História Black magic: Operação cupido - Capítulo 8


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Notas do Autor


Gente desculpa a demora! Promete terminar esse arco Stony esta semana mesmo ou no início da outra! Gente, este é minha primeira atualização deste ano! Agora vão ler! Andem!

Capítulo 8 - Robozin: parte um.


Aguenta o peso

Segura a onda

Sem chorar, sem chorar

Faz assim, faz assado

A imaginação vai pelo ralo

Internaliza sempre

Te ensinaram tudo errado

A cabeça de menor se enroscou como um novelo depois de ser o brinquedo que um felino, os lábios dos outros eram quentes, macios e pareciam se encaixar com o seus de uma forma assustadora, como peças de um quebra-cabeça, o gosto daquele beijo parecia café extra forte- a bebida favorita o mais alto.  Ao mesmo tempo que um calor abrasador se apossava do corpo do russo um calafrio descia em direção oposta ao “quente” pela sua espinha em direção as suas pernas, as mãos levemente calejadas do outro acariciavam seu rosto com cuidado e naquele momento Pietro temeu que aquilo não passasse de mais um beijo como o que tantos deram na infância quando fingiam ser casados, algo que lhe fazia apenas amigos. O Maximoff não aguentaria ser apenas um amigo, sentia que sua mente ruiria se assim fosse, o beijo acabou com seus lábios se descolando num “poc” ou algo parecido, suas testas foram aproximadas grudando uma na outra, os olhos se colando na mesma trajetória, azul no azul e vice-versa, naquele momento o platinado temia escutar que aquilo foi um erro ou apenas coisa de momento e sim, seu coração não estava pronto para receber essas palavras. Foi retirado dos seus pensamentos pela voz do homem que a um pouco atrás disse que seria o único em sua mente- o que estava conseguindo-  dizer como um sussurro no pé de seu ouvido lhe fazendo se arrepiar: -Sabe pequeno, hoje uma pessoa inusitada me disse para fazer algo que eu duvido que me lembre totalmente agora como você já sabe, mas eu sei que eu fiz uma escolha errada e estou pagando por isso!

Terminou a frase depositando um beijo na orelha de Pietro que se arrepiou todo, mas as palavras dita por aquele homem não fizeram sentido algum na cabeça do russo mas as coisas são compreendidas em seu tempo certo o que pode demorar. Na casa do gavião a noite correu bem, claro que o platinado levou uma bronca enorme de seu pai e um choroso e irritado de Charles que prometeu deixá-lo de castigo por uma ou duas semanas e quase perdeu o ouvido quando disse que não dormiria em casa de novo, depois de quase ficar surdo e ter contado que passaria a noite na casa do Barton teve que apenas ouvir o surto de Erik e Charles tentando o impedir de ir buscá-lo. Queria saber como podia pensar que aquilo não era pra si, também foi divertido ver Clint apanhando da Natasha a quem reconheceu sendo a mesma ruiva que Loki juntou há alguns dias com seu professor de química.

O avô de Barton, Kevin, continuava o mesmo resmungão de sempre, dizendo como aqueles jovens de hoje eram fresco menos Pietro, o velho amava o russo, Kevin também continuava batendo na cabeça do neto reclamando do jeito que ele comia ou andava, Natasha também não saiu impune levando alguns golpes por que mastigava muito alto, outra vez o russo não levou golpe nenhum apenas carinhos em seus cabelos fazendo os outros dois reclamarem de que não era justo o outro não apanhar nem uma vez sequer, o mais velho cutucava Pietro sempre que percebia que o gavião estava entretido com a ruiva e cochichava em seus ouvidos como achava a noiva de seu neto, Laura, chata e ignorante arrancando alguns risinhos o platinado pelo modo que falava. O jantar seguiu sobre pancadas, resmungos, comida cochichos, risinhos e conversas. Depois de meia hora brigando com Clint dizendo que ele poderia ficar com a cama que ele dormiria no chão os dois estavam no quarto do gavião com este dormindo num colchonete ao lado de sua cama onde se encontrava o russo. Ainda podiam ouvir o som da conversa e risos que Kevin e Natasha davam, eles tinham esperado as “crianças” irem dormir para os adultos poderem beber. No meio da conversa que os dois tinham sobre coisas banais o loiro perguntou: -Pequeno, já gostou de alguém e não teve coragem de dizer?”

