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História Behavior Analysis Unit - Dramione - Capítulo 8


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Notas do Autor


Hello Babies... 😍

Estou de volta mais cedo do que o esperado porque eu preciso apresentar o primeiro caso para vocês...

A equipe está a todo vapor agora...😉

~ I solemnly swear I am up to no good. ⚡

Capítulo 8 - Extreme Agressor


EXTREME AGRESSOR

 

Domingo, 03 de maio de 2008.

Ministério da Magia - Sala de Inteligência

    

Assim que Hermione recebeu a mensagem de Harry eles voltaram correndo para casa de Draco para poderem usar a rede de flu que já tinha sido ligada a lareira da Unidade de Análise Comportamental. Quando Draco e Hermione entraram na Sala de Inteligência do Departamento de Mistérios, todos os outros já estavam aguardando os dois. Hermione entrou e se sentou ao lado de Gina e Luna, enquanto Draco foi direto para sala de reunião onde Potter estava esperando por ele para passar o caso. Não passou despercebido para todos os outros como os dois entraram de mãos dadas, mas mesmo assim cada um voltou para o que estavam fazendo antes dela chegar. A ruiva a empurrou com o ombro e ergueu a sobrancelha em uma pergunta silenciosa, ela revirou os olhos, mas não deixou de sorrir. Ela deixou os olhos percorrer a sala e viu que Blásio Zabini e Luna estavam bem próximos, ele tinha o braço apoiado no sofá atrás dela e eles conversavam baixinho entre si e Dean estava explicando a Pansy as funções do novo celular que ela tinha comprado. Do outro lado da sala Theo e Ron estavam jogando xadrez de bruxo. Ela sorriu pra si mesma, feliz que mesmo em tão pouco tempo eles realmente já eram uma equipe. 

Ela então parou seus olhos no loiro que estava na sala de vidro conversando com Harry. Ele estava em pé, sua postura imponente e apesar de estar ouvindo atentamente ao que o Auror Chefe estava dizendo, ele estava concentrado nos papéis que com certeza pertenciam ao caso que eles trabalhariam. Sua mente vagou para o beijo deles na beira do lago, com o sol se pondo atrás deles. Era um belo cenário para um primeiro beijo. Ela foi puxada de seus devaneios quando Harry saiu da sala e Draco chamou a equipe para sala de reunião para que eles pudessem recomeçar. 

Hermione foi a primeira a se levantar e andou em direção ao líder da equipe. Draco adotou uma postura totalmente profissional, diferente da atitude brincalhona de algumas horas atrás. Devia ser a que ele usava diante do Wizengamot como Promotor. Seu olhar estava focado em Theo que vinha caminhando logo atrás de Hermione e não perdeu a oportunidade de dar uma conferida na morena. 

- Nott! – Disse Draco em seu tom de voz dominante, fazendo com que Theo levantasse os olhos para o loiro que estava com cara de poucos amigos. – Perdeu alguma coisa? – Perguntou Draco e como Theo conhecia o amigo como a palma da mão, sabia que Draco se posicionaria protetor em relação à Hermione se o fato deles chegarem de mãos dadas significava alguma coisa e por mais que ele não tivesse nenhuma intenção em relação à morena era difícil se controlar quando aquela bunda e aquele par de belas pernas passeavam tão deliberadamente na sua frente. 

- Não, Malfoy! – Respondeu Theo defensivamente. Ele adorava provocar o amigo, mas talvez agora não fosse a melhor hora. 

- Sentem-se, por favor. – Draco pediu antes de agitar sua varinha e a foto de quatro mulheres aparecerem fixada no quadro que estava atrás dele. – No mundo trouxa, as pessoas estão chamando de: O estrangulador de ballycastle, quatro vítimas em quatro meses. – Draco falou. – Todas as quatro são trouxas. – Informou Draco. – Os Aurores conseguiram que um médico forense do St’ Mungus tivesse acesso aos corpos e não foi detectada nenhuma assinatura mágica. – Disse ele aos parceiros de equipe. – Ele as mantém vivas por sete dias. – Disse, repassando as informações. – O assassino é uma pessoa excêntrica e usou um cinto para asfixiar. – Finalizou Draco. 

