História Bianca Potter a irmã de Harry Potter - 2 - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Alvo Dumbledore, Angelina Johnson, Argo Filch, Arthur Weasley, Augusta Longbottom, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Cho Chang, Colin Creevey, Cornélio Fudge, Daphne Greengrass, Dênis Creevey, Dino Thomas, Dobby, Draco Malfoy, Duda Dursley, Ernesto Macmillan, Fílio Flitwick, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Godric Gryffindor, Gregory Goyle, Gui Weasley, Harry Potter, Helga Hufflepuff, Hermione Granger, Jorge Weasley, Katie Bell, Lilá Brown, Lílian Evans, Lino Jordan, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Neville Longbottom, Olívio Wood, Padma Patil, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Pedro Pettigrew, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Remo Lupin, Rita Skeeter, Rolanda Hooch, Ronald Weasley, Rowena Ravenclaw, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Sirius Black, Theodore Nott, Tiago Potter, Tom Riddle Jr., Valter Dursley, Viktor Krum, Vincent Crabbe, Wilhelmina Grubbly-Plank
Tags Harry Potter, Irmã De Harry Potter
Visualizações 161
Palavras 3.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O que estiver sublinhado é escrito ou letra de música (depende do contexo).
(Tudo que estiver entre parênteses é o pensamento da Bianca)

Capítulo 13 - Capitulo 12


-Bia – fala uma voz saindo das estantes e sou pega em um abraço – as aulas começaram ontem e você não apareceu.

-Desculpa, eu acabei dormindo – digo passando a mão na parte de trás da cabeça

-Sem problemas, mas vamos começar a treinar hoje, quero ver se você ficou enferrujada durante as férias.

-Eu treinei nas férias. E estudei.

-Só você e Hermione para fazer isso – comenta Jô

-DNA Evans – digo rindo – o que vamos ver hoje?

-Combate com espadas e acrobacias, enquanto isso vamos trabalhar linguagem – diz Jô (É hoje que eu caio morta) – e eu tenho algo pra você.

Ela me entregou um relógio de pulso dourado normal.

-Um relógio?

-Ele tem um dispositivo de comunicação, você pode falar com qualquer guardião ou aprendiz com ele, só se recebe depois que se consegue uma equipe, estou te dando o seu agora. Quando quiser falar com alguém fale o nome perto do relógio, se alguém quiser falar com você ele ira piscar, aperte o botão do lado para atender, se quiser ‘‘vídeo chamada’’ aperte duas vezes seguidas e para desligar aperte de novo. Simples.

-Legal – digo colocando o relógio – vou me trocar e começamos o treino.

 

Duas horas depois eu estava suada e com alguns cortes leves nos braços, sendo tratados e sumindo, além de calos nas mãos, tomei um banho rápido e re-pus o meu uniforme.

-Tchau Jô – digo indo para a porta

-Não esqueça da proxima aula e no sábado você vai passar o dia com o seu time.

-Certo.

Voltei para a Torre da Grifinoria, quando entrei encontrei o trio de ouro sentado em uma das mesas, Mione com vários livros e Harry e Rony jogando xadrez de bruxo.

-Oi gente. – digo sentando

-Onde você estava? – pergunta Harry

-Biblioteca – digo mandando um olhar para Mione

-Ei Bia! – alguém chama e viro para ver Angelina – pega o violão e toca alguma coisa.

-É.

-Vai.

-Por favor.

Varias pessoas começam a pedir.

-Deixa eu pegar o violão.

Subi peguei o violão na mala e voltei para a Comunal. Sentei em um banco que Fred puxou, a maioria dos presentes começaram a se aproximar. E eu comecei.

snowflakes

Algumas pessoas passam a vida inteira nas nuvens
Alguns passeiam no vento e nunca tocam o chão
Alguns brilharão como diamantes ao sol
O céu enviou para cada um

Nós somos todos flocos de neve
Flutuando até encontrarmos o nosso lugar
De uma distância que pode ter a mesma aparência
Mas somos belos em nosso próprio caminho
Nós somos flocos de neve

Será que eu vou brilhar?
Será que eu vou a deriva?
Ou será que eu vou dançar?
Será que eu vou derreter quando tocar a mão de outro?
Posso aprender com os meus erros quando eu cair?
E lembrar quando eu me sentir pequena que

Enquanto eu cantava mais gente se aproximava, alguns até começaram a dançar.

