História Caminhos e Descaminhos - Drastoria - Capítulo 17


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Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Lilá Brown, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Severo Snape, Simas Finnigan
Tags Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Drastoria
Visualizações 72
Palavras 1.649
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Temporada em Azkaban


A Batalha de Hogwarts havia levado muitos entes queridos de todos, provocando um sofrimento que se perdurou por muito tempo no coração das famílias bruxas. 

Havia se passado um mês desde a batalha, Draco estava em casa por ordem do Ministério da Magia, enquanto o órgão decidia qual seria o destino dele e da família.  

Recebeu uma carta de Hogwarts pedindo que ele retornasse à escola no dia vinte de junho para realizar os exames de conclusão do sétimo ano. Sem mais nada para ocupar a cabeça, ele se preparou para os exames, sendo incentivado especialmente pela mãe, que ainda se preocupava com sua educação mágica. 

Nesse tempo Draco estava arrasado, sofrendo com os horrores que presenciou na batalha. Ele não parava de sonhar com mortes, sangue, dor e sofrimento. 

No dia do exame, ele retornou à escola e percebeu que ela ainda estava bastante deteriorada por conta da batalha, faltavam lascas do teto, das escadas e haviam rachaduras por todos os locais.         O professor Slughorn aguardava os alunos do sétimo da Sonserina a um canto do salão principal. 

- Ah, Malfoy - Disse o professor fazendo um leve ar de desprezo ao vê-lo - Vamos, vocês vão prestar os exames na sala de transfiguração. 

O professor guiou os alunos até a sala de e entregou para eles umas provas. 

- Devido as circunstâncias atuais, vocês irão prestar somente o exame teórico de todas a matérias, a prova tem duração de cinco horas. 

Draco fez a prova tranquilo, a considerando relativamente fácil. Quando terminou, entregou a prova ao professor que estava na mesa lendo o jornal. 

- Professor, com licença - Disse Draco educadamente - Os alunos do quinto ano também estão prestando os exames hoje? - Perguntou Draco pensando em Astoria. 

- Não - Disse Slughorn sem tirar os olhos do jornal - Os alunos do quinto ano já realizaram os exames. 

- E quando receberemos as notas das provas? 

- Uma coruja irá levar para vocês dentro de um mês. 

- Certo, Obrigado. 

Draco se retirou da sala frustrado. Alimentou, por um breve período, esperanças que Astoria iria procurá-lo, por causa do recado que ele deixará com Daphne, mas já havia se passado um mês e ele não recebeu nenhuma manifestação dela. Queria ao menos que ela viesse procurá-lo para tirar satisfações com ele por tê-la impedido de ficar na batalha, mas nem isso. Ser ignorado era pior do que ser enfrentado. 

Retornou para casa sem muito ânimo quando aconteceu o pior. 

Entrou na velha e suntuosa Mansão dos Malfoy quando notou a presença de dois aurores na sala. 

Sua mãe chorava em uma poltrona. 

- Olá jovem Sr. Malfoy - Disse um dos aurores - Estamos aqui para levá-lo, para aguardar o julgamento. 

- Me levar para onde? Não para Azkaban? - Perguntou Draco apavorado. 

- Seja bonzinho, seu julgamento ocorrerá logo. 

- Os dementadores não estão mais lá, estão?  

- Vamos Malfoy. 

Um dor guardas conjurou cordas que prenderam as mãos de Draco as costas. Um deles abriu a jaqueta de Draco e pegou sua varinha. 

- Isso fica conosco. 

- Mãe! Mãe! - Gritou ele desesperado. 

- Vou tirar vocês assim que eu puder - Disse ela entre lágrimas. 

Os aurores aparataram e levaram Draco para uma praia, onde eles entraram num barco que andou sozinho até uma fortaleza em alto mar, com um prédio triangular escuro. Draco começou a sentir o frio dos dementadores invadir seu peito. A voz de Voldemort ecoava em sua cabeça, legando ameaças a ele e a sua família, a voz de Astoria também ecoava em sua cabeça. "Eu tenho nojo de você" ele ouvia ela gritar o tempo todo. 

- Não! Não! - Gritou ele desesperado, sentindo o frio da maldade dos dementadores invadir seu peito. 

Eles entraram na fortaleza de pedra, tudo era escuro e sombrio. Levaram Draco a uma sala e o obrigaram a vestir trapos acinzentados. Colocaram correntes de ferro em suas mãos e o jogaram numa cela. 

Ele se sentou num canto, queria gritar mais não conseguia, queria chorar, mas não era capaz. Só o que ele sentia era medo, dor, desespero, angústia e pânico. 

Sem forças, ele se deitou no chão, um dementador se postou a porta da cela dele, sugando toda a sua felicidade, revivendo na cabeça dele todas as suas piores lembranças. 

- Draco? - Perguntou seu pai do fundo da cela. 

- Pai! Pai! Você também está aqui! - Disse ele desesperado.  

- Estou - Disse ele sem alegria - Vamos aguardar o julgamento aqui.  Mas eu quero morrer logo. 

Draco sentia o mesmo, com os dementadores sugando toda a sua vitalidade a todo o tempo. Em poucos dias Draco perdeu a consciência, só era capaz de pensar em coisas ruins, não sabia mais discernir coisa com coisa.  

