História Caelum - Capítulo 9


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Fantasia, Ficção, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii
VOLTEI
Aproveitem o cap, amo vocês ❤

Capítulo 9 - Vulnere


As mãos frias de Mark tocavam a xícara de café; naquela manhã de domingo, elas pareciam tremer mais que o habitual. Jackson, que havia acabado de acordar, recebeu a notícia do mais velho de que eles iriam voltar para a Terra numa missão bem perigosa. O mais novo pulou de alegria e correu para tomar um banho, apesar de não precisar de um. Mas enquanto o Wang se aprontava, Mark se encontrava aflito com aquela missão; eles tinham de enfrentar uma praga enorme com o corpo de uma cobra negra. Boatos de que ela possui 45 metros de altura, por isso seus pensamentos apenas se inundavam no medo, cada vez mais. Já Jackson, apenas se divertia com a situação, havia até arranjado um apelido para o monstro: A mamba negra.


Depois que o mais novo saiu do banheiro, os deuses apenas ficaram jogando conversa fora como sempre fazem de manhã. Wang já havia notado que o loiro odiava falar assim que acordava, ele mantinha a boca fechada e tomava seu café. Qualquer voz que se dirigia a ele era o bastante para o deixar de mau humor o resto do dia, então o mais novo nunca conversava com ele até pelo menos trinta minutos depois do mais velho sair da cama. Mark fora rápido em se arrumar para sair de casa, colocando roupas bem quentes e saindo rumo à Terra, de mãos dadas com o menor, é claro.


O loiro achava engraçado o fato de ter ficado próximo do mais novo de uma maneira tão rápida, se sentia seguro apenas com o entrelaçar de suas mãos, como se todo o medo de voltar para a Terra não existisse.Talvez seus sentimentos fossem mais do que simples amizade, mas ele não queria pensar nisso.


        — Markie Pooh! Animado para descermos à Terra novamente? — Jackson falou, saltitando pelas estradas da cidade.


        — Só por que eu disse que eu acho o Ursinho Pooh fofo não quer dizer que você pode me chamar de Markie Pooh. — Mark o olhou, rindo.


        — Mas é que eu te acho fofo, aí Markie Pooh é uma boa maneira de te chamar! — Mark sentiu suas bochechas ficarem vermelhas.


        — Sim, eu estou animado pra voltar para a Terra. — Diz o mais velho, mudando completamente o assunto.


Em poucos minutos, eles chegaram na escura redoma de vidro, que ao ser adentrada, se iluminava totalmente. Mark sentia um frio na barriga, já que fazia um tempo que não voltava naquele lugar; e enfrentar uma praga gigante em forma de cobra não é a melhor coisa que ele imaginaria fazer no dia. O lugar se abriu e ele se agarrou a Jackson, que aproveitou para pular. Os dois se transformaram em luminosas formas redondas, novamente caindo na Terra, mais especificamente, num local perdido no tempo, ou quase; era possível avistar construções bem antigas, como um castelo no topo do local, com algumas casas em volta que se mesclavam, misturando o antigo com o moderno de forma inteligente, como se fosse arte.


Tudo ali era maravilhoso no olhar dos deuses, mas eles sabiam que algo estava estranho na paisagem medieval. Ambos não conseguiam achar a mamba negra, apesar de ela ter 45 metros e um corpo enorme de serpente. Os dois se separaram para procurar qualquer sinal da praga horrorosa. Mark foi por um caminho cheio de árvores que estavam repletas de flores, já que era primavera no local. Ele procurava desesperadamente por algum vestígio; rastros estranhos, veneno, pessoas sem vida ou até a própria praga. Mas tudo que encontrou foi uma feira de gastronomia bem preparada e algumas pragas fracas.


Quando a esperança lhe pareceu inexistente, a primeira dica se sobrepôs no vasto ambiente; um tipo de gosma negra estava no chão, era um rastro estranho, como se alguém tivesse arrastado outra pessoa — foi o que pensou. O loiro seguiu rapidamente, correndo para evitar mais almas sendo perdidas.


Quando se deu conta, havia voltado para o mesmo lugar de antes, onde não havia nada demais. Olhou em volta, em cima e embaixo, e nada encontrou. Isso até ver uma espada caindo do céu e quase acertando seu pé; era a espada de Jackson. O artefato estava sujo com um pouco da gosma que vira antes. Isso causou um desespero no deus, pois só de pensar na ideia de algo ter acontecido com o mais novo, seu corpo se tornava mais rígido. Nervoso, tentou encontrar pistas, mas não conseguiu.