Nós somos todos flocos de neve
Flutuando até encontrarmos o nosso lugar
De uma distância que pode ter a mesma aparência
Mas somos belos em nosso próprio caminho
Nós somos flocos de neve

E tudo o que eu posso fazer
É fazer o meu melhor
Se é o que me faz diferente do resto
Com nada mais e nada menos

De flocos de neve
Flutuando até encontrarmos o nosso lugar
De uma distância que pode ter a mesma aparência
Mas somos belos em nosso próprio caminho
Nós somos flocos de neve
Oh yeah
Flocos de neve

Quando terminei o pessoal bateu palmas.

-Outra – pede Lino

Phoenix

Por que você está pendurado no fundo?
Como uma pintura que foi colocada de ponta cabeça
Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá
Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá

Por que você está cantarolando com a boca fechada?
É como se Aretha Franklin cantasse no segundo vocal
Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá
Você sabe as palavras, vá escrever sua música

Faça isso alto
É a sua vez agora
Consegue sentir?

Você tem o coração de uma fênix
Então deixe eles te verem ressurgir
Deixe eles saberem o que você quer dizer
Deixe eles te verem ressurgir

Você sente queimar quando é derrotado
Mas deixe o fogo ser sua coroa
Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá
Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá

Então, vá e recupere o seu reino
Depois mate todos os seus demônios
Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá
Eu sei que você sabe onde pertence

Não olhe agora
Mas você está voando
Consegue sentir agora?

Você tem o coração de uma fênix
Então deixe eles te verem ressurgir
Deixe eles saberem o que você quer dizer
Deixe eles te verem ressurgir

Vamos ver o quão alto você pode ir
Voando bem ao lado daqueles que desacreditaram
Vamos dar a todos um grande show

Todos estavam dançando no meio do salão comunal, rindo com os amigos.

Você tem o coração de uma fênix
Deixe eles te verem ressurgir

Você tem o coração, você tem o coração
Você tem o coração de uma, de uma
Você tem o coração, você tem o coração
Você tem o coração de uma, de uma

Você tem o coração, você tem o coração
Você tem o coração de uma, de uma
Você tem o coração, você tem o coração
Você tem o coração de uma, de uma

Olhei ao redor, Rony tinha puxado Mione da mesa e estava ‘‘dançando’’ com ela, Fred, Jorge e Lino estavam brincando ao redor de Katie, Angelina e Alicia, vi Dani, Gina, Colin e os amigos dançando em grupo. Alguns estavam só se balançando, mas não tive como não sorrir quando vi todos curtindo.

Você tem o coração de uma fênix
Então deixe eles te verem ressurgir
Deixe eles saberem o que você quer dizer
Deixe eles te verem ressurgir

Você tem o coração de uma fênix
Então deixe eles te verem ressurgir
Deixe eles saberem o que você quer dizer
Deixe eles te verem ressurgir

Quando a musica terminou vieram varias palmas, todos falando alto, então alguém pigarreou perto da entrada do retrato.

-O que está acontecendo? – perguntou a pessoa e todos congelamos, olhando para a entrada

-Oi professora McGonagall – digo com um sorriso forçado

-Alguém vai responder? – ele pergunta

-Estamos aproveitando a noite, Bia esta tocando – diz Fred tentando ficar descontraído – ela toca muito bem.

-Eu ouvi um pouco, mas cheguei no final. Gostaria de ver seus talentos Srta. Garcia – ela diz rígida, mas com um pequeno, quase imperceptível, sorriso nos lábios

-Claro – digo nervosa (Onde eu fui amarrar meu burrinho?) começo a tocar

Fearless

Estou presa na sua cabeça
Estou de volta dos mortos
Você está correndo assustado
Sou destemida

Estou te chamando pra fora
Estou te derrotando
Por que você não vem pra cá?
Eu sou destemida

Whoa
Whoa
Eu sou destemida

Tenho a vantagem agora
E você está perdendo espaço
Você nunca teve que lutar
Nunca perdeu uma rodada

Você vê que as luvas estão caindo
Me diga quando não aguentar mais, sim

Levantei a cabeça olhando ao redor, os outros pareciam querer aproveitar, mas estavam meio tensos pela presença da professora, que estava com uma expressão suave no rosto.

