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História Ba-dump. - Capítulo 19


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Notas do Autor


MEU DEUS! Consegui terminar um capítulo antes do prazo!!! ~aplausos~

Sem mais delongas, boa leitura <33

Capítulo 19 - Dancin when i think of you.


Fanfic / Fanfiction Ba-dump. - Capítulo 19 - Dancin when i think of you.

E finalmente, depois de ser intimada a ir naquela festa pelo sádico, o maldito dia chegou. E após contar do ocorrido para Otae, sua amiga (ao invés de perguntá-la se estava bem depois de ser ALGEMADA), ela começou a gargalhar alto. Talvez esteja pagando por todos seus futuros pecados em vida, não é possível.

Eram 16:30; ainda tinha tempo de sobra antes do sádico aparecer e bater em sua porta. Enquanto isso, Kagura permanecia deitada com as pernas para o alto no sofá, tendo Sadaharu em seu colo praticamente a sufocando. Afagava a cabeça do animal gentilmente enquanto ficava perdida em pensamentos.

–Talvez eu ligue e digo que estou morrendo de cólica –sussurrou para si mesma enquanto bolava algum plano aos 45 do segundo tempo para desmarcar. Ele insistia em lhe atormentar mesmo depois de tudo, exatamente como no Ensino Médio.

Respirou o mais fundo que podia com esse animal de quatro patas em cima da sua barriga, controlando seu nervosismo e ansiedade. Acalme-se, Kagura! Ele a levaria para uma festa, local com muita gente, não tentaria nada de maluco. Ou na verdade ele iria lhe sequestrar e a história da festa é um blefe.

Não.

Nem tinha como ser essa segunda opção, até porque Gin também fora convidado. E digamos que Hijikata não tem o porte de ser um homem sádico que sequestra as pessoas para torturá-las –ao contrário de Sougo. Confiava mais na palavra do outro ladrão de impostos do que o homem que a convidou.

Até porque pode esperar tudo de um ser humano que algema pessoas em público por “magoar o coração” dela.

Bem, não adianta chorar pelo leite derramado agora; não tem mais como fugir ou inventar desculpas, o tempo para isso passou há dias. Mas no fundo, bem no fundo mesmo, Kagura havia ficado levemente feliz por ele tê-la convidado. Nunca admitiria uma coisa dessas em voz alta, é claro!

É somente por hoje que precisa aturar ele, somente por hoje! Tinha que ser forte e não deixar as emoções tomarem conta de si, não ia colocar nenhuma gota de álcool em sua boca –a ultima vez que fizera isso com ele próximo, não acabou nada bem. Controlaria suas emoções nem que fosse à força.

Saiu do sofá finalmente e partiu para o chuveiro, tomando um rápido banho. Como havia lavado o cabelo ontem, apenas o prendeu para não molhá-lo. Ficou bons minutos imóvel, sentindo a ansiedade e o maldito frio na barriga voltar.

Ao sair do banho, colocou uma lingerie preta padrão enquanto abria seu armário para decidir o que vestir. E agora? Usava na maioria das vezes calça jeans ou short. Não tinha muitas roupas sociais para eventos “chiques”. O único que tinha é...

Ah, não!

Não usaria aquele vestido nem ferrando!

Ficou em frente ao espelho apoiando o vestido sobre seu corpo para ter uma noção. Meu Deus, sem chance! Porque não havia ido ao shopping escolher uma maldita roupa com antecedência?! Não queria que ele a visse assim.

Em nervosismo, Kagura mordeu o lábio inferior, apertando o vestido contra seu corpo. Se não ele... quem? Quem veria esse seu lado? Quem ela gostaria que a visse assim? Olhou para o relógio que parede, que indicava ser quase 18:00. Relaxou os ombros em sinal de derrota, entristecida.

Vestiu essa maldita peça de roupa lentamente, dando meia volta enquanto se olhava no reflexo. Não havia ficado feio, só que... Argh! Precisava de uma opinião feminina nessas horas. Hesitando, ela tirou uma selfie em frente ao espelho, enviando para Otae enquanto digitava:

“Fiquei muito sexy com essa roupa?”

A sua amiga não demorou nem dois minutos para lhe responder de volta, porém com uma frase que ela não queria ouvir.

“VOCÊ TÁ GOSTOSA DEMAIS! SOUGO VAI MORRER ASSIM, ADORO!”

Suspirou pesadamente em derrota. Otae havia entendido errado; não quer usar essa roupa para atrair Sougo, mas sim porque não tinha segunda opção! E agora? AH, SÓ SE METIA EM FURADAS!