- Isso permite a ele o controle e a velocidade do sufocamento. – Disse Hermione olhando os laudos das autópsias e fazendo suas anotações. 

- Para prolongar? – Questionou Blaise. 

- Para curtir. – Respondeu Theo. – E o que mais eles têm? – Ele perguntou ao loiro. 

- Provas concretas inexistentes, nenhuma pista que sirva e outra garota desaparecida. – Falou Draco e uma nova foto apareceu no quadro. – Essa é Sophie Lynch, 23 anos, nascida-trouxa, artilheira dos Bats de Ballycastle. – Disse o líder. – Ela teve um treino com a equipe na sexta-feira, após o treino ela se despediu dizendo que estava indo pra casa, mas nunca chegou. – Draco disse. – O irmão achou que ela estava com o namorado, mas hoje, no final do dia ele recebeu uma coruja com uma nota. – Draco informou, em seguida a nota apareceu no quadro ao lado da foto: PEGUE-ME ANTES QUE EU MATE MAIS ALGUÉM, NÃO CONSIGO ME CONTROLAR. 

    - Se ele fica com a vítima por menos de sete dias, temos no máximo três dias para achá-la. – Disse Gina.

- Então é melhor começarmos logo. – Declarou Hermione.

- Dra. Granger está certa. – Concordou Draco. – Por favor, arrumem uma mala porque vamos nos encontrar em duas horas no escritório internacional de portos. – Draco disse a equipe. – A chave de portal nos levará para o escritório do correspondente do Ministério na Irlanda do Norte. – Ele falou e todos começaram a pegar suas anotações para se dirigir à lareira. 

Hermione ficou por último com Draco. Ela se aproximou dele e o loiro não perdeu a oportunidade de puxar ela pra ele. Draco deu um aperto firme em sua pequena cintura e deu um beijo no pescoço dela.

- Vamos ajudar Sophie, pegar esse cara e depois a gente vai poder se curtir um pouco. – Hermione disse e ficou na ponta dos pés para dar um beijo rápido em seus lábios, mas assim que suas bocas se encontraram ele levou a mão à parte detrás da sua cabeça e mudou completamente a natureza do beijo. Quando finalmente se separaram, os dois respiravam com dificuldade, os lábios inchados e sorrisos idênticos no rosto.

- Eu gosto desse seu plano Granger. – Ele falou antes de se separar dela, para que Hermione pudesse entrar na lareira e seguisse para a casa de Harry. 

Ela e Gina chegaram em casa e cada uma foi para um lado organizar as coisas e em menos de duas horas elas já estavam voltando para o Ministério para esperarem a chave de portal.

 

Segunda-feira, 04 de maio de 2008.

Irlanda do Norte.

 

Toda a equipe já tinha sido instalada em uma sala de reuniões ampla no escritório do Ministério na Irlanda do Norte e passaram a noite estudando as vítimas anteriores para que pudessem começar a traçar o perfil do assassino.

- A primeira vítima dele tinha 26 anos. – Comentou Hermione. – Melissa Kirsh. – Ela disse o nome da jovem. – Facadas, estrangulamento... – Disse Hermione enquanto lia os laudos de todas as quatro primeiras vítimas.

- Espera aí, volta, volta... – Cortou Blásio. – Ele a esfaqueou e depois estrangulou para matar? – Questionou o italiano.

- Foi ao contrário. – Respondeu Theo que estava ao lado de Hermione. – Porque você acha que ele usou o cinto no segundo assassinato? – Perguntou ele à morena.

- Estrangular com as próprias mãos não é tão fácil quanto as pessoas acreditam. – Disse Hermione. – Ele tentou, mas provavelmente percebeu que demoraria muito. – Ela falou e olhou para ele que acenou concordando.

- Então esfaqueou e descobriu que teria que ficar horas limpando o sangue. – Disse Draco completando o raciocínio de Hermione.

- Na segunda vez, nosso garoto tinha um método: “O cinto” – Falou Blás. 

- Ele estava aprendendo, aperfeiçoando seu cenário, tornando-se um assassino melhor. – Disse Nott olhando as imagens dos corpos.