Pronta para o confronto
Estamos cara a cara
Acho que vou reorganizá-lo
Colocá-lo no lugar

Você não pode pegar o melhor de mim
Veja, você tem medo de mim

Estou presa na sua cabeça
Estou de volta, de volta dos mortos
Você está correndo assustado
Sou destemida

Estou te chamando pra fora
Estou te derrotando
Por que você não vem pra cá?
Sou destemida
Sou destemida

Sou destemida

Os outros viram o rosto leve da professora e começaram a dançar e pular pelo salão olhei para alguns quadros nas paredes e eles também estavam dançando. Peguei o olhar de Fred por um segundo e ele mandou joinha com um sorriso.

Você costumava acelerar meu coração
Só de pensar em você
Mas você está no fundo
O que vai fazer?

Som desligado em ouvir isso
Somos destemidos
Somos destemidos

Estou presa na sua cabeça
Estou de volta, de volta dos mortos
Você está correndo assustado
Sou destemida

Estou te chamando pra fora
Estou te derrotando
Por que você não vem pra cá?
Sou destemida
Sou destemida

Estou presa na sua cabeça
Estou de volta, de volta dos mortos
Você está correndo assustado
Sou destemida

Estou te chamando pra fora
Estou te derrotando
Por que não vem pra cá?
Sou destemida
Eu sou destemida

A musica acabou e todos começaram a bater palmas, até a professora levemente e eu dei um suspiro de alivio.

-Srta. Garcia, sua voz é muito impressionante, a senhorita é muito talentosa. – fala a professora, mas então ela olha o relógio – já está ficando tarde, mais uma musica e sugiro que comecem a ir para cama.

Depois disso ela saiu, deixando todos atordoados

-Bia toca logo, antes que a Minnie volte e mude de idéia – fala Jorge

Replay

Pare, é tão bom
Eu não aguento mais
Abaixe o volume, aumente de novo
Sei lá
Sei lá
(Não)

Mas não pare
Não se mexa
Continue assim
(Bem assim)
Continue assim
(Ooh)
Continue assim

Quero te colocar para repetir
Te tocar aonde eu for
A-a-aonde eu for
Te tocar aonde eu for
Te colocar para repetir
Te tocar aonde eu for
A-a-aonde eu for
Te tocar aonde eu for

Yea-ay
Quando eu colocar essa canção no replay
Vou ouvir o dia inteiro
Posso te ouvir o dia inteiro
Te ouvir o dia inteiro

Yea-a
Quando eu colocar essa canção no replay
Podemos começar tudo de novo
E de novo
Yea-ah
Quando eu colocar essa canção no re-

Não pare
(Pare)
Ligue, excite
Coloque o som mais alto
(Yeah)
Não quero perder nada
Quero ouvir todas as melodias
(Yeah)
P-p-p-p-pulsando
(Pulsando)
Pulsando tão alto, você consegue sentir
(Sinta)
(Veja)
P-p-p-p-pulsando
(Pulsando)
(Pulsando)
Pulsando por você

Quero te colocar para repetir
Te tocar aonde eu for
A-a-aonde eu for
Te tocar aonde eu for
Te colocar para repetir
Te tocar aonde eu for
A-a-aonde eu for
Te tocar aonde eu for

Yea-ay
Quando eu colocar essa canção no replay
Vou ouvir o dia inteiro
Posso te ouvir o dia inteiro
Te ouvir o dia inteiro

Yea-a
Quando eu colocar essa canção no replay
Podemos começar tudo de novo
E de novo
Yea-ah
Quando eu colocar essa canção no re-

É o suficiente
Sinta tudo em colapso
(Em colapso)
(Em colapso)
Estou perdida, estou perdida em seu som

(Yea-ay)
Yea-ah
(Quando eu colocar essa canção)
No replay (no replay)
(Essa canção)
N-n-no replay
(O-ouvindo)
Você o dia todo (você o dia todo)
Você o dia todo

Yea-ay
Quando eu colocar essa canção no replay
Vou ouvir o dia inteiro
Posso te ouvir o dia inteiro
Te ouvir o dia inteiro

Yea-a
Quando eu colocar essa canção no replay
Podemos começar tudo de novo
E de novo
Yea-ah
Quando eu colocar essa canção no replay

Yea-ah
(Yea-ah)

Mais aplausos e todos começaram a se dispersar.