Em derrota, a garota vestiu um pijama folgado para ficar enquanto se maquiava; vai que sujava com base a única roupa digna que tivera. Dessa vez, Kagura caprichou na maquiagem: usou um forte batom vermelho e uma sombra marrom não tão forte, mas que destacava seus olhos azuis. Preferiu não passar muito blush, até porque sua pele é tão clara que já fica corada naturalmente.

Pronto! Agora falta o cabelo.

Optou por prendê-lo em um coque chinês e alguns fios soltos, já estava atrasada o bastante para ficar inventando fazer um penteado que não sabe e Sougo pode tocar sua campainha a qualquer momento.

Quando finalmente estava 99% pronta, decidiu procurar um salto alto. No fim nem acabou pensando muito, Kagura só tem três pares de salto alto e todos são pretos –só muda a grossura do salto. Escolheu o que achou que mais combinava com seu vestido.

Olhou a bolsa que levaria no fim: carteira ok; dinheiro ok; celular ok; uma toalhinha de rosto ok. Agora só vestir o maldito vestido novamente e esperá-lo bater na porta.

Mas o som de sua campainha a tirou de seus devaneios. Assustada, olhou para o relógio de parede: 18h59. Jesus Cristo, a pontualidade dele é assustadora! Sadaharu passou a abanar o rabo após farejar o cheiro do outro lado da porta, esperando sua dona abrir.

Sabia que era ele, então não precisava de cerimônias. Mas Kagura não havia se preparado mentalmente para a visão que teria ao encará-lo. Prendeu a respiração e sentiu suas pernas fraquejarem. Havia se esquecido de que homens também se vestem socialmente em uma festa.

Sougo trajava um terno e gravata preta. Mas o cabelo, ah... Ele havia penteado para trás e isso estava o deixando-o mil vezes mais atraente que o normal. Parecia um homão da porra agora, o que fez a ruiva corar levemente.

Mas ele não pensava o mesmo de Kagura: ao vê-la de cima em baixo com pijama, franziu a cara e respondeu:

–Está atrasada.

–Boa noite para você também –ah, isso foi nostálgico de se dizer. Deu espaço para ele entrar na sua casa, onde ele sentou-se no sofá ainda a encarando. –Ei, eu já estou pronta, não me olhe assim!

–Está pronta mesmo? –repetiu.

–Sim, só falta eu colocar o vestido, não vai demorar nem dois minutos –ela respondeu enquanto caminhava em direção ao próprio quarto, avisando: –Já volto!

Sougo permaneceu sentado no sofá afagando a barriga de Sadaharu, esperando a dona do mesmo estar pronta. Tsc, mulheres. Avisam com antecedência a hora e mesmo assim conseguem se atrasar.

Ou talvez seja a sua mania insuportável de detestar atrasos falando mais alto.

–Pronto, vamos!

Ficou de pé, dizendo:

–Final...

Não conseguiu completar a frase assim que seus olhos bateram em Kagura.

Ela trajava um longo vestido preto apertado que destacava demais suas curvas, fora a abertura que tinha na coxa direita e o decote sexy em seus seios. Sougo estava pensando em qualquer coisa para não ficar babando igual um menino de doze anos. No fim, ele apenas virou de costas enquanto caminhava em direção a porta, dizendo apenas uma única palavra:

–Vamos.

 

...

 

O terraço do Departamento Policial estava realmente deslumbrante. A decoração estava magnifica, a comida impecável, a pista de dança agitada com musicão e os convidados extremamente simpáticos.

Kagura optou por ficar na mesma mesa que seu querido amigo Gin, é claro; não deixaria a oportunidade de curtir com ele. Hijikata não pareceu se importar e permaneceu junto a mesa, formando um quarteto. Trocavam assuntos da rotina, vídeos engraçados que encontraram na internet e comendo.

–Então quer dizer que aquela maluca te venceu, Gin? –provocou Hijikata ao lembrar-se do festival, onde Otae e Gintoki beberam loucamente até chegarem ao limite; tendo assim, ela como vitoriosa.

–Pois é, quem diria que ela é uma profissional de bebidas! Conseguiu beber duas garrafas de saquê a mais que a mim!

Kagura nem ousou falar nada, apenas permaneceu em silêncio e orando para que Sougo também o fizesse. Não queria ter que comentar o que aconteceu naquele dia, poderia chegar até a vez em que eles... Bem, esquece!