O platinado desviou os olhos para qualquer ponto no teto e respondeu levemente magoado: -Já, você fica procurando e procurando motivos para não dizer e quando menos esperar a fila terá andado e quem você ama estará com outro… mas a pior parte é se torturar mentalmente com os “e se’s”. E se tivesse dito? E se agora fossem um casal? E se ele não fosse mais seu amigo e te odiasse? E se tudo continuasse igual mais com a rejeição? E no fim sua mente será sua pior inimiga projetando uma cena para cada “e se”...

O silêncio que se seguiu fez o coração do russo balançar, quase tinha dito que amava o outro que está noivo de uma mulher que mesmo ele odiando era uma boa pessoa, ou era o que aparentava. Estava tão distraído com seus pensamento que nem percebeu Clint parado na sua frente, só se deu conta ao sentir uma cutucada em sua bochecha, o loiro disse baixo para os “adultos” não brigarem com as “crianças” por ainda estarem acordados”: -Anda, vai pro lado!

-Pra quê? *Pietro perguntou confuso com a aproximação do outro que apenas respondeu empurrando o outro para perto da parede: “Pra mim dormir com você, pequeno!

-Ma-mas por que motivo?” *O Maximoff agradecia a escuridão do quarto mentalmente porque assim o outro não veria suas bochechas coradas, Barton respondeu se enterrando debaixo das cobertas logo puxando o outro para seu peito: -Vamos pôr a conversa em dia e desviarmos desse assunto tenso!

O platinado sabia que não devia se entregar ao momento pois quando este passasse ele estaria só com suas dores mas por que não viver o agora? Com isso em em mente ele se aconchegou nos braços fortes do outro e dormir com um sorriso satisfeito no rosto.

~Black magic: operação cupido~

Tony entrou em seus quarto sentindo um peso enorme sair de seus ombros, só saiu da casa do emo gótico depois de ser praticamente expulso e com a certeza de que seu amigo estava bem. Entrou no banho sentindo água morna se chocar com seu corpo desnudo, sentia seu corpo relaxando debaixo do chuveiro e rapidamente se sentia mais leve, saiu do banheiro com seus cabelos úmidos soltando uma risada curta ao se lembrar que se Jarvis ou seu pai lhe vissem assim iriam brigar com ele e secar seus fios, também vestiu seu pijama vermelho e dourado de sempre, se sentou em sua mesinha onde tinhas alguns de seus desenhos de máquinas e seus fiéis lápis de cor, debaixo do porta-lápis viu um bilhete de seu pai dizendo que teve um problema em uma das filiais da empresa na França então ele e sua mãe teriam que ficar um tempo fora mas que Jarvis chegaria no outro dia para cuidar de si.

Puxou uma chave de fenda que ficava junto de seus lápis enquanto  bufava desgostoso, seus pais ainda não colocaram em suas cabeças que Anthony Edward Stark não precisava de babás. Com a ferramentas em suas mãos apertava e afrouxava alguns parafusos, porcas e engrenagens de seu braço e perna de metal, logo encarou a luz azulada em seu peito, aquilo que estava escondido agora apenas pela blusa fina de seu pijama era entre todas as suas marcas e que melhor lhe lembrava de sua covardia. Eram quantas camadas de esparadrapos, gazes e roupas mesmo? Quantas delas ele tinha que fazer para esconder aquele pequeno reator Arc? Aquele círculo de metal e outras coisas era a única coisa que poderia dizer que Tony Stark já teve um coração algum dia.

Se jogou em sua cama logo quicando sobre a mesma, o amanhã que não tardaria a vir lhe reservava muitas coisas que ele não sabia mas uma ele sabia: brigaria com Pietro assim que botasse os pés na escola e seus olhos no dito cujo. Quando sentiu seus olhos começaram a pesar escutou um bipe que vinha de seu celular dizendo que ele tinha uma mensagem. Ele tinha um recado, será que as pessoas não entendem que existe whatzapp hoje em dia e é só mandar um audio e não um recado? Com o celular em seu ouvido bocejou quase se rendendo ao sono quando a voz meio robotizada do outro lado disse: -Você tem uma ligação perdida do presídio municipal, caso realmente conheça alguém é só ligar avisando que espera o telefonema, caso contrário não faça nada que o guarda responsável pela ligação saberá que foi um engano.

