História Back For The Castle - Versão Semi - Capítulo 30


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Categorias Demi Lovato, Selena Gomez
Personagens Demi Lovato, Selena Gomez
Tags Castelo, Demi Lovato, Princesa, Rainha, Save The Princess, Selena Gomez
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Palavras 2.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Refletér


Musica: Fall in line - Cristina Aguilera feat. Demi Lovato.

-

Selena P.O.V

-

- E eu amo os seus dedos.

- Antigamente você me dizia coisas mais bonitinhas. - resmunguei me levantando. - Vai, abra a porta para o seu pai.

- Não. - Demetria murmurou se levantando e ajeitou a saia do vestido. - Ele vai querer nos afastar. - sussurrou me prendendo pela cintura. - Não quero ficar longe de você, ma vie.

- Afastar? - questionei confusa.

- Sim, é uma tradição familiar ridícula. - Me encarou. - Eles vão nos colocar em quartos separados, um do lado do outro por dois dias antes do casamento.

- O quê?

- Não vamos nos ver... Minha familia é louca, amor - sussurrou me abraçando e eu me aninhei em seus braços. - Se ficarmos aqui ninguém vai nos afastar.

- É uma tradição familiar, uh? - perguntei com a sobrancelha erguida.

- Sim...

- Então nós vamos fazer isso. - Me soltei de Demetria que tentou de forma falha me agarrar de novo e corri para a porta a abrindo.

- Não, Luna. - caminhou rápido até mim, mas já era tarde, a porta já estava aberta.

O pai de Demetria sorriu e me abraçou enquanto outras pessoas entravam na sala do trono. - Olá, Cher. - disse quando nós soltamos e caminhou para onde a rainha estava. - Então quer dizer que você está querendo fugir das tradições familiares?

- Eu não disse isso, papa. - Demi murmurou com o rosto avermelhado e eu aproveitei para admirar o seu busto bem desenhado pelo vestido.

- Ah, ela disse sim. - sussurrei para o mais velho e Demetria me olhou séria, seu peito subia e descia rápido enquanto suas mãos se entrelaçavam atrás do seu corpo e a sua pose de sempre se manteve.

Bom... Eu sabia disso porque ainda estava encarando aquela região.

- Espera... - Arregalei os meus olhos. - Dois dias?

Dois dias sem sexo?

- Não. - falei alto chamando a atenção das pessoas.

- Tarde demais. - Uma mulher me segurou pela cintura. Olhei para trás para ver quem era e dei de cara com Taylor.

De onde ela tirou tanta força para me arrastar para fora da sala do torno?

- Isso é cárcere privado. - reclamei quando ela soltou a minha cintura e me puxou pela mão.

- Eu passei por isso. - sorriu. - E vocês vão passar também.

Caminhamos a passos largos por um corredor escuro, corredor esse que eu nunca dei muita importância. E agora, olhando bem para ele, eu tenho quase certeza de que nunca o vi.

- Para onde está me levando?

- Para a Torre. - Respondeu repousando uma das mãos em minhas costas, dobramos para a direita e uma escadaria surgiu a nossa frente. - Suba.

- Tradição estranha essa de vocês, viu. - resmunguei subindo os primeiros degraus. - No meu tempo as pessoas vão para uma boate e ficam bêbadas enquanto vêem peitos.

- É um momento de reflexão para o casal, Selena. Nada de peitos. - murmurou logo atrás de mim.  - Vocês podem usar esse tempo para pensar se esse casamento é o que querem, se realmente pretendem passar o resto da vida juntas.

- Mas eu não tenho dúvidas do que quero. - falei parando em um dos degraus e olhei para Taylor que parou também. - Eu amo a Demetria.

- Disso eu não tenho dúvidas. - sorriu e eu voltei a subir. - Talvez isso ajude na vida sexual de vocês também.

- Nossa vida sexual está ótima. - dei de ombros. - essa escada não tem fim?

Taylor riu baixinho. - Vocês já estão juntas a mais de sete anos, Selena. Tenho certeza que...

- Nós transamos todos os dias, Taylor. - sorri maliciosa. - Em todos os lugares. - completei assim que pisei no último degrau e avistei duas portas.

- Todos os dias? - Me encarou com espanto.

- Claro. Você não?

Meu sorriso provavelmente estava batendo nas orelhas agora, mas ele se desmanchou quando eu vi o rosto triste da loira.

- Tem algo errado? - perguntei e ela passou por mim abrindo a porta do lado direito para que eu entrasse.