        — O que você está fazendo aí? A gente precisa salvar o deus da guerra! — Uma voz surgiu atrás do Tuan, que o fez se assustar imediatamente.


        — Q-Quem é você? — O outro deus suspirou, revirando os olhos num ato de impaciência.


        — Eu sou Park Jinyoung, o deus das ordens. CL pensou que a cobra poderia ser muito difícil para vocês, então ela me enviou.


        — Ah...V-Você falou algo sobre salvar Jackson, então sabe onde ele está? — Mark prestou atenção nele.


        — Sim, observe. — O colar em seu pescoço começou a brilhar intensamente, formando um arco prateado com algumas pedras azuis, envoltos por uma corda dourada. O deus puxou a corda, que produziu uma flecha azul nas pontas dos dedos dele, e então lançou sem hesitar, atingindo algo que estava no ar. Uma imagem começou a tremer e logo foi revelado a grande criatura que mantinha Jackson em sua boca, enquanto o moreno lutava para sair. Mark mal conseguia ver a praga, de tão grande que era, suas escamas em um tom roxo escuro com detalhes em verde.


        — Jackson! Fica calmo que eu vou te salvar! — O maior ativou sua foice, pulando para perto do mais velho e recebendo um golpe severo da criatura, caindo no chão. A praga maior soltava pequenas pragas parecidas consigo mesma, na esperança de Mark se tornar mais um de seus aperitivos para o jantar. Jinyoung matava a maior parte com suas flechas fatais, mas algumas pragas ainda escapavam. E foi numa dessas escapadas que Mark sentiu a pior dor de sua vida; havia sido mordido por uma das criaturas peçonhentas, criando um tipo de ruptura em seu braço. Gritou alto de dor e golpeou o estranho ser vivo, pulando o mais alto que conseguiu e atingindo o olho da mamba negra, que soltou o deus da guerra no ar e foi pego por Jinyoung.


        — Mark! Cuide de Jackson enquanto eu acabo com isso. — Ele começou a atacar a cobra com diversas rajadas de flechas.


        — Agora eu entendi o porquê ele é o deus das ordens. — O menor riu, olhando para o maior que estava com o braço ferido. — O-O que aconteceu? Quem fez isso?


        — Foi só uma praga Jack, não precisa se preocupar. — Sorriu, mesmo sentindo uma dor desconfortável.


        — Não, a gente precisa voltar para Caelum logo! — Jackson olhou Jinyoung. — Ei! Por favor acelere logo! Mark foi ferido.


O deus de cabelos negros suspirou ao ouvir a informação, puxando seu arco com força e recitando algo na língua antiga: Arco ordinem, dê-me seu poder e faça a praga desaparecer. Dito e feito, o arco brilhou com força total e atingiu a cobra, numa flecha tão forte que a desintegrou completamente, sem deixar nenhuma escama ou mini praga para contar história.


        — Vamos voltar! — Jackson segurou Jinyoung e Mark, recitando as palavras e se transformando em luz, voltando para Caelum.


        — Rápido, precisamos falar com a CL! Ela pode ajudar! — Se levantou rapidamente, mas foi puxado por Jinyoung. — O que foi?!


        — Olha… — O deus apontou para a ferida no braço de Mark que simplesmente brilhou e desapareceu. — Acho que as feridas das pragas não atingem Caelum. — Ele sorriu. — Bem, foi ótimo ajudar vocês, mas eu preciso ir. — Fez reverência e desapareceu num brilho azul.


        — Markie... Você está bem mesmo? — Jackson o olhou, esperando a resposta do deus.


        — Sim… Obrigado por se preocupar. — O abraçou, colocando os braços em volta de seu pescoço que foi retribuído com as mãos de Jackson em seu quadril. — Eu gosto muito de você, obrigado por estar na minha eterna e entediante vida.


        — Eu também, Markie Pooh. — Os dois riram e separaram o abraço, segurando as mãos e voltando pra casa. Tudo parecia estar em seu devido lugar, enquanto seus corações se completavam e batiam na mesma frequência. A felicidade parecia finalmente habitar o local, mas vocês sabem, nada é muito estável em Caelum…


Notas Finais


Então foi isso, amo vocês e até a próxima
💖💖


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