O gênio perdeu todo o sono que tinha naquele momento, sua pele bronzeada ficou pálida, respirou fundo tentando manter a calma, sabia muito bem que era no outro lado da linha, estava em pânico mais sabia que tinha que aguentar o peso que viria agora. Tinha que segurar a onda, manter a calma e tu sem chorar. Tudo iria acabar bem se ele mantivesse a cabeça no lugar… a quem ele queria enganar? O Stark mais novo era conhecido por sempre perder a calma, largar os pesos e chorar e a prova disso eram suas partes metálicas e a falta de um coração.

~Black magic: operação cupido~

Tony assim que acordou trocou de roupa nem tomando banho pois ele tinha necessidade de se jogar nos braços de seus amigos e ser mimado e se sentir bem, sem nem comer uma fruta pelo menos saiu de sua casa deixando para trás apenas um aviso para Jarvis não estranhar chegar tão cedo na mansão Stark e não ver o menor e surtasse e ligasse para os bombeiros, policiais, ambulâncias, SWAT e Power Rangers para saber onde ele tinha se metido, senti falto do seu amigo mordomo que já era mais parte da família que empregado mas não sentia pronto para encarar o outro, não agora pelo menos. Enquanto andava naquela bela manhã de sexta-feira suas belas próteses tinham que doer no ligamentos, a dor era tanto que parecia que tinha acabado de as colocá-las, na verdade talvez estivessem doendo muito mais que isso mas o Stark não demonstrou pois uma coiso que Anthony Edward Stark era bom era em esconder o que sentia.

No caminho que fazia sua mente dava mais voltas e voltas tentando descobrir de o que queria a pessoa que lhe ligou mas a dor não permitia, saia que com um pedido seu e explicação sua a Jarvis poderia estar deitado em sua cama se entupindo de remédio para dores musculares e remoendo em sua mente caótica tudo ruim que poderia lhe aguardar se ele aceitasse a ligação e tudo isso era deveras tentador mas sabia o que aconteceria consigo se fizesse isso… estaria se afundando em seu próprio corpo e mente. Chegou no colégio depois do que pareceram dias em sua cabeça, seu corpo pesava toneladas e arrastava seus pés como se algo as mantivessem grudados ao chão. Ele sabia que teria que brigar com seu amigo emo gótico mais depois daquela notícia ele só queria ser mimado um pouco, olhou o quinteto que estaria com ele o resto do dia; erguendo os braços e caminhando torto como um zumbi foi até seus amigos. O gênio playboy visionário poderia contar o acontecia consigo para seus amigos mais nunca como se sentia, pois Starks não deveria chorar. Quem lhe disse isso? Seu avô.

Assim que o zumbi Tony se aproximou de sua roda de amigos ele se jogou em cima de Peter que brigou com o mesmo por quase ter o derrubado, mais o prodígio só queria um abraça bem apertado de seus amigos. O outro castanho percebeu que o outro parecia levemente distante e perguntou passando suas mãos pelos cabelos  do outro: -O que houve?

-Código pimenta! *Essa foi a resposta. Loki ficou confuso tentando entender o que significava aqueles substantivos tão comuns juntos, mas logo percebeu que era algo sérios pois os outros ficaram tensos na mesma hora que ouviram tão simples palavras. Todos eles seguiram para sala de aula agarrados no Stark, o cupido puxou o da realeza e perguntou tentando sanar sua dúvida: -O que é “código pimenta”?

-Algo que não é da sua conta! *T’Challa soou rude puxando fortemente seu braço do agarre do outro e disse sendo mais frio ainda: -Agora que tal cuidar do seu trabalho que não envolve se meter em nossas vidas? 

Assim o wakandano se foi deixando o mais novo naquela roda de amigos para trás, “agora que tal cuidar do seu trabalho que não envolve se meter em nossas vidas”, essas palavras jogadas na cara de Loki o fizeram se lembrar de algo que há muito estava enterrando, mas não culpava o nobre pôr lhe magoar  pois sabia que algo estava estranho com o mesmo, como algo ruim… algo quase tenebroso.

Loki suspirou, sua mente tentando a todo custo lhe afogar no mar de lembranças que deveria ser esquecidas, apagadas e erradicadas mas tinha que nadar e continuar ali em cima pois se ele se afogasse nem que por apenas dois segundos naquele mar toda muralha que ele ergueu em sua volta caíria e ele voltaria a ser o Loki de antes, o mesmo que ninguém gostava e se importava… mais isso fazia alguma diferença? Afinal ele desde cedo sabia muito bem que quem escreve um texto nunca será um personagem, mas quanto tempo faz? Quanto tempo que ele não se via com um grupo de pessoas como aquele ele se esqueceu de algo muito importante que graças ao príncipe ele se lembrou: ele não estava ali para amizades e sim para coletar amores, afinal cupidos não tem amigos. O moreno suspirou seguindo para a direção opostas dos amigos, enquanto repetia em sua mente que bastava apenas mais oito corações e ele finalmente poderia sumir e encontrar a única pessoa que fez ver que ele era algo a mais que o protegido de Laufey, mais que um Jotun, mais que um simples cupido sem asas.