Foi quando, finalmente, uma música familiar começou a tocar na pista de dança. Uma música extremamente familiar, nostálgica e maravilhosa. Assim que a inconfundível batida começou, os olhos de Kagura e Gintoki se cruzaram em divertimento, ambos falando ao mesmo tempo:

–NOSSA MÚSICA!

–Ah? –Sougo perguntou, confuso. Take on Me do A-há é realmente um clássico, mas não sabia que a China e Gin tinham uma canção só deles. Certeza que eles escutam enquanto jogam algum RPG louco.

–Não acredito, que ótimo bom gosto esse DJ tem! –exclamou o prateado.

–Gin, vamos dançar!

Não demorou nem dez segundos para Kagura e Gintoki partirem para a pista de dança, agitando outros convidados e animando a festa. Aquela batida eletrizante e o ritmo frenético faziam todos sentirem uma necessidade de pularem aleatoriamente conforme tentavam fazer coreografias dos anos 80.

Hijikata apoiou o cotovelo na mesa, rindo enquanto encarava o espetáculo. Sougo, por sua vez, cruzou os braços e apoiou as costas na cadeira, não tirando os olhos de Kagura nenhuma vez sequer. Ela tinha um ar dócil e perigoso, além da áurea sensual dada pela roupa. Conseguia ficar ainda mais atraente.

–A sua convidada está se divertindo bastante, hein –comentou o moreno encarando o mais novo. –Não vai se juntar a ela?

–E por acaso você já me viu dançar? –ele deu um risinho, voltando a encarar a ruiva risonha na pista. –Estou bem aqui, e a vista é ótima.

No fim, quando a música acabou, todos aplaudiram o DJ e pediram mais. Ele começou a tocar mais músicas no estilo anos 80/90, o que agitava ainda mais a festa. Alguns amigos do Departamento Policial passavam na mesa chamando Hijikata e Sougo para dançarem, mas eles permaneciam imóveis, apenas rindo.

–Isso está ficando divertido –comentou o mais velho.

–Tinha que ser aqueles dois doidos para fazerem isso.

–Mas temos que admitir: eles sabem alegrar o ambiente. Olha eles fazendo amizades na pista –gargalhou ao falar isso.

–Escolhemos bem nossos convidados, são as estrelas da noite.

–A sua estrela principalmente.

Ao escutar isso, Sougo olhou de soslaio para Hijikata, o vendo sorrir em provocação. Pensou, mas achou melhor não falar nada. Até porque ele não estava completamente errado, não é mesmo? Ela brilhava não só para a festa...

–Ei, seu sádico, venha aqui!

Seus pensamentos esvaíram ao escutá-la o chamando, fazendo “não” com a cabeça. Obviamente que Kagura já sabe que ele faria isso, então começou a caminhar em direção ao rapaz, parando apenas a poucos centímetros dele.

–Ei, o que você...?

–Eu não te convidei, eu mandei você vir –ela falou baixinho de forma que apenas ele escutara, sentindo seu pulso ser segurado pela mulher. E então, fora arrastado à força para a pista de dança, escutando as gargalhadas de Hijikata.

Maldito, você me paga. Pensou de forma diabólica, encarando o desgraçado que ainda ria na mesa. Mas isso durou poucos segundos, pois Kagura aproximou seus corpos para puxá-lo para dançar.

Se abaixasse mais um pouco seu rosto, tinha uma visão privilegiada dos seios dela, mas preferiu ficar com a mente imaginando para não apanhar em público. Por fim, ele apenas sorriu de canto enquanto a encarava dançar a centímetros de si, sem tirar os olhos dela nenhuma vez.

–Você parece estar gostando –ele comentou.

–E estou. Muito –ela disse, se jogando no ritmo conforme a música se encerrava, escutando mais uma vez aplausos da galera. Foi aqui que ele percebeu como ela respirava ofegante.

–Cara, isso foi muito bom! –um dos policiais do Departamento Policial comentou, se aproximando dos dois. –Sougo, a sua namorada é muito irada, ela agitou a festa junto com aquele outro cara.

Sua namorada? Kagura sentiu o rosto corar, corrigindo:

–Eu não... –não pôde completar a frase, fora interrompida.

–Já estou acostumado com as loucuras dela –Sougo comentou, sem fazer menor esforço para tentar corrigir a relação que tinham.