O quarto não era luxuoso como o que eu dividia com Demetria, na verdade ele era simples até demais.

Não que isso me incomodasse, mas eu tenho certeza de que Demetria se incomodaria.

Ele era pequeno, tinha um baú no canto esquerdo, uma cama de solteiro no meio, uma janela logo acima da cama e um conjunto de mesa e cadeira próximo a porta.

Sobre a mesa tinha uma jarra de água, um cálice, algumas frutas e bem no cantinho uma navalha.

Nara!

Velha safada.

- Eu não sinto prazer, sabe? - Taylor disse interrompendo a minha varredura minuciosa pelo local. - Como vocês...

- Como nós sentimos prazer? - questionei e o seu rosto tomou uma coloração avermelhada. - Não precisa ficar assim. - murmurei caminhando até a cama, me sentei e a loira fez o mesmo.

- Eu costumo sentir muita dor...

- E você já disse ao seu marido que sente dor?

- Não. - A loira torceu a boca. - Tenho medo do que ele pode pensar.

- Você nunca teve um orgasmo?

- O que é isso? - questionou confusa.

- Você está falando sério? - perguntei incrédula e ela balançou a cabeça devagar sinalizando um sim. - Olhe para mim. - pedi e ela me encarou. - Você vai sair desse quarto e pedir para alguém te ensinar o caminho do bordel, e pelo amor de Deus, não transe com ninguém, apenas assista.

- E por que você não me ensina? - questionou com o cenho franzido fitando o meu rosto.

Quê?

- Primeiramente, você falar isso é muito errado. - ergui um dos dedos. - Segundamente, eu só faço isso com a minha princesa e essa sua proposta é ridícula.

- Você não sente vontade de...

- Não. - pontuei. - Demetria é tudo o que eu preciso e muito mais.

Taylor me olhou por alguns longos segundos e se levantou. - Eu vou ver como a minha filha está.

- Siga o meu conselho. E cuide da minha Violet também. - gritei a vendo atravessar a porta e tranca-la logo em seguida.

Um silêncio incômodo se fez e eu ouvi pequenas batidas na parede.

- Eu amo você, Cher.

Ouvi a voz de Demetria do outro lado e sorri, apenas por ela estar ali.

- Eu também amo você. - sentei no chão me encostando na parede.

Eu sei, meu amor.

- Não pense demais, Demetria. - pedi olhando o céu pela janela.

Por que?

- Porque eu não quero que desista de mim.

Eu nunca faria isso... - sua voz estava abafada.

Mais uma vez um silencio se instalou e eu vi o botão de uma rosa vermelha surgir no meio do quarto, bem na frente dos meus olhos. Prendi o ar nos meu pulmões e me encostei ainda mais contra a parede.

- Amor. - Chamei assustada.

Sou eu, amor. - riu baixinho do outro lado e eu senti uma vontade enorme de atravessar a parede para soca-la. - Não fique com medo, eu só não quero que se sinta só.

A Demetria bruxa resolveu dar as caras?

A rosa estava flutuando no meio do quarto, e brilhava como se me chamasse para pega-la.

Me levantei cautelosa e caminhei até ela a passos curtos. Estendi a mão para toca-la e quando a ponta dos meus dedos a alcançou ela desabrochou, sua forma se desfez em luz e eu fechei os meu olhos com força, tentando barrar a lumisidade.

Play na música

- Eu amo você, Luna.

Demetria disse alto do outro lado e eu abri meus olhos.

Eu não deveria te-los aberto, porque a silhueta que se formou a minha frente me causava dor.

Minha mão estava apoiada na bochecha da minha mãe, Margery Gomez, a mulher me encarava com um olhar triste, e ali, naquele momento eu quis pular pela janela do quarto e fugir.

Respirei fundo tentando acalmar o meu coração que estava disparado, mas isso não impediu que a primeira lágrima caísse, e depois dela várias outras cairam também.

- Não. - Gritei a empurrando para longe de mim e corri para a cama tentando alcançar a janela mas ela se fechou. - Não, eu não quero.

- Me desculpe. - A mais velha sussurrou segurando o meu ombro.

- Você não é real. - Gritei.

- A sua mãe está sonhando nesse momento, isso significa que sim, é real. - Demetria explicou.

- Eu estou no sonho dela? - questionei empurrando a mão dá mulher para longe.

Quase isso.

- Então me faça ver você, amor. - bufei. - Não esse monstro.

