou seu rosto. Fim de tarde em Riverwood, os raios solares já não esquentavam mais. E a sombra em frente à porta...

...Ela só conseguiu identificar uma figura imensa vestida com robes azuis, de rosto oculto por um capuz. O frio obrigou o estranho a vestir um manto espesso sobre as vestes. Os ombros largos foram cobertos de neve.

Quem quer que fosse o estranho, deveria ter acabado de descer a montanha. Então, após um breve silêncio entre ela e o visitante, este finalmente se revelou, abaixando o capuz.

Que os Deuses o amaldiçoe, pensou ela, suspirando pesadamente.

– Surpresa em me ver, Marrentinha? 

Nenhuma palavra ousou escapar de seus lábios. Nenhuma maldição sequer. Gaettel empurrou a porta contra Savius com toda a sua força, torcendo para que o impacto quebrasse pelo menos o nariz do desgraçado. Entretanto, os Deuses se mostraram surdos novamente. 

A força do brutamontes era irritantemente devastadora, e empurrar a porta contra Gaettel não parecia ser um grande desafio. Sentindo o suor escorrer pelo rosto, julgou-se idiota por ainda tentar. Até Rupi forçou seu peso contra a porta, mas obviamente não deu certo. Duas idiotas. Ela não sabia se praguejava ou ria. Ambos! Sorte que Rupi estava ali. A presença do babaca narcisista se tornava menos incômoda.

Depois de se divertir o bastante, Savius empurrou a porta de vez, forçando sua entrada abrupta na pequena casa — porém aconchegante — de Faendal. Maldito seja, praguejou ela, cruzando os braços contra  o peito. Ele a ignorou completamente, rolando os olhos em direção aos cômodos com atenção, aquele sorriso idiota estampado no rosto. 

De repente surgiu outra figura avançando para o meio da sala. Os passos pesados causados pela bota de metal chamou a atenção de Rupi, e tanto esta quanto Gaettel pousaram a mão automaticamente sobre o punho de suas respectivas adagas, as mãos entrando em contato com o metal frio. Sacaram-nas tão rápido quanto o outro estranho, ao empunhar a espada de uma mão. A tensão entre as três figuras fora aliviada apenas quando Savius ergueu as mãos. 

Ei! muita calma nessa hora, senhoritas! Nada de violência. – sua voz era calma mas autoritária ao mesmo tempo. Ele desviou o olhar para a Elfa. – ela está comigo, Marrentinha. Abaixe a adaga, você e sua amiga.

Rupi e Gaettel cravaram o olhar sobre a estranha ao mesmo tempo, murmurando a mesma coisa num coro uníssono. 

Ela?!

Ele deixou escapar um risinho abafado. 

– Ora, você não é a única que ganhou uma nova parceira, Marrentinha. – disse ele com um sorriso leve delineando seus lábios finos, e pigarreando, acenou para a mulher. – esta é Lydia, minha...hm...protetora e mais nova amiga. 

Enquanto Rupi estreitava o olhar em suspeita, Gaettel repetira mentalmente a palavra amiga, mergulhada em ironia. Quanto tempo vai demorar para ela se esfregar nele como uma cadela no cio? Ela riu por dentro sem esboçar nenhuma expressão. 

Após a introdução feita por Savius, a mulher decidiu  abaixar o capuz, revelando uma boa aparência, como observou Gaettel. O rosto em formato triangular ostentava uma expressão serena apesar dos olhos castanhos tão expressivos, e as sobrancelhas, levemente arqueadas, lhe atribuía um aspecto um tanto austero mesmo com a suavidade de suas linhas de expressão.

A tez alva seria considerada pálida demais por muitas pessoas se não fosse o leve rubor colorindo as maçãs do rosto e ponta do nariz. Este sendo fino, de ponta arredondada, nada muito interessante. O que realmente roubava a atenção capturando todos os olhares para si era a boca. Lábios rubros, cheios, em formato de coração, delineando um sorriso aparente. 

Assim que abaixou o capuz revelou também a densa cabeleira cor de avelã, fios extremamente lisos e repicados, na altura dos ombros. A pequena trança do lado direito enfeitava o penteado selvagem. 