Ela o encarou de lado, vendo que ele permanecia trocando algum assunto com o mesmo cara, mas sem fazer a menor menção de corrigi-lo. Não estava incomodado em ser visto como “seu namorado”. Kagura mordeu o lábio inferior enquanto caminhava de volta para Gintoki, repreendendo a si mesma por ter ficado feliz.

 

...

 

–Chegamos –ele disse ao pararem em frente ao apartamento que Kagura mora, quase meia noite. –Eu te acompanho até seu andar.

Ela até pensou em dizer “não, obrigada”, mas sabia que ele não iria aceitar. Então, apenas assentiu com a cabeça enquanto entravam no elevador juntos, apertando o quarto andar. Um pequeno silêncio se fez no local até a hora que Sougo abriu os lábios para dizer:

–Agradeço pela companhia.

–Acho bom me agradecer, você me arrastou para aquela festa através da ameaça de me prender –ambos riram juntos ao lembrarem do episódio. –Mas no fim foi muito divertido, então eu também te agradeço pelo “convite”.

Ela fez sinal de aspas com as mãos, fazendo ele rir novamente. Estamos falando de Okita Sougo afinal de contas, ele sempre consegue o que quer. E nesse momento, sozinho com ela nesse elevador, ele a quer demais.

Mudando seu olhar, ele aproximou-se da garota, que recuou em nervosismo ao não conseguir decifrar o modo como ele a fitava. Sem saída, ela bateu de costas na porta de entrada do elevador, levando ambas as mãos ao peitoral na falha tentativa de acalmar seus batimentos.

–O que v-você está fazendo? Está invadindo meu espaço particular, seu idiota.

Ela tentou ao máximo não parecer ridícula falando, em vão.

–Você está tão linda.

Kagura corou; e muito. Não estava acostumada com elogios assim, ainda mais dele. Sentiu suas pernas tremerem.

–Durante toda a festa, eu só consegui pensar em como você foi a mulher mais bonita daquele lugar. Naquela pista de dança, quando eu a vi dançar tão inocentemente sensual, eu senti tanta vontade de te tirar dali e continuarmos o que fizemos da última vez que eu estive em sua casa.

A ruiva gelou.

Para seu horror –ou não, ele abaixou o rosto em direção ao seus lábios, fazendo a ruiva virar o rosto para evita-lo. Tudo menos isso agora, ou não iria se controlar. Tentando resgatar o mínimo de dignidade que havia em si, ela murmurou:

–P-Pensei que você não se lembrava do que aconteceu naquela vez...

O escutou rir, sentindo um arrepio porque o ar que ele soltara bateu em seu pescoço. Se aproximando da orelha da mesma, Sougo sussurrou:

Menti.

–E por que... só agora...? –perguntou num fio de voz, tremendo ao sentir as mãos dele em sua cintura. O quarto andar nunca pareceu tão longe.

De forma ousada e determinada, ele respondeu:

–Porque eu não aguento mais ficar perto de você e fingir que não quero que você seja minha.

Sem mais uma palavra, ele depositou uma mordida em seu pescoço, beijando-o em seguida, o marcando com sua saliva e chupões. Involuntariamente, o corpo de Kagura ergueu o rosto para dá-lo mais visibilidade, levando sua mão direita aos lábios para conter um gemido.

Porque ele fazia as coisas serem mais difíceis? Droga, como iria afastá-lo quando seu corpo só implorava para beijá-lo agora? Os olhos azuis, que antes estavam tremendo em recuo, agora brilhavam em desejo, querendo mais. A outra mão que não cobria os lábios subiu para apertar as madeixas cor de areia.

Sougo afastou seus rostos, a encarando com a respiração baixa, o rosto corado e as pernas trêmulas. Como a queria com cada uma de suas células hoje, amanhã e todos os dias. A queria em seus braços até o dia em que o mundo acabar.

Quando ele levou o polegar esquerdo em direção aos lábios da ruiva, a viu fecha os olhos em redenção. Era a permissão que precisava. Lentamente, fechou os olhos enquanto aproximou seus lábios em um tímido beijo.

Bem, ele tentou.

Assim que o BIP do elevador indicou o quarto andar, Kagura voltou a si. Usou a vantagem de estar escorada na porta e deu um violento passo para trás, o encarando com o rosto avermelhado. Sougo permaneceu imóvel dentro do elevador, sorrindo de canto.

Enquanto as portas se fecharam, conseguiu escutá-lo dizer:

–Continuaremos essa conversa em breve.

           


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse capítulo!

Infelizmente a fanfic já está indo para a reta final, eu devo fazer mais uns cinco capítulos no máximo D:


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