História Back to Avonlea - Shirbert - Capítulo 4


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Categorias Anne with an "E" (Anne)
Personagens Anne Shirley Cuthbert, Gilbert Blythe
Tags Anne Shirley-cuthbert, Anne With An E, Awae, Gilbert Blythe, Shirbert
Visualizações 290
Palavras 1.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


voltei!
como vocês estão?
lembrando que críticas e sugestões são bem vindas :)
aproveitem.

Capítulo 4 - Three


Gilbert


Acordei bem disposto na manhã seguinte, o motivo? Anne. Sempre ela.

Me arrumei enquanto cantarolava alguma música que não faço ideia de onde havia escutado. Terminei de abotoar meu colete e caminhei até a cadeira, peguei minha boina e arrumei meu cabelo. Segui para a cozinha, encontrando Bash tomando café.

"Bom dia, Romeu" me provocou, contente.
"Bom dia, Sebastian" sorri "Tenho que ir, estou atrasado, até mais" me despedi pegando uma maçã e saindo de casa.

Comia a maçã enquanto observava as coisas ao meu redor; hoje tudo parecia diferente, mais feliz. As árvores pareciam dançar com o vento, os rios 'corriam' como crianças agitadas e alegres numa tarde de verão, os pássaros cantavam belas e contagiantes melodias - pareciam apaixonados -, o sol iluminava tudo com tremenda felicidade.

Fazia tempo que eu não olhava tanto ao redor, simplesmente apreciando a natureza; as coisas incrivelmente simples e bonitas.

•••••


Assim que me aproximei do colégio já era possível ver os alunos correndo e brincando.


Caminhei até a porta, respirei fundo antes de abrir. Estava feliz, porém nervoso; Anne Shirley-Cuthbert é imprevisível, não dá para saber como ela vai me tratar na frente dos outros - graças ao 'código das garotas'. Sabia que era recíproco, que ela gostava de mim, mas sempre negou, por Ruby.


Confesso que no começo pensava que eu só queria chamar sua atenção pelo meu ego que havia sido machucado - todas as garotas de Avonlea imploravam minha atenção (mesmo que eu odiasse isso) e do nada surge uma garota nova dedicada a me ignorar - mas não, eu realmente estava interessado nela, e isso tudo não passou de uma desculpa que inventei subconscientemente.


Entrei na sala e me dirigi ao meu lugar, e então olhei em volta. Anne conversava com um garoto. Quem é esse? Ele era loiro e aparentemente alto. Ela parecia feliz, eles conversaram animadamente e Diana apenas concordava com a cabeça enquanto sorria. Não acho que ela esteja tentando fazer ciúmes em mim - se tentou, obviamente, não conseguiu -, afinal, ela nem percebeu que eu tinha chegado, estava muito ocupada conversando com o seu novo amigo.


Srta. Stacy entrou na sala, fazendo todos se sentarem em seus devidos lugares. O loiro se sentava ao lado de Moody, duas carteiras à minha frente.


Hoje iríamos estudar sobre eletricidade, incrível, não? Inventaram energia, não precisaríamos mais de velas ou lampiões. Extraordinário, simplesmente extraordinário. Daqui a pouco irão criar máquinas capazes de voar ou substituir os cavalos.


Srta. Stacy diz que essas novas invenções só existem graças ao que ela chama de 'revolucionários', pessoas à frente de seu tempo, cansadas do cotidiano, pessoas inteligentes e criativas, capazes de criar coisas incríveis.


Passei boa parte da aula encarando Anne e pensando em como ela poderia ser uma dessas pessoas, como poderia mudar o mundo; chegava a ser engraçado como a ruiva ficava procurando desesperadamente quem estava a olhando e quando percebia que ela eu simplesmente revirava os olhos e ficava um pouco corada, me fazendo sorrir. Acho que ela era capaz de sentir meu olhar em seu pescoço.

•••••

Na hora da saída a turma inteira - com exceção da professora - se juntou no final da sala, formando um círculo. Iríamos brincar de 'jogo da garrafa' e, não, não faço a mínima ideia do que se trata, mas estou aqui mesmo assim.

"Vou explicar o jogo, para quem não sabe" Josie Pye olhou para mim enquanto dizia, com um sorrisinho "Alguém gira a garrafa, ela aponta para uma pessoa, quem girou terá que beijar a pessoa que a garrafa apontou, entendeu?" fiz um movimento mínimo com a cabeça, indicando que tinha entendido "Ótimo, vamos começar"

Moody girou a garrafa, que acabou apontando para Ruby. A garota me olhou e então se levantou, junto a Moody, eles deram um selinho e alguns alunos começaram a fazer barulho, realmente se divertindo. Depois dele seria a vez da pessoa que estava a sua direita, Anne.

"Vamos lá, órfã, gire" Billy implicou fazendo Josie dar risada. Anne girou e caiu em, ah, ótimo, Billy. "Eu não vou beijar essa órfã" declarou assim que a garrafa parou de girar. antes que eu pudesse responder que ocuparia o lugar dele com o maior prazer um garoto, o loiro de hoje cedo, se levantou e disse:
"Eu beijo" sorriu fraco para Anne, que correspondeu.

Ambos se levantaram e ficaram cara à cara, eu realmente preciso ver isso?

Billy começou a puxar um coro de "se beijem, esquisitões" junto com seus colegas babacas. Anne e o menino - que eu acabei de descobrir que se chamava Cole - estavam visivelmente desconfortáveis; olhavam em volta, provavelmente imaginando uma maneira de escapar daquele local extremamente tóxico.

Ela parou de olhar ao redor e cutucou o braço de Cole, que a encarou, Anne lhe deu um beijinho na bochecha e eles começaram a rir junto a Diana, Ruby, Jane e os seus demais amigos, Josie Pye e Billy fecharam a cara na mesma hora.

Cada um voltou para o seu lugar, e o jogo foi passando. Diana teve que beijar Fred - que era afim dela faz mais de quatro anos -, Jane beijou Arthur - e juro que vi Billy lançando um olhar raivoso para o garoto que beijara sua irmã mais nova; o Andrews mais velho pode até ser um idiota mas ele tem seu jeito de proteger a irmã - , Miqueias beijou Eleanor e assim foi até que uma voz me tirou dos meus devaneios.

"Gilbert, sua vez" olhei ao para cada um da roda, respirei fundo e girei a garrafa.

Um giro. A garrafa girava rapidamente.
Dois giros. Era rápida mas seu ritmo diminuiu.
Três giros. Rápida mas não tanto.
Quatro giros. Ela já havia perdido quase todo o impulso, é, talvez eu tenha girado forte demais.

A garrafa parou de girar, a encarei por uns dez segundos, respirei fundo, estava apreensivo, vai que tinha parado em Josie Pye ou algo do tipo? Olhei a garrafa e fui olhando para a direção que apontava: botas marrons, vestido branco, manga comprida, cabelo ruivo... Cabelo ruivo? Levantei a cabeça e a encarei, tinha parado em Anne.


Notas Finais


espero que tenham gostado, xoxo.


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