- Eu acho que ja está mais do que na hora de você enfrentar os seus demônios. - murmurou. - Faça isso por mim.

- Cher.

Eu amo você, ma reina.

Que porra de amor é esse?

Respirei fundo, olhei para cima tentando barrar as lágrimas e me virei para encarar a dona dos meus pesadelos, minha pele estava arrepiada e eu só queria chorar. Margery se aproximou ainda mais e ergueu a mão direita que ostentava as unhas bem feitas e cobertas por um esmalte vermelho, tocou o meu rosto e eu fechei os olhos mais uma vez tentando conter a mágoa que se alastrou no meu peito.

Era a mesma mão que me bateu por anos da minha vida.

As mesmas unhas que tantas vezes machucaram a minha pele.

Senti o meu corpo ser abraçado e um soluço alto cortou a tensão do quarto. Abri os olhos em alerta sem entender o que estava acontecendo e minha mãe estava com os olhos fechados e o rosto avermelhado.

Por que ela estava me abraçando?

- Eu sinto muito por tudo o que fiz! - sussurrou e eu senti o meu ombro ser molhado pelas suas lágrimas. - Me desculpe.

- Agora é fácil dizer isso, não é? - engoli em seco tentando afasta-la de mim. - Não finja que se arrependeu.

- Selena.

- Você me espancou a vida inteira. Mas me diga, o que eu te fiz de errado? - questionei. - Acha que eu escolhi ser assim? Acha que eu escolhi perder o meu pai? Acha que escolhi ser sua decepção? - lágrimas grossas rolavam pelas minha bochechas e foi como se um nó tivesse sido desfeito no meu peito. - Eu amava você.

- Eu me arrependi, Selena. - seus olhos estavam vermelhos e mais uma vez ela caminhou para perto de mim. - Quando eu te procurei você não estava mais lá, você sumiu de Paris. - seus dedos deslizaram mais uma vez pelo meu rosto. - Você simplesmente sumiu.

- Eu estou melhor aqui, muito melhor.

- Mas eu não. - Sussurrou. - Eu sinto a sua falta.

- Não diga que sente a minha falta. - respirei fundo. - Não diga que sente a minha falta quando tudo o que você me fez foi o mal.

- Eu errei, Selena.

- Me bata, faça como da vez em que descobriu que eu namorava uma mulher. Não é isso o que você quer? Um motivo para despejar toda a raiva da sua vida de merda em mim...

Dei um passo a frente e ela permaneceu onde estava.

- Faça. - Gritei.

A mulher estava chorando, e só então eu notei as rugas no seu rosto, os olhos cansados, o cabelo grisalho e as roupas que ela vestia. Eu nem sei a quanto tempo eu não a via, mas essa não era ela, pelo menos não mais, a minha mãe era vaidosa e bem cuidada, essa mulher não.

- Não. - balançou a cabeça repetidas vezes. - Eu não vou fazer isso.

- Faça. Me dê motivos para te odiar. - suspirei alto, o meu peito doia e mais do que nunca eu queria sair do Castelo e correr para bem longe. - Me faça sentir dor, me faça deixar de amar você.

Mais uma vez eu fui abraçada.

- Eu amo você, Cariño. - Sussurrou. - Me desculpe.

Não respondi, apenas a abracei também, e chorei por incontáveis minutos. Seu abraço tinha uma nota de boas lembranças, lembranças que ocorreram antes da tragédia com o meu pai e daquelas lembranças eu sentia falta.

- Me perdoe pelo o que fiz.. Sei que nada que eu falar vai mudar o que aconteceu. Mas eu preciso do seu perdão. - soluçou acariciando o meu ombro. - Eu não fui uma boa mãe, Selena, eu sei disso, e a culpa não era sua, você não teve culpa de nada. - Sussurrou.

- Você não tem noção de quanto tempo faz que eu espero por essas palavras. - murmurei ainda agarrada ao seu corpo. - Eu perdoo você, mãe. Eu sempre perdoei você.

Mais uma vez uma luz forte tomou conta do quarto e quando ela finalmente se apagou eu estava abraçada a Dinah.

- O que você está fazendo, Demetria? - Gritei para que ela me ouvisse.

Esse é o seu momento de reflexão. Me diga se no final disso tudo você ainda vai querer continuar aqui.

Dinah me olhou com lágrimas nos olho e sorriu, um sorriso largo e verdadeiro. - Oi, deusa dos vibradores.



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