- O local onde os corpos foram encontrados não é o mesmo local do assassinato, ele está determinado a viajar com o corpo. – Acrescentou Ronald.

- Se não tem assinatura mágica e ele usou métodos trouxa para matar ele provavelmente não aparatou também. – Refletiu Blás. – Provavelmente ele dirige um veículo grande, como uma caminhonete. – Comentou o moreno, olhando para os companheiros de equipe.

- As estatísticas de 2008 informam que 1 em 7,4 motoristas na Irlanda possui uma caminhonete. – Informou Hermione.

- Que tal um Jeep? – Perguntou Ronald.

- Jeep são mais masculinos. – Disse Hermione.

- E ele precisa reafirmar sua masculinidade. – Afirmou Nott.

- Quando o Esquadrão de Execução da Lei da Magia se envolveu neste caso? – Perguntou Draco ao correspondente do Ministério que estava na sala com eles.

- O quarto corpo foi desovado em uma área mágica, onde os trouxas não tem acesso, somente a polícia mágica. – Respondeu o correspondente. – Nós entregamos para as autoridades trouxas, mas os Aurores começaram a investigar o caso.

- Foi de propósito. – Falou Draco.

- Se foi, o conhecimento dele da área mágica sugere que ou ele é um bruxo ou tem parentes bruxos. – Disse Ronald

- Vocês querem ver a nossa lista de suspeitos? – Perguntou outro Auror que trabalhava no escritório da Irlanda.

- Não vamos ver a lista de suspeitos até traçarmos um perfil, para manter uma perspectiva imparcial – Respondeu Draco.

- Quando vamos sentar com a sua equipe de Hit Wizards que trabalham aqui na Irlanda? – Perguntou Nott ao Auror responsável por liderar a equipe da Irlanda.

- As quatro horas. – Respondeu o Auror. 

- Perfil detalhado até às quatro horas? – Perguntou Blás sarcasticamente.

- Não é um problema. – Disse Draco finalizando o assunto. – Vamos começar pelo local onde o último corpo foi abandonado. – Ele falou para a equipe. – Zabini, Nott e Weasley. – Apontou Draco e os três homens seguiram para o local. – Parkinson, contenção de informação. – Ele disse para a jornalista. – Não quero nada saindo na mídia bruxa até que tenhamos o perfil completo. – Ele falou, então se dirigiu às outras três mulheres. – Potter e Lovegood, continuem trabalhando na vitimologia e Dra. Granger e eu vamos para casa da vítima encontrar o irmão. – Draco falou antes que todos se voltassem para suas obrigações.

 

Segunda-feira, 04 de maio de 2008.

Irlanda do Norte. – Local onde foi encontrado o último corpo.

 

- Anne Cushing, de 22 anos, foi encontrada aqui. – Disse Blásio, olhando dos arquivos para o local. Era um local isolado e pouco frequentado. – Unhas cortadas até o sabugo. – Ele disse, olhando as fotos. – Ele quer que elas resistam… – Ele falou e olhou para os outros dois homens.

- Mas não o suficiente para machucá-lo e ele deixou o cinto ao redor do pescoço. – Completou Theo apontando para foto do arquivo. – Ele deve ter uns vinte poucos anos. – Afirmou Theo.

- Diz isso baseado em que? – Perguntou Ronald

- Arrogância juvenil – Informou Theo.

- Ele vestiu o corpo antes de desovar. – Disse Ronald

- É um sinal de remorso. – Falou Blás.

- Não é consistente. – Falou Theo. – Olhe onde estamos – Disse  o analista, gesticulando e apontando o local à sua volta. – Sua opinião sobre mulheres é bem clara... Não acha? – Ele perguntou para os outros dois.

- Para ele, elas são descartáveis. – Respondeu Ronald a Theo

- Porque perder tempo demonstrando remorso, vestindo-a, para depois jogá-la aqui? – Questionou Theo fazendo Ron e Blás refletirem.

 

Segunda-feira, 04 de maio de 2008.

Irlanda do Norte. – Casa de Sophie Lynch.