-Vamos – chama Mione e nós duas subimos, acenando para Harry e Rony que iam à direção oposta.

 

Os dois dias seguintes transcorreram sem grandes incidentes, a não ser que se levasse em conta o sexto caldeirão derretido por Neville na aula de Poções. Snape, que, durante as férias, parecia ter alcançado novos níveis em sua gana de se vingar do garoto, deu-lhe uma detenção, da qual Neville voltou com um colapso nervoso, pois teve que destripar uma barrica de iguanas.

Os outros alunos da quarta série da Grifinória estavam tão ansiosos para ter a primeira aula com Moody que, na quinta-feira, chegaram logo depois do almoço e fizeram fila à porta da sala, antes mesmo da sineta tocar. Eu e Mione fomos as únicas pessoas ausentes, chegamos no último instante para a aula. Eu queria faltar a aula, não sou obrigada a ver coisas tão desagradáveis, mas acabaria me causando problemas depois.

-Estávamos na... – Mione começa a falar

-... biblioteca – Harry terminou a frase da amiga. – Anda logo senão não vamos arranjar lugares decentes.

-Vamos sentar lá atrás, por favor – peço nervosa

-Por quê? – pergunta ela

-Você vai ver – digo

-Não pode ser tão ruim – ela diz sentando em uma cadeira bem na frente da mesa do professor

Harry e Rony sentaram ao seu lado e eu sentei atrás respirando fundo, Neville sentou do meu lado e atrás de Harry, já os outros se espalharam por ai, todos tiraram seus exemplares de As Forças das Trevas: um guia para sua proteção.

Não tardaram a ouvir os passos sincopados de Moody que vinha pelo corredor e que, ao entrar na sala, parecia mais estranho e amedrontado que nunca. Seu pé de madeira em garra aparecia ligeiramente por baixo das vestes.

-Podem guardar isso – rosnou ele, apoiando-se na escrivaninha para se sentar –, esses livros. Não vão precisar deles.

Todos voltaram a guardar o livro, eu nem tinha pego o meu, mas deixei a varinha na mão e fiz um feitiço silencioso na direção do Moody fake, de modo tão discreto que se ele viu pensou que eu só estava segurando a varinha. O feitiço era o mesmo que lancei em Pettigrew na casa dos gritos, ele impedia que contassem sobre mim a qualquer um.

Moody apanhou a folha de chamada, sacudiu sua longa juba de cabelos grisalhos para afastá-los do rosto contorcido e marcado, e começou a chamar os nomes, seu olho normal percorrendo a lista e o olho mágico girando, fixando-se em cada aluno quando ele respondia.

-Certo, então – concluiu ele, quando a última pessoa confirmara presença. – Tenho uma carta do Prof. Lupin sobre esta turma. Parece que vocês receberam um bom embasamento para enfrentar criaturas das trevas, estudaram bichos-papões, barretes vermelhos, hinky punks, grindylows, kappas e lobisomens, correto?

E começou a tortura, tentei ao máximo não olhar para aquilo, mas era impossível, era uma tortura para todos os alunos ver aquilo, quando aquele imbecil nojento demonstrou a cruciatus, Neville parecia prestes a ter um ataque, peguei a mão dele e segurei passando forças, ele olhou para mim e eu lhe dei um sorriso de coragem e Mione pediu para Crouch parar.

Depois da demonstração passamos o resto da aula tomando notas sobre cada uma das Maldições Imperdoáveis. Ninguém falou até a sineta tocar, mas quando Moody os dispensou e eles saíram da sala, explodiram em um falatório irrefreável. A maioria discutia as maldições em tom de assombro. Comentavam a aula como se ela tivesse sido um espetáculo fantástico, mas não a achei nada divertida, tampouco Harry e Hermione.

-Anda logo – disse ela tensa para Harry e Rony.

-Não é a biblioteca outra vez, é? – perguntou Rony.

-Não – respondeu a garota, secamente, apontando para um corredor lateral. – Neville.

Eu já estava andando na frente e indo na direção dele, não éramos tão próximos quanto com Harry, Rony e Mione, mas ele é meu amigo e eu admirava o quão forte ele iria se tornar.

Neville estava em pé sozinho, no meio do corredor, de olhos fixos na parede de pedra oposta, com a mesma expressão horrorizada e pasma que fizera quando Moody demonstrara a Maldição Cruciatus.