Ela fez uma pequena mesura a Gaettel e depois virou-se para Rupi, saudando-a igualmente, com graça. 

– É uma honra conhecê-las, senhoritas. Eu me chamo Lydia, e estou à serviço do Thane de Whiterun. – murmurou ela educadamente. Seu timbre de voz era uma mescla suave e profunda, de perfeita dicção. Talvez tenha tentado esconder o sotaque nórdico — mesmo que não fosse tão forte quanto o de Hrongar e Rupi — porém não passou despercebido para ambas parceiras.  – e, hã, me perdoem pela espada. É o meu dever proteger o Thane mesmo que custe a minha vida.

A Elfa e a Barda se entreolharam, estreitando os olhos. Ele conseguirá transformá-la em capacho facilmente, pensou ela, com pena. Uma lealdade assim...espada juramentada, e blá blá blá. Ela nem se deu o trabalho de perguntar o que seria um Thane. Apenas estalou a língua impacientemente, olhando para a porta. Vão para o raio que o parta

– Tanto faz. – resmungou, pousando a mão direita na testa. – Savius, o que aconteceu com o não-quero-te-ver-nem-pintado-de-ouro? Faz o quê? Hm, duas semanas? E você já está aqui novamente. 

Ele balançou a cabeça levemente, estalando a língua em resposta. O sorriso idiota sumindo, dando espaço a uma curva amarga entre os lábios.

– Não seja rude, mulher. Só estou aqui de passagem, pois acabei de descer A Garganta do Mundo, sabe como é, passar duas semaninhas com os Barbas Cinzentas na função de absorver conhecimento sobre a minha poderosa voz...e aí resolvi dar uma passada aqui só para ver como cê anda. – explicou, olhando para os lados. – cadê o meu amigo Faendal? 

Ela revirou os olhos.

– Corta essa! Eu não sei pra quê veio, mas vá embora agora. Não é bem vindo aqui. – cortou ela, com rispidez, dando as costas para ele a fim de esquentar as mãos com o calor do fogo da lareira. – e não volte nunca mais.

A expressão amarga se tornou mármore, pálida e dura, e Lydia, sua parceira, mantendo o rosto inexpressivo, olhos fixos em Rupi. Esta pigarreou, claramente desconcortável com o clima pesado entre eles, e dando um pulo, agarrou-se às saias compridas.

– Eh, não vamos brigar, certo? Gaettel...

– Não se meta nisso, Rupi. – advertiu a Elfa, encontrando o olhar da Barda. – Savius vai embora e assunto encerrado. – ela arriscou alguns passos até o grandalhão, apenas para reforçar o pedido. – tá esperando o quê? 

Ao invés de girar os calcanhares em direção à porta, Savius avançou alguns passos de modo com que ficasse perto, muito perto. O peito estufado quase tocando sua face. Estava desafiando-a. 

– Está magoada porque o seu namoradinho foi afastado do cargo? – provocou ele, o sorriso malicioso delineando seus lábios. – fique sabendo que a culpa foi sua. Você é o motivo por trás de Hrongar, o conselheiro da corte, enfrentar o Nascido do Dragão  daquela maneira.  – Huh, será que ele não vê o quão ridículo fica ao se referir em terceira pessoa? – E olha que eu não falei nada demais!

Ela estreitou o olhar, recuando lentamente, punhos fechados. Sentia um nó dolorido no estômago, latejando e aumentando de tamanho. Não percebeu, porém trancou a mandíbula tão forte que pensou ser capaz de quebrar os dentes com a força aplicada.

– O que você fez com Hrongar? 

Tsc, Tsc, Tsc. O que você fez com ele, minha cara Gaettel. Iludiu o pobre coitado, não foi? Ele está tão caidinho por você que teve a coragem de me enfrentar. Achou mesmo que ele sairia impune? 

As palavras lançaram-se contra o estômago dela como se fossem adagas afiadas, atravessando-o repetidas vezes, o sangue borbulhando de ódio. Maldito seja, Savius. Ela o amaldiçoou em nome de todos os Daedras, e pediu para que ele fosse jogado portões de Oblivion adentro. O que aconteceria com ela se abrisse uma fenda na garganta do Nascido do dragão? Seria enforcada?