 

Assim que chegaram à casa que Sophie Lynch morava com seu irmão gêmeo, Aidan Lynch, que era atual apanhador da Seleção Irlandesa de Quadribol, Draco e Hermione foram recebidos por um golden retriever que pulou no colo de Hermione e começou a lamber o rosto dela. Hermione se abaixou para fazer carinho na cadela que parecia estar ansiosa.

- Desculpe. – Disse um loiro alto se aproximando e puxando a cadela de cima da Hermione. 

- Não precisa se desculpar, está tudo bem. – Disse Hermione se levantando. 

- Não se preocupe, é o efeito Granger, acontece com crianças também. – Disse Draco brincando. – Prazer, eu sou o Agente Malfoy e essa é a Dra. Granger. – Se apresentou Draco.

- Granger? Hermione Granger? – Perguntou Aidan estendendo o braço para cumprimentar os dois Agentes e olhando Hermione de cima a baixo. O que fez Draco se contorcer e pigarrear, mas se Aidan percebeu, ele ignorou. – Não sabia que o terço feminino do trio de ouro tinha se tornado Curandeira. – Disse ele sorrindo para Hermione.

- Na verdade, apesar de ser Curandeira eu sou chamada de Doutora por conta dos meus Phd’s. – Se explicou Hermione se sentindo meio desconfortável.

- Você é um desses gênios então? Claro. A bruxa mais brilhante da sua idade e tudo mais. – Disse Aidan com um sorriso de flerte.

- Eu não acredito que a inteligência possa ser corretamente quantificada. – Disse Hermione encerrando o assunto.

- Qual o nome dela? – Perguntou Draco se referindo a cadela que estava agora deitada nos seus pés. 

- Sandy. – Respondeu Aidan. – Ela é da Sophie. – Informou o homem. – As duas são muito apegadas, ela é uma ótima companhia, mas sei lá... Ultimamente ela tem se recusado a comer, parece que ela sente que tem alguma coisa errada. – Ele comentou olhando para a cadela. 

- Ela não sente, ela fareja. – Explicou academicamente Hermione. – As glândulas sudoríferas liberam secreções em resposta ao estresse emocional. – Disse Hermione, fazendo Aidan franzir a testa.

- A Sandy está preocupada, porque sabe que você está. – Explicou Draco de maneira mais funcional, sem os termos técnicos de Hermione.

- Aidan, sua irmã dirigia um datsun z? – Perguntou Hermione enquanto olhava uma pilha de revistas de automóveis na estante da sala.

- Não, mas está querendo comprar um. – Respondeu Aidan. – Nós somos nascidos-trouxa e nosso pai sempre gostou de carros antigos, ela puxou isso dele… Como você sabe? – Perguntou Aidan a Hermione que apontou o carro em várias capas das revistas. – Eu vou levá-la e vocês fiquem a vontade. – Aidan falou e se desculpou antes de sair da sala para tentar alimentar a cadela quando Hermione se virou para Draco.

- Em uma relação entre comprador e vendedor se estabelece imediatamente uma certa confiança. – Hermione refletiu. – Se quiser atrair uma jovem para o seu carro... – Disse Hermione, deixando a frase no ar.

- Ofereça a ela um test drive. – Completou Draco a pergunta silenciosa de Hermione, fazendo ela acenar com a cabeça. – Vamos voltar e informar a equipe. – Draco deu a mão a ela entrelaçando os dedos e aparataram de volta para o escritório do Ministério.

 

Segunda-feira, 04 de maio de 2008.

Irlanda do Norte – Escritório do Ministério

 

- Mas e quanto ao fato de que por um lado temos psicose paranoica, mas o protocolo da autópsia diz o quê mesmo? – Perguntou Blás.

- Resíduos de cola indicam que ele pôs várias camadas de fita adesiva sobre os olhos das vítimas. – Respondeu Hermione, já tendo decorado todo laudo do legista.

- Ele sabe que quer matá-las, mas ainda cobre seus olhos mesmo assim. – Disse Luna. – Não quer que olhem pra ele. – Falou a loira.

- Paranóico. – Afirmou Ronald.