-Neville? – pergunto hesitante

Neville virou a cabeça.

-Ah, alô – disse ele, a voz mais aguda do que habitualmente. – Aula interessante, não foi? Que será que tem para o jantar, estou... estou morto de fome, vocês não?

-Neville, você está bem? – perguntou Hermione.

-Ah, claro, estou ótimo – balbuciou o garoto, na mesma voz anormalmente aguda. – Jantar muito interessante... quero dizer, aula... que será que tem para se comer?

Rony lançou a Harry um olhar assustado.

-Neville, que...?

Mas eles ouviram às costas um som seco e metálico estranho e, ao se virarem, viram o Prof. Moody vindo em sua direção. Os quatro ficaram em silêncio, observando-o apreensivos, mas quando ele falou, foi com um rosnado bem mais baixo e gentil do que tinham ouvido até então.

-Está tudo bem, filho – disse ele a Neville. – Por que não vem até a minha sala? Vamos... podemos tomar uma xícara de chá...

Neville ficou ainda mais assustado ante a perspectiva de tomar chá com Moody. Ele não se mexeu nem falou.

Fiquei com vontade de rosnar como um lobo, foi culpa dele que a minha madrinha e o marido sofreram, é culpa dele Neville estar assim.

Moody virou o olho mágico para Harry.

-Você está bem, não está, Potter?

-Estou – disse Harry, quase em tom de desafio.

O olho azul de Moody estremeceu de leve na órbita ao examinar Harry. Então falou:

-Vocês têm que saber. Parece cruel, talvez, mas vocês têm que saber. Não adianta fingir... bom... venha, Longbottom, tenho uns livros que podem lhe interessar.

Neville olhou suplicante em nossa direção. (que o resto queime no inferno)

-Na verdade professor – digo chamando a atenção dele – Neville ia estudar Herbologia comigo, depois do jantar, mas acho que nenhum de nós dois está com fome, então podemos ir agora.

-Certo, claro – diz Neville e eu olho para o fake em desafio

-Então pode ir com seus amigos, Longbottom – diz Moody e volta para a sala

Pego a mão de Neville e o puxo até uma sala vazia em outro corredor. Assim que entramos, fecho a porta e o abraço.

-Sinto muito que tenha visto isso – digo com lagrimas nos olhos

-Não... tudo bem... não sei... o que deu em mim – ele diz com a voz cortada

-Eu sei, Nev. Eu sei sobre os seus pais – digo – se não fosse pela sua mãe eu não estaria viva, queria poder agradecê-la.

-O que? – ele pergunta espantado

-Alice é minha madrinha, quando os meus pais morreram, eu teria morrido junto, mas ela tinha insistido para a minha mãe me deixar dormir na sua casa naquela noite. Eu só estou viva, porque a sua mãe queria cuidar de mim. – digo com a voz embargada

-A minha mãe... é sua madrinha? – ele pergunta confuso

-As nossas mães eram melhores amigas, meu padrinho me contou varias historias de Alice Jewkes, Marlene McKinnon, Dorcas Meadowes e minha mãe Lilian Evans – digo

-Lilian Evans? mas ela é... a mãe do Harry – diz Neville espantado

-Eu sou irmã do Harry, mas você não pode contar para ninguém – digo e ele concorda

-Você conhece algumas historias dos meus pais na escola? Minha avó nunca conta – ele pergunta olhando para o chão

-Meu padrinho era amigo dos seus pais, eles eram um grupo muito, estranho – conto – ele me contou algumas historias, disse que seus pais eram o casal mais meloso de Hogwarts.

Contei para ele algumas historias que Remo e Sirius me contaram sobre o grupo deles na escola, claro que tinham os Marotos, mas eles andavam também com Dorcas, mamãe, madrinha, Marlene e Frank, sendo o mais engraçado as discussões dos meus pais mesmo que eles andassem juntos. Tive que explicar algumas coisas como Remo é meu padrinho, a historia de Sirius... confio em Neville sei que ele não vai contar. Ficamos quase uma hora e meia sentados na mesa do professor da sala conversando.

Quando saímos, senti uma espécie de ligação com Nev, estávamos mais próximos e eu sei que ele é um amigo com que posso contar.


Notas Finais


Musicas: Snowflakes, Phoenix e Fearless – Olivia Holt e Replay – Zendaya


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...