Passado um mês, Draco estava completamente louco, murmurava coisas baixinho e não sabia dizer se o que pensava era real ou se ele vivia em um pesadelo. Certo dia, dois aurores pegaram ele e o pai e entregaram as roupas que eles usavam no dia em que chegaram em Azkaban. Draco não entendeu bem o motivo da troca de roupa até os aurores o guiarem para fora da plataforma e o enfiarem num barco até a praia. Draco começou a sentir uma leve esperança dentro de si e sua consciência se tornou mais clara. Um breve pensamento feliz permaneceu nele. Ele estava saindo da prisão?  

Quando chegaram a praia, um dos aurores aparatou com Draco até o ministério e o arrastaram para uma sala de audiência pequena, sentando ele numa cadeira no meio da sala. Ainda com a sanidade meio abalada alguém se aproximou dele e lhe ofereceu algo para comer. 

- Aceite um pouco, vamos - Disse uma mulher colocando algo em sua mão. Draco levou até a boca sem ter muita certeza de nada e comeu, sentiu a felicidade crescer nele em instantes, sua consciência clareou na hora, estava comendo chocolate. 

Ele levantou a cabeça e na sala havia algumas pessoas. Ele estava no próprio julgamento. 

- "Damos início ao julgamento de Draco Lúcio Malfoy, residente da Mansão dos Malfoy, oeste de Wiltshire, neste dia vinte e cinco de julho, para apurar o envolvimento do mesmo com atividades ligadas aos Comensais da Morte." 

Draco respirou fundo, agora apavorado. A mulher prosseguiu. 

- "Inquisitores: Kingsley Shacklebolt, Ministro da Magia e Malfalda Hopkirk, chefe do departamento de Execução de Leis Mágicas. Escriba da corte, Percy Inácio Weasley. Tertemunhas de defesa, Narcisa Black Malfoy e Harry James Potter." 

Draco se desesperou ao extremo.  Harry Potter como testemunha do julgamento não diria nada a seu favor.  

- Acusações: "Que Draco Malfoy, teve envolvimento direto e participação ativa em atividades ligadas aos Comensais da Morte, onde ele mesmo seguiu ordens expressas de D'aquele-que-não-deve-ser-nomeado para matar Alvo Dumbledore, tendo feito como vítima dessa tentativa de assassinato Katie Bell e Ronald Weasley através de maldições e envenenamento. O réu também é acusado de usar a maldição Impérios em Madade Romesta, para que essa fosse sua informante sobre a presença de Alvo Dumbledore no vilarejo de Hogsmead. Desde o dia vinte de junho o réu estava recluso na fortaleza de Azkaban aguardando julgamento." 

- Draco Lúcio Malfoy você nega alguma das informações? - Perguntou Kingsley a ele. 

- Não, senhor - Disse ele frustrado. 

- E o que tem a dizer em sua defesa?  

- Eu fui obrigado a fazer tudo, por você-sabe-quem. 

- E por que você foi obrigado? Porque O Lorde das Trevas procurou por você? 

- Porque ele queria se vingar do meu pai. 

- Então você afirma que o seu pai era um legítimo Comensal da Morte e que você, por consequência dos erros do seu pai foi obrigado a se tornar um?  

Draco ficou estarrecido, olhou para Kingsley completamente horrorizado. Então era essa a jogada? Para ele se safar, teria que prejudicar o próprio pai?  

Sem responder, Kingsley prosseguiu. 

- Temos aqui em sua defesa, Harry Potter alegou que no momento em que você estava prestes a aniquilar Alvo Dumbledore você não tenha tido capacidade de finalizar o ato, também que quando o próprio foi capturado e levado a sua residência, você, em contrapartida do seu pai, teria se negado a identificá-lo, ajudando assim, Potter a ganhar tempo para fugir. Você nega isso? 

- Não - Disse Draco perdido, Harry Potter estava o ajudando? 

- Então, você confirma que o Lorde das Trevas o procurou porque estava insatisfeito com o trabalho do seu pai? 

Draco não queria responder, não queria jogar o pai na fogueira em seu lugar. Mas teve que prosseguir, porque não tinha escolha. 

- Confirmo - Disse ele se sentindo o pior dos seres humanos. Ele sabia o que iria acontecer e não queria ter que contribuir para isso. 

Kingsley Schaklebolt e Malfalda  Hopkirk conversavam, ele imaginava se já receberia a sua sentença. Esperava que entre ficar em Azkaban novamente e a morte, ele preferia a morte. 

Malfalda Hopkirk Prosseguiu: 

- A audiência do dia vinte e cinco de julho determina que o réu Draco Lúcio Malfoy é inocente de todas as acusações, tento o mesmo participado do envolvimento com os Comensais da Morte contra sua própria vontade.  

Draco não pode deixar de se sentir feliz com essa notícia. Sua mãe desceu da cadeira e correu para ele o abraçando. Ele retribuiu com força.  

- Onde está o meu pai? - Perguntou ele a mãe, o sorriso dela vacilou, uma lágrima caiu dos seus olhos. 

- Seu pai já foi julgado, querido. 

- Como assim? - Perguntou ele desesperado. 

- Ele pegou sete anos de prisão em Azkaban. 

Draco sentiu o peito arder, não desejava isso ao pai, mas não abaixaria a cabeça assim tão fácil. 

- Não tem nenhum recurso?  

- Tem, mas não devemos criar esperanças. Vamos para casa, você precisa se recuperar.  

- Certo - Disse ele sofrendo pelo pai, mal conseguindo se alegrar pela própria liberdade. 



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