Não foi preciso falar nada, porque Rupi estufou o peito e se materializou ao lado de Gaettel, os olhos âmbar queimando em brasa. O dedo indicador estava apontado na cara de Savius. 

– Escuta aqui, seu patife miserável! – vociferou ela, tomada pela ira. – eu tô pouco me fodendo se você é  o Nascido do Dragão. Poderia ser a porra de um rei, ou até mesmo Talos em carne e osso. Foda-se, não dou a mínima. Apenas ouça: não bote o pé aqui com essa tua arrogância de merda, essa superficialidade ridícula para apontar o dedo na cara da minha amiga e falar estes absurdos, tá me ouvindo? Quer ser o Nascido do Dragão? Agir como um? Seja humilde em primeiro lugar. Do contrário, só vai se afundar na lama.

Sua mandíbula se retesou.

– Garota, foi ela que começou a me insultar. Eu vim até aqui, tran –

– Ela tem motivos para isso, aposto. Tô errada, queridinho? 

Ela não esperou a resposta, dando as costas para ele.  Os  pezinhos batendo impacientemente no chão, braços cruzados contra o peito. Não era teatro.  Só depois disso que Gaettel pecebeu estar prendendo a respiração. Seu olhar desviou rapidamente para Savius, olhos ansiosos para capturar a imagem perfeita de seu orgulho chocando-se contra o chão. Sem dúvidas, ele estava perplexo, no entanto, a cara não se encontrava amarrada. 

Ele até moveu os lábios para rebater o comentário sincero de Rupi, mas ao invés disso bateu palmas, com aquele sorriso estúpido estampado na cara de pau. 

– Uau! E eu achando que seu único talento era cantar! – ele continuou aplaudindo, mergulhado no deboche. – estou encantado! Vocês são incríveis, senhoritas. Uma dupla e tanto. Mas...– ênfase no mas – eu não tenho o dia todo para ficar aqui de papo furado, portanto essa é a minha deixa. Lydia? 

A mulher assentiu sem hesitar, colocando o capuz. Os visitantes giraram os calcanhares em direção a porta e seguiram apressadamente em silêncio. E antes de fechar a porta atrás de si, Savius recuou. 

– Ah, antes que eu me esqueça. Não deixe de visitá-lo, G. Creio que Hrongar ficará decepcionado se a mulher por quem ele perdeu a dignidade não for vê-lo na cadeia. E você, loirinha...– murmurou, olhando para Rupi. – nossa conversa não acabou. Aguardo ansiosamente pelo nosso reencontro. 

E foi-se, fechando a porta num estrondo, fazendo a casa inteira ranger. 

Hrongar...preso? Por minha causa?

– Esse cara...esse cara é um grandesíssimo  pedaço de merda. – resmungou Rupi, jogando-se contra a cama de Faendal. 

Gaettel suspirou, sentindo a culpa apertar o seu pescoço cada vez mais ao ponto de sentir falta de ar. Balançou a cabeça, dissipando qualquer pensamento ruim e olhou para Rupi logo em seguida. 

– Somos amigas, então? 

A loira se sentou, sorrindo de volta. Retirou cuidadosamente o chapeuzinho da cabeça e o lançou aos pés da Elfa. 

– Conte comigo para qualquer coisa, Bosmer. Inclusive chutar a bunda do Nascido-de-um-toleto-de-merda

Gaettel arqueou as sobrancelhas e ambas riram até a barriga doer, sempre se referindo a Savius com o novo apelido.  

Nascido-de-um-toleto-de-merda...você está fodido em minhas mãos. 


Notas Finais


Limites: Savius não tem conhecimento sobre. Ele não sabe parar.
ALGUÉM PARA ELE, POR FAVOR
Lydia?
E aí, a vingança vai ser maligna ou não? O que vocês acham?
Até a próxima pessoal, espero que tenham gostado ♥
(OBS: Rupi é um amorzinho e eu tenho como provar!)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...