História Call me Her - Capítulo 179


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Categorias 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, Bangtan Boys (BTS), Block B, EXO, GD & TOP, G-Dragon, Got7, Huang Zitao "Z.Tao", IKON, IU, K.A.R.D, K.Will, Liam Payne, Monsta X, Pentagon (PTG), Sam Smith, Seventeen, SHINee, Stromae
Personagens B.I, B.M, Baekhyun, B-Bomb, Chanyeol, Chen, D.O, G-Dragon, Huang Zitao "Z.Tao", Jackson, Jaehyo, Jang Doyoon, JB, Jeon Jungkook (Jungkook), Jeon Wonwoo, Jin-ho, Jinhwan, Jinki Lee (Onew), Jinyoung, Jiwoo, Jonghyun Kim, Joo Heon, Jung Hoseok (J-Hope), Junghan "Jeonghan", Junhoe, K.Will, Kai, Ki Hyun, KiBum "Key" Kim, Kim Mingyu, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Kris Wu, Kyung, Lay, Lee Ji-eun "IU", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Liam Payne, Lu Han, Mark, Min Hyuk, Min Yoongi (Suga), P.O., Park Jimin (Jimin), Sam Smith, Sehun, Shin Dongjin, Shin-won, Show Nu, Somin, Suho, T.O.P, Taeil, Tao, U-Kwon, Won Ho, Woo-seok, Xiumin, Xu Ming Hao "THE8", Yan An, Yao MingMing, Yeo One, Youngjae, Yugyeom, Yunhyeong, Yuto, Zico
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Kai, Kris, Kyungsoo, Menção!chanbaek, Suho, Transgênero, Transsexualidade
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Palavras 1.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Lírica, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 179 - Felicidade... Estranha


-Nossa. -Woo se ajeitou na cadeira de couro, do outro lado da mesa.

Meu peito doía, ardia de uma forma que nunca senti. Falar toda a minha história em voz alta era bem diferente do que reviver ela na minha mente.

-Você veio para cá porque quer um filho. -Woo resumiu a última parte da história. Eu deveria ter falado daquele jeito, pelo menos Won não ficaria quase uma hora e meia me ouvindo. - É interessante. Foi bem interessante quando recebi a proposta do Dr. Griffin há alguns meses. Fiquei emocionado para falar a verdade por participar desse projeto. É uma honra ser convidado para a participar da evolução da medicina... Mas, Hyuna, eu tenho certeza que é isso que você quer, só quero ter a chance de te perguntar antes de darmos realmente o passo que mudará a sua e as nossas vidas.

Eu respirei profundamente.

-Você tem absoluta certeza que não quer telefonar para o Chanyeol?

Eu pisquei algumas vezes.

-Qual é o intuito desta pergunta? Você acha que não serei capaz de cuidar de um filho sozinha...

Antes mesmo de terminar, Won balança as palmas à frente do corpo, se inclinando sobre a mesa.

-Não, não, não... Escute, Hyuna, vendo você agora sei que seria capaz de tudo e mais um pouco. Você é uma mulher muito forte e eu tenho certeza disso. Não era para esse lado que eu estava levando. A questão aqui é: Chanyeol.

Eu respirei profundamente, ajeitando-me naquela cadeira que não parecia tão confortável.

-Dr. Griffin já deve ter lhe falado, mas problemas de relacionamento podem atrapalhar. Principalmente na reta final, então, como médico, sugiro que tire a limpo as diferenças com o Chanyeol.

-Por quê?

Eu queria ligar para ele. Queria apenas escutar a voz dele por um momento.

-Quem deve responder isso é você, Hyuna. -Won deu de ombros. - Agora, vamos começar a bateria de exames, ok? Já marquei sua cirurgia.

Eu só consegui absorver a última frase. E já estava tão empolgada que poderia dar pulinhos de alegria ali mesmo. Por toda a trajetória que já passei, naquele momento, eu só poderia sorrir. Eu estava à um passo de conseguir um bebê.

Nas últimas duas semanas, exames foram feitos, quase repetidamente todos os dias. E lá estava eu, no último dia de checagem, logo de manhã, na enfermagem.

-Bom, bom, bom... Hmmm.. Bom. -Won virou a página da prancheta. - Plaquetas... Hm bom. Hyuna, está tudo bem. -ele olhou para mim e eu pude respirar aliviada, pendendo a cabeça para trás enquanto tiravam mais uma vez o meu sangue. - Eu vou trazer o contrato.

-Con... Contrato? -eu levantei a cabeça para ele.

-Sim. Sei que é advogada e vai dar uma olhada meticulosamente nas entrelinhas, mas é importante que você veja agora.

-Por quê? Por que agora?

Meu coração já explodia no peito.

Won sorriu. E era o sorriso verdadeiro e alegre que eu sempre via durante duas semanas. Won sempre estava comigo, assim como Dr. Griffin, que cuidava da minha alimentação, já que eu tive que engordar alguns quilos durante os dias.

-Hyuna... Vamos fazer a cirurgia daqui dois dias.

Meus olhos encheram de lágrimas. O coração doía, mas dessa vez era de felicidade. Coloquei a mão no peito enquanto a enfermeira também sorria, retirando a agulha do meu braço. Minha garganta embargou e eu não conseguia agradecer.

