História Beyond The Fire - Capítulo 24


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Categorias Alexandra Daddario, Justin Bieber
Personagens Alexandra Daddario, Justin Bieber
Tags Justin Bieber
Visualizações 179
Palavras 2.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


me perdoem pela demora, estive trabalhando no final da história ):

Capítulo 24 - It's wrong.


Olivia Bravo P.O.V

 

 

Passo por entre as carteiras das outras crianças e vou na direção de Molly. O medo que sinto começa a ser aflorado e não consigo escondê-lo.

 

— Molly, querida — a chamo, tentando não assustá-la.

— Sim? — sua voz angelical invade meus ouvidos.

— Onde está seu irmão? — pergunto da forma mais calma possível. Olho ao redor, vendo as crianças distraídas em seus desenhos.

— Ele disse que ia ao banheiro, Olivia — solto pelo nariz o ar que não reparei que estava prendendo. Mesmo pilhada, noto que pela primeira vez Molly me chamara pelo nome.

— Tudo bem — passo a mão pelos cabelos da pequena. — Continue seu desenho, está bem? Eu já volto.

— Está bem — ela sorri para mim.

 

Tento não deixar tão aparente o medo que estou sentindo ao sair da sala. Não me preocupo em fechar a porta, assim, outras educadoras estarão de prova caso aconteça alguma coisa com minhas crianças. Falho na tentativa de controlar minha respiração enquanto sigo para o banheiro masculino, como se estivesse pisando nas nuvens.

 

Por favor, esteja aqui. Por favor, esteja aqui.

 

São poucas as crianças que vão no banheiro durante a aula, e isso já é um ponto positivo para mim. Minhas mãos e costas estão mais suadas do que um jogador de futebol americano que acaba de sair de uma longa partida. Não há ninguém no corredor, o que me faz entrar em maior desespero.

 

— Mason? — encosto minha testa na porta e dou algumas batidinhas com a mão, ansiando para que ele responda. — Querido, você está aí?

 

Quero afastar os pensamentos ruins que me rondam, mas simplesmente não consigo. Fecho os olhos e aperto estes, como se o ato pudesse fazer com que Mason abra a porta e sorria para mim. Repito minha ação anterior, mas dessa vez bato mais forte na porta. Quando não tenho resposta, empurro a porta e passo pela coluna azulejada. Parece que não comi nada o dia inteiro, e consto isso quando meu estômago se revira e sinto vontade de vomitar.

 

— Mason?! — digo um pouco mais alto quando encontro o banheiro vazio. — Onde você está, querido?!

 

Minha voz ecoa e ainda não tenho resposta. Vou até os banheiros individuais e empurro cada uma das portas, me certificando de que não há ninguém. Nem Mason.

 

Por favor, apareça...

 

Saio correndo do banheiro, parando no meio do corredor. Minha engrenagens parecem não funcionar e sinto que vou cair a qualquer momento. Desde que começou o tratamento, Mason não tem tido avanço com relação a Katie. Ele tem conseguido fazer os exercícios como as outras crianças e tem prestado mais atenção na aula. Mas hoje, especialmente agora, sinto que tudo o que ele conquistou até então, não servirá de nada.

 

Os pelos das minhas pernas se eriçam quando sinto o vento tocá-los. Este vento que vem do sul, onde no fim do corredor há...

Uma porta.

Um grito atravessa minha garganta mas não sai pela minha boca, fazendo-me levar as mãos até esta.

 

— Não, não, não... — murmuro para mim mesma enquanto corro na direção da porta, que está aberta.

 

Há alguns degraus do lado de fora, que dão para o jardim da parte de trás do edifício. Minha cabeça começa a latejar e minha vista já está turva, como se tudo isso tivesse sido causado pelo medo imenso que estou sentindo. Desço correndo os degraus, com minhas sapatilhas tocando a grama rala que fora colocada ali.

 

— Mason! — consigo gritar. — Mason!

 

Olho ao redor e vejo apenas árvores. Grito mais algumas vezes, esperando que o pequeno saia por entre os arbustos e corra na minha direção. Olho atentamente mais algumas vezes para as árvores. 

 

Até que posso ver alguém.

 

Alguém que não gostaria de ter visto.

 

Ele...

 

Sim, é ele.

 

Minhas pernas fraquejam quando vejo sua silhueta parada em meio as árvores, de cabeça meio baixa e seu rosto na sombra. Estreito os olhos, rezando para que eu esteja louca e esteja vendo coisas. Mas sei que não estou. E tenho certeza disso quando o vejo sorrir. Um sorriso que mostra sua fileira de dentes brancos e maquiavélicos. Pisco algumas vezes, apenas para me certificar de que não estou tendo visões.