- Tudo bem, mas então ele leva o corpo e desova ao ar livre com a arma do crime ao lado? – Questionou Theo.

- Não é o MO de um paranóico convencido que está sendo observado ou vigiado – Disse Hermione entendendo o raciocínio de Theo.

- Psicose paranoica, mas comportamento não paranóico. – Falou Blás, andando de um lado para o outro. – Pode ser esquizofrênico. – Ele sugeriu. – Talvez não tenhamos o bastante para o perfil, só para reduzir a lista de suspeitos. – Blás falou exasperado. – Agora nós temos dois dias para encontrá-la e não sabemos nada. – Ele falou se jogando no sofá mais próximo.

- Ok, chega! – Falou Draco olhando para o amigo. – Diga-lhes que estamos prontos. – Pediu Draco a Pansy.

- Estamos pronto? – Blás perguntou incrédulo. – Theo, Hermione, vocês concordam com isso? – Ele perguntou enquanto Draco saía da sala para o local onde eles passariam o perfil do assassino para os funcionários do Esquadrão de Execução da Lei da Magia que estavam lotados na Irlanda do Norte, entre eles, Aurores e Hit Wizards. 

- Sim Zabini, temos também o estudo de vitimologia de Luna e Gin. – Disse Hermione se levantando para acompanhar Draco. – Temos que trabalhar com o que temos. – Ela falou enquanto saía da sala sendo seguida pelo resto da equipe. 

Todos se posicionaram em frente ao esquadrão, cada um com suas anotações, esperançosos que poderiam contribuir para reduzir a lista de suspeitos e então pudessem apontar alguém que combinasse com o perfil traçado.

- O suspeito não identificado é branco, vinte poucos anos. – Draco começou a apresentação do perfil. – É alguém que não seria notado a princípio, ele se mistura em qualquer multidão. – Disse o loiro. – Nenhuma das mulheres apresentou ser vítima de nenhum feitiço, mas a última foi encontrada em uma área mágica o que significa que ele tem conhecimento do mundo mágico, mas não pode fazer magia… Provavelmente um aborto. – Disse o líder da equipe. – É um fato que ele tem a intenção de atacar mulheres dos dois mundos. – Ele disse para todos.

- A natureza violenta dos crimes sugere histórico criminal. – Informou Blás. – Delitos menores, talvez roubo de carro. – Pontuou Blásio.

- Nós o classificamos como assassino organizado. – Disse Theo em seguida. – Cuidadoso, psicopata ao invés de psicótico. – Esclareceu Theo.

- Ele lê ao jornal, tem boa higiene e é inteligente. – Disse Hermione. – Como é inteligente a única prova concreta a ser encontrada é a que ele quer que encontrem. – Completou a Doutora.

- Ele tem mobilidade, se ele é um aborto, ele não pode aparatar, então ele deve usar um carro em boa condição. – Disse Rony. – Nosso palpite é que seja um jeep cherookee, insufilmado. – Contribuiu Ronald.

 - Todos os assassinatos envolveram estupros, mas estupro sem penetração sexual, ele esfaqueia ao invés disso, ou seja, ele é pervertido e isso nos diz que ele é inadequado sexualmente. – Falou Gina.

 - Avaliações psiquiátricas vão mostrar um histórico de paranoia causada por trauma de infância. – Acrescentou Luna. – Morte de um dos pais ou membro da família. – Sugeriu a psicóloga. 

- Ele se sente perseguido e vigiado. – Draco voltou a falar. – Assassinato dá a ele uma sensação de poder. – Ele disse. – Assassinos organizados tem um grande fascínio pela lei... Eles se infiltram na investigação, chegam a se apresentar como testemunha para ver o quanto a polícia realmente sabe porque isso os faz se sentir poderosos, no controle e esse é o motivo por que penso, na verdade, eu sei, que a polícia trouxa já o entrevistou. – Declarou Draco.

Assim que o perfil foi apresentado, Dean começou suas buscas nos arquivos digitais da polícia trouxa, ou alguma outra informação do departamento de Aurores relacionados a pequenos infratores.