-Estamos perto, Hyuna. Estamos perto.

-Eu... Eu vou virar mãe? -eu questionei, com as lágrimas derramando em minhas bochechas.

Won enfiou as mãos no jaleco.

-Bom, esperamos que sim, Hyuna. Você sabe muito bem dos riscos. Essa é uma cirurgia nunca feita. Você pode sair da mesa com um útero e passar para a próxima fase, a inseminação ou...

Eu engoli em seco. Minha garganta tinha dado um nó. E eu sentia na minha palma as batidas do meu coração. Eu respirei profundamente, concordando com a cabeça.

-Ou pode sair sem vida.



Felicidade. 

Chanyeol conseguiu, pela primeira vez, assistir um jogo de Patriots X Giants, no Super Bowl, SEM KYUNGSOO.

Para comemorar, tinha pedido uma pizza e comprado cerveja. Além disso, havia passado na loja de conveniência há duas quadras de casa e encheu a sacola com refrigerantes e doces. Era uma noite solitária e finalmente nunca tinha sido tão agradecido por ficar uma noite INTEIRA sozinho.

-BRADY, BRADY, BRADY!

Os atletas entravam sempre ao som da trilha sonora de Ozzy Osborne, Crazy Train. Ovacionados pelo público no estádio e também pelas pessoas em casa, os jogadores pousavam para fotos dentro do campo, como também agradeciam os fãs.

-JOGAÇO! -Chanyeol enchia a boca de nachos. E desde que Hyuna foi embora, nunca tinha se divertido tanto.

De repente, um pensamento sobre ela lhe tomou a mente e ele teve que aumentar o som para que seus ouvidos quase explodissem. Ele não queria pensar nela. Não queria. Tinha entrado em um sério estado de negação e raiva.

-TANANANANAN! -Chanyeol gritava e sabia que o vizinho do lado também gostava de futebol americano. Ele era novato na área, mas Chanyeol tinha o visto com uma camisa dos Patriots quando foi jogar o lixo lá fora. Não demorou muito para a campainha tocar. Chanyeol esperava que não fosse nenhum coreano pedindo para ele abaixar o som. - aah, oi?

-Oi, sou seu vizinho, ahhh...

Chanyeol olhou para a camisa dele. O vizinho olhou para a camisa de Chanyeol.

-YOOOO PATRIOTS! -Chanyeol falou com sotaque americano e colocou a mão na boca, para enfatizar o que dizia. - Yooo, bro, entra aí.

O vizinho trazia uma das bandeirinhas do patriots nas mãos. Ele parecia ter seus vinte anos. E Chanyeol lembrava quando estava no auge.

-Você tem uma bela casa. Se mudou faz pouco tempo, não é?

-Yep, senta aí, bro.

-Você não se incomodaria de eu assistir aqui? Eu... Minha TV não tem esse canal.

Chanyeol pulou do sofá. Nunca tinha ficado tão feliz por conhecer um estranho que gostasse das mesmas coisas que ele. Bem, qualquer estranho que torcesse para o Patriots já ganhava seu respeito e admiração. Mas aquele carinha parecia boa gente.

Chanyeol pôs a mão nas costas do sofá, chamando-o para sentar ao seu lado.

-Podemos ser amigos de bebida. -Chanyeol disse em coreano. - Eu peguei umas cervejas e... Você bebe?

O vizinho negou com a cabeça.

-Ainda vou fazer 20.

Chanyeol o encarou. Analisou o corpo magro do carinha. O vizinho fez o mesmo, mas parou nos bíceps grandes de Chanyeol.

-Eu adoraria ter um amigo pra assistir futebol americano comigo. Estou precisando. -Chanyeol disse. Estar longe de Suho, Kai e Kris, era como se entregar ao fundo escuro e úmido do poço, onde se encontrava. - Você mora ao lado, não é?

-Sim. -o vizinho analisava a postura corporal de Chanyeol. Pernas abertas, braços jogados para trás do sofá, a cabeça virada em sua direção.

-Aliás, qual seu nome? -Chanyeol questionou.

-Jeno.

Chanyeol assentiu e virou o rosto quando os jogadores se posicionaram. Ele buscou pela cerveja no chão e a abriu, não tirando mais os olhos da televisão de cinquenta polegadas.

-Senta aí, Jeno! -bateu a palma ao lado. - Senta aí, cara.

Jeno se sentou, mas ainda estava acanhado demais. Chanyeol colocou o pote de nachos sobre o colo de Jeno.

-Você... Jogava futebol americano?

Chanyeol bebeu um gole e franziu a testa.

-Quê? Como você sabe?

-Seus ombros são largos.

Chanyeol o olhou de rabo de olho.

-Ahhh, ok... É... Tá. -Chanyeol virou a cerveja.

Sabia que aquilo estava estranho.

Mas, fazer o quê? Ficar preso por dias com um cara maluco e manipulador como Kyungsoo o fez ficar desesperado o suficiente para aceitar assistir o jogo dos Patriots com um vizinho...

No entanto, Chanyeol admitia que se sentia mais confortável com um estranho do que com Kyungsoo. 

Estar sem ele, sem a companhia de DO, o relaxava, pelo menos por um 



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