 

Ele está usando uma roupa diferente, parece-me um macacão de mecânico ou coisa do gênero. Suas pernas estão afastadas, assim como os braços. Por estar entre as árvores, só consigo ver seu sorriso diabólico, e agora...

Seus olhos.

Estes olhos que me fitam, como se eu acabasse de cair em uma armadilha. Sei que foi ele quem pegou Mason, por isso corro até onde ele está. E tão rápido quanto aparecera, a silhueta dele desaparece. Ou melhor, ele desaparece.

 

Aquele sorriso, aquele olhar.

 

Eu nunca o tinha visto daquela forma, e temia por Mason. A única certeza que eu tinha, era que ele tinha pego Mason, e sabe-se lá Deus o que teria feito com ele.

 

— O que você quer de mim?! — grito, mas não quero saber a resposta de minha pergunta.

 

Isso não pode estar acontecendo.

 

Não, não, não.

 

Passo a mão pelos cabelos, olhando ao redor. Estou sozinha, e ao mesmo tempo sinto que ele está me observando. Ele está assistindo meu sofrimento, e sei que não vai parar até conseguir o que quer. O problema agora é que ele está com Mason, sei disso. E toda essa merda de situação não se trata mais só de mim.

 

Volto correndo, completamente dominada pelo medo. Não reparo que começo a chorar, e junto com meu choro vem os soluços.

 

O desespero.

 

— Olivia! — ouço uma voz feminina me chamar. — Olivia, o que está fazendo?! — a voz está longe e aos poucos vai se aproximando, até que sinto meu braço ser tocado.

— Ele o pegou, ele o pegou — continuo olhando em volta, na esperança de vê-lo novamente.

— Ele quem, Olivia? — estou inquieta, quase rendida. — Olhe para mim, querida.

— Mason — digo entre soluços. — Ele o pegou. — olho para frente e posso ver Eileen, que está tocando meu rosto, na tentativa de me acalmar.

— Vamos, se acalme. — abraço-a, tocando suas costas com minhas mãos trêmulas.

— Ele o pegou, ele o pegou.

 

 

 

 

Faz quase uma hora e meia que estou encostada no canto da sala, com a testa apoiada na janela. A diretora Marta está sentada em uma das cadeiras, ao lado do delegado Kevin Moran. Alguns oficiais estavam em pé, conversando com outras professoras sobre Mason. Eu já tinha dito o que sabia sobre Mason para eles, e mesmo assim eles permaneceram dentro da escola. Simplesmente não saíram para procurar o pequeno, que agora estava correndo risco nas mãos de Jack.

 

E tinha Justin.

 

Ele havia chegado fazia pouco tempo, e estava do lado de fora da sala. Eu tentei explicar tudo para ele, mesmo que em meio aos soluços e atropelando as palavras, mas parece que ele apenas ouviu a parte que eu disse “ele o pegou”. Meus olhos agora ardiam, e eu estava sem chão. Caminhei até a porta, ficar dentro daquela sala estava me sufocando. Mais do que toda aquela maldita situação.

 

Eu me sentia culpada. Por ter feito Justin e seus irmãos passarem por tudo aquilo. Por ter trago Jack para a vida deles, sendo que eles não tem nada a ver como o fato de meu “quase ex marido” ser um psicopata. A culpa estava toda em minhas costas e eu precisava fazer alguma coisa.

 

Quando fechei a porta, vi que Justin estava sentada no chão, com os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça entre os braços. Ele estava uniformizado, e seus companheiros também estavam ali, mas estes estavam de pé. Ao ouvir o barulho da porta sendo fechada, Justin levantou o olhar e me encarou.

 

Eu sinceramente preferia que ele não tivesse feito isso.

 

Aquele olhar dizia que era tudo culpa minha. Os olhos de Justin estavam inchados e tristes. E eu não podia esperar menos. Quero dizer que sinto muito, que ele não merecia nada daquilo e que eu vou dar um jeito. Mas não consigo dizer nada. Vejo seus lábios se moverem, mas ele também não diz nada. Quero me aproximar e abraçá-lo, na tentativa de trazer Mason de volta. Mas é quando ele fecha os olhos e abaixa a cabeça novamente, que me faz parar e não sair de onde estou.

 

— O que eles disseram? — a visão que tenho de Justin é tapada pelo corpo de Chaz, que está agora em minha frente.