Tony entrou na sala de aula ainda agarrado em Pet que apenas retribuía, todos os seus amigos estavam perto de si menos Loki, o Stark mesmo com tanta coisa em sua cabeça percebeu que algo estava estranho, Loki que parecia tão atencioso não estava lá e T’Challa parecia satisfeito com isso, Tony só queria todos seus amigos estivessem ali com ele mas pelo jeito não seria possível. Suspirou, nunca pensou que voltaria a dizer “código pimenta” novamente mas ali estavam eles. T’Challa perguntou fazendo um carinho em seus cabelos: -O que houve desta fez? Achei que nunca mais usaríamos o código pimenta outra vez…

-Eu também! *Começou o visionário: Mais recebi um telefonema do presídio ontem a noite dizendo que eu tinha um recado e…

-Pode parar por aí mesmo! Você não retornará a ligação Tony, você não se encontrará com ela e vice-versa! *O príncipe disse sem margens para contestar e os três abraçaram apertado o Stark. E outra vez lhe mandavam o que fazer e como fazer, sua imaginação e individualidade iam se perdendo lentamente, iam descendo pelo ralo, sempre tinha alguém o induzindo, colocando minhocas na sua cabeça e até mesmo lhe ensinado tudo errado… talvez daí vinhesse toda sua covardia, ele não sabia pensar mesmo sendo tão inteligente… ele tinha medo de tomar suas própria decisões e se outro se fosse por isso?

~Black magic: operação cupido~

Loki caminhava pelos corredores do colégio quando escutou seu nome ser chamado, era Thor. O loiro chegou perto do mesmo e perguntou: -O que faz sozinho? Pelo que vi não vive longe dos seus amigos!

-Acredite, não somos amigos…

-Não é o que parecia.

-Thor, o que faço quando alguém que estimo muito não gosta de mim? *Loki perguntou finalmente olhando nos olhos do mesmo, o outro respondeu dando de ombros: -Não sei muito bem, não existe tantas pessoas que em odeiam pelo que saiba, mas eu sempre procuro descobrir o que eu fiz ou tenho em mim que irrita ela, sempre funciona com a Hella quando a mesma fica com raiva de mim!

-Vocês se dão bem pelo que vejo… gosta muito dela, não é?

-Claro, somos irmãos apesar dela dizer que eu sou adotado por ser muito burro pra fazer parte da família! *Riu sendo acompanhado pelo outro e perguntou: -Mas e você? Tem irmão ou irmão?

-Não sei se a chamaria assim…

-Por que não?

-Valk sempre quis ficar perto de mim mas eu acho que a afastei sem perceber…

-Olha. *Thor começou: -Não conheço tão bem você  e muito menos essa Valk, mas se vocês sentem que deveriam ser irmãos acho que uma conversa e um pedido de desculpa mudaria muita coisa.

-Talvez você tenha razão… *Soltou no ar Loki encarando o lado de fora pela janela, faziam séculos que não via mais Valk, será que ainda podia a chamar pelo apelido? Quando não se envelhece os pesares e perdas parecem doer mais, você passa séculos sem se importar com isso mais de repente num belo século você se lembra e a dor vem com tudo.

~Black magic: operação cupido~

Laufey estava deitado em sua cama  encarando com pesar uma foto que tinha com Loki, seu menino, quantas eras se passaram? O rei não se perdoava, como pode deixar a pessoa que mais amava sair de suas mãos assim?  Ele se sentia um inútil, nunca disse um “eu te amo” ao seu menino, Loki se foi sem saber o quanto o Jotun lhe amava. Ser rei doía, logo a sua porta foi aberta com tudo por um guarda que parecia desesperado.

Quando ia se preparar para dizer ao mesmo que não se devia entrar assim em nenhum aposento, fosse real ou não o outro disse: -Estamos sobre ataque!


Notas Finais


Gente, prometo que o próximo será mais voltado para o Stony mais tinha que fechar o Clietro! Qualquer coisa é só por nos coments! Fui, té mais!


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