- Eu consegui identificar um suspeito, ele está no topo da lista de acordo com o perfil. – Disse Dean ao resto da equipe. – Ele tem passagem na polícia trouxa por roubo de carro, vinte cinco anos, a mãe é uma bruxa nascida-trouxa e o pai é um trouxa, mas ele não possui nenhum traço mágico, é um aborto. – Falou o analista técnico. – Ele perdeu a mãe aos treze anos em um incêndio no beco diagonal causado pelos comensais da morte um pouco antes da guerra estourar. – Informou Dean, terminando de ler as informações.

- Passe o endereço da casa, vamos até lá com uma equipe de Hit Wizards. – Falou Draco.

 

Segunda-feira, 04 de maio de 2008.

Irlanda do Norte – Casa do Suspeito 

 

Ginevra Potter caminhou até uma casa simples em um bairro residencial de classe média baixa na Londres trouxa, bateu na porta e aguardou, quando uma senhora idosa atendeu a porta.

- Desculpa o incômodo, mas meu carro deu um problema e eu gostaria de saber se tem alguém que poderia me ajudar? – Perguntou ela à senhora com um sorriso.

- Richard. – Gritou a Senhora. – Desce aqui, por favor. – Ela pediu e se virou para a ruiva. – Ele é o meu neto e entende um pouco de carros. – Explicou ela a Gina que assentiu. Quando um rapaz na faixa dos vinte poucos anos desceu a escada. Gina o acompanhou até ao suposto carro quando os Hit Wizards abordaram e imobilizaram o suspeito.

- Richard Thompson, você está preso pelo assassinato de Anne Cushing. – Declarou Gina. Enquanto os policiais bruxos faziam a apreensão, os outros membros da equipe entraram na casa para procurar provas. 

- Eu vou subir. – Avisou Theo, sendo seguido por Blásio.

- Nenhum sinal da garota aqui. – Disse Hermione depois que os Aurores revistaram a casa. – O prendemos por causa provável e podemos detê-lo como suspeito, mas não podemos mantê-lo atrás das grades. – Declarou Hermione. – Thompson está no topo da lista de suspeitos, ele é mesmo um aborto, mas isso significa que não podemos dar veritasserum para ele... Ele morreria envenenado antes mesmo de começar a falar a verdade. – Disse Hermione frustrada. 

- Eu vou entrevistá-lo, talvez eu use a legilimência, mas vamos esperar um pouco. – Ele falou para a mulher. – Thompson já esteve preso e conhece o processo, então tudo o que conseguiríamos agora é ele exigir um advogado. – Disse Draco a Hermione que soltou um suspiro. 

- Ele é inteligente, Malfoy. – Ela disse ao loiro. – Mesmo na sua incapacidade de fazer magia, ele fez questão de conhecer bem o mundo onde a mãe dele cresceu, ele fez questão de incluir a polícia bruxa quando desovou o corpo numa área mágica e mesmo como um aborto ele pode ter construído as próprias barreiras mentais. – Explicou Hermione ao loiro o fazendo acenar em concordância. Eles sabiam que talvez a legilimência não desse em nada. Ela se afastou para verificar o resto da casa com Gina e Draco chamou Ronald.

- Weasley, vamos verificar a garagem. – Draco falou sendo seguido por Ronald para fora da casa. 

- Acertamos no tipo de carro. – Disse Ronald quando entraram na garagem onde tinha um jeep cherokee estacionado. 

- E erramos no resto. – Disse Draco. – Os corpos tinham feridas de defesa e não há marca alguma em Richard. – Falou Draco. – Deixamos passar alguma coisa. – Declarou Draco, insatisfeito com o rumo que esse caso estava tomando. – Vamos subir e vê se o pessoal achou alguma coisa lá em cima. – Ele falou para o ruivo e os dois voltaram para dentro da casa. 

- Há algo errado nisso. – Falou Blás, olhando em volta do quarto. – É o quarto de um garoto não de um homem. – Ele disse pegando um aviãozinho.

- Tem um computador aqui. – Falou Theo para ninguém específico. – Chamem o Thomas. – Ele gritou escada abaixo.