— Eu já o descrevi para eles, agora temos que esperar eles começarem as buscas. — tenho um gosto amargo na boca, causado pelas palavras.

— É só uma questão de tempo. — franzo minha testa.

— Para que?

— Para irmos atrás de Mason. — Chaz tem um semblante curioso. — Você sabe melhor do que eu como é a polícia de cidade pequena. Nós não podemos ficar sentados sem fazer nada. E nós também sabemos que Justin não irá ficar sentado sem fazer nada.

 

Concordo com a cabeça, aflita. Antes que eu diga alguma coisa, posso ouvir passos vindos rapidamente pelo fim do corredor. Olho por cima do ombro de Chaz e vejo Molly. Ela está chorando e vem correndo na direção de Justin. Quando este nota a presença dela, automaticamente abre os braços. Ela chega mais perto e ele a puxa para um abraço.

 

Tento segurar as lágrimas, mas estas insistem em descer pelas minhas bochechas.

 

— Nós vamos encontrá-lo, está bem? — diz Justin, segurando o rosto de Molly. — Eu vou encontrá-lo, não se preocupe.

 

Entro na sala, chamando a atenção dos que estão dentro. Pego minhas coisas em cima da mesa e tento juntá-las o mais rápido possível. Coloco minha bolsa em meu ombro e pego meu celular.

 

— Onde a senhorita pensa que vai? — ouço a voz do delegado.

— Mason está correndo perigo e vocês não estão fazendo nada! — cuspo as palavras, chamando a atenção de todos.

— Senhorita, estamos fazendo o possível. — o delegado me encara, visivelmente sem paciência alguma.

— Mesmo? Então por que ainda estão dentro da sala e não saíram para procurá-lo? Jack é perigoso e os senhores sabem disso, ele raptou um dos meus alunos! — pelo canto do olho, posso ver a diretora Marta se aproximar de mim, tentando me acalmar.

— Acho que ele não é apenas um dos seus alunos... — ele se levanta, deixando-me confusa. — Não é?

— O que quer dizer? — indago entredentes, sentindo a raiva tocar os dedos de meus pés e começar a subir ao longo das pernas.

— Soube que ele é irmão de seu namorado, senhorita Bravo. — ele para em minha frente, e a única coisa que nos deixa afastados é sua enorme barriga.

 

Processo as palavras ditas pelo delegado e tento entendê-las de forma passiva. Não quero achar que ele tenha dito isso de má-fé.

 

— O que isso tem a ver? — encaro seus cabelos ruivos e ralos; noto que Justin e seus amigos entram na sala, junto de Molly.

— Parece-me que a senhorita está dando mais importância ao caso apenas por causa deste fato, estou certo? — por um instante não digo nada, estou muito perplexa para responder de imediato.

 

Ele está realmente achando que estou me importando com o caso só porque Mason é irmão de Justin?! Que tipo de policial ele é?!

 

— Você está brincando comigo? — pergunto, e ele me encara com os olhos arregalados.

— Senhorita...

— Estamos falando de uma criança que acaba de ser sequestrada na porta da escola. — me aproximo, o peitando. — O senhor está mesmo achando que se fosse qualquer outra criança eu não estaria me importando o suficiente?

— Bom...

Está errado. — digo alto e por fim. — Se o senhor não irá fazer nada, alguém tem que fazer. E peço pare de pensar que eu, como professora, não daria importância a uma situação como essa se fosse com qualquer outra criança. — não dou tempo nem espaço para que ele diga mais alguma coisa inútil, por isso caminho até a porta e saio.

 

Sei que Jack não falará com nenhum deles além de mim, até porque foi por minha causa que ele causou tudo isso. Ou melhor, foi por causa da loucura e insanidade dele que tudo isso aconteceu!

E agora Mason está em perigo.

Ajeito minha bolsa no ombro e ando a passos rápidos até a saída. Sei que a diretora Marta dará um jeito de arranjar uma substituta para mim enquanto eu estiver fora, e isso é ótimo mas ao mesmo tempo ruim. Mesmo que se trate de um dos meus alunos, quanto mais tempo eu passo fora da escola, maiores são as chances de isso custar o meu emprego.

 

Minhas mãos ainda estão tremendo e estou temendo o pior. Preciso manter o pensamento positivo, mas como posso me manter calma quando se trata de Jack?! Não é possível que os policiais dessa cidade não tenham a mínima noção do quanto ele se tornou perigoso!

 

E agora estou indo atrás dele para trazer Mason de volta.

 

 



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