- Que jogo é esse? – Perguntou Gina, apontando para um tabuleiro no canto do quarto quando entrou, sendo seguida por Hermione.

- Na China é chamado de Wei-chi, aqui nós chamamos de GO. – Ela informou. – É considerado o jogo de tabuleiro mais difícil já inventado. – Ela disse aos outros. – Mao Tse Tung exigiu que seus generais aprendessem a jogá-lo. – Contou Hermione. – Parece que ele está jogando com ele mesmo. – Ela falou. 

- Como você sabe? – Questionou a ruiva.

- Esse tabuleiro gira. – Informou Hermione, enquanto rodava o tabuleiro. – Isto deve fornecer alguma vantagem na verdade. – Ela comentou. – Go é considerado um jogo que diz muito em termos de psicologia e existe um perfil para cada jogador: O conservador, o calculista, o agressor, o elegante. – Enumerou Hermione.

- Que tipo de jogador é o Thompson? – Perguntou Theo 

- Agressor extremo. – Respondeu Hermione olhando de perto para o tabuleiro e todos se entreolharam.

- Onde está o computador? – Dean perguntou entrando no quarto.

- Está aqui. – Respondeu Blás, apontando para um notebook em uma mesinha no canto. – O que significa esse número seis no canto da página? – Perguntou quando Dean se aproximou.

- São as chances que temos de acessar. – Disse Dean, sentando na frente do computador. – Se errarmos, perdemos tudo que está aqui dentro. – Ele falou para o italiano.

- Pode haver um e-mail ou algo que nos diga onde está Sophie. – Disse Blás. – Acha que consegue entrar? – Perguntou o italiano.

- Vamos ter que entrar na mente do cara para descobrir a senha. – Respondeu Dean. – Esse programa, “Deathbolt” é impossível de hackear. – Explicou o analista técnico ao resto da equipe que estava no quarto.

- “Tente de novo. Falhe de novo. Falhe melhor.” – Disse Nott, fazendo Dean e Blás olhar para ele e depois para Hermione, buscando uma resposta de quem era essa citação.

- Samuel Beckett – Respondeu a Doutora, se referindo ao dramaturgo e escritor irlandês.

- “Não tente. Ou faça ou não faça.” – Replicou Dean para Theo, que buscou a mesma resposta em Hermione.

- Yoda. – Respondeu ela, se referindo ao personagem fictício no universo de Star Wars.

- Olha isso. – Theo falou com os outros pegando um livro de psicologia criminal aplicada. – Quero falar com ele. – Disse já descendo as escadas e se dirigindo até a cozinha onde Thompson estava sendo detido. Ele sentou na frente do homem e começou a falar. – Você tem interesse acadêmico por transtorno dissociativo de identidade ou só está planejando sua defesa? – Perguntou Theo jogando o livro na mesa enquanto Richard se fazia de desentendido e sorria. – Por que não nos diz onde Sophie Lynch está? – Theo mandou, com a voz fria.

- Sophie Lynch? – Repetiu Thompson. – Ela não é a artilheira dos Bats de Ballycastle? – Perguntou a Theo. Depois de alguns minutos encarando Thompson ele levantou.

- Tire-o daqui. – Falou Theo e chamou Draco no canto. – Ele disse: “Não é a artilheira dos Bats de Ballycastle?” – Theo ecoou as palavras que Thompson disse.

- Se ele a tivesse matado, teria dito: “Ela não era a artilheira?” – Raciocinou Draco.

- Ela ainda está viva. – Disse Theo. – Só não sabemos por quanto tempo. – Falou o analista olhando para o nada.

- Fala Theo! O que você está pensando? – Perguntou Draco observando o amigo.

- Conflitos no perfil. – Respondeu Theo, olhando de lado para Draco.

- Comportamentos diferentes... – Disse Draco.

- Duas pessoas diferentes. – Theo falou, enquanto pensava nas imagens dos corpos das vítimas, nas atitudes e no comportamento de Richard Thompson.

- Há um segundo Assassino. – Finalizou o Loiro.


Notas Finais


Essa equipe me enche de orgulho... 🥰
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Beijos e até o próximo! 💋

~ Mischief Managed


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